2023/09/11

Recursos Bibliográficos usados na elaboração do Analítico Liceu Nuno Álvares, Castelo Branco (Parte 2)

 

(Imagem da fachada do Liceu Nuno Álvares em Castelo Branco, retirada da internet)


Publicações do Liceus:

 

    - O Cri-cri. Castelo Branco: Liceu Nacional de Castelo Branco, 1883

    - A Infância. Castelo Branco: Liceu Nacional de Castelo Branco, 1895-1896

    - A estrela d’alva. Castelo Branco: Liceu Nacional de Castelo Branco, 1898

    - A lula. Castelo Branco: Liceu Nacional de Castelo Branco, 1904

    - O átomo. Castelo Branco: Liceu Nacional de Castelo Branco, 1909

    - O petiz. Castelo Branco: Liceu Nacional de Castelo Branco, 1910

    - A infância. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Castelo Branco, 1914-1918

    - A Mocidade. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Castelo Branco, 1915-1917

    - O casmurro. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Castelo Branco, 1915

    - O eco. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Castelo Branco, 1915

    - A aurora. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Castelo Branco, 1916-1919

    - A juventude. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Nuno Álvares, 1919

    - A Academia. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Nuno Álvares, 1926

    - Os corvos. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Nuno Álvares, 1930-1931

    - Mocidade livre. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Nuno Álvares,1931-1932

    - Brado académico. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Nuno Álvares, 1932-1933

    - Juventude académica. Castelo Branco: Liceu Nacional Central de Nuno Álvares 1934

    - O moscardo. Castelo Branco: Liceu Nacional de Nuno Álvares, 1937

    - O apeiron. Castelo Branco: Liceu Nacional de Nuno Álvares [manuscrito], 1937

    - O vento. Castelo Branco: Liceu Nacional de Nuno Álvares, 1940

 (n.º único integrado nas Comemorações Centenárias de 1940)

    - O desertar. Castelo Branco: Liceu Nacional de Nuno Álvares, 1951

    - Brado do centro. Castelo Branco: Liceu Nacional de Nuno Álvares, 1958

(órgão do Centro da M. P. do Liceu). 1958

    - O Planalto. Castelo Branco: Liceu Nacional de Nuno Álvares, 1972

 

 

Bibliografia usada na elaboração do artigo:

 

 

ANUÁRIO DO LICEU CENTRAL DE CASTELO BRANCO. Castelo Branco: Tipografia J. L. Pelejão, as. letivos 1911-12; 1912-13; 1913-14; 1914-15; 1915-16.

 

ANUÁRIO DO LICEU NACIONAL DE CASTELO BRANCO. Castelo Branco: Tipografia J. L. Pelejão, as. letivos 1907-08; 1909-10; 1910-11.

 

AZEVEDO, Cândido Mendes de (1911). O Colégio de S. Fiel - resposta ao relatório do Advogado Sr. José Ramos Preto. Madrid: Imprenta de Gabriel Lopez del Horno.

 

BABO, Alexandre (1972). Sem vento de feição. Fundão: Ed. Jornal do Fundão.

 

A BEIRA BAIXA [Jornal]. Castelo Branco: Edit. António Rodrigues Cardoso, n.º 1937-1975

 

BENTO, Carlos (1962). Bibliografia dos antigos mestres e escolares do Liceu de Castelo Branco. Castelo Branco: [s. n.]

 

BRUNO, Sampaio (1887). Os modernos publicistas portugueses. Porto: Liv. Chardron de Lello e Irmão.

 

CASIMIRO, Acácio (1930). Fastos de Companhia de Jesus restaurada em Portugal: 1892-1930. Porto: [s.n.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO DO JUÍZO DE DIREITO DA COMARCA DE CASTELO BRANCO. Auto da Querela Públia, Proc. N.º 383, Mç 23.8, 1958

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO DISTRITAL DE CASTELO BRANCO. Fundo dos Arquivos Notariais, Mç. 23, L. 211 (fls. 17v - 19V); L. 213 (nota n.º 371)

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Livros de actas do Concelho Disciplinar. [s.d.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Livros de actas do Concelho Escolar do Liceu. [s.d.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Livros de correspondência confidência confidencial. [s.d.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Livros de correspondência recebida. [s.d.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Livros de correspondência expedita. [s.d.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Livros de juramento e posse. [s.d.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Livro e maços de estatísticas. [s.d.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Livros de matriculas e frequências. [s.d.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Livros dos termos de exames. [s.d.].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. [Maço contendo a documentação sobre as Comemorações e Prémios Camoneano].

 

CASTELO BRANCO. ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA SECUNDÁRIA NUN´ÁLVARES. Pautas dos alunos. [s.d.].

 

CATROGA, Fernando (1993).  “Os caminhos polémicos da geração nova”. In: História de Portugal, vol. 5, pp. 569-581.

 

COMISSÃO CENTRAL DA ROMAGEM (1948). Livro comemorativo da romagem de saudade dos escolares do Liceu de Castelo Branco. Castelo Branco: Ed. da Comissão Central da Romagem.

 

CORREIO DA BEIRA [Semanário]. Castelo Branco: Órgão do Partido Progressista em Castelo Branco. Semanário, n.º jan.- abr. 1890.

 

DA ACÇÃO REGIONAL AO IV CONGRESSO BEIRÃO. Vila Nova de Famalicão: Tip. Minerva, 1929.

 

ESTUDOS DE CASTELO BRANCO: REVISTA DE HISTÓRIA E CULTURA. [Castelo Branco: s. n.], vol. 3 (jan. 62); vol. 3 (jun. 64); vol. 19 (jan. 66); vol. 22 (abr. 67); vol. 29 (abr. 69); vol. 36 (mar. 71).

 

DIAS, José Lopes (1946). Liceu velho… Liceu novo. Lisboa: Tipografia Papelaria Fernandes.

 

LABOR. Aveiro, Liceu vasco da Gama, n.º 75 (out. 1936); n.º 107 (mar. 1940).

 

LAGES, António Mendes (1883). O Sr. Mariano de Carvalho e o Colégio de S. Fiel. Lisboa: Tipografia da Cruz do Operário.

 

LICEUS DE PORTUGAL: BOLETIM DA ACÇÃO EDUCATIVA DO ENSINO LICEAL. Lisboa: Ministério da Educação Nacional, n.º 9, 10, 11 (jun.-dez. 1941); n.º 23 (fev. 1943); n.º 55, 56 (maio-jun. 1946).

 

LISBOA. INSTITUTO DOS ARQUIVOS NACIONAIS TORRE DO TOMBO. Fundo das Congregações, vária sobre o Colégio de S. Fiel, Residência de Castelo Branco e Confraria. [s.d.].

 

LISBOA. INSTITUTO DOS ARQUIVOS NACIONAIS TORRE DO TOMBO. Fundo do Ministério da Justiça e Negócios Eclesiásticos. [s.d.].

 

LISBOA. INSTITUTO DOS ARQUIVOS NACIONAIS TORRE DO TOMBO. Fundo do Ministério do Reino, ASE, DGIP, mç. 3644-3646; 3835-3848; 385-3853; 3853; 3854.

 

LISBOA: ARQUIVO HISTÓRICO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Relatórios Anuais dos reitores do Liceu de Castelo Branco, as. letivos 1950-51 - 1959-60.

 

LOBO, Ernesto Pinto (1995). Castelo Branco antiga (1800-1950). Castelo Branco: Ed. J. P. L.

 

LOPES, F. Pina (1958). História da imprensa académica albicastrense. Castelo Branco: Ed. J. P. L.

 

LOPES, F. Pina (1958). 42 parlamentos da monarquia pela Beira Baixa: 1834-1910. [S. l.]: Ed. Império Lda.

 

MORAIS, Francisco ; DIAS, José Lopes (1955). Estudantes da Universidade de Coimbra naturais de Castelo Branco. Vila Nova de Famalicão: Tipografia Minerva.

 

NOBRE, José Barros (1915). “Breve notícia sobre a organização e funcionamento do Liceu de Castelo Branco até à reforma da instrução secundária de 1895”. In: Anuário do Liceu de Castelo Branco, as. letivos 1913-1914.

 

PAXÊCO (1924). Cartas de Teófilo. Lisboa: Portugália Editora.

 

PRETO, José Ramos (1911). Relatório sobre o extinto Colégio de S. Fiel da Companhia. Lisboa: Tipografia Maurício e Comp.

 

A RECONQUISTA [Semanário regionalista]. Castelo Branco: Dir. da Paróquia, n.º 1945.

 

REFOIOS, Joaquim Augusto de Sousa (1901). O Colégio de S. Fiel no Louriçal do Campo e o de N. Sr.ª da Conceição na Covilhã. Coimbra: Ed. F. França Amado.

 

RELATÓRIO DO LICEU NACIONAL DE CASTELO BRANCO. Castelo Branco: Tipografia J. L. Pelejão, as. letivos1896-97; 1899-00; 1906-07.

 

ROXO, António (1890). Monografia de Castelo Branco. Elvas: Tipografia Progresso.

 

SANTOS, Manuel Tavares dos (1958). Castelo Branco na história e na arte. Castelo Branco: Manuel T. Santos.

 

SEABRA, Jorge de (1945). Recordando o passado. Castelo Branco: Tipografia Portela Feijão.

 

TAVARES, Luís Gonzaga (1999). Romagens da saudade. Castelo Branco: Ed. Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Castelo Branco.

 

A UNIÃO [Semanário]. Castelo Branco: Órgão da União Republicana de Castelo Branco,

15 dez. 912 - 26 mar. 1974.

 

VELOSO, J. M. de Queiroz (1909). O ensino secundário em Portugal: discurso pronunciado na Câmara dos Senhores Deputados na Sessão de 21 de agosto de 1908. Lisboa: Imprensa Nacional.

 

VOZ DA ACADEMIA [Jornal] Órgão Oficial da Academia albicastrense. Castelo Branco: Ed. João Dias Folgado, as. 9/12/17 e 17/02/19.

 

 

 P. M. 

 

 

David, Artur (2003). Liceu Nuno Álvares (Castelo Branco). In: Liceus de Portugal: histórias, arquivos, memórias. Lisboa: Edições Asa, pp. 172-183.



2023/09/07

Resumo do Artigo Liceu Nuno Álvares, Castelo Branco de Artur David (Parte 1)

 

 

(Imagem da fachada do Liceu Nuno Álvares, Castelo Branco retirada da internet)

Artur David na sua investigação apresenta datas chave da criação e funcionamento do Liceu Nuno Ávares de Castelo Branco: 1836 (decreto-lei de 17 de novembro); 1844 (Decreto-Lei de 20 de setembro). A sua organização data entre 1848 e 1851 e o seu funcionamento no ano letivo de 1851/51.

 

Designações:

    - Nome de origem: Liceu Nacional de Castelo Branco;

    - A partir de 1911: Liceu Nacional Central de Castelo Branco;

    - A partir de 1918: Liceu Nacional Central de Nuno Álvares;

    - A partir de 1936: Liceu Nacional de Nuno Álvares.

 

Na sua origem este liceu é de frequência masculina, somente em 1885 foi matriculada a primeira aluna e no ano seguinte, em 1886, foram matriculadas mais duas alunas. Em 1997 já foram matriculadas 7 alunas. A partir do final do séc. XIX o liceu, passa definitivamente a ter uma frequência mista.

 

A sua localização é, primeiramente, em instalações provisórias. A partir de 1863 passa a instalar-se no Palacete no largo da Sé. A partir de 1946, passa a instalar-se na Av. Nuno Álvares - em edifício construído para o liceu.

 

Edifício construído para o liceu inaugurado em 2 de maio de 1964, projetado para 600 alunos. O arquiteto foi José Costa e Silva. Sofreu obras de ampliação e beneficiação em 1958 e 1962.

 

Associações do liceu:

    - Tuna - anterior a 1898;

    - Orfeão - 1912/13-1974:

    - Associação Académica Albicastrense - 1946-?


Reitores:

     - José António Mourão - 1852;

    - José Joaquim Magro (Interino) - 1852-1853;

    - Francisco António Rodrigues Gusmão - 1853-1855;

    - José Marques Leite (Interino) - 1855-1860;

    - António José de Sousas (Interino) - 1860-1862;

    - José Marques Leite - 1862-1866;

    - António José de Sousa (Interino) - 1866-1867;

    - João Teixeira de Vasconcelos - 1867-1868;

    - Joaquim José Pombo - 1868-1871;

    - Joaquim Duarte Moreira de Sousa - 1871-1876;

    - José Joaquim Ruivo Godinho - 1876-1886;

    - Pedro de Melo Coutinho de Albuquerque - 1886-1890;

    - José Domingos Ruivo Godinho - 1890-1895;

    - Augusto Sousa Tavares - 1895-1896;

    - Alfredo Alves da Mota - 1897;

    - José Ramos Preto - 1897-1898;

    - José de Vasconcelos Freire (Interino)- 1898-1900;

    - Alfredo Alves da Mota - 1900-1901;

    - José de Vasconcelos Freire (Interino) - 1901-1904;

    - Alfredo Alves da Mota - 1904-1906;

    - José de Vasconcelos Freire - 1906;

    - Augusto Sousa Tavares - 1906-1910;

    - Gastão Randolfo Nunes Correia Mendes - 1910;

    - José Barros Nunes de Lima Nobre - 1910-1916;

    - Augusto Sousa tavares - 1916-1917;

    - José Eloy Nunes Cardoso Júnior - 1917-1918;

    - José de Sousa Vieira -  1918-1919

    - Augusto Sousa tavares (Interino) - 1919;

    - José Eloy Nunes Cardoso Júnior - 1919-1920;

    - Augusto Sousa Tavares - 1920-1921;

    - José Barros Nunes de Lima Nobre - 1921-1924;

    - João Matilde Xavier Lobo - 1924-1927;

    - João Joaquim Pires - 1927-1930;

    - João Matilde Xavier Lobo - 1930-1932;

    - António Nunes Prudente - 1932-1935;

    - João Matilde Xavier Lobo - 1935-1941;

    - António Martins Afonso - 1941-1942;

    - José Ascenso - 1942-1945;

    - Joaquim Sérvulo Correia - 1945-1951;

    - José Augusto Gomes de Pina - 1951-1953;

    - Sebastião António Mourão Correia - 1953-1959;

    - José Catanas Diogo - 1959-1974.

 

A Investigação de Artur David[1] nesta investigação apresenta uma listagem dos reitores que fizeram parte da escola até 1974, por sua vez, a Divisão de Serviços da Documentação e de Arquivo da Secretaria-Geral da Educação e Ciência apresenta-nos um fundo arquivístico de alguns desses mesmos reitores; cuja organização das séries documentais inventariadas segue a estrutura adotada pela Portaria de Gestão de Documentos n.º 1310/2005, de 21 de dezembro:

 

Âmbito Cronológico:

 

Cotas:

1930-[s.m.]-[s.d.] / 1931-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0069/00703

 

 

 

 P. M. 

 

David, Artur (2003). Liceu Nuno Álvares (Castelo Branco). In: Liceus de Portugal: histórias, arquivos, memórias. Lisboa: Edições Asa, pp. 160-171.

 

 



[1] Professor na Escola Secundária Nun'Álvares, Castelo Branco.

2023/09/04

Exposição Virtual: "O Átomo no Museu Virtual da Educação"

 

O átomo é a porção mais pequena de matéria que caracteriza um elemento químico. É composto por um núcleo de protões e neutrões, com carga elétrica positiva, à volta do qual circulam os eletrões, com carga negativa. Para os gregos antigos era a porção de matéria indivisível. Os eletrões do átomo estão ligados ao núcleo através de uma força eletromagnética. Por sua vez, os átomos ligam-se quimicamente entre si, formando uma molécula. A molécula é um grupo eletricamente neutro que possui pelo menos dois átomos ligados. Se um átomo tiver o mesmo número de eletrões e protões, designa-se como eletricamente neutro. Se a carga de eletrões e neutrões variar é denominado de ião. O ião resulta de um átomo ou molécula que perdeu ou ganhou eletrões. O numero de protões determina o elemento químico e o número de neutrões determina o isótopo desse elemento.

Com o desenvolvimento da química experimental, o estudo do átomo foi retomado, mas foi só no século XIX que John Dalton introduziu o conceito de massa atómica. Amedeo Avogadro criou o conceito de mole, ou seja, o número de átomos contidos numa quantidade de um elemento cuja massa é numericamente igual à massa atómica. Em meados do século XIX, Dimitry Mendeleyev notou a existência de semelhanças entre as propriedades químicas dos elementos que se podia expressar através da criação de uma tabela. Surgiu a tabela periódica de Mendeleyev, em que os elementos químicos se organizam de acordo com as propriedades e peso atómico. No final do século XIX questionou-se a indivisibilidade do átomo: Joseph Thompson descobriu a existência dos eletrões. Em 1911 Ernest Rutherford provou a existência de protões e do núcleo do átomo. Em 1913 Niels Bohr propôs um modelo de átomo que permitiu explicar as propriedades químicas dos elementos conhecidos. Em 1932, James Chadwick descobriu o neutrão.

Nesta exposição estão patentes alguns modelos de átomos de substâncias químicas conhecidas, que permitem a visualização concreta dos constituintes do átomo. Eram utilizados em contexto das práticas pedagógicas de química.


Átomo de néon

ME/404652/390

Escola Secundária de Pedro Nunes

É composto por uma base metálica triangular com uma haste curva, em peça única. O modelo encontra-se suspenso por um fio de nylon onde se encontram em órbitas elípticas feitas em fio metálico, tendo o núcleo ao centro, formado por várias bolas de plástico interligadas por fio de nylon.


Átomo de lítio

ME/404652/391

Escola Secundária de Pedro Nunes

É composto por uma base metálica triangular com uma haste curva, em peça única. O modelo encontra-se suspenso por um fio de nylon onde se encontram em órbitas elípticas feitas em fio metálico, tendo o núcleo ao centro, formado por bolas de plástico interligadas por fio de nylon.


Átomo de carbono

ME/404652/392

Escola Secundária de Pedro Nunes

É composto por uma base metálica triangular com uma haste curva, em peça única. O modelo encontra-se suspenso por um fio de nylon onde se encontram em órbitas elípticas feitas em fio metálico, tendo o núcleo ao centro, formado por bolas de plástico interligadas por fio de nylon.


Átomo de deutério

ME/404652/394

Escola Secundária de Pedro Nunes

É composto por uma base metálica triangular com uma haste curva, em peça única. O modelo encontra-se suspenso por um fio de nylon onde se encontram em órbitas elípticas feitas em fio metálico, tendo o núcleo ao centro, formado por duas bolas de plástico interligadas por fio de nylon.


Átomo de hélio

ME/404652/396

Escola Secundária de Pedro Nunes

É composto por uma base metálica triangular com uma haste curva, em peça única. O modelo encontra-se suspenso por um fio de nylon onde se encontram em órbitas elípticas feitas em fio metálico, tendo o núcleo ao centro, formado por bolas de plástico interligadas por fio de nylon.


Modelo de átomo

ME/402801/11

Escola Secundária Dr. Solano de Abreu

Trabalho realizado no âmbito das práticas pedagógicas das aulas de Física. Trata-se de um modelo de um átomo segundo Thomson, realizado pelo aluno João Miguel Rodrigues da Assunção. O átomo é a menor partícula que caracteriza um elemento químico. Em 1897, Thomson idealizou um aparelho para medir a carga elétrica do eletrão. Com base nesta experiência, e considerando o átomo eletricamente neutro (com quantidades iguais de partículas positivas e negativas), representou o átomo como uma esfera uniforme, de carga positiva, incrustada de eletrões (partículas negativas). Este modelo é comummente chamado "pudim de passas".


MJS




2023/08/31

Educação e Monarquia: D. Luís I (1838 – 1889)


D. Luís I (1838 – 1889), “o Popular”, era o filho segundo de D. Maria II e de D. Fernando. Subiu ao trono em 1861 após a morte do seu irmão, D. Pedro V.

Em 1862 casou com D. Maria Pia de Saboia. O seu reinado foi marcado pela tolerância e pela acalmia política, apesar de alguns momentos perturbadores como o levantamento militar em Braga, em 1862, contra o aumento de impostos. Igualmente em 1867 e 1868 houve movimentos reivindicativos, conhecidos como a Janeirinha do Norte.

Em 1870 houve um incidente com maior gravidade, em que o Marechal Duque de Saldanha se revoltou, impondo a demissão do governo junto do rei e presidindo a um novo ministério. D. Luís manteve uma posição moderadora nesta situação.

Houve ainda perturbações de índole cultural, com a famosa Questão Coimbrã (1865-66) e com a suspensão das Conferências Democráticas do Casino (1871).

Em 1876 fundou-se um novo partido, o Partido Progressista que resultou da fusão do partido Histórico e Reformista. Nesta fase entrou-se no modelo de rotativismo entre o Partido Progressista e o Regenerador.

O reinado de D. Luís foi o período áureo das obras públicas lideradas por Fontes Pereira de Melo. Podem destacar-se as obras nos portos de Lisboa e Leixões, o alargamento da rede viária ou a construções de edifícios emblemáticos como o Palácio de Cristal no Porto.

Ao nível administrativo, terminou a pena de morte para crimes civis e a escravatura foi definitivamente abolida. Publicou-se o primeiro Código Civil em 1868.

Retomaram-se as expedições africanas com Serpa Pinto (1877-78) que explorou o território de Benguela até à colónia de Natal ou com Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens que em 1884 atravessaram África de Luanda e Tete. Neste ano realizou-se a Conferência de Berlim, que definiu a partilha de África pelas potências europeias. Portugal apresentou o Mapa Cor-de-Rosa, em que reclamava a soberania dos territórios entre Angola e Moçambique. Inglaterra opôs-se e este episódio culminou no Ultimato Inglês em 1890.

O Republicanismo começa a ter uma forte implementação no país e em 1878 foi eleito no Porto o primeiro deputado do partido Republicano.


(Imagem de D. Luís I retirada da Internet)

D. Luís I era um homem profundamente instruído e culto, tendo traduzido várias obras de Shakespeare. O seu interesse pelas ciências, nomeadamente pela oceanografia, levou ao financiamento de vários projetos científicos, incluindo barcos de pesquisa oceanográfica. Um dos seus hobbies era a fotografia. O monarca fundou ainda várias associações culturais.

No que respeita às políticas educativas, sabe-se que em 1860 as escolas oficiais eram cerca de 2000 e chegarão aos 4.5 milhares em 1910. Entre 1860 e 1863 a História Natural, a Física e a Química voltaram a fazer parte do currículo. No entanto, o ensino básico continuava a ter o problema de sempre: as crianças não frequentavam a escola por falta de empenho dos pais, pela miséria em que viviam e pelo trabalho infantil. O analfabetismo em Portugal era elevadíssimo. Assim, em 1876, a Carta de Lei de Rodrigues Sampaio voltou a reafirmar a obrigatoriedade de frequência da instrução primária para as crianças entre os seis e os doze anos, de ambos os sexos.

Em 1861 foi criada em Lisboa a Sociedade Promotora das Belas Artes.

Em 1864 com a proposta de João Crisóstomo, o ensino industrial dividiu-se em ensino geral e ensino especial com uma parte teórica e uma parte de ensino prático, ministrado em oficinas. Foram estabelecidas escolas industriais em Guimarães, Covilhã e Portalegre. No entanto, poucas medidas saíram do papel.

Em 1875 foi proposta uma reforma do ensino das Belas-Artes. Em 1881, a Academia dividiu-se em Academia propriamente dita e em Escola. Os movimentos artísticos renovaram-se inspirados nas correntes estrangeiras. Os artistas agruparam-se em grémios, defendendo os seus interesses e novos métodos de ensino.

Em 1878, António Augusto Gonçalves fundou a Escola Livre de Artes do Desenho em Coimbra. Em 1881 surgiu o Grupo do Leão.

Em 1884 Costa Cabral reorganizou o Ensino Secundário e os estudos liceais passaram a ter 6 cadeiras retirando-se as línguas e as disciplinas científicas, ficando apenas a matemática. Neste ano, António Augusto de Aguiar criou escolas de Desenho Industrial em Lisboa, Porto, Coimbra e Caldas da Rainha.

Em 1886, Emílio Júlio Navarro dividiu o Ensino Industrial em ensino elementar, ensino preparatório (para cursos especiais) e ensino especial (especialidades técnicas industriais). O Ensino Comercial foi dividido em elementar, preparatório e superior. Estas medidas não conseguiram implementação devido aos problemas económicos da nação.


MJS


2023/08/28

Educação e Monarquia: D. Pedro V (1837 - 1861)


D. Pedro V (1837 - 1861), “o Esperançoso”, era o filho primogénito de D. Maria II e de D. Fernando. Subiu ao trono em 1853 aquando da morte da sua mãe, embora D. Fernando tenha governado o reino como regente durante dois anos. Durante esse período o príncipe aproveitou para viajar pela Europa acompanhado pelo seu irmão D. Luís.

Em 1855, com 18 anos foi aclamado rei. Em abril de 1858 casou com D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, que viria a morrer em julho de 1859.

No início do reinado, o governo era mantido pelo Duque de Saldanha, destacando-se a figura de Fontes Pereira de Melo nas Obras Públicas. D. Pedro viajou pelo país com o objetivo de o dinamizar, introduzindo os caminhos de ferro, construindo estradas, implantando o sistema métrico, etc. Desta forma, em 1856 inaugurou o primeiro troço de caminho de ferro entre Lisboa e o Carregado.

Entre 1853 e 1856 o país sofreu uma epidemia de cólera e em 1856/57 de febre amarela. O monarca tornou-se muito popular uma vez que percorria os hospitais e indagava os doentes sobre o seu estado. De facto, a saúde pública foi uma das suas preocupações, tendo fundado hospitais públicos e instituições de caridade, nomeadamente o Hospital de Dona Estefânia.


(Imagem de D. Pedro V retirada da Internet)

D. Pedro foi um grande defensor da abolição da escravatura e em 1857 teve de lidar com um problema diplomático com França: foi apreendido um barco francês em Moçambique, envolvido no tráfico de escravos, proibido no Império Português. Houve ainda alguns diferendos com Inglaterra pela posse de territórios e ainda com a Santa Sé.

Foi um monarca culto e de uma educação superior. Escreveu dois volumes de um Diário que relatava as viagens que fez na Europa e produziu artigos para duas revistas. O seu interesse pela escrita fez com que criasse o Curso Superior de Letras em 1859, bem como o Observatório da Ajuda.

Em 1859, Fontes Pereira de Melo criou a Direção-Geral da Instrução no Ministério do Reino. Alterando entre a centralização e a descentralização burocrática e administrativa, o ensino primário não se alterou grandemente até à República. A inspeção tornou-se um elemento basilar da política nacional de instrução. A situação económica dos professores afastava os candidatos e o seu número era insuficiente para a percentagem de analfabetismo. Optou-se por criar mais escolas elementares por todo o país para habilitar os alunos para a prática das artes industriais.

O monarca faleceu com apenas 26 anos de febre tifoide, o que causou bastante tristeza em vários quadrantes sociais. O seu irmão D. Luís sucedeu-lhe, uma vez que não tinha descendência.


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