2014/02/26
Biblioteca - Novas Tecnologias
2014/02/19
Ciclo de Seminários da BAD
2014/02/12
Peça do mês de fevereiro
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Carruagem ferroviária
Maqueta de uma carruagem de caminho-de-ferro executada em chapa metálica.
Tem uma forma paralelepipédica com a cobertura em arco, apresentando eixos de
simetria longitudinal e transversalmente. Lateralmente destaca-se um conjunto
de janelas interrompido por uma porta próxima de cada extremidade. Estas têm,
inferiormente, um pequeno patim sobreposto a outro que se desenvolve ao longo
da carruagem. A cobertura é atravessada por dois respiradores próximos das
extremidades. Está inventariada com o número ME/400270/672 e pertence à
escola Secundária Jácome Ratton. Elaborado no âmbito das aulas práticas de
Serralharia, este modelo apresenta grande mestria na sua execução.
As carruagens são veículos que se destinam ao transporte de passageiros. Sofreram
várias alterações ao longo dos tempos, desde o primeiro comboio onde eram
abertas, até à atualidade. As transformações nos equipamentos ferroviários,
sobretudo durante a segunda metade do século XIX, visaram adequar as superfícies
utilizadas às novas necessidades de conforto dos passageiros.
A partir de 1830, com a expansão do caminho-de-ferro, tentou-se encontrar
soluções de equipamento que visavam a melhoria das condições de transporte de
passageiros. Como tal, cerca de 1858 surgem os bancos reclináveis e
basculantes. Com George Pullman e Leonard Seibert, iniciaram-se as primeiras
experiências para desenvolver uma carruagem dormitório. Desde então, e até
aos nossos dias, a evolução foi contínua, implementando melhores formas de
viajar de comboio.
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2014/02/05
Preservação e Conservação na Biblioteca Joanina
2014/01/29
Órgão da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas: a revista "A mulher e a criança"
Portugal, na primeira década do Séc. XX, está
em nítida mudança político-social – o papel da mulher na sociedade e suas afirmações
são valores posto em causa. Desta forma, começam-se a esboçar movimentos feministas
que, a seu modo, vão traduzindo ideologias e movimentos culturais organizados. A
emancipação da mulher é, assim, entendida como tomada de consciência do valor da
pessoa e, acima de tudo, como definição do papel da mulher na sociedade. A revisão
da estrutura social portuguesa e, sobretudo, do papel da mulher foi progressivo
e moderado.
“Com certo vigor, a dado passo, o movimento feminista em Portugal é, no entanto,
sempre um movimento moderado, nunca declaradamente subversivo nem violento, mais
atento à satisfação das suas reivindicações pela força da persuasão, do direito
e da educação do que pela força dos gritos e das manifestações.” (Silva, 1983: 875)
Luta-se conscientemente pelos direitos e valores
femininos e em 1907, um grupo de mulheres instruídas fundou o Grupo Português
de Estudos Feministas[1],
com o objetivo de difundir ideais de emancipação feminina, fundar uma biblioteca
especializada, publicar estudos destinados a instruir e a educar a mulher portuguesa
nas suas funções de mãe vs. educadora. No entender de Pires (2012:174), “a educação
e instrução da mulher e a independência económica são assim dois dos campos de intervenção
mais expressivos desta associação”.
Este grupo foi dirigido por Ana de Castro Osório
e outras intelectuais (existiram algumas publicações rarefeitas). Em torno deste
efémero grupo, segundo Samara (2010:41), forma-se um importante núcleo feminista
que vai fundar a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, doravante denominada
por LRMP.
“Foi com a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas
(LRMP) que o feminismo se cruzou com o republicanismo, embora tivesse partilhado
outros combates como o do direito à educação. A sessão preparatória da fundação
da Liga em Agosto de 1908 foi presidida por Ana de Castro Osório e secretariada
por Bernardino Machado e Magalhães Lima, tendo lugar no Centro António José de Almeida.
A ideia de criação da Liga tinha tido origem nos republicanos, nomeadamente António
José de Almeida, que convidavam as senhoras a prestarem o seu concurso, de forma
organizada ao combate republicano.” (Samara, 2010:41).
Sexta-feira, 28 de agosto de 1908, assiste-se
à sessão preparatória da fundação da LRMP. Um grupo de ativistas femininas reúne-se,
no Centro António José de Almeida, sob a presidência de Ana de Castro Osório, que
foi secretariada por Bernardino Machado e Magalhães Lima. Nesta reunião, foram lançadas
as bases da criação da LRMP, organização feminina inspirada nos ideais maçónicos
e ligada ao Partido Republicano Português:
“Abrimos a nossa Revista com o discurso pronunciado na reunião preparatória
da Liga Republicana das Mulheres Portuguêsas, pela nossa illustre Presidente e presada
companheira de redação, D. Anna de Castro Osorio, porque elle diz bem qual a ideia
que presidiu á formação da Liga, e os fins que ella se propõe realizar […] Deixae-me
primeiro agradecer a imerecida honra que me foi feita pelos srs. Drs. Bernardino
Machado, Magalhães Lima e António d’Almeida, […].” (Osório, 1909:1)
Ainda que a ideia seja lançada em 1908 por
Ana de Castro Osório e António José de Almeida e apoiada por Bernardino Machado
e Magalhães Lima, acarinhada pelo Partido Republicano, a sedimentação da LRMP será
consolidada, mais tarde, com os Estatutos da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas,
aprovados em assembleia geral de 24 de Julho e 4 de Agosto de 1910 (A mulher
e a criança, A. 2, n. 15 agosto de 1910, p. 8). Os estatutos da LRMP são descritos
em seis capítulos:
― Capítulo I - Fins da associação;
― Capítulo II - Dever das sócias, Direitos das
sócias e Penalidades;
― Capítulo III - Assembleia geral e Eleições;
― Capítulo IV – Direcção;
― Capítulo V – Conselhos fiscais;
― Capítulo VI – Cobradora e empregada e Transitório.
A ata da reunião de assembleia geral realizada
em 24 de julho, de 1910, para revisão e modificação dos estatutos, datada em Lisboa,
24 de julho de 1910 foi assinada por Ana de Castro Osório, Ana Maria Gonçalves Dias
e Maria Veleda. Os Estatutos da LRMP estão datados de 4 de agosto de 1910 e foram
assinados por Maria Veleda, Ana Maria Gonçalves Dias e Georgina de Figueiredo.
Os objetivos da LRMP são, essencialmente, sociopolíticos
e pedagógicos. O Art. 1 do Capítulo 1 resume os fins da Liga: (i) orientar,
(ii) educar e (iii) instruir a mulher portuguesa:
“Orientar, educar e instruir, nos princípios
democráticos a mulher portuguesa, como mãe de família, esposa, filha, educadora,
tornando-a um indivíduo autónomo e consciente, pois que só um novo regímen libertado
de preconceito poderá trazer à sociedade portuguesa a consciência e responsabilidade
do povo livre e altivo.” (LRMP, 1910:8)
Como sabemos, o projeto LRMP foi apoiado pelo
Partido Republicano, que incentivava a luta reivindicativa das mulheres pela igualdade
de direitos que lhe permitisse uma maior intervenção na vida social, económica e
política do país. Também lhe interessava criar mais uma frente de combate à monarquia,
sobretudo, porque o sexo feminino era conotado com o obscurantismo religioso e o
conservadorismo político.
A exaltação da mulher, através de ideais republicanos
e democráticos, impulsionou a aliança entre feminismo e politica. A Liga, desta
forma, encontra terreno fértil para editarem A mulher e a criança, revista
distribuída gratuitamente às associadas e destinada a todo o público feminino –
toda a mulher, per si, constituiu a vanguarda revolucionária do movimento
social da emancipação feminina, um importante núcleo da propaganda republicana e
um precioso reduto na defesa e consolidação dos ideais da liberdade e democracia.
A LRMP foi, contudo, a primeira organização
político-partidária feminina - a ideia da criação da Liga, lançada em 1908, assinala
a divisão entre as intelectuais monárquicas e republicanas adeptas da causa da emancipação
feminina.
Em 1909, segundo A mulher e a criança,
Ano 1, n.º1 de Abril, a comissão dirigente e proprietária é constituída por Ana
de Castro Osório, Maria Benedita Mouzinho de Albuquerque Pinho e Fausta Gama. Com
a implantação da República em 5 de Outubro de 1910, as feministas republicanas que
militavam na Liga julgaram ter chegado o momento de apresentarem as suas reivindicações
ao novo regime político. Ana de Castro Osório demitiu-se da Direção da Liga e da
revista A mulher e a Criança em abril de 1911:
“A presidente da assembleia geral recebeu o pedido da demissão da presidente
da direcção e nossa muito querida camarada, D. Anna de Castro Osorio, devido a ter
de retirar brevemente para o Brazil […] reunida a assembleia geral em 21 de abril,
para apreciar estas desistências, resolveu-se acceitá-l’as […].” (LRMP, 1911:12)
Maria Veleda foi, então, eleita para a substituir
nos dois cargos, imprimindo à direção da coletividade um carácter mais revolucionário
e combativo na luta pelos direitos de todas as mulheres.
P. M.
Bibliografia
ESTEVES, João (2010). “Dos salões literários ao associativismo pacifista, feminista, maçónico, republicano e socialista” [on-line]. Lagos da República [Camara municipal de Lagos].
[Consulta: 2 jan. 2014].
Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1910).
“Estatutos da Liga Republicana das Mulheres Portuguezas”. in: A mulher e a criança,
A. 2, n. 15 (ago. 1910), p. 8-11
Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1910).
“Ultima hora”. in: A mulher e a criança, A. 2, n. 22 (mar. 1911), p. 12
Osório, Ana de Castro (1909). “Liga republicana
das Mulheres Portuguêzas.” in: A mulher e a criança, A. 1, n. 1 (abr. 1909),
p. 1-4
PIRES, Ana Maria Barros (2012). “A liga Republicana
das Mulheres Portuguesas e a enfermagem no século XX”: leituras na imprensa feminista
[online]. Revista de Enfermagem Referência, Vol. serIII, n. 8 (2012),
p. 171-178 .
[Consulta: jan. 2014]
SAMARA, Maria Alice Dias de Albergaria (2010).
As repúblicas da República: história, cultura política e republicanismo. Lisboa:
[s.n.]. (Dissertação de Doutoramento em História Contemporânea Institucional e Política
de Portugal).
SILVA, Maria Regina Tavares da (1983). “Feminismo
em Portugal na voz de mulheres escritoras do início do século XXI.” in: Análise
Social, Vol. 19, n. 77-78-79 (1983), p. 875-907
[Consulta: jan. 2014].
2014/01/22
Atividades culturais na Biblioteca Nacional
2014/01/15
Peça do mês de janeiro
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Telégrafo
O telégrafo, inventado em 1837 pelo norte-americano Samuel Morse, foi o
primeiro aparelho que permitiu a comunicação à distância através de fios e de
eletricidade. Em 1844, Morse transmitiu a primeira mensagem telegráfica
pública e demonstrou como o telégrafo era capaz de enviar sinais rapidamente
e a grandes distâncias. É constituído por um circuito que, quando a chave
"liga-desliga" desse circuito é fechada, um "sinal
elétrico" percorre o interior do circuito com a velocidade da luz,
estabelecendo uma corrente elétrica no aparelho recetor. O aparelho recetor,
por sua vez, pode ser uma lâmpada, uma campainha ou um "ponteiro"
capaz de se mover para de produzir marcas numa fita de papel. Está
inventariado com o número ME/ESDJC/1444 e pertence ao espólio museológico da
Escola Secundária D. João de Castro.
Samuel Finley Breese Morse (1791-1872), foi inventor, físico e pintor de origem norte americana. Durante a década de 1830 criou o telégrafo -
“Recording Electric Telegraph”. Era formado por uma aparelho emissor e um
recetor, permitindo comunicar com uma única tecla que fechava um circuito
elétrico quando premida, emitindo um sinal sonoro, luminoso ou um sinal
marcado em papel. Desta forma, traduzia sob a forma de pontos e traços o
alfabeto, a pontuação e os números. Assim nasce o chamado Código Morse, um
sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação que
combinava traços, pontos e pausas para transmitir informações através de
impulsos telegráficos. O telégrafo continuou a ser aperfeiçoado, nomeadamente
com o trabalho de Thomas Edison. A evolução natural das formas de comunicação
fez com que o telégrafo primitivo desaparecesse.
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