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Quadro
Antigo quadro rebatível utilizado nas aulas de diversas disciplinas. É
constituído por uma armação em madeira que sustenta a placa de ardósia sobre
a qual se escrevia com giz. A armação tem uma estrutura basculante que
permite ajustar a melhor posição do quadro. Na base da ardósia a armação em
madeira tem um rebordo em forma de calha a todo o comprimento para colocação
dos pedaços de giz e do apagador. Está inventariado com o número ME/404445/138
e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Alexandre Herculano.
Criado como Liceu Central da 1ª zona, passou a designar-se Liceu Central
Alexandre Herculano, a 26 de Setembro de 1908. O edifício onde se encontra
atualmente resulta de um projeto do arquiteto Marques da Silva e ficou
concluído em 1921. Incluía 28 salas de aula, laboratórios, gabinetes e salas
de Física e Química, Ciências, Geografia, Desenho e Música, biblioteca,
anfiteatro para espetáculos, cinco pátios de recreio, um pátio de desporto,
três ginásios, piscina, cozinha e refeitórios, sanitários, gabinetes médicos,
sala de professores, gabinete do médico escolar e três “habitações” para o
reitor, para o chefe de secretaria e para o tarefeiro (cf. Relatório anual do
Liceu de 1934/35).
A Escola possui um Museu de História Natural, fundado em 2000 e aberto ao
público em 2002, ocupando o primeiro andar da fachada principal do edifício.
Dispõe de uma coleção de vulto no que respeita às áreas de zoologia,
paleontologia e mineralogia.
A escolha desta peça deve-se ao fato do quadro negro ser uma peça
emblemática em sala de aula: aí são escritas matérias, ciências, matemática,
poesia, enfim, existe uma ligação direta entre o quadro, veículo e suporte, e
os alunos.
Os alunos podem aprender mais através do que visualizam, transformando as
informações que lhes são transmitidas em conhecimento. O quadro negro é o
recurso visual mais utilizado pelos docentes como apoio ao desenvolvimento
das aulas. Apesar da importância crescente de outros meios, o valor educacional
do quadro mantem-se, até porque é mais acessível, mais económico e mais fácil
de utilizar: permite efetuar esquemas, demonstrar e ilustrar conceitos.
Bibliografia e informação adicional:
Para consultar a história da Escola Secundária Alexandre Herculano
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2013/10/16
Peça do mês de Outubro
2013/10/04
Tardes no Thalia - 30 de Outubro
2013/10/02
Escalas de Mohs e Kobbell no Museu Virtual da Educação
As propriedades físicas dos minerais são uma forma de os identificar e classificar à vista desarmada. Desta forma, são várias as características que podemos apontar, como é o caso da clivagem, da fratura, da dureza, da densidade relativa, do brilho, da cor, do traço ou da fusibilidade, que podem ser medidas através de escalas.
As escalas de Mohs e Kobell são utilizadas para a classificação dos minerais no que respeita a algumas das suas características e, como tal, usadas como material pedagógico e didático nas aulas de geologia.
A escala de Mohs foi criada em 1812 pelo
mineralogista alemão Friedrich Mohs, com 10 minerais de diferentes durezas,
existentes na crosta terrestre, aos quais foram atribuídos valores de 1 a 10. O
valor de dureza 1 foi dado ao material menos duro, que é o talco, e o valor 10
foi atribuído ao diamante, a substância mais dura existente na natureza. Assim,
trata-se de uma escala que quantifica a dureza dos minerais, ou seja, a sua
resistência face ao risco (retirada de partículas da sua superfície). Os elementos
que geralmente constituem a escala são: 1. Talco; 2. Gipsita; 3. Calcita; 4.
Fluorita; 5. Apatita; 6. Feldspato; 7. Quartzo; 8. Topázio; 9. Corindo; 10.
Diamante. Cada um dos minerais desta escala risca o anterior, com dureza
inferior, e é riscado pelo elemento seguinte, com dureza superior. Se for
possível riscar um mineral com a unha, o seu grau de dureza será inferior
a 2,5. Se só for possível riscar com uma moeda de cobre, a sua dureza será
inferior a 3,5, mas se for necessária a utilização de uma faca ou de um vidro,
a dureza será inferior a 5,5. Se não se conseguir riscar de
nenhuma destas formas, a dureza será certamente superior a 5,5.
A escala de Kobell foi proposta por Franz Von Kobell, em 1837, para classificar a fusibilidade dos minerais. O ponto de fusão dos minerais refere-se à temperatura em que a amostra passa do estado sólido ao estado líquido.
Geralmente inclui sete exemplares de minerais:
1. Estribina; 2. Natrólito; 3. Granada Almandina; 4. Actinolite; 5. Ortóclase;
6. Bronzite; 7. Quartzo. Os números indicam, do menor para o maior, minerais
que podem fundir com a chama de uma vela, com o bico de Bunsen, com o maçarico,
e aqueles que não se fundem de nenhuma destas formas.
Bibliografia:
Museu Virtual da Educação (2013) [em
linha].
http://edumuseu.sg.min-edu.pt/
[Consulta: 8 de fevereiro de 2013]
Associação Portuguesa de Gemologia (2013) [em
linha].
http://www.apgemologia.org/gemas-escala-mohs
[Consulta: 8 de agosto de 2013]
Geology.com. Geoscience News and
Information (2013) [em linha].
http://geology.com/minerals/mohs-hardness-scale.shtml
[Consulta: 8 de agosto de 2013]
Blogue dos Seres e do mundo vivo (2013) [em
linha].
http://seresemundovivo.blogspot.pt/
[Consulta: 8 de agosto de 2013]
MJS
2013/09/25
Léon Foucault (1819 - 1868) no Museu Virtual da Educação
Jean Bernard Léon Foucault (18 de setembro
de 1819 – 11 de Fevereiro de 1868) foi um físico e astrónomo francês, filho de
um publicitário parisiense. Estudou em casa e seguiu a área de medicina, que
abandonou para se dedicar à física.
A melhoria das técnicas de fotografia de
Daguerre captou a sua atenção durante os primeiros anos, tendo sido assistente
experimental da Alfred Donnée (1801-1878). Em colaboração com Hippolyte Fizeau,
fez algumas investigações sobre a intensidade da luz solar, concluindo que os
raios luminosos que diferem no comprimento do caminho ótico e na polarização cromática
da luz.
Em 1850, Foucault fez uma experiência de
medição da velocidade da luz através de um aparelho que ficou conhecido como
aparelho de Fizeau- Foucault. Conseguiu demonstrar que a luz viaja mais
lentamente na água do que no ar.
Um dos instrumentos utilizados por Foucault foi um espelho girante de quatro faces, colocado num suporte rotativo, que permitia realizar experiências de ótica e de mecânica e era utilizado na determinação da velocidade da luz.
Em 1851, realizou uma demonstração
experimental da rotação da Terra em torno seu eixo, através de um pêndulo, que
ficou conhecido como Pêndulo de Foucault.
Este instrumento é geralmente constituído
por uma haste à qual está acoplado um pêndulo, tendo na base os pontos
geográficos. A originalidade do pêndulo reside no facto de não ser fixo. A
rotação do plano pendular é devida (e prova) a rotação da Terra. A velocidade e
a direção de rotação do plano pendular permitem igualmente determinar a latitude
do local da experiência, sem nenhuma observação astronómica exterior.
Em 1852, Foucault concebeu o giroscópio,
que permitia igualmente provar a sua teoria. Trata-se de um instrumento que
consiste num rotor suspenso por um suporte formado por dois círculos
articulados, e que funciona de acordo com o princípio da inércia. Ou seja, um
conjunto de várias rodas livres que podem girar em qualquer direção, mas que se
opõem a qualquer tentativa de mudança da sua direção original.
Em 1857, Foucault inventou o
polarizador, e no ano seguinte criou um método para investigar espelhos de
telescópios refletores. O teste de Foucault determinava o formato de um espelho
a partir dos comprimentos focais das suas áreas, comumente chamados de zonas e
medidos a partir do centro do espelho. Assim tornou-se possível realizar uma
análise quantitativa da seção cónica do espelho, obtendo um sistema ótico de
qualidade.
Em 1864, foi eleito membro da Royal Society de Londres e no ano
seguinte publicou artigos sobre a alteração de alguns inventos de Watt. Faleceu
em fevereiro de 1868, provavelmente de esclerose múltipla.
Bibliografia:
Museu Virtual da Educação (2013) [em
linha].
http://edumuseu.sg.min-edu.pt/
[Consulta: 18 de setembro de 2013]
Wikipédia (2013) [em linha].
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Bernard_L%C3%A9on_Foucault
[Consulta: 18 de setembro de 2013]
Geocities WS (2013) [em linha].
http://www.geocities.ws/saladefisica9/biografias/foucault.html
[Consulta: 18 de setembro de 2013]
The MacTutor History of Mathematics
archive (2013) [em linha].
http://www-history.mcs.st-andrews.ac.uk/Biographies/Foucault.html
[Consulta: 18 de setembro de 2013]
MJS
2013/09/10
Peça do mês de Setembro
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Carroça
Carro de tração animal usado como meio de transporte. A carroça é movida
por tração animal, e serve para deslocar carga ou pessoas de um local para
outro. Está inventariado com o número ME/404342/8 e pertence ao espólio
museológico da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Grândola.
Esta Escola faz parte da APEPA, Associação Portuguesa de Escolas
Profissionais Agrícolas, criada em 01 de Julho de 1994. A Associação representa
cerca de vinte Escolas Profissionais que oferecem, entre outras, formação
agrícola. Existem 14 escolas públicas e 6 privadas, em que a maioria possui
explorações agrícolas.
A APEPA engloba-se na EUROPEA Internacional, uma associação para o ensino
agrícola internacional onde estão representadas todas as Associações
Nacionais de Ensino Agrícola dos estados membros da União Europeia.
Neste tipo de escolas do Ensino Secundário o seu principal objetivo é a
formação de técnicos intermédios, com habilitação equivalente ao 12º ano de
escolaridade e com uma habilitação profissional de Nível III EU. Estão
obviamente inseridas num contexto rural, prestando apoio ao sector primário.
A oferta formativa inclui a agricultura, as agroindústrias, a floresta, o
turismo, o artesanato, a cinegética ou a construção civil tradicional.
Esta peça faz parte de um conjunto de instrumentos agrícolas recolhidos
pela Escola para integrar o seu núcleo museológico, contribuindo desta forma para
a salvaguarda e requalificação do património rural. O alargamento da noção de
património reflete-se na recolha de peças e de espólio ligado ao mundo rural
e agrícola. Neste caso, a Escola dispõe de bens culturais móveis que incluem os
objetos de produção, como ferramentas, utensílios e alfaias agrícolas que
permitem uma preservação da memória do seu espaço cultural e respetiva
valorização.
Bibliografia e informação adicional:
Para consultar a história da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural
de Grândola:
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2013/08/28
Os Bibliotecários na Primeira República - I - Missão e atribuições
A Primeira República Portuguesa (1910-26) constituiu
uma tentativa persistente de estabelecer e manter uma democracia parlamentar.
Ainda assim, muitos entendidos, tal como Wheeler (1978:865), consideram que a
República foi prejudicada pela frequente violência pública, pela instabilidade
política e, sobretudo, pela falta de continuidade administrativa.
Atendendo às vicissitudes político-sociais de então, o Decreto n.º 3.370, de 15 de setembro de 1917, estabelece que a categoria do primeiro bibliotecário seja inerente ao professor de qualquer das cadeiras do curso superior de biblioteca-arquivo. Assim sendo, o estatuto profissional de bibliotecário é reconhecido e equiparado ao de professor.
“Na verdade,
durante o período cronológico correspondente à Primeira República, vamos
assistir a um incremento notável das bibliotecas e dos arquivos, que é, por um
lado, reflexo de novas orientações político-ideológicas e, por outro, fruto da
ação de algumas personalidades como Júlio Dantas, António Ferrão e Raul
Proença, que assumem responsabilidades importantes, do ponto de vista político,
de gestão e de coordenação técnica.” (Ribeiro, 2008:22)
Como verificamos, não só o estatuto de bibliotecário
ganha folego social, mas as bibliotecas também são incrementadas de uma forma
notória, fruto de ideologias progressistas da época.
Segundo o Regulamento sobre o provimento e promoção do pessoal das bibliotecas e arquivos nacionais, nomeadamente o Decreto nº 3.076 [1], qualquer tipo de regulamentação bibliotecária executa-se em nome do interesse do Estado e, acima de tudo, para assegurar a existência de técnicos devidamente credenciados: “pessoal devidamente habilitado e que tenha prestado provas da sua competência.” O Art. n. 1, do Decreto supracitado, afirma que:
“O quadro da
Secretaria Geral das Bibliotecas e Arquivos Nacionais compõe-se de: 1 director, 1 chefe de secção de
contabilidade, 1 chefe de secção de expediente, 2 escriturários,
1 contínuo e 1 servente.” (D.G. n. 54, 1917)
Verifica-se, deste modo, que os serviços
biblioteconómicos apresentam características multidisciplinares, onde, por
conseguinte, a contabilidade (i.e., seleção e aquisições) e o expediente
(i.e., catalogação e difusão de informação) são tarefas bem definidas.
Dezasseis anos mais tarde, com a mudança da conjetura política, o cenário cultural muda radicalmente: o Decreto n. 22.116, aprovado a 13 de janeiro de 1933, declara no Art. 1 que a biblioteca tem os seguintes objetivos: “a propaganda da leitura, a vulgarização do conhecimento e a expansão da cultura científica, literária e profissional.”
Como verificamos, a terminologia — propaganda, vulgarização e expansão — alude a roturas política e culturais. Estes conceitos do Estado Novo não são propriamente biblioteconómicos, ainda assim, remete para a forma como a promoção da leitura e disseminação de informação estavam controladas. O próprio vocabulário usado é, per si, testemunho vivo desta repressão.
Insistindo ainda no ideal de bibliotecário da Primeira República - recoletores documentais [2] existe a consciencialização de que muitas coleções biblioteconómicas, provenientes de congregações religiosas até à data da proclamação da República, estavam “dispersas” por todo o país. Atendendo a este presumível problema, o Decreto n. 3.410, de 28 de setembro de 1917, vem impor metodologias e técnicas de organização biblioteconómicas:
“Convindo,
sem demora, organizar, classificar, catalogar e instalar convenientemente estas
coleções [provenientes das extintas ordens religiosas], para instrução geral do
povo e estudo de eruditos e futuros historiadores, evitando-se assim a perda e
dispersão de milhares de documentos importantes, de facto lamentável já
ocorrido em 1759, por ocasião da expulsão dos jesuítas, e em 1834, quando foram
extintas as ordens religiosas.” (Decreto n. 3.410, 1917)
Tendo em conta a citação supramencionada verifica-se
que, neste contexto específico, o papel dos bibliotecários é essencialmente (i)
a seleção documental (organizar e classificar); (ii) o tratamento
técnico (catalogar e instalar) e, por último, (iii) a disseminação
seletiva (cliente e preservar).
Atendendo ao Decreto n. 3.410 (1917) verificamos que, ao nível biblioteconómico, existiam três grandes áreas, sendo a primeira a seleção. Neste contexto, parte-se da pré-existência documental, sobretudo dos acervos provenientes de organizações religiosas extintas. O desafio biblioteconómico é, neste caso, a organização segundo a proveniência e conteúdo (problema que atualmente persiste devido à grande dispersão de coleções e reintegração de bibliotecas em fundos vários).
A segunda etapa é, por assim dizer, reservada ao tratamento
técnico – a catalogação e a instalação (i.e., gestão e
organização de coleções) foi uma das preocupações dos bibliotecários desta
época. Este elo da cadeia documental foi, como bem sabemos, o corpus de
desenvolvimento de coleções.
Ressalta-se, com alguma surpresa, a importância dada à
disseminação seletiva da informação, onde o cliente e a sua estrutura
cognitiva são equacionados na cadeia documental: “para instrução geral do povo
e estudo de eruditos e futuros historiadores, evitando-se assim a perda e
dispersão de milhares de documentos importantes […].” As técnicas documentais,
sobretudo a gestão de coleções, deverão ter um fim último – a instrução do povo
(i.e., seleção seletiva de informação) e a preservação de acervos.
Em suma, o dinamismo que caracterizou o sector
bibliotecário, nesta época, foi acima de tudo protagonizado pela Biblioteca
Nacional, na fase em que Jaime Cortesão exerceu o cargo de diretor e em que a
chefia dos Serviços Técnicos esteve entregue a Raul Proença. Permitiu delinear
e, em alguns casos, pôr em prática, projetos de grande envergadura, cuja
conceção, do ponto de vista técnico, estava perfeitamente em consonância com os
desenvolvimentos internacionais.
A visão republicana para este sector de atividade, enquadrado
no amplo campo da instrução pública foi, sem dúvida, muito fecunda em estudos,
produção de textos e promulgação de leis com vista à afirmação de uma área
considerada estratégica para o regime político em vigor. Contudo, a falta de
meios financeiros e humanos obstou a que muitas das ideias e projetos
republicanos tivessem uma concretização efetiva (Cf. Ribeiro, 2008:225).
Bibliografia:
BOLETIM OFICIAL DO MINISTÉRIO DE INSTRUÇÃO PÚBLICA
(1935). Coimbra: Imprensa da Universidade.
Os Bibliotecários na Primeira República - II - Arquivo das Congregações
Atendendo à dispersão documental existente com extinção das ordens
religiosas e à instabilidade político-social, durante a Primeira República, é
criado o Arquivo das Congregações[1], Em 1917, a 28 de Setembro, pelo Decreto n.º
3.410, o referido Arquivo estava subordinado ao Ministério da Instrução
Pública, por intermédio da Inspecção das Bibliotecas Eruditas e Arquivos.[2]
A criação do Arquivo das Congregações é justificada pela
necessidade urgente da gestão de coleções e preservação do património
documental nacional. Este Arquivo surge com uma missão operativa bem
determinada e não um mero depósito de documentação acumulada.
Do Arquivo das Congregações religiosas farão parte documentos provenientes
das seguintes congregações religiosas:
1. Jesuítas
2. Doroteias
3. Franciscanos
4. Franciscanas
(Trinas, Missionarias de Maria)
5. Dominicanos
6. Dominicanas,
(1ª e 3ª ordem)
7. Irmãs
de Caridade
8. Padres
do Espírito Santo,
9. Irmãs
de S. José de Cluny
10. Salesianos
11. Salésias
12. Beneditinos
13. Hospitaleiros de S. João
de Deus
14. Padres Redentoristas
15. Missionários Filhos do
Sagrado Coração de Maria
16. Ursulinas
17. Carmelitas
18. Irmãs do Bom Pastor
19. Irmãzinhas do Pobres
20. Irmãs do Sagrado Coração
de Maria, (Sacré Coeur)
21. Congregação de Santa
Teresa de Jesus
22. Oblatas do Menino Jesus
23. Irmãs da Imaculada
Conceição
24. Congregação de Jesus
25. Maria
26. Freiras Servitas
Esta lista exaustiva foi retirada do Boletim Oficial do Ministério de
Instrução Pública; Ano 2, nº 20/22 (1917), também mencionado no Diário do
Governo, nº 168 de 28 setembro de 1917.
Segundo pensamos, esta listagem, poucas ou nenhumas congregações religiosas
deixam a salvo. Assim, devido à exaustividade de documentos daí provenientes
impunha-se uma gestão de informação eficiente para o Arquivo das Congregações.
A solução encontrada, grosso modo, foi a organização segundo as três grandes
tipologias das ciências da informação: a museologia, arquivística e
biblioteconomia.
No que diz respeito à gestão documental, a classificação formal dos
documentos provenientes das ordens religiosas é subdividida em sete
descritores: teologia, mística, história, biografia, pedagogia didática e
homeografia:
1. Obras
teológicas (tratados de teologia moral, escritura sacra, etc.);
2. Obras
místicas (livros de devoção, sermonários);
3. Obras
históricas (história de cada congregação, Institutum);
4. Obras
biográficas (vida de fundadores, iniciadores, patriarcas das ordens,
congregacionistas, ilustres);
5. Obras
pedagógicas (tratados de pedagogia, etc.);
6. Obras
didáticas (compêndios, livros, de estudo, etc.);
7. Hemerografia (jornais,
revistas publicadas pelas congregações, folhetos de propaganda religiosa e
política, etc.).
As sete classes provenientes da classificação usada são, por assim dizer,
testemunho de preocupações culturais e espirituais das então extintas
congregações – a biblioteca é o testemunho vivo e espiritual de uma época e
sociedade, acreditamos.
Neste contexto, assalto republicano aos documentos religiosos, fica-nos bem
patente que o perfil dos Seminários de então, ou das Bibliotecas, é de cariz
teológico e pedagógico.
Não alheios a esta realidade biblioteconómica, Bernardino Machado,
Alexandre Braga e Artur R. de Almeida Ribeiro, prologam no referido Decreto,
para fomentar — a criação do arquivo das congregações, destinado a recolher,
organizar e inventariar o espólio documental das congregações religiosas
existentes em Portugal à data da proclamação da República. Ainda assim,
frisa-se que todos os documentos podem ser consultados de forma livre ou mesmo
requisitar os documentos existentes no Arquivo, sempre que se julgar
conveniente para fins jurídicos ou administrativos.
Bibliografia:
MARQUES, A.H. de Oliveira (1997). História da 1ª República
Portuguesa: as estruturas de base. Lisboa: Estampa.
MINISTÉRIO DA INSTRUÇÃO PÚBLICA (1917). “Biblioteca e arquivos nacionais”.
in: Boletim oficial do Ministério de Instrução Pública; A.2, n. 20/22
(1917), pp. [619]-622.
PORTUGAL. Leis, decretos, etc. – Decreto n.º 3.410 [de 15
de Setembro de 1917]. Diário do Governo. 1ª Série. Lisboa. 168/17, pp. 944-945.
RIBEIRO, Fernanda (2008). “A Inspecção das Bibliotecas e Arquivos e a
ideologia do Estado Novo”. in: Estados autoritários e totalitários e
suas representações: propaganda, ideologia, historiografia e memória. Coimbra:
Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra -
CEIS20 [etc.], 2008, pp. 223-237.
WHEELER, Douglas L. (1978). “A Primeira República Portuguesa e a história”.
In: Análise Social; Vol. 14 (56), (1978), pp. 865-872.
P.M.











