2022/09/15

Peça do mês de setembro

 


Conjunto de ressoadores de Helmholtz

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Física para estudo da mecânica do som. Trata-se de um ressoador de vidro esférico, pertencente a um conjunto de 5, que possui uma pequena abertura circular e um espigão saliente. Este espigão, aberto e diametralmente oposto à abertura, permite a sua introdução no ouvido e a audição do som.

Esta inventariado com o número ME/400439/538/1 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Sebastião e Silva.


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2022/09/12

Invenções que mudaram o mundo: a fotografia

 

Máquina fotográfica

ME/400002/160

Escola Secundária Alves Martins

Máquina fotográfica Zeiss, de fole, com estojo de pele. Modelo Ikon.


A fotografia é um processo de produção de imagens através da fixação da luz refletida pelos objetos numa superfície impregnada com um produto sensível às radiações luminosas.

A criação da fotografia resultou de várias descobertas feitas ao longo dos anos. Em 1558, Giovanni Baptista Della Porta desenvolveu o conceito de câmara escura, igualmente conhecido por Leonardo da Vinci.

Em 1604, Angelo Sala descobriu que um dos compostos da prata escurecia ao sol. No entanto foi Johann Heinrich-Schulze, em 1724, que fez várias experiências a este nível utilizando ácido nítrico, prata e gesso, chegando à conclusão que era a prata halogénea convertida em prata metálica que provocava o escurecimento.

A primeira fotografia que se conhece data de 1826 e é da autoria de Joseph Nicéphore Niépce. Foi produzida numa placa de estanho coberta com um derivado do petróleo através de uma câmara, necessitando de oito horas de exposição solar. Este processo foi designado pelo autor como Heliogravura.

Nièpce contatou com Daguerre, um outro cientista que se dedicava à fotografia e formaram uma sociedade. Daguerre desenvolveu um processo com vapor de mercúrio que permitiu reduzir o tempo de revelação para alguns minutos. Este método ficou conhecido como Daguerreotipia e foi apresentado à Academia de Ciências e Belas Artes em França.

William Fox Talbot também se dedicou ao estudo da fotografia, desenvolvendo um processo diferente – calotipo – utilizando folhas de papel com cloreto de prata que eram colocadas em contato com outras folhas de papel e produziam uma imagem positiva. Este processo é bastante semelhante ao que se usa atualmente pois produz um negativo que permite reproduzir várias imagens.

Só a partir de 1888 é que a fotografia se popularizou, nomeadamente com a empresa Kodak que introduziu a câmara fotográfica com rolos substituíveis que podia ser utilizado por qualquer um.


Conjunto de acessórios para máquina fotográfica

ME/402643/51

Escola Secundária Rainha Santa Isabel

Fole de maquina fotográfica do Século XIX


A utilização da fotografia a partir de meados do século XIX tinha um objetivo documental, ou seja, a reprodução da realidade em diversas áreas como lugares, culturas, edifícios, obras de engenharia. Era o retrato da época.

Ao mesmo tempo desenvolveu-se a fotografia de culturas exóticas e distantes, a fotografia de guerra ou mesmo do corpo humano. No final do século, a fotografia torna-se uma obra de arte, divulgando-se através de exposições e de sociedade fotográficas. 

Na primeira metade do século XX, Alfred Stieglitz foi o responsável pela renovação da estética fotográfica, tendo criado um grupo designado Photo-Secession em 1902. Após a Primeira Guerra Mundial a fotografia liberta-se da função ilustrativa e torna-se numa forma de arte, influenciada pelo Cubismo ou pelo Futurismo, entre outros. Podem destacar-se os nomes de Alexandre Rodchenko, László Moholoy-Nagy pertencente à Escola Bauhaus ou Man Ray, influenciado pelo Dadaísmo e Surrealismo.

A partir dos anos 30, a fotografia teve um papel preponderante como meio de comunicação de massas, ilustrando jornais e revistas. O fotojornalismo e a fotografia de moda são as áreas que mais se destacam.

A partir da segunda metade do século XX, a fotografia assume uma importância artística considerável. Basta referir os retratos realizados por Andy Warhol, numa mistura de fotografia e serigrafia, profundamente influenciado pela Pop Art.

A partir de então, as inovações ao nível da fotografia não pararam de surgir, quer ao nível da captação da imagem e da qualidade de reprodução, quer ao nível da rapidez de processamento. A mudança mais drástica dá-se com a introdução da fotografia digital no final do século XX. A fotografia torna-se assim uma experiência cada vez mais pessoal, de captação de um momento.


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2022/09/08

Invenções que mudaram o mundo: o foguetão

 

Imagem parietal de atividade humanas

ME/402436/68

Escola Secundária de Passos Manuel

O quadro mostra os vários tipos de armas que podem ser lançadas por aviões, barcos ou manualmente. Ao centro, um grande foguetão a sair da rampa de lançamento, vários aviões militares cruzam os céus e um satélite gravita no horizonte. À esquerda, numa enseada, um torpedeiro em atividade. Num primeiro plano, em terra, dois militares ativam um míssil enquanto uma família, à sua direita lança foguetões de diversão.


Um foguetão, também designado por foguete espacial, é um veículo que se desloca através da impulsão obtida pela reação da matéria que se encontra no seu interior. Atingindo grande velocidade, o foguetão é utilizado para transportar satélites artificiais ou para explorar o espaço.

É constituído por uma estrutura que inclui um motor de propulsão por reação e tanques de combustível com comburente. Habitualmente os foguetões funcionam através da libertação da energia química que se encontra no combustível que reage quando misturada com um comburente. A mistura destes gases aquece e é expelida através de um tubo, propulsionando o foguetão para cima.

Pensa-se que o foguete teve origem na China. O primeiro registo data de 1232 com a invenção da pólvora, utilizada para entretenimento através da produção de fogos de artifício. A sua utilização bélica desenvolveu-se mais tarde, no século XIII, na fronteira ocidental do Império Chinês contra os mongóis.

A Europa tomou conhecimento dos foguetes através dos árabes e utilizou-os em conflitos após a Guerra dos Cem Anos. No entanto, era apenas uma arma incendiária. Só com as Guerras Napoleónicas é que apareceu o foguete bélico.

Nos finais do século XIX os cientistas se dedicaram-se ao estudo dos foguetes como forma de propulsionar veículos espaciais. Konstantin Tsiolkovsky criou uma equação que permitia calcular a força necessária para impulsionar este tipo de veículos. Em 1926 Robert Goddard foi o responsável pelo lançamento do primeiro foguetão alimentado por combustível líquido. Hermann Oberth fez vários estudos sobre a propulsão que permitiria contrariar a gravidade terrestre.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Wernher von Braun desenvolveu os foguetes V-1 e V-2 que constituíram a base das futuras pesquisas para a realização de foguetões. Posteriormente, as tensões políticas que conduziram à Guerra Fria levaram à corrida espacial entre os Estados Unidos da América e a Rússia. Em 1957 o foguete R – 7 lançou o satélite soviético Sputnik na atmosfera terrestre.


(Imagem de um foguetão retirada da internet)

Em 1961, o soviético Yuri Gagarin tornou-se o primeiro homem a ir ao espaço, a bordo do foguete Vostok-K. Em 1969, os Estados Unidos conseguiram colocar o homem na Lua, Neil Armstrong, através da missão da Apollo 11 colocada em órbita pelo foguete Saturn V da NASA.

A evolução dos foguetões espaciais permitiu aumentar o conhecimento do espaço e da galáxia, apesar de alguns reveses neste processo. Vários países constituíram Agências Espaciais para alargar a exploração espacial. Atualmente já existem empresas privadas com naves próprias, cujo objetivo é levar o público até à órbita da Terra.


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2022/09/05

Exposição virtual: "Pascal no Museu Virtual da Educação"

 

Blaise Pascal (1623 – 1662) foi um conhecido matemático, escritor, físico, inventor, filósofo e teólogo francês. Filho de Étienne Pascal, professor de matemática e de Antoinette Begon, perdeu a mãe aos 3 anos. A sua educação ficou a cargo do pai e, desde cedo, Pascal demonstrou grandes aptidões para as ciências física e para a matemática. Ao nível da matemática demonstrou interesse pelo cálculo infinitesimal, tendo mesmo criado uma máquina de calcular a que deu o nome La pascaline (1642). Em física estudou a mecânica dos fluídos e aprofundou os conceitos da pressão atmosférica e do vácuo. A morte do seu pai em 1651 fez com que se voltasse para a filosofia e teologia abandonando as ciências, onde voltaria em 1658. Os seus trabalhos incidiram sobre hidrostática e sobre a definição dos princípios barométricos criando o Principio de Pascal que estabelece que a pressão hidrostática não depende do peso do fluido, mas da diferença de elevação. Criou a prensa hidráulica, a seringa, aperfeiçoou o barómetro de Torricelli e desenvolveu vários dispositivos de demonstração das suas leis. Pascal publicou várias obras entre as quais se destacam o Traité du triangle arithmétique e o Traité de l'équilibre des liqueurs. Nesta exposição são apresentados vários dos dispositivos que permitem a demonstração da Lei de Pascal, ao nível do contexto do laboratório de física.

Diapositivo

ME/402436/1856

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de Física. Trata-se de uma imagem de Pascal. Clermont-Ferrand Blaise Pascal (19 de junho de 1623 - 19 de agosto de 1662) foi um físico, matemático, filósofo moralista e teólogo francês. Pascal contribuiu decisivamente para a criação de dois novos ramos da matemática: a geometria projetiva e a teoria das probabilidades. Em Física estudou a mecânica dos fluidos, e esclareceu os conceitos de pressão e vácuo ampliando o trabalho de Torricelli. É ainda o autor da primeira calculadora mecânica, a Pascaline, e de estudos sobre o método científico. Enunciou os primeiros trabalhos sobre o vácuo e demonstrou as variações da pressão atmosférica. A partir de então, desenvolveu extensivas pesquisas utilizando sifões, seringas, foles e tubos de vários tamanhos e formas e com líquidos como água, mercúrio, óleo, vinho, ar, etc., no vácuo e sob pressão atmosférica. Aperfeiçoou o barómetro de Torricelli e publicou o Traité du triangle arithmétique. Um dos seus tratados sobre hidrostática, Traité de l'équilibre des liqueurs, só foi publicado postumamente, um ano após sua morte (1663). Esclareceu finalmente os princípios barométricos, da prensa hidráulica e da transmissibilidade de pressões. Estabeleceu o princípio de Pascal que diz: em um líquido em repouso ou equilíbrio as variações de pressão transmitem-se igualmente e sem perdas para todos os pontos da massa líquida. É o princípio de funcionamento do macaco hidráulico. O diapositivo pertence a uma coleção que se encontra na Caixa I - Secção 2 - Nº. 14060.


Aparelho de demonstração da lei de Pascal

ME/401109/407

Escola Secundária de Camões

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um dispositivo para a demonstração da lei de Pascal, composto por um tubo longo que está ligado a um reservatório circular. Este último está munido de orifícios, onde se inserem tubos manométricos contendo mercúrio. Enchendo o aparelho com água e exercendo pressão sobre a mesma, por intermédio de um êmbolo que atravessa o tubo longo, verifica-se que o mercúrio se eleva à mesma altura em todos os tubos manométricos. Pretende exemplificar a lei de Pascal, segundo a qual a pressão exercida sobre um determinado líquido propaga-se integralmente em todos os sentidos a todos os pontos do líquido.


Prensa hidráulica

ME/402436/1466

Escola Secundária de Passos Manuel

A prensa hidráulica é um aparelho que utiliza a água para produzir um elevado nível de pressão. Este aparelho, utilizado no Laboratório de Física para fins pedagógicos, demonstra a aplicabilidade da Lei de Pascal, segundo a qual a pressão exercida em qualquer ponto de um liquido em equilíbrio é transmitida a todos os outros pontos, bem como às próprias paredes do recipiente onde ele se encontra.


Aparelho de Pascal

ME/400737/30

Escola Secundária de Alberto Sampaio

Aparelho para medir a pressão exercida por um líquido no fundo de um vaso.


Aparelho de demonstração da lei de Pascal

ME/401778/204

Escola Secundária de Fonseca Benevides

Aparelho para demonstração do princípio de Pascal, utilizado nas aulas de Física no contexto das práticas pedagógicas. Princípio físico que se aplica, entre outros, ao sistema de travões e amortecedores e aos elevadores hidráulicos e deve-se ao físico e matemático francês Blaise Pascal (1623-1662). O enunciado é: o acréscimo de pressão produzido num líquido em equilíbrio transmite-se integralmente a todos os pontos do líquido e às paredes do recipiente.


Aparelho de demonstração da lei de Pascal

ME/404652/193

Escola Secundária de Pedro Nunes

Aparelho para o estudo da transmissão da pressão, servindo ao mesmo tempo para a demonstração do princípio da pressão hidráulica. Vaso cilíndrico de metal, pintado de preto (a = 20 cm; d = 16 cm) com 2 êmbolos na face superior, um maior (d = 4 cm) e outro menor (d = 2 cm), assente num tripé de madeira com 33 cm de altura. Dispõe ainda de mais dois tubos metálicos na face superior e de um terceiro êmbolo lateral (d = 2,4 cm) que tem anexas duas roldanas metálicas com calha de onde se podem suspender pesos para estabelecer o equilíbrio entre os três êmbolos.


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2022/09/01

Invenções que mudaram o mundo: o frigorífico

 

(Cartaz da marca Electrolux fazendo publicidade a um frigorífico retirado da internet)

O frigorífico é um utensílio utilizado na conservação de alimentos através da capacidade de os manter frios. Consiste geralmente num armário metálico, contendo no seu interior gavetas e prateleiras.

Antes da sua invenção, o homem fez várias tentativas para conservar os alimentos, quer envolvendo-os em pedras de gelo, quer salgando-os para absorver o calor. No entanto, os progressos na agricultura que permitiram um aumento do volume de produção tornaram necessário criar outro tipo de estratégias para conservar os alimentos.

Em 1748, William Cullen apresentou um processo de refrigeração artificial na Universidade de Glasgow, conseguindo criar um pouco de gelo utilizando vapor de água em vácuo, no interior de uma campânula. No entanto, não teve qualquer aplicação prática. Gérard Nairne aproveitou a experiência e juntou-lhe ácido sulfúrico. Apesar dos avanços, continuou sem ser aplicada.

Só no século XIX é que se deram os primeiros passos na refrigeração artificial. Em 1805, Oliver Evans utilizou máquinas de éter comprimido para obter frio. Em 1844, John Gorrie inventou uma máquina de refrigeração de ar expandido.

Em 1859, Ferdinand Carré conseguiu aplicar um sistema onde colocava um líquido volátil (amónia) a circular à volta de uma caixa por ação de um compressor, mantendo o frio. Teve uma aplicação comercial, mas era pouco prática e difícil de movimentar. Raoul Piquet adaptou este sistema utilizando bióxido sulfúrico. O sistema não resultou ao nível da refrigeração, mas criou a primeira pista de gelo artificial do mundo.


(Imagem de um frigorífico retirada da internet)


Na área do transporte de alimentos, as experiências foram iniciadas em 1851 e em 1857 surgiu a primeira carruagem refrigerada destinada à indústria das cernes de Chicago.

Só em 1873 surgiu a primeira máquina de refrigeração portátil, da autoria de Karl Von Linde. Em 1877, Carré resolve os problemas da sua máquina e cria um navio frigorífico que passou a transportar carne congelada entre a Argentina e o Brasil.

O frigorífico foi evoluindo e deixou de necessitar de caixas de gelo no seu interior. Em 1913 foi lançado o primeiro frigorífico doméstico pela marca Delmer: o Domelre (Domestic Electric Refrigerator). Sem grande sucesso, foi comercializado em 1918 com o nome de Kelvinator.

Em 1923, a Eletrolux começou a fazer experiências com um frigorífico elétrico que foi comercializado em série cerca de dois anos depois. O aparelho produzia alguns gases tóxicos e apresentava a novidade de possuir compartimentos para os cubos de gelo.

Em 1927 a General Electric lançou o Monitor-Top, arrefecido por um compressor que estava colocado no topo do aparelho.

Em 1930, a Electrolux lança o primeiro modelo para embutir nos móveis. Eram aparelhos que se destinavam a pequenos apartamentos citadinos. Em 1939 surge um frigorífico com duas partes: uma das zonas destinava-se a produtos congelados; a outra mantinha os alimentos frios.

A vulgarização do frigorífico só ocorreu após a Segunda Guerra Mundial. No entanto, este aparelho que emita gases tóxicos, comprometeu seriamente o equilíbrio ambiental. Na década de 70 surgem frigoríficos mais económicos e menos poluentes.

Considerado um dos eletrodomésticos mais importantes, o frigorífico tornou-se indispensável, permitindo armazenar e conservar alimentos por muito mais tempo.


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2022/08/29

Agrupamento de Escolas Lapiás

(Imagem do Agrupamento de Escolas Lapiás- AEL retirada da internet)

O Agrupamento de Escolas Lapiás (AEL) é composto por dezasseis estabelecimentos de ensino, abrangendo cerca de 2000 alunos, provenientes de uma extensa área geográfica, que corresponde à zona nordeste do Concelho de Sintra.

 

No dia 1 de julho de 2011, o antigo Agrupamento de Escolas de Almargem foi extinto, tendo sido oficialmente integrado no Agrupamento de Escolas Lapiás. Como resultado, o Agrupamento de Escolas Lapiás, do qual a Escola Básica e Secundária Dr. Rui Grácio (antiga EB 2,3 Dr. Rui Grácio) é a escola sede, é atualmente composto por 16 estabelecimentos de ensino, sendo 16 jardins de infância e escolas do 1º Ciclo e uma escola do 2º e 3º Ciclos (a Escola Sede):

 

1.       JI/EB1 Almargem do Bispo.

2.       JI/EB1 Aruil;

3.       JI Camarões;

4.       JI/EB1 de Cortegaça;

5.       JI/EB1 D. Maria;

6.       JI/EB1 de Lameiras e Fação;

7.       JI/EB1 de Maceira;

8.       JI Montelavar;

9.       EB1 de Montelavar;

10.    JI Morelena;

11.    EB1 de Morelena;

12.    JI/EB1 Negrais;

13.    JI Palmeiros;

14.    JI/EB1 de Pêro Pinheiro;

15.    JI/EB1 Sabugo e Vale de Lobos;

16.    Escola Básica e Secundária Dr. Rui Grácio.

 

A transformação das rochas ornamentais continua a ser a atividade principal na qual se ocupa a maior parte da população, paralelamente, foi-se desenvolvendo o sector do comércio e dos serviços, dando a esta região algum desenvolvimento económico. Sendo uma zona com uma cultura que de fundo emerge de um meio rural, encontra-se fortemente impregnada de aspetos próprios dos meios industriais, donde resultam facetas múltiplas, umas próprias de meios rurais, outras dos centros industriais e urbanos.

 

A nível educativo as populações estão servidas de jardins de infância e escolas do 1.º ciclo, ao nível dos 2.º e 3.º ciclos apenas existe uma escola e, só a mais de 10 km de distância podemos encontrar escolas secundárias. Existe assim, dentro da escolaridade obrigatória um percurso educativo sequencial das crianças desta região nestas escolas, fator essencial para a proposta de constituição deste agrupamento.

A Escola Básica e Secundária Dr. Rui Grácio, escola sede do agrupamento, encontra-se situada na freguesia de Montelavar, junto a Pêro Pinheiro, no concelho de Sintra. Criada pela portaria n.º 406/80 de 15 de julho, anos mais tarde adotou como patrono a figura do Dr. Rui Grácio[1], professor e investigador que dedicou toda a sua vida à causa do ensino:

 


“Numa outra dimensão da democratização e da Educação para a Cidadania, defendeu a gestão colegial das escolas, a participação dos alunos e a criação de uma área curricular interdisciplinary denominada Educação Cívica Politécnica, constituída por um tempo – uma manhã ou uma tarde – dedicado a trabalhos de projecto (com a colaboração da equipa de docentes), que, partindo de problemas identificados pelos alunos na comunidade local e regional, estimulavam a articulação da escola com o meio, reforçavam a sua função social e desenvolviam a educação pelo trabalho.” CNE New (2021).


Marcante na história da Escola foi, sem dúvida, a experimentação dos novos planos curriculares. Iniciada no ano letivo de 1990/91, foi um ponto de viragem no processo de ensino/aprendizagem, na medida em que trouxe ao dia a dia da escola outras práticas pedagógicas.


(Imagem da entrada do Agrupamento de Escolas Lapiás- AEL retirada da internet)


O Centro de Recursos, constituído por uma Biblioteca, várias Salas de Informática, Sala de Audiovisuais, Sala de Produção, Gabinete de Som, Estúdio de Fotografia e Sala de Exposições, está vocacionado para o apoio aos inúmeros projetos que decorrem na escola, permitindo simultaneamente que os alunos desenvolvam diferentes interesses.


P.M. 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS LAIÁS (cop. 2007). Sobre o Agrupamento [em linha]. Sintra: AEL [Consult. 13 de maio de 2022]. Disponível. http://www.agrupamento-lapias.pt/


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS LAIÁS (cop. 2007a). Dr. Rui Grácio - patrono da escola [em linha]. Sintra: AEL [Consult. 13 de maio de 2022]. Disponível: http://www.agrupamento-lapias.pt/


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS LAIÁS (cop. 2007b). O meio envolvente [em linha]. Sintra: AEL [Consult. 13 de maio de 2022]. Disponível: http://www.agrupamento-lapias.pt/


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS LAIÁS (cop. 2007c). A nossa escola em imagens [em linha]. Sintra: AEL [Consult. 13 de maio de 2022]. Disponível: http://www.agrupamento-lapias.pt/


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS LAIÁS (cop. 2007d). Um pouco de história [em linha]. Sintra: AEL [Consult. 13 de maio de 2022]. Disponível: http://www.agrupamento-lapias.pt/


CNE News (18 de maio de 2021). Homenagem a Rui Grácio [em linha]. Lisboa: Conselho Nacional de Educação. Disponível: https://www.cnedu.pt/en/news/national/1666-centenario-do-nascimento-do-ilustre-pedagogo-rui-gracio

 

 



[1] O Dr. Rui Grácio, nasceu em Lourenço Marques (atual Maputo), Moçambique, em 1921, tendo falecido em Lisboa em 30 de março de 1991. Um dos aspetos fundamentais da sua vida, foi a sua dedicação aos aspetos pedagógicos. Rui Grácio obteve a licenciatura em Ciências Históricas e Filosóficas em 1947, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o Curso de Ciências Pedagógicas na mesma faculdade e na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A partir de 1960, primeiro como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e depois como investigador da mesma, efetuou uma série de estágios de especialização em França, nomeadamente no Service de la Recherche do Institut Pédagogique National e no Institut de Formation en Psychopédagogie Familiale et Sociale. Teve então a oportunidade de trabalhar sob a orientação de alguns dos mais reputados especialistas franceses no domínio das Ciências da Educação. Professor de Filosofia e de História no Lycée Français Charles Lepierre durante vinte e cinco anos (1947-1972), ingressou na carreira da investigação científica da Fundação C. Gulbenkian em 1963. Foi chefe do Departamento de Pedagogia do Centro de Investigação Pegagógica (C.I.P.) daquela instituição, bem como investigador sénior do Instituto Gulbenkian de Ciência (I.G.C.). Exerceu as funções de Secretário de Estado da Orientação Pedagógica de julho de 1974 a julho de 1975. Rui Grácio participou ainda em muitas outras ações cívicas e políticas, podendo destacar-se, por exemplo, as suas atividades na Comissão Portuguesa do Primeiro Ano Internacional da Paz (proclamado pela ONU em 1986).

 

2022/08/25

Invenções que mudaram o mundo: a escrita

Diapositivo

ME/404652/553

Escola Secundária de Pedro Nunes

Trata-se de uma fotografia de uma gravura pela qual se pretende explicar a tradução de uma frase em hieróglifos egípcios. Hieróglifo é um vocábulo grego composto: hieros = sagrado; gluphein = gravar, donde - escrita sagrada. Os egípcios começaram por ter uma escrita ideográfica. Pouco faltou para chegarem ao sistema alfabético. O seu sistema que perdurou até ao advento do Cristianismo consistia numa mistura complicada de ideogramas, de sílabas e de letras. O decifrador deste sistema foi Champollion, em 1822. A tradução dos hieróglifos deste diapositivo é a seguinte: "O honrado na presença do grande deus; o que comanda o exército, Sepi, que descanse em paz". O diapositivo apresenta uma legenda na face de trás, que diz "Escrita hieroglífica egípcia N G 70 Gav. 2 nº 20".



A escrita consiste na utilização de sinais ou símbolos para transmitir conhecimentos, ou seja, é uma codificação gráfica da linguagem falada. A grafia é uma técnica de comunicação humana que consiste no registo de determinados símbolos num suporte. A invenção da escrita marca a delimitação entre a pré-história e a história.

De uma forma bastante simples, podemos afirmar que a escrita se divide em dois tipos: a escrita ideográfica, que se baseia em ideogramas que representam conceitos, e a escrita com grafemas, ou seja, a escrita alfabética em que cada letra representa um som ou um grupo de sons.

O nascimento da escrita deveu-se a várias necessidades sentidas pela sociedade: em primeiro lugar a necessidade de contagem e registo de produtos comercializados, impostos e funcionários; em segundo lugar, o registo de genealogias reais e feitos dos governantes para a posteridade, e, por último, as construções arquitetónicas que necessitavam da criação de sinais numéricos para realização de cálculos matemáticos.

Pensa-se atualmente que a primeira utilização da escrita ocorreu com a civilização Suméria, cerca de 3700 a. C. A partir daqui os especialistas acreditam que a escrita se desenvolveu de forma independente em quatro áreas civilizacionais: na Mesopotâmia (cerca de 3700 a. C.), no Egipto (cerca de 3400 a. C.), na China (cerca de 1500 a. C.) e na América Central (cerca de 1000 a. C.).

O sistema utilizado na Mesopotâmia advém de um sistema contabilístico que foi evoluindo para um sistema de escrita cuneiforme. Foi assim designada porque era feita através de um instrumento em forma de cunha com o qual se faziam os registos numa tábua de argila. Esta escrita foi adaptada pelo acádico, a língua falada pelos povos semitas que dominaram a região após o desaparecimento da civilização suméria.


Diapositivo

ME/404652/554

Escola Secundária de Pedro Nunes

Trata-se de uma fotografia de duas placas sobrepostas, contendo baixos-relevos, existentes no Louvre. Narram-nos o ataque a uma fortaleza, assim como os métodos guerreiros usados pelos assírios no séc. VII a. C. A fortaleza assediada tem torres cilíndricas e merlões, como os futuros castelos medievais. Junto à cidade vê-se um carro de assalto, um grupo de sapadores para minar as muralhas e archeiros protegidos por companheiros que empunhavam escudos redondos para o efeito. A tática militar assíria foi a mais notável do mundo oriental, sendo habilíssima em forçar as cidades e em quebrar as defesas. O diapositivo apresenta na sua face da frente duas legendas manuscritas. A da esquerda (riscada) diz "34001 bas-relief de Ninive - Louvre attaque d' une ville avec char d' Assaut 1 4"; a da direita diz "Baixo-relevo de Ninive. Ataque a uma cidade com carro de assalto (Louvre) Nº G 77 Gav. 2 nº 77". Na face de trás, apresenta uma legenda impressa que diz "PROJECTIONS MOLTENI COLLECTIONS ET TIRAGES DE POSITIFS POUR PROJECTIONS G. MASSIOT & Cie, 37-39, RUE DE BELFORT COURBEVOIE SEINE". Material de apoio às matérias de História.


A civilização egípcia desenvolveu outro tipo de sistema baseado em hieróglifos, ou seja, um tipo de escrita ideográfica em que um hieróglifo corresponde a um objeto ou a uma ideia. A sua evolução fez com que um determinado hieróglifo correspondesse a um determinado som.

A civilização chinesa utilizou os logogramas/ sinogramas, que correspondem a um morfema. O morfema é a unidade mínima dotada de significado que integra uma palavra, ou seja, o morfema é uma das partes que forma uma palavra.

Na américa central existem vários tipos de escrita, sendo a mais conhecida a da civilização Maia. É uma escrita que combina logogramas com um silabário.

A grande inovação irá suceder com a civilização Grega que desenvolve um alfabeto, em que cada letra/símbolo correspondia a um som individual, formando uma palavra com consoantes e vogais. As palavras eram escritas tal como soavam e a escrita foi difundida por todos os estratos sociais. O aparecimento de novos suportes, como a cortiça, metais suaves ou o papiro permitiram uma maior circulação da escrita.

A partir de então todos os conhecimentos podiam ser fixados e transmitidos futuramente. A escrita foi evoluindo e o pergaminho tornou-se o material por excelência, só substituído mais tarde pelo papel.

Em todo este processo é imprescindível referir a imprensa que permitiu a difusão da escrita a um nível nunca antes visto. Será de notar que a escrita estava restrita às camadas sociais mais elevadas A alfabetização das camadas populares foi muito mais lenta.

Assim, a invenção da escrita alterou os processos mentais da sociedade ao passar de um discurso oral para um discurso escrito. Permitiu a conservação de registos e o armazenamento e divulgação de informações por várias gerações.


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