2023/01/23

Invenções portuguesas que mudaram o mundo (Parte III)

 

(Imagem do ecrã de multibanco retirada da internet)

O multibanco

O Multibanco funciona como uma rede de caixas automáticas que permite realizar transações bancárias e outro tipo de funcionalidades, como por exemplo o levantamento de dinheiro. Portugal foi um dos últimos países a desenvolver este tipo de infraestrutura, mas uma vez implantada tornou-se a mais avançada de sempre.

Em 1985 surgiram as primeiras 12 caixas de Multibanco em Lisboa e no Porto. Atualmente existem mais de 13.000 terminais, a maior densidade de caixas automáticas por habitante na Europa.


(Imagem de um cartão Mimo da TMN retirada da internet)

Os cartões de telemóvel pré-pagos

Os cartões pré-pagos são cartões carregados com um determinado montante que pode ser gasto em chamadas e mensagens. Este cartão pode ser carregado várias vezes, consoante a necessidade.

Apesar de se ter espalhado a todo o mundo, a TMN, atual MEO foi a inventora deste sistema de pagamento.

(Imagem de uma portagem com o símbolo da Via Verde pintado no asfalto retirada da internet)

A Via Verde

Este sistema surgiu em 1991 e foi criado pela Brisa – Autoestradas em parceria com a Universidade de Aveiro. Trata-se de um sistema de portagem eletrónica para evitar filas para efetuar o pagamento das portagens.

Em 1995 estendeu-se a todo o país e funciona da seguinte forma: é colocado um identificador no vidro do veículo que, ao passar na portagem com o equipamento instalado, faz a leitura automática. O veículo não para e o pagamento é debitado automaticamente. Atualmente já é usado em vários países em todo o mundo.


MJS



2023/01/19

A singularidade da Escola Primária de Alijó ou a primazia da intermodalidade dos espaços educativos: algumas considerações

Edifício escolar de 3 salas de aula, com cantina e residência para professor, do tipo Indefinido, para a vila de Alijó, distrito de Vila Real. Inclui as peças desenhadas da planta geral (representação esquemática das três salas de aula, átrio central de configuração hexagonal, recreio coberto, refeitório, cozinha, arquivo e distintas instalações sanitárias). Fachada principal com cobertura, assente em 4 colunas de estilo dórico, átrio central com 6 faces, encimado por uma esfera armilar e a representação de um cata-vento com representação de ave.


O processo referente da Escola Primária de Alijó, encontra-se à guarda da Direção de Serviços de Documentação e de Arquivo da SGEC. A documentação deste processo encontra-se extremada entre junho a setembro de 1969. Inicia-se com um Memorial da Câmara Municipal de Alijó, que foi entregue ao ministro da Obras Públicas (1), aquando da visita deste governante à cidade de Vila Real a 20 de junho de 1969. Da exposição necessariamente sintética, se dá nota que a edilidade alijoense “(…) tem vindo, com uma regularidade impressionante, a dar execução ao plano de construção de edifícios escolares para a instrução primária. Todos os núcleos escolares têm sido dotados com o seu edifício próprio e dezenas de edifícios novos se espalham pelo concelho. Apenas na Vila de Alijó não existe um único edifício do plano. Os edifícios que existem são um do tipo Conde de Ferreira, outro do tipo Adães Bermudes e o outro não tem tipo definido.” Fazendo menção que os edifícios existentes “(…) são insuficientes para a população escolar existente”, aparentemente por se encontrarem fisicamente muito afastados, a pretensão do executivo camarário funda-se na necessidade de um novo edifício escolar, composto por 6 salas, atendendo que para tal desiderato a Câmara oferece o respetivo terreno. Com despacho datado de 5 de julho, o Memorial é encaminhado para a Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, que por sua vez o encaminha para a Delegação para as Obras de Construção de Escolas Primárias, que funcionava na dependência daquela Direção Geral.

Após os trâmites processuais, as delongas expetáveis e demoras razoáveis para o período do veraneio de 1969, a pretensão da Câmara, com os elementos técnicos reunidos pelos vários organismos públicos envolvidos, é posta à consideração do ministro das Obras Públicas a 12 de setembro. Desta feita, a resposta não se fez esperar, e a 24 de setembro, o chefe do gabinete do ministro das Obras Públicas (presidia ao ministério o engenheiro Rui Alves da Silva Sanches), manda notificar a edilidade de Alijó da decisão governamental. A comunicação, que teria dececionado o executivo camarário fundamentava-se na seguinte explanação: “(…) que o Plano de Construções Escolares só prevê a construção de um edifício de 2 salas de aula na Vila de Alijó, e a execução desta obra ainda não foi pedida pelo Ministério da Educação Nacional, pelo que não se acha programada.”


Imagem do edifício escolar de 3 salas de aula, com cantina e residência para professor, do tipo Indefinido, do núcleo de Alijó, distrito de Vila Real. Alçado principal e plantas do edifício na escala de 1:100 e planta topográfica de enquadramento urbanístico na escala de 1:500

 

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Brevíssimas considerações sobre a arquitetura e espaços envolventes da Escola Primária de Alijó

Numa observação a olho nu, torna-se fácil constatar que esta Escola Primária de Alijó constitui um modelo isolado face às tipologias clássicas definidas pelo Plano dos Centenários, no tocante às construções escolares. Não obedecendo às clássicas tipologias do Plano (tipologias Douro Granito – como acontece em Vilarandelo, concelho de Valpaços - ou tipo Xisto – como no caso de São Miguel de Lobrigos, concelho de Santa Marta de Penaguião -, apenas para citar dois exemplos avulsos que são predominantes no distrito de Vila Real), as distintas áreas da Escola Primária de Alijó denotam uma interdependência funcional e organizativa do espaço escolar. O átrio central, formando um poliedro hexagonal, aparenta ser o elemento arquitetónico a partir do qual se distribuem os restantes espaços escolares; com efeito, daqui se distribuem as 3 salas de aula, o recreio coberto, o refeitório e cozinha anexa, bem como as instalações sanitárias e outros espaços de apoio à vida escolar. A planta do rés-do-chão permite identificar num dos lados do hexágono, um espaço reservado ao arquivo, outro reservado a um vestiário comum de apoio à comunidade escolar e um reduzido vértice reservado a arrumos. Todos os outros lados, dão acesso direto às salas de aula nºs 1 e 3; a um corredor de acesso à sala nº 2 e ao recreio coberto, que compreende um pequeno alpendre, cujos 5 degraus descendentes, dão acesso ao referido recreio. Os sanitários masculinos, de tipologia térrea, vulgarmente conhecidos por retrete turca, modelo muito comum nas escolas públicas deste período, encontram-se ao fundo do recreio coberto. O refeitório tem um único acesso pelo recreio e encontra-se contíguo à cozinha. A partir da representação da planta, podemos inferir que as instalações sanitárias femininas se encontram cinco degraus acima do recreio, espaço aparentemente comum aos dois sexos, porque aqui também existem 6 lavatórios das mãos, que serviriam de suporte às refeições de toda a comunidade escolar. Em espaço contíguo à cozinha, aparentemente com acesso através de porta, podemos percecionar o espaço destinado ao professor (a), constituído com um quarto com janela para o exterior, uma sala com dimensões assinaláveis e com saída para o exterior e casa de banho devidamente equipada.

Anexo à sala nº 3, mas devidamente independente, encontramos um hall e uma sala, que eventualmente serviriam para espaço de estudo ou uma pequena biblioteca escolar, de apoio aos alunos. Estes dois espaços, estão ainda servidos por um lavatório de mãos e sanitários. Na planta do 1º andar, a que se acede por três lanços de escadas, encontramos um quarto de generosas dimensões, com janelas exteriores para dois dos lados e um pequeno pátio triangular, aparentemente externo ao edifício. A planta da cave, que é em todo similar ao espaço do 1º andar, é constituída por um espaço que indicia ser uma dispensa de apoio à cozinha, bem como um espaço destinado a arrumos (aparentemente para produtos de limpeza e consumíveis). Em termos de representação gráfica, quer as plantas dos três níveis, quer o alçado principal, encontram-se na escala de 1:100, sendo que a planta topográfica de enquadramento urbanística, encontra-se na escala de 1:500. Os desenhos técnicos são da responsabilidade da Delegação para as Obras de Construção de Escolas Primárias, na dependência direta da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais do Ministério das Obras Públicas, estando datados de 22 de agosto de 1969.  


(Imagem da fachada do Agrupamento de Escolas D. Sancho II, Alijó, retirada da internet)

O atual Agrupamento de Escolas de Alijó (D. Sancho II), sediado na mesma vila duriense, herdeiro da Escola Primária que abordámos, é hoje um modelo de atualidade no panorama do ensino. Abrangendo nove estabelecimentos de ensino dispersos pelo concelho, desde o pré-escolar até à conclusão do ensino secundário, tem uma oferta formativa que vai desde os cursos científico-humanísticos (Ciências e Tecnologias, Ciências Socioeconómicas e Línguas e Humanidades), até aos cursos profissionais, de carácter mais prático e mais direcionados para a vida ativa, após a conclusão do 12º ano, não invalidando contudo o acesso ao ensino superior. Concomitantemente, o programa Erasmus +, incidindo nas áreas da educação, da formação, da juventude e do desporto, permite aos alunos intercâmbios com outras realidades, nomeadamente formando parcerias com Espanha, Lituânia, Grécia, França e Eslovénia. Prova reforçada desta vitalidade, é também a atribuição do Selo de Conformidade EQAVET atribuído pela Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional (ANQEP)  pelo período máximo previsto de três anos, após auditoria realizada por peritos.


M. M. 

Nota adicional: o autor deste artigo lecionou na então designada Escola Preparatória D. Sancho II, no ano letivo de 1994-95, em regime de substituição, na modalidade de recibos-verdes, a disciplina de História ao 7º ano e deu aulas de Apoio a alunos do 5º e 6º anos de escolaridade.


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(1) Rui Alves da Silva Sanches (Coimbra, 29 de abril de 1919 – Lisboa, 16 de junho de 2009), sobrinho por parte da mãe do Professor Marcello Caetano, licenciou-se em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto em 1941. Iniciou a sua carreira profissional no Ministério das Obras Públicas, na extinta Junta Autónoma das Obras de Hidráulica Agrícola. Foi Engenheiro-residente da obra de rega da Veiga de Chaves, da barragem de Vale de Gaio, da obra de rega do Vale do Sado e da barragem de Silves. Chefiou a missão de Estudos Hidráulicos do Estado Português na Índia. Em 1948 foi adjunto da Missão de Estudos Hidráulicos ao sul de Angola. Em 1946 exerceu os lugares de Chefe da Fiscalização da barragem do Biópio e da Brigada Técnica de Fomento e Povoamento do Cunene, em Angola, nos anos de 1951 e 1953. Em setembro de 1968, foi nomeado ministro das Obras Públicas e em janeiro de 1970, ministro das Comunicações, assumindo ambas as pastas até 25 de abril de 1974.

 

2023/01/16

Peça do mês de janeiro/2023


Açor 

Açor taxidermizado, utilizado no estudo e observação de espécimes nas aulas de Ciências Naturais. Trata-se de um exemplar de um açor jovem, do sexo feminino, de plumagem acastanhada, semelhante a um falcão. Apresenta um bico curto, curvo, bastante forte. As unhas são em forma de garra. Pertence à espécie Accipiter gentilis, L. Encontra-se sobre uma base de madeira redonda com um pequeno poleiro.

Está inventariado com o número ME/401109/115 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Camões.


MJS


2023/01/12

Invenções portuguesas que mudaram o mundo (Parte II)

 

(Imagem de vários microfones com a bola de vento retirada da Internet)


A bola de vento para microfones

Atribui-se ao engenheiro português Jaime Filipe a autoria de uma invenção difundida atualmente por todo o mundo, alterando a rádio e a televisão.

As emissões ao ar livre colocavam vários problemas na transmissão devido ao ruído do vento captado pelos microfones. Inicialmente, Jaime Filipe colocou um lenço à volta do microfone, mas aperfeiçoou a técnica. Pediu ajuda a um amigo que construiu uma esfera de arame na qual se aplicava um tecido. O resultado foi o esperado e o ruído desapareceu. Atualmente são fabricadas noutro ripo de material e têm o nome de wind screen.


(Imagem de um elevador para cadeira de rodas retirada da Internet)


O elevador para cadeira de rodas

Jaime Filipe, para além das bolas de vento, foi também o inventor do elevador para cadeiras de rodas, tendo mudado por completa a vida de milhares de pessoas em todo o mundo. Fundou em 1974 o Centro da Inovação para Deficientes Físicos.

Esta descoberta levou à atribuição de duas medalhas de ouro, uma em 1983 em Bruxelas e outra em 1984 em Genebra. O seu nome ficará para sempre ligado à engenharia de reabilitação.


(Imagem de uma bengala eletrónica retirada da Internet)

 

A bengala eletrónica para cegos

Mais uma invenção do já conhecido engenheiro Jaime Filipe, a bengala eletrónica para cegos possui vários sensores que permitem ao seu utilizador conhecer o espaço em que se encontram. Foi distinguida com uma medalha de prata em Bruxelas em 1986.


MJS

2023/01/09

Invenções portuguesas que mudaram o mundo (Parte I)

 

Modelo de embarcação

ME/403910/58

Escola Secundária de Arouca

Modelo de caravela portuguesa executada por alunos da escola, no âmbito das aulas de Trabalhos Manuais. Este modelo de embarcação encontra-se elaborado em metal, podendo observar-se duas velas quadrangulares e o cordame do navio.


A Caravela

A caravela foi uma embarcação inventada pelos portugueses e utilizada nos séculos XV e XVI, na época dos descobrimentos. Esta palavra surgiu pela primeira vez em 1255 e desapareceu cerca de 1766.

Tratava-se de uma embarcação pequena, rápida, fácil de manobrar e capaz de navegar à bolina, ou seja, aproveitando a alteração dos ventos através das suas velas triangulares. Normalmente tinham cerca de 25 m de comprimento e 7 metros de largura, levando cerca de 20 marinheiros.


Astrolábio

ME/400749/100

Escola Secundária de Alcácer do Sal

Instrumento científico utilizado em contexto das práticas pedagógicas, nas aulas de Física. O astrolábio é um instrumento naval, utilizado para medir a altura e posição dos astros acima do horizonte. Durante muito tempo utilizado como instrumento para a navegação marítima com base na determinação da posição das estrelas no céu. Também era utilizado para resolver problemas geométricos, como calcular a altura de um edifício ou a profundidade de um poço. Era composto por um disco graduado, num anel de suspensão com um ponteiro.

 

O Astrolábio Náutico

O astrolábio é um instrumento que mede a altura dos astros. Resultou das teorias de vários matemáticos, sobretudo da Antiga Grécia.

Os portugueses adaptaram o astrolábio planisférico criando o astrolábio náutico, imprescindível para a navegação em alto mar. Só assim era possível determinar a latitude da embarcação e a altitude meridiana de uma estrela.



(Imagem da passarola retirada da Internet)

 

A Passarola

A Passarola é uma máquina voadora, um projeto de aeróstato, construída pelo Padre Bartolomeu de Gusmão (1685-1724), cujo alvará foi concedido por D. João V em 1709. Embora não exista qualquer prova da sua construção, a sua imagem surgiu em 1744. Supõe-se que Bartolomeu de Gusmão, perante a corte, tenha feito voar até ao teto um balão aquecido por ar, a 8 de agosto de 1709.


MJS


2023/01/05

Invenções que mudaram o mundo: o vidro

(Imagem de uma jarra de vidro em várias cores retirada da Internet)

O vidro é um material sólido e amorfo, geralmente transparente e quebradiço. A produção do vidro resulta da junção das seguintes matérias primas: sílica, óxido de cálcio e óxido de sódio. Esta mistura é levada ao forno e cozida a 1200 ou 1400º C. Após perder a água, juntam-se aditivos e corantes. A partir daqui a temperatura baixa para 800 ou 400ºC e o vidro fica pastoso e pronto a ser moldado.

Consoante o processo de fabrico e a utilização os vidros podem ser classificados em: vidro laminado, vidro prensado, vidro oco soprado, vidro para ótica, vidro orgânico ou vidro solúvel.

O fabrico do vidro é conhecido desde 5000 a. C. Era utilizado para impermeabilizar o interior de alguns objetos e obtido a partir de uma mistura de soda natural ou das cinzas de algumas plantas ricas em alcalis, juntando-se calcário e areia de quartzo. Formava-se assim uma espécie de verniz que, depois de arrefecer se tornava sólido.

Progressivamente foram-se conhecendo as propriedades deste material, nomeadamente a maleabilidade, o ponto de fusão e as técnicas de moldagem. Na síria e Mesopotâmia encontravam-se os maiores centros de produção de objetos em vidro. A técnica foi difundida pelo mediterrâneo através de comerciantes, nomeadamente os Fenícios que inventaram a técnica do sopro no século I a. C.


(Imagem de frascos de perfume retirada da Internet)


O Império romano permitiu a expansão desta técnica por toda a Europa, criando objetos em vidro transparente ou colorido, decorados com figuras mitológicas, históricas ou figuras naturalistas. O mosaico colorido teve o seu apogeu nesta época.

Após a queda do Império Romano houve um declínio no fabrico do vidro, embora as técnicas mão se tenham perdido. A aplicação de vidro em janelas, sobretudo em igrejas góticas, tornou-se uma prática frequente nos séculos XII e XIV. A este tipo de vidros chama-se vitral, constituídos por membranas translúcidas e coloridas.

O Renascimento colocou a cidade de Veneza no centro da produção artística até ao século XVII. A indústria concentrava-se na ilha de Murano, onde se produzia um vidro que permitia elaborar formas escultóricas requintadas. Murano foi o local escolhido para evitar o perigo de fogo e para preservar o segredo das técnicas utilizadas. A cidade de Nevers, em França também adquiriu grande prestígio.

Na época barroca, Praga, Nuremberga e Potsdam destacaram-se no fabrico deste material. Já no século XVIII, Inglaterra recuperou algumas das tradições romanas, surgindo as primeiras experiências de produção em série.

Durante o período da Arte Nova, o vidro tem um desenvolvimento exponencial, elevado a um nível artístico e criativo com Louis Tiffany, Émille Gallé ou René Lalique.

Em Portugal, a indústria vidraceira foi impulsionada por D. João V com a criação da Real Fábrica de Coina, posteriormente deslocada para a Marinha Grande. Com a nomeação de Guilherme Stephens para diretor em 1769, a Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande tornou-se uma das maiores e mais qualificadas da Europa, sendo uma das primeiras a produzir objetos em cristal.


MJS