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2020/03/04

Exposição: "O Telégrafo no Museu Virtual da Educação"


O telégrafo é um dispositivo que permite comunicar à distância através de um código. Foi inventado por Samuel Morse (1791-1872) que construiu o primeiro protótipo em 1835, devido aos avanços na área do eletromagnetismo. Em 1938 criou um código de sinais a que se deu o nome de código Morse. Desde a Primeira Guerra Mundial que foi amplamente utilizado, sobretudo em missões de âmbito militar. Portugal foi um dos pioneiros da implantação do telégrafo, abrangido pelas medidas inovadoras de Fontes Pereira de Melo.




Telégrafo de Morse
ME/400166/81
ME/Escola Secundária Domingos Sequeira

Recetor com registo em fita. Constituído por uma bobina (eletroíman) e por um mecanismo de relojoaria. Está alinhado de modo que uma barra horizontal disposta na parte superior do eletroíman que é atraída pelo seu núcleo está inserida no mecanismo de relojoaria de modo que a vibração produzida ativa um conjunto de roldanas que acionam o deslocamento da fita de papel e registe, por meio de uma ponteira, os sinais convencionais.



Telégrafo de Bréguet/Receptor
ME/400427/97
ME/Escola Secundária de Santa Maria Maior

Recetor de telégrafo de Breguet constituído por um mecanismo de relojoaria acionado por um conjunto de alavancas e hastes comandadas pela armadura de um eletroíman, que faz girar um ponteiro sobre um mostrador circular inserido numa das suas faces. O mostrador circular tem desenhado duas coroas circulares divididas em 26 sectores, estando na primeira coroa inscritos algarismos e na segunda coroa letras do alfabeto, dentro de cada sector, iniciando-se as inscrições no sentido dos ponteiros do relógio, com um símbolo de uma cruz em ambas as coroas e na vertical do eixo do mostrador. Este mostrador terá de ser igual ao do transmissor ou emissor. O ponteiro gira fixo a um eixo comum a duas rodas dentadas de 13 dentes cada e dispostas alternadamente entre si de modo que no conjunto constituem 26 espaços. Quando uma corrente elétrica, intermitente, emitida pela linha telegráfica proveniente do manipulador percorre o eletroíman, a armadura entra em oscilação e aciona o mecanismo de relógio; uma lâmina flexível faz então acionar as rodas dentadas fazendo girar o ponteiro do mostrador, reproduzindo os movimentos emitidos pelo manipulador e indicando qual a letra ou número correspondente emitido. Sempre que cada letra ou número é emitido pelo manipulador, o operador do recetor terá de colocar o ponteiro do mostrador no início, sobre a "cruz", após um pequeno intervalo de tempo, girando sempre o ponteiro no sentido dos ponteiros do relógio, e uma volta completa do ponteiro indica mudança de letras para números. O Telégrafo de Breguet é um telégrafo de mostrador empregado nas estações de caminhos-de-ferro, em que o código de Morse é traduzido por letras ou números, tendo, no entanto, o inconveniente de não ter o registo de fita dos telegramas. Também conhecido por telégrafo de quadrante, foi inventado por Luís-François Clément Breguet em 1845.



Telégrafo de Morse
ME/401614/193
ME/Escola Secundária Emídio Navarro

Recetor com registo em fita e manípulo. É constituído por duas bobinas (eletroímanes) dispostos lado a lado na vertical e por um mecanismo de relojoaria. Este conjunto está alinhado de modo a que uma barra horizontal, disposta na parte superior do eletroíman, seja atraída pelo seu núcleo e inserida no mecanismo de relojoaria para que a vibração produzida ative um conjunto de roldanas que acionam o deslocamento da fita de papel e registe, por meio de uma ponteira, os sinais convencionais. O código de morse foi desenvolvido por Samuel Morse (1791-1872) e Alfred Vail (1807-1859), em 1835 e consiste num sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação através de um sinal codificado enviado de forma intermitente.



Telégrafo de Morse
ME/400208/18
ME/Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo

Recetor com registo em fita. Constituído por uma bobina (eletroíman) e por um mecanismo de relojoaria. Está alinhado de modo que uma barra horizontal disposta na parte superior do eletroíman que é atraída pelo seu núcleo. Está inserida no mecanismo de relojoaria de modo que a vibração produzida ativa um conjunto de roldanas que acionam o deslocamento da fita de papel e registe, por meio de uma ponteira, os sinais convencionais.



Telégrafo de Bréguet
ME/400348/144
ME/Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas, no Laboratório de Física. Trata-se de um recetor de telégrafo de Breguet constituído por um mecanismo de relojoaria acionado por um conjunto de alavancas e hastes comandadas pela armadura de um eletroíman, que faz girar um ponteiro sobre um mostrador circular inserido numa das suas faces. O mostrador circular tem desenhado duas coroas circulares divididas em 26 sectores, estando na primeira coroa inscritos algarismos e na segunda coroa letras do alfabeto, dentro de cada sector, iniciando-se as inscrições no sentido dos ponteiros do relógio, com um símbolo de uma cruz em ambas as coroas e na vertical do eixo do mostrador. Este mostrador terá de ser igual ao do transmissor ou emissor. O ponteiro gira fixo a um eixo comum a duas rodas dentadas de 13 dentes cada e dispostas alternadamente entre si de modo que no conjunto constituem 26 espaços. Quando uma corrente elétrica, intermitente, emitida pela linha telegráfica proveniente do manipulador percorre o eletroíman, a armadura entra em oscilação e aciona o mecanismo de relógio; uma lâmina flexível faz então acionar as rodas dentadas fazendo girar o ponteiro do mostrador, reproduzindo os movimentos emitidos pelo manipulador e indicando qual a letra ou número correspondente emitido. Sempre que cada letra ou número é emitido pelo manipulador, o operador do recetor terá de colocar o ponteiro do mostrador no início, sobre a "cruz", após um pequeno intervalo de tempo, girando sempre o ponteiro no sentido dos ponteiros do relógio, e uma volta completa do ponteiro indica mudança de letras para números. O Telégrafo de Breguet é um telégrafo de mostrador empregado nas estações de caminhos-de-ferro, em que o código de Morse é traduzido por letras ou números, tendo, no entanto, o inconveniente de não ter o registo de fita dos telegramas. Também conhecido por telégrafo de quadrante, foi inventado por Luís-François Clément Breguet em 1845.




Telégrafo de Bréguet
ME/401092/132
ME/Escola Secundária Campos Melo

Instrumento utilizado para demonstração de princípios do eletromagnetismo. Trata-se de um telégrafo de Bréguet, constituído por um transmissor e um recetor de mensagens alimentados por uma bateria elétrica. O transmissor é constituído por um mostrador circular com as letras do alfabeto e por um marcador cujo ponteiro passa pelas letras a transmitir. Esses impulsos acionam por sua vez no recetor uma agulha que, ao girar, pelo alfabeto, vai assinalando as letras transmitidas, as quais constituirão o texto da mensagem. O transmissor é vertical e o recetor é horizontal, ambos metálicos e com base de madeira. A peça já não apresenta a bateria elétrica. O transmissor apresenta a inscrição de MAX KOHL A. G.

MJS


2014/01/15

Peça do mês de janeiro




Telégrafo
O telégrafo, inventado em 1837 pelo norte-americano Samuel Morse, foi o primeiro aparelho que permitiu a comunicação à distância através de fios e de eletricidade. Em 1844, Morse transmitiu a primeira mensagem telegráfica pública e demonstrou como o telégrafo era capaz de enviar sinais rapidamente e a grandes distâncias. É constituído por um circuito que, quando a chave "liga-desliga" desse circuito é fechada, um "sinal elétrico" percorre o interior do circuito com a velocidade da luz, estabelecendo uma corrente elétrica no aparelho recetor. O aparelho recetor, por sua vez, pode ser uma lâmpada, uma campainha ou um "ponteiro" capaz de se mover para de produzir marcas numa fita de papel. Está inventariado com o número ME/ESDJC/1444 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária D. João de Castro.
Samuel Finley Breese Morse (1791-1872), foi inventor, físico e pintor de origem norte americana. Durante a década de 1830 criou o telégrafo - “Recording Electric Telegraph”. Era formado por uma aparelho emissor e um recetor, permitindo comunicar com uma única tecla que fechava um circuito elétrico quando premida, emitindo um sinal sonoro, luminoso ou um sinal marcado em papel. Desta forma, traduzia sob a forma de pontos e traços o alfabeto, a pontuação e os números. Assim nasce o chamado Código Morse, um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação que combinava traços, pontos e pausas para transmitir informações através de impulsos telegráficos. O telégrafo continuou a ser aperfeiçoado, nomeadamente com o trabalho de Thomas Edison. A evolução natural das formas de comunicação fez com que o telégrafo primitivo desaparecesse.


MJS

2013/12/04

Morse (1791 —1872) no Museu Virtual da Educação


(Imagem de Morse)


Samuel Finley Breese Morse (1791 – 1872) foi um inventor, físico e pintor de origem norte americana. Nasceu em Charlestown, no seio de uma família de tradições puritanas, estudou na Academia Philips, e posteriormente na Universidade de Yale, da qual saiu em 1810.

 

Prosseguiu os seus estudos na área da pintura na Royal Academy em Londres, entre 1811 e 1815. De regresso aos Estados Unidos, abriu um estúdio de pintura em Boston, tendo-se mudado para Nova Iorque em 1823. Entre a Europa e os Estados Unidos, Morse fundou a Academia Nacional de Desenho e tornou-se professor de pintura e escultura na Universidade de Nova Iorque, obtendo um enorme reconhecimento e fama como retratista.


(Imagem de um telégrafo de Morse)


Durante a década de 1830 criou o telégrafo - “Recording Electric Telegraph”. Este aparelho transmitia sinais a um quilómetro de distância, embora não os recebesse pela mesma linha, o que Morse só conseguiu em 1837. Vários cientistas já se tinham debruçado sobre estas matérias, nomeadamente Wheathstone e Cooke que desenvolveram um aparelho telegráfico com cinco agulhas. No entanto, foi o telégrafo concebido por Morse e Alfred Vail que mais se destacou.


(Imagem de um aparelho emissor de código Morse)


Era formado por um aparelho emissor e um recetor, permitindo comunicar com uma única tecla que fechava um circuito elétrico quando premida, emitindo um sinal sonoro, luminoso ou um sinal marcado em papel. Desta forma, traduzia sob a forma de pontos e traços o alfabeto, a pontuação e os números. Assim nasce o chamado Código Morse, um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação que combinava traços, pontos e pausas para transmitir informações através de impulsos telegráficos.

 

Este instrumento funcionava com a chamada “chave de Morse”, um transmissor chave ou manipulador, utilizado para a emissão de sinais de uma, para outra estação, fechando o circuito elétrico que engloba o circuito da pilha local, linha de transmissão e os aparelhos recetores da estação destinatária.


(Imagem da correspondência do código Morse com as letras do alfabeto)


Morse teve muitas dificuldades em implementar o seu sistema, tendo-lhe sido negado qualquer tipo de apoio financeiro. Mas, em 1843 construiu a linha telegráfica entre Baltimore e Washington, a primeira de muitas que constituíram uma rede por todo o país e posteriormente por todo o mundo. O telégrafo de Morse tornou-se indispensável num mundo em constante mudança, tendo permitido um desenvolvimento crucial da comunicação a longa distância. A partir de 1858 existiam telégrafos por toda a Europa, inclusive em Portugal.

O telégrafo continuou a ser aperfeiçoado, nomeadamente com o trabalho de Thomas Edison. A evolução natural das formas de comunicação fez com que o telégrafo primitivo desaparecesse.

 

 

MJS

 

 

Bibliografia:

 

Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].

http://edumuseu.sg.min-edu.pt/

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].

http://mfisica.nonio.uminho.pt/

[Consulta: 28 de Novembro de 2013]

 

Baú da Física e Química. Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2013) [em linha]

http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

Samuel Morse Biography and Inventions (2013) [em linha]

http://samuelmorsebiography.com/

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

Código Morse: o que é e quando surgiu (2013) [em linha]

http://student.dei.uc.pt/~hsalgado/CP/artigo.htm

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]