(Capa da obra Assim se faz o Presépio)
Fonte: Jorge Escalço Valadas. - Lisboa : Direcção-Geral do Ensino Primário, 1957.
Cota: BMEP 2233
Segundo a
tradição cristã, o presépio é uma das representações mais singelas do
nascimento, o brotar para a vida na e com simplicidade. Procura-se,
efetivamente, representar a importância do momento atemporal do nascimento de
Jesus Cristo.
(Imagem desenhada do Presépio)
Fonte: Jorge Escalço Valadas. - Lisboa : Direcção-Geral do Ensino Primário, 1957.
Podemos
resumir, se assim o pretendemos, o presépio como a presença do Menino, rosto de
Deus, no estábulo, ao lado de seus pais, tendo por testemunhas os pastores e os
animais e recebendo a visita dos Reis Magos, guiados pela estrela de Belém, o
que mostra a grandeza e a onipotência de Deus representada na fragilidade de
uma criança – mesmo que este ato fosse uma metáfora, nunca poderíamos ficar
desatentos a tal alegoria de santidade!
De acordo
com fontes históricas, o primeiro presépio foi criado por São Francisco de
Assis no Natal de 1223. O frade católico montou o presépio em argila na
floresta de Greccio (comuna italiana da região do Lácio). A sua ideia era
montar o presépio para explicar as pessoas mais simples o significado e como
foi o nascimento de Jesus Cristo.
Mais
tarde, no século XVIII, a tradição de fazer o presépio nos lares católicos
popularizou-se na Europa e, desta forma, foi invadindo todas as regiões do
mundo!
(Imagem desenhada de Maria e do Menino Jesus para recortar)
Fonte: Jorge Escalço Valadas. - Lisboa : Direcção-Geral do Ensino Primário, 1957.
Maria
conhecida entre os cristãos como Maria de
Nazaré; Santa Maria; Virgem Maria; Nossa Senhora; Santíssima
Virgem Maria; Mãe de Deus, etc.,
no Islão é também conhecida como Maria, Mãe
de Issa.
Maria é
identificada no Novo Testamento e no Alcorão como a mãe de Jesus através de
intervenção divina (Mateus 1:16-25, Lucas 1:26-56, Lucas 2:1-7). Jesus é visto
como o Messias — o Cristo — em ambas as tradições, dando origem a um nome
comum: Jesus Cristo.
Os
evangelhos canónicos de Mateus e Lucas descrevem Maria virgem (παρθένος,
parthenos), desta forma, os cristãos creem que Maria concebeu o seu filho
milagrosamente pela ação do Espírito Santo e, por sua vez, os muçulmanos acreditam
que tal conceção se deve ao comando de Deus.
O Novo
Testamento começa o relato da vida de Maria com a anunciação — quando o anjo Gabriel aparece e anuncia que Deus
escolhe Maria para ser a mãe de Jesus. Ademais, os relatos bíblicos registam o
papel de Maria em eventos importantes da vida de Jesus, desde o seu nascimento
até a sua ascensão.
Os
cristãos da Igreja Católica, da Igreja Ortodoxa, da Igreja Ortodoxa Oriental,
da Igreja Anglicana e da Igreja Luterana creem que Maria, como mãe de Jesus, é
a Mãe de Deus (Μήτηρ Θεοῦ) e a Theotokos, literalmente Portadora de Deus. Maria
foi venerada desde o início do cristianismo. Ao longo dos séculos ela tem sido
um dos assuntos favoritos da arte, da música e da literatura cristã.
(Imagem desenhada de S. José para recortar)
Fonte: Jorge Escalço Valadas. - Lisboa : Direcção-Geral do Ensino Primário, 1957.
José é
descendente da casa real de David. Aquando noivo de Maria foi visitado por um
anjo que o informou que a sua futura esposa daria à luz um filho, fruto do
Espirito Santo. Ainda assim, José, nas suas dúvidas, tomou Maria e levou-a para
Belém para contemplar o nascimento de Jesus.
Avisado
de novo, por um anjo das intenções do Rei Herodes, José levou Maria e Jesus
para o Egito. Na sua santidade, José revê Jesus como filho e, desta forma,
leva-o junto com Maria, a visitar o tempo – apresenta-O a Deus. Esta ocorrência
é muito citada, não só pelo simbolismo e tradição bíblica, mas também porque é
uma das últimas menções feitas a José nas Sagradas escrituras – a procura
incessante de Jesus no Templo de Jerusalém.
José,
segundo a tradição cristã, é um personagem do Novo Testamento que encarna o
papel de pai e esposo, pai de Jesus e esposo da Mãe de Deus. Por este motivo,
no catolicismo, é considerado santo e chamado de São José.
Em 1479, no calendário romano, é assinalada a festa
de São José – 19 de março, dia do pai.
São Francisco de Assis e Santa Teresa d’Avila ajudaram a espalhar a devoção, e
em 1870 São José foi declarado patrono universal da Igreja pelo Papa Pio IX.
Mais tarde, o Papa Benedito XV declara José como o patrono da Justiça Social.
Ainda assim, São José entra na mundividência, por uns é considerado padroeiro
dos carpinteiros, por outros é representado como um lírio, um pedagogo, ou
mesmo pai…
Bibliografia:
BESSIÈRES,
Albert (1954). São José : actualidade e presença de um grande Santo. Lisboa: União
Gráfica.
BÍBLIA
SAGRADA (1978). Lisboa: Edições Paulistas.
PASQUALE,
Humbert M. (1980). A Virgem Maria na vida cristã. Porto: Ediçoes Salesianas.
VALADAS,
Jorge Escalço (1957). Assim se faz o
presépio. Lisboa: Direcção-Geral do Ensino Primário.
PM