2021/09/02

A Arte no Livro - marcas de posse. Super-libros (Parte 2)

«Marca de propriedade de um livro, como escudo, iniciais ou qualquer outro elemento ao mesmo tempo ornamental, que se estampa a seco ou com ouro na capa da encadernação, dela fazendo parte integrante, à diferença do ex-libris, que é colado.»

(Paulo Gaspar Ferreira, p. 154, 1997)

 

No seguimento do artigo anterior (“Super-libros; parte 1”), o presente texto desenvolve a origem, características e importância da marca de posse conhecida como “super-libros”, contextualizando o seu aparecimento em termos histórico-culturais e económicos e o seu progressivo declínio em transição para o congénere e sucedâneo “ex-libris”. Observa-se, igualmente, a importância fulcral desempenhada pela invenção da tipografia e consequente propagação do livro impresso. De facto, conforme se constata, o grande incremento da produção de livros, aliado a uma nobreza palaciana que passa a exibir a sua posição pelos cargos e erudição que adquire (e já não apenas pelos feitos de armas), concorrerá para o surgimento de muitas bibliotecas privadas.

 

«As coisas já estavam amadurecidas. Uma Europa de novo desperta estava a exigir livros e havia necessidade premente de um método de os reproduzir rapidamente e em abundância; os livros xilogravados já em circulação revelavam que podiam fabricar-se em quantidade por meio da imprensa; os carimbos de letras separadas usados pelos encadernadores sugeriram o melhor método – o mais flexível, prático e económico – de compor textos para a impressão. As artes e ofícios da época tinham pronto para utilização ou adaptação os materiais, processos e aparelhos necessários para porem em prática a técnica de imprimir.»

(Douglas C. McMurtrie, p. 157, 1997)

 

A vasta maioria das obras literárias irá passar pelo prelo. Se, financeiramente, se tornam um produto mais acessível, a sua aparência é menos luxuosa do que os ricos manuscritos iluminados da Idade Média. Era, sem dúvida, essencial qualquer forma de cobertura para a conservação de textos destinados à leitura. Daí que o bibliófilo-colecionador procure, por vezes, compensar esta uniformidade do corpo da obra, embelezando-a através do recurso a belas peles de encadernação, elegantes motivos e ornatos e ricos ferros de dourar que tornam cada edição um exemplar único e irrepetível. Conforme relata McMurtrie (designer gráfico e importante historiador do livro e da arte de impressão): «Durante este período (séc. XVI), o encadernador cosia muitas vezes o livro e metia-o numa capa de couro que era depois decorada por outro artista especializado em gravação a ouro. Os melhores douradores de couro (doreurs sur cuir) parisienses eram muito mais do que meros artífices. Trabalhavam relativamente com poucos e simples instrumentos, mas faziam com eles encadernações de notável cunho artístico pessoal, comparável em beleza requintada às encadernações alemãs de couro cinzelado.» (cfr. McMurtrie, p. 560, 1997)

 

Deste modo, o orgulho e notoriedade do adquirente e possuidor ganham definitiva consagração e tornam-se um legado inestimável para a geração vindoura, após a gravação (a seco ou a ouro) de um magnífico e prestigiante “super-libros.” Deste modo, também a arte da encadernação floresceu e ganhou amplo desenvolvimento em diversas regiões, criando estilos característicos de decoração de capas. Felizmente, para o estudo e conhecimento da história do livro, muitas encadernações chegaram até nós bem preservadas e encontram-se assinadas pelos artífices que as executaram.

 

 

«Certos exemplares de obras raras chegam a ter uma verdadeira personalidade. São alguém, são conhecidos dos bibliófilos, se não pessoalmente, pelo menos pela fama. Alguns têm uma verdadeira genealogia, sabe-se de onde vieram, por que mãos passaram e onde se encontram no momento. Os bibliófilos que o viram falam dele como se fosse uma pessoa, elogiam-no ou lhe apontam os defeitos, comparam-no com outros. São, geralmente, peças que pertenceram ao próprio autor ou fizeram parte da coleção de algum personagem. Esses exemplares privilegiados, esses livros de sangue azul, enobrecem uma biblioteca. A procedência de um livro é, portanto, muito importante para o colecionador.»

(Borba de Moraes, p. 108, 2018)

 

Encadernação com super-libros armas do Reino Unido

de Portugal, Brasil e Algarves.

(Escudo sobre esfera armilar)

(Coleção do autor)

O costume de revelar a propriedade marcando as capas dos livros com emblemas ou armas pessoais parece ter a sua origem mais remota na incorporação do desenho ou ilustração de armoriais na iluminação dos antigos manuscritos medievais. A ênfase na representação das armas pessoais de indivíduos foi estabelecida por altura do século XIV e aumentou consideravelmente no século seguinte. Com o surgimento da imprensa, o século XV passou por transformações que trouxeram como consequência uma maior liberdade de acesso à informação e pensamento. Desde a sua invenção, a imprensa alargou de forma considerável o público da cultura escrita. Tornou-se possível que oficiais subalternos (sargentos, notários, etc.) e figuras do baixo clero constituíssem eles próprios uma pequena biblioteca, ainda que reunindo uma dezena de exemplares. Entre os anos de 1480 e 1530, essas bibliotecas, multiplicaram-se em diversos países e regiões. Observou-se, igualmente, um efetivo progresso cultural nos meios aristocráticos, com a constituição de belas e preciosas bibliotecas. A invenção da imprensa e outros desenvolvimentos tecnológicos permitiu aumentar a produção do número de livros e disponibilizá-los a um preço mais acessível. Esta situação fomentou o início e promoção da constituição de importantes bibliotecas particulares, principalmente literárias e vernáculas, sendo que alguns proprietários tomaram o hábito de colocar as suas armas e divisas, igualmente, nas encadernações dos seus livros.


«A incorporação das armas nacionais portuguesas nas portadas dos livros impressos em Portugal, desde os alvores da tipografia até aos fins do século XVI, é um facto absolutamente normal. No ponto de vista da Heráldica, dir-se-ia que os impressores assumiam papel semelhante ao dos arautos e dos passavantes colocados sob a autoridade do rei-de-armas. Humildes oficiais mecânicos, sem fumaças de brasonagem, os primeiros tipógrafos acolhiam-se ao mecenato da Casa Real ou das famílias abastadas, e eles próprios usavam a sua arte para homenagearem os seus patrocinadores, imprimindo em lugar de destaque os símbolos nacionais ou os brasões de famílias nobres. Sucedeu isso também na generalidade dos países europeus, e mais ainda naqueles em que a identidade nacional era mais viva.»

(Artur Anselmo, p. 444, 2014)

 

Encadernação com super-libros armas do Reino de Portugal.

(Armas sobre manto de arminho)

(Coleção do autor)

 

O século XVI é considerado por diversos autores como o século de ouro da tipografia. No perfil das obras quinhentistas ganham dianteira as de carácter religioso, um dos temas mais abordados e glosados nesta época, como o caso de hagiografias, obras de devoção e liturgia, manuais de ascética e relatos de missionação, mas também temas de carácter histórico como sejam as crónicas dos reis, os textos legislativos, as obras de poesia, as gramáticas, as ortografias, etc.

Os livros multiplicaram-se, tornaram-se menos imponentes, a reprodução textual tornou-se mais fiel, conduzindo à criação das então chamadas “livrarias” (sinónimo de “biblioteca”, entendido como coleção de livros), por parte de particulares amadores e não mais apenas circunscrito às casas reais, conventos e instituições de estudo e saber como o caso dos colégios e universidades.

O desejo de colecionar determinados livros por circunstâncias especiais ligadas à sua publicação, como a sua raridade, incentivou, também, o comércio de livros; sendo que, neste período, surgem, igualmente, novas técnicas e materiais de encadernação. Acontece que os livros nem sempre eram encadernados pelo editor, após a impressão estar finalizada. Muitas vezes eram expedidos em tonéis de uma cidade para outra, para serem encadernados ao gosto do próprio encadernador. Algumas encadernações passam a ser feitas em “ateliers” especializados, que trabalhavam por encomenda de mecenas, bibliófilos e colecionadores. Os livros tornaram-se personalizados, passando-se a exaltar o nome do proprietário, ou com um emblema ou divisa e motivos heráldicos no centro do livro, geralmente em forma de emblema ou medalhão e alusivos ao proprietário ou à entidade que os detinha.

 

Encadernação com super-libros armas do Reino de Portugal.

(Armas reais sobre panóplia de estandartes)

(Coleção do autor)

 

«Nos casos simples, uma encadernação armoriada, uma assinatura, um ex-libris, uma anotação feita por um livreiro ou leiloeiro, indicando de quem o adquiriu e em que catálogo está descrito, servem para autenticar a origem. Em outros casos o tipo da encadernação, igual ao que usava sabidamente um colecionador, certas marcas manuscritas que serviam para localizar livros, certas particularidades semelhantes às encontradas em outras obras, cujo dono é conhecido, são elementos que servem para se identificar uma peça como tendo pertencido a uma determinada coleção.»

(Borba de Moraes, p. 108, 2018)

 

No caso paradigmático de Inglaterra (que, a par da França, no continente, produziu ricas e belas encadernações armoriadas), ilustres intelectuais e políticos do período isabelino (segunda metade do séc. XVI) que foram colecionadores de livros – Robert Dudley, Conde de Leicester; Lord Burghley; Thomas Wotton; Francis Bacon – bem como eclesiásticos que se distinguiram neste período de fortes conflitos religiosos, não dispensavam o seu cunho pessoal, nas respetivas encadernações. A presença de obras de armaria (ciência heráldica) tornou-se, igualmente, indispensável em qualquer biblioteca pública ou privada. A heráldica surgia como uma parte integrante e necessária da cultura de qualquer indivíduo que pretendesse ser considerado como detentor de uma cultura aceitável. O saber heráldico, vertido em manuais de heráldica, tratados de armaria e armoriais, entrou por inteiro na sociedade. Enquanto código visual e comunicacional, o cerne da heráldica repousa no conhecimento, leitura e interpretação das armas.

 

«Ao longo dos séculos XVII e XVIII, as encadernações comuns continuam a ser recobertas de vitela, sem outra decoração nas capas que não seja uma cercadura de filetes dourados; para as encadernações mais cuidadas, utiliza-se correntemente o marroquim; quando os livros pertencem a um grande senhor ou a um colecionador, este muitas vezes manda gravar as suas armas no centro da capa. Alguns bibliófilos, contudo, no século XVII continuam a mandar executar encadernações decoradas com ferros pequenos, sobrecarregadas de ouro; e, quando a biblioteca se desenvolve, no século XVIII, a encadernação de luxo conhece, em França, um novo surto.»

(Lucien Febvre; Henri-Jean Martin, p. 150, 2000)

 

Reportando, ainda, ao caso inglês, durante os séculos XVII e XVIII o uso de peles coloridas e de sofisticados adornos e motivos ornamentais nas encadernações, veio a deixar pouco espaço para a aposição de grandes timbres ornamentais; ainda que possamos encontrar alguns belos exemplares. Como consequência, as armas heráldicas reduzem de tamanho e deixam de exibir a exuberância da era Tudor. Com o advento da Restauração surge a tendência para usar apenas um simples monograma ou cifra coroada, cercada por coroa de louros, representando o mérito e a glória de quem a ostenta.

 

O Aparecimento do Ex-libris

 

É difícil determinar com precisão o aparecimento do ex-libris, embora a necessidade de marcar o livro com um sinal de pertença pareça ser tão antiga quanto o próprio. De qualquer modo, o emprego e o uso do ex-libris como hoje o conhecemos, parece datar do Renascimento, com a difusão do livro tipográfico. O final do século XVIII, porém, conforme referido, assistirá ao declínio da exibição heráldica e de alguns traços característicos da cultura medieval. O brasão de armas continuou a representar um símbolo de status, que não desaparece, mas a marca exterior nos livros (Super-libros; “ex-libris encadernado”, espécie de “ex-libris fixo”) é gradualmente substituída pela marca de posse dentro do livro (“ex-libris móvel”) – através do simples uso de uma vinheta aplicada, colada dentro do volume –, vindo a dar-se um progressivo declínio da imagem exterior armoriada.

Termo originário do latim, “ex-libris” significa “da biblioteca de”, “fazendo parte dos livros de” e é uma marca de posse carregada no interior de uma obra (autocolante colado, gravado ou impresso), no verso da capa ou na guarda dos livros. Exibe, normalmente, o nome da pessoa ou da entidade a quem a obra pertence, por vezes acompanhado por um lema, as suas armas ou um desenho alegórico e, geralmente, legendas ou ditos sentenciosos. Contudo, desde a Idade Média, os grandes nobres mandavam pintar o seu brasão de armas nos manuscritos que encomendavam, surgindo as armas do proprietário iluminadas quer no início do volume, quer inseridas nas iniciais, quer junto do colofão. O ex-libris sempre manteve, aliás, um caráter heráldico, não raro ostentando emblemas, monogramas, divisas, quer de indivíduos, famílias, quer de instituições, cidades ou corporações.

Para os bibliotecários, principalmente os responsáveis de património, estas marcas de posse (a que também chamam “marcas de proveniência”) são de extrema importância, pois permitem identificar o anterior e os sucessivos titulares de uma obra, o doador ou patrocinador, estimar a importância daquela e traçar o percurso percorrido no espaço geográfico e no tempo.

 

JMG

 

BIBLIOGRAFIA e WEBGRAFIA:


ANSELMO, Artur (2014). Armas nacionais portuguesas como marcas tipográficas. In «Cultura revista de História e Teoria das Ideias», Vol. 33. [em linha]. [Consult. 22 de julho de 2021]. Disponível: https://journals.openedition.org/cultura/2409?lang=en

CASTRO E SOLLA, Conde de (1915). Super-libros ornamentaes: reproduções e notas descritivas. [em linha]. [Consult. 12 de agosto de 2021]. Lisboa: Typographia editora J. Bastos

FEBVRE, Lucien e MARTIN, Henri-Jean (2000). O Aparecimento do Livro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

FERREIRA, Paulo Gaspar (1997). Dicionário Técnico de Termos Alfarrabísticos. Porto: In-Libris.

GUIGARD, Joannis (1872). Armorial du bibliophile. [em linha]. [Consult. 16 de agosto de 2021]. Disponível: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k77491b/f14.item#

IEFP (s.d.) Manual de Encadernação – manual do formador. [em linha]. [Consult. 03 de agosto de 2021]. Disponível: file:///C:/Users/jose.goncalves/Desktop/encadernacao_manual-formador.pdf

McMURTRIE, Douglas C. (1997). O Livro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

MORAES, Rubens Borba de (2018). O Bibliófilo Aprendiz. [em linha]. [Consult. 26 de julho de 2021]. Disponível: https://www.bbm.usp.br/pt-br/publica%C3%A7%C3%B5es-bbm/o-bibliofilo-aprendiz/

PERICÃO, Maria da Graça (2016). Livros quinhentistas da coleção Visconde da Trindade. [em linha]. Coimbra: Imprensa da Universidade. [Consult. 12 de agosto de 2021]. Disponível: https://www.google.com/search?q=%22manuscritos+e+livros+valiosos%22+alberto+navarro&oq=%22manuscritos+e+livros+valiosos%22+alberto+navarro&aqs=chrome.69i57.19310j0j15&sourceid=chrome&ie=UTF-8

VICTORIA AND ALBERT MUSEUM (2016). National Art Library of armorial bindings. [em linha]. [Consult. 29 de julho de 2021]. Disponível: http://www.vam.ac.uk/content/articles/n/national-art-library-collection-of-armorial-bindings/

WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Supralibros. [em linha]. [Consult. 09 de agosto de 2021]. Disponível: https://es.wikipedia.org/wiki/Supralibros



2021/08/30

O traje através de imagens parietais

O traje, indumentária ou vestuário é qualquer objeto que se utiliza para cobrir o corpo, seja por proteção em relação às condições atmosféricas, seja por motivos sociais ou culturais. O traje, nas diversas épocas e situações, foi sendo alterado e evoluindo ao longo dos séculos, consoante o tipo de cultura ou sociedade. 

Temos como exemplo o vestuário romano que conferia um determinado estatuto ao indivíduo que o envergava, refletindo uma sociedade ordenada. A toga ou túnica era o traje mais comum. Este tipo de indumentária contrastava amplamente com a usada pelos povos bárbaros, tal como se pode observar nas imagens parietais. 

Durante a Idade Média, após o período bizantino, o traje continuou a ser uma forma de distinção social: os nobres utilizavam roupa mais elaborada e complexa e o povo continuou com o uso da túnica. A tendência evolutiva da moda vai no sentido da maior complexidade e da decoração cada vez mais exagerada: a roupa era um indicador de riqueza e posição social. 

No que respeita ao exército, temos exemplos bastante distintos consoante as épocas e as culturas. Nesta exposição podemos observar o contraste entre os soldados romanos e os soldados turcos/persas e entre Carlos Magno e os seus guerreiros e o povo gaulês, bastante mais simples. Em diferentes épocas são evidentes as diferenças e o refinamento da indumentária: os cruzados com vestes mais aguerridas e simples e os mosqueteiros com trajes refinados. Por último, temos alguns exemplos de soldados prussianos e franceses, já no século XIX, bem como o traje na época da revolução francesa.



Imagem parietal de trajes

ME/402321/388

Escola Secundária Nuno Álvares

Quadro parietal de dupla face, a cores, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de História. Trata-se de uma representação de três soldados, em cada uma das faces: na frente, soldados romanos onde se pode ler a legenda "krieger", ou seja, “guerreiro”. No verso, com o título "Ultertum. Perfer", surgem da esquerda para a direita 3 figuras: Krieger, könig e Leibgarde, ou seja, “guerreiro”; “rei” e “defensor”. São provavelmente figuras que envergam vestuário turco ou persa.




 Imagem parietal de trajes

ME/402321/389

Escola Secundária Nuno Álvares

Quadro parietal de dupla face, a cores, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de História. Trata-se de uma representação de três soldados, em cada uma das faces: num dos lados pode ler-se, da esquerda para a direita, Krieger, Karl der Grosse e Krieger. São trajes de dois soldados e do Imperador Carlos Magno. No verso vêem-se 3 figuras que têm como inscrição: Krieger, fürst e priesfter, ou seja, guerreiro, príncipe e sacerdote. Estes serão provavelmente trajes de povos bárbaros.



Imagem parietal de trajes

ME/402321/390

Escola Secundária Nuno Álvares

Quadro parietal de dupla face, a cores, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de História. Trata-se de uma representação de três soldados, em cada uma das faces, com o título "Der dreissigiährige krieg". Numa das faces pode ler-se, da esquerda para a direita, Musketier; schmede; kürisser, ou seja, mosqueteiros. No verso, com o título "Kreuzzüger Ritter", ou seja, cruzados, onde surgem 3 figuras, com as respetivas inscrições: ritter, ritter, tempelherr: cavaleiros e templário.




Imagem parietal de trajes

ME/402321/391

Escola Secundária Nuno Álvares

Quadro parietal de dupla face, a cores, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de História. Trata-se de uma representação de três soldados, em cada uma das faces, com o título "Ultertum. Römer", ou seja, soldados romanos. Num dos lados lê-se, da esquerda para a direita, krieger. feldherr; [liktor]: guerreiro, comandante e provavelmente um protetor dos magistrados. [soldados romanos e legião]. No verso, com o título "Jahrhundert nor Christo. Gallier", ou seja, Gauleses. Surgem 3 figuras, da esquerda para a direita, com a legenda krieger, guerreiros.

Imagem parietal de trajes

ME/402321/392

Escola Secundária Nuno Álvares

Quadro parietal de dupla face, a cores, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de História. Trata-se de uma representação de três soldados, em cada uma das faces, com o título "Türssenfriege", provavelmente guerreiros e dignatários turcos. Da esquerda para a direita, por debaixo de cada figura lê-se: Janitschar, sultan, bogenschüsse: janízaro, sultão e atirador de flechas. [soldados turcos e sultão]. No verso, apesar de não existir imagem disponível, com o título "Jähriger krieg" surgem 3 figuras, com respetivas inscrições por baixo: kürraffier, Friedrich der Grosse. Grenadier, ou seja, Frederico, o Grande e os seus soldados.



Imagem parietal de trajes

ME/402321/393

Escola Secundária Nuno Álvares

Quadro parietal de dupla face, a cores, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de História. Trata-se de uma representação de três soldados, em cada uma das faces, com o título "Freiheitsfriege 1813-1815". Por debaixo de cada figura, da esquerda para a direita, lê-se: französische garde, preussische linien = infantarie, preussische lamdmehr, ou seja, guarda francês e soldado prussianos. No verso, com o título "Französische revolution", surgem 3 figuras relativas à revolução Francesa. Nas inscrições por baixo de cada figura pode-se ler: Sanscoulotte, Dssizier, Bürger, ou seja, os “sans-coulotte” ou camponeses e figuras ligadas provavelmente à burguesia.


MJS 

2021/08/26

Biblioteca de Arqueologia

(Imagem da entrada da Biblioteca de Arqueologia com o respetivo logotipo. Retirada do site do Património Cultural)

A Biblioteca de Arqueologia (BA) situa-se no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia. Tem origem em 1973 na Biblioteca do Instituto Arqueológico Alemão, tendo sido cedida ao Estado Português aquando da sua extinção em 1999.

Trata-se de um espaço especializado em Arqueologia nas suas diversas vertentes. Incide sobretudo sobre Portugal e a Península Ibérica, embora tenha um acervo importante de arqueologia mundial.

Estão disponíveis cinco bases de dados, de acordo com os acervos existentes: Acervo Bibliográfico Geral, Mapoteca, Arquivo Leisner, Desenho gráfico e Acervo Bibliográfico de Arqueologia Náutica e Subaquática. Para além destes, pode referir-se o fundo resultante da doação do Dr. Francisco Alves e o fundo de Catálogos de Leilão.

O acervo bibliográfico geral tem cerca de 97.000 registos bibliográficos, divididos por cerca de: 1.550 títulos de periódicos (cerca de um terço dos quais ativos e atualizados), 32.000 títulos monográficos e 63.500 títulos de analíticos.

A Mapoteca diz respeito à georreferenciação de sítios, achados e monumentos. Inclui carta militares, cartas corográficas, cartas de Portugal, cartas geológicas, cartas de capacidade de uso do solo, cartas topográficas, cartas administrativas, ortofotomapas, ortofotoplantas, cartas atlas do ambiente e cartas agrícolas, entre outras.

(Imagem da sala de leitura da Biblioteca de Arqueologia. Retirada do site do Património Cultural)

O Arquivo Leisner, disponível on-line, compreende 49.500 documentos (19.000 documentos escritos e 30.5000 documentos gráficos e fotográficos). Foi reunido por Georg (1870-1957) e Vera (1885-1972) Leisner, arqueólogos que fizeram vários estudos arqueológicos em Portugal.

Os Desenhos de Arquitetura Megalítica inclui desenhos de monumentos megalíticos que se encontravam no acervo do DAI de Lisboa (ao qual foram remetidos, em 1995, pelo DAI de Madrid).

Datam das décadas de 1960 e 1970 e foram realizados, maioritariamente, por indicação de Georg Leisner, Vera Leisner e Hermanfrid Schubart, durante os trabalhos de prospeção arqueológica. Existem igualmente vários desenhos “livres” elaborados por desenhadores profissionais, para ilustração de comunicações e publicações, que não se encontram digitalizados. Constituem um núcleo de grande importância para a reconstituição das paisagens megalíticas.

O Acervo de Arqueologia Náutica e Subaquática é composto por monografias e periódicos especializados nesta temática. Aqui se inclui a doação do Dr. Francisco Alves, com cerca de 2.000 volumes sobre este tema.

 

MJS

2021/08/23

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra


(Imagem do interior da Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra. Retirada da internet)

A Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra é uma das mais importantes a nível nacional, com um acervo de cerca de 30.000 volumes. Situa-se no quarto piso da ala nascente do palácio, denominada a Casa da Livraria, sendo a sala de maior dimensão em todo o monumento. É uma área em forma de cruz com cerca de 85 metros de comprimento e 9.5 metros de largura, pavimentada com pedra liós de várias cores. Ao centro tem uma abóbada que se apoia em quatro arcos, em cujo centro se encontra esculpido em mármore um rosto humano que representa o sol, uma alegoria ao conhecimento e à sabedoria, influenciada pelo Movimento das Luzes.

Em 1730, este espaço encontrava-se ainda em construção e foi instalado em duas salas no terceiro piso do lado poente. D. João V adquiriu a maior parte do seu acervo. O Rei enviou emissários ao estrangeiro para adquirir tudo o que de melhor e de mais novo aí se imprimisse. Tratava-se de um Biblioteca Real, mas poderia ser utilizada pelos membros da corte e pela comunidade religiosa. Os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho foram os responsáveis pela sua instalação.

(Imagem de uma das estantes com livros no interior da Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra. Retirada da internet)

Em 1711 iniciou-se a construção das estantes, concluídas em 1776, desenhadas por Manuel Caetano de Sousa (1738-1802), arquiteto da Casa Real. Em 1792 levaram-se a cabo os acabamentos e foi executada a transferência de livros. A biblioteca passou a localizar-se na sequência dos aposentos dos infantes, ao nível do Palácio Real.

Será de notar a Bula concedida pelo Papa Bento XIV em 1754 que proibia o empréstimo de obras desta biblioteca e a autorização de inclusão de obras proibidas pelo Index.

Em 1809, Frei João de Santana catalogou a coleção que segue atualmente a sua organização. Os livros estão dispostos hierarquicamente: a norte os textos sagrados, religião, doutrina e direito canónico; a sul, as obras profanas como as ciências exatas e humanas, artes liberais, história, geografia, direito, etc.; ao centro estão as obras clássicas, periódicos, dicionários e obras de referência. Existem ainda um núcleo de obras raras, como é o caso dos incunábulos, a Crónica de Nuremberga, a Enciclopédia de Diderot et D’Alembert, Livros de Horas, Livros Proibidos pelo Index, partituras musicais, etc.

Atualmente existem três fundos acessíveis para consulta on-line: o Fundo Mangens, o Fundo Moderno e o Fundo Possidónio da Silva.

 

MJS

 

2021/08/19

Exposição Virtual: "O Egipto em diapositivos"

O Egipto é um país localizado o nordeste de África e o sudoeste da Ásia, através da Península do Sinai. Tem uma história riquíssima, sendo considerado por muitos o berço da civilização. É aqui que se localizam monumentos tão emblemáticos como as pirâmides de Gizé, a Esfinge, o Vale dos Reis, o Templo de Karnak, entre muitos outros. 

Esta herança cultural moldou a identidade nacional que absorveu igualmente diversas influências externas em virtude do contato direto com gregos, romanos, persas, árabes, otomanos, etc. Foi um dos primeiros centros do Cristianismo, mas acabou por ser islamizado no seculo VII. 

Governado por potências estrangeiras do século XVI ao século XX, O Egipto tornou-se independente em 1922. Com a Revolução de 1952, a nação tornou-se uma república. Durante todo o século XX assistiu a vários conflitos sociais e religiosos e a uma enorme instabilidade política. 

Atualmente continua a enfrentar vários desafios, sendo um deles a pobreza generalizada, o analfabetismo e o aumento populacional. As terras aráveis são escassas devido à predominância do deserto do Saara, escassamente povoado, que ocupa a maior parte do território. A população concentra-se assim nos grandes centros urbanos, onde as condições de vida se tornam bastante limitadas. Nesta exposição aborda-se a temática da vida quotidiana no Egipto, onde se dá destaque à componente humana e às tradições: os vendedores ambulantes, o trabalho dos camponeses, os jovens e os condutores de camelos. Provavelmente da década de 50, estes diapositivos são o espelho de uma sociedade profundamente arreigada aos seus costumes milenares.


Diapositivo

ME/401857/1256

Escola Secundária de Gil Vicente

O diapositivo era destinado a visualização coletiva nas aulas de História ou Geografia. É constituído por duas finas placas de vidro transparente, unidas por papel adesivo preto, estando numa delas gravada uma imagem que representa vendedores ambulantes numa ruela de Alexandria. Avista-se, à esquerda e ao fundo, os primeiros andares de prédios com gelosias nas janelas e, em primeiro plano, expositores toscos com bugigangas e melancias. Um rapaz abriga-se debaixo de um guarda-sol e outro apresenta um chapéu típico do Egipto. Uma mulher, de costas, está vestida com as roupas compridas tradicionais do Médio-Oriente, com a cabeça tapada.


Diapositivo

ME/401857/1508

Escola Secundária de Gil Vicente

O diapositivo era destinado a visualização coletiva nas aulas de História e de Francês. É constituído por duas finas placas de vidro transparente, unidas por papel adesivo preto, estando numa delas gravada uma imagem de Karnak, no Alto Egipto, mostrando uma parte do Templo de Amon, nomeadamente 7 colunas osiríacas.


Diapositivo

ME/402436/1872

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de Geografia ou História. Trata-se de uma imagem típica do Egipto, onde se podem ver alguns habitantes numa ponte sobre o rio, montados nos seus camelos e acompanhados por burros. O diapositivo pertence a uma coleção que se encontra na Caixa II - Secção 1, N.º 9768.

 

Diapositivo

ME/402436/1953

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de Geografia ou História. Trata-se de uma imagem de uma jovem Núbia a dançar, envergando um traje típico da região. Foto tirada em Luxor, Egipto. O diapositivo pertence a uma coleção que se encontra na Caixa II - Secção 2, N.º 9744.


Diapositivo

ME/402436/2207

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de História ou Geografia. Trata-se de uma imagem onde podemos observar dois jovens egípcios, no Poço de José, no Cairo, Egipto. O diapositivo pertence a uma coleção que se encontra na Caixa VII - Secção 1, N.º 6317.


Diapositivo

ME/402436/2226

Escola Secundária de Passos Manuel

Diapositivo utilizado como material didático nas aulas de História ou Geografia. Trata-se de uma imagem onde podemos observar camponeses nas margens do Nilo, no Egipto. O diapositivo pertence a uma coleção que se encontra na Caixa VII - Secção 1, N.º 9721.


MJS

2021/08/16

Peça do mês de agosto

 


Pirómetro de quadrante

Instrumento utilizado no contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física, para demonstração da dilatação. O pirómetro de quadrante mede a dilatação térmica linear de uma barra metálica, quando esta é introduzida nos orifícios de dois suportes verticais; uma das extremidades fixa-se por meio de um parafuso de pressão e a outra fica livre, indo empurrar, ao aquecer a barra, um ponteiro que se move num quadrante graduado. O aquecimento é feito através de um reservatório, situado entre os suportes, onde se faz arder álcool. O conjunto, suportes e reservatório, constitui uma só peça metálica, estando o quadrante e o ponteiro aparafusados à extremidade esquerda, quando a escala está virada para o observador.

Está inventariado com o número ME/ESAD/222 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Afonso Domingos.


MJS


2021/08/12

Biblioteca da Ajuda

(Imagem da lombada de vários livros arrumados em estantes. Retirada da internet)

A Biblioteca da Ajuda é uma das mais antigas bibliotecas de Portugal, dotada de um espólio incalculável. Está situada numa das alas do Palácio da Ajuda desde 10 de junho de 1880 e conta com 5 salas, sendo apenas 3 abertas ao público.

Nestas zonas públicas destacam-se a dimensão das estantes, o mobiliário, os tetos decorados com “trompe-l´oeil”, as vitrinas com várias peças manuscritas e peças da antiga oficina de encadernação da Biblioteca Real, datadas dos séculos XVIII/XIX.

A origem da Biblioteca da Ajuda é Biblioteca Real, antiga designação, ainda do século XV. Durante o século XVI foi instalada no torreão poente do Paço da Ribeira. D. João V enriqueceu amplamente o seu espólio que se perdeu durante o terramoto de 1755. Após este acontecimento foi instalada nas casas anexas ao Paço de madeira na Ajuda. O seu acervo foi enriquecido com a compra de espólios de grandes casas senhoriais.

Devido às invasões francesas, em 1811, a biblioteca foi novamente transferida, desta vez para o Rio de Janeiro, formando-se o núcleo inicial da atual Biblioteca Nacional. Incluía as livrarias do Rei, da Casa do Infantado e os manuscritos da Coroa. Em 1821, o núcleo de manuscritos da Casa Real é remetido para Portugal. Os cerca de 60000 mil volumes que permaneceram no Brasil irão dar origem à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

O núcleo que veio para Portugal irá, mais tarde, incorporar as livrarias da Companhia de Jesus (Casa Professa de São Roque e Colégio Santo Antão), da Congregação do Oratório e do Palácio das Necessidades. Esta Biblioteca Real foi sendo refeita através de várias iniciativas de D. João VI e D. Miguel, dotada de um Depósito Legal e acumulando funções de arquivo e biblioteca e de imprensa régia. Mais tarde procedeu-se à incorporação de alguma documentação proveniente de organismos públicos, nomeadamente do Ministério do Reino. De entre as livrarias integradas, encontram-se as seguintes: Dr. Nicolau Francisco Xavier da Silva; Conde de Redondo; Barbosa Machado; José Freire de Monterroio Mascarenhas; João da Mota e Silva o Cardeal da Mota; José Monteiro da Rocha; Pedro de Melo Breyner; Convento das Necessidades, da Congregação do Oratório de S. Filipe de Nery; Colégio dos Nobres; bispo inquisidor D. José Maria de Melo; D. Pedro V; D, Luís e D. Carlos. Existem, igualmente, catálogos de outras livrarias, o que faz supor que estas tenham sido igualmente integradas. Contam-se nessa situação, as de D. Carlota Joaquina de Bourbom, D. Maria Francisca Benedita, Cândido José Xavier Dias da Silva, Conde de Sampaio, Conde de Vila Flor, Conde de Castro Daire, D. Luís de Sousa, Francisco Maria Angelleli, Manuel Joaquim de Sá Braga, D. José da Silva Pessanha, Colégio de Santo Antão e Casa Professa de S. Roque, dos Jesuítas.

A Casa Real foi responsável pela administração da Biblioteca até à implantação da República. Os bibliotecários tinham nomeação régia e geralmente faziam parte do corpo de secretários do Rei. É o caso de Alexandre Herculano (1839-1877), Magalhães Coutinho (1877-1895) ou Ramalho Ortigão (1895-1911). Após a Proclamação da República o 1.º Diretor a ser nomeado foi Jordão de Freitas (1918-1936).

(Imagem da sala de leitura da Biblioteca da Ajuda. Retirada da internet)

Quanto ao acervo da biblioteca, o seu catálogo tem mais de 19.000 registos bibliográficos, incluindo manuscritos, fotografia, iconografia, cartografia, folhetos, genealogia, obras de medicina ou arquitetura. Inclui obras de relevo como o Cancioneiro da Ajuda, o Livro de Traças de Carpintaria, ou Da fabrica que falece a cidade de Lisboa, de Francisco d’Holanda.

Existem várias coleções das quais podemos destacar:

- a coleção de manuscritos que detém 2.512 códices e cerca de 33.000 documentos avulsos (séc. XIII a XX), incluindo 43 códices iluminados, roteiros e atlas, bíblias, miscelâneas históricas e literárias, além de uma importante coleção de crónicas (séc. XV a XVIII), nobiliários e genealogias. Os 226 códices da Symmicta Lusitanica e 61 códices dos Jesuítas na Ásia são fundamentais para a história do Oriente (séc. XVIII);

- a coleção de manuscritos musicais, considerada como uma das mais valiosas do país, formada por 2.950 códices e 10.200 avulsos, constituindo, a nível internacional, um dos mais importantes núcleos de música de câmara e ópera do séc. XVIII e XIX;

- a coleção de Impressos, composta por 16.000 monografias, 11.000 periódicos, distribuídos por 1.700 títulos, para além de 60.000 volumes de Livro Antigo, do séc. XVI a XVIII. Possui uma importante coleção de 190 incunábulos e uma coleção de Livros Raros com ca. 500 títulos, incluindo exemplares únicos. Também se destaca o seu núcleo de atlas holandeses, franceses e alemães (séc. XVI a XVIII) e uma coleção de folhetos com cerca de 9000 títulos;

- as coleções de Cartografia, Iconografia e Fotografia, são constituídas, cada uma, por cerca de 2.500 espécies, sendo particularmente importante a documentação fotográfica do séc. XIX e princípio do séc. XX.

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