2015/02/03
Tardes no Thalia - Sessão de 4 de Fevereiro de 2015
2015/01/28
O Laboratório de Química - Os Materiais - II
A porcelana é utilizada em materiais de laboratório pela sua resistência e isenção de porosidade. É formada por argila, quartzo, caulim e feldspato. Trata-se de um produto cerâmico de cor branca que se distingue de outro tipo de materiais.
Podemos referir as tinas, um dos equipamentos mais comuns,
utilizadas geralmente para experiências com mercúrio. Neste caso, o modelo
apresentado, tem forma de banheira com bico e dois degraus interiores, e serve
normalmente para recolher o mercúrio.
Muitas vezes é utilizada em conjunto com uma colher de cabo chato, também elaborada em porcelana que serve para recolha de materiais.
O almofariz com pilão, embora possa ser elaborado noutro tipo de
materiais como a pedra, o vidro ou até a madeira, é um recipiente que
serve para a trituração e pulverização de sólidos, em poucas quantidades.
O cadinho é outro dos utensílios utilizados em
contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Química. Sendo de porcelana,
serve para o aquecimento a seco (calcinação), para a eliminação de substâncias
orgânicas, ou para a secagem e fusões. Pode ser utilizado com o bico de Bunsen
ou com a mufla. Estes recipientes têm um formato arredondado, cor branca e uma
tampa que possui uma pega. Podem ser elaborados noutro tipo de materiais.
Embora já referido, o funil de porcelana, com base em borracha é
outro dos materiais mais comuns em laboratório. No seu interior encontram-se
pequenos furos e serve para transferir líquidos ou para filtrações.
Bibliografia:
Museu Virtual da Educação (2014) [em linha].
http://edumuseu.sg.min-edu.pt/
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano
(2014) [em linha].
http://mfisica.nonio.uminho.pt/
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
Baú da Física e Química. Instrumentos antigos de Física e Química
de escolas secundárias em Portugal (2014) [em linha]
http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
MJS
2015/01/21
O Laboratório de Química - Os Materiais- I
No laboratório de química são utilizados vários tipos de
materiais com funções e propriedades bastante diferentes. É o caso do vidro.
Um dos equipamentos mais comuns é o balão de vidro, de fundo
chato ou redondo.
O balão de fundo chato utiliza-se para a dissolução
de substâncias através da agitação das mesmas para formar soluções. Pode ser
aquecido e no seu interior realizam-se reações diversas com desprendimento de
gases.
O balão de fundo redondo tem formato esférico, com um gargalo na extremidade superior para enchimento e ligação a outras peças de equipamento laboratorial. É mais utilizado para processos de destilação, servindo de recipiente para o aquecimento energético do fluido até este entrar em ebulição.
As pipetas e tubos de ensaio são igualmente
materiais comuns no âmbito laboratorial para testar reações com pequenas
quantidades de reagentes ou para transferir líquidos de um recipiente para
outro.
O copo graduado, ou balão volumétrico, possui uma
medida exata de volume e é utilizado para diluir ou preparar soluções com bastante
rigor.
Também a proveta ou cilindro graduado faz parte
deste material de laboratório, servindo para medir e transferir líquidos, sem
muita precisão. A par deste tipo de recipientes podem referir-se tubos de
carga, pipetas volumétricas e pipetas regulares.
O excicador é utilizado nos laboratórios de química
para levar o P2OP5 ou sulfato de cobre anidro a secar na atmosfera interior do
recipiente. Neste caso é apresentado um excicador em vidro que no seu interior
deverá comportar uma placa cerâmica ou metálica circular com orifícios, apoiada
no rebordo interior do recipiente que permite assentar copos ou frascos com
substâncias a proteger da humidade. A tampa é esmerilada.
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A par deste tipo de materiais existem vários recipientes em vidro destinados a conter substâncias químicas de delicado manuseamento, utilizadas na realização de experiências.
São geralmente frascos cilíndricos, de diversos tamanhos onde
se acondicionam os reagentes.
Os óculos de proteção fazem parte do equipamento de
segurança de um laboratório, para proteger a visão enquanto se trabalha com
químicos reagentes suscetíveis de causar danos aos utilizadores.
Para além dos equipamentos de utilização diária também
existem alguns instrumentos científicos elaborados em vidro. É o caso do
aparelho de Kipp usado no laboratório de química para a produção de
pequenas quantidades de gases, tais como o dióxido de carbono e o sulfureto de
hidrogénio. Consiste em duas peças de vidro. A peça superior tem a forma de
pera com uma larga abertura esmerilada na parte superior, acabando sob a forma
de um tubo cilíndrico, que entra na parte superior da outra peça de vidro. Esta
ultima, tem duas formas esféricas unidas por uma garganta, sendo uma mais larga
do que a outra. A peça tem ainda duas tubuladuras, estando uma delas tapada com
uma rolha de vidro. Estas tubuladuras servem para regular o desprendimento de
gases.
Bibliografia:
Museu Virtual da Educação (2014) [em
linha].
http://edumuseu.sg.min-edu.pt/
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
Museu da Física da Escola Secundária
Alexandre Herculano (2014) [em linha].
http://mfisica.nonio.uminho.pt/
[Consulta: 26 de agosto de 2014]
Baú da Física e Química. Instrumentos
antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2014) [em
linha]
http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
MJS
2015/01/14
Peça do mês de janeiro-2015
2015/01/07
Congresso - "Arquivos e Património da Sociedade Civil"
2014/12/30
Exposições de Giambattista Bodoni
2014/12/23
O Laboratório de Química no Museu Virtual da Educação: o espaço
Um laboratório é um espaço equipado com
diversos instrumentos para a realização de experiências e pesquisas
científicas, de acordo com a área da ciência a que se destina. Deve obedecer a
regras básicas de segurança, como é o caso do controlo de condições ambientais.
São vários os laboratórios de química
existentes em escolas do ensino secundário que ainda mantêm as suas
caraterísticas originais, bem como alguns dos objetos de uso diário. Desta
forma, iremos apresentar algumas imagens de antigos laboratórios e de peças
ainda existentes, disponibilizadas através do Museu Virtual da Educação.
Para que se compreenda a história do
ensino da química, faremos uma brevíssima contextualização histórica. Um dos
marcos mais relevantes em Portugal foi a reforma na Universidade de Coimbra,
levada a cabo pelo Marquês de Pombal em 1772. No entanto, anteriormente já
tinham sido feitos vários estudos, ligados sobretudo à necessidade de defesa do
território, ao nível da matemática, da astronomia ou da balística.
Após a expulsão da Companhia de Jesus,
toda a estrutura da Universidade foi alterada, na tentativa de a aproximar ao
desenvolvimento científico europeu. Foi criada a Faculdade de Matemática e de
Filosofia Natural que incluía a química, a física e a história natural. Como
tal, impunha-se a existência de um Gabinete de Física Experimental, equipado
com instrumentos didáticos e um “Laboratório Chímico”.
Nesse sentido, Portugal acolheu vários
professores estrangeiros, como é o caso de Domingos Vandelli (1735-1816),
químico e naturalista, originário de Pádua. Implementou o ensino da química e
da botânica, sendo o responsável pelo Jardim Botânico da Universidade, e mais
tarde pelo Jardim Botânico do Palácio da Ajuda, em Lisboa.
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Figura 2 |
Também várias obras versando sobre esta
temática começaram a ser publicadas em Portugal, após a chegada de um sobrinho
do famoso químico francês Nicolas Lémer, João Vigier (1662-1723).
Em 1779 foi criada a Academia Real das
ciências pela rainha D. Maria I, tendo como membros fundadores o Duque de
Lafões, Domingos Vandelli, o Abade Correia da Serra e o Padre Teodoro de
Almeida. Através da Academia houve um enorme intercâmbio cultural com a Europa.
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Figura 4 |
A introdução do ensino da química nos
currículos do ensino liceal levou ao apetrechamento de várias escolas com
laboratórios e material didático para a realização de experiências.
É o caso das típicas bancadas de laboratório, com tampo plano e retangular, em madeira e com ardósias para proteger uma tina. No tampo, junto à aresta posterior, estão embutidos quatro bicos de gás. Na ilharga direita, encontra-se aparafusado um lavatório em porcelana, com torneira metálica. Na parte posterior da bancada, existe uma abertura para encaixar a cadeira rotativa do professor. Do lado direito da abertura existe um armário com duas portas e à sua direita, um conjunto de quatro gavetas com puxadores metálicos.
Existem igualmente modelos mais simples com
tampo em ardósia, plano e retangular. Ao centro, possui um suporte em madeira
com apoio metálico para sete tubos de ensaio. Ao meio, tem uma tina retangular
com duas torneiras em latão
Tem um corpo central revestido por
painéis de madeira retangulares para despejos e três gavetas, horizontais,
junto ao tampo, com malhetes em rabo-de-andorinha. As gavetas têm puxadores retangulares
em madeira e espelho metálico para a chave.
Para outro tipo de experiências são
utilizadas as ”hotte”, ou seja, uma cabine onde se geram gases em concentrações
perigosas para a saúde dos utilizadores. Fechada por todos os lados, com uma
moldura de vidro e bancada, possui um sistema de ventilação, que permite
através da janela, manipular os objetos. Tem um tampo plano e retangular, em
pedra e em baixo possui três gavetas e três portas, com puxadores de madeira retangulares.
MJS
Bibliografia:
Museu Virtual da Educação (2014) [em
linha].
http://edumuseu.sg.min-edu.pt/
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
Museu da Física da Escola Secundária
Alexandre Herculano (2014) [em linha].
http://mfisica.nonio.uminho.pt/
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
Baú da Física e Química. Instrumentos
antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2014) [em
linha]
http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx
[Consulta: 19 de agosto de 2014]


























