2021/10/28

Biblioteca do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado

(Imagem da fachada do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado retirada da internet)

O Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC) foi fundado em 1911, resultando da divisão do Museu Nacional de Belas-Artes e englobando todas as obras posteriores a 1850. Foi instalado provisoriamente no Convento de S. Francisco

Os seus primeiros diretores foram Carlos Reis, de 1911 até 1914, altura em que Columbano Bordalo Pinheiro assumiu o cargo. Em 1929, Adriano de Sousa Lopes é nomeado pelo próprio Columbano. Durante a sua vigência, o Museu foi ampliado e as coleções passaram a incluir obras das gerações modernistas.

Depois de profundas obras de remodelação do edifício, este reabre em 1945, sob a direção de Diogo Macedo. No entanto, mantem-se o compromisso com a linha tradicionalista, mostrando-se desatualizado e conservador.

(Imagem do interior do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado retirada da internet)

Após o incêndio do Chiado em 1988, apesar do edifício não ter sido afetado, o espaço foi renovado pelo arquiteto Jean-Michel Wilmotte, integrando os espaços históricos com uma visão modernista. Em 1998, Pedro Lapa torna-se o novo diretor que levou a cabo uma política de aquisição de obras das décadas de 1950 e 1960, bem como da década de 1990. O Museu passou igualmente a integrar outros géneros artísticos como a fotografia e o vídeo. 

A Biblioteca possui um acervo que inclui catálogos das principais exposições nacionais de finais do século XIX, até à contemporaneidade, bem como das Bienais de Veneza e São Paulo; documentação sobre prémios; publicações periódicas, entre outros.

Aqui se encontram as obras dos principais autores de história da arte nacional do século XX, como é o caso de Virgílio Correia, José Augusto França e de Joaquim Rodrigo.

 

MJS

 

2021/10/25

Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã

(Painel de azulejos pertencente ao Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã retirado da internet)


O Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã situa-se no concelho da Covilhã, localizando-se alguns estabelecimentos na Covilhã-cidade e os restantes em outras freguesias.[1] A cidade da Covilhã situa-se na vertente oriental da Serra da Estrela, a cerca de 700 metros de altitude, sendo atravessada por duas ribeiras cujo historial está intimamente ligado à indústria de lanifícios: a ribeira da Goldra e a ribeira da Carpinteira.

A cidade foi constituída, desde 1851, por quatro freguesias: São Martinho, São Pedro, Santa Maria e Conceição tendo passado a uma única freguesia em 2014 – União das Freguesias da Covilhã e Canhoso.

A Covilhã, com uma forte implantação da indústria têxtil de lanifícios, tem vindo a dar sinais evidentes, nos últimos anos ou mesmo décadas, de se encontrar em transição de um sistema económico baseado na monocultura industrial para uma economia baseada no sector terciário de comércio e serviços.

O setor primário, e em particular a agricultura, tem ainda um peso considerável na economia do concelho, apesar das transformações estruturais a que tem vindo a ser sujeito. Importa, todavia, sublinhar o peso que o desemprego assume, presentemente, na população, em especial da residente na área urbana do Concelho e que afeta sobretudo o setor industrial.


 

Escola Básica Pêro da Covilhã - Escola Sede

(Imagem do exterior do Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã retirada da internet)

Em 1968 foi criada a Escola com a designação de Escola Preparatória de Pêro da Covilhã pela Portaria 23.600 de 9 de setembro. Iniciou as aulas a 21 de outubro desse ano numa casa particular na Rua dos Combatentes, cedida gratuitamente para o efeito. Teve como seu primeiro diretor o senhor Dr. Álvaro Moniz Rebelo, professor do Quadro da Escola Secundária Frei Heitor Pinto.

  

O patrono da Escola Sede e, consequente, nome do agrupamento, está representado esculturalmente na Praça do Município, esculpida pelo escultor Francisco Simões pelo arquiteto Pinto Sousa. O monumento foi promovido pela Câmara Municipal da Covilhã, e inaugurado 10 de Junho 1988 (Dia de Portugal), no âmbito das comemorações dos 500 anos da histórica Viagem de Pêro da Covilhã 1450 (?)-1530(?), viajante português do século XV, enviado por D. João II, à Índia e à Etiópia, em 1487.

(Imagem de um conjunto escultórico do Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã retirada da internet)

Trata-se de um conjunto escultórico de arte contemporânea. Constituído por uma estátua de pé, sobre uma base paralelepipédica na horizontal e por um desenho policromado, composto por embutidos no próprio pavimento (no passeio junto à entrada do edifício da Câmara Municipal).

 

Em 1979 a Escola começou a funcionar nas atuais instalações; em 1996/1997 a Escola passou a ter a designação de Escola Básica 2/3 Pêro da Covilhã pela Portaria 560-A/97. Em 1998 a referida escola passou a designar-se Escola Básica 2 Pêro da Covilhã pela Portaria 549/98, de 19 de agosto, mais tarde, em 2003 a Escola Básica 2 Pêro da Covilhã passou a ser a Sede do Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã.

O Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã foi constituído no ano letivo de 2003/2004, ano da sua instalação. A sua escola sede é a Escola Básica Pêro da Covilhã e é constituído pelos seguintes estabelecimentos de ensino:

(Imagem da lista de escolas que fazem parte do Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã retirada da internet)

Atendendo ao Regulamento interno do Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã (2019:53), no Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã existem cinco Bibliotecas Escolares: EB Pêro da Covilhã (Escola sede), EB do Refúgio, EB Santo António, EB São Silvestre e EB do Rodrigo.

 A coordenação das Bibliotecas é da responsabilidade de um Professor Bibliotecário cuja nomeação obedece à legislação em vigor. As Bibliotecas ocupam espaços próprios nas escolas e estão apetrechadas com equipamentos adequados, disponibilizando documentos impressos, audiovisuais e informáticos.

 

“A Biblioteca Escolar (BE) assume-se como um espaço de aprendizagem físico e digital na escola, acessível a toda a comunidade escolar, cujos serviços privilegiam a leitura, a pesquisa, a investigação, o pensamento, a imaginação e a criatividade, pilares da aquisição do conhecimento e da análise da informação, bem como do crescimento pessoal, social e cultural dos alunos.” Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã (2019:53)

 

A Biblioteca pretende funcionar dentro da escola como um centro de ensino e aprendizagem que fornece um programa educativo construído em articulação com os docentes das diferentes áreas curriculares, considerando o contexto educativo em que a escola se encontra inserida. A Equipa de Coordenação A organização e gestão das diferentes BE que integram o Agrupamento é da responsabilidade de uma equipa educativa composta pelos Professores Bibliotecários e outros Professores, conforme o definido pela legislação em vigor.

As Atividades de Animação e Apoio à Família na Educação Pré-escolar (AAAF) são planificadas pelos órgãos competentes dos Agrupamentos de Escolas, tendo em conta as necessidades dos alunos e das famílias, articulando com os municípios da respetiva área a sua realização de acordo com protocolos de cooperação.


P.M. 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS PERO DA COVILHÃ (cop. 2021). Historial [em linha]. AEPC. [consulta a 22 de setembro de 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS PERO DA COVILHÃ (2019). Regulamento interno [em linha]. Covilhã:  AEPC. [consulta a 22 de setembro de 2021]. Disponível:

https://1f51014f-389c-44fc-9dbd-65ed908cd239.filesusr.com/ugd/557af8_ec1f4b8e0d2b4e8f886aeb3d4ea6d169.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS PERO DA COVILHÃ (2017). Projeto educativo 2017-20121 [em linha]. Covilhã:  AEPC. [consulta a 22 de setembro de 2021]. Disponível: https://1f51014f-389c-44fc-9dbd-65ed908cd239.filesusr.com/ugd/557af8_90c66cffd9b249999f464f3a70bf9def.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS PERO DA COVILHÃ (2015). Plano anual de atividades 2015-2016. [em linha]. Covilhã:  AEPC. [consulta a 22 de setembro de 2021]. Disponível: https://cld.pt/dl/download/1e862bda-6008-4b8f-88f6-ecd04110a8ad/PAA_2015_2016.pdf

 

DIREÇÃO REGIONAL DE CULTURA DO CENTRO (cop. 2018). Pêro da Covilhã [em linha]. Coimbra: DRCC [Consulta 23 de setembro de 2021]. Disponível: https://www.culturacentro.gov.pt/pt/museus/museu-virtual-de-arte-publica/castelo-branco/covilha/p%C3%AAro-da-covilha/



[1] Pêro da Covilhã, patrono, crê-se que tenha nascido na Covilhã, não se sabendo as datas do seu nascimento e da sua morte. A escolha do seu patrono teve em consideração as sugestões das autoridades locais. Pêro da Covilhã foi um emissário do Rei D. João II encarregado de, por terra, fazer o reconhecimento das costas do Médio Oriente. Viajante experiente, enviou a D. João II relatórios sobre a navegação nas costas do Índico, contribuindo deste modo para o sucesso da viagem de Vasco da Gama, em 1498, até Calecut, na Índia. Sofala, Goa e Ormuz são algumas das terras que explorou e viveu na Etiópia até ao fim da vida.

2021/10/21

Biblioteca do Museu Nacional de Arte Antiga


(Imagem da fachada do Museu Nacional de Arte Antiga retirada da internet)

O Museu Nacional de Arte Antiga é um dos mais importantes museus de arte em Portugal, com uma coleção que abarca obras dos séculos XII a XIX e incluem pintura, escultura, desenho, artes decorativas, arte asiática e africana e ainda arte relacionada com os descobrimentos portugueses.

Localiza-se no Palácio de Alvor-Pombal, mandado construir no século XVII por D. Francisco Távora. Após o processo dos Távoras foi adquirido por Paulo de Carvalho e Mendonça, irmão do Marques de Pombal. Em 1879 o palácio foi adquirido pelo Estado para a futura instalação do Museu Nacional de Belas Artes e Arqueologia, inaugurado em 1884.

O Museu confinava com o Convento de Santo Alberto que passou a ser tutelado pelo Estado em 1891 e acabou por ser derrubado para alargar as insuficientes instalações do museu, inaugurado em 1940. A coleção agora existente começou a ser recolhida em 1834 após a extinção das ordens religiosas.

(Imagem da biblioteca do Museu Nacional de Arte Antiga retirada da internet)

Em 1911 foi criado o Museu de Arte Contemporânea e as obras posteriores a 1950 foram retiradas do Museu de Arte Antiga.

No que respeita à Biblioteca, esta foi inaugurada em 1945 com um fundo documental especializado em História da Arte: pintura, desenho, gravura, artes decorativas, arquitetura, museologia e museografia, teoria e crítica de arte, conservação e restauro.

Aqui estão incluídas obras de referência, monografias, publicações em série, catálogos de exposições, museus, particulares e leilões, bem como teses académicas. Existe igualmente um fundo de livros antigos (missais, antifonários, crónicas, tratados, etc,).

O fundo foi constituído através de doações e legados, como é o caso de José de Figueiredo, Francisco de Sousa Viterbo, Ernesto Soares, Barros de Sá, entre outros.

 

MJS

2021/10/18

Peça do mês de outubro

Escala Optométrica de Monoyer

O equipamento consta de uma caixa paralelepipédica metálica eletrificada. Na face principal e ao alto, está um vidro opalino com a escala optométrica impressa a negro de 0,1 a 1,0. O vidro está enquadrado com uma moldura de perfil metálico em L, suportada por parafusos. Na face lateral direita está o interruptor e a chapa com a identificação do fabricante.

A escala optométrica foi inventada por Ferdinand Monoyer (1836-1912), oftalmologista francês, criador do termo dioptria. Trata-se de uma unidade de potência de uma lente que expressa o inverso da distância focal, em metros.

A tabela é composta por letras de diferentes tamanhos, em que o paciente deve reconhecer os caracteres. Quando deixa de os visualizar corretamente, estabelece-se o seu nível de capacidade visual, em função do qual se calculará a compensação ótica.

A peça está inventariada com o número ME/401857/303 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Gil Vicente.


MJS



2021/10/14

Exposição virtual "Seomara da Costa Primo no Museu Virtual da Educação"

Seomara da Costa Primo (1895 - 1986) distinguiu-se em diversas áreas, quer como professora do Ensino Liceal e Universitário, quer como investigadora, bem como desenhadora e ilustradora. Transcrevemos o texto de Guida Aguiar de Carvalho, com ligeiras alterações, disponível no site da Escola Secundária Seomara da Costa Primo: Filha de Maria Luísa Buttuller e de Manuel da Costa Primo, nasceu em Lisboa, na freguesia do Socorro, no dia 10 de novembro de 1895 e veio a falecer na Amadora, onde viveu cerca de meio século, no dia 2 de abril de 1986. Frequentou o Liceu Passos Manuel e aí terminou o Curso Complementar de Ciências em 1913, entrando de seguida na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa onde concluiu o Curso de Ciências Histórico-Naturais em 1919. No decurso do ano letivo de 1917-18 frequentou na Faculdade de Medicina as cadeiras de Histologia e Embriologia. Em 1942 defendeu a Tese de Doutoramento, tendo sido a primeira mulher a doutorar-se em Ciências, o que lhe valeu o acesso à cátedra de Botânica na Faculdade de Ciências de Lisboa em 1943. Foi como professora do Ensino Liceal - cargo que viria a acumular com a docência Universitária entre 1921 e 1942 - que desenvolveu intensa atividade tanto no campo científico e pedagógico como no associativo. Tendo frequentado o Curso do Magistério Liceal, diplomou-se pela Escola Normal Superior e concluiu o Exame de Estado no ano de 1922. Foi autora de diversos compêndios para o Ensino Liceal, de Botânica, de Biologia e de Zoologia – profusamente ilustrados com aguarelas e carvões executados por si - que acompanharam gerações de alunos do Ensino Liceal, entre os anos trinta e setenta. O seu gosto pelo desenho e pela pintura permite encontrar no seu espólio um número muito significativo de aguarelas, representando plantas e animais. Quanto à educação, Seomara pensava que havia necessidade de adoção de novos métodos de ensino ativos, favorecendo a atividade pessoal da criança. Seomara foi igualmente autora de inúmeros artigos de índole científica, publicados na imprensa da especialidade, bem como em órgãos de divulgação, tendo sido citada na imprensa estrangeira. Nesta exposição pode mos observar algumas aguarelas de espécimes vegetais e animais, bem como alguns desenhos de pormenor com profundo rigor científico.


Pintura

ME/402760/85

Escola Secundária Seomara da Costa Primo

Pintura de aguarela, representando um elemento vegetal, de forma realista e pormenorizada. A profusão de cores, entre o laranja, o verde e o castanho confere a esta aguarela uma enorme vivacidade e beleza.


Pintura - Legonsia Speculum

ME/402760/83

Escola Secundária Seomara da Costa Primo

Pintura de aguarela, representando um elemento vegetal, de forma realista e pormenorizada. Trata-se provavelmente de uma planta semelhante a um cato com três flores, uma ainda a desabrochar.


Pintura

ME/402760/81

Escola Secundária Seomara da Costa Primo

Pintura de aguarela, representando dois pássaros sobre um galho de árvore, de forma realista e pormenorizada. São duas aves semelhantes a papagaios ou araras que apresentam uma profusão de cores verdadeiramente maravilhosa e exótica. 



Pintura

ME/402760/66

Escola Secundária Seomara da Costa Primo

Pintura de aguarela representando um elemento de botânica, uma flor, com grande rigor e pormenor. Temos 4 imagens, sendo as centrais de dois tipos de flores em corte transversal e, dos lados imagens de grande pormenor, aumentadas e em corte.



Pintura - Amica Montana

ME/402760/55

Escola Secundária Seomara da Costa Primo

Pintura de aguarela representando um elemento de botânica, uma flor, com grande rigor e pormenor. Apresenta o seu nome científico. Parece tratar-se de um conjunto de flores aquáticas, semelhantes a nenúfares. 


PinturaBergissia Rex

ME/402760/49

Escola Secundária Seomara da Costa Primo

Pintura de aguarela representando um elemento de botânica, uma flor, com grande rigor e pormenor. Apresenta o seu nome científico. Em tons de bordeaux e bege, esta flor destaca-se pela delicadeza da sua apresentação. 


MJS

2021/10/11

Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" - Covilhã

 


(Logotipo do Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" retirado da internet)


O Agrupamento adotou o topónimo do romance de Ferreira de Castro que, na década de quarenta, no pós-guerra, sabiamente imortalizou, nas páginas brilhantes com o mesmo título, a dicotomia entre a subsistência pastoril e o sonho de melhores vidas na cidade industrial, a Covilhã, em franco desenvolvimento.

Sábia decisão, já que os alunos do Agrupamento de Escolas “A Lã e a Neve” são, em larga medida, os herdeiros dos avós que aqui alimentaram esperanças, aqui lutaram pela sua concretização, aqui as viram desvanecer e por aqui foram semeando gentes e modos de vida que justificam a existência de escola nesta falda da Serra da Estrela.

É assim que este Agrupamento tem, ao longo do seu ainda curto historial, tentado responder às exigências do meio em que se insere e às características socioculturais que a história e os seus intérpretes vêm urdindo e tecendo.

Com todos os ciclos de ensino, à exceção do ensino secundário, o agrupamento integra cerca de seiscentos alunos do pré-escolar ao 3.º ciclo do ensino básico, distribuídos por seis estabelecimentos de ensino.

Assim sendo, dois estabelecimentos do pré-escolar, três do 1.º ciclo e a Escola Básica de São Domingos (EBSD) com 1.º, 2.º e 3.º Ciclos. A área geográfica de implantação abrange duas freguesias: União de Freguesias de Covilhã e Canhoso e a União de Freguesias de Cantar Galo e Vila do Carvalho.

O Agrupamento de Escolas “A Lã e a Neve”, engloba:

1.      Escola Básica de São Domingos (escola sede);

2.      Jardim de Infância de Cantar Galo;

3.      Escola Básica do Canhoso;

4.      Jardim de Infância do Canhoso;

5.      Escola Básica /Jardim Infância de Vila do Carvalho;

6.      Escola Básica /Jardim de Infância dos Penedos Altos.


    1.     Escola Básica de São Domingos

 

(Imagem da fachada da Escola Básica de São Domingos retirada da internet)

Com existência legal desde 1995, a Escola Básica de S. Domingos (EBSD) entrou em funcionamento em janeiro de 1997. As suas instalações, no bairro que lhe dá o nome, são funcionais e estão bem conservadas. Situada na União de Freguesias de Cantar-Galo e Vila do Carvalho

Esta zona caracteriza-se como dormitório da cidade da Covilhã, predominando os movimentos pendulares entre o trabalho no centro da cidade e parques industriais e o regresso a casa, conheceu, num passado recente, um surto considerável de desenvolvimento urbanístico, neste momento estagnado, já que as condições geográficas da Serra da Estrela levam a população a preferir o sopé da montanha, zona de crescimento da cidade da Covilhã.

Os transportes escolares satisfazem as exigências e adaptam-se anualmente aos horários escolares adotados. Contudo, a rede viária que liga a escola sede do agrupamento com as freguesias de influência constitui um dos entraves à concretização deste anseio.

A EBSD é a escola sede do Agrupamento de Escolas A Lã e a Neve. É frequentada por alunos dos três níveis do ensino básico. A construção de uma escola básica nesta zona periférica da cidade, cedo foi entendida pela população como uma mais-valia para o futuro das suas crianças e jovens, sendo, por isso, acarinhada e apoiada.


    2.   Escola Básica do Canhoso


(Imagem da fachada da Escola Básica do Canhoso retirada da internet)

A escola está instalada num edifício tipo Plano dos Centenários, de três salas de aula, albergando anualmente as três turmas constituídas.

Desde há muito que os encarregados de educação se organizaram para suprir as dificuldades de acompanhamento dos filhos, criando e dinamizando um ATL (atividades de ocupação de tempos livres) que funciona fora da escola e que garante o prolongamento de horário e atividades nos períodos de interrupção letiva. Os almoços são servidos nas instalações do ATL

 

    3.      Escola Básica dos Penedos Altos


(Imagem da fachada da Escola Básica dos Penedos Altos retirada da internet)

Os edifícios escolares da Escola Básica dos Penedos Altos, nomeadamente, a EB do Plano dos Centenários de oito salas e cantina escolar com duas salas, ficam instalados no bairro dos Penedos Altos, a pouco mais de 2 Km do centro da cidade - bairro típico da Covilhã, cuja construção foi retratada na obra “A Lã e a Neve”.

A autarquia e a Associação de Pais e Encarregados de Educação, recentemente, realizaram alguns melhoramentos na sala reservada às AAAF (Atividades de Animação e de Apoio à Família), tornando este espaço mais adequado e funcional, e nos espaços exteriores.

Existem neste bairro três associações culturais e desportivas que cooperam com a escola, cedendo, entre outras colaborações, os espaços das suas sedes para atividades que exijam espaços para maiores grupos. É o caso do Académico dos Penedos Altos, da Liga dos Amigos dos Penedos Altos e do Clube Desportivo da Covilhã.

 

    4.  Escola Básica de Vila do Carvalho

 

(Imagem da fachada da Escola Básica de Vila do Carvalho retirada da internet)

A Vila do Carvalho, historicamente é o polo populacional mais antigo do Agrupamento. Dela se autonomizaram, primeiro, Cantar Galo (em 1989) e, posteriormente, o Canhoso (em 1997). Outrora um considerável centro fabril, com várias unidades de lanifícios em laboração, foi-se progressivamente transformando em dormitório da cidade, dependente da indústria tradicional, com as vantagens e desvantagens das periferias urbanas.

Atualmente, em 2020, a escola é formada apenas uma única turma com os quatro anos de escolaridade. O Jardim de Infância da localidade, com um grupo de crianças dos três aos cinco anos, ocupa as duas salas da antiga Cantina Escolar.

As instalações destes dois estabelecimentos de ensino encontram-se recuperadas e funcionais, dentro das possibilidades arquitetónicas que edifícios desta tipologia permitem. Possuem uma Biblioteca Escolar (BE), integrada na Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), bastante bem equipada em termos de mobiliário e de fundo documental, tendo em vista o nível etário das crianças a que se destina.

Existe também uma sala museu, que se deve a um grupo de professores, que ali trabalhou, aguardando instalação noutro espaço da localidade, a definir pela autarquia. O Centro Social de Nossa Senhora da Conceição serve diariamente os almoços às crianças que necessitam desta valência de apoio


    5.   Jardim de Infância de Cantar-Galo

 

(Imagem da fachada do Jardim de Infância de Cantar-Galo retirada da internet)

O Jardim de Infância de Cantar-Galo está situado no limite da Vila do Carvalho, a dezenas de metros da Escola Básica de São Domingos. Este estabelecimento serve fundamentalmente a população de Cantar-Galo, ocupando edifício da antiga Escola Primária, Plano dos Centenários, devidamente recuperado e adaptado, composto por três salas, para um único grupo.


6. Jardim de Infância do Canhoso

 

(Imagem da fachada do Jardim de Infância do Canhoso retirada da internet)

O edifício do Jardim de Infância do Canhoso foi construído de raiz e com as condições ideais para o fim a que se destina, este edifício dá resposta às necessidades deste nível de ensino para uma população em franco crescimento, fornecendo ainda a valência das Atividades de Animação e Apoio às Famílias (AAAF) em ótimas condições.

 

 P. M. 

 


BIBLIOGRAFIA:

 


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop. 2020). Agrupamento [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/ji-canhoso/#4

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop. 2020). EB de São Domingos [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/eb-sao-domingos/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop.2020). EB de Vila do Carvalho [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/eb-vila-do-carvalho/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop.2020). EB do Canhoso [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/eb-canhoso/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop.2020). EB dos Penedos Altos [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/eb-penedos-altos/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop. 2020). JI de Cantar-Galo [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/ji-cantar-galo/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop. 2020). JI do Canhoso [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/ji-canhoso/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (2017). Projeto educativo [Consulta 9 de setembro 2021]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" Disponível: https://www.aelaneve.pt/projeto-educativo/

2021/10/07

Biblioteca do Museu Monográfico de Conimbriga

 

(Imagem do interior do Museu Monográfico de Conimbriga retirada da internet)

A Biblioteca do Museu Monográfico de Conimbriga foi criada em 1962, com a abertura ao público do respetivo Museu, cuja missão é tutelar as ruínas da cidade, promover a sua exposição ao público e prosseguir a investigação arqueológica.

Conimbriga está localizada em Condeixa-a-Velha, a 17 quilómetros de Coimbra e inclui o Museu, onde se encontra um acervo composto pelos materiais arqueológicos recolhidos.

Esta povoação estabeleceu-se durante a Idade do Cobre, mas obteve notoriedade com a presença romana, tendo sido habitada até cerca do século IX. Trata-se de um Monumento Nacional e é um dos mais extensos sítios arqueológicos em Portugal, conhecido desde o século XVI.

Em 1873 o Instituto de Coimbra criou uma secção e um Museu de Arqueologia, iniciando os trabalhos de estudo: a planta do oppidum e os primeiros levantamentos de mosaicos. Em 1929 são levadas a cabo as primeiras escavações. Durante os anos 40 e 50 foram realizados vários trabalhos de manutenção e reconstituição.


(Imagem da zona exterior do Museu Monográfico de Conimbriga retirada da internet)

Toda esta área “evoca o Fórum monumental, a riqueza das domus, a pujança do seu comércio, a religião e crendices da população romanizada e a presença suevo-visigótica. Destacam-se os mosaicos preservados in situ e a Casa dos Repuxos que possui uma área pavimentada de mosaico, importantes vestígios de pintura mural e um peristilo central ajardinado com um lago e jogos de água.” (in http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/museus-e-monumentos/rede-portuguesa/m/museu-monografico-de-conimbriga/)

O acervo bibliográfico é constituído por obras no domínio do estudo e classificação de materiais romanos, mosaicos, conservação, restauro e gestão do património. Dele fazem parte as importantes doações provindas das bibliotecas pessoais do Prof. Robert Étienne e do Dr. Bairrão Oleiro.

A biblioteca foi crescendo e evoluindo devido ao Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra através da edição da revista Conimbriga e da política de intercâmbio de revistas.

 

MJS