2022/09/26

Invenções que mudaram o mundo: a internet

 

(Imagem ilustrativa da evolução da internet e de vários motores de busca retirada da internet)

A internet é uma rede mundial de comunicação feita através de computadores, permitindo o acesso a uma quantidade enorme de informação e a troca de mensagens entre utilizadores. Internet significa “entre redes” e designa o protocolo de comunicação TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) desenvolvido por um instituto governamental norte americano, o ARPA (Advanced Research Project Agency).

A internet ou net é uma rede virtual que permite que um computador de uma dada rede possa comunicar com outro computador de outra rede com características diferentes. Cada computador tem associado um endereço IP que o distingue de qualquer outro. É importante distinguir o termo Internet, uma rede de computadores conectados e World Wide Web, um dos serviços que funciona dentro da net.

A origem da internet remonta aos anos 60, após o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik 1, pela URSS. Como resposta, os Estados Unidos criaram a DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) que pretendia estabelecer uma forma de comunicação sem falhas através de redes de computadores. Não se trata propriamente da criação da internet, mas sim do desenvolvimento de novas tecnologias que permitiram um enorme avanço nesta área.

Em 1962, Paul Baran criou um sistema de computadores ligados a uma rede descentralizada, imune a ataques exteriores. Em 1965 Lawrence G. Roberts e Thomas Merril conseguiram ligar dois computadores em locais diferentes através de uma linha telefónica. Foi criada a WAN (Wide Area Network). Em 1966 Roberts integrou a DARPA e desenvolveu a ARPANET que permitiu ligar quatro universidades americanas.


(Imagem da história da internet de 1957 a 2006 retirada da internet)

O Network Working Group, liderado por S. Crocker, estabeleceu um protocolo de controlo, o NPC (Network Control Protocol), que tornou possível criar aplicações nos computadores ligados à Arpanet. Desta forma, em 1972, Ray Tomlinson criou o software básico do email que mudaria para sempre a comunicação. Em 1974 o protocolo NPC tornou-se insuficiente e foi criada uma nova versão, o TCP/IC que facilitava a comunicação em rede.

Em 1985 a internet consolida-se como a principal rede de comunicação global. Em 1989 Tim Berners-Lee desenvolveu a World Wide Web, ou seja, um sistema de distribuição de documentos de hipertexto (http) acessíveis através de um navegador web.

A partir dos anos 90, a internet alargou-se a todo o mundo, tendo um impacto enorme na cultura e na economia mundiais. Em 1997, foi lançado o Google, que oferecia se tornou navegador bastante prático e eficaz. Posteriormente as redes sociais criaram uma nova forma de socialização e comunicação.


MJS

 

2022/09/22

Invenções que mudaram o mundo: a imprensa

 

(Imagem de uma tipografia tradicional retirada da internet)

Por imprensa entende-se, atualmente, o conjunto de meios de comunicação social. O termo imprensa deriva da prensa móvel, o processo desenvolvido e aperfeiçoado por Gutenberg no século XV.

Desde a invenção da escrita que se sentiu a necessidade de reprodução de cópias para transmitir todo o tipo de conhecimentos. No entanto, a pequena quantidade de cópias que se conseguia produzir à mão e o elevado tempo despendido levou à procura de métodos que tornassem o processo mais célere.

As primeiras reproduções de escrita surgiram na Mesopotâmia do século XVII a. C., através da criação de suportes cilíndricos que se utilizavam em placas de cera ou de argila.

Outra forma de publicação regular apareceu com o Império Romano: a Ata Diurna, gravada em tábuas de pedra que continha os eventos mais relevantes e ordens do Imperador. Era colocada no Fórum e permitia aos cidadãos estarem informados sobre notícias militares, desportivas, culturais e legislação.

A China e a Coreia tiveram algumas formas rudimentares de imprensa. Em 713 d. C. foi publicado um panfleto manuscrito que se tornou o primeiro jornal em papel. Os caracteres móveis metálicos foram inventados por Pi Ching em 1041. No entanto, o elevado número de caracteres necessários fez com que a imprensa não tivesse tido o mesmo impacto que no Ocidente.

Na Europa, a invenção da gravura artística cinzelada conduziu à conceção de gravar separadamente cada uma das letras do alfabeto latino permitindo várias combinações: é o principio da impressão tipográfica. Os Países Baixos reclamam a invenção da tipografia para Laurent Coster que teve a ideia das letras móveis.

No entanto foi Gutenberg, com vastos conhecimentos no trabalho do metal, que aperfeiçoou esta técnica e inventou a imprensa de braços que permitiu a impressão de vários exemplares de uma mesma obra. Uma das primeiras a ser reproduzida foi a Bíblia. Com esta técnica reduziu-se o custo de fabrico do livro, aumentou-se a reprodução do texto e satisfez-se a procura cada vez maior de livros entre as diversas classes sociais, em resposta ao livro copiado à mão, um processo moroso e caro. O processo de impressão expandiu-se rapidamente a toda a Europa, tornando-se um dos veículos essenciais de divulgação cultural.


(Imagem a preto e branco de Gutenberg retirada da internet)

A primeira publicação periódica regular surgiu em 1602 em Antuérpia, o Nieuew Tijdinghen. A este, seguem-se vários jornais publicados por toda a Europa. Em Portugal o primeiro jornal foi fundado em 1641, A Gazeta da Restauração.

Nos séculos XVIII e XIX, os governantes tomam consciência do poder da imprensa para influenciar a população e surgem vários jornais de fações políticas. Por outro lado, os empresários apercebem-se do valor comercial que podem ter as publicações periódicas. É também o momento do surgimento das agências de notícias que se dedicavam à recolha de informações que vendiam posteriormente aos jornais.

Este desenvolvimento faz com que surjam novas profissões, como repórteres e fotógrafos. O aparecimento do telégrafo em 1844 permite o envio de notícias a longa distância e em 1847 começou a funcionar a primeira rotativa.

No final do século XX as tecnologias de comunicação e informação tornam-se instituições de alcance global ao nível da informação e do entretenimento.


MJS

2022/09/19

Agrupamento de Escolas de Mem Martins

 

(Vista do Agrupamento de Escolas de Mem Martins retirada da internet)


Em julho de 2012 a Escola Secundária de Mem Martins agregou-se com o agrupamento de escolas Maria Alberta Menéres (EB1/JI Serra das Minas, EB1 MM2, EB2/3 Maria Alberta Menéres) - constituindo o demonizado Agrupamento de Escolas de Mem Martins (AEMM).  Atualmente, a população escolar do agrupamento ronda os 3000 alunos. O AEMM é constituído pelas seguintes unidades educacionais:

§  Escola Secundária de Mem Martins (escola sede);

§  Escola Básica Maria Alberta Menéres;

§  Escola Básica nº 1 da Serra das Minas;

§  Escola Básica nº 2 de Mem Martins.

Cada uma das escolas ou estabelecimentos de educação pré-escolar que integra o Agrupamento de Escolas de Mem Martins mantem a sua identidade e denominação próprias.

 

(Imagem da fachada do Agrupamento de Escolas de Mem Martins retirada da internet)

A Escola Secundária de Mem Martins - escola sede de agrupamento - foi criada em 1983, através da Portaria nº 907/83, 1 de outubro de 1983. A escola localiza-se em Rio de Mouro, servindo simultaneamente a comunidade educativa da freguesia de Algueirão-Mem Martins. Com a formação do Agrupamento de Escolas de Mem Martins, o referido estabelecimento de ensino passou a ser lavrado como escola sede do agrupamento.

A Escola Básica 2,3 Maria Alberta Menéres, foi criada oficialmente pela Portaria N.º 549/98 de 19 de agosto de 1998, embora só tenha entrado em funcionamento no ano letivo 1999/2000. A escola EB1 nº2 de Mem Martins, escola Piloto, inaugurada em 1966, fica situada na localidade de Mem Martins, freguesia de Algueirão/Mem Martins, concelho de Sintra, distrito de Lisboa. A Escola EB1 com JI Serra das Minas n.º 1, construída em 1978, situa-se no bairro da Serra das Minas, na freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra.

As freguesias que integram a Comunidade Educativa do agrupamento enquadram-se nos parâmetros da classe média e média-baixa, havendo focos consideráveis de população que se encontram abaixo dos níveis sociais e económicos referidos anteriormente.


“O meio socioeconómico envolvente é marcado por características urbanas comuns às áreas metropolitanas das grandes cidades. Esta realidade traduz-se em núcleos familiares reduzidos, com crescente tendência para a existência de famílias monoparentais, em que a maioria dos pais e encarregados de educação trabalha fora da freguesia, ritmando o seu quotidiano pela pendularidade das deslocações ao longo do eixo dinâmico Lisboa-Sintra.” (AEMM, 2018:6).

 

Em termos culturais, destaca-se a existência de um grupo populacional significativo com raízes étnico-linguísticas nos países africanos lusófonos, para além dos núcleos oriundos do Brasil, China e países eslavos, evidenciando-se assim a matriz multicultural da população discente do Agrupamento. O AEMM pretende, desde cedo, promover a organização escolar de forma integradora e concertada, dinamizar a participação das estruturas educativas e de toda a comunidade escolar e realizar as atividades em parceria com entidades locais, regionais, nacionais e internacionais.

O produto desta circunstância geográfica, social, económica e cultural levou a que o agrupamento instituísse um hemisfério de parcerias e protocolos que visam a estimulação do ambiente educativo do agrupamento na sua inter-relação com a comunidade.

“O AEMM deverá promover um verdadeiro comprometimento para o sucesso educativo, tendo em mente que os percursos formativos deverão ser significativos e humanizantes para os discentes. Cada uma das unidades orgânicas deverá ser encarada como um centro de aprendizagens de cidadania e de humanidade.” (AEMM, 2018:8) 

Os parceiros pedagógicos ilustram um conjunto de mais-valias, potenciando o desenvolvimento de competências e capacidades nos vários domínios formativos.

“As diferenças e a heterogeneidade que nos caracterizam, os constrangimentos e a vontade persistente em ultrapassá-los serão a nossa riqueza traduzida em eficiência. Não há dificuldade que nos desanime nem contratempo que nos faça desistir de investir nos projetos de vida que temos entre mãos, os nossos alunos.” (AEMM, 2019:7).

 Como verificamos, a própria diversidade sociocultural contribui para o enriquecimento da vivência social no espaço escolar, fomentando oportunidades de promoção da tolerância e respeito pela diferença, colocando, contudo, desafios escola no âmbito da promoção da integração plena de todos os alunos, obrigando a uma constante redefinição de estratégias de gestão pedagógica e de eficiência educativa.


P.M.

 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MEM MARTINS (2021).   Plano de ação para o desenvolvimento digital da escola [em linha]. Mem Martins: AEMM [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível:

https://www.aememmartins.pt/wp-content/uploads/2021/07/PADDE_AEMM_21-23.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MEM MARTINS (2019).  Projeto Educativo de Agrupamento: um agrupamento de sucessos:  2019-2022 [em linha]. Mem Martins: AEMM [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível:

https://www.aememmartins.pt/wp-content/uploads/2020/02/PEA-19-22-AE-MemMartins.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MEM MARTINS (2018).  Projeto de intervenção AEMM - 2018/2022 : um agrupamento de sucessos [em linha]. Mem Martins: AEMM [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível:

https://www.aememmartins.pt/wp-content/uploads/2018/09/Projeto-de-Intervenção-AEMM.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MEM MARTINS (2015).  Plano anual de atividades: 2015/2016 [em linha]. Mem Martins: AEMM [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível:

https://www.aememmartins.pt/wp-content/pdf/documentos/PAA-2015-2016-Ser-Intervir-e-Aprender.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MEM MARTINS (s.d.). Regulamento Interno (RI) [Em linha]. Mem Martins: AEMM [Consult. 18 de maio de 2022]. Disponível:

https://www.aememmartins.pt/wp-content/uploads/2020/06/RI_e_ANEXOS.pdf

 

 

2022/09/15

Peça do mês de setembro

 


Conjunto de ressoadores de Helmholtz

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Física para estudo da mecânica do som. Trata-se de um ressoador de vidro esférico, pertencente a um conjunto de 5, que possui uma pequena abertura circular e um espigão saliente. Este espigão, aberto e diametralmente oposto à abertura, permite a sua introdução no ouvido e a audição do som.

Esta inventariado com o número ME/400439/538/1 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Sebastião e Silva.


MJS


2022/09/12

Invenções que mudaram o mundo: a fotografia

 

Máquina fotográfica

ME/400002/160

Escola Secundária Alves Martins

Máquina fotográfica Zeiss, de fole, com estojo de pele. Modelo Ikon.


A fotografia é um processo de produção de imagens através da fixação da luz refletida pelos objetos numa superfície impregnada com um produto sensível às radiações luminosas.

A criação da fotografia resultou de várias descobertas feitas ao longo dos anos. Em 1558, Giovanni Baptista Della Porta desenvolveu o conceito de câmara escura, igualmente conhecido por Leonardo da Vinci.

Em 1604, Angelo Sala descobriu que um dos compostos da prata escurecia ao sol. No entanto foi Johann Heinrich-Schulze, em 1724, que fez várias experiências a este nível utilizando ácido nítrico, prata e gesso, chegando à conclusão que era a prata halogénea convertida em prata metálica que provocava o escurecimento.

A primeira fotografia que se conhece data de 1826 e é da autoria de Joseph Nicéphore Niépce. Foi produzida numa placa de estanho coberta com um derivado do petróleo através de uma câmara, necessitando de oito horas de exposição solar. Este processo foi designado pelo autor como Heliogravura.

Nièpce contatou com Daguerre, um outro cientista que se dedicava à fotografia e formaram uma sociedade. Daguerre desenvolveu um processo com vapor de mercúrio que permitiu reduzir o tempo de revelação para alguns minutos. Este método ficou conhecido como Daguerreotipia e foi apresentado à Academia de Ciências e Belas Artes em França.

William Fox Talbot também se dedicou ao estudo da fotografia, desenvolvendo um processo diferente – calotipo – utilizando folhas de papel com cloreto de prata que eram colocadas em contato com outras folhas de papel e produziam uma imagem positiva. Este processo é bastante semelhante ao que se usa atualmente pois produz um negativo que permite reproduzir várias imagens.

Só a partir de 1888 é que a fotografia se popularizou, nomeadamente com a empresa Kodak que introduziu a câmara fotográfica com rolos substituíveis que podia ser utilizado por qualquer um.


Conjunto de acessórios para máquina fotográfica

ME/402643/51

Escola Secundária Rainha Santa Isabel

Fole de maquina fotográfica do Século XIX


A utilização da fotografia a partir de meados do século XIX tinha um objetivo documental, ou seja, a reprodução da realidade em diversas áreas como lugares, culturas, edifícios, obras de engenharia. Era o retrato da época.

Ao mesmo tempo desenvolveu-se a fotografia de culturas exóticas e distantes, a fotografia de guerra ou mesmo do corpo humano. No final do século, a fotografia torna-se uma obra de arte, divulgando-se através de exposições e de sociedade fotográficas. 

Na primeira metade do século XX, Alfred Stieglitz foi o responsável pela renovação da estética fotográfica, tendo criado um grupo designado Photo-Secession em 1902. Após a Primeira Guerra Mundial a fotografia liberta-se da função ilustrativa e torna-se numa forma de arte, influenciada pelo Cubismo ou pelo Futurismo, entre outros. Podem destacar-se os nomes de Alexandre Rodchenko, László Moholoy-Nagy pertencente à Escola Bauhaus ou Man Ray, influenciado pelo Dadaísmo e Surrealismo.

A partir dos anos 30, a fotografia teve um papel preponderante como meio de comunicação de massas, ilustrando jornais e revistas. O fotojornalismo e a fotografia de moda são as áreas que mais se destacam.

A partir da segunda metade do século XX, a fotografia assume uma importância artística considerável. Basta referir os retratos realizados por Andy Warhol, numa mistura de fotografia e serigrafia, profundamente influenciado pela Pop Art.

A partir de então, as inovações ao nível da fotografia não pararam de surgir, quer ao nível da captação da imagem e da qualidade de reprodução, quer ao nível da rapidez de processamento. A mudança mais drástica dá-se com a introdução da fotografia digital no final do século XX. A fotografia torna-se assim uma experiência cada vez mais pessoal, de captação de um momento.


MJS

 

 


2022/09/08

Invenções que mudaram o mundo: o foguetão

 

Imagem parietal de atividade humanas

ME/402436/68

Escola Secundária de Passos Manuel

O quadro mostra os vários tipos de armas que podem ser lançadas por aviões, barcos ou manualmente. Ao centro, um grande foguetão a sair da rampa de lançamento, vários aviões militares cruzam os céus e um satélite gravita no horizonte. À esquerda, numa enseada, um torpedeiro em atividade. Num primeiro plano, em terra, dois militares ativam um míssil enquanto uma família, à sua direita lança foguetões de diversão.


Um foguetão, também designado por foguete espacial, é um veículo que se desloca através da impulsão obtida pela reação da matéria que se encontra no seu interior. Atingindo grande velocidade, o foguetão é utilizado para transportar satélites artificiais ou para explorar o espaço.

É constituído por uma estrutura que inclui um motor de propulsão por reação e tanques de combustível com comburente. Habitualmente os foguetões funcionam através da libertação da energia química que se encontra no combustível que reage quando misturada com um comburente. A mistura destes gases aquece e é expelida através de um tubo, propulsionando o foguetão para cima.

Pensa-se que o foguete teve origem na China. O primeiro registo data de 1232 com a invenção da pólvora, utilizada para entretenimento através da produção de fogos de artifício. A sua utilização bélica desenvolveu-se mais tarde, no século XIII, na fronteira ocidental do Império Chinês contra os mongóis.

A Europa tomou conhecimento dos foguetes através dos árabes e utilizou-os em conflitos após a Guerra dos Cem Anos. No entanto, era apenas uma arma incendiária. Só com as Guerras Napoleónicas é que apareceu o foguete bélico.

Nos finais do século XIX os cientistas se dedicaram-se ao estudo dos foguetes como forma de propulsionar veículos espaciais. Konstantin Tsiolkovsky criou uma equação que permitia calcular a força necessária para impulsionar este tipo de veículos. Em 1926 Robert Goddard foi o responsável pelo lançamento do primeiro foguetão alimentado por combustível líquido. Hermann Oberth fez vários estudos sobre a propulsão que permitiria contrariar a gravidade terrestre.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Wernher von Braun desenvolveu os foguetes V-1 e V-2 que constituíram a base das futuras pesquisas para a realização de foguetões. Posteriormente, as tensões políticas que conduziram à Guerra Fria levaram à corrida espacial entre os Estados Unidos da América e a Rússia. Em 1957 o foguete R – 7 lançou o satélite soviético Sputnik na atmosfera terrestre.


(Imagem de um foguetão retirada da internet)

Em 1961, o soviético Yuri Gagarin tornou-se o primeiro homem a ir ao espaço, a bordo do foguete Vostok-K. Em 1969, os Estados Unidos conseguiram colocar o homem na Lua, Neil Armstrong, através da missão da Apollo 11 colocada em órbita pelo foguete Saturn V da NASA.

A evolução dos foguetões espaciais permitiu aumentar o conhecimento do espaço e da galáxia, apesar de alguns reveses neste processo. Vários países constituíram Agências Espaciais para alargar a exploração espacial. Atualmente já existem empresas privadas com naves próprias, cujo objetivo é levar o público até à órbita da Terra.


MJS

 


2022/09/05

Exposição virtual: "Pascal no Museu Virtual da Educação"

 

Blaise Pascal (1623 – 1662) foi um conhecido matemático, escritor, físico, inventor, filósofo e teólogo francês. Filho de Étienne Pascal, professor de matemática e de Antoinette Begon, perdeu a mãe aos 3 anos. A sua educação ficou a cargo do pai e, desde cedo, Pascal demonstrou grandes aptidões para as ciências física e para a matemática. Ao nível da matemática demonstrou interesse pelo cálculo infinitesimal, tendo mesmo criado uma máquina de calcular a que deu o nome La pascaline (1642). Em física estudou a mecânica dos fluídos e aprofundou os conceitos da pressão atmosférica e do vácuo. A morte do seu pai em 1651 fez com que se voltasse para a filosofia e teologia abandonando as ciências, onde voltaria em 1658. Os seus trabalhos incidiram sobre hidrostática e sobre a definição dos princípios barométricos criando o Principio de Pascal que estabelece que a pressão hidrostática não depende do peso do fluido, mas da diferença de elevação. Criou a prensa hidráulica, a seringa, aperfeiçoou o barómetro de Torricelli e desenvolveu vários dispositivos de demonstração das suas leis. Pascal publicou várias obras entre as quais se destacam o Traité du triangle arithmétique e o Traité de l'équilibre des liqueurs. Nesta exposição são apresentados vários dos dispositivos que permitem a demonstração da Lei de Pascal, ao nível do contexto do laboratório de física.

Diapositivo

ME/402436/1856

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de Física. Trata-se de uma imagem de Pascal. Clermont-Ferrand Blaise Pascal (19 de junho de 1623 - 19 de agosto de 1662) foi um físico, matemático, filósofo moralista e teólogo francês. Pascal contribuiu decisivamente para a criação de dois novos ramos da matemática: a geometria projetiva e a teoria das probabilidades. Em Física estudou a mecânica dos fluidos, e esclareceu os conceitos de pressão e vácuo ampliando o trabalho de Torricelli. É ainda o autor da primeira calculadora mecânica, a Pascaline, e de estudos sobre o método científico. Enunciou os primeiros trabalhos sobre o vácuo e demonstrou as variações da pressão atmosférica. A partir de então, desenvolveu extensivas pesquisas utilizando sifões, seringas, foles e tubos de vários tamanhos e formas e com líquidos como água, mercúrio, óleo, vinho, ar, etc., no vácuo e sob pressão atmosférica. Aperfeiçoou o barómetro de Torricelli e publicou o Traité du triangle arithmétique. Um dos seus tratados sobre hidrostática, Traité de l'équilibre des liqueurs, só foi publicado postumamente, um ano após sua morte (1663). Esclareceu finalmente os princípios barométricos, da prensa hidráulica e da transmissibilidade de pressões. Estabeleceu o princípio de Pascal que diz: em um líquido em repouso ou equilíbrio as variações de pressão transmitem-se igualmente e sem perdas para todos os pontos da massa líquida. É o princípio de funcionamento do macaco hidráulico. O diapositivo pertence a uma coleção que se encontra na Caixa I - Secção 2 - Nº. 14060.


Aparelho de demonstração da lei de Pascal

ME/401109/407

Escola Secundária de Camões

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um dispositivo para a demonstração da lei de Pascal, composto por um tubo longo que está ligado a um reservatório circular. Este último está munido de orifícios, onde se inserem tubos manométricos contendo mercúrio. Enchendo o aparelho com água e exercendo pressão sobre a mesma, por intermédio de um êmbolo que atravessa o tubo longo, verifica-se que o mercúrio se eleva à mesma altura em todos os tubos manométricos. Pretende exemplificar a lei de Pascal, segundo a qual a pressão exercida sobre um determinado líquido propaga-se integralmente em todos os sentidos a todos os pontos do líquido.


Prensa hidráulica

ME/402436/1466

Escola Secundária de Passos Manuel

A prensa hidráulica é um aparelho que utiliza a água para produzir um elevado nível de pressão. Este aparelho, utilizado no Laboratório de Física para fins pedagógicos, demonstra a aplicabilidade da Lei de Pascal, segundo a qual a pressão exercida em qualquer ponto de um liquido em equilíbrio é transmitida a todos os outros pontos, bem como às próprias paredes do recipiente onde ele se encontra.


Aparelho de Pascal

ME/400737/30

Escola Secundária de Alberto Sampaio

Aparelho para medir a pressão exercida por um líquido no fundo de um vaso.


Aparelho de demonstração da lei de Pascal

ME/401778/204

Escola Secundária de Fonseca Benevides

Aparelho para demonstração do princípio de Pascal, utilizado nas aulas de Física no contexto das práticas pedagógicas. Princípio físico que se aplica, entre outros, ao sistema de travões e amortecedores e aos elevadores hidráulicos e deve-se ao físico e matemático francês Blaise Pascal (1623-1662). O enunciado é: o acréscimo de pressão produzido num líquido em equilíbrio transmite-se integralmente a todos os pontos do líquido e às paredes do recipiente.


Aparelho de demonstração da lei de Pascal

ME/404652/193

Escola Secundária de Pedro Nunes

Aparelho para o estudo da transmissão da pressão, servindo ao mesmo tempo para a demonstração do princípio da pressão hidráulica. Vaso cilíndrico de metal, pintado de preto (a = 20 cm; d = 16 cm) com 2 êmbolos na face superior, um maior (d = 4 cm) e outro menor (d = 2 cm), assente num tripé de madeira com 33 cm de altura. Dispõe ainda de mais dois tubos metálicos na face superior e de um terceiro êmbolo lateral (d = 2,4 cm) que tem anexas duas roldanas metálicas com calha de onde se podem suspender pesos para estabelecer o equilíbrio entre os três êmbolos.


MJS