2022/11/17

Peça do mês de novembro

 


Escorpião

Serve para estudo e observação nas aulas de Ciências Naturais. Trata-se de um espécime que se encontra conservada numa caixa em algodão. O escorpião, também conhecido por lacrau ou alacrau, é um animal invertebrado artrópode (com patas formadas por vários segmentos) que pertence à ordem Scorpiones estando enquadrado na classe dos aracnídeos. Classificação - reino: animalia; sub-reino: eumetazoa; ramo: bilateria; filo: arthropoda; classe: arachnida.

A peça está inventariada com o número ME/402965/140 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária com 3º Ciclo de Vergílio Ferreira.


MJS

 

2022/11/14

Invenções que mudaram o mundo: a pilha

 

Pilha de Volta

ME/401109/233

Escola Secundária de Camões

Instrumento utilizado no Laboratório de Física para fins pedagógicos. Trata-se de uma pilha de volta composta por uma série de discos de cobre e de zinco empilhados uns sobre os outros, alternadamente, o cobre para baixo e o zinco para cima, colocando-se entre os discos rodelas de pano de feltro, embebidas em água acidulada. Ao zinco do último disco superior liga-se um elétrodo e ao de cobre do último inferior liga-se o outro. A eletricidade do zinco comunica-se ao do cobre que lhe serve de condutor e nele se forma o polo negativo; a eletricidade do feltro é recebida pelo cobre do disco superior e passa ao zinco, onde se forma o polo positivo. A pilha de Volta tem apenas importância histórica uma vez que produz apenas correntes fracas e não tem aplicação prática, mas desta pilha derivam todas as outras. Apresenta uma campânula cilíndrica metálica para cobrir a estrutura da pilha.


A pilha é um dispositivo que transforma a energia desenvolvida numa reação química em energia elétrica. É constituída por elétrodos metálicos de carga positiva e negativa submergidos num eletrólito. Quando os elétrodos são ligados por um condutor são percorridos por uma corrente elétrica. O deslocamento dos eletrões é feito do lado negativo para o positivo.

O processo para a descoberta da pilha teve várias etapas. Cerca de 1600, Otto von Guericke inventou uma máquina que seria capaz de produzir eletricidade: um globo de enxofre que gerava centelhas quando friccionado.

Em 1780, Luigi Galvani, médico e investigador fez vários estudos sobre a eletricidade acumulada nos músculos e a capacidade de os nervos transferirem essa energia. No entanto, este tipo de eletricidade diz respeito às reações químicas do corpo humano.

Cerca de 1800, Alessandro Volta inventa a chamada pilha de Volta, constituída por lâminas de cobre ou de prata e zinco, sobrepostas e separadas por um papel poroso embebido em ácido sulfúrico. Foi a primeira pilha a fornecer corrente elétrica a um circuito.

Em 1836 John Frederic Daniell aperfeiçoou a pilha de Volta, uma vez que o fornecimento da corrente elétrica só ocorria por um curto período de tempo. Utilizou elétrodos e um eletrólito, ou seja, sulfato de cobre e de zinco.

Em 1839 William Robert Grove desenvolveu uma pilha com o dobro da tensão elétrica da pilha de Daniell. Em 1860 Gaston Planté inventou a bateria de chumbo-ácido, que era recarregável. Funcionava como um conjunto de acumuladores elétricos recarregáveis que transformavam as reações químicas em energia elétrica.


Pilha de Leclanché

ME/400798/55

Escola Secundária Almeida Garrett

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um vaso de vidro onde se lança a solução de cloreto de amónio, no qual estão mergulhados um cilindro de zinco e um vaso poroso cheio de carvão e de despolarizante (bióxido de manganés). O vaso de vidro tem uma abertura circular com um bocal onde se insere o cilindro de zinco. A pilha de Leclanché era geralmente utilizada na telegrafia, telefonia e campainhas elétricas.


As pilhas que são usadas atualmente são um aperfeiçoamento da pilha de Leclanché inventada em 1866, constituída por elétrodos de zinco e grafite e por um eletrólito que é composto de dióxido de manganês, cloreto de amónio e cloreto de zinco. É igualmente chamada de pilha seca, uma vez que não utiliza uma solução líquida.

Em 1889 deram-se os primeiros passos na investigação da pilha de níquel cádmio com as descobertas de Waldemar Jungner. Apresentava a vantagem de ser portátil e recarregável é a primeira pilha alcalina.

Em 1970 chegam ao mercado as pilhas ou baterias de lítio, bastante mais leves e com maior potência.

 

 MJS

2022/11/10

Invenções que mudaram o mundo: a penicilina

 

(Imagem de Flemming no seu laboratório retirada da internet

A penicilina é um antibiótico (medicamento utilizado para tratar infeções bacterianas, destruindo os microrganismos nocivos) do grupo dos betalactâmicos.

A benzilpenicilina ou penicilina G foi o primeiro antibiótico utilizado em larga escala e foi descoberto por Alexandre Fleming, bacteriologista do St. Mary’s Hospital em Londres, em 1928. Fleming dedicava-se ao estudo de substâncias capazes de impedir o desenvolvimento de bactérias em feridas infetadas, como aconteceu a muitos dos combatentes da Primeira Guerra que morreram devido a infeções nos seus ferimentos.

Esta descoberta deveu-se a uma série de acasos: Flemming foi de férias tendo-se esquecido de algumas culturas no seu laboratório. Quando regressou verificou que na cultura de estafilococos havia um bolor que eliminou as bactérias. Este fungo foi identificado e pertencia ao género Penicillium, a penicilina.

Em 1940, Howard Florey, Ernst Chain e Norman Heatley obtiveram a fórmula da substância, testada em humanos em 1941. Em 1945 estes cientistas, bem como Fleming receberam o Prémio Nobel da Medicina por esta descoberta que salvou milhares de vidas.


(Imagem de um frasco de vidro com penicilina retirada da internet)

A penicilina foi um marco na história da medicina e não só incentivou estudos de outro tipo de antibióticos, mas também alterou o tratamento de várias doenças como a sífilis. Em Portugal a primeira pessoa a ser tratada com a penicilina foi o tenente Fernando Ramôa, em 1944.

Atualmente é um dos antibióticos mais utilizados para infeções bacterianas, como meningite bacteriana, pneumonia, faringite, otite, amidalite, etc. Não é geralmente prescrita em infeções com bactérias mais resistentes. Apesar da sua enorme vantagem, existe uma possibilidade de reação alérgica em indivíduos sensíveis aos seus componentes.


MJS

2022/11/07

Exposição virtual: Instrumentos para o estudo da ótica

A ótica é uma área da Física que se dedica ao estudo de fenómenos relacionados com a luz, tais como a refração, reflexão, difração, dispersão, imagens em espelhos e lentes e a interação entre a luz e os objetos. Os estudos de ótica abrangem não só a luz visível, mas também outro tipo de radiação eletromagnética, como os raios ultravioleta, raios X, raios gama, etc. Não só a Física utiliza este ramo do saber, mas também a Medicina, nomeadamente para o estudo do olho humano e para procedimentos de cirúrgicos.

Desta forma, existem vários tipos de ótica: ótica geométrica que estuda a transmissão da luz através de meios homogéneos, classificando os tipos de objetos, ou seja, os que produzem ou os que emitem luz e os que não produzem luz; a ótica ondulatória que estuda a frequência e o comprimento de onda; a ótica eletromagnética que explica fenómenos como a reflexão e a transmissão; e a ótica quântica que se dedica à interação entre as ondas eletromagnéticas e a matéria.

Os instrumentos óticos são equipamentos produzidos com o objetivo de auxiliar o estudo e a compreensão dos fenómenos óticos, como é o caso de prismas, lentes e espelhos. São capazes de processar a luz de forma a melhorar a formação de imagens através da ampliação, permitindo observar os seus detalhes com maior precisão. Entre os instrumentos mais relevantes podemos referir o olho humano, a máquina fotográfica, os óculos, a lupa, o microscópio, a luneta, o telescópio ou o binóculo.

Nesta exposição constam alguns instrumentos utilizados nas práticas pedagógicas das aulas de física. É o caso do banco de ótica, de vários tipos de instrumentos e prismas que permitem observar e estudar os diferentes fenómenos óticos.



Banco de ótica

ME/346330/5

Escola Básica e Secundária Pascoal José de Mello

Equipamento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas Física para estudo de matérias de ótica. Trata-se de um banco de ótica, constituído por uma base de madeira paralelepipédica com vinte e dois orifícios. Seis orifícios estão ocupados com seis elementos: dois porta-lentes universais, dois diafragmas, um suporte para ecrã; um suporte para lente. É utilizado para fazer experiências de ótica comprovativas dos fenómenos da reflexão, da refração e da difração da luz e outras, simulando aparelhos óticos, tais como: microscópio, telescópio, transmissão por fibra ótica, uso de laser, etc.


Aparelho para estudo da ótica

ME/400348/138

Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Luneta terrestre. Trata-se de um óculo de longa vista, constituindo um modelo com indicação do trajeto do raio luminoso. Tem um décimo do tamanho natural. É constituído por um suporte formado por pé vertical e base redonda a que se liga uma régua horizontal com indicação do trajeto do raio luminoso e onde se insere, suportado por pequenos cilindros em latão, um sistema de lentes com o mesmo eixo principal. Deste sistema faz parte a objetiva e uma ocular terrestre, isto é, uma ocular a que se associam duas lentes, com a finalidade de contrariar o efeito de imagem invertida (produzido pela objetiva) e, assim, produzir uma imagem direita.


Banco de ótica

ME/401109/579

Escola Secundária de Camões

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um aparelho utilizado para demonstrações de ótica, consistindo num suporte onde se encaixam elementos óticos planos, tais como um conjunto de espelhos e um suporte para prisma. É utilizado para fazer experiências de ótica comprovativas dos fenómenos da reflexão, da refração e da difração da luz e outras, simulando aparelhos óticos.


Aparelho para estudo da ótica

ME/401857/773

Escola Secundária de Gil Vicente

Instrumento utilizado para demonstrações de ótica nas aulas de Física. É constituído por um tripé de ferro pintado de preto, com filete dourado, de onde se eleva um suporte cilíndrico também em ferro. No topo deste, está montada uma barra de madeira que apresenta orifícios metálicos onde estão montados 6 suportes de lentes e um suporte circular com orifício central. Na face lateral, ao comprimento da barra de madeira, está colado um papel com o desenho esquemático de lentes plano-convexas e distâncias focais, simulando as relações possíveis entre lentes e características das mesmas. Num dos topos encontra-se colado, em etiqueta preta, o símbolo matemático Pi, em dourado. Presume-se que seja o logótipo da firma construtora.


Alvo de ótica

ME/402837/178

Escola Secundária de Sá da Bandeira

Conjunto de três alvos fluorescente (2 retangulares e um circular), montados em molduras com haste para fixar num suporte, para experiências de ótica.

 

Prisma

ME/400427/223

Escola Secundária de Santa Maria Maior

Instrumento utilizado no laboratório de Física, para demonstrações de ótica. É constituído por uma base redonda, do centro do qual se eleva um tubo cilíndrico de metal, onde encaixa outro pequeno tubo que se move através de um parafuso de rosca. No topo desse cilindro, encaixa um suporte onde se encontra um prisma ótico triangular. São dispositivos utilizados para estudo da refração, da reflexão total e decomposição da luz branca.


MJS


2022/11/03

Invenções que mudaram o mundo: o papel

 

Quadro didático da fabricação do papel

ME/401778/356

Escola Secundária de Fonseca Benevides

Quadro de madeira com vidro protetor com mostruário de produtos utilizados para a fabricação do papel, organizados verticalmente, onde a fila de baixo apresenta vários exemplares do produto final. Legendado em Alemão.


O papel é um tipo de material produzido a partir de fibras de origem vegetal, utilizado para escrever, desenhar, imprimir, embalar, etc. Estas fibras devem ter uma elevada concentração de celulose que se encontra na polpa de madeira das árvores, sobretudo o pinheiro e o eucalipto. Anteriormente eram utilizados outros materiais como o algodão, o linho e o cânhamo.

Desde o início da humanidade que o homem recorre a vários materiais para representar objetos ou cenas da vida quotidiana nas mais diversas superfícies desde a pedra, até aos ossos de animais. A necessidade de representar graficamente ideias mais complexas e o aparecimento da escrita fez com que fossem criados suportes mais adequados e que permitissem a sua mobilidade: tábuas de argila, tecidos, papiro, pergaminho e por último o papel.

A palavra papel vem de papyrus, a planta de onde se extraíam as fibras utilizadas para fabricar este suporte no antigo Egipto. Sabemos que o papel feito de fibras vegetais foi fabricado pela primeira vez cerca de 3600 a. C. na China. T’sai-Lun inventou uma pasta derivada das fibras de bambu e da amoreira para produzir este material.


(Imagem que retrata várias épocas e técnicas de fabrico do "papel" retirada da internet: fabrico de papiro no Egipto, papel de fibras de bambu na China, pergaminho na época medieval e ainda uma fábrica)

No século III o fabrico do papel alarga-se a outros países como a Índia e a zona do Norte de África. Os árabes forneciam papel à Europa através da Península Ibérica. Posteriormente instalaram-se fábricas de papel em Valência, bastante conhecidas pela qualidade do material que produziam.

Houve, no entanto, alguma oposição à implantação do papel. Alguns monarcas ibéricos e alemães decretaram que os documentos oficiais deveriam ser sempre produzidos em pergaminho ou papiro. No entanto, a sua produção era insuficiente para as necessidades e, como tal, as fábricas de papel espalharam-se pela Europa. Em Portugal, a produção de papel iniciou-se em Leiria em 1411, na Batalha em 1514, em Alcobaça em 1537 e em Alenquer em 1565.

Os portugueses inovaram a indústria com uma invenção: a utilização da pasta de madeira criada na fábrica de Vizela fundada por Moreira de Sá em 1802. Durante as invasões francesas a fábrica foi destruída e esta invenção acabou por não ser divulgada internacionalmente. Esta descoberta proporcionou a revolução jornalística, anos mais tarde. Durante o século XIX iniciou-se o processo de branqueamento papel utilizando o cloro.

Com o advento da “era dos computadores” preconizou-se a diminuição do uso do papel que ficaria obsoleto. Ao contrário do esperado, o consumo de papel aumenta a cada ano que passa. Atualmente são produzidos papeis com fibras de algodão, destinados a trabalhos artísticos, desenhos e gravuras que exigem maior qualidade.

 

MJS


2022/10/31

Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova

 

(Imagem do Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova retirada da internet)

O Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova (AEPN) foi criado no final do ano letivo de 2001/2002 e homologado, por Despacho do Diretor Regional, em 18 de abril de 2002. Agrega todas as escolas públicas do concelho e, atualmente, é constituído pelo Jardim de Infância de Sobreira Formosa, Centro Educativo EB1+JI de Proença-a-Nova, EB1 de Sobreira Formosa e Escola Básica e Secundária Pedro da Fonseca, sede do Agrupamento.

O Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova coincide com a Área Geográfica do Concelho de Proença-a-Nova[1], apesar de só existirem estabelecimentos de ensino em duas freguesias, o Agrupamento recebe alunos de todo o concelho e ainda alguns de concelhos limítrofes.

     Oferta Educativa do AEPN:


No total, frequentam o AEPN 670 alunos, dos quais 285 beneficiam de ação social escolar. Acolhemos 45 alunos com necessidades educativas especiais, disponibilizando, quando necessário, espaços específicos onde se desenvolve um currículo funcional, mantendo sempre a ligação à turma de origem e fortalecendo a sua inclusão na vida da escola. Segundo o Regulamento interno do AEPN, estas unidades escolares disponibilizam-se para revalidar parcerias e processos de desenvolvimento pessoal e formação dos alunos.

 

“O Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova está disponível para organizar, acompanhar e avaliar contratos ou programas de parceria com pessoas, organizações ou entidades especializadas em domínios considerados relevantes para o processo de desenvolvimento e formação dos alunos, designadamente no âmbito da saúde, segurança social e formação profissional, desportiva e cultural” (AEPA, 2013:11).


Destaca-se, ainda, uma rede de parcerias com o Município, a Associação de Pais e Encarregados de Educação, o Centro de Ciência Viva da Floresta, o Centro de Saúde de Proença-a-Nova e outras empresas/instituições públicas e privadas com impacto positivo na qualidade do serviço educativo e na criação de oportunidades de aprendizagem.

O corpo docente é constituído por cerca de 75 docentes, 10 assistentes técnicos e 38 assistentes operacionais (9 do Município e 29 do ME), sete dos quais desenvolvem a sua atividade na cantina da EBS Pedro da Fonseca que confeciona diariamente cerca de 570 refeições. 

Segundo João Paulo da Cunha, no seu projeto candidatura ao cargo de diretor, pressupõe uma profunda articulação entre recursos e, consequente flexibilidade para superentender equipas/meios disponíveis entre escolas:

 

“Gerir um agrupamento pressupõe uma ação articulada e concertada não só em termos organizacionais e de gestão, mas também em questões tão fundamentais como articulação e trabalho colaborativo. Aprender a utilizar as ferramentas disponíveis e saber quando e como as utilizar dá-nos uma confiança e maturidade para lidar com situações não previsíveis e a flexibilidade necessária para redirecionar projetos e equipas maximizando os meios disponíveis para alcançar a nossa missão.” (Cunha, 2017:8)


O Jardim de Infância de Sobreira Formosa funciona num amplo edifício de dois pisos. Possui salas de atividades para a componente letiva, atividades de animação e apoio à família. O Jardim de Infância fica distante da Escola Básica do Primeiro Ciclo, o que, por vezes, dificulta uma maior articulação entre ambos.

O Centro Educativo EB1 + JI de Proença-a-Nova é constituído por dois edifícios ligados por um pátio coberto, tendo ainda um campo de relva sintética anexo. Mantendo a traça original, o interior do edifício onde funciona o 1º ciclo foi integralmente remodelado, aproveitando-se para dar um ambiente de modernidade, mais agradável à aprendizagem, dotando-o de características e mobiliário adequado, possibilitando a utilização das novas tecnologias e equipamentos associados, para além de acessos para deficientes e videovigilância.

Tem 9 salas de aula, biblioteca escolar, salas de expressão plástica, sala de professores e outras valências que tornam a escola mais acolhedora, com mais segurança e equipamento.

O outro edifício tem 3 salas destinadas à componente letiva do Jardim de Infância, uma sala de educação musical, assim como salas destinadas a atividades de animação e apoio à família da educação pré-escolar. É também nesse edifício que funciona o refeitório para todos os alunos do Centro Educativo, o qual necessita de pequenos melhoramentos, nomeadamente na sua acústica e na colocação de estores.

A Escola Básica do 1º ciclo de Sobreira Formosa fica situado na localidade de Sobreira Formosa e acolhe os alunos de Sobreira, Alvito da Beira e Montes da Senhora. O edifício escolar é do Tipo Rural U/3, encontra-se em razoável estado de conservação, é composto por quatro salas de aula, uma delas transformada em Biblioteca Escolar. O pátio exterior, onde existe um miniparque infantil, é vedado e parcialmente coberto. 

Existe também um refeitório para os alunos almoçarem sem saírem do seu ambiente habitual. Anexo ao recinto escolar, há um polidesportivo com balneários.

Este edifício necessita de algumas obras de requalificação.


(Imagem da fachada da Escola Básica e Secundária Pedro da Fonseca, sede do Agrupamento, retirada da internet)

A Escola Básica e Secundária Pedro da Fonseca, sede do Agrupamento, é constituída por duas tipologias diferentes de edifício: uma mais antiga, que acolheu os primeiros alunos no ano letivo de 1992/93, reservada ao funcionamento dos 2º e 3º ciclos e outra mais recente e com mais qualidade, destinada ao ensino secundário, que entrou em funcionamento em 2000/2001.

É considerada uma escola segura, acolhedora, bem conservada e com boas condições. Ainda assim, tem sido sujeita a pequenas intervenções de melhoria, especialmente nas instalações reservadas ao ensino básico, necessitando de outras, nomeadamente ligação coberta entre os primeiros blocos, destinados ao ensino básico, e os blocos mais recentes, o que é um constrangimento, especialmente quando chove.

Este constrangimento também se verifica no acesso ao Pavilhão Municipal, onde funcionam as aulas de Educação Física e outras atividades do Desporto Escolar. O refeitório, espaço onde almoçam diariamente cerca de 370 pessoas, precisa ainda de ser melhorado, para se tornar mais acolhedor e confortável. Os espaços destinados ao funcionamento das atividades letivas estão, na generalidade, bem equipados, excetuando-se os que dizem respeito a alguns cursos profissionais. A escola continua a carecer de gabinetes de trabalho.


P.M.

  

BIBLIOGRAFIA:

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PROENÇA-A-NOVA (2022).  Plano anual de atividades: ano letivo 2021/2022 (Versão 16-02-2022) [em linha]. Proença-a-Nova: AEPA [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível: https://www.aeproencaanova.pt/documentos/plano_anual_de_atividades_2021-2022.pdf

  

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PROENÇA-A-NOVA (2021). Plano de ação para o desenvolvimento digital da escola [em linha]. Proença-a-Nova: AEPA [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível: https://www.aeproencaanova.pt/documentos/PADDE2022.pdf

  

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PROENÇA-A-NOVA (2019). Projeto educativo [em linha]. Proença-a-Nova: AEPA [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível: https://www.aeproencaanova.pt/documentos/projeto_educativo_2015.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PROENÇA-A-NOVA (2013). Regulamento interno [em linha]. Proença-a-Nova: AEPA [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível: https://www.aeproencaanova.pt/documentos/regulamento_interno_2013.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PROENÇA-A-NOVA (2009). Guia do utilizador: regulamento da Biblioteca Escolar, Centro de recursos, Pedro da Fonseca (BEPF) do Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova [em linha]. Proença-a-Nova: AEPA [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível: https://www.aeproencaanova.pt/documentos/biblioteca/guia.pdf

 

CUNHA, João Paulo Ribeiro Pereira da (2017). Projeto de intervenção:  Candidatura ao cargo de diretor: por uma escola de qualidade [em linha]. Proença-a-Nova: AEPA [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível: https://www.aeproencaanova.pt/documentos/PI_JPC_2017_2021.pdf


 



[1] O concelho de Proença-a-Nova situa-se no distrito de Castelo Branco, tem uma área de 395 Km2 e é constituído por 4 freguesias (Sobreira Formosa/Alvito da Beira, Montes da Senhora, S. Pedro do Esteval e Proença-a-Nova/Peral) onde residem 8116 habitantes em 123 aldeias e lugares. Sendo um concelho do interior, (integra a NUT III - Beira Interior Sul e a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa) apresenta-se periférico em relação aos grandes centros, embora a construção das vias IC8 e A23 tenha permitido melhorar as comunicações. Tem avultados índices de desertificação, apresentando uma densidade populacional de 21 hab/Km2 muito inferior à média do Continente (114,5 hab/Km2). Trata-se de um concelho com fortes tradições rurais, ligadas ao setor primário. A agricultura, silvicultura e a pecuária tiveram ao longo dos tempos um papel preponderante na economia local. Atualmente predomina o setor terciário, sendo o setor público aquele que mais garante estabilidade de emprego, mas apenas é significativo na sede do concelho. O setor secundário tem também um peso significativo, englobando atividades como a construção civil, metalúrgicas, transformação de madeira e indústria alimentar, no entanto o tecido empresarial do concelho é constituído maioritariamente por empresas de pequena dimensão. No que respeita à estrutura da população concelhia, constatamos uma diminuição acentuada da população em idade escolar, acrescida por elevados índices de envelhecimento, que as taxas de dependência de idosos, com 331 idosos por cada 100 jovens e 56,4% de pensionistas, espelham (AEPA 2019:4).

 

 

2022/10/27

Exposição Virtual: Dia Mundial da Alimentação

O Dia Mundial da Alimentação tem o objetivo concreto de apelar à erradicação da fome e à existência de um mundo em que os alimentos estejam acessíveis a toda a população. Atualmente verifica-se que mais de 820 milhões de pessoas não têm acesso suficiente a alimentos, o que se agrava cada vez mais devido aos problemas ambientais e às mudanças climáticas. Por outro lado, cerca de 2 milhões de indivíduos têm excesso de peso ou obesidade. Anualmente são desperdiçados mais de mil milhões de toneladas de alimentos por ano. Há que mudar os comportamentos no que respeita á produção e consumo, transformando os sistemas alimentares no sentido do desenvolvimento sustentável.

Durante décadas a procura de alimentos acompanhou a produção, permitindo o crescimento populacional. A partir de 2001 verificou-se uma produção inferior à procura que levou a um aumento dos preços. Desde então a produção alimentar tem sido afetada por incidentes climáticos e pelo aumento dos preços do petróleo. Para fazer face a esta situação a ONU criou em 2008 o Grupo de Trabalho de Alto Nível sobre a Crise Global de Segurança Alimentar.

Apesar do trabalho desenvolvido, a erradicação da fome ainda está longe de ser atingida. Vários líderes mundiais reuniram-se para traçar os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio num movimento anti pobreza conseguindo-se uma redução para metade do número de pessoas em pobreza extrema. Existem vários objetivos que devem ser cumpridos até 2030 que pretendem “acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável”, duplicando a produtividade agrícola, aumentando o investimento na agricultura e garantindo o funcionamento adequado do mercado de produtos alimentares.

Esta exposição apresenta sobretudo a composição dos alimentos e a sua importância ao nível de uma alimentação adequada, incluindo o ciclo alimentar de animais e plantas. Trata-se de uma série de imagens parietais que se destinavam a ilustrar precisamente as necessidades alimentares e os seus constituintes. 


Imagem parietal do ciclo da matéria orgânica e do azoto

ME/341526/216

Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Francisco de Arruda

Imagem parietal, colorida, que ilustra o ciclo da matéria orgânica e do azoto, utilizado para lecionar matérias da disciplina de Biologia. Através de um esquema didático, a imagem procura traçar todos os passos do ciclo da matéria e da influência da alimentação dos animais e plantas nesse mesmo ciclo.


Opticart de alimentação e saúde

ME/401250/1722/4

Escola Secundária D. Dinis

Painel temático de opticário (ME/401250/1722) dedicado aos benefícios dos diversos alimentos.


Imagem parietal de alimentação e higiene

ME/401857/143

Escola Secundária de Gil Vicente

O quadro apresenta o título no topo, com identificação dos autores. Por baixo, apresenta, à esquerda, uma tabela com tipos de alimentos e substâncias presentes em cada um dos alimentos. Ao lado direito da tabela existem ilustrações de alimentos a cores: carne e peixe; leite, queijo e ovos; gorduras e óleos, nozes e diversos.


Imagem parietal de alimentação e higiene

ME/401857/144

Escola Secundária de Gil Vicente

Sob o título «Proporção das substâncias complementares nos alimentos», o quadro apresenta, ao lado esquerdo, ilustrações a cores de cereais, açúcares, legumes e frutos e, à direita, uma tabela de sete colunas com géneros de alimentos. Em cada coluna, a sombreado, estão as diferentes características dos mesmos, segundo seis categorias distintas: substâncias solúveis na gordura; substâncias solúveis na água; substâncias antiescorbúticas solúveis na água; substâncias conservantes solúveis na água; substâncias antirraquíticas solúveis na água; (outrora) vitaminado - substância sobretudo solúvel na gordura.


Imagem parietal de alimentação e higiene

ME/401857/147

Escola Secundária de Gil Vicente

Sob o título «A necessidades diária do homem em matéria alimentar é determinada pela idade, peso e quantidade de trabalho que produz», em toda a volta do quadro, encontram-se dez imagens ilustrando as diversas fases do desenvolvimento humano com indicação das calorias necessárias para cada idade e adequadas às diversas atividades. Ao centro, está uma tabela com a indicação das substâncias que contêm, no conjunto, 1500 calorias.


Imagem parietal de alimentação e higiene

ME/401857/151

Escola Secundária de Gil Vicente

Sob o título «Calorias e hidratos de carbono nos diversos produtos alimentares», o quadro apresenta dois conjuntos de ilustrações: o primeiro refere as calorias - 2500. Estão representados leite, manteiga, carne, ovos, queijo, pão, batatas e ervilhas. O segundo conjunto representa alimentos ricos em hidratos de carbono (500 gramas) - batatas, manteiga, nabos, pão e farinha de cevada.



MJS