2013/12/18

Peça do mês de dezembro




Gramofone
Equipamento utilizado em contexto das práticas pedagógicas ao nível de várias disciplinas, nomeadamente da Música. Um gramofone é um aparelho composto por uma base que acomoda um prato circular giratório, acionado através de uma manivela, com um pino central onde se encaixa o disco. Do lado direito, encontra-se um braço com uma agulha que permite fazer a leitura do disco. Ao girar o disco, a agulha entra em contacto com a superfície deste e faz a sua leitura. O som sai amplificado pela corneta, fundamental para emitir o som de forma clara e audível ao ser humano. Está inventariado com o número ME/400890/1 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária António Inácio da Cruz, em Grândola.
A história desta instituição, inaugurada em 1964, encontra-se profundamente ligada à do seu patrono, António Inácio da Cruz (1876 – 1955). Nascido em Grândola, foi um homem que se dedicou à cultura, membro da Sociedade de Geografia e autor de vários artigos e patentes. Após a morte dos pais, Inácio da Cruz deixou todo o seu legado e os seus bens à Santa Casa da Misericórdia de Grândola. Através de vontade expressa no seu testamento, pretendia integrar os seus bens numa fundação que permitisse aos estudantes mais carenciados o acesso à instrução e consequente financiamento dos estudos. Como tal, a fundação foi criada em 1956 e em 1964 foi inaugurada a Escola que ficou com a designação do seu patrono. Nesta data lançaram-se as bases de uma Escola Agroindustrial, que esteve em atividade até Novembro de 1970. Nesta altura foi criada a Escola Técnica de António Inácio da Cruz. Em Outubro de 1977, a Fundação foi extinta. No ano seguinte, todos os estabelecimentos de ensino passaram a ter a designação de Escolas Secundárias, mantendo as nomenclaturas anteriores. Desta forma chegamos à atual Escola Secundária António Inácio da Cruz.
Este aparelho tem origem no cilindro de gravação, criado por Edison. Ao inventar o disco plano em 1887, Emile Berliner desenvolveu uma máquina para a sua reprodução designada por gramofone. Este disco, com uma pista magnética em espiral, tinha maior durabilidade e capacidade e foi utilizado para a gravação e reprodução de música. A agulha do gramofone lia a informação do disco através das vibrações da pista magnética, reproduzindo-a através do amplificador cónico metálico.
O sucesso e a difusão do gramofone por todo o mundo foram imediatos. Inicialmente funcionava com um mecanismo semelhante aos dos relógios, sendo necessário movimentar manualmente uma corda, mas a partir de 1920 passou a ter um motor elétrico e um novo tipo de amplificador. Inicia-se assim uma nova fase no processo de gravação e reprodução de sons.
A sua utilização ao nível das instituições escolares permitiu igualmente uma outra dinâmica em sala de aula. A aprendizagem das línguas estrangeiras podia ser feita através da reprodução sonora facilitando o processo de ensino-aprendizagem. Para além disso, as áreas ligadas à música, dança, teatro e ginástica, adquirem um novo fôlego com a introdução deste invento.

MJS



2013/12/12

Tardes no Thalia - 13 de Dezembro de 2013


(Cartaz alusivo às "Tardes no Thalia")



No dia 13 de Dezembro, a partir das 18 horas, venha passar o seu fim de tarde no Teatro Thália (Estrada das laranjeiras, 205). Contaremos com  presença da Professora Maria João Mogarro que falará sobre o tema A Educação das Mulheres, seguido do Concerto de Natal do Coro Edu(cant)are.

Inscrições obrigatórias, sujeitas à capacidade da sala, através do email: teatro.thalia@sec-geral.mec.pt


2013/12/04

Morse (1791 —1872) no Museu Virtual da Educação


(Imagem de Morse)


Samuel Finley Breese Morse (1791 – 1872) foi um inventor, físico e pintor de origem norte americana. Nasceu em Charlestown, no seio de uma família de tradições puritanas, estudou na Academia Philips, e posteriormente na Universidade de Yale, da qual saiu em 1810.

 

Prosseguiu os seus estudos na área da pintura na Royal Academy em Londres, entre 1811 e 1815. De regresso aos Estados Unidos, abriu um estúdio de pintura em Boston, tendo-se mudado para Nova Iorque em 1823. Entre a Europa e os Estados Unidos, Morse fundou a Academia Nacional de Desenho e tornou-se professor de pintura e escultura na Universidade de Nova Iorque, obtendo um enorme reconhecimento e fama como retratista.


(Imagem de um telégrafo de Morse)


Durante a década de 1830 criou o telégrafo - “Recording Electric Telegraph”. Este aparelho transmitia sinais a um quilómetro de distância, embora não os recebesse pela mesma linha, o que Morse só conseguiu em 1837. Vários cientistas já se tinham debruçado sobre estas matérias, nomeadamente Wheathstone e Cooke que desenvolveram um aparelho telegráfico com cinco agulhas. No entanto, foi o telégrafo concebido por Morse e Alfred Vail que mais se destacou.


(Imagem de um aparelho emissor de código Morse)


Era formado por um aparelho emissor e um recetor, permitindo comunicar com uma única tecla que fechava um circuito elétrico quando premida, emitindo um sinal sonoro, luminoso ou um sinal marcado em papel. Desta forma, traduzia sob a forma de pontos e traços o alfabeto, a pontuação e os números. Assim nasce o chamado Código Morse, um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação que combinava traços, pontos e pausas para transmitir informações através de impulsos telegráficos.

 

Este instrumento funcionava com a chamada “chave de Morse”, um transmissor chave ou manipulador, utilizado para a emissão de sinais de uma, para outra estação, fechando o circuito elétrico que engloba o circuito da pilha local, linha de transmissão e os aparelhos recetores da estação destinatária.


(Imagem da correspondência do código Morse com as letras do alfabeto)


Morse teve muitas dificuldades em implementar o seu sistema, tendo-lhe sido negado qualquer tipo de apoio financeiro. Mas, em 1843 construiu a linha telegráfica entre Baltimore e Washington, a primeira de muitas que constituíram uma rede por todo o país e posteriormente por todo o mundo. O telégrafo de Morse tornou-se indispensável num mundo em constante mudança, tendo permitido um desenvolvimento crucial da comunicação a longa distância. A partir de 1858 existiam telégrafos por toda a Europa, inclusive em Portugal.

O telégrafo continuou a ser aperfeiçoado, nomeadamente com o trabalho de Thomas Edison. A evolução natural das formas de comunicação fez com que o telégrafo primitivo desaparecesse.

 

 

MJS

 

 

Bibliografia:

 

Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].

http://edumuseu.sg.min-edu.pt/

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].

http://mfisica.nonio.uminho.pt/

[Consulta: 28 de Novembro de 2013]

 

Baú da Física e Química. Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2013) [em linha]

http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

Samuel Morse Biography and Inventions (2013) [em linha]

http://samuelmorsebiography.com/

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

Código Morse: o que é e quando surgiu (2013) [em linha]

http://student.dei.uc.pt/~hsalgado/CP/artigo.htm

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 


2013/11/27

Aepinus (1724 - 1802) no Museu Virtual da Educação


(Imagem de Aepinus)


Franz Maria Ulrich Theodor Hoch Aepinus (1724 – 1802) foi um importante astrónomo, físico, matemático e filósofo de origem alemã. A sua família tinha já uma tradição na área da educação e da ciência, uma vez que o seu pai foi professor de teologia na Universidade de Rostock.

Aepinus frequentou a universidade, tendo-se focado na área da medicina e da matemática, dedicando-se ao estudo da trajetória dos corpos em queda, às equações algébricas e diferenciais parciais, bem como aos números negativos.


(Imagem de um condensador de Aepinus)


Em 1755 tornou-se diretor do Observatório de Berlim e membro da Academia de Ciências de Berlim. Durante o período em que dirigiu o observatório fez alguns trabalhos científicos de grande importância na área da eletricidade, juntamente com o seu aluno Johan Carl Wilcke: desenvolvimento das propriedades da turmalina e a mudança da polarização em função da temperatura, neste e noutros metais. Chegou à conclusão que as propriedades elétricas e magnéticas são da mesma natureza.

ME/401018/63/1

Em 1757 tornou-se membro da Academia de Ciências da Rússia, altura em que se estabeleceu em São Petersburgo, lecionando física. Catarina, a Grande incumbiu-o da educação do seu filho.

A sua grande obra foi entamen theoriae electricitatis et magnetismi, escrita em 1759, abordando as suas teorias sobre a eletricidade e magnetismo, com base nas teorias de Newton. Seguindo e melhorando as ideias de Benjamim Franklin, Aepinus concluiu que a eletricidade se encontrava em todos os corpos e o seu excesso ou defeito manifestava-se através de cargas positivas ou negativas, respetivamente. Aepinus contribuiu para o desenvolvimento do condensador e fez vários tipos de melhorias no microscópio. A partir de 1798, Aepinus deixou a vida académica e científica.


(Imagem de um condensador de Aepinus)


Atualmente, o chamado Condensador de Aepinus é um instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas no Laboratório de Física para detetar a presença de cargas elétricas geradas por indução. Trata-se de um aparelho formado por uma lâmina de vidro e dois pratos de metal dispostos de frente um para o outro. Os pratos estão isolados e podem deslocar-se paralelamente à base do aparelho. Carrega-se o condensador aproximando os dois pratos até ficarem em contacto com a lâmina de vidro, um dos pratos é ligado à terra, o outro prato é carregado com uma máquina elétrica. Este, por sua vez, induz o outro prato ficando ambos com a mesma carga, mas de sinais opostos. Em seguida afastam-se os dois pratos. Quanto maior a distância entre os pratos menor a capacitância. Do lado exterior de cada placa existe um pêndulo elétrico de medula de sabugueiro que permite apreciar a carga de cada placa.


MJS


 

Bibliografia:

 

Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].

http://edumuseu.sg.min-edu.pt/

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

The McTutor Historyof Mathematics archive (2013) [em linha].

http://www-history.mcs.st-and.ac.uk/Biographies/Aepinus.html

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha]

http://mfisica.nonio.uminho.pt/biografias/alfa/bio_alf_a.html

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

Kenyon College. Department of Physics (2013) [em linha]

http://physics.kenyon.edu/EarlyApparatus/Electricity/Condenser/Condenser.html

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 

Baú da Física e Química. Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2013) [em linha]

http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx

[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

 


2013/11/20

Volta (1745-1827) no Museu Virtual da Educação

(Imagem de Volta)

Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta (1745-1827) foi um físico italiano, conhecido pela invenção da pilha elétrica. Volta nasceu em Como, Itália, onde fez os seus estudos. A família desejava que seguisse a vida eclesiástica, pelo que ingressou na escola jesuíta. No entanto, Volta optou pelo estudo da física e abandonou a carreira eclesiástica.

Em 1775 dedicou-se ao aperfeiçoamento de uma máquina denominada eletróforo, um gerador de eletricidade estática, formado por um condensador de prato, inventado em 1762 por Johannes Carl Wilcke.


(Imagem do eletróforo de Volta)


O eletróforo de Volta consistia numa placa quadrangular e num disco de metal, munido de um cabo isolador. Esfregando a placa com um pano de lã, ela adquire carga elétrica negativa. Coloca-se depois, sobre a placa, o disco metálico e o seu estado neutro altera-se, ficando a face inferior carregada positivamente e a superior carregada negativamente, devido à influência da placa. Podemos depois descarregar a carga elétrica negativa para o solo, quando se toca o disco com o dedo, ficando este carregado positivamente. Esta carga pode servir, depois, para carregar um condensador.


(Imagem do eletróforo de Volta)


Entre 1776 e 1778 realizou vários estudos sobre a química dos gases, tendo conseguido isolar o metano. Em 1779 tornou-se professor de física na Universidade de Pavia, cargo que ocupou durante 25 anos.


(Imagem explicativa do funcionamento da pilha de Volta. Retirada da internet)



Cerca de 1800, Volta desenvolveu e construiu a primeira pilha elétrica, um equipamento que produzia corrente elétrica continua permitindo um excecional avanço na eletroquímica. Era composta por uma série de discos de cobre e de zinco, empilhados uns sobre os outros, alternadamente, o cobre para baixo e o zinco para cima, colocando-se entre os discos rodelas de pano de feltro, embebidas em água acidulada. Ao zinco do último disco superior liga-se um elétrodo e ao de cobre do último disco inferior liga-se o outro. A eletricidade do zinco comunica-se ao do cobre que lhe serve de condutor e nele se forma o polo negativo; a eletricidade do feltro é recebida pelo cobre do disco superior e passa ao zinco, onde se forma o polo positivo. A pilha de Volta tem apenas importância histórica uma vez que produz apenas correntes fracas e não tem aplicação prática, mas desta pilha derivam todas as outras.

Em setembro de 1801, Volta deslocou-se a Paris a convite de Napoleão Bonaparte, para efetuar algumas demonstrações sobre o seu novo invento, a pilha, no Institut de France. Em honra do seu trabalho foi nomeado Conde, por Napoleão.


(Imagem de uma Pilha de Volta)


Em 1815, Volta foi nomeado professor de filosofia da Universidade de Pádua, tendo falecido na sua cidade natal em 1827.

Os inventos e investigações de Volta foram fundamentais para o avanço da ciência na área da eletricidade. Apesar da pilha de volta não ter um uso corrente, contribuiu de forma decisiva para os avanços na área da física.

 

 

MJS

 

 

Bibliografia:

Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].

http://edumuseu.sg.min-edu.pt/

[Consulta: 14 de Novembro de 2013]

 

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].

http://mfisica.nonio.uminho.pt/

[Consulta: 14 de Novembro de 2013]

 

E-física – Ensino de Física on line (2013) [em linha]

http://efisica.if.usp.br/eletricidade/basico/pilha/pilha_volta/

[Consulta: 14 de Novembro de 2013]

 

Baú da Física e Química. Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2013) [em linha]

http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx

[Consulta: 14 de Novembro de 2013]


2013/11/12

Peça do mês de Novembro



Bordado

Colete feminino, de traje tradicional de lavradeira, com bordado característico de Viana do Castelo, com fios de lã policromos, lantejoulas e cordãozinho de fio metálico. É uma peça bastante justa, que prende na frente com laço. Este pende da fita de debrum esverdeada que contorna a gola e os ombros/mangas. O colete foi executado em tecido liso de cor azulão e barra inferior de veludo liso, preto. Na frente é liso e nas costas profusamente bordado. A decoração de cariz floral lembra os bordados dos trajes de Viana do Castelo, executada a fios de lã de tons esbatidos verde, azul, amarelo e rosa. Executado com pontos lançado, de formiga e de espinha. Trabalho provavelmente coletivo realizado no âmbito da disciplina de Oficinas do Curso de Formação Feminina. Está inventariado com o número ME/400361/107 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Monserrate.
Esta instituição foi criada como Escola de Desenho Industrial de Viana do Castelo em 1888. Começou a funcionar no Palácio do General Luís do Rego e o seu primeiro professor foi o escultor Serafim Sousa Neves. Em 1891 passou a ser designada Escola Elementar Industrial Nun’Álvares e em 1914, Escola Industrial e Comercial de Nun’ Álvares. A partir de 1925 a instituição acolhe diversos mestres e alunos que dignificam o ensino aí ministrado: Jacinto José Alves, Miguel Nogueira Júnior, Cláudio Basto, Luís Soares Martins, Laura Pires Franco, Ildefonso Rosa, Manuel Xavier de Carvalho, Carolino Ramos, Manuel Fontes e alunos como José Rosa Araújo, Manuel J. Meira da Costa, Joaquim da Veiga, Amadeu Costa, entre outros. O aumento crescente do número de alunos matriculados obrigou à mudança de instalações que se concretizou em 1964 com a inauguração do novo edifício da Escola Industrial e Comercial de Viana do Castelo. Em 1979 passou a designar-se Escola Secundária de Monserrate.
Esta peça faz parte do vestuário regional típico de Viana do Castelo. Geralmente quando se fala em “traje à lavradeira” pensa-se no traje vermelho de Santa Marta de Portuzelo. No entanto, quer o traje vermelho, quer o azul são utilizados pelas raparigas. Este traje fica completo com uma camisa branca bordada de azul, sobre a qual se coloca o colete profusamente decorado com bordados policromáticos de gosto barroco. Usa-se igualmente uma saia rodada e um avental, meias e chinelas.


MJS

Bibliografia e informação adicional:



Para consultar a história da Escola Secundária de Monserrate





MJS

2013/10/30

O Parafuso de Arquimedes no Museu Virtual da Educação


(Desenho do funcionamento interno do parafuso de Arquimedes. Retirado da internet)


O parafuso de Arquimedes, como o próprio nome indica, foi inventado em 236 a. C. pelo matemático grego Arquimedes. Trata-se de um dispositivo usado com o objetivo de elevar ou bombar água para irrigação e drenagem. Consiste num tubo enrolado em espiral em torno de um cilindro inclinado. À medida que o sistema roda, a água entra por uma abertura na extremidade inferior do tubo sendo lentamente elevada até ao topo.

Para o seu funcionamento coloca-se a ponta do cilindro dentro de água e através do movimento rotacional do mesmo, a água que se encontra a um nível inferior é transportada para um nível superior.


(Imagem de um modelo do parafuso de Arquimedes)

ME/402436/1467

Existem alguns exemplares deste aparelho no Museu Virtual da Educação, utilizados em contexto das práticas pedagógicas de física para demonstrações e experiências.

Na época em que foi inventado, o dispositivo era utilizado em sistemas de irrigação, retirando a água de minas. Atualmente, a partir da década de 70, esta máquina hidráulica foi aperfeiçoada por técnicos holandeses e é utilizada em todo o mundo não só para elevar grandes caudais a pequenas alturas, como também para bombear esgotos.

A geometria do parafuso de Arquimedes tem em conta certos parâmetros tais como o raio externo, o comprimento, o raio interno, o número de voltas e o passo da espiral. Os parâmetros externos são usualmente determinados pela localização do parafuso e pela quantidade de água que vai ser elevada. Os parâmetros internos podem ser escolhidos de modo a otimizar o desempenho do parafuso.

Arquimedes (c. de 287 a. C. – c. de 212 a. C.) terá nascido em Siracusa, na Sicília e supõe-se que tenha estudado em Alexandria. Matemático, engenheiro, físico e astrónomo, Arquimedes inventou inúmeros dispositivos para satisfazer algumas das necessidades da sua cidade. As suas contribuições no âmbito da física foram inúmeras e é considerado um dos maiores matemáticos da Antiguidade, tendo influenciado decisivamente o surgir da física moderna e o trabalho de muitos cientistas, como Galileu ou Newton. Faleceu durante a Segunda Guerra Púnica.


(Imagem de um modelo do parafuso de Arquimedes)


Entre as suas descobertas podemos apontar o estabelecimento das leis da hidrostática e da estática, da compreensão do funcionamento da alavanca e ainda uma série de engenhos para uso civil e militar como o parafuso, as combinações de roldanas e da roda dentada. Ao nível da matemática, determinou a relação da circunferência com o diâmetro (o número pi), a quadratura da parábola ou as propriedades das espirais.

Algumas obras de Arquimedes são conhecidas atualmente. As que focam as áreas da matemática e aritmética são, entre outras, Da Esfera e do Cilindro, A Medida do Círculo, Dos Esferóides e dos Conóides e Das Linhas Espirais. Quanto às obras de mecânica podem referir-se Do Equilíbrio dos Planos, Dos Corpos Flutuantes, A Quadratura da Parábola e O Método.

 

 

Bibliografia:

Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].

http://edumuseu.sg.min-edu.pt/

[Consulta: 29 de agosto de 2013]

 

Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (2013) [em linha].

http://museudaciencia.inwebonline.net/ficha.aspx?id=129&src=fisica

[Consulta: 29 de agosto de 2013]

 

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].

http://mfisica.nonio.uminho.pt/patrimonio/alfa/pat_alf_p.html

[Consulta: 29 de agosto de 2013]

 

Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (2013) [em linha].

http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/arquimedes/trabalho.htm

[Consulta: 29 de agosto de 2013]

 

Química Divertida (2013) [em linha].

http://anamtavares.blogspot.pt/2011/01/arquimedes-e-coroa-do-rei-de-siracusa.html

[Consulta: 29 de agosto de 2013]

 

Instituto de Física (2013) [em linha].

http://www.if.ufrgs.br/tex/fis01043/20012/Severo/arquimedes.html

[Consulta: 29 de agosto de 2013]

 

 

MJS