2021/04/01

Exposição Virtual: Modelos Anatómicos no Museu Virtual da Educação


A anatomia é um ramo da Biologia, cujo objeto de estudo é a estrutura interna e externa dos seres vivos. A anatomia humana constitui um campo específico, focado no estudo das estruturas e sistemas do homem. Esta ciência desenvolveu-se inicialmente através da dissecação de cadáveres, que permitia a visualização e o estudo do corpo humano. No entanto, os preconceitos religiosos dificultaram durante muito tempo este tipo de prática, o que se refletiu num avanço lento desta ciência. Durante os séculos XVIII e XIX assistiu-se a um desenvolvimento dos modelos anatómicos, paralelamente à prática da dissecação, que se tornaram extremamente minuciosos e realistas, apresentando o corpo humano de forma precisa ou algumas partes do corpo aumentadas com grande pormenor. Os modelos de cera floresceram no século XVIII e o corpo humano tornou-se acessível aos especialistas e a uma parte da população. A partir de 1822, pode referir-se Petrus Koning (1787-1834) que se dedicou à elaboração de modelos anatómicos tendo por base a técnica italiana. Outro nome de destaque nesta área é Louis Thomas Jérôme Auzoux (1797-1878), que introduziu o papel-machê nos modelos anatómicos. A sua grande inovação foi a elaboração de modelos desmontáveis, cujos órgãos internos podiam se recolocados. Devemos ainda referir Émile Deyrolle (1838-1917), naturalista francês, cujo trabalho de fabrico e divulgação de modelos anatómicos, bem como de outros espécimes, em muito contribuiu para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das técnicas de representação anatómica. Parte integrante do ensino das Ciências Naturais, a anatomia tem grande expressão nos espólios museológicos escolares através da presença de inúmeros modelos. Assim, são frequentes os torsos humanos com peças amovíveis ou modelos aumentados de vários órgãos (rim, fígado, coração, cérebro). O estudo dos vários sistemas, olfativo, auditivo, urinário ou visual, pode igualmente ser efetuado através de modelos que se desmontam e permitem aprofundar conhecimentos sobre estas áreas.


Laringe e traqueia

ME/400002/18

Escola Secundária Alves Martins


Modelo anatómico da laringe humana, formado por duas peças articuladas assentes num pino de metal sobre base de madeira. Estão representadas a musculatura, a vascularização, a traqueia e a tiroide.


Corpo Humano

ME/400002/74

Escola Secundária Alves Martins


Modelo anatómico do ser humano com abertura no troco, montado em cima de um pequeno banco de madeira. Permite estudar os músculos e o sistema nervoso, mas também os principais órgãos internos. Várias peças anatómicas encontram-se removidas do modelo.


Cérebro 

(Cerveau. Face externe de l´hémisphère gauche)

ME/400439/7

Escola Secundária Sebastião e Silva


Modelo anatómico de cérebro humano (face esquerda) em alto-relevo assente numa base de madeira. Trata-se de um modelo ilustrativo da morfologia externa do cérebro, usado para o estudo da morfologia do Homem que, com graus de aprofundamento diferentes, se fazia nas disciplinas de Ciências Naturais. Pertence à coleção «Anatomie Humaine» da Casa Deyrolle. Segundo informação contida nas etiquetas das peças, o conjunto de modelos que formam a coleção foi fornecido pelo Ministério da Educação em 1953.


Coração

ME/400798/133

Escola Secundária Almeida Garrett

Modelo anatómico do coração humano, composto por artérias, veias, aurícula direita e esquerda, parede cardíaca, músculo cardíaco, válvulas, átrios e ventrículos, montado sobre eixo e base de madeira. Utilizado como material de apoio didático nas aulas de Ciências Naturais/Biologia.


Globo ocular

ME/400956/116

Escola Secundária Augusto Gomes


Modelo anatómico de olho humano, utilizado como material de apoio didático nas aulas de Ciências Naturais/Biologia, desmontando-se facilmente para fácil estudo da constituição e observação do interior do olho. Trata-se de um modelo muito ampliado do olho humano, assente numa base circular, representando as suas diferentes estruturas constituintes. É desmontável e pode observar-se a esclerótica; a córnea; a íris; a pupila; o cristalino; músculos específicos; nervos específicos e nervo ótico.


Aparelho auditivo

ME/400956/118

Escola Secundária Augusto Gomes


Modelo anatómico de ouvido humano, apresentado em corte transversal, assente numa base retangular, utilizado como material de apoio didático nas aulas de Ciências Naturais/Biologia. Desmonta-se para fácil observação e estudo da constituição do ouvido: externo, médio e interno. Na face anterior observa-se, da direita para a esquerda, o pavilhão auditivo; o canal auditivo externo; osso temporal; tímpano, martelo, bigorna e estribo (peças colocadas por encaixe); canal semicircular; nervo auditivo; cóclea (peça de encaixe) e trompa de Eustáquio. Contém legenda em inglês na base.

 

MJS







2021/03/29

Educação Social: Revista de Pedagogia e Sociologia - Adolfo Lima e Libânio da Silva

(Imagem da primeira página da revista Educação Social. Retirada da internet)

A publicação Educação social: revista de pedagogia e sociologia, foi editada entre 1924 e 1927 e dirigida por Adolfo Lima. A Empresa Literária Fluminense foi a editora da referida publicação periódica e a Imprensa Libânio da Silva foi a tipografia impressora responsável.

A Empresa Literária Fluminense, fundada em 1905, era especializada no setor de edições técnicas e, por sua vez, a Empresa Libânio da Silva[1]  foi a tipografia que trouxe à luz as páginas de pedagogia social:


“A sociologia e a pedagogia estão ligadas. Se esta é, de facto, baseada na psicologia, ela tem, todavia, o seu ideal e a sua pratica adento da sciência social. A pedagogia fica entre as fronteiras da psicologia e da sociologia.” (Lima, 1924:1)

Como verificamos, o debate pedagógico, nesta década, é um boomerang entre a antiga e a nova educação, a primeira centrada na retórica e outra na filosofia. Adolfo Lima, diretor da publicação Educação social, revista de pedagogia e sociologia,  foi advogado, pedagogista e escritor ligado aos movimentos libertários e de renovação pedagógica que tiveram ação em Portugal durante a 1.ª República Portuguesa.

Adolfo Lima (1874-1943)

Bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, foi professor de metodologia na Escola Normal Primária de Lisboa, onde produziu uma notável obra no domínio da pedagogia:

 

“[…] proeminente professor e reputado pedagogo da nossa 1.ª República, desenvolveu o seu projeto educativo, com maior acuidade, na Escola Oficina n.º 1, no bairro da Graça, em Lisboa, e na Escola Normal Primária de Lisboa, em Benfica […]. De facto, nos primeiros 20 anos do nosso século, bem poderíamos dizer que a Escola Oficina n.º 1 se constituiu num verdadeiro ex libris da educação nova em Portugal, como o testemunham numerosos elogios prestados por personalidades como João de Barros, Agostinho da Silva, Adolfo Coelho, entre outros.” (Silva, 2014:66)


Foi professor livre de sociologia no curso livre de artes de representar na Associação da Classe dos Artistas Dramáticos (1908), nos serviços educativos da Voz do Operário, na Sociedade de Estudos Pedagógicos, na Liga de Acção Educativa, mas também no ensino secundário particular em diversos colégios de Lisboa, no Liceu Pedro Nunes (1911-1923). Foi diretor interino e professor de metodologia da Escola Normal Primária de Lisboa (pediu a exoneração em 1921).

 

O primeiro responsável da secção portuguesa da Liga Internacional Pró-Educação Nova, tarefa que exerceu até à data da sua prisão em 1927. Adolfo Lima era defensor de uma pedagogia social ou sociológica, onde a educação estava ligada à realidade social. Foi igualmente o principal defensor da escola única, cabendo-lhe aliás a conceção das "escolas primárias superiores" em 1919, criadas por iniciativa de Leonardo Coimbra, de encerradas mais tarde por António Sérgio. 


Libânio da Silva (1854-1916)

Libânio da Silva, em 1908, escreveu o Manual do tipógrafo, de lições tecnológicas para os que iniciavam a aprendizagem na tipografia. Este manual foi a grande obra de referência da tipografia portuguesa veio a colmatar o vazio existente no país, não só na formação técnica como também na criação de trabalho criativo e inovador.

Libânio da Silva fez da sua empresa – a Imprensa Libânio da Silva – um modelo da própria arte tipográfica. Em sociedade, foi também editor: Guimarães, Libânio & Cª e Libânio & Cunha-Editores.

 

“A ligação à cultura, ao ensino e à intervenção politica como forma de legitimação nas artes gráficas também não mudou muito. Libânio cumpriu todos estes pontos: trabalhou para clientes culturais; escreveu um manual de tipografia e era conhecido pelas condições de aprendizagem das suas oficinas; escreveu e conferenciou sobre as condições de trabalho e as tabelas de preço das tipografias.” (The Ressabiator, 2010)

Libânio da Silva participou nos movimentos de afirmação da força dos tipógrafos em Portugal, designadamente na dinamização associativa, e conquistou prémios de trabalhos gráficos em exposições nacionais e estrangeiras. Apresentado em 1913, como "industrial e escritor", na Comissão Organizadora da Exposição Nacional de Artes Gráficas de Lisboa.

 

 P. M.

 

BIBLIOGRAFIA:

 

LIMA, Adolfo (1924). “Educação social.” Educação social: revista de pedagogia e sociologia; A. 1, n.º 1 (10 Jan. 1924), p. 1-4

 

________ (1915). “A escola e a criança.” Boletim pedagógico; A. 1, n.º 7 (15 Set. 1915), p. [85]-8

 

________ (1924). “A escola única.”  Educação social; A. 1, n.º 2 (25 Jan. 1924), p. 27-29

 

________ (1924). “Os períodos da evolução da criança: ciclos da educação, cotejo dos autores.” Educação social; A. 1, n.º 17/18 (15 Set. 1924), p. 320-328

 

THE RESSABIATOR (Junho 10, 2010). Fatalismo ou quê? [em linha]. [Consult. 2 de fevereiro de 2021]. Disponível: https://ressabiator.wordpress.com/tag/libanio-da-silva/

 

SILVA, António (2014). “Adolfo Lima e a introdução do teatro escolar educativo em Portugal” [em linha]: Revista Portuguesa de Educação Artística, Vol. 4 (2014). [Consult. 2 de fevereiro de 2021]. Disponível: https://rpea.madeira.gov.pt/index.php/rpea/article/view/45

 

TIPOGRAFOS.NET (cop. 2007). “Libânio da Silva (1854-?)” [em linha]: Tipográfico [Consult. 2 de fevereiro de 2021]. Disponível: http://www.tipografos.net/portugal/libanio-silva.html

 



[1] Libânio Venâncio da Silva (1854-1916) começa a trabalhar na Lallemant Fréres Typographie, importante empresa lisboeta da época. Autodidata, cedo procurou conhecer os segredos da tipografia e todos o apontam como modelo quer de operário, quer de empresário. Ficou conhecido como mestre Libânio, lidou com as grandes figuras da época, amou o teatro e foi colaborador de jornais, tradutor e poeta. Em 1899 foi um dos entusiastas da homenagem portuguesa a Émile Zola, tendo produzido na sua tipografia o jornal Pró-Justiça. Tratou-se de uma homenagem dos operários do Livro em Portugal e apresenta, no final, um poema de Libânio da Silva ao seu "herói entre os heróis". Morre em 1916, em Lisboa, sem ver concretizada a ideia da Escola de Artes Gráficas.

 

2021/03/26

Rede de Arquivos de Instituições Religiosas - Sessão de Lançamento online

(Imagem do cartaz alusivo ao lançamento online da Rede de Arquivos de Instituições Religiosas. Retirada da internet)



Nos próximos dias 15 e 16 de abril, entre as 14.30 e as 18.00h terá lugar a sessão de lançamento online da Rede de Arquivos de Instituições Religiosas. A organização estará a cargo do Centro de Estudos de História Religiosa, que poderá consultar para mais informações. 

Programa de 15 de Abril : Conferências de Thomas Aigner (St. Pölten Diocese Archives), Maria de Lurdes Rosa (Nova-IEM; UCP-CEHR), Pedro Penteado (DGLAB), Alice Borges Gago (UCP-CEHR; Nova-IEM).

Programa de 16 de Abril: Mesa Redonda “Arquivos de instituições religiosas: práticas de organização e de difusão”, com intervenções sobre: Arquivo da Diocese de Viseu (Fátima Eusébio), Arquivo da Igreja Lusitana (Alexandra Vidal e António Manuel Silva), Arquivo Português da Companhia de Jesus, APSI (Francisco Correia, sj), Arquivo Histórico das Servas de Nossa Senhora de Fátima (Jacinto Guerreiro), Arquivo da Irmandade dos Clérigos do Porto (Patrícia Alves), Arquivo do Corpo Nacional de Escutas (José Gouveia), Arquivo da Paróquia de S. Nicolau (Madalena Bobone e João Cambado) e Arquivo Guilherme Braga da Cruz (Patrícia Matias Pereira).

2021/03/25

Património Mundial de Portugal: Floresta Laurissilva da Madeira

 

(Imagem da floresta Laurissilva da Ilha da Madeira. Retirada da internet)

A floresta Laurissilva da ilha da Madeira faz parte do património mundial classificado pela UNESCO desde 1999.

A floresta Laurissilva é um tipo de floresta húmida que se compõe maioritariamente por árvores da família das lauráceas e loureiros. Esta é precisamente a vegetação indígena da Madeira que ocupa cerca de 1500 hectares. As árvores e arbustos têm folha persistente e pensa-se que teve origem no Período Terciário. Pela sua riqueza, especificidade, riqueza de fauna e flora foi declarada Património Mundial e incluída na Reserva Biogenética do Conselho da Europa e na Rede Natura 2000.

(Imagem da floresta Laurissilva da Ilha da Madeira. Retirada da internet)

Neste ecossistema diversificado encontram-se espécies exclusivas da Macaronésia e da Madeira. O elemento que sobressai é a vastidão de vegetação, árvores centenárias e múltiplas espécies de plantas, fetos de menores dimensões e líquenes.

As árvores mais comuns são o Barbusano, o Loureiro, o Til e o Vinhático, bem como o Folhado, o Pau-branco e o Mocano. Junto às zonas ribeirinhas, Seixos e Sabugueiros são as espécies mais abundantes. Os arbustos endémicos são o Massaroco, a Figueira-do-Inferno, o Isoplexis, a Múchia, a Barba-de-Bode e a Palha-carga. As plantas com flores vistosas são as Pássaras, as Orquídeas-da-serra, as Douradinhas e as Orquídeas-brancas. As plantas regulam o ecossistema, sobretudo ao nível do equilíbrio hídrico, do ciclo dos minerais e da produção de biomassa.

(Imagem da floresta Laurissilva da Ilha da Madeira. Retirada da internet)

Ao nível da fauna há grande proeminência de insetos, moluscos terrestres e aves. Nas zonas mais interiores podem observar-se espécimes endémicas como o Pombo-trocaz, um dos exemplares mais antigos com uma dieta dependente de frutos, e o Bis-bis, ave de pequeno porte que se alimenta de insetos ou o Tentilhão.

Outras aves que se podem referenciar são o Melro-preto, o Papinho, a Lavandeira, a Manta e o Francelho. Nas zonas mais altas destaca-se a Galinhola e nos limites inferiores, a Toutinegra, o Canário, o Pintassilgo, ou o Fura-bardos A Coruja-das-torres é uma ave noturna e outra subespécie endémica do arquipélago.

Os Morcegos são outra das espécies ativas durante a noite: o Pipistrelo-da-Madeira, endémico, o Morcego-arborícola-da-Madeira, subespécie endémica e o Morcego-orelhudo-cinzento.

No que respeita aos vertebrados endémicos temos a Lagartixa. Os invertebrados são igualmente mais numerosos.

 

MJS

2021/03/22

Património Material de Portugal: Sítios Pré-Históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa

 

(Imagem de um sítio pré-histórico no Vale do Rio Côa. Retirado da internet)

Os Sítios Pré-históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa fazem parte do património mundial classificado pela UNESCO desde 1998.

Estes sítios pré-históricos constituem uma concentração de arte rupestre do Paleolítico Superior. São gravuras em pedra que se estendem ao longo do vale do Côa, incluindo os municípios de Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda e Pinhel

A descoberta destes vestígios ocorreu em 1991 quando o arqueólogo Nelson Rebanda acompanhava a construção de uma barragem na região, apesar de só ter sido anunciado publicamente em 1994.

Devido à importância científica e artística desta zona a construção da barragem foi suspensa, uma vez que submergiria todo o local. Neste sentido, foi construído o Parque Arqueológico do Vale do Côa em agosto de 1996, com o objetivo de proteger e divulgar o maior conjunto mundial de arte paleolítica ao ar livre. São mais de mil rochas com gravuras, em mais de 80 sítios devidamente identificados.

(Imagem de uma pintura rupestre no Vale do Rio Côa. Retirado da internet)

Estas gravuras com mais de 25.000 anos estão executadas em superfícies verticais de xisto. A sua dimensão encontra-se entre os 15 cm e os 180 cm. As técnicas utilizadas para as realizar foram a picotagem e a abrasão. O traço das figuras é largo, complementado com traços mais finos, uma forma de esboço ou de complemento do desenho principal.

As figuras representadas são maioritariamente animais, nomeadamente cavalos, bovídeos ou caprídeos e cervídeos. Podem ser esculpidos de forma individual ou sobrepondo-se.

(Imagem de uma gravura pré-histórica no Vale do Rio Côa. Retirado da internet)

Os núcleos mais importantes já identificados são os seguintes:

- Estação Arqueológica da Quinta de Santa Maria da Ervamoira (Muxagata);

- Núcleo de Arte Rupestre da Fonte Frieira (Castelo Melhor);

- Núcleo de Arte Rupestre do Vale de Figueira/Teixugo

- Núcleo de Arte Rupestre da Ribeirinha (Almendra);

- Núcleo de Arte Rupestre da Faia/Vale Afonsinho (Vale de Afonsinho, Figueira de Castelo Rodrigo);

- Núcleo de Arte Rupestre da Broeira (Castelo Melhor);

- Núcleo de Arte Rupestre da Penascosa (Castelo Melhor);

- Núcleo de Arte Rupestre de Vale de Moinhos (Vila Nova de Foz Côa);

- Núcleo de Arte Rupestre da Quinta da Barca (Chãs);

- Núcleo de Arte Rupestre da Quinta do Fariseu (Muxagata);

- Núcleo Arqueológico de Habitat Paleolítico do Salto do Boi/Cardina (Santa Comba);

- Núcleo de Arte Rupestre de Meijapão (Castelo Melhor);

- Núcleo de Arte Rupestre da Ribeira de Piscos/Quinta dos Poios (Muxagata);

- Núcleo de Arte Rupestre da Faia (Cidadelhe);

- Núcleo de Arte Rupestre de Vale das Namoradas (Castelo Melhor);

- Núcleo de Arte Rupestre da Canada do Inferno/Rego de Vide (Vila Nova de Foz Côa).

 

Gravuras paleolíticas:

- Canada do Inferno;

- Núcleo de Vale da Figueira;

- Núcleo da Ribeira de Piscos;

- Penascosa;

- Núcleo da Quinta da Barca;

- Núcleo da Faia.

 

Gravuras de períodos ulteriores:

- Vale de Cabrões;

- Núcleo do Vale do José Esteves;

- Canada do Amendoal.

 

Pinturas da pré-história recente sob rocha:

- Núcleo de Vale de Figueira;

- Núcleo da Faia.

 

 

MJS

2021/03/18

Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais

(Imagem do interior de uma das escolas do Agrupamento de Santa Maria dos Olivais)

O Agrupamento tem a sua sede na Escola Secundária António Damásio e fica situado na zona oriental da cidade de Lisboa caraterizada por uma grande, diversa e rica densidade populacional e por um interessante, ambicioso e original desenvolvimento urbano. Este Agrupamento procurará constituir-se como um polo referencial do ponto de vista escolar tal como esta zona oriental o é do ponto de vista urbano.

Refira-se a dimensão organizacional do Agrupamento e a dimensão institucional da Escola. É por isto que o Despacho que regulamenta as agregações fala da manutenção da especificidade de cada escola do Agrupamento sem, entanto, se perder a necessária articulação curricular dos diversos níveis e ciclos escolares.

 

“Procurar-se-á que cada Escola do Agrupamento, para além da individualidade que deve cultivar, se articule no cumprimento do seu Projeto Educativo e do seu Projeto Curricular de modo a promover o sucesso de todos e a excelência da maioria tendo como referenciais a curiosidade científica, a disciplina metodológica, a solidariedade humana e a sobriedade feliz.” (Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais, 2012:3).


A Escola Secundária António Damásio surge-nos, desde logo, com um elemento individualizante que é o seu Patrono, figura de renome na comunidade científica internacional.

(Imagem de uma das escolas do Agrupamento de Santa Maria dos Olivais)

A Escola individualiza-se também pela originalidade da sua arquitetura, simultaneamente luminosa e sóbria, funcional e confortável, em “diálogo” com os jardins e o espaço envolvente, ecologicamente equilibrado e em que se mesclam interessantes sinais tradicionais, modernos e contemporâneos. A requalificação da Escola (pela Parque Escolar, EPE), restituiu-lhe o brilho, como obra de arquitetura e como lugar de ensino, dotando-a de bons espaços formais e informais de ensino e de convívio.

Escola sede carateriza-se ainda pela qualidade da sua população escolar à qual procura dar uma excelente resposta pedagógica na tradição das duas Escolas Secundárias que nela foram fundidas: Professor Herculano de Carvalho e Vitorino Nemésio. Os bons resultados escolares obtidos pelos seus alunos procedem de um ensino de qualidade ministrado por um corpo docente estável e provêm da oferta curricular equilibrada constituída maioritariamente por cursos científico-humanísticos e ainda por alguns cursos profissionais e um CEF.

É autorizada a homologação da unidade orgânica do Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais, por Despacho do Senhor Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, em 28 de junho de 2012, constituído pelos seguintes estabelecimentos de educação ou ensino:

a.    Escola Básica do 1.º ciclo Alice Vieira com Jardim de Infância n.º 1 dos Olivais;

b.    Escola Básica do 1.º ciclo Manuel Teixeira Gomes com Jardim de Infância n.º 2 de Marvila;

c.    Escola Básica do 1.º ciclo Sarah Afonso com Jardim de Infância n.º 5 dos

d.    Olivais;

e.    Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos dos Olivais;

f.     Escola Secundária António Damásio, sede do agrupamento.

Todas as Escolas e Jardins de Infância ficam na freguesia de Santa Maria dos Olivais com exceção da Escola Básica do 1.º ciclo Manuel Teixeira Gomes e respetivo Jardim de Infância n.º 2 que se situam na freguesia de Marvila.

Este Agrupamento procurará dar uma excelente resposta escolar curricularmente articulada na zona oriental da cidade de Lisboa, uma zona que concilia as marcas tradicionais com o pós-industrial e uma inovadora conceção urbanística com um diversificado tecido social.

O Agrupamento encontrará processos autorregulatórios a fim de prestar um serviço público de educação e ensino de qualidade, analisando, supervisionando e monitorizando os resultados académicos, sociais e cívicos bem como implementando os procedimentos administrativos e financeiros preconizados e comparará os recursos com os resultados.

 

 P. M. 



BIBLIOGRAFIA:

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SANTA MARIA DOS OLIVAIS (2012). O Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais [em linha]. Lisboa: AESMO [Consult. 23 de setembro de 2020]. Disponível: https://aeolivais.edu.pt/docs/Agrupamento.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SANTA MARIA DOS OLIVAIS (2017). Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais: regulamento interno do agrupamento [em linha]. Lisboa: AESMO [Consult. 23 de setembro de 2020]. Disponível: https://aeolivais.edu.pt/docs/orientadores/RIA-atualizado-2017.07.pdf

 

ESCOLA SECUNDÁRIA ANTÓNIO DAMÁSIO (s.d.). A escola [em linha]. Lisboa: ESAD [Consult. 23 de setembro de 2020]. Disponível: https://www.esad.edu.pt/index.php/a-escola

 

MORGADO, João (s.d.). Escola Secundária António Damásio [em linha]. Porto: João Morgado, fotografia de arquitectura [Consut. 23 de setembro de 2020]. Disponível: https://www.joaomorgado.com/pt/reportagens/escola-secundaria-antonio-damasio

2021/03/16

Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) - Porto - Oferta formativa 2021/2022


(Imagem de vários alunos em atividades relacionadas com a música, teatro e dança. Retirada da internet)


A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo oferece formação nas áreas da Dança, Música e Teatro. Durante os últimos 12 meses não foi possível aos discentes visitar e conhecer pessoalmente a Escola devido ao contexto de pandemia. Como tal, de 22 de março a 10 de abril a ESMAE disponibiliza a sua oferta formativa e uma visita on line. Para proceder à inscrição, siga o link.


MJS