2022/08/18

Invenções que mudaram o mundo: a eletricidade

Pilha de Volta

ME/401109/233

Escola Secundária de Camões

Instrumento utilizado no Laboratório de Física para fins pedagógicos. Trata-se de uma pilha de volta composta por uma série de discos de cobre e de zinco empilhados uns sobre os outros, alternadamente, o cobre para baixo e o zinco para cima, colocando-se entre os discos rodelas de pano de feltro, embebidas em água acidulada. Ao zinco do último disco superior liga-se um elétrodo e ao de cobre do último inferior liga-se o outro. A eletricidade do zinco comunica-se ao do cobre que lhe serve de condutor e nele se forma o polo negativo; a eletricidade do feltro é recebida pelo cobre do disco superior e passa ao zinco, onde se forma o polo positivo. A pilha de Volta tem apenas importância histórica uma vez que produz apenas correntes fracas e não tem aplicação prática, mas desta pilha derivam todas as outras. Apresenta uma campânula cilíndrica metálica para cobrir a estrutura da pilha.



A eletricidade é um termo bastante genérico que inclui vários fenómenos resultantes da carga elétrica, do seu fluxo e da corrente elétrica. É uma das áreas da física que se dedica ao estudo das partículas com carga elétrica e aos seus efeitos.

A designação “eletricidade” tem origem na palavra grega elektron, ou seja, âmbar. Isto deve-se à experiência que consta ter sido efetuada por Tales de Mileto em 600 a. C. que verificou que o âmbar, quando friccionado, passava a atrair pequenos objetos. Atualmente sabemos que o âmbar adquire uma carga elétrica após ser friccionado. Elektron é também a origem do nome de uma das partículas presentes no átomo, o eletrão.

Só no século XVI, com as experiências de William Gilbert é que se descobriu que existiam outras substâncias que tinham as mesmas propriedades do âmbar. O cientista publicou uma obra sobre a eletricidade e o magnetismo. A partir desta época, o estudo dos fenómenos elétricos começou a generalizar-se. É o caso de Otto Van Guericke que inventou uma máquina de descargas elétricas provocadas pelo atrito. Charles Francis Dufay, em 1730, descobriu que a eletricidade tem cargas positivas e negativas.

Benjamin Franklin realizou vários trabalhos sobre a eletricidade. Atribui-se a este cientista a descoberta do para-raios através de uma experiência, em 1752, com um papagaio de papel que tinha uma chave na sua corda. Durante uma tempestade com a ocorrência de relâmpagos, Franklin verificou que os raios possuíam eletricidade, através da formação de faíscas na referida chave.

Em 1780 Luigi Galvani fez uma descoberta importante ao realizar experiências com animais mortos, constatando que os músculos se contraem à passagem da corrente elétrica.

Cerca de 1800, Alessandro Volta inventou a primeira pilha, feita com discos de cobre e zinco, empilhados sobre um pano com uma solução ácida.

Em 1820 Hans Christian Oersted descobriu que a corrente elétrica consegue produzir um campo magnético. Michael Faraday realizou várias experiências e criou diversos inventos demonstrando a indução elétrica.


Gaiola de Faraday

ME/400270/6

Escola Secundária Jácome Ratton

Este instrumento é constituído por uma rede metálica cilíndrica, tendo suspensos pêndulos de sabugueiro no interior e exterior. A rede assenta num suporte metálico, ligado à base através de um segmento em vidro (isolante). Com este instrumento prova-se que as cargas elétricas fornecidas a um condutor se distribuem na sua superfície exterior, porque só os pêndulos exteriores se afastam.


George Simon Ohm, em 1827, descobriu a relação matemática entre a resistência, a tensão e a corrente elétrica. Esta descoberta deu origem à conhecida Primeira Lei de Ohm.

A aplicação prática da eletricidade concretizou-se com a invenção do telefone por Alexander Graham Bell em 1875 e com a lâmpada, inventada por Thomas Edison em 1880.

Em 1886 George Westhinghouse criou o primeiro sistema de distribuição de eletricidade por corrente alternada, baseado nas experiências de Nikola Tesla. Este cientista desenvolveu, em 1890, o sistema de distribuição trifásico de corrente elétrica.

Em 1905, Albert Einstein explicou o efeito fotoelétrico que constituiu a base para a produção de painéis solares. Em 1911 Kamerlingh Onnes descobriu a supercondutividade.

Desta forma, a evolução de conhecimentos na área da eletricidade foi muito rápida. Assim, foi possível a produção de energia que alimenta as habitações particulares, a industria e a rede pública. A versatilidade da eletricidade, produzida nas centrais hidroelétricas ou termoelétricas, permitiu a sua aplicação a quase todos os setores, dos transportes às comunicações, sendo a base do funcionamento da sociedade moderna.


MJS

2022/08/15

Peça do mês de agosto

 


Computador (protótipo)

Polysyllogism Solver é o nome dado a um protótipo de computador concebido por alunos da Escola Secundária D. João de Castro. Trata-se de um aparelho que permite, através da introdução de tomadas nos orifícios respetivos, fornecer indicações sobre as correntes migratórias de vários povos e até mesmo alguns dados estatísticos sobre o petróleo (consumo, reservas, movimentos, etc). Pode afirmar-se, embora com muitas reservas, que existe uma memória gravada no próprio painel. Pela sua originalidade, este aparelho foi premiado nos E.U.A. e na Holanda.

Está inventariado com o número ME/ESDJC/66 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária D. João de Castro.


MJS

2022/08/11

Exposição virtual "A Régua, Instrumento de medida"

 

A régua graduada é um instrumento de medida para pequenas distâncias. Serve igualmente pata traçar segmentos de reta no âmbito da geometria ou desenho técnico. A origem da palavra vem de règle (francês) que significa lei ou regra, deixando antever a sua função de traçado reto e de medida.

Durante séculos não existia qualquer padronização dos sistemas de medida que podiam variar entre a polegada (2.54 cm), o pé, a jarda ou o palmo. No final do século XVII, em França, surge o sistema métrico decimal que pretendia facilitar e padronizar a medição.

A régua pode ser fabricada em vários materiais (madeira, plástico ou metal) e contém uma escala centimétrica e milimétrica. A sua existência como instrumento de medida comparativa está documentada desde a Idade do Bronze. É utilizada em diferentes áreas: no desenho técnico (escolar, universitário ou profissional); na geometria, acompanhada por outros instrumentos; na construção civil; na engenharia, carpintaria e arquitetura.

A régua de cálculo foi inventada em 1622 por William Oughtred com o objetivo de facilitar a realização de cálculos relativamente simples, através de escalas logarítmicas. Foi sendo aperfeiçoada e podia ter forma circular ou retangular, com ou sem cursor. Os cálculos são realizados através de guias deslizantes, ou seja, réguas que deslizam umas sobre as outras e de um cursor que relaciona as diferentes, escalas.

Nesta exposição surgem os dois tipos de régua, graduada e de cálculo, utilizadas em contexto das práticas pedagógicas de geometria. Muitas eram especialmente concebidas para serem utilizadas no quadro para visualização das matérias por todos os alunos.


Régua em T

ME/152171/152

Escola Secundária Infante D. Henrique

Régua em T de madeira com escala para marcação das distâncias. Era utilizada para medir ou traçar segmentos de reta no quadro, no âmbito das práticas pedagógicas das aulas de Matemática.


Régua de Cálculo

ME/400439/814

Escola Secundária Sebastião e Silva

Instrumento mecânico destinado à realização de cálculos matemáticos. É composto por duas placas fixas e uma placa móvel, com diversas escalas, e uma lingueta transparente, deslizante. Num dos extremos tem a indicação «Faber-Castell 334/52». Dois suportes de metal, fixados nas extremidades, possibilitam a fixação mural, permitindo, em contexto pedagógico das aulas de Matemática, uma demonstração das potencialidades do instrumento a toda a classe. As escalas graduadas apresentadas na régua permitem a realização de cálculos envolvendo: operações elementares, potenciação, radiciação, funções trigonométricas, funções exponenciais e logarítmicas.


Régua de cálculo

ME/400610/56

Escola Secundária de Camões

Instrumento utilizado em contexto pedagógico nas aulas de Matemática. Trata-se de uma régua de cálculo, um instrumento mecânico que permite a realização de cálculos, através de uma lingueta móvel deslizante. A régua é composta por escalas fixas e móveis, onde se encontram vários tipos de escalas que permitem a realização de operações e cálculos.


Régua

ME/401250/197

Escola Secundária D. Dinis

Régua graduada de madeira com escala em centímetros e milímetros e apontadores em metal para marcação das distâncias.


Régua

ME/400956/337

Escola Secundária Augusto Gomes

Instrumento utilizado para medir ou traçar segmentos de reta no quadro em contexto das práticas pedagógicas de Matemática/ Artes Visuais. Trata-se de um conjunto de réguas de madeira, utilizadas na demonstração de exercícios no quadro, com escala em centímetros e milímetros.


Régua de cálculo

ME/400130/10

Escola Secundária Damião de Goes

Régua de cálculo constituída por uma régua dupla graduada, nos bordos e no meio, separada por uma fenda longitudinal em que corre uma terceira régua, funcionando como lingueta móvel.


MJS

2022/08/08

Agrupamento de Escolas da Ericeira


O Agrupamento de Escolas da Ericeira (AEE) é uma estrutura educacional, contando com diversos parceiros locais para o exercício da sua missão, nomeadamente: Câmara Municipal de Mafra, Juntas de Freguesia (Carvoeira, Encarnação, Ericeira e Santo Isidoro), entre outros (AEE,2022:14).

Estas freguesias pertencem à zona litoral/oeste do concelho de Mafra e limite norte da área Metropolitana de Lisboa (AML). Estas freguesias têm sofrido alterações substanciais nos últimos anos, devido ao surto de novas construção e melhoria de acessibilidades, infraestruturas de qualidade, paisagem natural e crescimento turístico.[1]

Estas freguesias, na sua maioria, tinham tradicionalmente características rurais, porém, a freguesia da Ericeira vive, essencialmente, da atividade turística.[2] 

A chegada de novas famílias vindas da área metropolitana de Lisboa e do estrangeiro (atribuído à Ericeira como Reserva Mundial de Surf) fez emergir um modo de vida mais urbano e cosmopolita que altera profundamente o estilo de vida desta região turística. Muitas destas famílias buscam no Agrupamento de Escolas respostas educativas para os seus filhos e identificam, neste, parâmetros de segurança e qualidade de ensino que os leva a esta opção.

 

Compete ao AEE, enquanto unidade orgânica do Ministério da Educação, atuar em conformidade com as grandes linhas orientadoras da política educativa nacional. O AEE tem uma oferta educativa diversificada e ajustada às necessidades e expetativas da comunidade escolar. O AEE é composto por dez estabelecimentos de ensino:

5 Jardins de Infância (JI)

§  JI das Azenhas dos Tanoeiros;

§  JI do Barril;

§  JI da Encarnação;

§  JI de Ribamar;

§  JI de Santo Isidoro.

4 Centros Escolares

§  EB da Freguesia da Carvoeira (JI e 1º Ciclo);

§  EB da Ericeira (JI e 1º Ciclo);

§  EB da Encarnação (1ºCiclo);

§ EB da Freguesia de Santo Isidoro (JI e 1º Ciclo).

1 Escola Sede

            §  Escola Básica e Secundária António Bento Franco (2º, 3º Ciclos e Secundária). 

O Agrupamento disponibiliza ainda uma Oferta Complementar e Extracurricular diversificada, assegurada por Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no 1º Ciclo do Ensino Básico e na Escola Básica e Secundária assegurada por núcleos, projetos e clubes, nos domínios científico, desportivo, cultural, artístico e tecnológico.

 

“O Agrupamento acompanha e monitoriza a certificação das aprendizagens também dos alunos que se inscrevem para a modalidade de Ensino Doméstico (ED) e Ensino Individual (EI), através da celebração de protocolos da responsabilidade dos Encarregados de Educação (EE), assim como procede à implementação do Ensino à Distância sempre que se verifica essa necessidade.” (AEE, s.d. 8).

 

A escola tem sido desafiada a inovar as suas práticas educativas, mercê das mudanças sociais, culturais, políticas, económicas e tecnológicas. Contudo, estas mudanças têm desencadeado problemas globais, como os extremismos, as desigualdades no acesso aos bens e direitos e as crises humanitárias que desafiam a escola a implementar no processo educativo aprendizagens que contribuem para a formação de cidadãos responsáveis, autónomos, solidários, tolerantes e participativos; cidadãos que conheçam e exerçam os seus direitos e deveres com base no diálogo e no respeito pelos outros, com espírito democrático, pluralista, crítico e criativo.


Neste sentido, a Estratégia de Educação para a Cidadania constitui um referencial para o desenvolvimento curricular, integrando as diversas áreas do saber na aquisição de aprendizagens significativas e diversificadas que fomentem o exercício de uma cidadania democrática nos nossos alunos.

 

P.M.

 

BIBLIOGRAFIA:


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA ERICEIRA (2022). Regulamento interno 2021/2025 [em linha]. Ericeira: AEE [Consul. Em 12 de maio de 2022]. Disponível:

https://www.aeericeira.net/wp-content/uploads/2022/04/RI_AEE_-2021_2025Final.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA ERICEIRA (2021). Projeto Educativo “Ao Encontro de Quem Somos” [em linha]. Ericeira: AEE [Consul. Em 12 de maio de 2022]. Disponível:

https://www.aeericeira.net/wp-content/uploads/2022/05/PE-Agrupamento-de-Escolas-da-Ericeira-2021-2025.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA ERICEIRA (2020). Agrupamento [em linha]. Ericeira: AEE [Consul. Em 12 de maio de 2022]. Disponível: https://www.aeericeira.net/quemsomos/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA ERICEIRA (s.d). Projeto de intervenção (quadriénio 2021-2025) [Em linha]. Ericeira: AEE [Consul. Em 12 de maio de 2022]. Disponível:

https://www.aeericeira.net/wp-content/uploads/2021/07/ProjetoIntervencao.pdf

 

VISIT PORTUGAL (2003). Ericeira [em linha]. Lisboa: Turismo de Portuga [Consult. 12 de maio de 2022]. Disponível: https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/ericeira



[1] A marca Ericeira é reconhecida internacionalmente como Reserva de Surf. Aliado ao fenómeno turístico temos assistido a um desenvolvimento ímpar da vila em termos de procura de habitação primária o que origina um crescimento de crianças em idade escolar. Também a comunidade de imigrantes é bastante forte na zona de influência do AEE, com predomínio claro da comunidade brasileira, embora esta tenha sofrido oscilações na última década devido às diferentes conjunturas económicas registadas em Portugal ou no Brasil. A todas estas novas realidades tem o AE feito um enorme esforço de acolhimento e adaptação procurando responder a este desafio e prestar um serviço público de qualidade.

 

[2] Ericeira é uma vila muito antiga, presumivelmente local de passagem e instalação dos Fenícios. Reza a lenda que o nome Ericeira significa, na origem, "terra de ouriços", devido aos numerosos ouriços do mar que abundavam nas suas praias. A história da Ericeira remonta, assim, a cerca de 1000 a.C. O seu primeiro foral data de 1229, concedido pelo então Grão-Mestre da Ordem de Aviz, Dom Frei Fernão Rodrigues Monteiro, que assim instituiu o Concelho da Ericeira. A nova carta de foro concedida por D. Manuel I em 1513, veio nobilitar a vila concelhia, doada pelo mesmo D. Manuel ao infante D. Luís e por este ao seu filho natural D. António, Prior do Crato, forte opositor à tomada do poder real por Filipe II de Espanha. Em 1589, no Forte de Milreu, D. António fez uma gorada tentativa de desembarque de tropas com o objetivo de conquistar o poder. Em 1855, na sequência de uma reordenação administrativa do território, a Ericeira deixou de ser concelho para ficar na dependência de Mafra, sede concelhia até aos dias de hoje. A Ericeira conheceu no século XIX a sua época áurea, com um enorme incremento, porquanto foi o porto mais concorrido da Estremadura, com alfândega, por onde se fazia o abastecimento de quase toda a província. A antiga importância comercial tem hoje correspondente no notável movimento turístico, resultante da situação e do clima privilegiado de que goza. O embarque para o exílio da família real portuguesa, episódio que assinala o termo do regime monárquico nacional, fará sempre do porto da Ericeira um dos locais mais dramáticos da geografia do concelho de Mafra.

2022/08/04

Francisco de Almeida Grandella: de marçano da Calçada da Pampulha ao fundador do império comercial dos Grandes Armazéns Grandella ou o percurso singular de um self made man português


  Francisco de Almeida Grandella (Aveiras de Cima, 23 de junho de 1853 – Foz do Arelho, 20 de setembro de 1934),é uma figura incontornável do empreendedorismo e espírito irrequieto de um homem de negócios que via claramente para além do seu tempo. A sua vida passou por momentos marcantes da história nacional da segunda metade do século XIX e prolongar-se-ia pelos períodos ainda mais conturbados que caracterizariam os antecedentes e a instauração da República e posteriormente a criação do Estado Novo. Com efeito, com a Regeneração, o Fontismo, o Ultimato inglês, a revolta republicana do Porto em 1891, o regicídio de 1908, a instauração da República, a participação portuguesa na I Grande Guerra, o golpe militar de 28 de maio de 1926, a instauração da Ditadura Militar, a chegada de Oliveira Salazar ao governo em 1928 e a posterior publicação da Constituição de 1933, chegariam só por si para enquadrar a figura de Grandella num ambiente político-social assaz particular.

 

Aspeto dos Grandes Armazéns Grandella, entrada pela Rua do Carmo, 1931
[imagem retirada da internet (1)]

Com apenas 12 anos, e a pedido do pai, vai para Lisboa, trabalhar no número 253 da rua dos Fanqueiros, afim de substituir o seu irmão Eduardo, que se encontrava gravemente doente. Por lá se manteve cerca de 3 anos, após os quais, e na sequência do trespasse da loja pelo patrão a um caixeiro, sem que o promovesse, que Francisco Grandella relata na primeira pessoa: “ Foi até quando o Ferreira Martins (patrão) trespassou a loja a um seu caixeiro, o Manuel Luís de Macedo e eu fomos também no negócio como se fizéssemos parte dos trastes da casa. Ao meu pai não lhe agradou que fosse vendido como um escravo, chamou-me para casa.”, prosseguindo “(…) por isso mandava-lhe pedir para no domingo de manhã mandar uma cavalgadura à Azambuja, porque eu parto daqui às quatro horas da manhã (no comboio), o mais eu à vista lhe contarei.” (2)

De regresso a Aveiras de Cima, aproveitou para estudar e aprofundar a língua francesa com o eminente professor Teodoro José da Silva, fato que mais tarde muito contribuiria para o sucesso comercial dos Armazéns Grandella e Cª, após uma visita a Paris. Por volta de 1870, regressa de novo a Lisboa e à rua dos Fanqueiros nº 173 e 175, onde se emprega no balcão. Permanece nessa casa 4 anos, após os quais muda para a loja de fancaria de António Marques da Silva, na rua da Prata, nº 111 e 113, assumindo aqui a direção da loja e onde permaneceu cerca de 8 ou 9 anos. Durante este período, e tomando conhecimento que o Banco Hipotecário estava a vender umas propriedades na sua terra natal, Francisco Grandella adquiriu-as e passou a administra-las. Homem trabalhador, mas resoluto, um dia aziago leva-o a “pespegar dois bofetões num marçano” (3), advindo daqui o seu pedido de demissão do emprego, na exata medida que o ofendido era familiar do patrão. Conquanto tudo parecia perdido no mundo do comércio de fazendas, Grandella encontra-se com Francisco da Conceição Silva, caixeiro e sócio do seu irmão Luís, com armazéns de farinha e fábrica de bolachas em Santo Amaro, que lhe propõe um empréstimo para que se estabeleça por conta própria. Após hesitação inicial, aceita as condições do empréstimo e em poucos dias encontra-se a fazer cartões com o nome “Grandella & Cia”, estabelecendo-se na rua da Prata, nº 112 e 114, sob o nome apelativo de firma “Fazendas Baratas”. Nascia o nome e o mito Grandella. Com uma publicidade aguerrida e direcionada para o grande público, em breve adquire nome e projeção na capital, na província, nas ilhas e até nas colónias. Revoluciona o mercado com a venda por correspondência, com direito a envio por correio e devolução, no caso de não aceitação por parte do cliente. Publica e distribui catálogos dos produtos que comercializa, operacionalizando uma verdadeira inovação/ revolução na relação com o cliente final. Com o negócio a prosperar, em breve adquire por trespasse uma loja a um judeu estabelecido no Rossio, a que apropriadamente chama de “Loja do Povo”. Com o negócio sempre em crescendo, adquirindo novas técnicas do que hoje apelidamos de marketing agressivo, contrata um “criado-reclamo”, vestindo-o de soldado inglês e trajando de vermelho. Malgrado a troça da petizada, o sucesso comercial foi estrondoso, contribuindo para a abertura de outra loja de fazendas em 1890, desta feita estabelecida na rua do Ouro, com o apelativo nome de “O Novo Mundo”. Lisboa grandellizava-se, colocando fim ao pequeno mercador e criando o comerciante empreendedor, ousado e com espírito de risco comercial. Estava encontrada a forma para o sucesso retumbante nesta área de negócio. Nesta altura, Grandella já era o proprietário do Teatro Novo da Rua dos Condes (onde atualmente está o Hard Rock Café de Lisboa), que mandara reconstruir e onde funcionava uma “das mais elegantes e confortáveis salas de espetáculos da cidade”, conforme noticiava o Diário de Notícias no dia de consoada de 1888. Nos subterrâneos do Teatro Novo, funcionava o Clube dos Makavenkos, um grupo de boémios, que se apresentava como sociedade gastronómica. Deste período datam também a criação de fábricas de malhas, tecidos, fiação e móveis de ferro em Benfica, onde mais tarde iria criar o bairro Grandella, em São Domingos de Benfica, composto por habitações sociais com rendas vantajosas para as centenas de operários, uma escola primária e uma creche para os filhos dos trabalhadores.

Em finais de Oitocentos, Grandella desloca-se a grandes centros industriais ingleses de manufatura de tecidos e fiação (Manchester, Birmingham e Londres), regressando por Paris, onde se fascinou pelos Armazéns Printemps da cidade-luz. Inebriado pela visita parisiense, adquire em 1903 um grande prédio na rua Nova do Carmo, cujas traseiras ligavam com a loja “O Novo Mundo”, na rua do Ouro. Contratou o arquiteto francês Georges Demay, o mesmo  que projetara os Armazéns Printemps parisienses e em 7 de abril de 1907 inaugurou os sumptuosos e luxuosos Grandes Armazéns Grandella. Composto de 10 pisos, e com uma área comercial jamais vista em Portugal, os Armazéns Grandella foram um marco indissociável da cidade e da vida comercial do país durante 8 décadas, até ao incêndio que destruiu todo o interior a 25 de agosto de 1988. (4)  

 

As escolas primárias “à margem do Plano dos Centenários” do benemérito Francisco Grandella e o ideal republicano da democratização da instrução das populações

 


Aspetos da degradação do edifício escolar “tipo Grandella”, Aveiras de Cima, 1968 (I)  


Aspetos da degradação do edifício escolar “tipo Grandella”, Aveiras de Cima, 1968 (II)


Embora tenhamos destacado o espírito empreendedor e comercial do senhor Grandella, existem ainda outras facetas que importará seguramente aludir. Além de republicano – o Partido Republicano Português elegeu-o vereador municipal na Câmara Municipal nas eleições de 1908, não tanto pelos dotes políticos, mas antes pela figura e estatuto que detinha na cidade de Lisboa -, maçon filiado na Loja José Estêvão, sob o nome de “Pilatos” -, foi também um benemérito com um contributo incontornável para a erradicação da iliteracia e a alfabetização num país profundamente atrasado. Com a construção das escolas Francisco Grandella, o país teve seguramente uma mais valia para a instrução da população em geral. Apaixonado pela questão da educação em Portugal, pelo modelo educativo alemão e pelas escolas móveis, foi na Foz do Arelho, onde tinha uma casa de veraneio, que Grandella, com o apoio de Miss Stella Stuart – uma inglesa que teria conhecido em 1904 num dos jantares do já citado “O Clube dos Makavenkos” – e do professor Casimiro Freire, que dinamizaram entre 1904 e 1906 várias missões educativas. Cada missão, com a duração de 4 meses, compunha-se de 90 lições, baseadas no método do pedagogo João de Deus. Com efeito há notícias, que em fevereiro de 1905 tivera lugar a 127ª aula na Foz do Arelho, sendo que em julho desse ano o filho do poeta, João de Deus Ramos, assistira às provas finais de exame. Era convicção do professor Casimiro Freire, e de toda a equipa que liderava, que replicando o modelo das escolas móveis e adotando concelho a concelho de todo o país este modelo pedagógico, todos os indivíduos dos 6 aos 60 anos saberiam ler, por alturas do centenário do nascimento do pedagogo, que ocorreria em 1936. Embora fosse uma iniciativa de louvar, cremos que na prática não teve reais resultados.

No recenseamento que conseguimos identificar, apenas localizamos 6 escolas mandadas construir por iniciativa de Francisco Grandella. Obedecendo a um modelo arquitetónico regular, são construções térreas, encimadas por um frontão triangular, estilo neoclássico, com 4 ou 6 colunas de traça clássica (6 colunas no caso do bairro Grandella, em Lisboa ou na terra natal), os elementos base, fruste e capitel sem motivos decorativos, e quase sempre com ligações a figuras republicanas. A primeira escola, construída em Aveiras de Cima, foi inaugurada em 1906 e tem no frontão triangular a inscrição “Escola Primária Francisco Maria de Almeida Grandella”. Do mesmo ano, construi-se também a Escola Afonso Costa, no bairro de São Domingos de Benfica, agregada a uma creche e um bairro residencial para os operários do Grandella.

 


Planta do edifício escolar de 4 salas, 2 sexos, “tipo Grandella” e logradouro, na escala de 1:100


Estimativa para as obras de conservação do edifício “tipo Grandella”, Santarém, 29 de outubro de 1968

 

Em Tagarro, no concelho de Alcoentre, é também inaugurada a respetiva Escola Primária em 21 de agosto de 1910, sendo-lhe atribuído o nome de Augusto José da Cunha, professor e Par do Reino, que aderiu ao Partido Republicano Português em 1907. Esta escola contou com a presença de Afonso Costa, figura incontornável dos primeiros anos da República e a quem Grandella envia a 1 de agosto de 1910 uma carta com informação bem impressiva, que valerá a pena transcrever: “Parecia-me político inaugurar a escola de Tagarro imediatamente, embora abra só para o começo do ano letivo.” Ainda em 1910, e já proclamada a República nos Paços do Concelho de Lisboa e transmitida para todo o país via telégrafo, é inaugurada a 20 de outubro a Escola Bernardino Machado na Foz do Arelho, precedida a 13 do mesmo mês pela Escola França Borges, em Nadadouro, localidade perto da Foz do Arelho. Como momento político de exceção, tinham apenas passado 8 dias desde a proclamação da República, nesta inauguração o jornal O Círculo das Caldas, dá notícia da presença de grandes nomes da recém instaurada República.  Por fim, no ano de 1918, há notícia de mais uma escola primária, desta vez a Escola de Lameira de São Pedro, freguesia do Luso, onde Grandella possuía um chalé.

 


Aspetos do edifício escolar de Tagarro, 1 sala, 1 sexo, alçados principal e lateral esquerdo


Planta do edifício escolar de Tagarro de 1 sala, masculino com residência e logradouro, na escala de 1:100



Memória descritiva e orçamento das obras que necessita o edifício escolar de Tagarro, no valor de 107.000$00, Santarém, 17 de julho de 1962 (I)



Memória descritiva e orçamento das obras que necessita o edifício escolar de Tagarro, no valor de 107.000$00, Santarém, 17 de julho de 1962 (II)


Com pequenas nuances na decoração exterior, as escolas obedeciam a um padrão arquitetónico relativamente regular. No caso da escola e creche de Benfica (na antiga escola primária, atualmente funciona uma secção do Museu República e Resistência), os elementos arquitetónicos são de inspiração maçónica, com um frontão triangular contendo a estrela vermelha de 5 pontas. Em baixo da estrela, constam os selos do Conselho da Ordem do Grande Oriente Lusitano e que Francisco Grandella mandava replicar na fina louça da Vista Alegre. Na Escola de Benfica, consta em listel, o lema “Sempre por bom caminho e Segue” – tal como podemos constatar na fachada principal dos Grandes Armazéns Grandella, após o incêndio de agosto de 1988 -, envolvido numa coroa de louros. (5). Nas escolas do Nadadouro, Foz do Arelho e Luso, constam o nome do fundador. (6)

 

  Proposta de (re) visionamento:

    DVD “A Canção de Lisboa” da coleção “Os Anos de Ouro Cinema Português” (03), de Cottinelli Telmo, Tobis Portuguesa, estreado no Teatro de São Luís a 7 de novembro de 1933.


A.M. 


(1)  Oliveira, Maria José (2018). “A história de Francisco Grandella: maçon, boémio e visionário” [em linha]. In: Diário de Noticias (26 de agosto de 2018). [Consut. 4 de agosto de 2022]. Disponível: <https://www.dn.pt/1864/grandella-macon-boemio-e-visionario-9764484.html>. 

(2) Citado em MASCARENHAS, João Mário (org.) – Grandella, o grande homem. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, 2001, pp. 284 e 285. A estação ferroviária da Azambuja faz parte do lanço da linha do Norte – inaugurada no ano de 1856, com a ligação Lisboa – Carregado -, entre Carregado e Virtudes, que foi aberto à exploração a 31 de julho de 1857 pelo Estado Português e que posteriormente passou para a Companhia Real dos Caminhos de Ferro. Em 1857, a estação da Azambuja contava com o serviço regular de bagagens e passageiros, nas 3 classes.

(3) MASCARENHAS, João Mário (org), Op. Cit., 287.

(4) Elementos coligidos a partir do artigo de opinião “A história de Francisco Grandella: maçon, boémio e visionário”, de Maria José Oliveira, publicado no Diário de Notícias de 26 de agosto de 2018 e do artigo “Grandella – um Homem, uma Época”, de Joffre Justino, publicado no site ESTRATEGIZANDO – Notícias, reflexão e Ação, de 29 de agosto de 2018. Ambos os artigos encontram-se disponíveis on line.

(5) O bairro Grandella está classificado como Imóvel de Interesse Público, através do Decreto 29/84, publicada no Diário da República 145 de 25 de junho de 1984, (I Série), p. 1926.

(6) Elementos coligidos a partir de ELEUTÉRIO, Victor Luís – Aveiras de Cima e os Grandella. Aveiras de Cima: Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, 2001, pp. 65 a 69.

  

2022/08/01

Invenções que mudaram o mundo: o computador

 

Computador

ME/401869/24

Escola Secundária de Gondomar

Computador marca Zenith Data Systems, do modelo Z-89 com teclado e ecrã incorporado. Originalmente vinha com 16 KB de memória nas versões mais recentes, e podia chegar até aos 48 KB na placa principal CPU (em grupos de chips de 1 KB). O computador Zenith usou discos rígidos sectorizados com um controlador interno da placa.


Um computador é um dispositivo eletrónico que tem a capacidade de receber, armazenar e processar dados, em função das instruções de programação. É constituído pela parte física – hardware - e pelos programas que contém – software. Os seus elementos principais são a Unidade Central de Processamento (CPU – Central Processing Unit), a placa-mãe (mother board), e a memória (RAM – Random Acess Memory).

A origem do computador remonta ao século XVI, com a invenção dos logaritmos por John Napier (1150 – 1617). Mas tarde, Pascal (1623 – 1662) inventou uma máquina calculadora que fazia operações de soma e subtração, melhorada por Leibniz (1646 – 1726). Apesar dos avanços, estas máquinas não eram programáveis, ou seja, não dispunham de instruções sobre o trabalho que deveriam fazer com os números.

Deve-se a Joseph-Marie Jacquard (1752 – 1834) a ideia de programar uma máquina de tecer devido à necessidade de produzir padrões diferentes. Criaram-se cartões perfurados que representavam padrões, lidos pelo tear mecânico com um leitor de cartões.

Esta ideia foi desenvolvida por Charles Babbage (1792 – 1871) que pensou pela primeira vez na hipótese de inventar uma máquina de calcular, onde a forma de efetuar os cálculos pudesse ser controlada por cartões. Surgiu, assim, o calculador analítico, uma máquina que tinha um dispositivo de entrada para cartões. Ada Lovelace foi a responsável pela primeira programação, criando os cartões para esta máquina. No entanto, a falta de apoio financeiro fez com que Babbage não conseguisse completar a sua invenção.

Herman Hollerith (1860 – 1929) inventou uma máquina que processava dados baseada na perfuração dos cartões, utilizando a eletricidade como fonte de alimentação. A sua empresa viria a ser conhecida anos mais tarde por IBM – International Business Machines.

Em 1945, Von Neumann sugeriu que o sistema binário fosse adotado em todos os computadores, permitindo que através de instruções os dados fossem compilados e armazenados internamente. Partindo deste pressuposto, a primeira geração de computadores deve-se a J. P. Eckert e John Mauchly que criaram em 1946 o ENIAC – Eletronic Numerical Integrator and Computer. Era mais rápido do que qualquer outra máquina permitindo efetuar 5 mil adições e subtrações por segundo. Pesava 27 toneladas, ocupando o espaço de quarenta gabinetes e utilizando 17 mil válvulas eletrónicas.

Em 1949 houve mais avanços e Eckert e Mauchly inventam o EDVAC – Eletronic Discrete Variable Automatic Computer.

Em 1951, surgiu o primeiro computador comercial, o UNIVAC – Universal Automatic Computer e em 1952 o IBM 701, mais rápido do que o Univac.


Computador

ME/402874/103

Escola Secundária com 3.º Ciclo São Pedro

Computador Radio Sheek, modelo PC TRS - 80, utilizado pelo secretariado da escola. Trata-se de um computador pessoal ou PC de pequeno porte e baixo custo, que se destina ao uso de um pequeno grupo de indivíduos.


As inovações não pararam desde então. No final dos anos 50 surgiu o chamado circuito integrado que permitiu embutir vários transístores numa placa, o que tornou os computadores mais pequenos, mais baratos e mais potentes. Nos anos 70 apareceu o microprocessador e durante os anos 80, o sistema operativo CP/M (Control Program for Microprocessors) foi inventado.

Em 1981 apareceu o primeiro computador pessoal da IBM, com uma unidade para disquetes de 160 kb. Criou-se igualmente um novo sistema operativo, o MS-DOS (Microsoft Disk Operating System). A capacidade dos processadores não parou de aumentar até aos dias de hoje, havendo versões anuais lançadas com regularidade por várias marcas.


MJS

2022/07/28

Agrupamento de Escolas da Batalha

 


Em abril de 2010 foi constituído o Agrupamento de Escolas da Batalha (AEB). Em outubro de 2013, celebrou-se o contrato de autonomia do novo agrupamento com o Ministério da Educação e Ciência, no qual foi reforçada a vontade de melhorar as aprendizagens dos alunos. Em 2015, no âmbito do Programa aproximar [1], celebrou-se o contrato interadministrativo de delegação de competências n.º 551/2015, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 145 de 28 de julho, entre o Estado e o Município da Batalha, sendo um dos agrupamentos de escolas incluído no projeto-piloto.

Atualmente, o AEB engloba todos os jardins de infância e todas as escolas públicas dos 1.º, 2.º e 3.º CEB e do ensino secundário do concelho, incluindo ainda um programa vocacionado para a formação e qualificação de adultos (Programa qualifica [2]). É uma escola com currículos diversificados e pluralidade de oferta formativa vocacionada para a educação básica e secundária, incluindo o ensino profissional, mas também para dar resposta à formação de adultos, sendo, pois, uma instituição escolar aberta às necessidades da comunidade.



O AEB insere-se na região Centro, mais precisamente no distrito de Leiria, e tem sede na Escola Básica e Secundária da Batalha. Serve preferencialmente a população das quatro freguesias que constituem o concelho - Batalha, Reguengo do Fetal, Golpilheira e S. Mamede, numa área de 103,56 km2, sendo a última a mais distanciada da vila da Batalha (cerca de quinze quilómetros) e a penúltima a mais próxima (cerca de três quilómetros) -, alargando a sua zona de influência até aos concelhos limítrofes (Leiria, Marinha Grande, Ourém e Porto de Mós). Descriminando, o AEB conta com as seguintes unidade de ensino:

§  Escola Básica e Secundária da Batalha (1.º, 2.º, 3.º CEB e Secundário) - Escola Sede;

§  Escola Básica da Batalha - Centro Escolar da Batalha (Pré-Escolar e 1.º CEB);

§  Escola Básica de São Mamede - Centro Escolar de São Mamede (Pré-Escolar e 1.º CEB);

§  Escola Básica do Reguengo do Fetal – Centro Escolar (1.º CEB);

§  Básica da Faniqueira (Pré-Escolar e 1.º CEB);

§  Escola Básica de Casais dos Ledos (Pré-Escolar e 1.º CEB);

§  Escola Básica da Rebolaria (Pré-Escolar e 1.º CEB);

§  Escola Básica da Quinta do Sobrado (Pré-Escolar e 1.º CEB);

§  Escola Básica de Brancas (1.º CEB);

§  Escola Básica da Golpilheira (1.º CEB);

§  Jardim de Infância da Torre (Pré-escolar);

§  Jardim de Infância da Golpilheira (Pré-escolar).


Para amenizar procedimentos, o Regulamento interno do agrupamento, decreta que todos os estabelecimentos de ensino que compõem o agrupamento devem reger-se por uma ética de gestão participativa, donde:

 

“[…] todos os estabelecimentos de ensino que compõem o agrupamento, definindo a configuração específica dos órgãos de direção, administração e gestão e das estruturas intermédias de orientação educativa, bem como o conjunto de normas de convivência que permitam a participação de todos e de cada um na comunidade educativa.” (AEB, 2021a:5)

 

A participação regular da comunidade envolvente na vida do agrupamento marca o quotidiano desta instituição, traduzindo-se na celebração de protocolos, acordos, apoios e colaboração mútua. Equipamentos culturais, sociais e desportivos do concelho têm sido utilizados em diversas atividades escolares. Cedência de espaços, patrocínios, subsídios, intercâmbios, formação, inovação, promoção da saúde e da segurança têm sido, igualmente, suportes efetivos por parte dos órgãos autárquicos e de outros organismos, nomeadamente do sistema científico e tecnológico. Registamos importantes parcerias que potenciam o desenvolvimento do nosso Plano de Atividades celebradas com diferentes entidades.

Segundo o Código de conduta deste agrupamento, para se prevenir as situações de indisciplina e de conflitualidade, criou-se um código de ética para mobilizar toda a comunidade escolar (pais, alunos, professores e funcionários não docentes):

 

“Um bom serviço público de educação só é possível num ambiente pacífico e de respeito pelos valores fundamentais que regem as relações humanas e que estão consignados no projeto educativo deste agrupamento.” (AEB, s.d.)

 

P.M.

 

WEBOGRAFIA:

 

AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BATALHA (2020). Plano de ação estratégico 2020-2023: a nossa escola é um espaço vital! [em linha]. Batalha: AEB [Consult. 17 de maio de 2022]. Disponível: http://agbatalha.pt/aeb/images/pdf/pdfs_novos/02_PLANO_DE_ACAO_ESTRATEGICA_2020_2023.pdf

 

AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BATALHA (2020a). Projeto educativo 2020-2023: a nossa escola é um espaço vital! [em linha]. Batalha: AEB [Consult. 17 de maio de 2022]. Disponível: http://agbatalha.pt/aeb/images/pdf/pdfs_novos/01_PROJETO_EDUCATIVO_2020_2023.pdf

 

AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BATALHA (2021). Plano de organização do ano letivo 2021/2022 [em linha]. Batalha: AEB [Consult. 17 de maio de 2022]. Disponível: PLANO DE CONTIGÊNCIA (agbatalha.pt)

 

AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BATALHA (2021a). Regulamento interno: agrupamento de escolas da batalha [em linha]. Batalha: AEB [Consult. 17 de maio de 2022]. Disponível:

http://agbatalha.pt/aeb/images/pdf/01_REGULAMENTO_INTERNO_AEB.pdf

 

AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BATALHA (s.d.). Código de conduta [em linha]. Batalha: AEB [Consult. 17 de maio de 2022]. Disponível:

http://agbatalha.pt/aeb/images/pdf/codigo-conduta4_outubro_201


[1] Programa Aproximar - estratégia para a reorganização dos serviços de atendimento da administração pública. Este Programa concebe um novo modelo de organização dos serviços públicos, cuja distribuição pelo território privilegia a proximidade da Administração Pública aos cidadãos e às empresas. Procura-se aproximar o Estado daqueles para quem o Estado existe. A implementação do Programa Aproximar contou com o envolvimento e o empenho de todos os ministérios e entidades sectorialmente competentes, mas também com os parceiros locais, privilegiando, de entre estes, a Administração Local. Trata-se de uma reforma dos serviços do Estado central, feita em conjunto com quem melhor conhece as populações, as suas necessidades e o seu território.

 

[2] O Programa Qualifica é um programa vocacionado para a qualificação de adultos que tem por objetivo melhorar os níveis de educação e formação dos adultos, contribuindo para a melhoria dos níveis de qualificação da população e a melhoria da empregabilidade dos indivíduos.