2021/01/18

Peça do mês de janeiro



Lignito

Tipo de carvão com elevado teor de carbono na sua constituição (65% a 75%). Normalmente apresenta uma cor acastanhada. A sua extração é relativamente fácil e pouco dispendiosa na medida em que se encontra geralmente mais à superfície por ter sofrido uma pressão inferior. Em termos geológicos é um carvão recente e o único estritamente biológico e fóssil, formado por matéria orgânica vegetal. É utilizado no Laboratório de Ciências Naturais enquanto material de apoio às matérias de Geologia. Existem dois exemplares.

Está inventariado com o número ME/401250/1636 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária D. Dinis.


MJS

2021/01/14

Património Mundial de Portugal: Centro Histórico de Angra do Heroísmo

(Imagem da praça central da Ilha de Angra do Heroísmo, Açores. Retirada na internet)

O Centro Histórico de Angra do Heroísmo, localizado na Ilha Terceira, Açores é um conjunto arquitetónico considerado Património Mundial pela UNESCO a 7 de dezembro de 1983. Geograficamente, Angra do Heroísmo situa-se a meio da costa meridional da ilha, numa enseada sobre o mar.

A Terceira, tal como as restantes ilhas, tem uma origem geológica vulcânica que se reflete na paisagem com três maciços vulcânicos. A beleza natural manifesta-se na vegetação exuberante e nas pastagens.

A sua elevação a património mundial deve-se à sua importância histórica e aos edifícios que são exemplares únicos de arquitetura, criando um conjunto técnico e paisagístico de grande relevância e um dos exemplos mais representativos do urbanismo renascentista.

Os Açores eram conhecidos provavelmente desde o reinado de D. Afonso IV (1291 – 1357), mas foram oficialmente reconhecidos com a chegada de Gonçalo Velho a Santa Maria em, 1431, sendo as restantes ilhas (re)descobertas nos anos subsequentes.

(Vista aérea da Ilha de Angra do Heroísmo, Açores. Retirada na internet)

O território começou a ser ocupado cerca de 1450 através de uma carta de doação de D. Henrique a Jácome de Bruges. Apesar disso, em 1460 as ilhas da Graciosa e Terceira ainda estavam por povoar, pelo que foram entregues a D. Fernando, sendo a Ordem de Cristo responsável pelo desenvolvimento espiritual das mesmas. Com D. Afonso V, a Terceira é entregue a Álvaro Martins.

A ilha Terceira foi dividida pela infanta D. Beatriz em 2 capitanias: Angra, entregue a João Vaz Corte Real e Praia, entregue a Álvaro Martins.

A vila desenvolveu-se à volta do Castelo de S. Luís, tendo sido feitas importantes infraestruturas, como a canalização da Ribeira, o cais da Alfândega e a muralha da baía. Elevada a vila em 1478, Angra assiste a um grande desenvolvimento urbano ligado às navegações e descobrimentos portugueses, uma vez que era escala da maior parte destas expedições. Em 1534 tornou-se cidade, tendo sido construídos os edifícios principais: Sé de Angra (1570-1642), Colégio dos Jesuítas (1658), Câmara Municipal (1611) e fortificações de S. Sebastião e S. Filipe (posteriormente designada S. João Batista).

Em 1766 foi criada a Capitania Geral dos Açores, com sede em Angra. Com o Liberalismo, tornou-se a sede dos constitucionalistas. No decorrer do século XIX, a cidade permanece quase inalterada, até ao sismo de 1980 que destruiu cerca de 50% do património urbano. Houve um enorme esforço de restauro e reconstrução da cidade após este evento.

A planta da cidade tem uma estrutura axial, atravessada pela Rua da Sé. Aqui se encontra um dos mais importantes monumentos, a Sé de Angra, que é o principal edifício religioso. O Colégio dos Jesuítas, um majestoso edifício, ocupa uma posição de destaque no centro da cidade.

(Imagem do centro histórico da Ilha de Angra do Heroísmo, Açores. Retirada na internet)

O Convento de S. Francisco, pertencente à Ordem Franciscana, foi inicialmente uma pequena capela (século XVI), tendo ampliado as instalações, com uma influência bastante mais austera. Podem-se ainda referir, ao nível da construção religiosa, o Convento da Esperança, o Convento de S. Gonçalo, a Ermida de Nossa Senhora dos Remédios e a Igreja de S. João Batista.

Em toda a ilha existem pequenos edifícios dedicados ao culto do Divino Espírito Santo, pequenas ermidas bastante simples. A Festa do Divino Espírito Santo é a mais importante manifestação cultural da região, com procissões e diversos rituais.

A arquitetura militar tem igualmente grande destaque, como é o caso do Forte de S. João Batista que segue o modelo renascentista e o Forte de S. Sebastião.

No que respeita à arquitetura civil, um dos exemplos mais significativos é a Casa do Capitão, um edifício quatrocentista que pertenceu a Martins Homem e a Corte Real; a Casa de Dona Violante do Conto, um solar quinhentista; o Palácio Bettencourt, a Casa do Contratador Prudência e a Câmara Municipal.

A casa típica das ilhas é construída em pedra e possui um telhado elaborado em telha cerâmica de meia cana.

A Praça Velha é um dos locais mais emblemáticos de Angra, tendo sido desenhada pelo Mestra Maduro Dias, com o objetivo de se tornar o ponto de encontro entre dois arruamentos. É um espaço amplo, o verdadeiro centro da cidade, situada em frente da Câmara Municipal.


MJS


2021/01/11

Património Mundial, Cultural e Natural: Bens Patrimoniais em Portugal

(Logotipo da UNESCO - Património Mundial. Retirado da internet)


Em 1972 a UNESCO criou a Convenção do Património Mundial, Cultural e Natural, cujo objetivo é a proteção dos bens patrimoniais cujo valor é universalmente considerado excecional. Esse valor pode ser histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico, antropológico, natural, biológico, geológico ou mesmo habitats de espécies animais ou vegetais

São considerados Património Mundial, Cultural e Natural locais bastante diversos: um monumento, uma construção, um conjunto arquitetónico, uma vila ou região, uma caverna, um vale, uma zona natural, entre outros.

O Comité do Património Mundial e o Fundo do Património Mundial foram criados em 1976. O objetivo do Comité, que se reúne uma vez por ano, contando com a presença de representantes de 21 países, é responsável pela implementação do programa e da gestão de fundos, bem como a admissão do património na lista da UNESCO.

Em 1979 surgiram as primeiras inscrições na Lista do Património Mundial. Em junho de 2015 constavam 1007 bens desta listagem: 779 bens culturais, 197 bens naturais e 31 bens mistos.

Em 1980, Portugal depositou o instrumento de ratificação da Convenção. O Centro do Património Mundial, criado em 1992, é um organismo autónomo que gere todas as questões que se relaciona, com a Convenção do Património Mundial.

Em Portugal, a lista de locais que são Património Mundial é a seguinte:


1983

Centro histórico de Angra do Heroísmo (Açores)

Mosteiro da Batalha

Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém (Lisboa)

Convento de Cristo (Tomar)

 

1986

Centro histórico de Évora

 

1989

Mosteiro de Alcobaça

 

1995

Paisagem cultural de Sintra

 

1996

Centro histórico do Porto

 

1998

Sítios Pré-históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa

 

1999

Floresta Laurissilva da Madeira

 

2001

Centro Histórico de Guimarães

Alto Douro Vinhateiro

 

2004

Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, nos Açores

 

2012

Fortificação de Elvas

 

2013

Universidade de Coimbra

 

2019

Real edifício de Mafra – Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco, Tapada

Santuário do Bom Jesus do Monte, Braga

 

Em avaliação, encontram-se algumas listas indicativas para a candidatura de Bens a Património Mundial em Portugal, a saber:


Aqueduto das Águas Livres

Caminhos Portugueses de Peregrinação a Santiago de Compostela

Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros (extensão)

Complexo Industrial Romano de Salga e Conserva de Peixe em Troia

Conjunto de Obras Arquitetónicas de Álvaro Siza em Portugal

Costa Sudoeste

Deserto dos Carmelitas Descalços e Conjunto Edificado do Palace-Hotel no Bussaco

Dorsal Médio-Atlântica

Edifício-sede e Parque da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa

Fortalezas Abaluartadas da Raia

Ilhas Selvagens

Levadas da Madeira

Lisboa Pombalina

Lisboa Histórica, Cidade Global

Lugares de Globalização

Mértola

Montado, Paisagem Cultural

Rota de Magalhães. Primeira à volta do Mundo

Vila Viçosa, Vila ducal renascentista

 

MJS

2021/01/07

Agrupamento de Escolas do Alto do Lumiar

 

(Logotipo do Agrupamento de Escolas do Alto do Lumiar. Retirado da internet)

O Agrupamento de Escolas do Alto do Lumiar é uma instituição do ensino que integra escolas das freguesias do Lumiar e de Santa Clara, no concelho e distrito de Lisboa. O Agrupamento abrange uma população escolar urbana, pertencente a diversos núcleos populacionais e com múltiplas origens culturais, com uma importante presença de residentes de origem africana e alguns núcleos pertencentes à comunidade cigana.

Os referidos aglomerados populacionais distribuem-se pelas freguesias do Lumiar e de Santa Clara, a grande maioria reside na área de intervenção do Projeto Urbanístico do Alto do Lumiar, integrando famílias provenientes dos antigos bairros da Musgueira Sul, da Musgueira Norte, da Quinta Grande, da Quinta do Louro, da Quinta da Pailepa e do Bairro Novo das Galinheiras, cada um com especificidades e identidades próprias.

Os diferentes contextos familiares apresentam problemas socioeconómicos. Não deixa de ser significativo o facto de existir um elevado e crescente número de famílias a beneficiar do Rendimento Social de Inserção e da Ação Social Escolar. No geral, possuem baixo nível de escolaridade e de instrução formal, não valorizando o papel da escola na formação individual. Neste universo pouco qualificado academicamente, onde abunda o desemprego e a precariedade, a economia paralela surge como uma saída para quem vive situações de maior exclusão.

O Agrupamento de Escolas do Alto do Lumiar é constituído pelas escolas (i) EB 2,3 Alto do Lumiar (escola-sede); (ii) EB1/JI Dr. Nuno Cordeiro Ferreira; (iii) EB1/JI Padre José Manuel Rocha e Melo; (iv) EB1/JI das Galinheiras e (v) EB1/JI Maria da Luz de Deus Ramos.

 

1. Escola E.B. 2,3 do Alto do Lumiar – Escola Sede

 

(Imagem da entrada da escola EB 2,3 do Alto do Lumiar - Escola sede. Retirada do site do agrupamento)

A Escola EB 2,3 do Alto do Lumiar (escola sede), antiga escola D. José I [1], situa-se na Avenida Carlos Paredes, na freguesia do Lumiar, foi inaugurada no ano de 1986, como escola secundária. Integra o 2º e 3º ciclos, com alunos maioritariamente provenientes das freguesias do Lumiar e de Santa Clara. Neste ano letivo, em 2019/2020, a escola tem 470 alunos entre o 5º e o 9º ano (21 turmas) e 16 alunos na turma do Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF)[2]:

“EB 2/3 do Lumiar, antiga escola D. José I, foi edificada como uma escola provisória. Na década de 80, o Ministério da Educação decidiu construir a que deveria servir apenas de ‘apoio’ à já existente Escola do Lumiar nº1, que se encontrava sobrelotada e não tinha capacidade para integrar todos os alunos então existentes, provenientes dos bairros da Musgueira Norte, da Musgueira Sul e da Quinta Grande […].” (Cristiano, 2017).

  

2. Escola Básica Dr. Nuno Cordeiro Ferreira

 

(Imagem da entrada da Escola Básica Dr. Nuno Cordeiro Ferreira. Retirada do site do agrupamento)

A Escola Nº 91 foi construída no ano de 1967, na altura tinha uma ala destinada ao sexo masculino − chamada escola Primária N.º 91 e, à parte, outra ala para o sexo feminino − chamada Escola Primária Feminina N.º 102.

Após 1974, a Escola passou a ser mista a adotou a designação de Escola N.º 91. Esta escola é centenária e soube resistir ao tempo!

Atualmente, a escola denomina-se Escola Básica Dr. Nuno Cordeiro Ferreira [3], abriu portas na década de 60. Situa-se na freguesia do Lumiar, no Bairro da Cruz Vermelha. Em 2013, beneficiou de uma remodelação profunda. A escola foi modernizada e verificam-se melhores condições de funcionamento.

 

3. Escola Básica/JI Padre José Manuel Rocha e Melo

 

(Imagem da entrada da Escola Básica/JI Padre José Manuel Rocha e Melo. Retirada do site do agrupamento)


A Escola N.º 34 nasceu depois do 25 de 1974 no bairro da Musgueira Norte, localizada na freguesia do Lumiar. Em 2001, com o Plano de Urbanização da Alta de Lisboa (PUAL), ganhou umas novas instalações.

A referida escola, situa-se na Rua José Cardos Pires, atualmente denominada Escola Básica/JI Padre José Manuel Rocha e Melo, abrange uma população escolar proveniente de famílias do antigo bairro da Musgueira Norte e de famílias deslocadas dos bairros da Quinta Grande, da Quinta da Pailepa, entre outros.

A Escola Básica/JI Padre José Manuel Rocha e Melo, tem ampliado e motivado os seus alunos com atividades extracurriculares:


“A Escola EB Padre José Manuel Rocha e Melo recebeu, no dia 28 de abril o Programa de Educação Olímpica que está a ser implementado em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, nas escolas do 1.º ciclo do município. A atividade iniciou-se com uma sessão de apresentação do Programa de Educação Olímpica para os Professores da escola. Seguiu-se uma palestra para toda a comunidade escolar onde o Atleta Olímpico Joaquim Videira, da modalidade de Esgrima, partilhou a sua experiência olímpica e a importância do uso dos valores Olímpicos: Amizade, Respeito e Excelência, não só no desporto, mas também no dia-a-dia.” (EB Padre José Manuel Rocha e Melo, 2016).

 

4. Escola Básica/JI das Galinheiras

 

(Imagem da entrada da Escola Básica/JI das Galinheiras. Retirada do site do agrupamento)

A Escola Básica 1.º Ciclo / Jardim-de-Infância das Galinheiros foi inaugurada em setembro de 2010 e nasceu da necessidade de se criar um novo equipamento escolar na Alta de Lisboa, desta feita na Freguesia da Ameixoeira, no âmbito do Programa Escola Nova − o Programa Escola Nova, iniciado em 2008, assume como missão tornar e criar as escolas e os jardins-de-infância da rede pública de Lisboa em espaços de aprendizagem que sejam confortáveis, dinâmicos e acolhedores.

“O Programa Escola Nova, lançado em 2008 pelo então presidente da Câmara de Lisboa (CML), António Costa, com o objetivo de modernizar o parque escolar da cidade, era ambicioso: construir nove escolas novas e recuperar outras 48 até ao fim do atual mandato autárquico. O resultado ficou, porém, aquém das expectativas.” (Rodrigues, 2018).

A Escola Básica/JI das Galinheiras situa-se na Rua Maluda, na freguesia de Santa Clara. No ano letivo de 2012/2013 a escola tem 215 alunos distribuídos por 2 turmas do pré-escolar e 8 turmas do 1º ciclo. Este estabelecimento conta com 7 assistentes operacionais, 3 educadoras e 11 docentes do 1º ciclo. Encontra-se em funcionamento uma Unidade de Apoio a Alunos com Multideficiência (U.A.A.M.)[4], de 1º ciclo.

 

5. Escola Básica/JI Maria da Luz de Deus Ramos

(Imagem da entrada da Escola Básica/JI Maria da Luz de Deus Ramos. Retirada do site do agrupamento)

A Escola Básica/JI Maria da Luz de Deus Ramos [5], anterior Escola N.º 185, situa-se no Bairro das Galinheiras, na freguesia de Santa Clara, junto à Estrada Militar, foi construída no âmbito do Plano dos Centenários.

“Em 1940 inicia-se uma nova fase de construções escolares: ‘Plano dos Centenários’, que permitiram a construção dos Edifícios Escolares, começaram a ser concretizados a partir da década de 40, através de um sistema centralizador e regulamentado, com raízes que assentam fortemente na construção história do estado e que se intensificaram durante o Estado Novo, pelas características ideológicas e políticas do regime.” (Pimenta, 2006:29).

 

O Plano dos Centenários constituiu um projeto de construção de escolas em larga escala, levado a cabo pelo Estado Novo em Portugal, entre 1941 e 1969. As escolas do Plano dos Centenários, com a sua arquitetura típica, acabaram por se tornar numa imagem de marca de Portugal, existindo pelo menos um exemplar em quase todas as povoações do país.

As escolas foram construídas, segundo o estilo arquitetónico conhecido como Português Suave, incorporando caraterísticas da arquitetura tradicional. Foram estabelecidas tipologias-base, que seriam adaptadas às condições locais, segundo o número de alunos a receber e o clima da região. Normalmente, cada escola englobava duas ou quatro salas de aula, uma cozinha, instalações sanitárias e um alpendre.

 

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Como acabamos de verificar, neste Agrupamento, coabitam famílias oriundas de vários bairros, que trazem consigo rivalidades e atritos já antigos. As famílias não conseguem proteger os mais jovens deste ambiente, o que tem repercussões no seu comportamento e na disponibilidade para a aprendizagem em contexto formal.

 

As Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas do Alto do Lumiar são, por assim dizer, unidades científico-pedagógicas, constituídas por um conjunto de recursos físicos (instalações, equipamentos, fundo documental) e humanos (professores e alunos), organizados de modo a oferecerem à comunidade escolar elementos que contribuam para a construção do conhecimento e, portanto, para a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos.

 

Atualmente são quatro bibliotecas que estão integradas na Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e devem, por isso, respeitar o conjunto de princípios e orientações que constituem a base conceptual do Programa RBE

 

As bibliotecas escolares dispõem de instalações próprias, adequadas às suas funções e para sua utilização exclusiva, incluem espaços com diferentes valências e os equipamentos necessários para a recolha, tratamento, produção e divulgação de documentos diversificados.


P. M.  

 


BIBLIOGRAFIAA:

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO ALTO DO LUMIAR (2018) Regulamento interno, 2019/2021 [em linha]. Lisboa: AEAL [Consult. 13 de novembro de 2020]. Disponível: https://www.aelumiar.com/site/wp-content/uploads/2018/10/REGULAMENTO-INTERNO_2018_2021.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO ALTO DO LUMIAR (s.d.) Plano Anual de Atividades [em linha]. Lisboa: AEAL [Consult. 13 de novembro de 2020]. Disponível:

https://www.aelumiar.com/site/wp-content/uploads/2018/12/PAA_2018.pdf

 

ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS EDUCAÇÃO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO ALTO DO LUMIAR (s.d.). EB1 Maria da Luz de Deus Ramos [em linha]. Lisboa: APEAL [Consult. 12 de novembro 2020]. Disponível:

https://apaltodolumiar.wordpress.com/escolas/escola-basica-maria-da-luz-de-deus-ramos/

 

ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS EDUCAÇÃO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO ALTO DO LUMIAR (2009). EB1 Padre José Manuel Rocha e Melo [em linha]. Lisboa: APEAL [Consult. 12 de novembro 2020]. Disponível:

https://apaltodolumiar.wordpress.com/escolas/escola-basica-de-1%C2%AA-ciclo-nr34-da-musgueira-norte/

 

ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS EDUCAÇÃO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO ALTO DO LUMIAR (2012). EB1 Dr. Nuno Cordeiro Ferreira [em linha]. Lisboa: APEAL [Consult. 12 de novembro 2020]. Disponível:

https://apaltodolumiar.wordpress.com/escolas/escola-basica-de-1%C2%BA-ciclo-nr-91-da-cruz-vermelha/

 

ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS EDUCAÇÃO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO ALTO DO LUMIAR (2012). Escola EB1/JI – Galinheiras [em linha]. Lisboa: APEAL [Consult. 12 de novembro 2020]. Disponível:

https://apaltodolumiar.wordpress.com/escolas/escola-eb1ji-galinheiras/

 

CRISTINO, Sofia (2017). “Na Escola EB 2/3 do Lumiar há alunos com mantas nas aulas para aguentarem o frio” [em linha]. Lisboa: O Corvo, sitio de Lisboa,13 fevereiro, 2017 [Consult. 13 de novembro de 2020]. Disponível:

https://ocorvo.pt/na-escola-eb-23-do-lumiar-ha-alunos-com-mantas-nas-aulas-para-aguentarem-o-frio/

 

EB PADRE JOSÉ MANUEL ROCHA E MELO (2016). Apresentação do Programa de Educação Olímpica na Escola EB Padre José Manuel Rocha e Melo​ [em linha]. Lisboa: E.B. PJMRM[Consult. 13 de novembro de 2020]. Disponível:

http://www.eduolimpica.comiteolimpicoportugal.pt/Pages/Atividade.aspx?at=RWVFVLb9wU256jsgSObcUA

 

PIMENTA, Paulo Sérgio Pereira (2006). A Escola portuguesa: do “Plano dos Centenários” à Construção da Rede, Escolar no Distrito de Vila Real [em linha]. Guimarães: Universidade do Minho: Instituto de Educação e Psicologia (Tese de Mestrado em Educação, Área de Especialização História da Educação e Pedagogia). [Consult. 13 de novembro de 2020]. Disponível:

http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6973/1/A%20Escola%20Portuguesa%20Tese.pdf

 

RODRIGUES, José (2018). “Câmara de Lisboa prometeu nove escolas, mas só fez duas” [em linha]. Correio da Manhã, 26 de fevereiro de 2017 [Consult. 13 de novembro de 2020]. Disponível: https://www.cmjornal.pt/portugal/cidades/detalhe/camara-de-lisboa-prometeu-nove-escolas-mas-so-fez-duas

 



[1] D. José I (6 de junho de 1714 – 24 de fevereiro de 1777), de nome completo José Francisco António Inácio Norberto Agostinho de Bragança, cognominado O Reformador devido às reformas que empreendeu durante o seu reinado, foi Rei de Portugal da Dinastia de Bragança desde 1750 até à sua morte. Casou em 1729 com Mariana Vitória de Espanha. O reinado de José I é sobretudo marcado pelas políticas do seu primeiro-ministro, o Marquês de Pombal, que reorganizou as leis, a economia e a sociedade portuguesas, transformando Portugal num país moderno. A 1 de novembro de 1755, José I e a sua família sobrevivem à destruição do Paço Real no Terremoto de Lisboa por se encontrarem na altura a passear em Belém. Depois desta data, José I ganhou uma fobia de recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda em Lisboa. A partir deste ano a escola passa a chamar-se Escola Básica 2,3 do Alto do Lumiar ficando assim com o mesmo nome do Agrupamento.

[2] O Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF) é uma medida socioeducativa, de caráter temporário e excecional, a adotar depois de esgotadas todas as outras medidas de integração escolar, que visa favorecer o cumprimento da escolaridade obrigatória e a inclusão social, conferindo uma habilitação escolar de 2.º ou 3.º ciclo.

[3]Nuno Cordeiro Ferreira é uma figura central na saúde em Portugal, ainda antes da criação do Serviço Nacional de Saúde e depois da criação deste. Desde que, em 1949, concluiu a licenciatura pela Faculdade de Medicina da Universidade Clássica de Lisboa, Nuno Tornelli Cordeiro Ferreira fez toda a sua carreira hospitalar nos Hospitais Civis de Lisboa, muito em particular no Hospital de Dona Estefânia, onde chegou a diretor clínico. Como docente, iniciou o seu percurso em 1959 no Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT). Foi aqui que se doutorou, alcançando o estatuto de catedrático de Higiene Materno-Infantil e Pediatria Social. De 1980 a 1984 foi também diretor do IHMT. Ainda no campo universitário, o seu nome ficou ligado, desde 1977, à então criada Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, hoje Nova Medical School. Professor Catedrático de Pediatria, Presidente do Conselho Pedagógico, Presidente do Conselho Científico e seu Diretor entre 1990 e 1996. Foi membro do Conselho de Saúde do Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC). Foi presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, e foi fundador e presidente da Sociedade de Pediatria de Língua Portuguesa. Em 1994, pelas mãos do então Presidente da República Mário Soares, foi condecorado como Grande-Oficial da Ordem de Santiago da Espada. Em 1999 foi galardoado pela Fundação Alfred Toepfer de Hamburgo com o prémio Montaigne, pelos seus contributos humanistas para a cultura europeia.

[4] O Decreto-Lei nº 3/2008 prevê a criação de unidades de ensino estruturado para a educação de alunos com perturbações do espetro do autismo e unidades de apoio especializado para alunos com multideficiência e surdocegueira congénita. As unidades especializadas não são, em situação alguma, mais uma turma da escola. São um recurso educativo especializado para dar resposta a alunos com multideficiência. Todos os alunos têm uma turma de referência, que pertencem e frequentam. A intervenção centrada nestes alunos é especializada, individualizada e personalizada, e pretende desenvolver competências de comunicação, de socialização e de autonomia. 

[5] Maria da Luz de Deus Ramos Ponces de Carvalho, nasceu em Lisboa, na freguesia de S. Sebastião da Pedreira, no dia 27 de junho de 1918. Bacharel dos cursos de preparação de Professores Adjuntos, dos 8º e 11º Grupos, do Ensino Técnico e Profissional da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e ainda, com o curso de Ciências Pedagógicas da mesma Universidade. Neta do poeta João de Deus e segunda filha do pedagogo João de Deus Ramos, foi a principal continuadora da sua Obra. Desde 1943 e sob orientação de seu pai, exerceu atividades educativas nos Jardins-Escolas João de Deus, lecionando em simultâneo a disciplina de Educação Sensorial no Curso de Educadoras de Infância pelo Método João de Deus. Fundadora do Comité Português da OMEP – Organização Mundial de Educação Pré-Escolar em 1979. Faleceu a 8 de dezembro de 1999.

 

2021/01/04

Património imaterial de Portugal: Olaria de Bisalhães

(Imagem de vários exemplares da olaria de Bisalhães. Retirado da internet)

A olaria de Bisalhães, também conhecida por louça preta, é uma técnica ancestral que produz peças de barro de cor negra. É característica da aldeia de Bisalhães, em Vila Real e foi declarada Património cultural imaterial da humanidade em 2016. A sua preservação é urgente uma vez que existem apenas cinco oleiros que se dedicam a esta atividade.

O registo mais antigo que temos deste tipo de louça data século XVI. Existem peças de caráter utilitário, mais grosseira e pouco decorada, a “louça-churra” e peças decorativas, a “louça fina”.

(Imagem de uma jarra da olaria de Bisalhães. Retirado da internet)


A produção é uma atividade familiar, com tarefas repartidas pelos vários membros: o homem trabalha a roda e coloca a louça no forno, a mulher e os filhos preparam o barro e a água. O barro era originalmente extraído nas barreiras de Parada de Cunhos, junto a Bisalhães na altura da primavera ou verão.

(Imagem de dois exemplares típicos da olaria de Bisalhães. Retirado da internet)


O barro é depois guardado na oficina e posteriormente amassado com água. A confeção das peças é feita na roda de oleiro. Depois as peças são cozidas pelos oleiros em fornos abertos na terra, onde se queimam giestas, caruma e carqueja que, depois de abafadas com terra, dão a cor negra aos produtos.

Atualmente muita da louça de Bisalhães é pintada, com o objetivo de a tornar mais atrativa, adaptando-se ao gosto dos consumidores. As mulheres são responsáveis pela decoração destas peças: começam por polir e depois introduzem elementos decorativos inspirados na natureza: flores, folhas, estrelas, espirais….

Para saber mais, aceda à página da Câmara Municipal de Vila Real.

 

MJS

2020/12/31

Património imaterial de Portugal: Falcoaria

(Imagem de um falcão, pousado na luva do treinador. Retirada da internet)


Em 2010, a arte da Falcoaria foi declarada património imaterial da humanidade, consagrando uma das mais antigas relações entre o homem e as aves.

A origem desta atividade encontra-se, provavelmente, no Extremo Oriente, mas existem vários registos arqueológicos da sua prática noutras regiões como o Irão, o Egipto, a Turquia, entre outros.

(Imagem de um treino de um falcão. Retirado da internet)

A falcoaria é, por definição, a arte de criar e treinar aves de rapina, nomeadamente falcões, para a caça. Este método milenar foi transmitido de geração em geração, chegando aos dias de hoje.

Em Portugal, pensa-se que esta modalidade terá sido trazida aquando das invasões muçulmanas. Está devidamente assinalada desde a fundação da nacionalidade.

O período de esplendor da falcoaria foi, sem dúvida, a época medieval, podendo destacar-se o reinado de D. Fernando. Era uma arte dominada pelas elites aristocráticas, um verdadeiro símbolo de estatuto social elevado. É importante não esquecer que ovos e crias destes pássaros eram dispendiosos e era preciso bastante tempo, espaço e recursos financeiros para treinar as aves.

A perda da independência portuguesa fez diminuir a dedicação a esta arte, muito embora tenha sido publicado em 1616 a Arte da Caça de Altaneria, de Diogo Fernandes Ferreira, uma compilação dos conhecimentos da época relativamente à caça com falcões.

(Imagem da cabeça de um falcão. Retirada da internet)

Após a restauração da independência, a realeza volta a investir na falcoaria mandando construir a Real Falcoaria de Salvaterra de Magos, que se destacava entre os países da Europa.

Com o desenvolvimento das armas de fogo e as Invasões Francesas, a Falcoaria foi uma prática votada ao abandono, sem nunca desaparecer por completo.

Atualmente caracteriza-se por uma dedicação às aves de presa, respeitando a sua natureza. O declínio desta prática deve-se ao abandono rural, pelo que se torna muito importante a preservação desta tradição.

A candidatura foi apresentada pelo município de Salvaterra de Magos, localidade com ampla tradição nesta área.

Para mais informações sobre esta tradição milenar poderá aceder à página da Falcoaria Real de Salvaterra de Magos ou à Associação Portuguesa de Falcoaria. 

 

MJS

2020/12/28

Património imaterial de Portugal: Fado

(Imagem de uma guitarra portuguesa coberta com um xaile. Retirada da internet)

O Fado foi a primeira expressão artística a ser declarada pela UNESCO como património cultural imaterial da humanidade em Portugal, em 2011.

A origem deste característico estilo musical perde-se no tempo: alguns estudiosos apontam para os Cânticos Mouros dos bairros de Lisboa, outros para uma fusão entre a música africana e as canções em voga nos séculos XVIII e XIX, mas nada é certo.

Fado é uma palavra de origem latina e significa “destino, o que lhe moldou o carácter mais denso e grave, a referência à saudade e às emoções fortes.

O que é consensual é que o Fado nasceu na Lisboa oitocentista, em contexto popular ou até marginal de convívio e lazer. Na Lisboa boémia cantavam-se os temas do quotidiano que se inspiravam em ambientes frequentados por prostitutas, marinheiros ou marialvas.

Apesar desta inspiração marcadamente popular, aristocracia também se rendeu aos encantos do Fado. O mito do envolvimento amoroso do Conde de Vimioso com Maria Severa Onofriana (1820 – 1846), ficará para sempre um referencial da comunidade.


(Quadro Painel do Fado de José Malhoa. Retirado da internet)


A partir de 1870, o Teatro de Revista começa a integrar o Fado nos momentos musicais. Durante esta fase, a guitarra define-se como o acompanhamento por excelência deste tipo musical.

O Fado esteve igualmente ligado a eventos festivos populares em Lisboa, em representações teatrais ou até ao carnaval. A rádio teve uma importância fundamental na divulgação deste estilo, apesar da censura, em 1927, ter travado a sua evolução. Entre os fados mais antigos que conhecemos encontra-se o Fado do Marinheiro, modelo para as composições futuras. Daqui nasceram vários estilos como o fado castiço, boémio, aristocrata, corrido, entre outros.

A partir da década de 30 do século XX, o fado tem uma ampla divulgação, com novos espaços e interpretes e com o aparecimento das Casas de Fado na zona do Bairro Alto bem como as companhias de fadistas profissionais. A censura deixou algumas marcas na sua evolução, tendo-se perdido um pouco o caráter de improviso para dar espaço à profissionalização.

Os primeiros registos discográficos datam do início do século XX, mas com um mercado nacional incipiente.

O início do cinema sonoro em Portugal vem dar um novo fôlego ao Fado, integrando fadistas nos seus elencos: Amália Rodrigues, Fernando farinha, Hermínia Silva, Berta Cardoso, Deolinda Rodrigues, Raul Nery ou Jaime Santos.

Os anos de ouro do Fado incluem as décadas de 1940 a 1960, quando surgem os grandes nomes e os grandes interpretes. Se anteriormente as letras eram anónimas, agora o fado mistura-se com a poesia e com alguns dos maiores poetas portugueses, a par do enorme contributo do compositor Alain Oulman. Amália Rodrigues torna-se um ícone do Fado.


(Imagem de Amália Rodrigues retirada da internet)


A partir do 25 de abril de 1974, o Fado, conotado com o regime anterior, é um pouco posto à margem das novas elites intelectuais. Essa importância só será retomada com a estabilização da democracia.

Para mais informações, visita virtual e visita ao Roteiro do fado em Lisboa, aceda ao Museu do Fado. 


MJS