2022/11/28

Exposição Virtual: Cidades da Europa - Ontem e Hoje

 

A Europa é o segundo menor continente em superfície do mundo, constituída por cerca de 50 países, sendo a Rússia o maior estado e o Vaticano o menor estado. A população europeia rondava os 740 milhões em 2015. As suas fronteiras estão definidas: a leste, com a Ásia; a Norte, o Oceano Glacial Ártico; a oeste o oceano Atlântico; a sul, o mar Mediterrâneo e o mar Negro.

Várias são as cidades que constituem a Europa Ocidental e, nesta exposição, destacaremos apenas seis: Paris, Lausanne, Amesterdão; Atenas; Bruges; e Roma. Partindo de uma série de diapositivos utilizados em contexto das práticas pedagógicas de Geografia, a exposição compara as imagens captadas no início do século XX (cerca de 1920/29) com as imagens atuais das referidas cidades.

Paris, capital de França tem atualmente cerca de dois milhões de habitantes e integra uma área de 105 quilómetros quadrados, atravessada pelo Sena ao longo de 13 quilómetros sobre o qual se erguem 37 pontes. É conhecida pela sua gastronomia, história e monumentos, tais comoa Catedral de Notre-Dame, os Champs-Elysées, o Louvre, a Torre Eiffel, entre muitos outros. A imagem escolhida para representar esta cidade foi o Arco do Triunfo.

Lausanne é a quarta maior cidade da Suíça, localizada no cantão de Vaud, junto ao Lago Léman. É considerada a Capital Olímpica, uma vez que aqui se situam a sede do Comité Olímpico Internacional, o Museu Olímpico e várias federações e organismos desportivos. O monumento por excelência desta cidade é a catedral, o mais importante exemplo de arquitetura gótica na Suíça. A imagem que a representa é uma vista panorâmica junto ao rio.

Amesterdão é a capital dos Países Baixos e a cidade mais populosa, embora a sede do governo se situe em Haia. É um dos principais centros financeiros e culturais da Europa, onde se destacam os canais a linha de defesa, a bolsa mais antiga do mundo, para além dos inúmeros museus. A porta Guillaume e os canais foram a imagem escolhida.

Atenas é a capital da Grécia e berço da civilização Ocidental e da democracia, onde se localiza atualmente o maior porto de passageiros da Europa. A herança clássica está patente por toda a cidade, desde a Acrópole ao Mosteiro de Daphne, passando por variados museus. A imagem escolhida foi a de um mercado tradicional, evitando o já conhecido Pártenon.

Bruges é uma cidade da Flandres Ocidental, localizada na Bélgica, conhecida como a “Veneza do Norte” pelos vários canais que a atravessam. Em 2000, o seu centro histórico foi considerado Património da Humanidade pela UNESCO. É a cidade mais visitada da Bélgica com cerca de 3 milhões de turistas por ano. O campanário e a praça central constituem alguns dos mais importantes locais. A imagem escolhida foi a de habitações tradicionais junto à zona de canais.

Roma é a capital de Itália e a terceira maior cidade da União Europeia. Atravessada pelo rio Tibre, esta cidade inclui igualmente a cidade do Vaticano., o centro do catolicismo. Considerada a “Cidade Eterna”, é o berço da civilização e da Igreja Católica. Estando repleta de construções milenares, a imagem escolhida foi a do Fórum e do Templo de Vespasiano.


Diapositivo

ME/401857/1559

Escola Secundária Gil Vicente

O diapositivo era destinado a visualização coletiva nas aulas de História e de Francês. É constituído por duas finas placas de vidro transparente, unidas por papel adesivo preto, estando numa delas gravada a imagem do Arco do Triunfo, em Paris. A fotografia mostra-nos uma perspetiva do Arco do Triunfo, a rua, com carros puxados a cavalo, transeuntes e bicicletas.

(Imagem atual do Arco do Triunfo retirada da Internet)


Diapositivo

ME/401857/1517

Escola Secundária Gil Vicente

O diapositivo era destinado a visualização coletiva nas aulas de História e de Francês. É constituído por duas finas placas de vidro transparente, unidas por papel adesivo preto, estando numa delas gravada uma imagem de Lausanne, na Suíça. Avistam-se telhados de prédios e, ao longe, o lago.

(Imagem atual de Lausanne retirada da Internet)


Diapositivo

ME/402436/1831

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de Geografia ou História. Trata-se de uma imagem da Porta Guillaume, em Amesterdão. É possível ver alguns barcos que se aproximam do cais. Pertence a uma coleção que se encontra na Caixa I - Secção 1 - Nº. 5491.

(Imagem atual de Amesterdão retirada da Internet)



Diapositivo

ME/402436/1991

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de Geografia ou História. Trata-se de uma imagem de um mercado em Atenas, Grécia. O diapositivo pertence a uma coleção que se encontra na Caixa III - Secção 1, N.º 7130.

(Imagem atual de um mercado em Atenas retirada da Internet)


Diapositivo

ME/402436/2021

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de História e Geografia. Trata-se de uma imagem de habitações próprias para o transporte fluvial em Bruges, na Bélgica. O diapositivo pertence a uma coleção que se encontra na Caixa III - Secção 2, N.º 28.

(Imagem atual de Bruges retirada da Internet)



Diapositivo

ME/402436/2119

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de Geografia ou História. Trata-se de uma imagem de Roma, onde se pode observar o fórum e as ruínas do templo de Vespasiano. O diapositivo pertence a uma coleção que se encontra na Caixa V - Secção 1, N.º 1366.

(Imagem atual do Fórum de Roma retirada da Internet)


MJS


2022/11/24

Invenções que mudaram o mundo: o plástico

 

(Imagem com vários exemplos da utilização do plástico - sacos, garrafas, tampas, palhinhas- retirada da internet)

O plástico é um material que se obtém através da alteração química de substâncias naturais orgânicas ou inorgânicas. Tem uma constituição macromolecular, grande maleabilidade e é facilmente transformado através do calor e da pressão. A matéria prima principal para o seu fabrico é o petróleo e outros compostos.

A palavra plástico vem do grego plastikós que significa mudança de forma física ou facilidade de moldagem.

Em 1839, Charles Goodyear desenvolveu o sistema de vulcanização que conferia maior resistência à borracha através da adição de enxofre.

Em 1846, Christian Schönbein criou a trinitrocelulose através da junção de ácido sulfúrico e ácido nítrico ao algodão. No entanto, era uma mistura altamente explosiva.

Em 1862 Alexander Parkes obteve um material designado por xilenite ou parkesite. Era uma nitrocelulose que se tornava elástica através do uso de óleo de cânfora. Esta descoberta foi aproveitada por John W. Hyatt que a utilizou para o fabrico do celuloide em 1869.

Cerca de 1910 Leo Hendrik Baekeland criou o primeiro material completamente sintético a partir de fenol e formaldeído (baquelite). A partir de então a indústria dos plásticos desenvolveu-se enormemente.

Após a Primeira Guerra Mundial obtiveram-se os primeiros materiais termoplásticos, o polietileno, a poliamida, o poliuretano, o silicone e a resina epóxi.

Nos anos 50 ficam bastante populares os laminados, conhecidos como Formica. A resina de melamina começou a ser aplicada ao fabrico de eletrodomésticos. Também a indústria do vestuário adotou esta nova tendência do plástico em materiais como o poliéster, o nylon ou a lycra.

A partir dos anos 70/80 a música, a fotografia e o vídeo fizeram um excelente uso do plástico. Os brinquedos também sofreram alterações no seu modo de fabrico. Na década de 90, o plástico passou igualmente a ser um componente importante nos transportes devido à sua leveza e à redução de consumo de combustíveis. Não podemos igualmente esquecer as embalagens de produtos comestíveis, disponíveis em supermercados para conservar a frescura desses alimentos.

No entanto, uma indústria dependente do petróleo e outros produtos químicos acarreta várias consequências negativas para o ambiente, pelo que as empresas se viram agora para a produção de plástico reciclado.

(Imagem marinha de vários plásticos poluentes retirada da internet)

Os plásticos podem ser divididos em dois grupos de acordo com as características de fusão: termoplásticos e termofixos ou termoestáveis. Os termoplásticos tornam-se moldáveis através da elevação da temperatura e endurecem através do arrefecimento. É o caso das poliamidas, dos policarbonatos, dos poliésteres, do polietileno, do polipropileno, do poliestireno e dos poliuretanos. Os termoestáveis são moldados a altas temperaturas e depois de endurecidos conservam esta característica: resinas, aminoplastos, silicone e poliésteres.


MJS

2022/11/21

Agrupamento de Escolas de São Teotónio

 

(Logotipo do Agrupamento Vertical de Escolas São Teotónio retirado da internet)


O Agrupamento de Escolas de São Teotónio (AEST) existe desde 2000, resultando da agregação de todas as escolas e jardins de infância existentes nas freguesias de São Teotónio[1] e Zambujeira do Mar[2] (entretanto extinta e integrada na primeira). Atualmente, este agrupamento apresenta a seguinte composição:

 

§  Escola Básica 2, 3 do Engenheiro Manuel Rafael Amaro da Costa - Escola Sede;

§  Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim-de-infância do Brejão;

§  Jardim-de-infância do Cavaleiro;

§  Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim-de-infância da Zambujeira do Mar;

§  Escola Básica do 1.º Ciclo de São Teotónio;

§ Jardim-de-Infância de São Teotónio

O agrupamento conta com 639 alunos, 34% dos quais são estrangeiros, 14% frequentam o ensino de português para adultos em regime pós-laboral e os restantes 20% frequentam as várias escolas do agrupamento, desde a educação pré-escolar ao 9º ano de escolaridade. As principais nacionalidades destes alunos são: a búlgara, a nepalesa, a indiana e a alemã. Segundo a Carta de missão do presidente do agrupamento Rui Dias, o AEST pretende integrar todos aos alunos, independentemente do seu local de origem:

 

“Integrar todos os alunos no quotidiano das escolas do agrupamento; cimentar a posição de referência nacional na integração escolar de alunos estrangeiros não falantes da língua portuguesa.” (Dias, 2021).



(Imagem da fachada do Agrupamento Vertical de Escolas São Teotónio retirada da internet)


O AEST presta o serviço de educação básica e pré-escolar na freguesia com o mesmo nome. Esta situa-se no sul do concelho de Odemira, em pleno litoral alentejano. O agrupamento serve uma população residente de cerca de 9000 habitantes, mas, na realidade, fruto da imigração que serve de mão-de-obra às inúmeras explorações agrícolas intensivas existentes na freguesia, o número de habitantes oscila, contudo, estima-se que seja, pelo menos, o triplo dos residentes registados: 

“As principais atividades económicas são a exploração agrícola intensiva, promovida por grandes empresas exportadoras e que se socorre de mão-de-obra não portuguesa quase em cem por cento das suas necessidades e o turismo, sobretudo sazonal, que explora os atrativos da costa atlântica, sendo de regista um aumento de profissionalismo na abordagem deste sector, mas ainda com larga margem de progressão no aumento e promoção da oferta de serviços que não se limitem ao aproveitamento da beleza natural da região e do afluxo turístico na época balnear.” (AEST, 2018:4). 

No seu conjunto, os alunos deste agrupamento, em 2021/2022, totalizarão mais de um milhar de alunos, provenientes de, pelo menos, 25 países dos 5 continentes. Considerando apenas os cursos regulares, os alunos estrangeiros são mais de 35% do total e se tivermos em conta a globalidade dos cursos, cerca de 70% dos nossos alunos são estrangeiros, não falantes de português.

Frequentam os jardins-de-infância, do agrupamento, cerca de 580 alunos entre a educação pré-escolar e o 9.º ano. Para além deste número, existe um grande número de formandos no Curso de Português Língua de Acolhimento. Estima-se para o ano letivo de 2021/2022 a existência de, aproximadamente, 500 formandos a frequentar estes cursos na escola sede em regime pós-laboral.


(Imagem da fachada de uma das escolas do Agrupamento Vertical de Escolas São Teotónio retirada da internet)


Desde outubro de 2013, que este Agrupamento usou como ferramenta o Contrato de Autonomia[3], (em vigor até agosto de 2020) o que lhe permitiu adaptar currículos às necessidades educativas  do agrupamento, assentes no sucesso pessoal, social e profissional de cada aluno:

 

“Desenvolver as competências e os valores necessários ao sucesso pessoal, social e profissional, dentro do respeito pela dignidade humana. Formar cidadãos responsáveis, participativos, conscientes, empreendedores e com espírito crítico.” (AEST, 2018:10).

 

P.M. 


 

BIBLIOGRAFIA:

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SÃO TEOTÓNIO (2021).  Plano de Inovação 2021/2024 (conforme Portaria n.º 181/2019, de 11 de junho) [Em linha]. S. Teotónio: AEST [Consult. 17 de maio de 2022]. Disponível: http://www.agrupamentosaoteotonio.net/PLI2124.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SÃO TEOTÓNIO (2019). Regulamento interno: 2018/2021 [Em linha]. S. Teotónio: AEST [Consult. 17 de maio de 2022]. Disponível: http://www.agrupamentosaoteotonio.net/RI12-03-19.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SÃO TEOTÓNIO (2018). Projeto educativo Agrupamento de Escolas de São Teotónio: 2018‐2021 [Em linha]. S. Teotónio: AEST [Consult. 17 de maio de 2022]. Disponível: http://www.agrupamentosaoteotonio.net/PE1821.pdf

 

COELHO, Rui Paulo Valente Dias (2021). Carta de missão [em linha]. S. Teotónio: AEST [Em linha]. S. Teotónio: AEST [Consult. 17 de maio de 2022]. Disponível: http://www.agrupamentosaoteotonio.net/docs.html

 

 



[1] São Teotónio é a maior freguesia do Concelho de Odemira e desde a reorganização Administrativa de 2012, a segunda maior freguesia de Portugal com um total de 347,3 km2. Esta freguesia situa-se no sul do concelho e abrange uma extensa área litoral em desenvolvimento e um vasto território interior que padece de um lento processo de desertificação humana. Geograficamente integra a região sul do Alentejo Litoral, com notórias influências da serra algarvia tanto nas paisagens como no quotidiano das populações. O Parque Natural da Costa Vicentina integra quase um terço desta freguesia dentro dos seus limites. A população atual vive concentrada (cerca de 60%) na vila de São Teotónio, e a restante espalha-se na quase totalidade junto ao litoral entre o Cavaleiro e a Azenha do Mar, com especial incidência na Zambujeira Do Mar e Brejão.

[2] Zambujeira do Mar é uma pequena vila situada na borda de enormes falésias à beira mar na Costa Vicentina. A vila de menos de mil habitantes é uma freguesia (equivalente aos distritos das cidades brasileiras) do município de Odemira. A sua costa é integrada ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Toda a área se caracteriza pelas altas falésias e pequenas praias situadas entre elas. Apesar de não estar entre as regiões mais visitadas de Portugal. A região oferece um grande potencial, por suas belíssimas paisagens naturais. Os destaques, além da praia central da Zambujeira, são as praias dos Alteirinhos, Nossa Senhora, Arquinha e Tonel.

[3] O Contrato de Autonomia é um acordo celebrado entre o Agrupamento de Escolas, os serviços competentes do Ministério da Educação e Ciência e, sempre que conveniente, outros parceiros da comunidade, através do qual se definem objetivos e se fixam as condições que viabilizam o desenvolvimento do projeto educativo. O Contrato de Autonomia tem por objetivo o desenvolvimento da equidade, da qualidade, da eficácia e da eficiência e assenta no pressuposto de que a escola constitui um serviço responsável pela execução local da política educativa nacional e é prestadora de um serviço público de especial relevância.

 

2022/11/17

Peça do mês de novembro

 


Escorpião

Serve para estudo e observação nas aulas de Ciências Naturais. Trata-se de um espécime que se encontra conservada numa caixa em algodão. O escorpião, também conhecido por lacrau ou alacrau, é um animal invertebrado artrópode (com patas formadas por vários segmentos) que pertence à ordem Scorpiones estando enquadrado na classe dos aracnídeos. Classificação - reino: animalia; sub-reino: eumetazoa; ramo: bilateria; filo: arthropoda; classe: arachnida.

A peça está inventariada com o número ME/402965/140 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária com 3º Ciclo de Vergílio Ferreira.


MJS

 

2022/11/14

Invenções que mudaram o mundo: a pilha

 

Pilha de Volta

ME/401109/233

Escola Secundária de Camões

Instrumento utilizado no Laboratório de Física para fins pedagógicos. Trata-se de uma pilha de volta composta por uma série de discos de cobre e de zinco empilhados uns sobre os outros, alternadamente, o cobre para baixo e o zinco para cima, colocando-se entre os discos rodelas de pano de feltro, embebidas em água acidulada. Ao zinco do último disco superior liga-se um elétrodo e ao de cobre do último inferior liga-se o outro. A eletricidade do zinco comunica-se ao do cobre que lhe serve de condutor e nele se forma o polo negativo; a eletricidade do feltro é recebida pelo cobre do disco superior e passa ao zinco, onde se forma o polo positivo. A pilha de Volta tem apenas importância histórica uma vez que produz apenas correntes fracas e não tem aplicação prática, mas desta pilha derivam todas as outras. Apresenta uma campânula cilíndrica metálica para cobrir a estrutura da pilha.


A pilha é um dispositivo que transforma a energia desenvolvida numa reação química em energia elétrica. É constituída por elétrodos metálicos de carga positiva e negativa submergidos num eletrólito. Quando os elétrodos são ligados por um condutor são percorridos por uma corrente elétrica. O deslocamento dos eletrões é feito do lado negativo para o positivo.

O processo para a descoberta da pilha teve várias etapas. Cerca de 1600, Otto von Guericke inventou uma máquina que seria capaz de produzir eletricidade: um globo de enxofre que gerava centelhas quando friccionado.

Em 1780, Luigi Galvani, médico e investigador fez vários estudos sobre a eletricidade acumulada nos músculos e a capacidade de os nervos transferirem essa energia. No entanto, este tipo de eletricidade diz respeito às reações químicas do corpo humano.

Cerca de 1800, Alessandro Volta inventa a chamada pilha de Volta, constituída por lâminas de cobre ou de prata e zinco, sobrepostas e separadas por um papel poroso embebido em ácido sulfúrico. Foi a primeira pilha a fornecer corrente elétrica a um circuito.

Em 1836 John Frederic Daniell aperfeiçoou a pilha de Volta, uma vez que o fornecimento da corrente elétrica só ocorria por um curto período de tempo. Utilizou elétrodos e um eletrólito, ou seja, sulfato de cobre e de zinco.

Em 1839 William Robert Grove desenvolveu uma pilha com o dobro da tensão elétrica da pilha de Daniell. Em 1860 Gaston Planté inventou a bateria de chumbo-ácido, que era recarregável. Funcionava como um conjunto de acumuladores elétricos recarregáveis que transformavam as reações químicas em energia elétrica.


Pilha de Leclanché

ME/400798/55

Escola Secundária Almeida Garrett

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um vaso de vidro onde se lança a solução de cloreto de amónio, no qual estão mergulhados um cilindro de zinco e um vaso poroso cheio de carvão e de despolarizante (bióxido de manganés). O vaso de vidro tem uma abertura circular com um bocal onde se insere o cilindro de zinco. A pilha de Leclanché era geralmente utilizada na telegrafia, telefonia e campainhas elétricas.


As pilhas que são usadas atualmente são um aperfeiçoamento da pilha de Leclanché inventada em 1866, constituída por elétrodos de zinco e grafite e por um eletrólito que é composto de dióxido de manganês, cloreto de amónio e cloreto de zinco. É igualmente chamada de pilha seca, uma vez que não utiliza uma solução líquida.

Em 1889 deram-se os primeiros passos na investigação da pilha de níquel cádmio com as descobertas de Waldemar Jungner. Apresentava a vantagem de ser portátil e recarregável é a primeira pilha alcalina.

Em 1970 chegam ao mercado as pilhas ou baterias de lítio, bastante mais leves e com maior potência.

 

 MJS

2022/11/10

Invenções que mudaram o mundo: a penicilina

 

(Imagem de Flemming no seu laboratório retirada da internet

A penicilina é um antibiótico (medicamento utilizado para tratar infeções bacterianas, destruindo os microrganismos nocivos) do grupo dos betalactâmicos.

A benzilpenicilina ou penicilina G foi o primeiro antibiótico utilizado em larga escala e foi descoberto por Alexandre Fleming, bacteriologista do St. Mary’s Hospital em Londres, em 1928. Fleming dedicava-se ao estudo de substâncias capazes de impedir o desenvolvimento de bactérias em feridas infetadas, como aconteceu a muitos dos combatentes da Primeira Guerra que morreram devido a infeções nos seus ferimentos.

Esta descoberta deveu-se a uma série de acasos: Flemming foi de férias tendo-se esquecido de algumas culturas no seu laboratório. Quando regressou verificou que na cultura de estafilococos havia um bolor que eliminou as bactérias. Este fungo foi identificado e pertencia ao género Penicillium, a penicilina.

Em 1940, Howard Florey, Ernst Chain e Norman Heatley obtiveram a fórmula da substância, testada em humanos em 1941. Em 1945 estes cientistas, bem como Fleming receberam o Prémio Nobel da Medicina por esta descoberta que salvou milhares de vidas.


(Imagem de um frasco de vidro com penicilina retirada da internet)

A penicilina foi um marco na história da medicina e não só incentivou estudos de outro tipo de antibióticos, mas também alterou o tratamento de várias doenças como a sífilis. Em Portugal a primeira pessoa a ser tratada com a penicilina foi o tenente Fernando Ramôa, em 1944.

Atualmente é um dos antibióticos mais utilizados para infeções bacterianas, como meningite bacteriana, pneumonia, faringite, otite, amidalite, etc. Não é geralmente prescrita em infeções com bactérias mais resistentes. Apesar da sua enorme vantagem, existe uma possibilidade de reação alérgica em indivíduos sensíveis aos seus componentes.


MJS

2022/11/07

Exposição virtual: Instrumentos para o estudo da ótica

A ótica é uma área da Física que se dedica ao estudo de fenómenos relacionados com a luz, tais como a refração, reflexão, difração, dispersão, imagens em espelhos e lentes e a interação entre a luz e os objetos. Os estudos de ótica abrangem não só a luz visível, mas também outro tipo de radiação eletromagnética, como os raios ultravioleta, raios X, raios gama, etc. Não só a Física utiliza este ramo do saber, mas também a Medicina, nomeadamente para o estudo do olho humano e para procedimentos de cirúrgicos.

Desta forma, existem vários tipos de ótica: ótica geométrica que estuda a transmissão da luz através de meios homogéneos, classificando os tipos de objetos, ou seja, os que produzem ou os que emitem luz e os que não produzem luz; a ótica ondulatória que estuda a frequência e o comprimento de onda; a ótica eletromagnética que explica fenómenos como a reflexão e a transmissão; e a ótica quântica que se dedica à interação entre as ondas eletromagnéticas e a matéria.

Os instrumentos óticos são equipamentos produzidos com o objetivo de auxiliar o estudo e a compreensão dos fenómenos óticos, como é o caso de prismas, lentes e espelhos. São capazes de processar a luz de forma a melhorar a formação de imagens através da ampliação, permitindo observar os seus detalhes com maior precisão. Entre os instrumentos mais relevantes podemos referir o olho humano, a máquina fotográfica, os óculos, a lupa, o microscópio, a luneta, o telescópio ou o binóculo.

Nesta exposição constam alguns instrumentos utilizados nas práticas pedagógicas das aulas de física. É o caso do banco de ótica, de vários tipos de instrumentos e prismas que permitem observar e estudar os diferentes fenómenos óticos.



Banco de ótica

ME/346330/5

Escola Básica e Secundária Pascoal José de Mello

Equipamento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas Física para estudo de matérias de ótica. Trata-se de um banco de ótica, constituído por uma base de madeira paralelepipédica com vinte e dois orifícios. Seis orifícios estão ocupados com seis elementos: dois porta-lentes universais, dois diafragmas, um suporte para ecrã; um suporte para lente. É utilizado para fazer experiências de ótica comprovativas dos fenómenos da reflexão, da refração e da difração da luz e outras, simulando aparelhos óticos, tais como: microscópio, telescópio, transmissão por fibra ótica, uso de laser, etc.


Aparelho para estudo da ótica

ME/400348/138

Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Luneta terrestre. Trata-se de um óculo de longa vista, constituindo um modelo com indicação do trajeto do raio luminoso. Tem um décimo do tamanho natural. É constituído por um suporte formado por pé vertical e base redonda a que se liga uma régua horizontal com indicação do trajeto do raio luminoso e onde se insere, suportado por pequenos cilindros em latão, um sistema de lentes com o mesmo eixo principal. Deste sistema faz parte a objetiva e uma ocular terrestre, isto é, uma ocular a que se associam duas lentes, com a finalidade de contrariar o efeito de imagem invertida (produzido pela objetiva) e, assim, produzir uma imagem direita.


Banco de ótica

ME/401109/579

Escola Secundária de Camões

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um aparelho utilizado para demonstrações de ótica, consistindo num suporte onde se encaixam elementos óticos planos, tais como um conjunto de espelhos e um suporte para prisma. É utilizado para fazer experiências de ótica comprovativas dos fenómenos da reflexão, da refração e da difração da luz e outras, simulando aparelhos óticos.


Aparelho para estudo da ótica

ME/401857/773

Escola Secundária de Gil Vicente

Instrumento utilizado para demonstrações de ótica nas aulas de Física. É constituído por um tripé de ferro pintado de preto, com filete dourado, de onde se eleva um suporte cilíndrico também em ferro. No topo deste, está montada uma barra de madeira que apresenta orifícios metálicos onde estão montados 6 suportes de lentes e um suporte circular com orifício central. Na face lateral, ao comprimento da barra de madeira, está colado um papel com o desenho esquemático de lentes plano-convexas e distâncias focais, simulando as relações possíveis entre lentes e características das mesmas. Num dos topos encontra-se colado, em etiqueta preta, o símbolo matemático Pi, em dourado. Presume-se que seja o logótipo da firma construtora.


Alvo de ótica

ME/402837/178

Escola Secundária de Sá da Bandeira

Conjunto de três alvos fluorescente (2 retangulares e um circular), montados em molduras com haste para fixar num suporte, para experiências de ótica.

 

Prisma

ME/400427/223

Escola Secundária de Santa Maria Maior

Instrumento utilizado no laboratório de Física, para demonstrações de ótica. É constituído por uma base redonda, do centro do qual se eleva um tubo cilíndrico de metal, onde encaixa outro pequeno tubo que se move através de um parafuso de rosca. No topo desse cilindro, encaixa um suporte onde se encontra um prisma ótico triangular. São dispositivos utilizados para estudo da refração, da reflexão total e decomposição da luz branca.


MJS