2022/07/21

1.º Encontro Nacional CLAV (Classificação e Avaliação da Informação Pública)

(Imagem oficial do Encontro Nacional da Comunidade de Utilizadores da Plataforma CLAV retirada da internet)


A Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas vai realizar o 1.º Encontro Nacional da Comunidade de Utilizadores da Plataforma CLAV, subordinado ao tema “Conhecer melhor a CLAV, no dia 14 de setembro de 2022, na Torre do Tombo, em Lisboa.


Os objetivos do encontro serão dar a conhecer a plataforma CLAV, promover e apoiar a utilização da metodologia, constituir uma oportunidade de interação da comunidade de utilizadores CLAV, promover a auscultação da comunidade e definir caminhos para o seu desenvolvimento. 


Para mais informações poderá consultar a página Conhecer CLAV, o site da DGLAB ou a rede social Facebook.



Invenções que mudaram o mundo: o cinema

 

Projetor de película cinematográfica

ME/401109/872

Escola Secundária de Camões

Aparelho utilizado em contexto das práticas pedagógicas de várias disciplinas. Trata-se de um projetor de película cinematográfica, permitindo a projeção de imagens de grande formato sobre um écran. No átrio de entrada encontra-se uma placa onde se pode ler: "Aos 16 de Março de 1935 foi inaugurada nesta sala uma/ instalação de cinema escolar sendo reitor do liceu/ Manuel Christiano de Sousa e tendo para ela contribuído/ o Governador Civil de Lisboa Ten. Coronel João Luiz de Moura"


O cinema é a técnica de fixar e reproduzir imagens, com o objetivo de as projetar num ecrã. A obra cinematográfica é produzida através de uma série de imagens – fotogramas - impressas num determinado suporte e alinhadas em sequência. Quando projetadas de forma rápida dão ao espetador a sensação de movimento.

O cinema resultou de uma série de avanços na área da fotografia, associados a Louis Daguerre, Coleman Sellers e Étienne Marey. Durante o século XIX surgiram vários aparelhos criados com o objetivo de captar imagens em movimento. É o caso do Fenacistoscópio (1832), de Joseph-Antoine Plateau que consistia num disco onde se encontram várias figuras semelhantes em posições diferentes. Ao girar o disco, estas imagens passavam a formar um movimento.

Charles Émile Reynau criou o Praxinoscópio, um tambor giratório com desenhos colados na superfície interior onde se encontram espelhos. Ao girar o tambor, era possível ver-se essas imagens em movimento.

Em 1891 o Cinetoscópio foi inventado por Thomas A. Edison e consistia numa máquina que mostrava imagens em movimento. Podia ser visto por uma pessoa apenas e precisava de uma lente de aumento, tendo funções limitadas. Black Maria, produzido por Thomas Edison é considerado por muitos como o primeiro filme da história do cinema.

A partir do Cinetoscópio, Louis e Auguste Lumiére criaram o Cinematógrafo em 1895, considerado o primeiro aparelho de cinema. Concentrava várias funções: máquina de filmar, revelação de película e projeção. Foi dado a conhecer ao público a 28 de dezembro de 1895 no Salão Grand Café onde foi feita a apresentação pública do filme L’ Arrivée d’ un Train à la Ciotat.

Os Irmãos Lumière realizaram alguns documentários de curta metragem. O primeiro “Sortie de L’usine Lumière à Lyon” (Empregados deixando a Fábrica Lumière) tinha 45 segundos de duração e é tido como o primeiro audiovisual da história. Neste mesmo ano de 1895, Thomas Edison projeta seu primeiro filme, com a invenção do Vitascope.

Georges Méliès, ilusionista, tentou comprar o cinematógrafo, mas os irmãos recusaram. Desta forma, este futuro realizador adquiriu um outro dispositivo de Robert William Paul. Montou um estúdio de cinema e trouxe para esta arte vários sistemas mecânicos que são os primeiros “efeitos especiais”. A sua obra de maior destaque é Le voyage dans la Lune em 1902.

A partir do Cinematógrafo, o americano Edwin S. Porter, apropriou-se do estilo documentarista dos irmãos Lumière e do uso de maquetes, truques óticos, e efeitos especiais de Georges Méliès. Assim realizou o Great Train Robbery (O grande roubo do comboio), em 1903, um modelo de filme de ação, que teve muito êxito, contribuindo para que o cinema se popularizasse e entrasse para a indústria cultural.

Com o surgir da Primeira Guerra Mundial, a Europa perde importância ao nível do cinema e os Estados Unidos iniciam uma enorme produção de filmes. É o nascimento de Hollywood, uma pequena localidade com excelentes condições para filmar e diferentes paisagens. São fundados os grandes estúdios de cinema: Universal Studios, Paramount, Fox, Metro-Goldwyn-Mayer, entre muitos outros. O cinema torna-se um negócio, em que os diretores e atores têm um estatuto de destaque.

Os desenvolvimentos técnicos cinematográficos sucederam-se rapidamente. A sincronização da imagem com o som foi uma das maiores viragens do cinema. A Warner Brothers desenvolveu um sistema a que deu o nome de Vitaphone e em 1927 apresentou o primeiro filme sonoro: The Jazz Singer. Trata-se de um musical que tinha diálogos e canções, com partes mudas.

Projetor de película cinematográfica

ME/400841/57

Escola Secundária com 3.º ciclo de Anadia

Projetor de pelicula cinematográfica, aparelho utilizado como auxiliar didático audiovisual em várias disciplinas.


Em 1928 The Lights of New York é o primeiro filme com som totalmente sincronizado da história do cinema. O último filme mudo foi O Beijo, da MGM, em 1929, com a atriz Greta Garbo. Para além deste só se produziram os filmes de Chaplin, City Light e Modern Times. Também em 1929 foi criado o Óscar, um prémio de reconhecimento aos melhores do cinema.

Destacaram-se as comédias de Charlie Chaplin, Buster Keaton, Laurel e Hardy, Harold Lloyd ou Douglas Fairbanks. Charles Chaplin, Douglas Fairbanks, Mary Pickford e David Wark Griffith criaram a United Artists com o objetivo de desafiar o poder dos grandes estúdios.

A introdução da cor, de formatos mais longos e o surgimento de efeitos especiais, mais tarde, foram progressos que levaram a mudanças radicais nas produções. A década de 30 é bastante importante pois o cinema torna-se um dos mais importantes divertimentos. Há cada vez mais espetadores, mais salas, preços mais baixos e uma grande escolha a nível de filmes. A empresa Technicolor surge nesta época e permitia filmar em 3 cores, dando um maior realismo.

Após a depressão, a industria cinematográfica recupera e surgem os grandes clássicos de 1939, como O Feiticeiro de Oz e o aclamado E tudo o Vento Levou. Durante este período foi produzido o primeiro filme de animação colorido, Branca de Neve e os Sete Anões.

Na Europa, Mussolini manda construir a Cinecittá, um estúdio onde serão produzidos grande parte dos filmes italianos. Na América Latina atingem grande popularidade nomes como Cantinflas e Carmem Miranda.

Com a Segunda Guerra Mundial, as mudanças no cinema também se fizeram sentir. Inglaterra e os Estados Unidos produziram vários filmes de propaganda de guerra. É o caso do famoso Casablanca (1943). As comédias musicais também foram um investimento dos estúdios, destacando-se vários compositores como Jerome Kern, Irving Berlin, Cole Porter, Mack Gordon, Oscar Hammerstein ou Harry Warren.

Orson Welles lançou o filme Citizen Kane com inovações como ângulos de filmagem e narrativa não linear. Em 1946, Frank Capra (1897-1991) lançou o filme It’s a wonderful life.

Os anos de ouro dos musicais de Hollywood são a década de 50, como é o caso de Singin’in the Rain (1952) com Stanley Donen e Gene Kelly. Algumas atrizes marcaram esta década: Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Grace Kelly, entre outras.

A Disney lança vários filmes de animação: Cinderela (1950), Alice no País das Maravilhas (1951), Peter Pan (1953), A Dama e o Vagabundo (1955) e A Bela Adormecida (1959).

O cinema desenvolve-se um pouco por todo o mundo: o realizador Akira Kurosawa torna o cinema japonês mundialmente conhecido; em França, surge um movimento novo, a Nouvelle Vague, com nomes como Claude Chabrol, Jean-Luc Godard e François Truffaut; na Suécia, o realizador Ingmar Bergman faz grande sucesso com as suas obras; Alfred Hitchcock lança o filme Vertigo. Ficou conhecido como o mestre do suspense, tendo realizado 53 filmes.

Nos anos 60, Hollywood começa a entrar num período de decadência com o aparecimento da televisão. Os grandes sucessos foram Mary Poppins (1964), My Fair Lady (1964) e The Sound of Music (1965).

O cinema teve um enorme impacto na sociedade como meio de comunicação através do registo de factos e da criação de histórias. Se é verdade que o cinema é um espelho da sociedade, também a influenciou de forma notável transmitindo novas formas de pensar.


MJS

2022/07/18

Peça do mês de julho

 


Calculador de fio

Instrumento de medida utilizado em contexto das práticas pedagógicas na área dos têxteis. Trata-se de um aparelho utilizado como calculador de quantidade de fios.

Os fios são conjunto de fibras entrelaçadas, que formam um cilindro de diâmetros irregulares ao longo do seu comprimento. Este aparelho permite contabilizar o número preciso de fios que irão ser necessários para executar uma peça de tecelagem. 

Está inventariado com o número ME/152171/6 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Infante D. Henrique.


MJS

2022/07/14

Exposição virtual: "A Mitologia Clássica no Museu Virtual da Educação"

 

A mitologia diz respeito à história dos deuses e heróis de um determinado povo ou de uma religião. Constitui um conjunto de crenças e interpretações, recorrendo a seres imaginários, que se misturam com conceções racionais. A palavra tem origem no grego mythologia, ou seja, “história da fábula”. Os mitos são histórias que se baseiam em tradições ou lendas, criados na tentativa de explicar fenómenos naturais que não se compreendiam na sua totalidade, como a criação do mundo ou do universo. As personagens principais destas narrativas são deuses ou heróis sobrenaturais, num tempo indefinido. Os mitos, inicialmente divulgados através da tradição oral, foram descritos através de diversos textos ou da arte (pintura, escultura ou baixo-relevo).

A mitologia grega inclui o conjunto de narrativas relacionadas com a Grécia Antiga e com as suas práticas ritualistas, onde se podem observar deuses criadores, heróis e vários tipos de criaturas fantásticas, como ninfas e centauros. Estas figuras fazem parte da literatura grega (poemas épicos como a Ilíada e a Odisseia de Homero), da pintura e da tradição oral.

A mitologia romana versa as narrativas e lendas de Roma Antiga e alguns dos seus deuses foram inspirados nos deuses gregos, assim como nos de origem etrusca. Posteriormente, nota-se a influência egípcia, fenícia ou frígia. A extensão do império romano facilitou a absorção de diversas religiões e culturas.

Nesta exposição, que inclui estatuária, baixo-relevo e um desenho, são representados vários deuses e criaturas divinas da mitologia greco-romana. É o caso de Hebe, deusa grega da juventude; do desenho da cabeça de medusa com as serpentes; ou dos baixos-relevos de Afrodite e Atena. São, na maior parte, trabalhos realizados por alunos no âmbito das práticas letivas, demonstrando uma enorme qualidade de execução.


Escultura

ME/400348/52

Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Escultura de vulto, réplica em terracota da escultura neoclássica, em mármore, de Bertel Thorvaldsen (1806), que representa Hebe (deusa grega, da juventude) de pé, envergando quíton e segurando um jarro na mão direita e uma taça, na esquerda, em atitude de oferenda.


Escultura

ME/401122/69

Escola Secundária Carlos Amarante

Escultura em gesso com representação de uma cena mitológica com 3 figuras, de inspiração marcadamente clássica.



Desenho/Estudo

ME/402163/478

Escola Secundária Marquês de Pombal

Estudo de cabeça, provavelmente de Medusa, ao estilo da época clássica, notório no entrelaçar e volume do cabelo.


Medalhão

ME/ESDJC/93

Escola Secundária D. João de Castro

Trabalho de baixo-relevo em gesso realizado por alunos da Escola Secundária D. João de Castro. Trata-se de uma placa de gesso com uma composição clássica de uma Afrodite ao centro, Eros à esquerda do observador e um putti à direita.



Medalhão

ME/ESDJC/94

Escola Secundária D. João de Castro

Trabalho de baixo-relevo em gesso realizado por alunos da Escola Secundária D. João de Castro. Trata-se de uma placa de gesso com uma composição clássica em que se identifica a figura de Atena à esquerda da composição. Ao centro está representada uma criança e à direita, um homem idoso sentado.


Placa decorativa

ME/401122/52

Escola Secundária Carlos Amarante

Placa decorativa, provavelmente elaborada por um aluno no âmbito das Artes Visuais. Trata-se de uma placa de gesso retangular, com trabalho em relevo. Apresenta uma representação de inspiração clássica, com três figuras mitológicas sentadas. Aos seus pés encontram-se animais fantásticos.


MJS


2022/07/11

Invenções que mudaram o mundo: cartão de crédito

(Imagem de vários cartões de crédito retirada da internet)
 

Trata-se de uma forma de pagamento eletrónico, sob a forma de um cartão de plástico com uma banda magnética e/ou um chip, emitido por uma instituição bancária. Permite ao seu titular realizar várias operações financeiras como pagamentos, levantamentos, depósitos, consultas, transferências, entre outros, sendo as despesas automaticamente debitadas na sua conta.

Este cartão pode ser utilizado em diferentes equipamentos como terminais de pagamento, caixas automáticas, etc. Inclui o nome do titular, o número de cartão, a validade e um código de segurança. São padronizados pela norma ISO 7810. O objetivo da sua criação foi facilitar a compra de bens e serviços, reduzindo a quantidade de dinheiro “vivo” em circulação.

Antes de 1920, algumas empresas como a Western Union forneciam cartões aos seus clientes mais importantes, o lhes que permitia pagar o combustível em postos de abastecimento da marca. O cliente abastecia ao longo de mês e pagava no final desse período. A partir de 1928, grandes companhias e comerciantes ofereciam um cartão com as informações pessoais dos seus clientes que permitia o seu uso exclusivo nessas lojas. Era feito em metal e denominava-se Charga-Plate.

Em 1946, John Biggins, banqueiro de Nova Iorque estabeleceu uma parceria com comerciantes locais e criou o Charg-it, um cartão metálico operado por uma instituição financeira para ser usado em vários estabelecimentos parceiros.

Em 1949, Frank MacNamara encontrava-se num restaurante de Nova Iorque, acompanhado por vários executivos, quando se apercebeu que se tinha esquecido da sua carteira. Assim surgiu a ideia de criar um cartão com o nome do seu possuidor que lhe permitisse pagar a conta após algum tempo. Foi assim criado o The Dinners Club, em papel, aceite em 27 restaurantes e atribuídos apenas a pessoas de destaque.

1958 marcou a grande mudança nos cartões de crédito pois o Bank of America, uma das instituições mais credíveis, criou o BankAmericard, posteriormente denominado Visa (1976). Em 1959 surge o American Express.

O cartão de crédito foi evoluindo, tornando-se progressivamente mais sofisticado e mais seguro. Antes da existência de bandas magnéticas era necessário fazer uma cópia do cartão para se processarem os pagamentos. Em 1969 a IBM desenvolveu cartões magnéticos adotados internacionalmente.

(Imagem de uma máquina de pagamento para cartões de crédito retirada da internet)

Em 1983 o Visa lançou uma rede de caixas multibanco, o ATM (Automated Teller Machine) que permitia disponibilizar dinheiro 24 horas por dia em qualquer local do mundo,

No começo dos anos 2000 criou-se uma tecnologia baseada em chips de dados que geram códigos únicos para cada transação. Em Portugal este processo de introdução do cartão de crédito consolidou-se e tornou-se bastante importante ao nível das transações eletrónicas.

O chamado “dinheiro plástico” passou a fazer parte das nossas vidas, contribuindo para a expansão do comércio e do turismo. As vantagens são enormes pois não há necessidade de dinheiro físico.



MJS

2022/07/07

Invenções que mudaram o mundo: a calculadora

 

Máquina de Calcular

ME/400774/36

Escola Secundária Alfredo da Silva 

Máquina utilizada pelo secretariado, realizando as duas operações primárias: adição e subtração. Funciona manualmente imprimindo as parcelas e somas. Também realiza a multiplicação uma vez que esta operação é uma soma de parcelas iguais, para o que basta repetir a mesma operação tantas vezes quantas corresponderem ao multiplicador. O seu teclado é reduzido e constituído pelas teclas de zero a nove, e pelas teclas das funções.


A calculadora é um dispositivo mecânico que realiza cálculos numéricos simples ou complexos. O ábaco é considerado o precursor da calculadora, um instrumento formado por uma moldura retangular, com hastes paralelas que têm elementos de contagem deslizantes (bolas, fichas, etc.). A sua desvantagem é a facilidade de cometer erros devido à distração do utilizador.

Pensa-se que a primeira calculadora mecânica foi inventada pelo alemão Wilhelm Schickard em 1623. Permitia realizar todas as operações básicas até 6 dígitos. O resultado era indicado pelo toque de um sino, pelo que ficou conhecida como “relógio calculador”. O objeto perdeu-se num incêndio, mas foram encontradas as anotações do projeto, o que permitiu atribuí-lo ao seu autor.

Em 1642, Pascal também criou uma máquina calculadora. Era uma caixa de grandes dimensões e fazia apenas somas e subtrações. A Pascaline, assim chamada pelo seu criador, incluía rodas dentadas com algarismos de 0 a 9. Era um mecanismo simples projetado para ser aperfeiçoado e realizar todas as operações.

Em 1671, Gottfried Leibniz aperfeiçoou a calculadora de Pascal, permitindo que fizesse operações de multiplicação e divisão. Foi apelidada de stepped reckoner e, para além das quatro operações, realizava ainda a raiz quadrada. Leibniz não chegou a terminar a sua invenção, pelo que apresenta alguns erros.

Em 1774, Philipp Matthäus Hahn inventou uma calculadora que realizava as 4 operações sem qualquer erro. Era uma calculadora redonda que permitia o uso de 12 dígitos. Em 1784, Helfrich Johann von Müller criou uma calculadora semelhante, bem como Thomas Colmar, em 1820, que inventou a Arithmomètre. Foi patenteada e produzidos 5000 exemplares que obtiveram grande sucesso por era mais fácil de manusear.

Em 1822, Charles Babbage cria a Difference Engine, capaz de resolver equações polinomicas através de um método que possibilitava a construção de tabelas logarítmicas. Com a possibilidade de receber dados, processá-los e mostrá-los, este é um dos primeiros computadores da história, do qual falaremos num dos próximos artigos.

Cerca de 1880, William Seward Borroughs I cria a máquina de calcular ou Adding machine, patenteada em 1888. A grande diferença é que este aparelho permitia imprimir o resultado dos cálculos efetuados. A máquina ficou famosa sobretudo entre os banqueiros e comerciantes, facilitando enormemente o seu trabalho.


Máquina de Calcular

ME/402321/475

Escola Secundária Nuno Álvares

Máquina de calcular manual utilizada pelo Secretariado que realiza operações primárias. Funciona manualmente com um teclado reduzido constituído pelas teclas de um a nove. Lateralmente possui botões vermelhos e manivelas.


Em 1948 Curt Herzstark inventou uma calculadora mecânica compacta, a curta. Era um pequeno cilindro com uma manivela que realizava todas as operações.

A primeira calculadora eletrónica foi produzida pela Casio em 1957, efetuando todas as operações até 14 dígitos, era a 14-A. Em 1965, a Casio lança a calculadora 001, com funções de memória.

Em 1968, A HP lança a primeira calculadora científica. A partir de então, as calculadoras não têm parado de evoluir, acrescentando novas funções e capacidades, tendo mudado o mundo para sempre.


MJS

2022/07/04

Invenções que mudaram o mundo: a bússola

Bússola

ME/400970/115

Escola Secundária Dr. Mário Sacramento

Instrumento utilizado para estudo e observação nas aulas de Física ou Geografia. Trata-se de uma bússola, constituída por um cilindro metálico e um mostrador em vidro com uma agulha magnética na horizontal ao centro. Este dispositivo magnético usa uma agulha para indicar a direção do Norte. Esta bússola encontra-se no interior de uma caixa de madeira.


A bússola é um instrumento de orientação que se baseia nas propriedades magnéticas de alguns metais e no campo magnético terrestre. A palavra bússola deriva do italiano que significa “pequena caixa”. São geralmente compostas por uma agulha magnetizada que é colocada num plano horizontal onde está representada a rosa dos ventos. A agulha encontra-se suspensa pelo seu centro de gravidade para girar, indicando o norte magnético da Terra.

Pensa-se que a bússola foi inventada pelos chineses para uso na navegação. No entanto o fenómeno do magnetismo já era conhecido há muito tempo, tendo sido mencionado por Tales de Mileto ou Platão.

Começou a ser utilizada em larga escala na Europa cerca do século XIII, chamada de “agulha de marear”, e sendo a única forma de orientação na navegação. Os portugueses aperfeiçoaram o instrumento protegendo-o com uma tampa de vidro para impedir a interferência de outros metais. A sua importância foi enorme e permitiu a exploração do mundo na época dos Descobrimentos.

D. João de Castro também estudou e aperfeiçoou este objeto constatando que as agulhas de marear, na presença de grandes massas metálicas como os canhões, alteravam o seu comportamento.

Só no século XIX é que se construiu a primeira bússola moderna e deve-se ao físico Wiiliam Sturgeon que descobriu, em 1825, o primeiro eletroimã.

Bússola

ME/400634/71

Escola Secundária com 3º Ciclo de Pombal

A bússola é composta por uma agulha magnética na horizontal suspensa pelo centro de gravidade, e aponta sempre para o eixo norte-sul, ao seguir a direção do norte magnético da Terra.


A bússola fornece a referência de uma direção conhecida, mas o seu uso requer um mapa cartográfico, de forma a corrigir a leitura. Isto deve-se ao facto de os polos geográficos e magnéticos não coincidirem exatamente e à influência das condições ambientais. Atualmente as bússolas são eletrónicas, mas estão igualmente sujeitas à ação do ferro.

É um objeto imprescindível na navegação e na orientação, o que melhorou substancialmente o comércio marítimo, tornando as viagens mais seguras e eficientes.


MJS