2020/10/08

Exposição virtual : "Blanco y Negro: Revista Ilustrada"


Blanco y Negro foi uma revista ilustrada de arte e literatura, fundada em Madrid em 1891 por Torcuato Luca de Tena (1861–1929). O título escolhido pretende afirmar o afastamento de qualquer tipo de partidarismo, baseando-se no contraste que vigorava na vida quotidiana de todos os espanhóis: o riso e o choro; o sério e o divertido; o formal e a caricatura….

Teve várias etapas de publicação: entre 1891 e 1936 foi publicada semanalmente, sendo a sua sede no Edifício ABC. A grande novidade desta publicação foram as ilustrações inovadoras e a utilização do papel couché, bem como os artigos prestigiantes e as várias colaborações literárias. A 12 de maio de 1912 publica a primeira fotografia a cores da história da imprensa espanhola. Grandes escritores e desenhadores, de renome internacional colaboraram com a revista.

A 10 de maio de 1931, o governo suspendeu a publicação, acusando-a de fazer parte de uma conjura monárquica. Durante o período da Guerra Civil foram editados 21 números.

A partir de 1957, entrou numa fase semanal. Durante os anos de 1957 a 1961 publicaram-se, pela primeira vez em Espanha, As Aventuras de Tintin: Tintin Rumo à Lua (1957); Tintin na Lua (1958) Tintin no Congo (1959); A Estrela Misteriosa (1959 – 1960); Tintin no País do Ouro Negro (1960 – 1961); O Ceptro de Ottokar (1961).

Em 1988, tornou-se um suplemento do Jornal ABC, já com o nome de Blanco y Negro Cultural. Em 2000 cessou a sua publicação. Para mais informações sobre esta revista poderá aceder ao site do ABC. 

A Biblioteca da Secretaria-Geral da Educação e Ciência possui alguns exemplares desta revista, a que poderá aceder aqui.

Todas as imagens da exposição foram retiradas da internet. 


(Capa da publicação com uma imagem onde se pode observar um desenho de uma carruagem)

Blanco y Negro: Revista Ilustrada

10 de maio de 1891
Capa de Ángel Díaz Huertas (1866 – 1937)


(Capa da publicação com uma imagem onde se pode observar uma vendedora de flores)

Blanco y Negro: Revista Ilustrada

29 de abril de 1899
Capa de Narciso Méndez Bringa (1868-1933) e José Arija Saiz (? – 1920)


(Capa da publicação com uma imagem onde se pode observar uma mulher envergando uma túnica e colocando uma flor no cabelo)

Blanco y Negro: Revista Ilustrada

6 de setembro de 1902
Capa de Lorenzo Collaut Valera (1976 – 1932)


(Capa da publicação com uma imagem onde se pode observar um desenho de um homem e de uma mulher, sentados numa mesa, bebendo um refresco)

Blanco y Negro: Revista Ilustrada

27 de maio de 1905
Capa de Joaquín Xaudaróy Echau (1972 – 1933)


(Capa da publicação com uma imagem onde se pode observar um desenho de uma mulher oriental envergando um traje tradicional japonês)

Blanco y Negro: Revista Ilustrada

25 de novembro de 1928
Capa de Francisco de Cidón i Navarro (1871 – 1943)



(Capa da publicação com uma imagem onde se pode observar um desenho de três mulheres à varanda)

Blanco y Negro: Revista Ilustrada

16 de junho de 1929
Capa de José Sobral de Almada Negreiros (1893-1970)


MJS e EV


2020/10/06

Agrupamento de Escolas das Laranjeiras, Lisboa

O Agrupamento de Escolas das Laranjeiras é uma unidade organizacional dotada de órgãos próprios de direção, administração e gestão, constituída por cinco estabelecimentos de ensino público: (i) Escola Secundária D. Pedro V; (ii) Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos; (iii) Escola EB1/JI António Nobre; (iv) Escola EB1/JI Laranjeiras e a (v) Escola EB1/JI Frei Luís de Sousa.

Todos os estabelecimentos que constituem o agrupamento estão situados na freguesia de São Domingos de Benfica, Lisboa. A Escola Secundária D. Pedro V agregou-se ao Agrupamento de Escolas Delfim Santos, passando a constituir a sede do atual Agrupamento de Escolas das Laranjeiras.

 

1. Escola Secundária D. Pedro V

 

(Imagem da entrada da Escola Secundária D. Pedro V, Lisboa. Retirada do site do Agrupamento)

A Escola Secundária D. Pedro V fica situada na Estrada das Laranjeiras na freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa. Foi inaugurada no ano letivo de 1969/1970, com uma população de 360 alunos e 60 professores, iniciando em Lisboa o modelo pedagógico de ensino misto. Dada a sua proximidade de Sete Rios e de S. Domingos de Benfica a sua área de influência foi sobretudo para os alunos desta zona da cidade.

 

A construção neste local deveu-se à doação de uma quinta ao ME e obedeceu à necessidade de dar resposta ao crescimento populacional registado nessa época.

 

A Escola foi intervencionada pelo Parque Escolar entre 2007e 2009. Estas obras alteraram a traça original da escola, mas mantiveram o funcionamento por pavilhões. Em 2012 agregou-se ao agrupamento de escolas Professor Delfim Santos, formando o A. E. Laranjeiras.

 

Dos pavilhões que compõem a escola três destinam-se a salas de aula, um à prática desportiva (pavilhão de educação física), outro a serviços (secretaria, direção do agrupamento, sala de professores, posto de socorrismo, gabinete do PESES, gabinete do SPO, vários gabinetes de trabalho, sala de coordenadores e diretores de turma, cozinha/refeitório, bar) e ainda outro, construído de raiz, onde se encontra instalada a biblioteca e centro de recursos, o Auditório Chaves Santos e a sala de estudo. No exterior, há um campo de jogos e um parque de estacionamento. A escola é dotada de boas e suficientes instalações sanitárias, o espaço exterior é amplo e os pavilhões comunicam entre si por corredores cobertos.

 

2. Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos

 

(Imagem da entrada da Escola Básica 2/3 Professor Delfim Santos, Lisboa. Retirada do site do Agrupamento)

A Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos fica situada na Rua Maestro Frederico de Freitas na freguesia de S. Domingos de Benfica, em Lisboa. Foi inaugurada em 1972 e, durante nove anos, a escola esteve instalada no antigo convento de Santo António da Convalescença, na Estrada de Benfica. Em 1981, passou a ocupar o edifício atual. A escola é composta por sete pavilhões com r/c (B, F e ginásio) e 1.º andar (A, C, D, E). Quatro desses pavilhões (C, D, E e F) destinam-se a salas de aulas, gabinetes dos departamentos/grupos disciplinares e laboratórios.

O pavilhão A destina-se a serviços-PBX, coordenação da escola, gabinete médico, coordenação de educação especial, secretaria, bar/sala de professores, sala de diretores de turma/trabalho de professores, sala de informática/audiovisuais, gabinete de apoio ao aluno, biblioteca e reprografia. No pavilhão B funcionam a cozinha, o refeitório, a papelaria, a sala de assistentes operacionais e o bar/sala de alunos.

A escola tem um pavilhão para as aulas de educação física e prática desportiva e um campo de jogos. O espaço exterior é amplo, com árvores e plantas, uma estufa e parque de estacionamento. Os edifícios revelam necessidade de obras de conservação no interior e melhoramento das instalações sanitárias.

No ano letivo de 2004/2005, a escola Delfim Santos tornou-se sede do agrupamento de escolas com o mesmo nome, a que, em julho de 2012, se juntou a Escola Secundária D. Pedro V.

 

3. Escola EB1/JI António Nobre

 

(Imagem da entrada da Escola Básica1/JI António Nobre, Lisboa. Retirada do site do Agrupamento)

A Escola EB1/JI António Nobre, anteriormente designada por escola n.º 110, situada na freguesia de S. Domingos de Benfica, fica na Rua António Nobre, facto a que se deve o seu nome. Em 1956, foram inauguradas a escola feminina e a masculina separadas uma da outra por um muro. Em 1958, Rogério Ribeiro, artista plástico português, pintou e embelezou a escola com painéis de azulejos alusivos à infância, que se podem ver na parte fronteiriça dos edifícios e no refeitório.

 

Em1974, a escola passou a ser mista. É constituída por dois edifícios, ambos com dois pisos, com um total de dezasseis salas e doze WC. Num dos edifícios funciona o jardim de infância (que ocupa duas salas, um gabinete e uma casa de banho para crianças), a componente de apoio à família, o ginásio, o refeitório e a cozinha.

 

No outro edifício, para além das salas de aulas, existe uma sala de recursos polivalente, usada pelos assistentes operacionais e professores. Neste edifício, também funciona a Unidade de Ensino Estruturado para o Autismo (UEEA).

 

O espaço exterior é amplo, constituído por dois pátios alcatroados e desnivelados. O acesso entre os pátios é feito através de uma rampa que permite a circulação de cadeiras de rodas. Nas traseiras de um dos edifícios, há um parque infantil com equipamento adequado a crianças de idade pré-escolar. Ainda dentro do espaço escolar existe a casa do guarda, com um jardim e horta. A escola está protegida por um gradeamento e cinco portões, dois permitem o acesso a viaturas.

 

4. Escola EB1/JI Laranjeiras

 

(Imagem da entrada da Escola Básica 1/JI das Laranjeiras, Lisboa. Retirada do site do Agrupamento)

A Escola EB1/JI Laranjeiras, anteriormente designada por escola n.º 120, foi construída em 1974 pela Câmara Municipal de Lisboa, num local onde há muito tempo existiam laranjeiras, o que deu o nome à escola, à localidade e até à estação de metro.

 

A escola foi construída em dois blocos, com 1.º andar, ligados entre si pelo refeitório. Num dos blocos, funcionou o 1.º ciclo e no outro o jardim de infância e uma unidade de surdos. Em julho de 2009, a escola entrou em obras de ampliação e modernização de espaços, a cargo da CML.

 

Atualmente, a escola tem quatro salas de jardim de infância e quinze do 1.º ciclo, um refeitório de grandes dimensões, dois ginásios, vários gabinetes e salas de reuniões e de professores, uma biblioteca e uma sala polivalente.

 

Para a prática da educação física no exterior a escola tem campos de jogos destinados a várias modalidades desportivas.

 

O espaço exterior é grande e agradável, tem muitas árvores, canteiros e uma horta. No recreio há equipamentos diversificados para os mais pequenos. A escola tem ainda um espaço destinado às atividades de apoio à família, dinamizado pela associação de pais.

 

5. Escola EB1/JI Frei Luís de Sousa

 

(Imagem da entrada da Escola Básica 1/JI Frei Luís de Sousa, Lisboa. Retirada do site do Agrupamento)

A Escola EB1/JI Frei Luís de Sousa, anteriormente designada por escola n.º 49, foi construída no ano de 1961, com dois blocos isolados e dois recreios separados, de modo a integrar as antigas escola masculina e feminina. Depois do 25 de Abril de 1974, foi derrubado o muro para coexistirem os dois espaços. Enquanto instituição, a escola remonta à Primeira República, como testemunham os livros de ponto existentes no seu espólio e outros materiais didáticos da época.

 

No ano letivo 2004/2005, foi integrada no Agrupamento de Escolas Delfim Santos, tendo passado a designar-se EB1 Frei Luís de Sousa. A escolha deste patrono provém do facto de Frei Luís de Sousa ter passado parte da sua vida na zona que atualmente constitui a freguesia de S. Domingos de Benfica.

 

Esta escola é constituída por dois blocos (A e B) separados por um recreio e ligados por um telheiro. No bloco A, existem cinco salas de aula, um ginásio, um gabinete de apoio, um gabinete para assistentes operacionais e um refeitório. No Bloco B, existem cinco salas de aula, centro de recursos, gabinete de apoio socioeducativo, gabinete da associação de pais e arquivo.

 

O espaço exterior serve para a prática da educação física e recreio dos alunos. A escola necessita de obras de melhoramento, sendo alvo todos os anos de reparações pontuais. No ano letivo 2013/2014, começou a funcionar nas instalações da escola o jardim de infância com duas salas.

 

BIBLIOGRAFIA:

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escolas [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2019). Agrupamento de Escolas das Laranjeiras: regimento do conselho geral [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/wp-content/uploads/pdfs/conselhogeral/RCG_2018_2019.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/basica-2-3-professor-delfim-santos/


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola EB1/JI António Nobre [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/eb1-ji-antonio-nobre/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola EB1/JI Frei Luís de Sousa [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/eb1-ji-frei-luis-de-sousa/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola EB1/JI Laranjeiras [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/escola-eb1-ji-laranjeiras/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola Secundária D. Pedro V [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/secundaria-d-pedro-v/


2020/10/01

Alguns dos melhores museus... em Setúbal


“Setúbal contrasta entre a terra e o mar, a urbe e o natural, a tradição e a modernidade. No concelho e na capital do distrito, concentram-se importantes polos industriais e de serviços. Aqui, faz todo o sentido a imagem de marca: “Setúbal, é um mundo”.

O museu está instalado na antiga fábrica integrada numa área ligada à indústria conserveira e aos seus trabalhadores. A sua origem deve-se à recolha etnográfica feita por alunos do Serviço Cívico Estudantil, em 1975, sob a supervisão de Michel Giacometti (1929 – 1990), importante etnólogo português. Aqui reúne-se espólio relacionado com a indústria e os ofícios urbanos ao nível do comércio, serviços e fábricas de conserva do concelho de Setúbal. Tem ainda uma coleção de alfaias agrícolas e objetos relacionados com ofícios tradicionais.

Localizado no Convento de Jesus de Setúbal, este museu abriu ao público em 1961. A sua coleção integra pintura, arqueologia, numismática, arte sacra, ourivesaria e azulejaria, entre outros.



Nesta casa nasceu Manuel Maria Barbosa du Bocage (1768-1805), um dos grandes poetas portugueses. É um edifício de dois andares onde se encontra uma exposição permanente dedicada à vida e obra do poeta. Aqui pode-se encontrar a recriação de um quarto semelhante aquele onde Bocage viveu no fim da vida. Possui ainda um centro de documentação Bocagiano e o Arquivo Fotográfico de Américo Ribeiro.

Este museu está instalado Casa do Corpo Santo, um palácio do século XVII/XVIII, sede da Confraria dos navegantes. O seu interior está decorado com painéis de azulejo da época barroca, representando o quotidiano da aristocracia. Os tetos estão pintados e datam do século XVII, a par da capela de talha dourada. Possui uma coleção de instrumentos de ciência náutica, pertencentes à coleção de Ireneu Cruz.

O Museu integra a coleção particular de Luís Cangueiro, com mais de 600 peças, desde finais do século XVIII até à primeira metade do século XX. São peças movimentadas exclusivamente por sistemas mecânicos que incluem caixas de música ou grafonolas. Pode igualmente fazer uma visita virtual a este espaço.

Inaugurado em 2014, o Museu encontra-se instalado na antiga Fábrica de Moagem José Mateus Vilhena que deixou de funcionar em 1982. Toda a maquinaria de moagem foi recuperada dando origem ao museu que conservou a memória industrial e todo o percurso de fabrico, desde o cereal até à comercialização do pão.

MJS

2020/09/29

Alguns dos melhores museus ... em Santarém


“A população de Moron, culturalmente identificada com as civilizações mediterrâneas, foi subjugada pelos colonizadores romanos quando estes tomaram o castro, ficando este acontecimento inscrito para sempre na história local. Desconhecendo o significado da(s) palavra(s) indígena(s) Sqlab, os escritores romanos interpretaram-na como um topónimo e latinizaram-na sob a forma deScallabis. Por este nome a cidade viria a ser conhecida durante todo o Mundo Antigo, quer nas fontes escritas, quer epigráficas. (…)
A tomada de Santarém por Sunerico, em 460, dita o fim da dominação romana, abrindo caminho para a inclusão da cidade no reino visigodo, com capital em Toulouse. (…)
Os quatro séculos de ocupação islâmica (sécs. VIII-XII) fizeram renascer o papel estratégico-militar e económico do lugar. Desta nova realidade beneficiaram os monarcas portugueses, desde a conquista definitiva por Afonso Henriques, em 15 de Março de 1147. (…)
Durante o século XIX Santarém veste-se de roupagens românticas. Em 1868 a vila adquire o estatuto de cidade e esta nova categoria implicou a modernização do seu território, traduzida a nível das infraestruturas básicas e dos equipamentos lúdico-culturais.”

Carlos Augusto de Mascarenhas Relvas de Campos (1838 – 1894) foi um importante fotógrafo, desportista e lavrador português, nascido na Golegã. Este artista deixou um enorme património de imagens e também a sua Casa-Estúdio de Fotografia, inaugurada em 1876. O edifício é um projeto arrojado e pioneiro, conjugando a arquitetura do ferro e vidro com a pedra e estuque, da autoria do arquiteto Henrique Carlos Afonso. Aqui podemos observar um espaço de maquilhagem, mobiliário e acessórios fotográficos, bem como telas pintadas e cortinas reguladoras de luz.

Alfredo Roque Gameiro (1864-1935) foi um importante pintor português que se destacou sobretudo na produção de aguarelas. Este museu insere-se no Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro (CAORG) e está aberto ao público desde 2009, na Casa dos Açores desenhada pelo próprio artista, provavelmente em parceria com Raul Lino. A coleção inclui obras de Roque Gameiro e das suas filhas, bem como de outros pintores contemporâneos.

Localiza-se na casa adquirida em 1841 por Passos Manuel e Gervásia de Sousa Falcão e que foi imortalizada por Almeida Garrett nas “Viagens na Minha Terra”. Segundo algumas fontes históricas, aqui se localizava o Paço de D. Afonso Henriques. Disponibiliza uma coleção composta por artes decorativas, incluindo pintura, mobiliário, porcelanas entre outros.

Este museu é um verdadeiro repositório da história de Torres Novas e das regiões circundantes desde a pré-história, constituindo o núcleo arqueológico. Destaca-se igualmente o núcleo de arte sacra. Aqui estão, igualmente, expostas 30 obras de Carlos Reis (1863-1940). Pintor conhecido por representar a paisagem rural e cenas da vida quotidiana, tem algumas obras com retratos da realeza.

Este museu integra-se no complexo arquitetónico da Sé de Santarém, na ala norte do antigo Colégio dos Jesuítas e faz parte da Rota das Catedrais. Aqui pode admirar obras de arte religiosa, pinturas e esculturas do século XIII ao século XIX.

O museu foi fundado em 1955 e engloba exposições permanentes, temporárias e a Casa-Museu de Aljustrel. Em permanência estão as peças mais importantes do Santuário, como a coroa de Nossa Senhora, ofertas de peregrinos e de altos dignitários da Igreja Católica. A Casa Museu de Aljustrel pertenceu à madrinha de Lúcia e foi musealizada para se tornar representativa do modo de vida da população local, dos seus trajes, móveis e profissões.

MJS

2020/09/28

O Estilo APA (American Psychological Association)

(Imagem onde estão representados dois perfis humanos virados um para o outro. O fundo é constituído por estantes com livros. Retirada da internet)

A APA (American Psychological Association) é uma organização científica e profissional que, desde 1892, representa a psicologia nos Estados Unidos da América. A APA assume como missão contribuir para o avanço do desenvolvimento, comunicação e aplicação do conhecimento com vista a beneficiar a sociedade, melhorando vidas. Publica-se a fim de se manter o ciclo da ciência: novas pesquisas, relatos, publicações, que, por sua vez, são lidas, criticadas e, posteriormente, anexadas à massa global de conhecimento – tal praxis reproduz grandes quantidades documentais que crescem exponencialmente, ano após ano.

É imprescindível que os investigadores, neste contexto epistemológico, utilizem padrões unanimemente reconhecidos para facilitar a comunicação científica, nomeadamente, a sua recuperação e disseminação. A correta e uniforme descrição é fundamental na organização e recuperação da informação, possibilitando o acesso a itens específicos: a normalização das publicações ganhou força neste contexto e, na atualidade, é critério essencial para a publicação terem aceitabilidade credível/cientifica.

Atendendo à arbitrariedade que existia, atualmente, de elaborar o capítulo das referências bibliográficas[1] devido à proliferação de normas institucionais e regionais, a APA implementou normas internacionais de referências bibliográficas com o objetivo de facilitar a compreensão das investigações cientificas a nível internacional:

 

“By reading, analyzing, and including scholarly sources in your assignments, you are contributing to and participating in scholarly communication! You grow in your understanding of a field of study by learning from its subject experts.” (Adams e Feisst, 2020:3).


Esta metodologia facilita a rápida intercomunicabilidade entre áreas de estudos de deferentes interesses. As citações, em si mesmo, permitem identificar a publicação onde foram extraídas ideias e enxertos e, acima de tudo, indicar a localização exata da fonte de informação.[2]

(Imagem de uma lâmpada retirada da internet)

Uma lista das referências bibliográficas fornece a informação completa sobre a publicação da fonte. Essa lista é apresentada pela ordem alfabética do último nome dos autores (ou do título das obras sem autores). Há uma ligação direta entre as citações e a lista de referências. As referências bibliográficas são uma listagem de todos os documentos que consultou para a realização do seu trabalho – esta meta informação é, por si só, um documento de interesse cientifico.

As citações em texto e a lista de referências bibliográficas devem ser elaboradas de forma metodológica, sendo que as opções usadas na estrutura de meta dados, ao longo de todo o documento, deve criar uniformidade e clareza na consistência textual:

 

“This is key for showing professionalism and evidence in your paper. You will mainly use scholarly and professional sources as evidence to support your research and give credit to their findings. Citations allow others (and you!) to find the sources used in your paper to learn more about them.” (Adams e Feisst, 2020:3).

As citações permitem, como verificamos, a creditação/fidelidade entre grupos de profissionais, apoiando pesquisas e dando crédito cientifico às ciências sociais. As referências bibliográficas reescrevem detalhes formais da publicação[3] de forma a permitir identificações inequívocas de documentos. Cada referência inclui, per si, informação epistemologia da identificação (i.e., dados bibliográficos selecionados) e, consequente, localização espaciotemporal do documento usado na investigação.

A citação é, grosso modo, a meta forma de referenciar no nosso texto conteúdos usados por outros autores, por tal, deve conter informação pertinente para uma correspondência inequívoca entre a citação / referências bibliográficas /autor citado. Segundo o estilo bibliográfico APA, a citação em texto segue as seguintes regras:

- O sistema de citação usado é autor-data, sendo que os elementos devem ter a seguinte ordem: o apelido do autor, ano de publicação do documento e tratando-se de uma citação direta os números das páginas citadas. A informação é colocada entre parênteses curvos.

- No caso da introdução de citação simultâneas, cada citação é separada por ponto e vírgula e são ordenadas alfabeticamente, sendo que são incluídas todas as citações num único parêntesis curvo.

O reescrever de ideias de autores é, efetivamente, o tipo de citação mais comummente usada pelos investigadores. Por questões éticas, alertamos para o fato de que a transmissão do conhecimento dos autores consultados deve ser sempre descrita numa citação intratextual. Porquê?

As citações e as referências bibliográficas têm como principal vantagem evitar plágios; distinguir conteúdos investigacionais; patentear ideais; facilitar tramites de identificação e localização de informação e identificar best sellers. Desta forma, serão respeitados os princípios éticos de utilização e disseminação de informação – o uso de normativas muito tem contribuído para este procedimento de compartilha internacional.

 

BIBLIOGRAFIA:

 

ADAMS, Sarah ; FEISST, Debbie (2020). APA Style Citation Tutorial [em linha].

Norquest Vollege Library and Alissa Droog University of Alberta Library Edmonton [Consult. 9 de setembro de 2020]. Disponível:https://pressbooks.com

HOPPEN, Natascha Helena Franz (et al.) (2018). Referências de atos normativos brasileiros na comunicação científica internacional: estilos Vancouver e APA . Bibliographic references of Brazilian legal acts in international scholarly communication: Vancouver and APA styles [em linha]: PRISMA.COM (36) 2018, p. 41-58 [Consult. 9 de setembro de 2020]. Disponível: http://ojs.letras.up.pt/index.php/prismacom/article/view/3925

 

LOPES, Carlos (2003). Guia prático: normativa APA/2001 – 1 [em linha]. Lisboa: Instituto de Ciências Psicológicas [Consult. 9 de setembro de 2020]. Disponível: http://repositorio.ispa.pt/bitstream/10400.12/308/1/Manual%20antigo%20_revisto%20em%202010_%20para%20os%20alunos%20Psicologia%20Copgnitiva%202010_2011.pdf

 

PARDA, Marília ; GARRIDO, Margarida Vaz (2013). Conhecer as regras do jogo: uma introdução às normas para escrita científica da American Psychological Association [Consult. 9 de setembro de 2020]. Disponível: http://www.scielo.mec.pt/pdf/psi/v27n2/v27n2a05.pdf

 

VILAS-BOAS, João Paulo (2006). Normas e orientações para a redacção e apresentação de dissertações e relatórios [em linha]. Porto: Universidade do Porto, Faculdade de Desporto Conselho Científico [Consult. 9 de setembro de 2020]. Disponível: https://biblioteca.fade.up.pt/wp-content/uploads/sites/161/2019/05/normas_fadeupEDITADO-3.pdf




[1] As referências bibliográficas são constituídas pelos elementos que identificam uma publicação ou parte dela – livros, artigos, documentos eletrónicos e audiovisuais. As citações são formas de referência abreviada que permitem identificar a publicação de onde retirámos ideias, excertos, etc. e a sua localização exata nesse documento original. Como sabemos, uma das questões complementares das citações é, efetivamente, a forma como ordenar as referências e como estabelecer a correspondência entre o texto e a bibliografia listada. Para este objetivo existem dois estilos - Vancouver (numérico) e Harvard. (nome, data). um pode revelar-se mais útil que o outro, mas são as instituições académicas quem define quais os estilos a adotar.

 

[2] Existem inúmeros estilos de citação e de apresentação de referências bibliográficas. Não existe uma norma única para a apresentação das referências bibliográficas. As normas bibliográficas baseiam-se na normalização internacional – ISO 690:2010 e definem as regras para a normalização das citações e referências bibliográficas de todos os tipos de documentos. A seleção da norma ou estilo a utilizar pode diferir, de acordo com: (a) a área científica (humanidades, engenharias, ciências da saúde, etc.); (b) o tipo de uso (âmbito académico, científico, bibliotecas, etc.) e, ainda, através de critérios internos existentes/definidos em cada instituição/editor científico. Em Portugal existe a NP 405 do IPQ – Instituto Português da Qualidade. No entanto, no meio académico e científico nacional, esta não é a mais utilizada pois o estilo adotado é diferente do que é exigido pelas principais revistas científicas internacionais.

 

[3]I.e., semântica organizada de meta dados segundo padrões normativos.

2020/09/24

Alguns dos melhores museus... em Portalegre


 “A urbe, com cerca de 16 mil habitantes, desenvolveu-se principalmente a partir do século XVI, época em que foi elevada a sede de Bispado e à categoria de Cidade, o que, conjuntamente com o progresso económico decorrente da agricultura, do comércio e também da indústria, levou à existência de famílias nobres e burguesas que mandaram construir residências com uma certa grandiosidade. Por esse facto, Portalegre possui um dos melhores conjuntos de casas solarengas do país.
A cidade tem uma forte tradição industrial. O fabrico de panos de lã data da Idade Média, mas conheceu um notável desenvolvimento a partir do séc. XVIII e, no seguinte, com a fundação da Real Fábrica de Lanifícios, por iniciativa do Marquês de Pombal. No século XIX surgiu a Fábrica Robinson, dedicada à preparação e transformação de cortiça, que é parte integrante da memória de Portalegre e que possui um valioso espólio de arqueologia industrial. Em 1947 surge a Manufactura de Tapeçarias, que pela originalidade e valor artístico dos seus trabalhos, depressa se tornou no “ex- líbris“ da cidade.”

Embora Portugal tenha uma tradição têxtil, as grandes tapeçarias existentes eram originárias de França e da Flandres. Após o terramoto de 1755, o Marquês de Pombal tentou dinamizar este setor, embora de forma muito embrionária. Em Portalegre, só em 1946, se tentou reviver a arte da tapeçaria, impulsionada por Guy Fino e Manuel Celestino Peixeiro. Com um ponto inventado por Manuel do Carmo Peixeiro, pai de Manuel Celestino, foi criada a primeira tapeçaria em 1948. Júlio Pomar, Maria Keil, Guilherme Camarinha, Renato Torres e Lima de Freitas colaboraram com esta Manufatura. A aceitação não foi fácil, mas o reconhecimento surgiu em 1952 pelas mãos dos técnicos franceses, nomeadamente, Jean Lurcat. A tapeçaria de Portalegre foi então distinguida como uma das melhores do mundo.

José Régio (1901 – 1969), pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira foi escritor, porta, dramaturgo, romancista, cronista e historiador de literatura, natural de Vila do Conde. A Casa-Museu sempre esteve na posse da família do escritor, passando para o seu pai por herança em 1928. Nos inícios dos anos 60, José Régio herdou a casa e fez algumas intervenções. Com a sua morte em 1969, a Câmara Municipal adquiriu a casa e abriu-a ao público em 1975, com o objetivo de dar a conhecer a vida do poeta. Em 2005 criou-se o Centro de Estudos Regianos.

Este museu, criado em 1918, situa-se atualmente numa casa nobre do século XVI, junto à Sé. Contém um valioso espólio de arte sacra, constituído pelas coleções de dois conventos, o de Santa Clara e o de São Bernardo. Inclui ainda mobiliário, pintura, ourivesaria, faiança, entre outros.

Este museu apresenta um espólio ligado às atividades agrícolas e pastoris do Alentejo, com especial incidência no montado do sobreiro e da azinheira. Instalado no Convento de São Bento de Avis, recria uma casa tipicamente alentejana, dando a conhecer a história e os costumes desta região.

O Museu foi inaugurado em 2013, no concelho de Gavião, nas instalações de uma antiga escola primária. Permite conhecer a história e a arte do fabrico do sabão em Portugal, sendo um dos quatro museus do mundo que se dedicam a esta temática. Devido à abundância de matérias primas, instalou-se a Real Fábrica de Sabão na zona de Belver, em regime do monopólio régio. Alguns trabalhadores iniciaram os seus próprios negócios quando terminou este monopólio em 1958.

No início do século XVI instalaram-se várias oficinas de ferreiro na Rua Nova, sendo os artífices de origem judaica, expulsos de Espanha. Em funcionamento até ao século XX, foi com a chegada de Mestre Carolino Tapadeio que o trabalho do ferro adquiriu outra dimensão. Desde as técnicas tradicionais, produzindo instrumentos agrícolas, às mais modernas, criando obras de arte, Mestre Carolino formou vários aprendizes, distinguindo-se nesta área. A Casa foi fundada para perpetuar a memória do Mestre e de todos aqueles que se dedicaram à arte do trabalho de ferreiro. Aqui se podem observar ferramentas e assistir a demonstrações.

MJS