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Imagem parietal de pesos e medidas
Quadro parietal utilizado para estudo dos pesos e medidas. Na zona
superior tem desenhado um metro. No canto superior esquerdo apresenta uma
tabela com os números divididos em triliões, biliões, milhões e unidades. Do
lado direito existe um quadro com equivalências de medidas e por todo o
quadro são apresentadas e identificadas imagens de metros, marcos
itinerários, medidas para sólidos, pesos, balanças, termómetros, e outro tipo
de instrumentos utilizados para medições.
A Rede Nacional de Residências para Estudantes do ensino não superior foi
criada em 1988, destinando-se a assegurar a igualdade de acesso ao ensino,
criando iguais oportunidades para todos os estudantes. Esta rede dependia do
presidente do IASE (Instituto de Apoio Socioeducativo). No que respeita às
infra estruturas, as residências deveriam ter uma zona de dormir e
sanitários, uma zona de serviços e uma zona sócio educativa, onde se incluem
salas para refeições e convívio, sala de jogos, salas de estudo, bibliotecas
e oficinas. Desta forma, o espólio museológico proveniente desta instituição
inclui fundamentalmente placas indicativas, desenhos e material utilizado
para decoração das salas.
A imagem parietal de pesos e medidas apresenta aos estudantes, através de
imagens muito pormenorizadas, alguns instrumentos utilizados para medir
diferentes grandezas. É o caso da cadeia de agrimensor, do metro articulado
ou das fitas métricas. È apresentado um paquímetro, uma medidora e uma
medidora automática de gasolina. Para medir o peso, o quadro mostra imagens
de diferentes tipos de balanças (de Roberval, de precisão, romana, decimal,
doméstica e automática) e de pesos (base hexagonal ou circular, caixa de
pesos). São igualmente ilustradas as diferentes formas de medir sólidos e
líquidos, bem como outro tipo de medidas díspares que podem ser aferidas pelo
transferidor, báscula, barómetro, relógio, estere ou termómetro.
Bibliografia e informação adicional:
Rede Nacional de Residências para Estudantes/ Instituto de Apoio
Sócio-Educativo, Lisboa, IASE, 1988
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2013/03/13
Peça do mês de março
2013/03/06
Palácio das Laranjeiras
2013/02/20
O Ensino Técnico-Profissional - Documentação
Em Portugal, o ensino
técnico-profissional constitui um dos ramos do ensino secundário, sendo o outro
ramo o ensino liceal.
Esta modalidade de ensino foi extinta em 1975 e fundido no
ensino liceal, dando origem, por sua vez, ao ensino secundário
unificado.
“O ensino técnico-profissional (abreviadamente designado ETP) foi criado em Outubro de 1983 como uma experiência pedagógica. Criaram-se 42 turmas, em 42 escolas do país e dois tipos de cursos: técnico-profissionais (TP) de três anos de duração, conferindo um diploma técnico e com acesso “direto” ao ensino superior e cursos Profissionais (P) de um ano de duração seguido de seis meses de estágio complementar, em empresa. O acesso ao ensino superior também é legalmente garantido aos alunos pós-laboral. No ano letivo seguinte, 1984/85, o número de turmas passou para 200 em 106 escolas secundárias. Em 1985/86 elevou-se o número de turmas para 435 e o número de escolas para 135” (Azevedo, 1988:105).
Joaquim Azevedo, no estudo supracitado, descreve-nos a evolução quantitativa do ensino técnico-profissional. Em dois anos assistimos a um aumento de 182,7% de turmas do ensino técnico-profissional, ou seja, de 42 turmas passa-se para 435.
A sublinhar que este aumento foi nos anos oitenta do século XX, mas, como é do foro do nosso conhecimento, as medidas legislativas mais importantes, em Portugal, relativas à criação e regulamentação do ensino industrial tiveram lugar na década de 1880, por iniciativa de dignatários, tais como António Augusto de Aguiar [1], Emídio Navarro [2], Eduardo José Coelho [3] e sucessivos ministros das Obras Públicas, Comércio e Indústria:
“Sobre a história do ensino secundário em Portugal, recordamos que este se confundiu, durante décadas, com o ensino liceal, que evoluiu separadamente para o ensino técnico, remontando à ‘aula do comércio’, criada pelo Marquês de Pombal, em 1759 […]. Contudo, só em meados do século XIX é que o ensino técnico e profissional assumiu importância e significado com Fontes Pereira de melo (1852) e, mais tarde, com Emídio Navarro (1886, a que se deve a mais importante reforma no século passado […].” (Arrotela, 2008:311).
São, assim, criadas, em todo o país, escolas
industriais, algumas tendo obtido destaque pelos conteúdos programáticos e
pedagógicos dos seus currículos, pela componente prática do seu ensino e pela
excelência e relevo dos seus professores, muitos deles contratados por
concursos internacionais. Por exemplo, Augusto de Aguiar é o criador das
escolas industriais e de desenho industrial, pelo Decreto de 3 de janeiro de
1884, e do respetivo Regulamento, datado de 6 de maio do mesmo ano.
O ensino técnico teve um grande incremento, durante o Estado Novo, sobretudo a partir da publicação do Decreto n.º 37 029 de 25 de agosto de 1947 que estabelece o Estatuto do Ensino Técnico Industrial e Comercial.
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O índice de títulos seguidamente apresentado, indica 131 títulos monográficos sobre o ensino técnico, ordenados por título e com a respetiva cota. A pertinência e atualidade dessa documentação estão circunscritas à história da educação, com uma dispersão de valores que vão desde a década de 1940 até à de 1980. Os conteúdos são vários, tantos quantos as necessidades curriculares da época: anuários, bibliografias, topografia, pedagogia, mineralogia, etc. Todos os documentos estão em livre acesso na Biblioteca Histórica do Ministério da Educação e Ciência.
Bibliografia
ARROTELA, Jorge de Carvalho (2008). Educação e
desenvolvimento: fundamentos e conceitos. [on-line]. Aveiro: Universidade
de Aveiro.
[Consulta: 10 fev. 2013].
AZEVEDO, Joaquim (1988). “Dificuldades de
implementação social do ensino técnico em Portugal”. [on-line]. La
sociologie et les nouveaux défis de la modernisation; (1988), p. 105-118.
[Consulta: 10 fev. 2013].
BUENO, Maria Sylvia Simões (2002). “Ensino
técnico-profissional no Brasil e em Portugal na perspectiva de integração
regional” [on-line]: Revista Brasileira Est. Pedagogia; Vol. 83,
N.º 203/204/205 (jan/dez. 2002), p. 44/50.
[Consulta: 10 fev. 2013].
GOULÃO, Maria José (1989). “O Ensino artístico em
Portugal: subsídios para a história da Escola Superior de Belas Artes do
Porto”. Mundo da Arte; Nº 3 (1989), p. 21- 37.
HEROLD, Bernardo J., CARNEIRO, Ana (ca 2003). Antonio
Augusto de Aguiar, 1838 – 1887 [on-line].
RODRIGUES, Lúcia Lima, et al. (2010). A” intervenção
do Estado no ensino comercial: o caso da Aula do Comércio, 1759 (I)”
[on-line]: Contabilidade; TOC 118 (Jan. 2010), p. 39-48
[Consulta: 10 fev. 2013].
__________ (2003).
“A Aula do Comércio: Primeiro estabelecimento de ensino técnico profissional
oficialmente criado no Mundo?” [on-line]: Contabilidade; Nº 34
(Jan. 2003), p. 46-54.
http://www2.egi.ua.pt/xxiiaphes/Resumos/c%20Gomes%20&%20Lima.PDF
[Consulta: 10 jan. 2013].
SANTOS, Isabel Cristina de Almeida (2008). Formação
e emprego: representações de alunos e professores de uma Escola Profissional de
Viseu sobre a relação Escola/Emprego – um estudo de caso [on-line]. Dissertação
apresentada à Universidade Portucalense Infante D. Henrique para obtenção do
Grau de Mestre em Administração e Planificação da Educação, Porto 2008.
[Consulta: 10 fev. 2013].
SANTOS, José Monteiro dos (ca 1950). O escritório
comercial. Lisboa: Edição Escola Comercial Ferreira Borges.
VASCONCELOS, Emília Albertina Sá Pereira de
(2010). Sofia de Sousa e o retrato. Dissertação de Mestrado
da História de Arte Portuguesa. Porto: Faculdade de letras da
Universidade do Porto.
P.M. Lisboa, 20 de fevereiro de 2013
2013/02/13
Peça do mês de fevereiro
Esta escola foi criada em 1885 e as suas instalações situavam-se em Alfama, no Largo do Contador-Mor, tendo a designação de Escola D. Maria Pia. Era uma instituição direcionada para
o ensino feminino tendo, no seu início, cerca de 45 alunas inscritas. Os
primeiros quatro cursos ministrados foram lavores, tipografia, telegrafia e escrituração comercial. Em 1906, a escola passa a Liceu, sendo
transferida, em 1911, para o Palácio Valadares no Largo do Carmo. Em 1917
passou a denominar-se Liceu Central de Almeida Garrett. As instalações continuavam
a ser exíguas para a quantidade de alunas inscritas e em 1933-34 o Liceu
Feminino de Maria Amália Vaz de Carvalho, é transferido para a Rua Rodrigo da
Fonseca, onde se mantém até hoje. Em 1975-76, após o 25 de Abril, foram
admitidas as primeiras turmas com elementos de ambos os sexos e a designação
da instituição mudou para a que atualmente conhecemos.
A Píxide ou cibório vem do grego e significa “caixa”. Segundo o
Secretariado Nacional de Liturgia “é mais ou menos sinónimo de patena, o vaso
sagrado coberto com uma tampa, para conservar o Sagrada Reserva (Pão
eucarístico). Também se chama “píxide” (ou teca) à caixinha mais pequena, com
tampa, que se utiliza para levar a comunhão aos doentes”.
A píxide faz parte das chamadas “alfaias litúrgicas", ou seja, dos
objetos usados no exercício da liturgia como, por exemplo, os vasos litúrgicos e os paramentos dos ministros. Nesta categoria também se considera a arte sacra, uma vez que se refere ao culto e ao uso sagrado. Este e outros
objetos fazem parte de um espólio museológico significativo, utilizado no
âmbito da disciplina de Religião e Moral.
Bibliografia e informação adicional:
Para consultar a história da Escola Secundária Maria Amália Vaz de
Carvalho:
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2013/02/06
O Astrolábio no Museu Virtual da Educação
O astrolábio é um instrumento naval,
utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física, para
demonstrações. De forma muito simples, a sua função era medir a altura e a
posição dos astros acima da linha do horizonte.
Este instrumento é o resultado prático
da aplicação de várias teorias desenvolvidas na antiga Grécia, tendo-nos
chegado através da influência árabe.
Existem vários tipos de astrolábios,
como por exemplo, o astrolábio planisférico ou plano, um instrumento
sofisticado de construção extremamente complexa. Permitia medir a altura das
estrelas, calcular as horas através da posição do Sol, e prever a posição dos
astros para determinado dia do ano e para determinada hora.
Apesar da grande variedade de modelos, é
constituído essencialmente por uma peça de formato redondo, onde é colocada uma
outra, também circular, onde se encontra a projeção da esfera celeste no plano
equatorial. Em cima desta move-se uma “aranha”, que indica a posição das
principais estrelas.
Este instrumento era delicado, de difícil manuseamento e exigia grande complexidade de cálculos para ser utilizado. Desta forma, os navegadores portugueses construíram um tipo de astrolábio mais simples e que se vulgarizou na navegação: é o chamado astrolábio náutico.
Para ser utilizado no mar era mais
sólido que o astrolábio plano e mantinha-se mais facilmente na posição
vertical, mesmo em situações adversas.
O seu formato pode variar, mas a base da
construção é um aro graduado, com um eixo no centro que se encontra seguro por
uma armação em cruz. Neste eixo roda uma mira, designada por medeclina.
Permitia medir a altura dos astros, como a Estrela Polar ou o Sol ao meio-dia,
e assim determinar a latitude.
Bibliografia:
Museu da Ciência (2013) [em linha].
http://museudaciencia.inwebonline.net/default.aspx
[Consulta: 4 de Fevereiro de 2013]
Instituto Camões (2013) [em linha].
http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/e7.html
[Consulta: 4 de Fevereiro de 2013]
Universidade de Coimbra – Departamento de
Matemática (2013) [em linha].
http://www.mat.uc.pt/~helios/Mestre/Guia/G01astro.htm
[Consulta: 4 de Fevereiro de 2013]
MJS
2013/01/30
O Ensino Técnico-Profissional - Origens


















