2011/12/20

Os manuais escolares da Biblioteca Histórica


(Imagem da capa de A Cartilha Moderna)

A Cartilha Moderna, da autoria de Manuel Antunes Amor, é um dos manuais existentes no espólio da Biblioteca Histórica desta Secretaria-Geral.

Antunes Amor foi um dos mais divulgados autores de manuais das primeiras décadas do século XX. A sua carreira como professor do ensino primário inicia-se em 1902, numa vila do interior de Portugal, mas cinco anos mais tarde é-lhe atribuída uma bolsa de estudos no estrangeiro que lhe permite, durante dois anos, viajar pela Europa visitando escolas primárias alemãs, austríacas, suíças e francesas. Neste período, toma contacto com diferentes metodologias de ensino e modelos pedagógicos, recolhendo uma importante experiência que virá a aplicar em Portugal.

Entretanto, a sua produção como manualista vai-se desenvolvendo paralelamente à sua atividade letiva e como bolseiro. Ainda em 1906 publica um Compêndio de Desenho e, em1910, um Manual de Estenografia Caligráfica; mas é A Cartilha Moderna que o tornará uma referência nesta época. O subtítulo da obra “Methodo legographico analytico-synthetico” dá bem conta das preocupações de cientificidade do autor. Nesta Cartilha ele pretendia apresentar uma nova forma de ensinar a leitura e a escrita e, a esse respeito, faz questão em salientar a importância e novidade deste seu método nos sucessivos prólogos que antecedem o manual propriamente dito. Dirigindo-se a ‘uma mãe’, nas primeiras páginas do livro, ele sugere: “Confronta este método com aquele por onde aprendeste e que ainda hoje para aí se impinge como oiro de lei, e verás logo a lacuna que ele vem preencher” (p. 7).

É muito interessante notar como os três textos introdutórios deste manual são dirigidos a destinatários diferentes, que representam, de algum modo, os três tipos de interlocutores possíveis para o diálogo que o autor quer travar com os leitores. O primeiro texto, sob a forma de uma carta, é dedicado às “mães”, a quem o autor atribui a função de ensinar os filhos a ler, revelando bem como, há 100 anos, a alfabetização estava longe de ser assegurada apenas pela escola; o segundo texto introdutório, o “Prólogo”, tem por destinatários todos os que se interessem pelos problemas da Educação das novas gerações, pois apesar de o autor começar por se dirigir aos “Colegas” (p. 13) pouco depois interpela sucessivamente: “Pais zelosos”, “Professores”, “Cidadãos portugueses”, “Humanistas” (p. 14) expondo-lhes as suas ideias sobre métodos e princípios educativos; e finalmente, o terceiro texto introdutório, com o título de “Advertências Preliminares” dirige-se muito concretamente aos professores primários que viessem a utilizar este manual na sua prática letiva. Fica, assim, coberto o leque de toda a comunidade envolvente e interveniente na educação das crianças.

Contrastando com os textos introdutórios de caracter epistolar, o corpo do livro, isto é, a parte dedicada ao ensino da leitura e escrita, tem as características típicas de um manual: concebido como um guia de trabalho, com textos direcionados para o ensino, estampas coloridas acompanhadas de orientações concretas sobre o modo de organizar os grupos de alunos e os tempos letivos. Organiza-se em duas grandes etapas, a “Preparação” e o “Desenvolvimento”, que por sua vez se dividem em sucessivas fases, incluindo uma calendarização das atividades, repartida pelas semanas e meses do ano.


(Imagem da Estampa 1 - II - Aprendizagem intuitiva do alfabeto pela apresentação de caracteres maiúsculos de forma impressa, traçados só com linhas retas. Do lado esquerdo estão 5 imagens coloridas que acompanham as vogais do lado direito: I, E, U, O, A)


Na primeira edição, de 1910, apesar de, na capa e folha de rosto, constar a indicação “Primeira Parte (Preparação)” terá ocorrido, no decurso do processo editorial, uma mudança de estratégia, pois a publicação contém de facto, também, a “Segunda Parte (Desenvolvimento)”. Já em 1914 será publicada uma reedição da cartilha com uma nova configuração, esta sim em dois volumes, correspondentes a cada uma destas fases.


(Imagem da Estampa 20, onde surge o desenho de uma família sentada à mesa a tomar chá. Em baixo, na legenda surgem as seguintes letras: "PÂ PÁ. MÂ MÃ. LU LU. LI LI. MI MI. U MÂ FÂ MI LI Â")


Decorrido um século sobre a conceção desta obra, vale a pena notar, de novo, a referência de Manuel Antunes Amor ao século XX como o “século das crianças”. Apesar de ser comum, desde a obra de Philippe Ariès, situar-se em época anterior o nascimento do conceito de infância, é de facto no século XX que as crianças, como grupo social e como categoria, ganham um peso sem precedentes nas estratégias das famílias e dos Estados. A valorização desta faixa etária, no século que nos precedeu, revelou-se, não apenas no investimento sobre a Educação, como no desenvolvimento exponencial de áreas científicas associadas à infância, de que a Pediatria como especialidade médica é talvez a mais relevante. Cem anos depois é interessante revisitar, através de obras como esta, a época em que o assumir das crianças como grupo etário merecedor de atenção e investimento tinha ainda o caráter de uma feliz novidade.

 

Bibliografia consultada:

 

MAGALHÃES, Justino. Da Cadeira ao Banco. Escola e Modernização (Séculos XVIII-XX). Lisboa: Educa/ Unidade de I&D de Ciências da Educação, 2010.

MAGALHAES, Justino: “O Manual Escolar no Quadro da História Cultural: para uma historiografia do manual escolar em Portugal”. In Sífiso. Revista de Ciências da Educação. Universidade de Lisboa, 2006.

NÓVOA, António (dir.).Dicionário de Educadores Portugueses. Porto, ASA, 2003.

NÓVOA, António. Evidentemente. Histórias da Educação. Porto: ASA, 2005.

PROENÇA, Maria Cândida (coord.).O Sistema de Ensino em Portugal (Séculos XIX e XX). Lisboa: Colibri, 1998

 


2011/12/19

Peça do mês de dezembro/2011




Carimbos didáticos

Conjunto de quatro carimbos didáticos, alusivos à temática do Natal, inventariados com o número ME/IAACF/232, pertencentes ao espólio museológico do extinto Instituto António Aurélio da Costa Ferreira, ref. 10. 057 da marca Timbres Studia. Fazem parte de uma coleção de vários carimbos temático.

Um carimbo é um instrumento elaborado em materiais diversos, como o metal, a madeira ou borracha, constituído por com letras, números ou desenhos. Podem ser utilizados para marcar ou datar documentos (carimbo numerador ou datador) ou para fins lúdicos, recreativos ou didáticos (carimbo didático).

A utilização dos carimbos de uma forma lúdica permite a repetição de tarefas pedagógicas e o incremento da coordenação motora. Este conjunto de quatro carimbos, subordinados ao tema do natal e da espera dos presentes, eram impressos numa superfície plana. Podiam não só ser coloridos pelos alunos, mas também exercitar o pensamento lógico e sequencial, através de uma atividade lúdica.

O Instituto António Aurélio da Costa Ferreira teve na origem da sua criação o Instituto Médico-Pedagógico, criado por António Aurélio da Costa Ferreira, Diretor da Casa Pia de Lisboa. Em 1929 foi integrado no Ministério da Instrução Pública, passando a ter a atual designação. A sua missão centrava-se na assistência aos serviços escolares. Em 1935 foi suspenso, tendo sido integrado na Direcção-Geral do Ensino Primário. Em 1941, integrado na Secretaria-Geral do Ministério da Educação Nacional, o IAACF adquiriu novas funções ao nível da seleção de crianças com problemas de aprendizagem e da preparação de técnicos de apoio e de ensino, promovendo estudos de investigação médico-pedagógica e de psiquiatria infantil. Em 1963, o Instituto foi integrado na Direcção-Geral do Ensino Superior e das Belas, e extinto em 1989.

António Aurélio da Costa Ferreira (1879-1922) licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra, em 1894 e em Medicina, em 1905. Estagiou em várias capitais europeias e publicou diversos trabalhos científicos. Foi vereador republicano na CML de 1908 a 1911. Participou ativamente na vida política, sendo nomeado Ministro do Fomento, entre junho de 1912 e janeiro de 1913. A sua visão educativa apoiava-se no fomento de medidas de assistência médica e social às crianças desfavorecidas e com necessidades educativas especiais.

Em 1911 foi nomeado Diretor da Casa Pia de Lisboa, norteando o seu pensamento pelos teóricos Édouard Claparède (1873-1940), Alfred Binet (1857-1911), Ovide Decroly (1871-1932) e Maria Montessori (1870-1952). Costa Ferreira acreditava na escola como meio para formar um indivíduo completo, criando uma sociedade mais equilibrada. A integração social das crianças com problemas educativos foi um dos seus grandes objetivos.


Bibliografia e informação adicional:

http://passosnacalcada.wordpress.com/2007/06/05/antonio-aurelio-da-costa-ferreira-um-grande-educador-madeirense/

http://marcasdasciencias.fc.ul.pt/pagina/fichas/objectos/freguesia?id=884




MJS



2011/12/02

Programas escolares


(Imagem desenhada de parte de um teclado de computador com a frase "Programas escolares)


Encontram-se em fase de tratamento documental um conjunto significativo de programas do ensino secundário das décadas de 60, 70 e 80 que a seu modo, espelham o desenvolvimento da história da educação em múltiplas áreas do saber.

Segundo o Ministério da Educação (2004:12), o procedimento de organização curricular não se cinge a uma mera preforme de saberes a assimilar/ divulgar nas escolas, assim sendo, os programas escolares são a pedra basilar do ato educativo, estes valorizam a dimensão humana, quer ao nível da consciencialização nacional, quer na visão universalista dos saberes:

“Proporcionar a aquisição dos conhecimentos basilares que permitam o prosseguimento de estudos ou a inserção do aluno em esquemas de formação profissional, bem como facilitar a aquisição e o desenvolvimento de métodos e instrumentos de trabalho pessoal e em grupo, valorizando a dimensão humana do trabalho; f) Fomentar a consciência nacional aberta à realidade concreta numa perspetiva de humanismo universalista, de solidariedade e de cooperação internacional; (Ministério da Educação, 2004:12)”.

Para além da referida perspetiva holística dos programas, como bem sabemos a escola é marcada por conteúdos e calendários e, sobretudo, pela correlação entre professores/alunos, onde, por conseguinte, os programas são o elo de ligação entre recursos materiais e humanos. Segundo entendemos, a materialidade programática é constituída por uma série de elementos e permissões que, a cada momento, reformulam o ato de ensinar e aprender. Neste sentido exegético, os programas escolares perspetivam-se da seguinte forma:

a)    Elementos integradores da prática educativa que permitem a recolha de informações e a formulação das decisões adaptadas às necessidades e capacidades do aluno;

b)    Elementos reguladores da prática pedagógica, determinando as diversas componentes do processo do ensino –aprendizagem, nomeadamente a seleção dos métodos e recursos, as adaptações curriculares, as respostas às necessidades educativas especiais;

c)    Permitem ao professor analisar criticamente a sua intervenção, introduzir mecanismos de correção e reforço, definir estratégias alternativas, orientar a sua atuação com os alunos, com os outros professores e ainda com os encarregados de educação;

d)  Permitem aos alunos controlar, em pequenos passos, a sua aprendizagem, consciencializar os seus progressos e dificuldades.

Os programas, ou mesmo os currículos escolares, sumamente, são reflexo de vicissitudes ideológicas. Assim, a administração do sistema educativo, anterior ao 25 de abril de 1974, é centralista – nas direções gerais em Lisboa-, tudo estava dependente dos órgãos centrais. Desta forma, assistimos a um cerrado controlo político/ideológico nas escolas – esse controlo delineava-se em relação aos professores, compêndios oficiais, e sobretudo aos programas únicos a adotar (modelo autocrático).

Entre 74 e 76, como é bem-sabido, o Ministério deixa de ter poder direto sobre as escolas, estas autodeterminavam os seus conteúdos programáticos. A partir desta data, implementam-se novos modelos de normalização, ou seja, o Ministério voltou a controlar a escola através da centralização do poder educativo (o Decreto-Lei 769-A/76 – acabou-se com a autogestão escolar). Diremos, passou de uma democracia direta para uma democracia representativa.

Nos anos 80 a reforma da educação escolar apresenta novas perspetivas de gestão, assim, adotaram-se diversas regulamentações, das quais se destacam a Lei n.º 46/86 de 14 de outubro – lei de bases do sistema educativo, o Decreto-Lei 43/89 – lei da autonomia das escolas; Decreto-Lei 172/91 – novo modelo de gestão, etc. Por sua vez, nos anos 90 assiste-se à implementação de novos modelos de direção e gestão escolar (ver decreto-lei n.º 172/91 de 10 de maio).

Nesta década, há uma clara participação da comunidade, em geral, na gestão e direção da escola – modelos que impulsionam a autonomia escolar. A gestão democrática, dos estabelecimentos dos ensinos básico e secundário, constitui uma referência importante na evolução da escola portuguesa. Os princípios de participação e de democraticidade que a inspiram alteraram profundamente as relações no interior da escola, favoreceram a sua abertura à mudança e despertaram nos professores novas atitudes de responsabilidade. No que diz respeito aos programas escolares, o Decreto-lei n.º 172/91 de 10 de maio, a este respeito, declara que é necessário:

“Elaborar proposta e emitir parecer nos domínios da gestão de currículos, programas e atividades de complemento curricular (Art. 32.º, alínea g)”.

Atendendo ao Artigo 32.º, alínea g, os programas de ensino integram, em si mesmo, um conjunto de pressupostos políticos e sociais, entendemos por bem classificar tal documentação com o descritor currículo. Ao nível técnico, o referido descritor “designa as disciplinas ensinadas e o tempo consagrado a cada uma delas num ciclo regular de estudos de um estabelecimento de ensino.” (TESE, 2010).

Desta forma, todos os programas de ensino secundário, independentemente das matérias tratadas, podem ser recuperados no sistema SIBME em palavras em assunto, com o termo controlado – currículo. No presente momento está disponível um conjunto considerável de programas, desde os anos 60 até aos 90, que integram o fundo geral da nossa biblioteca.


P. M. 

 

Bibliografia:


Ministério da Educação (1991).Decreto-Lei n.º 172/91 de 10 de Maio[on-line].<http://www.igf.min-financas.pt/inflegal/bd_igf/bd_legis_geral/Leg_geral_docs/DL_172_91.htm> [Consulta:12 outubro 2011]


________________ (2004).Organização curricular e programas, 1.º ensino básico[on-line]: Departamento da Educação Básica<http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/downloads/1c1cr/Cgenerico/p1ciclo.pdf?width=965&height=600> [Consulta: 12 outubro 2011]


TESE, thesaurus europeu dos sistemas educativos (2010). Lisboa: Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação


 

2011/11/25

Peça do mês de novembro/2011


Quadro didático de máquina a vapor

 

Quadro didático representando uma máquina a vapor, inventariado com o número ME/ESAD/100, pertencente ao espólio museológico da extinta Escola Secundária Afonso Domingues. Este material era utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Física ou de Mecânica

Trata-se de um quadro de cartão, representando uma máquina a vapor, em corte, com algumas zonas que se articulam entre si, dando a sensação tridimensional. No verso existe um mecanismo em forma de círculo que permite o movimento das diferentes peças da imagem. Assim, os alunos poderiam mais facilmente compreender a transmissão de movimentos das áreas constitutivas do motor e a sua articulação.

A máquina a vapor foi utilizada pela primeira vez por Thomas Savery, nos finais do século XVII, aproveitando a energia produzida pelo vapor. Nesta máquina o vapor era conduzido até uma câmara que, após o seu fecho, era arrefecida, o que provocava a condensação do vapor no seu interior. As alterações a este projeto inicial foram muitas até à criação da máquina a vapor de James Watt em 1783 que contribuiu para a implantação da Revolução Industrial. Charles Algernon Parsons, nos finais do século XIX, criou a turbina a vapor, que melhorou consideravelmente os recursos energéticos.


MJS

 

Bibliografia e informação adicional:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_a_vapor

http://www.adorofisica.com.br/trabalhos/fis/equipes/maquinasavapor/maquinavapor.htm

http://museu.marinha.pt/Museu/Site/PT/Geral/Am%C3%A1quinaavaporreinventaranavega%C3%A7%C3%A3o.htm

 

Para consultar a história da Escola Secundária Afonso Domingues:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Secund%C3%A1ria_Afonso_Domingues

http://www.esec-afonso-domingues.rcts.pt/docs/regulamento_interno.pdf


2011/11/10

Exposição Virtual: 10 de Novembro - Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento


O Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento celebra-se a 10 de Novembro e procura alertar para uma correta utilização dos progressos científicos da humanidade na prossecução de um mundo sem conflitos. Neste dia alertam-se os cidadãos para a reflexão acerca do desenvolvimento da ciência como forma de veicular a paz, através da melhoria das condições de vida e da partilha do progresso científico. A ciência ao serviço do bem comum da humanidade, de forma sustentável, é o ponto de partida para a exposição organizada pelo Museu Virtual da Educação. As peças apresentadas são instrumentos científicos que, ao serviço das práticas pedagógicas, contribuíram para uma alteração na forma de compreender e explorar o mundo. Entre os objetos selecionados podemos destacar a bomba aspirante premente, que permitiu a elevação da água em profundidade até níveis mais elevados, que facilitam a irrigação e o desenvolvimento agrícola. O telefone de Bell, a chave e o telégrafo de Morse incrementaram a comunicação a longa distância, facilitando o contacto entre os homens. A pilha de Leclanché, geralmente utilizada na telegrafia, telefonia e campainhas elétricas, bem como a pilha de Volta, da qual derivam todas as outras, têm uma importância histórica no contributo para o bem-estar da humanidade. Os diversos motores e transformadores com diferentes aplicações práticas permitiram a criação de maquinaria fundamental para o avanço tecnológico. A máquina a vapor, catalisador da Revolução Industrial, é outro dos elementos constantes no Museu Virtual da Educação. Em suma, todos os objetos apresentados deram um contributo fundamental, em diversas áreas, para um aumento da qualidade de vida da humanidade. 


Bomba aspirante premente

ME/403726/60

Escola Secundária de Vila Real de Santo António


Motor de explosão a quatro tempos

ME/402631/700

Escola Secundária Rainha D. Leonor


Microscópio

ME/401109/161

Escola Secundária de Camões


Amperímetro

ME/401857/695

Escola Secundária Gil Vicente


Balança de Roberval

ME/401535/136

Escola Secundária Dr. Júlio Martins


Modelo de máquina a vapor

ME/ESMC/306

Escola Secundária Machado de Castro


MJS


2011/10/27

Peça do mês de outubro/2011



Crânio de primata

 

Crânio de primata, inventariado com o número ME/402217/117, pertencente à à Escola Secundária de Mem Martins, Rio de Mouro.

Trata-se de um crânio de gorila, utilizado em contexto das práticas pedagógicas, para visualização de características anatómicas, nas aulas de Ciências da Natureza. Assenta numa base de madeira retangular, da qual se eleva um pino metálico de apoio. Segundo as indicações na peça, foi recolhido na Floresta do Maiombe/ Arredores de Bucozau - Cabinda, Angola, 1946

O gorila, o maior primata existente, é um mamífero do género Gorilla, originário da floresta tropical africana, podendo habitar quer zonas de planície quer de montanha. No que respeita às características físicas, o gorila macho adulto mede entre 1,40 e 2,00 metros de altura, variando entre 140 e 300 kg de peso.

O crânio deste animal possui o que se denomina de "mandíbula protuberante”. Os molares e os caninos apresentam grandes dimensões, em virtude do seu tipo de alimentação. Nos machos, os ossos temporais unem-se na zona média do topo do crânio, o que condiciona o formato da cabeça. As orelhas são pequenas e as narinas estão rodeadas por pregas nasais, que se estendem até ao lábio superior.

O período de gestação de um gorila tem a duração de cerca de oito meses e meio, e a gestação seguinte acontece somente 3 a 4 anos após o nascimento da cria. Este facto tem contribuído para que a espécie tenha sido dizimada nos últimos anos. A esperança média de vida pode variar entre os trinta e os cinquenta anos. Os hábitos alimentares desta espécie são herbívoros, embora possam incluir insetos. No que respeita aos hábitos sociais, os gorilas vivem em grupos que podem incluir de 5 a 30 indivíduos, com um macho dominante.


MJS

 

Bibliografia e informação adicional:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Gorila

http://primatas.no.sapo.pt/gorila.htm

http://www.suapesquisa.com/mundoanimal/gorila.htm

 

Para consultar a história da Escola Secundária de Mem Martins:

http://www.secmemmartins.pt/


2011/10/04

Exposição Virtual "5 de Outubro - Dia Mundial do Professor: o espólio fotográfico da Escola Comercial Veiga Beirão"


O Museu Virtual da Educação associa-se às comemorações do Dia Mundial do Professor, celebrado a 5 de Outubro desde 1966. Nesta data, a UNESCO juntamente com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), realizaram uma conferência intergovernamental em que foram aprovadas algumas diretrizes relacionadas com o estatuto, formação e condições de trabalho dos professores. Assim, foi decidido associar esta comemoração à mesma data. De acordo com a UNESCO, os professores constituem um grupo de profissionais sem o qual “não pode haver nem desenvolvimento durável, nem coesão social, nem paz”. O tema deste ano é “Teachers for gender equality” – Docentes pela igualdade de género. 

O Dia Mundial do Professor pretende chamar a atenção da opinião pública para os novos desafios e dificuldades que se relacionam com carreira docente em todo o mundo, no sentido de melhorar o ensino. Ser professor é muito mais do que transmitir conhecimentos, é também educar e preparar as futuras gerações para que façam parte uma sociedade mais justa e equilibrada. 

Desta forma, o Museu Virtual divulga algumas fotografias do espólio museológico da Escola Comercial Veiga Beirão. A escola foi fundada em 1919 e foi nomeado seu diretor, o Dr. Raul Valentim Lourenço (1886 – 1965). A direção deste homem, licenciado em Ciências Económicas e Financeiras e aluno de Francisco António Veiga Beirão, foi determinante para o desenvolvimento da escola. Tendo funcionado num edifício situado na Costa do Castelo, foi transferida para o Largo do Carmo em 1941. A escola foi extinta em Julho de 1997, para dar origem à Escola Secundária David Mourão-Ferreira. Esta seleção de fotografias, que abarca um período compreendido entre 1925 e 1966, dá a conhecer vários momentos importantes na vida escolar: o corpo docente, os alunos, as comemorações, as viagens de estudo, os momentos de confraternização e os espetáculos. A coleção ilustra claramente a vida escolar, prestando um tributo a todos os que dela fazem parte.

 

Fotografia

ME/ESDMF/193

Fotografia pertencente ao espólio da Escola Comercial Veiga Beirão. Trata-se de uma fotografia do elenco de professores da Escola Comercial Veiga Beirão, tirada no edifício da Costa do Castelo. Cor: Monocromática; Polaridade: Positivo; Tipo: Opaco; Orientação: Horizontal.


Fotografia

ME/ESDMF/194

Fotografia pertencente ao espólio da Escola Comercial Veiga Beirão. Trata-se de uma fotografia do Padre José Filipe Rodrigues, professor da Veiga Beirão, rodeado de alunos no edifico da Costa do Castelo em 1936. Cor: Monocromática; Polaridade: Positivo; Tipo: Opaco; Orientação: Horizontal.


Fotografia

ME/ESDMF/214

Fotografia pertencente ao espólio da Escola Comercial Veiga Beirão. Trata-se de uma fotografia da equipa representativa do Núcleo de Antigos Alunos, no ano de 1966. Cor: Monocromática; Polaridade: Positivo; Tipo: Opaco; Orientação: Horizontal.


Fotografia

ME/ESDMF/228

Fotografia pertencente ao espólio da Escola Comercial Veiga Beirão. Trata-se de uma fotografia da inauguração da placa comemorativa do aniversário da escola em 1944. Cor: Monocromática; Polaridade: Positivo; Tipo: Opaco; Orientação: Horizontal.


Fotografia

ME/ESDMF/232

Fotografia pertencente ao espólio da Escola Comercial Veiga Beirão. Trata-se de uma fotografia do Campeonato Escolar de Remo de 1939. Equipe vencedora da Escola Veiga Beirão, com o diretor da escola e com o diretor da Associação Naval de Lisboa. Cor: Monocromática; Polaridade: Positivo; Tipo: Opaco; Orientação: Horizontal.


Fotografia

ME/ESDMF/236

Fotografia pertencente ao espólio da Escola Comercial Veiga Beirão. Trata-se de uma fotografia de grupo aquando de uma visita a Setúbal da ECVB a 4 de julho de 1926. Cor: Monocromática; Polaridade: Positivo; Tipo: Opaco; Orientação: Horizontal.


MJS