2021/12/23

Biblioteca do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo

 

(Imagem da fachada do edifício do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo retirada da internet)

O Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo ou Museu de Évora foi criado em 1914. Abriu ao público em 1921, situado no Palácio Amaral. Manuel do Cenáculo de Vilas-Boas (1724 – 1814) foi um religioso franciscano, Bispo de Beja e Arcebispo de Évora.

O Museu transitou para a localização atual em 1929 e nele foi incorporado o Museu Arqueológico. As coleções incluem núcleos de arte e arqueologia, bem como uma coleção de história natural, objetos científicos e pintura (séculos XV a XX). 

Neste âmbito destacam-se as pinturas pertencentes às Igrejas e Conventos extintos, bem como a escultura (séculos XIV a XVIII). O mobiliário, a ourivesaria, as alfaias litúrgicas e os têxteis completam este acervo.


(Imagem de algumas pinturas representativas do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo retirada da internet)

A Biblioteca incide nas áreas da pintura, história da arte, história de Portugal, cerâmica, artes decorativas, mobiliário, escultura, desenho, gravura, aguarela, pastel, ourivesaria e numismática. O acervo tem cerca de 4.000 títulos que incluem monografias, catálogos de exposições e leilões, publicações periódicas e reservados.

 

MJS

 

2021/12/20

Biblioteca de Arquitetura, Habitação e Urbanismo do Forte de Sacavém (SIPA)

 

(Imagem do exterior da Biblioteca de Arquitetura, Habitação e Urbanismo do Forte de Sacavém retirada da internet)

A Biblioteca de Arquitetura, Habitação e Urbanismo está localizada no Forte de Sacavém (SIPA) e pertence à DGPC desde 2015.

O SIPA (Sistema de Informação para o Património Arquitetónico) tem como objetivo a divulgação, salvaguarda e proteção do património edificado e natural, tendo ao seu dispor o suporte técnico-científico.

Situa-se na margem direita do Rio Trancão, no Monte Sintra, integrando-se no Campo Entrincheirado de Lisboa, numa posição estratégica. O Forte foi edificado na segunda metade do século XIX, embora o projeto date de 1833. O engenheiro Sanches de Castro foi o responsável do projeto, coordenado pelo capitão Eugénio de Azevedo. Tem uma planta pentagonal irregular, rodeado por um fosso.

Em 1935 o Regimento de Artilharia Pesada de Lisboa n.º 1 ficou alojado em Sacavém, tendo sido desocupado em 1939 mantendo-se como paiol de munições. A ponte que liga o forte à muralha foi renovada em 1949 e em 1965 foi declarado imóvel sem valia militar.

Em 1998 o imóvel foi restaurado e afeto ao Ministério do Equipamento, do Planeamento e da Administração do Território, tendo sido aqui instalado o arquivo da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e o Registo Multimédia do Forte de Sacavém.


(Imagem do interior da Biblioteca de Arquitetura, Habitação e Urbanismo do Forte de Sacavém retirada da internet)

A Biblioteca é especializada na área do património construído, conservação, restauro do património móvel integrado, habitação e reabilitação urbana. O fundo documental integra outros, como o da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), o Fundo de Fomento da Habitação (FFH), o Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE) e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

O acervo tem cerca de 20. 000 títulos que incluem monografias e publicações periódicas com destaque para a arquitetura e habitação.

 

MJS

2021/12/16

Exposição Virtual: "Espólio Etnográfico de Angola da Escola Secundária João de Deus, Faro"

 

As coleções etnográficas são, geralmente, o resultado de coleções exóticas, trazidas de países distantes e recolhidas juntamente com outro tipo de objetos. A origem destas peças é, por vezes, difusa, bem como o seu percurso, tendo passado, progressivamente, de "curiosidades" a objetos museológicos que devem ser conservados, estudados e compreendidos no contexto em que foram produzidos. São o testemunho da cultura de um povo, dos seus hábitos, tradições e modo de vida. Apesar de não serem frequentes nos museus escolares, as coleções etnográficas apresentadas são bastante ricas e representativas da cultura africana. A coleção da Escola Secundária João de Deus é originária de Angola e apresenta uma profusão de objetos que incluem desde peças utilizadas diariamente até obras de arte. Entre as tipologias presentes podemos destacar os instrumentos musicais, como é o caso dos tambores ou das kalimbas (vibrafones), testemunhos da importância das tradições musicais em África, com funções rituais e sociais. As máscaras, outra tipologia relevante, refletem a vida social e religiosa, utilizadas em diferentes tipos de cerimónias públicas. Permitem a materialização das forças da natureza constituindo, de certa forma, uma ligação entre o humano e o divino. Os objetos de uso diário estão igualmente representados: é o caso da cestaria, do mobiliário, dos utensílios de cozinha ou mesmo de instrumentos para o trabalho agrícola. A cestaria inclui vários utensílios, obtidos através de fibras de origem vegetal, para o uso doméstico, sobretudo para conservar os alimentos. Mais tarde começaram a ser produzidos móveis como bancos, cadeiras, mesas e até armários. A madeira é a matéria-prima por excelência, utilizada para o fabrico de pratos, colheres, copos, jugos para animais, arados, entre outros. No entanto também são de destacar jarras e vasos em cerâmica decorada. As esculturas, utilizando diversos materiais, como a madeira, o marfim ou elementos têxteis, são as peças mais abundantes nestas coleções. Representam figuras humanas, míticas e animais, remetendo para temáticas do quotidiano, da religião, da natureza e das tradições: mulheres com crianças, "colonizadores", aves, guerreiros, barcos, serpentes, crocodilos, numa profusão de estilos e formas.


Caixa decorativa

ME/805548/112

Escola Secundária João de Deus

Caixa pertencente ao espólio da Sala de Angola do antigo Liceu de Faro. Trata-se de uma caixa retangular com tampa, com decoração geometrizante. Na tampa encontra-se esculpido um lagarto.


Escultura

ME/805548/91

Escola Secundária João de Deus

Escultura pertencente ao espólio da Sala de Angola do antigo Liceu de Faro. Trata-se de uma estatueta que representa uma ave de pescoço comprido, sobre uma base arredondada.


Escultura/Busto

ME/805548/86

Escola Secundária João de Deus

Escultura pertencente ao espólio da Sala de Angola do antigo Liceu de Faro. Trata-se de uma representação do busto de uma figura humana, com pintura facial e um elemento decorativo na cabeça.


Máscara

ME/805548/85

Escola Secundária João de Deus

Máscara pertencente ao espólio da Sala de Angola do antigo Liceu de Faro. Trata-se de uma representação de figura humana, com pinturas faciais.



Escultura/Busto

ME/805548/56

Escola Secundária João de Deus

Escultura pertencente ao espólio da Sala de Angola do antigo Liceu de Faro. Trata-se de uma representação de um busto de um homem calvo, com um sorriso e olhos cerrados.


Jarra

ME/805548/51

Escola Secundária João de Deus

Jarra pertencente ao espólio da Sala de Angola do antigo Liceu de Faro. Trata-se de uma jarra de madeira, com formato de cabaça, apresentando uma decoração exterior geometrizante.


MJS


2021/12/13

Peça do mês de dezembro

 


Ganso-do-Egipto

Animal taxidermizado, utilizado no estudo e observação de espécimes nas aulas de Ciências Naturais. Trata-se de um ganso-do-egipto, sobre base de madeira. Esta ave caracteriza-se pelo corpo esguio, pescoço fino e uma mancha ocular castanha escura. O castanho e o amarelo predominam na sua plumagem, além do negro, verde e branco nas asas. Alimenta-se de erva, sementes, folhas e caules de plantas.

A peça está inventariada com o número ME/402321/328 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Nuno Álvares.


MJS



2021/12/09

Biblioteca do Museu Nacional de Soares dos Reis

 

(Imagem da fachada do Museu Nacional de Soares dos Reis retirada da internet)

O Museu Nacional Soares dos Reis, antigo Museu Portuense, foi criado em 1833 por D. Pedro IV que decidiu introduzir no Porto um Museu de Pinturas e Estampas. Atualmente encontra-se instalado no Palácio dos Carrancas e é um dos mais importantes museus de belas artes, artes decorativas e arqueologia.  

O Museu Portuense ou Ateneu D. Pedro IV foi organizado em 1833, sendo o mais antigo museu público de arte em Portugal. Inicialmente instalou-se no Convento de Santo António, atual Biblioteca Pública Municipal do Porto.

Com as reformas republicanas, em 1911 passou a designar-se Museu de Soares dos Reis, em homenagem ao escultor portuense. A partir de 1940, o museu transitou para o Palácio de Carrancas, um edifício do final do século XVIII. O proprietário deste edifício foi Manuel Mendes de Morais e Castro, adquirido pela Santa Casa da Misericórdia.

(Imagem do interior do Museu Nacional de Soares dos Reis com várias estátuas representativas. Retirada da internet)

Este espaço foi adaptado às novas funções através do projeto do Engenheiro Fernandes e Sá e inaugurado em 1942. O espólio do museu foi sendo constituído ao longo de todo o século XIX, com obras de pintura e escultura. Nos anos 30 do século XX recebeu o acervo do Museu Municipal do Porto, passando a incorporar várias obras de artes decorativos como a ourivesaria, mobiliário, faianças e porcelanas.

Em 1992, o Museu foi alvo de uma nova remodelação e expansão, da autoria do arquiteto Fernando Távora.

A Biblioteca integra um funco especializado em História da Arte Nacional e Estrangeira, sobretudo no âmbito da pintura, escultura, desenho, gravura, arqueologia, etnografia, artes decorativas, arquitetura, museologia, teoria e crítica da arte, conservação e restauro, educação e História da Cidade do Porto.

 

MJS

 

2021/12/06

Biblioteca do Museu Nacional Machado de Castro

 

(Imagem do pátio central do Museu Nacional Machado de Castro retirada da internet)

O Museu Nacional Machado de Castro é um dos mais importantes museus de Belas Artes em Portugal, homenageando Machado de Castro, escultor régio durante os reinados de D. José, D. Maria I e D. João VI. 

Foi criado em 1911 ocupando os edifícios da residência episcopal de Coimbra construídos entre os séculos XII a XVIII. Este núcleo integra a área classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade em 2019. A partir de 2012 foi inaugurado um novo edifício, da autoria de Gonçalo Byrne.

O objetivo da criação do Museu foram a divulgação das artes bem como a evolução da história do trabalho nacional. Atualmente integra três espaços distintos: o criptopórtico romano, datado do século; o paço episcopal onde se encontra grande parte do acervo; e o edifício novo que inclui as coleções de escultura, pintura e ourivesaria.


(Imagem de uma construção arquitetónica no interior do Museu Nacional Machado de Castro retirada da internet)

Este acervo tem origem maioritariamente na região de Coimbra, nomeadamente nos conventos, mosteiros e igrejas extintos em 1834. Inclui peças de arqueologia, pintura, joalharia, cerâmica, escultura, desenho, têxteis, mobiliário, entre outros

No que respeita à biblioteca, esta foi fundada em 1911 e inclui monografia e publicações periódicas do Museu do Instituto de Coimbra e do Conselho de Arte e Arqueologia. Aqui se reúnem documentos, livros, teses universitárias, catálogos, revistas de arqueologia, escultura, pintura, ourivesaria, cerâmica, mobiliário, arquitetura, desenho, museologia, museografia, conservação e restauro.

 

 

MJS

 

2021/12/02

Biblioteca do Museu Nacional de Música

(Imagem do interior do Museu Nacional de Música com um piano, um órgão e violinos ao fundo. Retirada da internet)

O Museu Nacional da Música é detentor de uma das maiores coleções instrumentais da Europa, possuindo acervos fonográfico e iconográfico, espólio documental e biblioteconómico.

Aberto ao público desde 1994, tem como missão “salvaguardar, conservar, estudar, valorizar, divulgar e desenvolver os seus bens culturais, promovendo o património musicológico, fonográfico e organológico português, tendo em vista o incentivo à qualificação e divulgação da cultura musical portuguesa. Esta missão traduz-se num conjunto de atribuições onde se inclui a salvaguarda e estudo das coleções, incorporação de novos espécimes, realização de exposições temporárias, edição de publicações, realização de visitas educativas, recitais, conferências e outros eventos.”

A origem do Museu data de 1911 com a nomeação de Michel’angelo Lambertini para a recolha de instrumentos musicais, partituras e peças de iconografia. A falta de incentivo governamental fez com que recorresse ao colecionador António Carvalho Monteiro para impedir a saída do país da coleção Keil. Ambos iniciam uma parceria e Carvalho Monteiro cede um espaço para a acomodação de parte das coleções.

Após a morte destes mecenas, o projeto fica adiado até 1931, quando Tomás Borba toma conhecimento do espólio e adquire o remanescente. O acervo é transferido para o Conservatório Nacional. Posteriormente, algumas peças do rei D. Luís provenientes do Palácio da Ajuda, vieram integrar a coleção, que foi sendo aumentada através de aquisições em leilões.

(Imagem de alguns violinos no interior do Museu Nacional de Música, retirada da internet)

Em 1946 reabre o Conservatório e o Museu, que teve bastante reconhecimento durantes esta período. Na década de 70, a expansão do Conservatório para as áreas da Dança, Cinema e Educação pela Arte, obrigou à ocupação do espaço do museu, transferido para o Palácio Pimenta. As 658 peças permanecem aqui até à intervenção de João de Freitas Branco que as relocaliza na Biblioteca Nacional, onde Santiago Kastner inicia a sua inventariação. Em 1993 o Museu tem um espaço definitivo localizado no Alto dos Moinhos.

No que respeita ao acervo bibliográfico, existe um centro de documentação especializado em obras de referência sobre organologia, história, teoria e estudo da música.

Existe informação documental sobre instrumentos de todo o mundo, músicos e estilos musicais. São cerca de 3000 obras que incluem teses, tratados, métodos instrumentais, catálogos de museus, periódicos (Arte Musical, Early Music, Le Monde la Musique, Ritmo ou World of Music), trabalhos sobre os instrumentos das coleções do museu e sobre construtores de instrumentos de música.

No Museu também podem ser consultados vários fundos documentais de figuras como Alfredo Keil; do seu colaborador Luís Filgueiras, de Michel'angelo Lambertini, Josefina Andersen, Pedro Prado, Tomás Alcaide, Júlio Cardona e do seu pai Ferreira da Silva, Ella Eleanore Amzel, do maestro José de Sousa e do músico Virgílio Augusto Freitas. Destes fundos fazem parte vários tipos de documentos, como partituras, programas de concertos, correspondência, etc.

De acordo com a notícia avançada pelo Jornal Público, foi apresentado em abril deste ano, um projeto que tem como objetivo a transferência do Museu para o Palácio Nacional de Mafra, um espaço mais adequado à magnitude desta coleção. A abertura está prevista para 2023.

 

 

MJS