2014/02/19

Ciclo de Seminários da BAD



(Cartaz alusivo ao ciclo de seminários de 2014)



A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD) organiza um ciclo de seminários para 2014, que visam contribuir para a reflexão sobre a área das ciências da informação em termos teóricos e práticos. Os seminários têm início no próximo dia 25 de Fevereiro, com o tema "O Acesso aos Registos e Arquivos Administrativos na época da Internet". Para mais informações aceda aqui à página web da BAD.


2014/02/12

Peça do mês de fevereiro




Carruagem ferroviária
Maqueta de uma carruagem de caminho-de-ferro executada em chapa metálica. Tem uma forma paralelepipédica com a cobertura em arco, apresentando eixos de simetria longitudinal e transversalmente. Lateralmente destaca-se um conjunto de janelas interrompido por uma porta próxima de cada extremidade. Estas têm, inferiormente, um pequeno patim sobreposto a outro que se desenvolve ao longo da carruagem. A cobertura é atravessada por dois respiradores próximos das extremidades. Está inventariada com o número ME/400270/672 e pertence à escola Secundária Jácome Ratton. Elaborado no âmbito das aulas práticas de Serralharia, este modelo apresenta grande mestria na sua execução.
As carruagens são veículos que se destinam ao transporte de passageiros. Sofreram várias alterações ao longo dos tempos, desde o primeiro comboio onde eram abertas, até à atualidade. As transformações nos equipamentos ferroviários, sobretudo durante a segunda metade do século XIX, visaram adequar as superfícies utilizadas às novas necessidades de conforto dos passageiros.
A partir de 1830, com a expansão do caminho-de-ferro, tentou-se encontrar soluções de equipamento que visavam a melhoria das condições de transporte de passageiros. Como tal, cerca de 1858 surgem os bancos reclináveis e basculantes. Com George Pullman e Leonard Seibert, iniciaram-se as primeiras experiências para desenvolver uma carruagem dormitório. Desde então, e até aos nossos dias, a evolução foi contínua, implementando melhores formas de viajar de comboio.


MJS

2014/02/05

Preservação e Conservação na Biblioteca Joanina





(Imagem a preto e branco da biblioteca na Universidade de Coimbra)




Introdução

O edifício da Biblioteca Joanina alberga documentação que, a seu modo, deverá ser preservado e conservado, tornando-se desde logo o primeiro abrigo das coleções. Destacam-se, assim, vários aspetos significativos da conservação preventiva das coleções impressas, nomeadamente, o controlo de condições ambientais.
Na atualidade, a estrutura arquitetónica do edifício é vista como um elemento positivo no que diz respeito à conservação dos acervos - o edifício, como um todo, deve ser encarado como o elo muito importante da cadeia da conservação, dada a amplitude da sua área.
De facto a deterioração dos livros e documentos, cuja constituição física tanto pode conter matéria orgânica como celulósica, tem uma ligação direta com a exposição a diversos agentes de deterioração designadamente a luz, a poluição, a humidade, a temperatura ou as catástrofes naturais.
A importância das paredes e dos tetos dos edifícios que albergam as coleções deve pois revestir-se de uma atenção especial, de modo a que as características da sua construção possam contribuir para a preservação e conservação “da vida” dos documentos que as constituem. Igualmente importante para a função de preservação é o papel do espaço em que se encontra o edifício bem como o da sua envolvente.
  

A Biblioteca Joanina

A Biblioteca Joanina é uma biblioteca do séc. XVIII, situada no Palácio das Escolas da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito. Sendo reconhecida como uma das mais importantes bibliotecas barrocas europeias, as suas origens remontam entre 1717 e 1728, período da sua construção, laborando na sua decoração numerosos artistas e onde se alberga um valiosíssimo acervo bibliográfico, constituído por cerca de 70 mil volumes de livros raros e antigos.

A construção do edifício da biblioteca Joanina deve o seu nome ao monarca D. João V, o Rei magnânimo, como historicamente ficaria conhecido. A sua localização geográfica está inserida num espaço na “Alta de Coimbra”, sem vegetação ao redor formando um microclima seco. Além da importância deste aspeto, esta localização foi também pensada no aproveitamento da luz natural, sendo que o edifício está orientado a sudeste a sua maior incidência solar verifica-se ao final da manhã e da parte da tarde.

O edifício é constituído por três andares, existindo um piso nobre onde se encontra guardada a maior quantidade das suas coleções e cujo interior é formado por três salas que comunicam entre si por arcos. Cada uma destas salas é constituída por estantes de dois andares, em madeiras exóticas, douradas e policromadas apoiadas em parelhas de colunas piramidais invertidas. As paredes exteriores do edifico têm 2,11 metros de espessura. O pórtico majestoso que dá acesso ao interior da biblioteca é feito em madeira de teca.



O edifício e a proteção dos documentos

“A estrutura e o equipamento dos edifícios desempenha um papel essencial na conservação dos documentos de arquivos e dos livros. A escolha de materiais de construção adequados é importante para a assegurar a sua protecção contra os elementos climatéricos (humidade, secura, iluminação solar), contra a poluição atmosférica, contra os insectos roedores e contra o fogo. O próprio local dos edifícios e a sua orientação devem ser cuidadosamente escolhidos […]” (Flieder e Duchein, 1993: 57)

Atendendo às diretivas de Flieder e Duchein (1993) e, sobretudo, às investigações de Casanovas (2006), até ao séc. XIX as condições ambientais seriam definidas pela avaliação sensorial, mais concretamente pela análise dos efeitos visíveis sobre os objectos, tomando como referência aqueles cujo comportamento podia servir de orientação, como por exemplo o caso das gavetas dos móveis que abriam mais facilmente no tempo seco ou, gravuras de papel em que aparecessem os primeiros sinais de humidade.

Os materiais orgânicos que entram na composição dos documentos em geral, torna as bibliotecas mais frágeis e facilmente deteriorareis por agentes físicos, químicos e biológicos como sejam a luz, o calor, a humidade e a poluição atmosférica, etc.

O papel, cujo constituinte essencial é a celulose, é muito higroscópico, e por isso é extremamente sensível às variações do clima: em contacto com o calor e a humidade pode oxidar-se e hidrolisar-se tornando-se muito quebradiço e amarelecido. Deste modo, torna-se necessário manter estabilizadas as condições atmosféricas no interior dos edifícios que albergam as coleções.

Os agentes de deterioração biológica: microrganismos, insetos, fungos, bactérias e roedores são os fatores que provocam estragos mais frequentes nos documentos gráficos.

No que diz respeito à Biblioteca Joanina, esta assenta num edifício antigo que oferece uma grande proteção arquitetónica, embora seja desprovido de equipamentos mecânicos para controlo das condições ambientais no seu interior. Esta situação é permitida porque os materiais de construção deste edifício garantem uma proteção máxima dos documentos contra diversos agentes, designadamente, fontes luminosas, humidade, temperatura, poluição atmosférica e agentes de deterioração biológica:

 “Assim, é importante expor e guardar os objectos em ambientes higrotérmicamente estáveis e compatíveis com os diferentes materiais em presença, de maneira a mitigar o risco de danos nos objectos que constituem as colecções. Por exemplo, películas fotográficas e suportes digitais requerem armazenagem a baixas temperaturas e a baixos níveis de humidade relativa, para que seja possível assegurar a sua longevidade. Por outro lado, o pergaminho e o papel são materiais que solicitam níveis de humidade relativa a superiores a 50%, no caso de se pretender uma boa flexibilidade. Actualmente, há provas científicas que sugerem que o papel manterá a sua estabilidade química e o seu aspecto químico por mais tempo quando sujeito a valores de armazenagem baixos e constantes de temperatura (abaixo dos 10ºC) e de uma humidade relativa entre 30 a 40%.” (Catarina, 2010)

Ainda, de acordo com a Catarina (2010), nesta Biblioteca não há problemas com insetos papirógrafos devido ao facto de as estantes serem feitas de madeira de carvalho, que para além de serem muito densas, absorvem o excesso da humidade do ar, dificultam a penetração dos insetos e ao mesmo tempo emitem um odor que os repele.

No edifício da Biblioteca Joanina não há sinais de ventilação natural a funcionar constantemente mas, as salas são grandes, os tetos são altos e o edifício tem grandes janelas envidraçadas, com grossas cortinas. Em dias de mais calor recorre-se à abertura destas janelas, embora por períodos curtos de tempo - permitindo o controlo da luz solar e a circulação do ar, obtendo assim uma boa climatização no seu interior.

Um dos maiores perigos para as bibliotecas são os insetos que atacam os livros propagando-se pelas paredes e pelo ar. É muito difícil impedir completamente que os insetos penetrem nos locais de conservação, sobretudo sob a forma de ovos ou larvas microscópicas, implicando medidas de desinfestação. A Biblioteca Joanina contorna este problema de uma forma muito interessante, invulgar e eficaz, ou seja, no seu interior habita uma colónia de morcegos que durante a noite se alimentam de traças, baratas e todos os insetos danosos. Durante o dia eles permanecem escondidos entre as estantes não atrapalhando o normal funcionamento da biblioteca.

A presença dos mamíferos alados requer um cuidado adicional para prevenir danos causados pelos seus dejetos nas madeiras das mesas. Assim, todos os dias ao fechar a biblioteca, um funcionário cobre as mesas com umas toalhas de couro e de manhã remove-as e limpa o chão.




Bibliografia

CATARINA, Inês Nazaré (2010). Análise das condições higrotérmicas na Biblioteca Joanina da Universidade Coimbra. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia: Universidade de Coimbra, Departamento de Engenharia Mecânica.

CASANOVAS, Luís Efrem Elias (2006). Conservação Preventiva e Preservação das obras de arte: Condições-ambiente e espaços museológicos em Portugal. Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

FLIEDER, Françoise; DUCHEIN, Michel (2006). Livros e Documentos de arquivo preservação e conservação. Lisboa: Associação Portuguesa de Bibliotecários Arquivísticas e Documentalistas.


2014/01/29

Órgão da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas: a revista "A mulher e a criança"



         

 

 


(Fotografia de várias mulheres fundadoras da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas)



Portugal, na primeira década do Séc. XX, está em nítida mudança político-social – o papel da mulher na sociedade e suas afirmações são valores posto em causa. Desta forma, começam-se a esboçar movimentos feministas que, a seu modo, vão traduzindo ideologias e movimentos culturais organizados. A emancipação da mulher é, assim, entendida como tomada de consciência do valor da pessoa e, acima de tudo, como definição do papel da mulher na sociedade. A revisão da estrutura social portuguesa e, sobretudo, do papel da mulher foi progressivo e moderado.

 

“Com certo vigor, a dado passo, o movimento feminista em Portugal é, no entanto, sempre um movimento moderado, nunca declaradamente subversivo nem violento, mais atento à satisfação das suas reivindicações pela força da persuasão, do direito e da educação do que pela força dos gritos e das manifestações.” (Silva, 1983: 875)

 

Luta-se conscientemente pelos direitos e valores femininos e em 1907, um grupo de mulheres instruídas fundou o Grupo Português de Estudos Feministas[1], com o objetivo de difundir ideais de emancipação feminina, fundar uma biblioteca especializada, publicar estudos destinados a instruir e a educar a mulher portuguesa nas suas funções de mãe vs. educadora. No entender de Pires (2012:174), “a educação e instrução da mulher e a independência económica são assim dois dos campos de intervenção mais expressivos desta associação”.

 

Este grupo foi dirigido por Ana de Castro Osório e outras intelectuais (existiram algumas publicações rarefeitas). Em torno deste efémero grupo, segundo Samara (2010:41), forma-se um importante núcleo feminista que vai fundar a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, doravante denominada por LRMP.


 

“Foi com a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (LRMP) que o feminismo se cruzou com o republicanismo, embora tivesse partilhado outros combates como o do direito à educação. A sessão preparatória da fundação da Liga em Agosto de 1908 foi presidida por Ana de Castro Osório e secretariada por Bernardino Machado e Magalhães Lima, tendo lugar no Centro António José de Almeida. A ideia de criação da Liga tinha tido origem nos republicanos, nomeadamente António José de Almeida, que convidavam as senhoras a prestarem o seu concurso, de forma organizada ao combate republicano.” (Samara, 2010:41).

 

Sexta-feira, 28 de agosto de 1908, assiste-se à sessão preparatória da fundação da LRMP. Um grupo de ativistas femininas reúne-se, no Centro António José de Almeida, sob a presidência de Ana de Castro Osório, que foi secretariada por Bernardino Machado e Magalhães Lima. Nesta reunião, foram lançadas as bases da criação da LRMP, organização feminina inspirada nos ideais maçónicos e ligada ao Partido Republicano Português:

 

“Abrimos a nossa Revista com o discurso pronunciado na reunião preparatória da Liga Republicana das Mulheres Portuguêsas, pela nossa illustre Presidente e presada companheira de redação, D. Anna de Castro Osorio, porque elle diz bem qual a ideia que presidiu á formação da Liga, e os fins que ella se propõe realizar […] Deixae-me primeiro agradecer a imerecida honra que me foi feita pelos srs. Drs. Bernardino Machado, Magalhães Lima e António d’Almeida, […].” (Osório, 1909:1)

 

Ainda que a ideia seja lançada em 1908 por Ana de Castro Osório e António José de Almeida e apoiada por Bernardino Machado e Magalhães Lima, acarinhada pelo Partido Republicano, a sedimentação da LRMP será consolidada, mais tarde, com os Estatutos da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, aprovados em assembleia geral de 24 de Julho e 4 de Agosto de 1910 (A mulher e a criança, A. 2, n. 15 agosto de 1910, p. 8). Os estatutos da LRMP são descritos em seis capítulos:

― Capítulo I - Fins da associação;

― Capítulo II - Dever das sócias, Direitos das sócias e Penalidades;

― Capítulo III - Assembleia geral e Eleições;

― Capítulo IV – Direcção;

― Capítulo V – Conselhos fiscais;

― Capítulo VI – Cobradora e empregada e Transitório.



(Imagem da capa da revista "A mulher e a criança" Órgão da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas)

 

A ata da reunião de assembleia geral realizada em 24 de julho, de 1910, para revisão e modificação dos estatutos, datada em Lisboa, 24 de julho de 1910 foi assinada por Ana de Castro Osório, Ana Maria Gonçalves Dias e Maria Veleda. Os Estatutos da LRMP estão datados de 4 de agosto de 1910 e foram assinados por Maria Veleda, Ana Maria Gonçalves Dias e Georgina de Figueiredo.

 

Os objetivos da LRMP são, essencialmente, sociopolíticos e pedagógicos. O Art. 1 do Capítulo 1 resume os fins da Liga: (i) orientar, (ii) educar e (iii) instruir a mulher portuguesa:


 “Orientar, educar e instruir, nos princípios democráticos a mulher portuguesa, como mãe de família, esposa, filha, educadora, tornando-a um indivíduo autónomo e consciente, pois que só um novo regímen libertado de preconceito poderá trazer à sociedade portuguesa a consciência e responsabilidade do povo livre e altivo.” (LRMP, 1910:8)


Como sabemos, o projeto LRMP foi apoiado pelo Partido Republicano, que incentivava a luta reivindicativa das mulheres pela igualdade de direitos que lhe permitisse uma maior intervenção na vida social, económica e política do país. Também lhe interessava criar mais uma frente de combate à monarquia, sobretudo, porque o sexo feminino era conotado com o obscurantismo religioso e o conservadorismo político.

 

A exaltação da mulher, através de ideais republicanos e democráticos, impulsionou a aliança entre feminismo e politica. A Liga, desta forma, encontra terreno fértil para editarem A mulher e a criança, revista distribuída gratuitamente às associadas e destinada a todo o público feminino – toda a mulher, per si, constituiu a vanguarda revolucionária do movimento social da emancipação feminina, um importante núcleo da propaganda republicana e um precioso reduto na defesa e consolidação dos ideais da liberdade e democracia.

 

A LRMP foi, contudo, a primeira organização político-partidária feminina - a ideia da criação da Liga, lançada em 1908, assinala a divisão entre as intelectuais monárquicas e republicanas adeptas da causa da emancipação feminina.

 

Em 1909, segundo A mulher e a criança, Ano 1, n.º1 de Abril, a comissão dirigente e proprietária é constituída por Ana de Castro Osório, Maria Benedita Mouzinho de Albuquerque Pinho e Fausta Gama. Com a implantação da República em 5 de Outubro de 1910, as feministas republicanas que militavam na Liga julgaram ter chegado o momento de apresentarem as suas reivindicações ao novo regime político. Ana de Castro Osório demitiu-se da Direção da Liga e da revista A mulher e a Criança em abril de 1911:


“A presidente da assembleia geral recebeu o pedido da demissão da presidente da direcção e nossa muito querida camarada, D. Anna de Castro Osorio, devido a ter de retirar brevemente para o Brazil […] reunida a assembleia geral em 21 de abril, para apreciar estas desistências, resolveu-se acceitá-l’as […].” (LRMP, 1911:12)


Maria Veleda foi, então, eleita para a substituir nos dois cargos, imprimindo à direção da coletividade um carácter mais revolucionário e combativo na luta pelos direitos de todas as mulheres.

 

 

P. M.

 

 

Bibliografia


ESTEVES, João (2010). “Dos salões literários ao associativismo pacifista, feminista, maçónico, republicano e socialista” [on-line]. Lagos da República [Camara municipal de Lagos].

[Consulta: 2 jan. 2014].

 

Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1910). “Estatutos da Liga Republicana das Mulheres Portuguezas”. in: A mulher e a criança, A. 2, n. 15 (ago. 1910), p. 8-11

 

Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1910). “Ultima hora”. in: A mulher e a criança, A. 2, n. 22 (mar. 1911), p. 12

 

Osório, Ana de Castro (1909). “Liga republicana das Mulheres Portuguêzas.” in: A mulher e a criança, A. 1, n. 1 (abr. 1909), p. 1-4

 

PIRES, Ana Maria Barros (2012). “A liga Republicana das Mulheres Portuguesas e a enfermagem no século XX”: leituras na imprensa feminista [online]. Revista de Enfermagem Referência, Vol. serIII, n. 8 (2012), p. 171-178 .

[Consulta: jan. 2014]

 

SAMARA, Maria Alice Dias de Albergaria (2010). As repúblicas da República: história, cultura política e republicanismo. Lisboa: [s.n.]. (Dissertação de Doutoramento em História Contemporânea Institucional e Política de Portugal).

 

SILVA, Maria Regina Tavares da (1983). “Feminismo em Portugal na voz de mulheres escritoras do início do século XXI.” in: Análise Social, Vol. 19, n. 77-78-79 (1983), p. 875-907

[Consulta: jan. 2014].

 


 





[1] Em 1907 surgiu o Grupo Português de Estudos Feministas, fundado e dirigido por Ana de Castro Osório e que marcou o início da liderança desta escritora no movimento feminista. E embora tenha sido uma experiência limitada a um núcleo restrito de intervenientes, com objetivos modestos, constituiu um marco ao ser a primeira agremiação que assumiu a palavra feminista na sua designação e ao evidenciar a preponderância das ativistas republicanas e maçónicas. Presidida por Ana de Castro Osório, teve a adesão de várias professoras e das médicas Adelaide Cabete, Carolina Beatriz Ângelo e Sofia Quintino, e procurou difundir os ideais feministas e doutrinar as portuguesas através da constituição de uma biblioteca especificamente virada para os seus interesses, propondo-se publicar estudos que tivessem por assunto a propaganda feminista no seu aspeto geral, de forma a contrariar o predomínio asfixiante das coleções românticas dirigidas às mulheres. (Cf. Esteves, 2010).

2014/01/22

Atividades culturais na Biblioteca Nacional

(Imagem de um mapa antigo)



Aceda aqui às atividades culturais a decorrer na BNP até Fevereiro, com particular destaque para o III Workshop Internacional de História da Cartografia Ibérica: do mediterrâneo ao mundo. Organizado em parceria com o Centro Interuniversitário de História das Ciências e Tecnologia - Pólo Universidade de Lisboa, o workshop irá decorrer nos dias 27 e 28 de março na BNP.


2014/01/15

Peça do mês de janeiro




Telégrafo
O telégrafo, inventado em 1837 pelo norte-americano Samuel Morse, foi o primeiro aparelho que permitiu a comunicação à distância através de fios e de eletricidade. Em 1844, Morse transmitiu a primeira mensagem telegráfica pública e demonstrou como o telégrafo era capaz de enviar sinais rapidamente e a grandes distâncias. É constituído por um circuito que, quando a chave "liga-desliga" desse circuito é fechada, um "sinal elétrico" percorre o interior do circuito com a velocidade da luz, estabelecendo uma corrente elétrica no aparelho recetor. O aparelho recetor, por sua vez, pode ser uma lâmpada, uma campainha ou um "ponteiro" capaz de se mover para de produzir marcas numa fita de papel. Está inventariado com o número ME/ESDJC/1444 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária D. João de Castro.
Samuel Finley Breese Morse (1791-1872), foi inventor, físico e pintor de origem norte americana. Durante a década de 1830 criou o telégrafo - “Recording Electric Telegraph”. Era formado por uma aparelho emissor e um recetor, permitindo comunicar com uma única tecla que fechava um circuito elétrico quando premida, emitindo um sinal sonoro, luminoso ou um sinal marcado em papel. Desta forma, traduzia sob a forma de pontos e traços o alfabeto, a pontuação e os números. Assim nasce o chamado Código Morse, um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação que combinava traços, pontos e pausas para transmitir informações através de impulsos telegráficos. O telégrafo continuou a ser aperfeiçoado, nomeadamente com o trabalho de Thomas Edison. A evolução natural das formas de comunicação fez com que o telégrafo primitivo desaparecesse.


MJS

2014/01/08

Congresso Internacional “A Biblioteca da Universidade: permanência e metamorfoses”


(Logotipo dos 500 anos da Biblioteca da Universidade de Coimbra)



No âmbito das comemorações dos 500 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, está a ser organizado um Congresso Internacional que se realizará entre 16 e 18 de Janeiro de 2014, no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra. Este congresso visa a reflexão sobre o presente e o futuro das bibliotecas com público universitário. Os temas em destaque serão: o valor das bibliotecas universitárias; a biblioteca universitária em contexto: as mudanças e os desafios; a biblioteca universitária e a sociedade da informação e conhecimento; o impacto do acesso aberto na comunidade científica; e ainda as bibliotecas digitais. Para mais informações aceda aqui ao site do congresso.