2013/02/06

O Astrolábio no Museu Virtual da Educação


(Imagem de astrolábio)

O astrolábio é um instrumento naval, utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física, para demonstrações. De forma muito simples, a sua função era medir a altura e a posição dos astros acima da linha do horizonte.

Este instrumento é o resultado prático da aplicação de várias teorias desenvolvidas na antiga Grécia, tendo-nos chegado através da influência árabe.


(Imagem de astrolábio)


Existem vários tipos de astrolábios, como por exemplo, o astrolábio planisférico ou plano, um instrumento sofisticado de construção extremamente complexa. Permitia medir a altura das estrelas, calcular as horas através da posição do Sol, e prever a posição dos astros para determinado dia do ano e para determinada hora.

Apesar da grande variedade de modelos, é constituído essencialmente por uma peça de formato redondo, onde é colocada uma outra, também circular, onde se encontra a projeção da esfera celeste no plano equatorial. Em cima desta move-se uma “aranha”, que indica a posição das principais estrelas.


(Imagem de astrolábio)


Este instrumento era delicado, de difícil manuseamento e exigia grande complexidade de cálculos para ser utilizado. Desta forma, os navegadores portugueses construíram um tipo de astrolábio mais simples e que se vulgarizou na navegação: é o chamado astrolábio náutico.

Para ser utilizado no mar era mais sólido que o astrolábio plano e mantinha-se mais facilmente na posição vertical, mesmo em situações adversas.


(Imagem de astrolábio)


O seu formato pode variar, mas a base da construção é um aro graduado, com um eixo no centro que se encontra seguro por uma armação em cruz. Neste eixo roda uma mira, designada por medeclina. Permitia medir a altura dos astros, como a Estrela Polar ou o Sol ao meio-dia, e assim determinar a latitude.

 

Bibliografia:  


Museu da Ciência (2013) [em linha].

http://museudaciencia.inwebonline.net/default.aspx

[Consulta: 4 de Fevereiro de 2013]

 

Instituto Camões (2013) [em linha].

http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/e7.html

[Consulta: 4 de Fevereiro de 2013]

 

Universidade de Coimbra – Departamento de Matemática (2013) [em linha].

http://www.mat.uc.pt/~helios/Mestre/Guia/G01astro.htm

[Consulta: 4 de Fevereiro de 2013]

 

  

MJS



2013/01/30

O Ensino Técnico-Profissional - Origens



(Imagem de várias capas de livros do ensino técnico-profissional)


O ensino técnico corresponde a um nível de ensino médio realizado, normalmente, em escolas secundárias ou instituições educacionais que conferem diplomas profissionais. Lato sensu, este nível de ensino vocacional está orientado para a rápida integração do aluno no mercado de trabalho, com caraterísticas específicas que podem variar conforme o país e/ou sistema educativo.

Uma das primeiras reformas educativas, em Portugal, remonta à administração Marquês de Pombal (1750-1777), encontrando-se aí, grosso modo, as origens do ensino técnico-profissional, com a criação da Aula do Comércio em 1759. Três anos após, em 1762 no Porto, foi criada a Aula Náutica e, posteriormente, em 1779[1], a Aula de Debuxo e Desenho. Mais tarde, em Lisboa, em 1781 foi cria-se a Aula Régia de Desenho e Figura.

Através do Alvará de 19 de maio de 1759 é criada, em Lisboa, a Aula de Comércio pela Junta de Comércio.[2] Nasce, assim, em Portugal a primeira escola de comércio, que foi a primeira escola técnica criada no nosso país - a importância desta escola é inegável, na medida em que foi o primeiro estabelecimento de ensino técnico profissional oficialmente criado na Europa ou mesmo no mundo:

“A afirmação é que esta escola foi o primeiro estabelecimento de ensino oficial a ser criado no mundo especializado no ensino de disciplinas comerciais, incluindo a contabilidade por partidas dobradas. A afirmação é considerada como uma verdade aceite por muitas pessoas. Tem sido proferida em discursos sobre o ensino comercial em Portugal e sobre a legitimação da profissão contabilística, tanto em Portugal como fora de Portugal (por exemplo, em organismos externos, como a Union Européenne des Experts Comptables, Économiques et Financiers [UEC].” (Rodrigues, et al. 2010:40)

Para além desta afirmação de pioneirismo da modalidade do ensino técnico-profissional em Portugal (Rodrigues, et al. 2010:40) em relação á Europa, os documentos existentes sobre a Aula do Comércio poderão ajudar-nos a concluir que esta escola constitui uma revolução no ensino técnico-profissional na segunda metade do século XVIII. De fato, o ensino estava ligado às ordens religiosas e à universidade e passa a ser, agora, o governo Marquês de Pombal o responsável por um ensino vocacionado para as necessidades práticas – nesta escola eram lecionadas disciplinas que ainda hoje são básicas em qualquer curso de contabilidade, como bem nota Rodrigues, et al. (2003:534).



(Desenho a preto e branco representando uma torre, junto ao mar, com vários barcos - Aula Náutica)




Por isso mesmo, a Aula do Comércio teve uma existência de 85 anos que, por Decreto de 20 de setembro de 1854, esta aula foi anexada ao Liceu de Lisboa, com o nome de Escola de Comércio ou secção Comercial (não sobrevivendo ás reformas liberais de Mouzinho da Silveira).


A Aula de Náutica, criada através do diploma de 30 de julho de 1762, era dirigida pela Junta Administrativa da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro e ministrava uma instrução meramente prática — ensino técnico —, completada com ensinamentos a bordo das embarcações mercantis que faziam carreira para os domínios ultramarinos. A referida Aula marcou o início do ensino público na cidade do Porto e funcionou nas instalações do Real Colégio de Nossa Senhora da Graça dos Meninos Órfãos da cidade do Porto,[3] teve como primeiro professor António Rodrigues dos Santos, nomeado em 12 de Maio de 1764.

Se a Aula de Náutica visava sobretudo práticas de pilotagem, eis que surge a necessidade de desenhar máquinas e instrumentos de locomoção e navegação, assim mesmo, surge a Aula de Debuxo e Desenho que também funcionou no referido Colégio até 1802, ano em que foi transferida para o Hospício dos Religiosos de Santo António[4].

(Desenho a preto e branco representando o mar, com vários barcos - Aula Náutica)



A Aula de Debuxo e Desenho foi a primeira manifestação do ensino artístico na cidade do Porto, precursora de instituições como a Academia Portuense de Belas-Artes, a Escola Superior de Belas Artes do Porto e as atuais faculdades de Arquitectura e de Belas Artes da Universidade do Porto.

Em Lisboa, a 23 de agosto de 1781, surge a Aula Régia de Desenho e Figura[5] por iniciativa da Real Mesa Censória. Também aqui o ensino tinha um carácter muito elementar, bastando para ser-se admitido saber ler e escrever e conhecer simples operações de cálculo. O curso possuía apenas dois professores: um de desenho de história, ou de figuras e outro de desenho de arquitetura civil.

“No essencial, baseava-se na cópia de desenhos, gessos e outras gravuras. A sua inspiração era básica, pois, apenas era exigido aos alunos que viriam frequentar que soubessem ler, escrever e fossem capazes de realizar as quatro operações.” (Vasconcelos, 2010:7)”

Como verificamos, as raízes do ensino profissional mergulham em épocas distantes, encontram-se, como verificamos, ligadas às corporações de artes e ofícios ou mesmo a algumas congregações religiosas. Acima descrevemos e ilustramos três exemplos, não obstante, muitos outros poderiam ser apresentados, sobretudo, referentes ao ensino comercial e industrial. Em síntese:

(Desenho a preto e branco representando a fachada de um edifício onde circulam vários alunos - Aula de desenho de Figura e Arquitetura)


“Aula Régia de Desenho de Figura e de Arquitetura, criada na capital em 1781 é inspirada no projeto portuense, na qual se ministrava um ensino elementar, baseado na cópia de desenhos e relevos, e para cuja frequência se exigia apenas que o candidato soubesse ler, escrever e executar as quatro operações aritméticas. O processo de criação da Aula de Debuxo, intimamente ligado aos interesses dos homens de negócios do Porto e considerado ‘de particular felicidade, e adiantamento das fábricas mui industriosas que nella se erigem’, pressupunha um ensino artístico baseado no desenho e orientado para as suas aplicações práticas, no âmbito das manufaturas que dele dependiam. Tanto a Aula de Debuxo como a de Náutica eram mantidas à custa da cidade, uma vez que os ordenados dos lentes, substitutos e empregados eram satisfeitos pela décima dos acionistas da Companhia das Vinhas do Alto Douro, sendo já notável a indiferença dos poderes constituídos, face à proverbial clarividência e energia da burguesia portuense.” (Goulão, 1989:22)



Bibliografia


AZEVEDO, Joaquim (1988). “Dificuldades de implementação social do ensino técnico em Portugal”. [on-line]. La sociologie et les nouveaux défis de la modernisation; (1988), p. 105-118.
[Consulta: 10 jan. 2013].

BUENO, Maria Sylvia Simões (2002). “Ensino técnico-profissional no Brasil e em Portugal na perspectiva de integração regional” [on-line]: Revista Brasileira Est. Pedagogia; Vol. 83, N.º 203/204/205 (jan/dez. 2002), p. 44/50.
[Consulta: 10 jan. 2013].


GOULÃO, Maria José (1989). “O Ensino artístico em Portugal: subsídios para a história da Escola Superior de Belas Artes do Porto”. Mundo da Arte; Nº 3 (1989), p. 21- 37.


RODRIGUES, Lúcia Lima, et al. (2010). “A intervenção do Estado no ensino comercial: o caso da Aula do Comércio, 1759 (I)” [on-line]: Contabilidade; TOC 118 (Jan. 2010), p. 39-48
[Consulta: 10 jan. 2013].


_____________ (2003). “A Aula do Comércio: Primeiro estabelecimento de ensino técnico profissional oficialmente criado no Mundo?” [on-line]: Contabilidade; Nº 34 (Jan. 2003), p. 46-54.
http://www2.egi.ua.pt/xxiiaphes/Resumos/c%20Gomes%20&%20Lima.PDF [Consulta: 10 jan. 2013].


SANTOS, Isabel Cristina de Almeida (2008). Formação e emprego: representações de alunos e professores de uma Escola Profissional de Viseu sobre a relação Escola/Emprego – um estudo de caso [on-line]. Dissertação apresentada à Universidade Portucalense Infante D. Henrique para obtenção do Grau de Mestre em Administração e Planificação da Educação, Porto 2008.
[Consulta: 10 jan. 2013].


VASCONCELOS, Emília Albertina Sá Pereira de (2010). Sofia de Sousa e o retrato [on-line]: Dissertação de Mestrado da História de Arte Portuguesa. Porto: Faculdade de letras da Universidade do Porto.


P.M., 30 de janeiro de 2013




[1] Instituída pelo decreto-lei de 27 de novembro de 1779.

[2] O principal impulsionador da Aula do Comércio foi Sebastião de Carvalho e Melo, o primeiro-ministro de Portugal na época (mais conhecido pelo título por ele adquirido em 1769 - Marquês de Pombal). Em Londres, o Marquês de Pombal tinha ficado impressionado com as políticas mercantilistas que observou enquanto enviado especial do Rei D. João V na corte inglesa do Rei George II, durante o período 1738-1743. Durante esse período ficou claro para o Marquês de Pombal que para imitar o sucesso do mercantilismo britânico, para desenvolver o comércio e a atividade económica em Portugal, e para melhorar e expandir a classe dos mercadores, seria necessário criar a Aula de Comércio. A Aula de Comércio foi criada como parte de uma ampla agenda de reformas educacionais que foram implementadas na segunda metade do século XVIII pelo Marquês de Pombal com o objetivo de melhorar o estado geral da educação em Portugal. (Cf. Rodrigues, et al. 2003:51)

[3] Real Colégio de Nossa Senhora da Graça dos Meninos Órfãos da cidade do Porto também é conhecido, simplesmente, por Simplesmente Colégio dos meninos Órfãos. Esta denominação ficou a dever-se à existência de uma ermida nas proximidades do Colégio da invocação de Nossa Senhora da Graça, assim como aos objetivos assistenciais da instituição, fundada por Alvará Régio de D. João IV, datado de 30 de janeiro de 1650.

[4] Instalações da atual Biblioteca Pública Municipal do Porto, fundada em 1833 por ordem de D. Pedro IV, a Biblioteca ocupam as instalações do antigo Hospício dos Religiosos de Santo Antônio (Convento de Santo António da Cidade), edifício do século XVIII, hoje classificado como imóvel de interesse público – em 1842, tornando-se estabelecimento municipal em 1876. O seu acervo inicial reunia fundos bibliográficos provenientes de bibliotecas de ordens religiosas e de particulares.

[5] Também conhecida por Aula Régia de Desenho de Figura e de Arquitetura; Aula Régia de Desenho de Figura e de Arquitetura CivilCriação da Aula Régia do Desenho de Figura e Arquitectura Civil, etc.


2013/01/16

Peça do mês de janeiro



Jarro
Galo vidrado branco e vermelho (crista), que forma um recipiente com tampa (costas do animal). A cauda tem forma de pega. Está inventariado com o número ME/402618/84 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.
Situada no centro da cidade das Caldas da Rainha, a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro teve origem na Escola de Desenho Industrial Rainha D. Leonor, criada em 1884. Em 1919 passou a denominar-se Escola de Artes e Ofícios e mais tarde Escola Industrial e Comercial Rainha D. Leonor. Com a reforma do ensino técnico, a sua designação passou a ser Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha e em 1973 adotou o nome atual.
Esta peça insere-se na típica cerâmica figurativa das Caldas da Rainha. Embora não se possa datar com precisão a introdução destes “bonecos” de louça, pensa-se que possam ser atribuídos a Maria dos Cacos, cuja oficina remonta ao período 1820-1850. Durante a primeira metade do século XIX, a produção de louça vidrada caldense foi pródiga em objetos inspirados na figura humana e animal, cuja forma é adaptada a funções utilitárias e/ou decorativas: castiçais, paliteiros, apitos, canecas, vasilhas, suspensões decorativas ou peças de jardim. Os animais representados com maior frequência são cães, macacos, leões, touros ou galos. Supõe-se que a oficina de Manuel Mafra, em 1853 teria tomado a de Maria dos Cacos, o que se traduziu numa forte projeção da cerâmica caldense, com a introdução de mais modelos e do aumento da qualidade e criatividade das peças (burros, porcos, gatos, aves, peixes, répteis). Rafael Bordalo Pinheiro instalou-se neste centro cerâmico com a Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, em 1884, trazendo várias inovações como o retomar da figuração humana. Estão nesta linha as representações do Zé Povinho e de outras figuras comuns (ama, polícia, sacristão, cura) ou políticas (Visconde Faria, Marquês de Franco, o Barriga). Em todas elas, o humor e a caricatura surge como marca identificadora. Bordalo Pinheiro retomou igualmente a produção dos "paliteiros” e introduziu a representação de figuras regionais, geralmente miniaturais.

Bibliografia e informação adicional:




Para consultar a história da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro:




MJS

2013/01/09

O Aparelho de Kipp no Museu Virtual da Educação


(Aparelho de Kipp)


O aparelho de Kipp é um instrumento de funcionamento contínuo, utilizado nos laboratórios químicos para a produção de pequenos volumes de gases, geralmente dióxido de carbono. Foi inventado por Petrus Johannes Kipp (1808-1864), um farmacêutico de Delft, Holanda. A primeira descrição deste instrumento foi publicada num jornal holandês em 1844.


(Aparelho de Kipp)


O aparelho consiste em duas ou três peças de vidro que encaixam entre si. A peça maior tem a forma de pera com uma larga abertura esmerilada na parte superior, que termina sob a forma de um tubo cilíndrico, que permite o encaixe com a parte inferior da segunda peça de vidro. Esta última assemelha-se a uma esfera e é rematada no topo por uma abertura cilíndrica. Este instrumento tem ainda duas tubuladuras que servem para regular o desprendimento de gases.


(Aparelho de Kipp)


Para a produção de sulfureto de hidrogénio (H2S), fragmentos de zinco metálico são colocados no recipiente esférico médio. Por sua vez, ácido sulfúrico diluído é introduzido no recipiente superior que comunica com a cavidade inferior do instrumento através de um tubo. Quando a abertura que se situa no recipiente esférico médio se encontra aberta (encontra-se inicialmente fechada através de uma válvula), o ácido cai pelo tubo e entra em contacto com o zinco. Esta mistura reage produzindo sulfureto de hidrogénio. Quando a válvula é fechada a pressão aumenta, forçando o ácido a ascender pelo tubo até ao recipiente superior. A reação e a produção de gás cessa assim que já não houver ácido em contacto com o metal. Este aparelho não é completamente satisfatório na produção de gás, pois o ácido remanescente da reação (que contém sulfato de zinco) é misturado com ácido sulfúrico que ainda não foi utilizado (no recipiente superior), diluindo-o e fazendo com que a reação se torne mais lenta.



(Imagem do funcionamento do aparelho de Kipp)
Fonte: The Encyclopedia of Science. Laboratory Equipment. Kipp’s Apparatus.


Bibliografia:  

Museu da Ciência (2013) [em linha].
[Consulta: 8 de Janeiro 2013]

Baú da Física e da Química (2013) [em linha]
[Consulta: 8 de Janeiro de 2013]

The Story behind the name: Kipp’s apparatus (2013) [em linha]
[Consulta: 8 de Janeiro de 2013]

The Encyclopedia of Science. Laboratory Equipment (2013) [em linha]
[Consulta: 8 de Janeiro de 2013]



MJS

2013/01/02

O Amperímetro no Museu Virtual da Educação


(Imagem de amperímetro)


Criado por Jacques-Arsène d’ Arsonval (1851 - 1940), o amperímetro é um instrumento utilizado no Laboratório de Física ou Eletrotecnia, para efetuar demonstrações na área da eletricidade, no contexto das práticas pedagógicas.


(Imagem de amperímetro)

Médico e físico francês, Arsonval inventou outro tipo de instrumentos, como é o caso do galvanómetro ou da bobina móvel. Colaborou igualmente em alguns estudos no campo da eletricidade, nomeadamente no domínio da exploração da energia térmica dos mares, juntamente com Tesla.


(Imagem de amperímetro)

O amperímetro permite medir a intensidade do fluxo da corrente elétrica que passa pela sessão transversal de um condutor, expressando esse valor em amperes.

(Imagem do funcionamento de um amperímetro)
A corrente atravessa o fio a ser medido
Mola de retorno do ponteiro

 

Este aparelho deve ser inserido em série para medir a corrente elétrica, em alguma zona do circuito. A sua resistência deve ser baixa para que as medições sejam precisas. 


(Imagem de amperímetro)

O amperímetro permite a medição de correntes contínuas ou alternadas e, dependendo da qualidade do aparelho, pode possuir várias escalas que permitem seu ajuste para medidas com a máxima precisão.



(Imagem de um circuito com um amperímetro)

Fonte: Infoescola - http://www.infoescola.com/eletricidade/voltimetro-e-amperimetro/

 

 

 

Bibliografia:  

 

Museu de Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2012) [em linha].

http://mfisica.nonio.uminho.pt/patrimonio/alfa/pat_alf_a.html

[Consulta: 19 de Dezembro 2012]

 

ISEL - Área Departamental de Engenharia de Electrónica e Telecomunicações e de Computadores (2012) [em linha] http://www.deetc.isel.ipl.pt/electronica/LEIC/FAE/aparelhos/amperimetro_ideal.htm [Consulta: 19 de Dezembro 2012]

 

 

MJS


2012/12/26

Assim se faz o Presépio


(Capa da obra Assim se faz o Presépio)

Fonte: Jorge Escalço Valadas. - Lisboa : Direcção-Geral do Ensino Primário, 1957. 
Cota: BMEP 2233


Segundo a tradição cristã, o presépio é uma das representações mais singelas do nascimento, o brotar para a vida na e com simplicidade. Procura-se, efetivamente, representar a importância do momento atemporal do nascimento de Jesus Cristo.


(Imagem desenhada do Presépio)

Fonte: Jorge Escalço Valadas. - Lisboa : Direcção-Geral do Ensino Primário, 1957. 
Cota: BMEP 2233


Podemos resumir, se assim o pretendemos, o presépio como a presença do Menino, rosto de Deus, no estábulo, ao lado de seus pais, tendo por testemunhas os pastores e os animais e recebendo a visita dos Reis Magos, guiados pela estrela de Belém, o que mostra a grandeza e a onipotência de Deus representada na fragilidade de uma criança – mesmo que este ato fosse uma metáfora, nunca poderíamos ficar desatentos a tal alegoria de santidade!

 De acordo com fontes históricas, o primeiro presépio foi criado por São Francisco de Assis no Natal de 1223. O frade católico montou o presépio em argila na floresta de Greccio (comuna italiana da região do Lácio). A sua ideia era montar o presépio para explicar as pessoas mais simples o significado e como foi o nascimento de Jesus Cristo.

 Mais tarde, no século XVIII, a tradição de fazer o presépio nos lares católicos popularizou-se na Europa e, desta forma, foi invadindo todas as regiões do mundo!


(Imagem desenhada de Maria e do Menino Jesus para recortar)

Fonte: Jorge Escalço Valadas. - Lisboa : Direcção-Geral do Ensino Primário, 1957. 
Cota: BMEP 2233

 

Maria[1] conhecida entre os cristãos como Maria de Nazaré; Santa Maria; Virgem Maria; Nossa Senhora; Santíssima Virgem Maria; Mãe de Deus, etc., no Islão é também conhecida como Maria, Mãe de Issa.

Maria é identificada no Novo Testamento e no Alcorão como a mãe de Jesus através de intervenção divina (Mateus 1:16-25, Lucas 1:26-56, Lucas 2:1-7). Jesus é visto como o Messias — o Cristo — em ambas as tradições, dando origem a um nome comum: Jesus Cristo.

Os evangelhos canónicos de Mateus e Lucas descrevem Maria virgem (παρθένος, parthenos), desta forma, os cristãos creem que Maria concebeu o seu filho milagrosamente pela ação do Espírito Santo e, por sua vez, os muçulmanos acreditam que tal conceção se deve ao comando de Deus.

O Novo Testamento começa o relato da vida de Maria com a anunciação — quando o anjo Gabriel aparece e anuncia que Deus escolhe Maria para ser a mãe de Jesus. Ademais, os relatos bíblicos registam o papel de Maria em eventos importantes da vida de Jesus, desde o seu nascimento até a sua ascensão.

Os cristãos da Igreja Católica, da Igreja Ortodoxa, da Igreja Ortodoxa Oriental, da Igreja Anglicana e da Igreja Luterana creem que Maria, como mãe de Jesus, é a Mãe de Deus (Μήτηρ Θεοῦ) e a Theotokos, literalmente Portadora de Deus. Maria foi venerada desde o início do cristianismo. Ao longo dos séculos ela tem sido um dos assuntos favoritos da arte, da música e da literatura cristã.


(Imagem desenhada de S. José para recortar)

Fonte: Jorge Escalço Valadas. - Lisboa : Direcção-Geral do Ensino Primário, 1957. 
Cota: BMEP 2233

 

José é descendente da casa real de David. Aquando noivo de Maria foi visitado por um anjo que o informou que a sua futura esposa daria à luz um filho, fruto do Espirito Santo. Ainda assim, José, nas suas dúvidas, tomou Maria e levou-a para Belém para contemplar o nascimento de Jesus.

Avisado de novo, por um anjo das intenções do Rei Herodes, José levou Maria e Jesus para o Egito. Na sua santidade, José revê Jesus como filho e, desta forma, leva-o junto com Maria, a visitar o tempo – apresenta-O a Deus. Esta ocorrência é muito citada, não só pelo simbolismo e tradição bíblica, mas também porque é uma das últimas menções feitas a José nas Sagradas escrituras – a procura incessante de Jesus no Templo de Jerusalém.

José, segundo a tradição cristã, é um personagem do Novo Testamento que encarna o papel de pai e esposo, pai de Jesus e esposo da Mãe de Deus. Por este motivo, no catolicismo, é considerado santo e chamado de São José.

Em 1479, no calendário romano, é assinalada a festa de São José – 19 de março, dia do pai. São Francisco de Assis e Santa Teresa d’Avila ajudaram a espalhar a devoção, e em 1870 São José foi declarado patrono universal da Igreja pelo Papa Pio IX. Mais tarde, o Papa Benedito XV declara José como o patrono da Justiça Social. Ainda assim, São José entra na mundividência, por uns é considerado padroeiro dos carpinteiros, por outros é representado como um lírio, um pedagogo, ou mesmo pai…


Bibliografia:


BESSIÈRES, Albert (1954). São José : actualidade e presença de um grande Santo. Lisboa: União Gráfica.

 

BÍBLIA SAGRADA (1978). Lisboa: Edições Paulistas.

 

PASQUALE, Humbert M. (1980). A Virgem Maria na vida cristã. Porto: Ediçoes Salesianas.

 

VALADAS, Jorge Escalço (1957). Assim se faz o presépio. Lisboa: Direcção-Geral do Ensino Primário.

 

 

PM



[1] Em hebraico: מִרְיָם, Miriam e em grego: Μαρία, Maria


2012/12/19

Peça do mês de Dezembro



Bordado

 

Bordado pertencente ao espólio museológico da Escola Secundária David Mourão-Ferreira, com o número de inventário ME/ESDMF/322.

Esta escola apresenta um espólio com diferentes proveniências, uma vez que tem na sua origem as Escolas Secundárias Dona Maria I e Veiga Beirão, extintas em 1997, e que haviam sido escolas comerciais.

De salientar que Escola Comercial Dona Maria I, cuja designação data de 1948, sucedeu à Escola Rodrigues Sampaio.

Este bordado emoldurado pertenceu à Escola Comercial D. Maria I, e foi vencedor do 1.º Prémio da Exposição Mariana, elaborado no contexto das atividades circum-escolares. Representa a ascensão de Nossa Senhora com os anjos e foi elaborado em tule e linha de bordar. A peça esteve presente na exposição "Um quarto de século de Ensino Técnico" que decorreu na FIL em 1971.

 

Bibliografia e informação adicional:

 

http://aps-ruasdelisboacomhistria.blogspot.pt/2008/01/largo-dr-antnio-de-sousa-de-macedo-ll.html

 

http://dre.pt/pdf1sdip/1948/08/19800/08440911.pdf

 

 

MJS