2020/08/13

Peça do mês de agosto /2020




Postal

Postal a preto e branco da Praia da Figueira da Foz, vendo-se em primeiro plano sete mulheres em maillot de praia.
No verso, carimbos da "Escola Secundária D. João de Castro" e do fotógrafo, "Fotografia Lys. 41, à Praça Velha, 42. Figueira da Foz" bem como a identificação do local (dactilografado). O postal integra um conjunto de materiais audiovisuais da antiga Escola D. João de Castro, utilizados no contexto das atividades pedagógicas, nomeadamente nas disciplinas de História/Geografia.
Está inventariado com o número ME/ESDJC/514 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Afonso Domingos.


MJS

2020/08/10

Exposição virtual: "Praias de Portugal no Museu Virtual da Educação"


Portugal é um país em que 50% das suas fronteiras são marítimas, o que define a importância do mar na mentalidade e na cultura do seu povo. Desde os descobrimentos que o mar é uma referência de esperança e de ambição. A ocupação das áreas costeiras para lazer e consequente desenvolvimento da atividade turística, deve-se à iniciativa da família real. A sua instalação em Cascais durante os meses de verão, durante a segunda metade do século XIX, tornaram as praias de Portugal mundialmente conhecidas e procuradas. Nos anos 60 e 70, o turismo balnear atinge um enorme desenvolvimento, o que se traduziu na criação de grandes complexos turísticos, um pouco por todo o país, mas em especial na zona do Algarve, Setúbal e Funchal.
Através desta coleção de postais da Escola Secundária D. João de castro, podemos conhecer um pouco das características de algumas praias portuguesas no início da dinamização turística. É o caso da praia dos pescadores, em Albufeira ou da praia da Figueira da Foz, com as características barracas repletas de banhistas. A norte, podemos apreciar uma bela vista da praia de Leça da Palmeira ou então, na zona centro, a praia da barra em Aveiro ou praia de Peniche. Em Lisboa, a tradicional praia de Santo Amaro de Oeiras também faz parte do núcleo escolhido para integrar esta exposição.




Postal: Praia dos Pescadores, Albufeira
ME/ESDJC/208
Escola Secundária D. João de Castro

Postal a preto e branco da Praia dos Pescadores em Albufeira, no Algarve, onde se vê as embarcações atracadas. No rodapé é identificado o local e o fotógrafo, "Vítor Sousa". O fotógrafo nasceu em Albufeira, em 15 de Junho de 1932 e desde muito cedo se interessou pela fotografia. Em 1948 tornou-se correspondente do jornal "Diário de Lisboa", após ter enviado fotografias das cheias de Albufeira para esse jornal. O postal, à semelhança dos que integram esta exposição, integra um conjunto de materiais audiovisuais da antiga Escola D. João de Castro.



Postal: Praia da Figueira da Foz
ME/ESDJC/497
Escola Secundária D. João de Castro

Postal a preto e branco de trecho da praia da Figueira da Foz onde se visualizam vários transeuntes e automóveis junto ao passeio e barracas de praia repletas de banhistas. No verso, carimbos da "Escola Secundária D. João de Castro" e do fotógrafo, "Fotografia Lys. 41, à Praça Velha, 42. Figueira da Foz", bem como a identificação do local.



Postal: Praia de Leça da Palmeira, Matosinhos
ME/ESDJC/636
Escola Secundária D. João de Castro

Postal a preto e branco da Praia de Leça da Palmeira (Matosinhos), vendo-se na imagem a avenida da praia e as barracas de pano na areia. Em baixo, identificação do local e do fotógrafo "Foto Beleza - Porto". No verso, carimbo da "Escola Secundária D. João de Castro" e identificação do editor "Comissão Municipal de Turismo".



Postal: Praia de Santo Amaro de Oeiras
ME/ESDJC/818
Escola Secundária D. João de Castro

Postal a preto e branco de vista parcial da praia de Santo Amaro de Oeiras. Em baixo, identificação da coleção, "Passaporte" e legenda. No verso, carimbo da "Escola Secundária D. João de Castro". 



Postal: Praia da Barra, Ílhavo
ME/ESDJC/973
Escola Secundária D. João de Castro

Postal a preto e branco vendo-se o farol da Praia da Barra, em Ílhavo. Em cima, identificação do local. No verso, identificação do editor: "Edição Bruno da Rocha & C.ª - Aveiro" e carimbo da "Escola Secundária D. João de Castro". 



Postal: Praia de Peniche
ME/ESDJC/748
Escola Secundária D. João de Castro

Postal a preto e branco da Praia de Peniche com as tradicionais barracas de pano. No verso, carimbos da "Escola Secundária D. João de Castro" e identificação do editor - "Casa Montez. Peniche" - e do local (tira de papel colada ao postal). Apresenta ainda a seguinte inscrição "Oferece Câmara Municipal de Peniche (carimbo) ". 


Se tiver mais curiosidade, poderá aceder a um artigo do jornal Expresso, on line, sobre as "Praias de Antigamente".

MJS

2020/08/06

Alguns dos melhores museus .... em Évora


“ÉVORA, cidade histórica no coração do Alentejo, é herdeira de um rico e variado património cultural, construído e preservado ao longo do tempo. Fundada (ou refundada) pelo povo romano e por este denominada Ebora Liberalitas Iulia, a cidade foi a praça-forte que alicerçou, no Além-Tejo, a formação do novo reino de Portugal durante a Reconquista cristã peninsular do séc. XII. Após a consolidação das fronteiras com Castela, vários reis aqui fixaram a sua corte, particularmente no período das descobertas marítimas. O património histórico e artístico que hoje se preserva na cidade resultou em boa medida dessa longa permanência da corte.” (site da Câmara Municipal de Évora)

Este espaço teve origem numa coleção setecentista de Frei Manuel do Cenáculo, arcebispo de Évora. Aqui se incluem peças de pintura, escultura, arqueologia, ourivesaria, cerâmica, têxteis, entre outros. Trata-se de um museu essencialmente didático, muito ligado à história da cidade. 

Vasco Maria Eugénio de Andrade (1913 – 1975) foi o fundador desta instituição de utilidade pública, em 1963. Através da sua ação foi recriado o Convento da Cartuxa, foi construído o Oratório de S. José e o Instituto Superior Económico e Social de Évora. Depois da década de 80, a Fundação criou uma exploração agropecuária, que em muito contribuiu para o desenvolvimento da região. 


Trata-se de uma das alas da Fundação Eugénio de Almeida, no antigo celeiro do Cabido da Sé de Évora. Aqui se encontram carruagens e utilitários de viagem que estiveram ao serviço do próprio Eugénio de Almeida a família, com acabamentos requintados e luxuosos, importadas de França, Inglaterra ou Antuérpia. A partir dos primeiros anos do século XX, a carruagem começou a ser progressivamente substituída pelo automóvel, mais rápido e cómodo. 

Este museu está instalado em três salas da ala Norte da Catedral. As suas coleções incluem escultura, pintura, paramentaria, mobiliário e ourivesaria que vão do século XIV a XVIII. Aqui se pode observar o mais importante núcleo de ourivesaria do Alentejo, incluindo o Dossel Persa da Ordem de Avis, a Cruz-relicário do Santo Lenho ou a Custódia-Calix. 

A empresa eborense Galerias de Móveis São Francisco criou o Museu do Marceneiro, localizado numa das suas lojas. É um espaço que pretende preservar e partilhar antigas ferramentas e procedimentos dos marceneiros, bem como peças de valor estético. 

O Centro de Artes tradicionais de Évora foi encerrado para dar origem ao novo Museu do Artesanato e do Design, fruto de uma parceria com o colecionador Paulo Parra. Trata-se do primeiro museu de design e artesanato da Península Ibérica, juntando a tradição e o modernismo. 

MJS




2020/08/03

Alguns dos melhores museus...em Coimbra


“Ao longo das décadas de 60, 70 e 80 a expansão do espaço urbano consolidou-se e apareceram os prédios residenciais nas novas zonas da cidade. Este crescimento foi acompanhado pela construção de novas vias de comunicação e infraestruturas. O núcleo primitivo da cidade, está atualmente ocupado sobretudo por comércio e serviços, tendo vindo a perder a sua função residencial. A Universidade está, também, a expandir-se para as novas zonas da cidade com a construção dos novos polos (Pólo II na Quinta da Boa-Vista e Pólo III em Celas), colaborando e impulsionando este movimento de crescimento urbano. Os habitantes de Coimbra adaptaram-se ao seu novo espaço e adotaram novas centralidades, como por exemplo, Celas, Solum e Vale das Flores.
A cidade acolhe um património com um valor arquitetónico, cultural e natural de grande interesse que reflete os grandes momentos da história, não só de Coimbra, como de Portugal.” Câmara Municipal de Coimbra 

Neste espaço encontram-se testemunhos históricos da vida académica, ligados à Universidade de Coimbra. Destaca-se o Núcleo da Canção de Coimbra, o Núcleo dos Troféus Desportivos da Associação Académica de Coimbra e o Núcleo Camoniano, entre outros.

Este museu situa-se num edifício que pertencia ao Mosteiro de Santa Cruz, datado de 1593. Com a extinção das ordens religiosas o mosteiro passou para a Santa Casa da Misericórdia. Tem inúmeras obras de arte e destaca-se a Capela ricamente decorada, com temas alusivos aos Descobrimentos Portugueses e um órgão de tubos do século XVIII.

Trata-se da residência do médico Adolfo Correia da Rocha entre 1953 e 1995, mais conhecido pelo pseudónimo Miguel Torga. O espólio do museu inclui primeiras edições, manuscritos, objetos pessoais e peças de arte.

Aqui viveu o médico Fernando Baeta Bissaya Barreto Rosa, presidente da Junta da Província da beira Litoral durante 47 anos. A casa foi construída em 1925 e reúne inúmeras obras de arte como a uma coleção de azulejos portugueses, porcelanas da Companhia da Índias e várias pinturas. Bissaya Barrato tornou-se conhecido pela sua obra social ao nível da medicina.

Este museu deve o seu nome ao escultor régio de D. José I, D. Maria I e D. João VI, Machado de Castro, notável representante da escultura portuguesa do século XVIII. O museu tem várias coleções com cerca de dois mil anos de história, incluindo pintura, escultura, cerâmica, ourivesaria e têxteis.

Neste museu encontra-se o núcleo museológico mais antigo no que respeita à história natural e instrumentos científicos. Os objetos mais antigos datam da época das Luzes. O espólio foi bastante alargado com a incorporação do acervo do Colégio dos Nobres em Lisboa. Inclui o Laboratório Chimico.

MJS


2020/07/30

Alguns dos melhores museus... em Castelo Branco


 “As indústrias criativas, a promoção cultural, a diversidade e qualidade da oferta cultural é um dos pilares da ação estratégica da Câmara Municipal de Castelo Branco.
Tradição e contemporaneidade são valores que se cruzam numa programação criteriosa, cujos protagonistas são autores, criadores, interpretes, artistas locais, nacionais, internacionais que têm em comum a originalidade das propostas que apresentam e que, procuramos, respondam também às expectativas de um público que ao longo dos anos não tem parado de aumentar e de se fidelizar.” (Câmara Municipal de Castelo Branco

Neste espaço pretende-se divulgar o descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral e a convivência de ambas as culturas. Recorrendo a novas tecnologias e procurando chegar a todo o tipo de público, este museu é um local de sensações e emoções.

Inaugurado em 2005, este museu tem como missão estudar, inventariar, conservar, interpretar, expor e divulgar a coleção da Fundação Manuel Cargaleiro, pintor e ceramista português. Oriundo da Beira Baixa, Cargaleiro nasceu em 1927 em Vila Velha de Ródão.

O Museu dos Lanifícios é um Centro da Universidade da Beira Interior. A sua missão é preservar uma das mais antigas indústrias, ou seja, os lanifícios. Inicialmente uma atividade de sobrevivência, transformou-se numa forma de expressão artística.

Este centro visa revalorizar, recuperar, relançar e inovar o Bordado de Castelo Branco. Para além da exposição permanente, o museu tem uma Oficina-Escola de Bordado onde trabalham bordadoras conceituadas. Reúnem-se aqui artefactos e técnicas, enquadramento histórico, cultural e simbólico.

Local único em Portugal, o Museu do Queijo divulga a fauna, flora e o clima da região, bem como a cultura e tradição do fabrico deste produto. A visita termina com uma degustação de queijo.

A divulgação das técnicas de produção do azeite e a sua importância na economia da região são o objetivo primordial deste característico museu que conta com uma área de lazer e a preservação de um olival.

MJS



2020/07/26

Alguns dos melhores museus .... em Bragança


“Convido-o a conhecer o nosso mosaico paisagístico inigualável, explorar a nossa cultura de referência e as nossas tradições seculares, degustar a nossa gastronomia de excelência e desfrutar de um turismo de qualidade, digno dos melhores elogios, por parte de quem nos visita.” (Site da Câmara Municipal de Bragança

Situado no interior da Torre de Menagem do Castelo de Bragança, o espólio do museu inclui armamento do século XII ao século XX. A sua importância deve-se ao enorme valor histórico cultural e à antiguidade das peças.

Inaugurado em 2007, este museu divulga as tradições das máscaras do Nordeste Transmontano e da região de Zamora. Trata-se de um elemento cultural único, a máscara, que se enquadra numa série de atividades etnográficas, também documentadas neste espaço.

Este centro procura divulgar a arte contemporânea ao nível nacional e internacional, mais particularmente da pintora Graça Morais. Possui uma exposição permanente que vai alternando com uma dinâmica de exposições temporárias multidisciplinares.

O Museu adquiriu o nome do seu diretor, o Abade de Baçal, que a partir de 1925 passou a dirigir a instituição. Situado no antigo Paço Episcopal de Bragança, destaca-se peças coleções de pintura que incluem obras de José Malhoa, Abel Salazar e desenhos de Almada Negreiros.

Este museu é um espaço de divulgação do papel histórico, cultural, simbólico e tecnológico do transporte ferroviário em Portugal. Aqui se conta a história do caminho de ferro em Portugal, que mudou a forma de ver o mundo.

MJS


2020/07/22

Alguns do melhores museus ... em Braga


Braga tem enorme beleza e riqueza patrimonial, aliando o conservadorismo e tradição à juventude e criatividade. Possui 2000 anos de história e uma inovação verdadeiramente revitalizante.

O museu encontra-se integrado no Palácio dos Biscaínhos, cuja construção se iniciou em 1712. Através das coleções de artes decorativas que incluem mobiliário, ourivesaria, cerâmica, pintura, entre outros, podemos estimar a vivência da nobreza durante o século XVII a XIX.

Este museu situa-se no local exato onde Mumadona instalou um mosteiro no século X. O espaço ocupado pertencia à Colegiada e possui coleções que incluem o período medieval, prolongando-se até ao século XVIII que incluem o cálice de D. Sancho I ou o loudel que D. João I usou na Batalha de Aljubarrota.

Como o nome indica, trata-se da casa onde viveu Camilo Castelo Branco, entre 1863 e 1890. Esta é a maior memória viva de Camilo, onde foram escritas a maior parte das suas obras.

É um dos museus mais relevantes em Portugal ao nível das coleções de arqueologia e arte sacra, bem como das Belas Artes. Inclui uma galaria dedicada ao pintor Henrique Medina.

Inaugurado em 1999, aqui se pode consultar uma base de dados de imagens provenientes do Arquivo Aliança e Arquivo Pelicano, entre outros. Há vários workshops e exposições temporárias.

Está integrado na Catedral de Braga, na antiga Casa do Cabido. O seu acervo tem inúmeras peças de arte sacra, recolhidas ao longo de mil anos de vida cristã.

MJS