2021/12/06

Biblioteca do Museu Nacional Machado de Castro

 

O Museu Nacional Machado de Castro é um dos mais importantes museus de Belas Artes em Portugal, homenageando Machado de Castro, escultor régio durante os reinados de D. José, D. Maria I e D. João VI. 

Foi criado em 1911 ocupando os edifícios da residência episcopal de Coimbra construídos entre os séculos XII a XVIII. Este núcleo integra a área classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade em 2019. A partir de 2012 foi inaugurado um novo edifício, da autoria de Gonçalo Byrne.

O objetivo da criação do Museu foram a divulgação das artes bem como a evolução da história do trabalho nacional. Atualmente integra três espaços distintos: o criptopórtico romano, datado do século; o paço episcopal onde se encontra grande parte do acervo; e o edifício novo que inclui as coleções de escultura, pintura e ourivesaria.

Este acervo tem origem maioritariamente na região de Coimbra, nomeadamente nos conventos, mosteiros e igrejas extintos em 1834. Inclui peças de arqueologia, pintura, joalharia, cerâmica, escultura, desenho, têxteis, mobiliário, entre outros

No que respeita à biblioteca, esta foi fundada em 1911 e inclui monografia e publicações periódicas do Museu do Instituto de Coimbra e do Conselho de Arte e Arqueologia. Aqui se reúnem documentos, livros, teses universitárias, catálogos, revistas de arqueologia, escultura, pintura, ourivesaria, cerâmica, mobiliário, arquitetura, desenho, museologia, museografia, conservação e restauro.

 

 

MJS

 

2021/12/02

Biblioteca do Museu Nacional de Música


O Museu Nacional da Música é detentor de uma das maiores coleções instrumentais da Europa, possuindo acervos fonográfico e iconográfico, espólio documental e biblioteconómico.

Aberto ao público desde 1994, tem como missão “salvaguardar, conservar, estudar, valorizar, divulgar e desenvolver os seus bens culturais, promovendo o património musicológico, fonográfico e organológico português, tendo em vista o incentivo à qualificação e divulgação da cultura musical portuguesa. Esta missão traduz-se num conjunto de atribuições onde se inclui a salvaguarda e estudo das coleções, incorporação de novos espécimes, realização de exposições temporárias, edição de publicações, realização de visitas educativas, recitais, conferências e outros eventos.”

A origem do Museu data de 1911 com a nomeação de Michel’angelo Lambertini para a recolha de instrumentos musicais, partituras e peças de iconografia. A falta de incentivo governamental fez com que recorresse ao colecionador António Carvalho Monteiro para impedir a saída do país da coleção Keil. Ambos iniciam uma parceria e Carvalho Monteiro cede um espaço para a acomodação de parte das coleções.

Após a morte destes mecenas, o projeto fica adiado até 1931, quando Tomás Borba toma conhecimento do espólio e adquire o remanescente. O acervo é transferido para o Conservatório Nacional. Posteriormente, algumas peças do rei D. Luís provenientes do Palácio da Ajuda, vieram integrar a coleção, que foi sendo aumentada através de aquisições em leilões.


Em 1946 reabre o Conservatório e o Museu, que teve bastante reconhecimento durantes esta período. Na década de 70, a expansão do Conservatório para as áreas da Dança, Cinema e Educação pela Arte, obrigou à ocupação do espaço do museu, transferido para o Palácio Pimenta. As 658 peças permanecem aqui até à intervenção de João de Freitas Branco que as relocaliza na Biblioteca Nacional, onde Santiago Kastner inicia a sua inventariação. Em 1993 o Museu tem um espaço definitivo localizado no Alto dos Moinhos.

No que respeita ao acervo bibliográfico, existe um centro de documentação especializado em obras de referência sobre organologia, história, teoria e estudo da música.

Existe informação documental sobre instrumentos de todo o mundo, músicos e estilos musicais. São cerca de 3000 obras que incluem teses, tratados, métodos instrumentais, catálogos de museus, periódicos (Arte Musical, Early Music, Le Monde la Musique, Ritmo ou World of Music), trabalhos sobre os instrumentos das coleções do museu e sobre construtores de instrumentos de música.

No Museu também podem ser consultados vários fundos documentais de figuras como Alfredo Keil; do seu colaborador Luís Filgueiras, de Michel'angelo Lambertini, Josefina Andersen, Pedro Prado, Tomás Alcaide, Júlio Cardona e do seu pai Ferreira da Silva, Ella Eleanore Amzel, do maestro José de Sousa e do músico Virgílio Augusto Freitas. Destes fundos fazem parte vários tipos de documentos, como partituras, programas de concertos, correspondência, etc.

De acordo com a notícia avançada pelo Jornal Público, foi apresentado em abril deste ano, um projeto que tem como objetivo a transferência do Museu para o Palácio Nacional de Mafra, um espaço mais adequado à magnitude desta coleção. A abertura está prevista para 2023.

 

 

MJS

  

2021/11/29

Exposição Virtual "A máquina a vapor no Museu Virtual da Educação"


A máquina a vapor foi utilizada pela primeira vez no final do século XVII por Thomas Savery (1650 -1702), com o objetivo de retirar águas de poços de minas. Este engenheiro britânico utilizou os conhecimentos de Papin e Torricelli para transformar a energia do vapor quente em energia utilizável. Esta foi a origem da Revolução Industrial. Várias alterações foram introduzidas na máquina até que James Watt (1736-1819), tendo feito vários estudos sobre o vapor, acrescentou um cilindro que permitia que o aquecimento e arrefecimento se fizesse em zonas distintas. A máquina a vapor foi aplicada à industria e aos transportes, alterando profundamente a economia e o estilo de vida. No final do século XIX, Charles Algernon Parsons (1854-1931) introduziu a turbina a vapor com melhor rendimento. A Revolução Industrial é o termo utilizado para o conjunto de mudanças tecnológicas e industriais que ocorreram em Inglaterra entre 1730 e 1850, alastrando posteriormente ao continente europeu, americano e asiático. Simboliza a passagem de uma economia agrícola para uma economia industrializada, da manufatura para a maquinofatura e para uma nova era no campo dos transportes. Todas as áreas foram profundamente afetadas, desde a mentalidade à cultura, passando pelo quotidiano, pela forma de organizar o trabalho, pela economia e pelos padrões de vida. Embora a máquina a vapor já não seja utilizada, o Museu Virtual da Educação dispõe de vários modelos para estudo dos seus componentes e funcionamento.


Modelo de Máquina a Vapor

ME/400002/91

Escola Secundária Alves Martins

Modelo de máquina a vapor, em base de metal, constituído por uma fornalha, uma caldeira ou gerador de vapor, em metal de paredes muito resistentes, uma válvula de segurança destinada a deixar sair o vapor quando a tensão aumenta excessivamente, um manómetro, um indicador de nível, um sistema de biela-manivela e um volante.


Modelo de Máquina a Vapor

ME/400178/33

Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes

Modelo utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um modelo didático tridimensional de uma máquina a vapor, mostrando, em corte, os principais componentes internos. Dotado de partes móveis, o modelo permitia a demonstração do modo de funcionamento de máquinas a vapor, incluindo um regulador de Watt.


Modelo de Máquina a Vapor

ME/400208/23

Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo

Instrumento que servia para experiências de mecânica nas aulas de Física. É constituído por uma base de ferro que suporta uma roda com manivela que, através de uma engrenagem, com cabos, transforma o movimento circular em movimento de vaivém, como o movimento de uma locomotiva.


Modelo de Máquina a Vapor

ME/ESAD/220

Escola Secundária Afonso Domingues

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Física. Trata-se um modelo de aparelho gerador de vapor utilizado em certas máquinas para regular a entrada de vapor, de forma a manter constante o número de revoluções. Em 1769, Watt desenvolveu um novo tipo de máquina na qual o vapor era libertado para a atmosfera através da abertura de uma válvula, evitando as desvantagens da condensação do vapor por ação de um jato de água fria. A abertura e fecho da válvula de escape era feita através de um complexo sistema de engrenagens e veios de transmissão, comandados por um eixo que se movia solidariamente com o êmbolo. Para isso, desenvolveram-se diversos mecanismos de válvulas, instalados numa caixa de distribuição que permitia que o vapor escapasse alternadamente de cada um dos sectores definidos pelo êmbolo no interior do cilindro. (Descrição retirada de: Museu da Física da Universidade de Coimbra)


Modelo de Máquina a Vapor

ME/ESAD/132

Escola Secundária Afonso Domingues

Modelo de motor a vapor utilizado como material de apoio didático no âmbito da Física. Trata-se de um modelo tridimensional de um motor a vapor, mostrando, em corte, os principais componentes internos. O modelo era utilizado para demonstração do modo de funcionamento de máquinas a vapor.


Quadro didático de Máquina a Vapor

ME/ESAD/100

Escola Secundária Afonso Domingues

Quadro didático utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Física. Trata-se de um quadro móvel, em cartão, representando uma máquina a vapor. No verso existe um mecanismo em forma de círculo que permite fazer a imagem movimentar-se.


MJS






2021/11/25

Biblioteca do Museu Nacional Grão Vasco

 

O Museu Nacional Grão Vasco situa-se no centro histórico de Viseu, junto à Catedral num edifício de granito cuja fundação data de 1593. Durante o século XVIII foi acrescentado um segundo piso.

Vasco Fernandes (c. 1475 – c. 1542), conhecido por Grão Vasco foi um dos principais pintores quinhentistas, tendo exercido a sua atividade na zona norte de Portugal. Não se sabe ao certo onde adquiriu os conhecimentos do seu ofício, mas pensa-se que terá sido em Lisboa. Inicia o seu percurso com uma influência marcadamente nórdica, evoluindo para as tendências italianas. Utiliza uma paleta de cores mais sombria, com uma preponderância para a gradação da luz, podendo observar-se uma caracterização marcada e pormenorizada das figuras e dos ambientes.

Durante o século XIX, esta construção passou para o domínio estatal, acolhendo o museu e as suas coleções em 1916. O objetivo era a preservação e valorização do património histórico, artístico e arqueológico de Viseu. O grande destaque vai, obviamente, para as obras de Grão Vasco. Entre 2001 e 2004 o espaço foi reabilitado através de um projeto da autoria de Souto Moura.

No que respeita às coleções, o museu dispõe de um conjunto notável de pinturas de Grão Vasco e de pintores contemporâneos, bem como esculturas, ourivesaria, faiança portuguesa, porcelana oriental, mobiliário, marfins e objetos destinados a práticas litúrgicas.

O acervo bibliográfico do Museu tem uma tipologia baseada nas coleções existentes, ou seja, Pintura, História da Arte, História de Portugal, Cerâmica, Artes Decorativas, Mobiliário, Escultura, Desenho, Gravura, Aguarela, Pastel, Ourivesaria e Numismática.

O arquivo histórico tem vários documentos avulsos, livros manuscritos, pergaminhos, fragmentos e selos, provenientes do cartório do cabido da Sé de Viseu, datados a partir do século XVIII.

 

 

MJS

2021/11/22

Biblioteca do Museu Nacional dos Coches

 

O Museu Nacional dos Coches foi criado em 1905, localizando-se no antigo Picadeiro do Palácio Real de Belém. Atualmente é constituído por dois edifícios, o Picadeiro e o novo espaço, desde 2015, na Av. da Índia. Trata-se de um museu que possui a mais importante coleção a nível mundial de coches e carruagens.

Em 1726, D, João V adquiriu este espaço que incluía várias casas nobres, entre as quais o Picadeiro. O futuro D. João VI remodelou esta área, atribuída ao arquiteto Giacomo Azzolini. Francisco de Setúbal, Francisco José de Oliveira, Joaquim Lopes e Nicolau Delerive contribuíram para esta obra com as suas pinturas e motivos ornamentais.

Em 1905 foi criado o Museu dos Coches Reais, por iniciativa de D. Amélia de Orléans, na tentativa de salvaguardar as viaturas pertencentes à Casa Real. O local escolhido foi o Picadeiro, adaptado por Rosendo Carvalheira com a colaboração de José Malhoa e Conceição Silva. A coleção foi aumentando e o espaço do museu foi-se expandindo. Em 1940 Raul Lino orientou o alargamento desta zona.

Em 1994, o Estado adquiriu as antigas Oficinas Gerais do Exército em Belém para a construção de um novo edifício em 2010, da responsabilidade de Paulo Mendes da Rocha, juntamente com o atelier Ricardo Bak Gordon e o Engenheiro Rui Furtado. Em 2015 a maior parte da coleção foi transferida para aqui, permanecendo no Picadeiro um núcleo de coches e berlindas, acessórios de cavalaria, bem como a galeria de pintura da família real.

Quanto à coleção, o museu reúne cerca de 9 000 objetos dos séculos XVI a XIX. Na altura da sua criação, em 1905, o acervo era constituído sobretudo por peças da Coroa, recolhidas em depósitos e cavalariças. Vários membros da família real fizeram doações de objetos pessoais.

Em 1911, com a separação do Estado e da Igreja, entram muitas peças de conventos e casas religiosas. Em 1912, os retratos da família real e várias viaturas, provenientes do Paço Patriarcal de S. Vicente de Fora, foram igualmente incorporados. Ao longo do tempo a coleção foi crescendo e inclui coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, carrinhos de criança, liteiras, cadeirinhas, arreios e peças de cavalaria, fardamentos, instrumentos musicais, armaria e os retratos a óleo dos monarcas.

Existe no Museu um espólio documental relevante, com desenhos de arquitetura, projetos de decoração para coches, gravuras, estampas e postais. A Biblioteca tem um acervo especializado em meios de transporte, equitação, arte equestre, História, História da Arte, conservação e restauro e museologia. Reúne cerca de 6000 títulos, entre os quais monografias, catálogos de exposições e leilões, publicações periódicas e reservados.

 

MJS

2021/11/18

Peça do mês de novembro



Estetoscópio de Chauveau

O instrumento era utilizado para estudo e observação nas aulas de Ciências Naturais, tendo como objetivo o estudo do cateterismo. Encontra-se colocado num interior de um estojo. A abordagem direta do coração e dos vasos sanguíneos para diagnóstico e tratamento por via percutânea através do cateterismo evoluiu ao longo do tempo. Em 1861 o veterinário Jean-Baptiste Auguste Chauveau (1827-1917) e o médico Etiene-Jules Marey (1830-1904), partindo das teorias de William Harvey, inseriram dois longos tubos no coração de um cavalo acordado e descreveram as curvas de pressão obtidas. Publicaram assim o trabalho inaugural que relata medidas simultâneas de pressão arterial e ventricular direitas e de aorta e ventrículo esquerdo por meio do uso de cateteres. Foram os primeiros a referirem-se à fase isométrica da contração cardíaca.

A peça está inventariada com o número ME/402436/1486 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Passos Manuel.


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2021/11/15

Biblioteca do Museu Nacional do Traje


O Museu Nacional do Traje foi inaugurado em 1977, como resultado de um projeto apresentado em 1973: a exposição “O traje Civil em Portugal” da responsabilidade de Natália Correia Guedes, futura diretora do Museu.  é uma das mais belas obras arquitetónicas portuguesa e mundial classificado Património Mundial pela UNESCO desde 1983.

O museu encontra-se instalado no Palácio Angeja-Palmela. Desde1973 que se trabalhava no sentido de encontrar um local adequado para estabelecer a instituição. Em 1975, o Estado adquiriu a Quinta do Monteiro-Mor, finalizando o processo de instalação.

O Palácio tem esta denominação devido ao facto de ter sido propriedade das duas famílias. O traçado deve-se ao 3.º Marquês de Angeja que aqui pretendia instalar as suas coleções de história natural e um jardim botânico. Adquirido pela família Palmela no século XIX foi alvo de várias remodelações com a intervenção de Pereira Cão, Rambois e Cinatti, ao nível da decoração parietal. Entre 1952 e 1955 foi residência do Coronel Lawrence Vincent More Cosgrove, um diplomata canadiano. Em 1975, o Estado comprou a propriedade.

Há que destacar o parque adjacente ao Palácio, atualmente com cerca de 11 hectares, atravessado por um ribeiro. O jardim, segundo a tradição, terá sido iniciado por Domingos Vandelli, na segunda metade do século XVIII, com a construção de socalcos que sustentam a plataforma onde se encontra o palácio. Após 1975 recuperou-se a propriedade, mantendo-se as características do espaço: jardim, roseiral, prados, pomares, pinhal e horta, aumentando-se a sua diversidade botânica.

O Museu constituiu a sua coleção através da doação de particulares e da incorporação de peças existentes noutros museus. Inclui trajes civis e outros, acessórios, tecidos, materiais e equipamentos para a produção têxtil. A primeira oferta veio do Museu Nacional dos Coches que possuía uma importante coleção de trajes da Casa Real.

Assim sendo, a coleção integra várias épocas: traje do século XVIII (Barroco e Rocaille); Traje Império (1769 – 1820); Traje Romântico (1825-1865); Traje Belle Époque (1870-1914); e Traje do século XX.

A Biblioteca do Museu é especializada em História do Traje e dos Acessórios. Possui vários catálogos de exposições do Museu e algumas secções de Museologia e História da Arte.

 

MJS