2024/12/12

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Liceus: Liceu Nacional de Cascais, São João do Estoril

 

- Liceu Nacional de Cascais, S. João do Estoril -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - o Liceu Nacional de Cascais, S. João do Estoril, Cascais.


(No topo pode observar-se o átrio de entrada. Em baixo, a imagem da fachada da escola)

 

 

(No topo, a imagem de um laboratório. Em baixo, uma imagem de outro laboratório com instrumentos mais modernos e a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

 

 

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.

 

 

P. M. 

 

2024/12/09

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: Bento de Jesus Caraça (1901 – 1948)

 

(Imagem do autor retirada da internet)
 

Bento de Jesus Caraça nasceu a 18 de abril de 1901 em Vila Viçosa, filho de João António Caraça e de Domingas Espadinha, trabalhadores rurais. Aprendeu a ler e a escrever com um dos trabalhadores, tendo a concluído a instrução primária em 1911. Frequentou o curso liceal no Liceu de Santarém e terminou –o no Liceu de Pedro Nunes em Lisboa em 1918.

Em 1923 licenciou-se no Instituto Superior do Comércio e em 1924 foi nomeado Primeiro Assistente. Em 1927 ascendeu a professor extraordinário e em 1929 a professor catedrático de Matemáticas Superiores.

Apoiou a Universidade Popular Portuguesa desde a sua fundação, em 1919, e integrou o seu Conselho Administrativo. Em 1936 fundou o Núcleo de Matemática, Física e Química com outros doutorados nesta área. Em 1938, juntamente com Mira Fernandes e Beirão da Veiga, fundou o Centro de Estudos de Matemáticas Aplicadas à Economia, do qual foi presidente até 1946.

Em 1940 foi criada a Gazeta da Matemática em colaboração com António Aniceto Monteiro, Hugo Batista Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar Nunes. No ano seguinte, surgiu a Biblioteca Cosmos dedicada à divulgação de livros científicos e culturais. Foi aqui que publicou a obra Conceitos Fundamentais de Matemática, que alterou a abordagem da história da Matemática.

Após a implantação do Estado Novo, Bento de Jesus Caraça envolveu-se em várias atividades políticas antifascistas. Foi membro do Movimento de Unidade Nacional Antifascista- MUNAF, criado em 1943 e presidente do Movimento de Unidade Democrática- MUD, criado em 1945.

Entre 1943 e 1944 foi presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática juntamente com Aureliano de Mira Fernandes. Em 1946 foi preso pela PIDE e afastado do ensino.

Bento de Jesus Caraça denunciou alguns problemas do sistema de ensino da matemática como a extensão dos programas e das matérias lecionadas. Lutou pelo acesso de todos à cultura e à educação. Um dos seus escritos mais marcantes foi a conferência de 1933, A cultura integral do indivíduo, onde refletiu sobre cultura, sabedoria, liberdade e civilização.

 


Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003.


MJS


2024/12/05

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Liceus: Liceu Nacional de Bragança

 

- Liceu Nacional de Bragança -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - o Liceu Nacional de Bragança.


(No topo pode observar-se a fachada da escola. Em baixo, uma vista dos pavilhões.)

  

 

(No topo, a imagem de um laboratório. Em baixo, uma imagem de um pavilhão e a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

 

 

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.

 

 

P. M. 

 

2024/12/02

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: Faria de Vasconcelos (1880 – 1939)

 


(Imagem do autor retirada da internet)

 

António de Sena Faria de Vasconcelos Cabral Azevedo nasceu em Castelo Branco a 2 de março de 1880, filho de Luís Cândido de Faria e Vasconcelos, licenciado em direito e delegado do Procurador Régio e de Maria Rita de Sena Belo de Vasconcelos.

Foi aluno do Colégio do Espírito Santo de Braga até 1895 e posteriormente licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1901 com a tese O Materialismo Histórico e a Reforma Religiosa do Século XVI.

Em 1902 publicou a obra O Ensino Ético-Social das Multidões, em que sustentou a teoria de que as sociedades modernas se encontravam debilitadas, sendo necessária uma nova educação moral e científica, através da educação.

Desde cedo se interessou pela vertente pedagógica e educativa como forma de transformação social. Nesse sentido, frequentou a Universidade Nova de Bruxelas onde obteve o grau de Doutor em Ciências Sociais em 1904 com a tese Esquisse d’une Théorie de la Sensibilité Sociale. Entre 1904 e 1914 foi regente de Psicologia e Pedagogia no Instituto de Altos Estudos.

Faria de Vasconcelos aderiu ao movimento da Escola Nova, cujo núcleo mais ativo se situava no Instituto Jean-Jacques Rousseau. Em 1912, o educador fundou a Escola de Bierges em Bruxelas, cuja experiência foi relatada na obra Une École Nouvelle en Belgique publicada em 1915. Nesta escola cumpriram-se 28,5 dos 30 princípios da escola nova, de acordo com o Bureau International des Écoles Nouvelles.

Devido à eclosão da Primeira Guerra Mundial, o pedagogo mudou-se para Genève em 1914 onde exerceu funções docentes no Instituto jean-Jacques Rousseau. Mais tarde, realizou um trabalho de destaque em Cuba (1915-1917) e na Bolívia (1917-1920) que se estendeu a toda a América Latina através da obra Didactica de la Escuela Nueva.

Em 1921 regressou a Portugal e passou a exercer o cargo de professor de Pedagogia na Escola Normal Superior. Foi cofundador do Grupo Seara Nova, tendo participado ativamente na revista Seara Nova, na Educação Popular e n’ A Batalha.

Tornou-se Assistente da Faculdade de Letras de Lisboa em 1922 e publicou alguns artigos sob o título Bases para a Solução dos Problemas da Educação Nacional que estruturaram a reforma da educação de João Camoesas.

Empenhou-se na organização da Universidade Popular Portuguesa, fundada em 1919 por Ferreira de Macedo. Em 1924 publicou a obra Lições de Psicologia Geral e em 1925 fundou o Instituto de Orientação Profissional em Lisboa.

Em 1931 envolveu-se na organização do Instituto Dr. Navarro de Paiva em articulação com o Instituto de Reeducação Mental e Pedagógica. O Instituto destinava-se a jovens do sexo masculino entre os 9 aos 16 anos que seriam úteis à sociedade através de uma reeducação e da prática de um ofício adequado.

Seria interessante relembrar o artigo publicado neste blogue sobre Faria de Vasconcelos e o seu respetivo espólio bibliográfico e arquivístico, em 2011.

 


Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003.


MJS


2024/11/28

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Liceus: Liceu Nacional da Amadora, Oeiras

 

- Liceu Nacional da Amadora -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - o Liceu Nacional da Amadora, Oeiras.



(Na imagem podem observar-se os vários pavilhões que constituem a escola)

 

 

(No topo, a imagem de um laboratório de química. Em baixo, a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

 

 

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.

 

 

P. M. 

 

2024/11/25

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: António Sérgio (1883 – 1969)

  

(Imagem do autor retirada da internet)

António Sérgio de Sousa nasceu em Damão, na Índia, a 3 de setembro de 1883, filho do vice-almirante António Sérgio de Sousa (1842 – 1906) e neto do vice-almirante e Governador-Geral da Índia, com o mesmo nome. Não frequentou a escola durante a infância, dividida entre a Índia e África, devido ao facto do seu pai ter sido Governador do Congo Português.

Em 1893 chegou a Lisboa, frequentando o Colégio Militar, a Escola Politécnica e mais tarde a Escola Naval. Chegou à posição de segundo-tenente da Marinha de Guerra quando foi proclamada a República. Abandonou a carreira militar, uma vez que era afeto à monarquia.

Entre 1901 e 1903, influenciado pela obra de Antero de Quental, redigiu as Notas sobre os Sonetos e as Tendências Gerais da Filosofia, editadas em 1909.

Casou com Luísa Epifâneo da Silva e em 1912 concorreu para lente de Filosofia na Universidade de Lisboa. Entre 1914 e 1916 frequentou o Instituto Jean-Jacques Rousseau, um dos grandes centros da Escola Nova.

Entre 1918-19 lançou a revista Pela Grei em que participaram vários especialistas. Em 1920 integrou a direção da Seara Nova e em 1923 assumiu a pasta da Educação no governo de Álvaro de Castro. Neste âmbito tinha como objetivo criar uma Junta de Ampliação de Estudos para apoio a bolseiros no estrangeiro e financiamento de institutos e escolas. Este projeto só se veio a concretizar em 1929 com a Junta de Educação Nacional.

Entre 1926 e 1933 viveu em Paris, exilado, após a queda da primeira República. Regressou ao país nessa data tornando-se ativista do movimento cooperativista e do socialismo democrático.

Fez parte do Movimento de Unidade Democrática, juntamente com um enorme grupo de intelectuais. Mais tarde apoiou a candidatura de Humberto Delgado. Foi preso em 1958, após a derrota de Delgado e em 1959 abandonou a vida de intervenção e a escrita.

O seu pensamento pedagógico, orientado por pensadores como John Dewey, Guglielmo Ferrero, Ramsay MacDonald ou Georg Kerschensteiner, pautou-se pelas seguintes ideias:

- Criação de novos processos de educação na infância, nomeadamente através do método Montessori;

- Ligação entre a instrução popular e as atividades económicas da região;

- Interpretação da história de Portugal sobre uma perspetiva económica e social;

- Instituição de bolsas de estudo no estrangeiro para estudantes portugueses;

- Recusa do ensino apoiado unicamente na mnemónica;

- Utilização dos métodos da democracia política na formação dos estudantes;

- Desenvolvimento de um ensino de continuação;

- Promoção da divisa “Trabalho e Autonomia”.

Vários foram os desenvolvimentos estratégicos desta linha de pensamento, que se concretizaram em várias conclusões:

- Crítica à importância dada à aprendizagem do alfabeto, uma vez que ler deve ser um instrumento de trabalho;

- Crítica aos conteúdos académicos, sendo que as ciências (matemática, física ou biologia) e a história deveriam ser simples pretextos ou instrumentos;

- Necessidade de reforma da instrução e da construção de mais escolas;

- Necessidade de preparação e formação de professores no estrangeiro, sob a orientação da Escola Nova;

- Descentralização do ensino que devia ser gerido por uma Conselho de Instrução Pública eleito por professores;

- Difusão de novos métodos de ensino;

-Consciencialização de que a inovação pedagógica é um processo que se encontra em constante movimento.

 

A sua posição relativamente à história de Portugal, com a publicação em 1941 do primeiro tomo da História de Portugal, Introdução Geográfica, voltou-se para as causas da decadência do país, inspirado por Antero de Quental. Para António Sérgio essas causas eram a importância da aristocracia militar que não permitiu o desenvolvimento de uma burguesia forte; o ensino para as armas e não para o trabalho criador; a corrupção gerada pelo sistema de conquistas; os descobrimentos encarados como um prolongamento da reconquista cristã e a presença da Inquisição.

Na sua vasta bibliografia merecem destaque os Ensaios (1920-1958) onde analisou questões literárias, refletindo o seu humanismo, a intervenção cívica e a pedagogia. Nos Diálogos de Doutrina Política (1933), o autor expressou a sua contestação ao ideário e ao pensamento de Salazar.

 

 

Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003.


MJS


2024/11/21

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Liceus: Liceu Nacional de Garcia de Orta, Porto

 

- Liceu Nacional de Garcia de Orta -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - o Liceu Nacional de Garcia de Orta, Porto.


(Na imagem pode observar-se a fachada da escola)

 

 

(No topo, a imagem de uma sala de exposições. Em baixo, a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

 

 

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.

 

 

P. M.