2020/11/19
Peça do mês de novembro/2020
2020/11/16
Património imaterial de Portugal: Artesanato de Estremoz
A primeira menção a estas
figuras data do inicio do século XVIII. Em 1770 há referência a mulheres que
produziam figuras de barro. A sua origem é, possivelmente, de natureza
espiritual, ou seja, o povo gostava de ter em sua casa alguns santinhos e na
impossibilidade de os comprar, começaram a elaborar estas figuras.
Partindo deste pressuposto,
começaram a surgir presépios, onde se inclui a Sagrada Família, os Reis Magos e
as figuras características do povo como o pastor, a mulher das galinhas e
outros.
Surge assim uma nova geração
de bonequeiros, como é o caso de António Lino de Sousa, José Moreira e Mário
Lagartinho e muitos outros.
(Imagem de artesanato de Estremoz que representa 3 figuras femininas. Retirada da internet)
A sua produção é relativamente
simples, utilizando três tipos de processos como a bola, a placa e o rolo.
Depois de moldada a figura, fica a secar vários dias, sendo depois cozida a
800º. Seguidamente, a pintura feita com óxidos de terra misturados com cola.
Após a secagem da tinta é aplicado um verniz para proteção da mesma. As cores são
sempre fortes e garridas, conferindo à peça um aspeto alegre.
Em 2017 esta arte foi
considerada Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Para mais informações aceda à
página da Câmara Municipal de Estremoz .
MJS
2020/11/12
Património Imaterial de Portugal

(Imagem com alguns elementos representativos do património imaterial de Portugal. Retirada da internet)
O património imaterial é uma das categorias do património cultural, onde se concentram tradições e expressões culturais de um grupo de pessoas, devendo ser preservadas para posteridade. Aqui se incluem elementos tão dispersos como lendas, música, dança, costumes, celebrações, saberes e práticas tradicionais.
De acordo com o estabelecido na Lei 107/2001 de 8 de setembro entende-se património imaterial “como todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura portadores de interesse cultural relevante, devem ser objeto de especial proteção e valorização.” Inclui bens de caráter histórico, arqueológico, paleontológico, arquitetónico, linguístico, documental, artístico, etnográfico, científico, social, industrial ou técnico e ainda “bens imateriais que constituam parcelas estruturantes da identidade e da memória coletiva do povo português”.
O património imaterial foi reconhecido
em 2003 como uma categoria interna do património cultural da humanidade, com o
apoio e reconhecimento da UNESCO. Assim sendo, esta organização considera
vários tipos de património, cujo valor pode ser histórico, arqueológico,
ambiental ou natural. Existem todos os anos vários tipos de candidaturas a este
estatuto.
De acordo com a Comissão
Nacional da UNESCO, o património imaterial em Portugal inclui:
- Falcoaria (partilhado com a Bélgica, República Checa, França, Coreia, Mongólia, Marrocos, Qatar, Arábia Saudita, Espanha, Síria, Emirados Árabes Unidos, Áustria e Hungria);
- Dieta Mediterrânica
(partilhado com Itália, Grécia, Chipre, Croácia, Espanha e Marrocos);
- Fado;
- Cante Alentejano;
- Artesanato de Estremoz;
- Arte Chocalheira;
- Olaria Negra de Bisalhães;
- Carnaval de Podence.
O património cultural português faz parte do património mundial classificado pela UNESCO desde 1983. Apresentamos uma listagem dos vários tipos de bens materiais e imateriais que a integram:
1983
Centro histórico de Angra do Heroísmo (Açores), Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém (Lisboa) e Convento de Cristo (Tomar)
1986
Centro histórico de Évora
1989
Mosteiro de Alcobaça
Paisagem cultural de Sintra
Centro histórico do Porto
Sítios Pré-históricos de Arte
Rupestre do Vale do Rio Côa
1999
Floresta Laurissilva da
Madeira
Centro histórico de Guimarães e Alto Douro Vinhateiro
2004
Paisagem da Cultura da Vinha
da Ilha do Pico, nos Açores
Fado
Fortificação de Elvas
Universidade de Coimbra
Dieta mediterrânica
Cante Alentejano
Processo de fabrico de chocalhos em Portugal considerado Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda
Urgente.
2016
Processo de fabrico do barro preto de Bisalhães, em
Vila Real inscrito na lista do
Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da UNESCO.
Falcoaria
2017
Produção dos "Bonecos de Estremoz"
2019
Carnaval de Podence
MJS
2020/11/09
Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, Lisboa
O Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, formado em 2007, está localizado no concelho de Lisboa, freguesia do Areeiro, tendo, desde então, sofrido ligeiras alterações à respetiva designação e constituição.
“O Agrupamento é […] reconhecido pela Junta de Freguesia do Areeiro e pela Câmara Municipal de Lisboa como um parceiro disponível e empenhado, demonstrado no seu envolvimento, nomeadamente no programa da natação e da vela e nos projetos da Luz e da Cor, do Charco e da Horta Pedagógica, bem como na Feira das Ciências, entre outros” (Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, 2016:5).
O
referido agrupamento celebrou contrato de autonomia com o Ministério da
Educação e Ciência em outubro de 2013, que ainda se encontra em vigor. Este agrupamento
integra os seguintes estabelecimentos de educação:
1. Escola Básica e Secundária
D. Filipa de Lencastre (escola sede);
2. Escola Básica de São João de Deus;
3. Jardim de Infância António José de Almeida.
1. Escola Secundária 2,3 D. Filipa de Lencastre
A Escola Secundária D.
Filipa de Lencastre, anteriormente denominada Liceu D. Filipa de Lencastre, é uma escola de ensino secundário
pública localizada no Arco do Cego em Lisboa.
A escola foi batizada em honra de D. Filipa de Lencastre, rainha
consorte de Portugal, por casamento com o Rei D. João I. Sendo inicialmente um liceu feminino, a escola
passou a ser de frequência mista em 1974.
O
Liceu de Dona Filipa de Lencastre foi criado pelo Decreto nº 15971, de 21 de
setembro de 1928, tornando-se o quarto liceu feminino do país e o segundo da
capital (o outro era o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho). O seu primeiro
diretor foi Mário da Costa Cabral, docente do Liceu Camões, uma decisão muito
polémica.
As primeiras instalações localizavam-se num palacete localizado na
Rua do Quelhas, n.º 36. Deu-se início ao ano escolar em 29 de outubro de 1928,
com uma frequência de nove turmas do curso geral liceal.
A escola foi construída a partir de um projeto de Jorge Segurado,
resultante da participação deste arquiteto num concurso público lançado pelo
então Ministério da Instrução Pública, dirigido por Duarte Pacheco.
O edifício procura adequar a modernidade ao tradicional,
representado pelo bairro social do Arco do Cego, aproveitando o pavilhão
construído anos antes, em 1929, com base num projeto de Carlos Ramos, que
procura uma expressão volumétrica futurística.
Após a construção do pavilhão, este projeto foi abandonado, sendo
continuado posteriormente, com base no trabalho de Jorge Segurado, que procura
não fugir à simetria, aproveitando o ginásio e colocando-o no eixo da entrada.
O edifício apresenta, assim, uma forma quadrada com pátio interior.
De acordo com um projeto que existe em exposição na Escola, inicialmente
o desenho era para ser uma escola primária dividida ao meio, sendo a parte
direita reservada ao sexo feminino e a outra ao sexo masculino. De notar a
disposição das salas, todas elas orientadas a Sul, de modo a aproveitar a luz
solar.
Entrou em funcionamento no ano letivo de 1938-1939, como liceu
feminino. De 1938 a 1974 as alunas eram identificadas pela cor do emblema do
Liceu. No ano letivo de 1974-1975 passou a misto. No ano de 2010 foi
constituída a Associação de Antigos Alunos.
O antigo Liceu D. Filipa de Lencastre está classificado desde 2012
como Monumento de Interesse Público.
2. Jardim de Infância António José de Almeida
Situado em Lisboa, na Avenida António José de Almeida[1],
n.º 24, o Jardim de Infância António José de Almeida desenvolve as suas atividades
letivas, diariamente, entre as 9h00 e as 15h30. Fora desse horário, têm lugar
as Atividades de Animação e Apoio à Família, que são desenvolvidas em parceria
com o Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia do Areeiro, por delegação de competências da Câmara Municipal de Lisboa:
“visa contribuir para o bem-estar das crianças
na escola, dando-lhes estabilidade, apostando na qualidade dos professores e
monitores que com elas trabalham. E aposta também na diversificação das
atividades, pois entende que esta permite alargar as experiências das crianças
e desenvolver os seus talentos” (Jardim
de Infância António José de Almeida, 2017).
3. Escola Básica de S. João de Deus
As atividades letivas da Escola Básica de S. João de Deus[2] decorrem diariamente entre as 08.30h e as 15.15h, consoante os anos. As Atividades de Enriquecimento Curricular da EB1 São João de Deus são desenvolvidas em parceria com o Agrupamento de Escolas Dona Filipa de Lencastre e a Câmara Municipal de Lisboa.
Existem 3 atividades anuais: música, educação física e inglês (com exceção dos 3º e 4º anos), todas com 1 hora semanal. Os outros dois dias são ocupados com atividades semestrais: esgrima, xadrez, robótica, teatro, Filosofia e clube das emoções.
Estas atividades
decorrem diariamente, são de frequência gratuita e de inscrição facultativa (Portaria
nº 644-A/2015, Artigo 8º). Procura-se, assim, estimular a criatividade das
crianças, sem impor horários nem atividades fixas.
BIBLIOGRAFIA:
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. FILIPA DE LENCASTRE
(2016). Avaliação externa das escolas, relatório [em linha]. Lisboa: AEFL [Consult. 21 de
outubro de 2020]. Disponível: https://www.igec.mec.pt/upload/PUBLICACOES/AEE/LISBOA/LISBOA_Lisboa_AEE_D_Filipa_Lencastre_2016_2017_R.pdf
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. FILIPA DE LENCASTRE
(2016). EB 1 São João de Deus [em
linha]. Lisboa: AEDFL [Consult.
21 de outubro de 2020]. Disponível: http://www.aedfl.pt/eb-1-sao-joao-de-deus/
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. FILIPA DE LENCASTRE
(2016). E.S 2,3 D. Filipa de Lencastre [em linha]. Lisboa: AEDFL
[Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível:
http://www.aedfl.pt/es-23-d-filipa-de-lencastre/
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. FILIPA DE LENCASTRE
(2016). Jardim de Infância António José
de Almeida [em linha]. Lisboa: AEDFL [Consult. 21 de outubro de 2020].
Disponível: http://www.aedfl.pt/jardim-infancia/
ASSOCIAÇÃO DE
JARDINS-ESCOLAS JOÃO DE DEUS (s.d.) João de Deus [em linha: Lisboa: Associação de Jardins-Escolas João de
Deus [Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível: http://www.joaodeus.com/associacao/biografias.asp?id=1
ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE
EDUCAÇÃO DA EB1 SÃO JOÃO DE DEUS (s.d.). A
associação [em linha]. Lisboa: Associação de Pais e Encarregados de
Educação da EB1 São João de Deus [Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível:
http://www.apeesjd.pt/apee/
JARDIM DE INFÂNCIA ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA (2017). Regulamento das Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF) [em
linha]. Lisboa: AAAF [Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível: http://www.apeesjd.pt/wp-content/uploads/2017/09/RegulamentoAAAF20172018.pdf
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA
(s.d.). António José de Almeida [em
linha]. Lisboa: PRP [Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível: http://www.presidencia.pt/?idc=13&idi=32
[1] Um
dos mais populares dirigentes do Partido Republicano, desde muito novo
manifestou ideias republicanas. Era ainda aluno de Medicina em Coimbra
quando publicou no jornal académico Ultimatum um artigo que ficou
famoso, intitulado «Bragança, o último», que foi considerado insultuoso para o
rei D. Carlos. Foi candidato do Partido Republicano em 1905 e 1906, sendo
eleito deputado nas segundas eleições realizadas neste ano, em agosto. Em 1906,
em plena Câmara dos Deputados, equilibrando-se em cima duma das carteiras, pede
aos soldados, chamados a expulsar os deputados republicanos do Parlamento, a
proclamação imediata da república. No ano seguinte adere à Maçonaria. Ministro
do Interior do Governo Provisório, foi depois várias vezes ministro e deputado,
tendo fundado em fevereiro de 1912 o partido Evolucionista, que dirigirá,
partido republicano moderado organizado em torno do diário República,
que tinha criado em janeiro de 1911, e que também dirigia, opondo-se ao Partido
Democrático de Afonso Costa, mas com o qual se aliou no governo da União
Sagrada, em março de 1916, ministério de que foi presidente. Em 6 de
Agosto de 1919 foi eleito presidente da República e exerceu o cargo até 5 de
outubro de 1923, sendo o único presidente que até 1926 ocupou o cargo até ao
fim do mandato.
[2] João
de Deus Ramos Nogueira nasceu a 8 de março de 1830 em São Bartolomeu de
Messines. Foi batizado a 16 de março do mesmo ano pelo pároco Joaquim Raimundo
Marques. Tinha 19 anos quando saiu do seminário e se matriculou em Direito na
Universidade de Coimbra onde frequentou o 1.º ano. A 13 de Julho de 1859
terminou o curso e decidiu permanecer em Coimbra, colaborando com os jornais: Estreia Litteraria, Atheneu, Preludios Litterarios, Academico,
Instituto, Phosphoro e Tira-Teimas
e traduzindo obras do francês para o português. As suas poesias ganharam fama
entre o meio académico. Em 1862 publicou Pachá Janina, obra contra o Reitor da
Universidade de Coimbra e partiu para o Alentejo onde colaborou na redação dos
jornais O Bejense (de Beja) e A Folha do Sul (de Évora). João de Deus mudou-se
para Lisboa onde prestou juramento e tomou assento nas Cortes a 18 de maio de
1868. Sem filiação partidária e sem integrar nenhuma comissão, nunca usou a
palavra, limitando-se a estar presente. Na capital frequentou assiduamente as
tertúlias do Café Martinho situado no Rossio. Viveu num pequeno quarto alugado
na Rua dos Correeiros, n.º 221, 5.º andar, onde recebia muitos amigos. Em 1870
recebeu um convite do senhor Rovere da Casa Rolland para criar um método de
leitura adaptado à língua portuguesa e inicia desde logo esse seu novo projeto
a que chamará mais tarde Cartilha
Maternal ou Arte de Leitura.
A 2 de Agosto de 1888 foi nomeado vitaliciamente Comissário Geral do Método de
Leitura Cartilha Maternal. No dia do seu 65º aniversário, a 8 de março de 1895,
foi agraciado pelo rei D. Carlos com a condecoração Grã-Cruz de Santiago. O rei
tomou a iniciativa de ir pessoalmente a sua casa entregá-la. Morreu no seu
quarto, às 22 horas, vítima de miocardite crónica, a 11 de janeiro de 1896. A 1
de Dezembro de 1966 o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional.
2020/11/05
Revista "A Águia" e a Renascença Portuguesa
A revista A Águia foi uma revista de âmbito literário, artístico, científico, filosófico e de crítica social publicada na cidade do porto entre 1910 e 1932. A revista começou por ser bimensal e depois mensal, o órgão por excelência do movimento da Renascença Portuguesa. Teve 250 edições repartidas por 5 séries.
A publicação foi iniciada em
dezembro de 1910, com a designação de quinzenal ilustrada de literatura e
crítica. Jaime Cortesão foi o orientador d’ A Águia nesta primeira fase. O seu
diretor e proprietária era Álvaro Pinto. A missão d’A Águia era reunir
intelectuais dispersos, publicar inéditos e contribuir para uma política de
renascimento cultural da identidade portuguesa.
Em 1912 foi adquirida pela Renascença Portuguesa, tornando-se o seu
órgão oficial. O seu diretor foi Tércio de Miranda. A chamada Renascença Portuguesa foi um movimento
cultural com um ideal nacionalista, ligado ao neogarretismo e a uma corrente do sebastianismo. O neogarrettismo
foi um movimento que recuperou os ideias defendidos por Almeida Garret
(1799-1854), sobretudo a salvaguarda e promoção do património cultural
português.
Após a implantação da
república, os intelectuais tentaram contribuir positivamente para a construção
de uma nova sociedade. A Primeira República deparou-se com problemas em vários
setores da vida portuguesa
Entre 1912 e 1932 foram
diretores da revista Teixeira de Pascoaes, António Carneiro, Leonardo Coimbra,
Teixeira Rego, Hernâni Cidade, Adolfo Casais Monteiro, Sant’Anna Dionísio,
Aarão de Lacerda e Delfim Santos.
A maioria dos números teve a
orientação de Teixeira de Pascoes, teorizador do saudosismo metafísico, tendo
optado pela publicação de material inédito em Portugal. Numa segunda fase,
Leonardo Coimbra foi o grande mentor.
A influência da revista na
sociedade portuguesa foi enorme, agrupando autores com diversas tendências
literárias como Raul Proença e António Sérgio. Juntamente com Jaime Cortesão,
Raul Brandão e Augusto Casimiro, irão estar presentes nas publicações e
fundação da Seara Nova.
A característica mais marcante
da revista foi o uso frequente de aliterações, onomatopeias e as maiúsculas.
Aqui se incluem nomes como Augusto de Santa-Rita, Ronald de Carvalho, Bento de
Oliveira Cardoso e Castro, Mário Beirão, António Correia de Oliveira, Afonso
Lopes Vieira, Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro.
Os dois princípios
fundamentais d’ A Águia eram: a vida é um movimento em constante transformação,
com dinamismo e ausência de preconceitos; os intelectuais teriam a missão de
criticar o preconceito e transformar o pensamento.
Apesar do sucesso obtido pela
revista e pelo movimento, houve desde o início algumas dissidências internas,
que resultaram noutros movimentos e publicações. Em 1932 A Águia cessou as suas
publicações, já estando com uma atividade editorial muito reduzida desde 1920.
A Biblioteca da
Secretaria-Geral da Educação e Ciência dispõe de um exemplar desta revista, ao
qual poderá aceder através do SIBME.
MJS e EE
2020/11/02
Alguns dos melhores museus ... em Viseu
A consagração institucional desse epíteto está documentada desde 1935, através da promoção turística desenvolvida pela Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu, uma das dezenas de entidades similares criados pelo regime republicano, em 1921, para o desenvolvimento do turismo a nível local”.
MJS
2020/10/29
Exposição virtual: "Animais taxidermizados no Museu Virtual da Educação"
A taxidermia é uma forma de
conservação de animais vertebrados com o intuito de criar coleções científicas
ou conservar espécimes ameaçados de extinção. O processo envolve conhecimentos
de várias áreas para além da biologia: é caso da química, da anatomia, da
ecologia, das artes plásticas, entre outras. As técnicas utilizadas são várias
e incluem a preparação de esqueleto e da pele; a montagem, reconstituindo as
características físicas do animal; e, por vezes, o seu habitat.
Atualmente, a taxidermia constitui
um instrumento auxiliar do ensino, fazendo parte não só de acervos
museológicos, mas também de acervos didáticos. Desta forma, os alunos podem
observar e manusear vários espécimes de difícil acesso, o que facilita a
aprendizagem de conteúdos programáticos. Estudar, conhecer, explorar e comparar
anatomicamente diferentes animais era uma componente letiva de caráter muito
prático, cujos materiais disponíveis ocupam uma percentagem considerável do
espólio museológico de cada instituição.
As coleções existentes resultam, em
geral, de animais recolhidos no seu meio ambiente e preparados para que
resistam aos anos. Para além dos animais em si, podem também fazer parte desta
tipologia alguns resquícios das atividades dos animais, como é o caso de
ninhos, ovos ou pegadas. Esta exposição engloba vários tipos de pássaros,
mamíferos e peixes, demonstrando a variedade de espécimes existentes nas
escolas portuguesas. Por serem mais facilmente perecíveis, são coleções que
devem ser preservadas, uma vez que são uma peça central na aprendizagem,
estabelecendo uma ponte entre o mundo natural e o seu estudo e conhecimento.
Para saber mais, aceda ao Museu Virtual da Educação.
ME/341526/203
ME/Escola
Básica dos 2º e 3º Ciclos Francisco de Arruda
Espécime
taxidermizado que servia para o estudo e observação nas aulas de Ciências
Naturais. Este exemplar encontra-se colocado sobre uma base de madeira
rectangular, numa posição de alerta, com a cabeça levantada. O faisão é uma ave
galiforme de corpo robusto, pernas e asas curtas. Todas as espécies de faisão
apresentam forte dimorfismo sexual, sendo o macho maior e mais colorido que a
fêmea, com longas penas posteriores, que se assemelham a uma cauda. A sua
alimentação é constituída por fruta, raízes, insectos, folhas e verduras.
Classificação científica: Reino: Animal; Filo: Chordata; Classe: Aves; Ordem:
Galliformes; Família: Phasianidae.
ME/402436/1600
Escola Secundária de Passos Manuel
Espécime
taxidermizado que servia para o estudo das aves nas aulas de Ciências Naturais.
Este exemplar encontra-se colocado sobre uma base de madeira redonda, da qual
se eleva um poleiro, onde a ave está assente. A ave-do-paraíso tem como
característica mais marcante a plumagem exuberante dos machos da maioria das
espécies, utilizada como ornamento nos rituais de acasalamento. O grupo é
típico da Australásia e está presente nas regiões tropicais do Norte da
Austrália, Nova Guiné, Indonésia e Ilhas Molucas. As aves-do-paraíso habitam
principalmente zonas de floresta tropical. São aves de pequeno a médio porte,
medindo entre 15 a 120 cm de comprimento, incluindo a cauda. O grupo é notório
por dimorfismo sexual extremo. O bico é curto e forte e adaptado a uma alimentação
omnívora, baseada em frutos, folhas e animais como anfíbios, insetos e outros
invertebrados. Devido à sua plumagem, bastante cobiçada, é uma ave em vias de
extinção. Classificação Científica - Reino: Animalia; Filo: Chordata; Classe:
Aves; Ordem: Passeriformes; Família: Corvidae; Subfamília: Corvinae.
ME/400117/47
Escola Secundária D. Pedro V
Cação
taxidermizado utilizado para estudo e observação nas aulas de Ciências
Naturais. Este exemplar está montado numa base de madeira e a sua posição emita
o aspeto natural quando se encontra no mar. Classificação científica - Reino:
Animalia; Filo: Chordata; Classe: Chondrichthyes; Subclasse:Elasmobranchii;
Ordem:Hexanchiformes; Subordem: Selachimorpha; Família:Hexanchidae; Género:
Notorynchus; Espécie: N. cepedianus.
ME/402436/1520
Escola Secundária de Passos Manuel
Espécime utilizado para o estudo de matérias das ciências naturais. O exemplar encontra-se taxidermizado, assente em dois pinos de metal, sobre uma placa de madeira. Classificação científica: Reino: Animalia; Filo: Chordata; Classe: Actinopterygii; Ordem: Tetraodontiformes; Família: Ostraciidae; Género: Acanthostracion; Espécie: A. quadricornis.. Acanthostracion quadricornis é o nome científico do peixe também designado vulgarmente como baiacu-chifrudo, baiacu-de-chifre, chifrudo, taoca, peixe-boi e peixe-vaca. Originário de águas temperadas e tropicais do Atlântico, disseminou-se nas regiões costeiras do Massachusetts, das Bermudas, do Golfo do México e do Brasil. Alguns dos seus nomes vulgares compreendem-se devido à existência de um par de espinhos sobre os olhos e outro na parte anterior da região ventral.
ME/402436/1511
Escola Secundária de Passos Manuel
Espécime
utilizado para o estudo de matérias das ciências naturais. Encontra-se
taxidermizado, sobre uma placa de madeira. Classificação científica: Reino:
Animalia; Filo: Chordata; Classe: Mammalia; Infraclasse: Placentalia;
Superordem: Xenarthra; Ordem: Cingulata. O tatu é um mamífero da ordem
Xenarthra, família Dasypodidae, caracterizado pela armadura que cobre o corpo.
Originários do continente Americano, os tatus estão presentes em habitats muito
diversos.
ME/402709/2
Escola Secundária Rodrigues de Freitas
Chimpanzé
(Pan troglodytes) taxidermizado com o objetivo de evidenciar as
características da morfologia externa do animal nas aulas de Ciências Naturais.
Os chimpanzés têm dimensões relativamente pequenas, em relação ao orangotango,
e mantêm-se trepadores ágeis durante toda a vida. Têm um regime alimentar
variado incluindo frutos, insetos, ovos de pássaro e outros alimentos.
Alimentam-se e dormem nas árvores, construindo os ninhos com galhos flexíveis e
frondosos. As mãos e os pés são adaptados à vida arborícola, sendo as mãos
hábeis capazes de manipulação versátil. São inteligentes e com o cérebro
desenvolvido. Investigações sobre o seu comportamento revelaram que podem
aprender a realizar certas tarefas utilizando um raciocínio lógico. Este
exemplar provém da África Central ou Ocidental e trata-se de um espécime
vulnerável à extinção. Destaca-se o corpo revestido de pelos castanho-escuros a
preto. Os braços mais compridos do que as pernas favorecem o balançar de ramo
em ramo entre as árvores. Polegar e dedo grande do pé oponível aos outros
dedos, conferindo grande habilidade de manipulação. Expressão facial capaz de
traduzir sentimentos.
MJS
























