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Carroça
Carro de tração animal usado como meio de transporte. A carroça é movida
por tração animal, e serve para deslocar carga ou pessoas de um local para
outro. Está inventariado com o número ME/404342/8 e pertence ao espólio
museológico da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Grândola.
Esta Escola faz parte da APEPA, Associação Portuguesa de Escolas
Profissionais Agrícolas, criada em 01 de Julho de 1994. A Associação representa
cerca de vinte Escolas Profissionais que oferecem, entre outras, formação
agrícola. Existem 14 escolas públicas e 6 privadas, em que a maioria possui
explorações agrícolas.
A APEPA engloba-se na EUROPEA Internacional, uma associação para o ensino
agrícola internacional onde estão representadas todas as Associações
Nacionais de Ensino Agrícola dos estados membros da União Europeia.
Neste tipo de escolas do Ensino Secundário o seu principal objetivo é a
formação de técnicos intermédios, com habilitação equivalente ao 12º ano de
escolaridade e com uma habilitação profissional de Nível III EU. Estão
obviamente inseridas num contexto rural, prestando apoio ao sector primário.
A oferta formativa inclui a agricultura, as agroindústrias, a floresta, o
turismo, o artesanato, a cinegética ou a construção civil tradicional.
Esta peça faz parte de um conjunto de instrumentos agrícolas recolhidos
pela Escola para integrar o seu núcleo museológico, contribuindo desta forma para
a salvaguarda e requalificação do património rural. O alargamento da noção de
património reflete-se na recolha de peças e de espólio ligado ao mundo rural
e agrícola. Neste caso, a Escola dispõe de bens culturais móveis que incluem os
objetos de produção, como ferramentas, utensílios e alfaias agrícolas que
permitem uma preservação da memória do seu espaço cultural e respetiva
valorização.
Bibliografia e informação adicional:
Para consultar a história da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural
de Grândola:
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2013/09/10
Peça do mês de Setembro
2013/08/28
Os Bibliotecários na Primeira República - I - Missão e atribuições
A Primeira República Portuguesa (1910-26) constituiu
uma tentativa persistente de estabelecer e manter uma democracia parlamentar.
Ainda assim, muitos entendidos, tal como Wheeler (1978:865), consideram que a
República foi prejudicada pela frequente violência pública, pela instabilidade
política e, sobretudo, pela falta de continuidade administrativa.
Atendendo às vicissitudes político-sociais de então, o Decreto n.º 3.370, de 15 de setembro de 1917, estabelece que a categoria do primeiro bibliotecário seja inerente ao professor de qualquer das cadeiras do curso superior de biblioteca-arquivo. Assim sendo, o estatuto profissional de bibliotecário é reconhecido e equiparado ao de professor.
“Na verdade,
durante o período cronológico correspondente à Primeira República, vamos
assistir a um incremento notável das bibliotecas e dos arquivos, que é, por um
lado, reflexo de novas orientações político-ideológicas e, por outro, fruto da
ação de algumas personalidades como Júlio Dantas, António Ferrão e Raul
Proença, que assumem responsabilidades importantes, do ponto de vista político,
de gestão e de coordenação técnica.” (Ribeiro, 2008:22)
Como verificamos, não só o estatuto de bibliotecário
ganha folego social, mas as bibliotecas também são incrementadas de uma forma
notória, fruto de ideologias progressistas da época.
Segundo o Regulamento sobre o provimento e promoção do pessoal das bibliotecas e arquivos nacionais, nomeadamente o Decreto nº 3.076 [1], qualquer tipo de regulamentação bibliotecária executa-se em nome do interesse do Estado e, acima de tudo, para assegurar a existência de técnicos devidamente credenciados: “pessoal devidamente habilitado e que tenha prestado provas da sua competência.” O Art. n. 1, do Decreto supracitado, afirma que:
“O quadro da
Secretaria Geral das Bibliotecas e Arquivos Nacionais compõe-se de: 1 director, 1 chefe de secção de
contabilidade, 1 chefe de secção de expediente, 2 escriturários,
1 contínuo e 1 servente.” (D.G. n. 54, 1917)
Verifica-se, deste modo, que os serviços
biblioteconómicos apresentam características multidisciplinares, onde, por
conseguinte, a contabilidade (i.e., seleção e aquisições) e o expediente
(i.e., catalogação e difusão de informação) são tarefas bem definidas.
Dezasseis anos mais tarde, com a mudança da conjetura política, o cenário cultural muda radicalmente: o Decreto n. 22.116, aprovado a 13 de janeiro de 1933, declara no Art. 1 que a biblioteca tem os seguintes objetivos: “a propaganda da leitura, a vulgarização do conhecimento e a expansão da cultura científica, literária e profissional.”
Como verificamos, a terminologia — propaganda, vulgarização e expansão — alude a roturas política e culturais. Estes conceitos do Estado Novo não são propriamente biblioteconómicos, ainda assim, remete para a forma como a promoção da leitura e disseminação de informação estavam controladas. O próprio vocabulário usado é, per si, testemunho vivo desta repressão.
Insistindo ainda no ideal de bibliotecário da Primeira República - recoletores documentais [2] existe a consciencialização de que muitas coleções biblioteconómicas, provenientes de congregações religiosas até à data da proclamação da República, estavam “dispersas” por todo o país. Atendendo a este presumível problema, o Decreto n. 3.410, de 28 de setembro de 1917, vem impor metodologias e técnicas de organização biblioteconómicas:
“Convindo,
sem demora, organizar, classificar, catalogar e instalar convenientemente estas
coleções [provenientes das extintas ordens religiosas], para instrução geral do
povo e estudo de eruditos e futuros historiadores, evitando-se assim a perda e
dispersão de milhares de documentos importantes, de facto lamentável já
ocorrido em 1759, por ocasião da expulsão dos jesuítas, e em 1834, quando foram
extintas as ordens religiosas.” (Decreto n. 3.410, 1917)
Tendo em conta a citação supramencionada verifica-se
que, neste contexto específico, o papel dos bibliotecários é essencialmente (i)
a seleção documental (organizar e classificar); (ii) o tratamento
técnico (catalogar e instalar) e, por último, (iii) a disseminação
seletiva (cliente e preservar).
Atendendo ao Decreto n. 3.410 (1917) verificamos que, ao nível biblioteconómico, existiam três grandes áreas, sendo a primeira a seleção. Neste contexto, parte-se da pré-existência documental, sobretudo dos acervos provenientes de organizações religiosas extintas. O desafio biblioteconómico é, neste caso, a organização segundo a proveniência e conteúdo (problema que atualmente persiste devido à grande dispersão de coleções e reintegração de bibliotecas em fundos vários).
A segunda etapa é, por assim dizer, reservada ao tratamento
técnico – a catalogação e a instalação (i.e., gestão e
organização de coleções) foi uma das preocupações dos bibliotecários desta
época. Este elo da cadeia documental foi, como bem sabemos, o corpus de
desenvolvimento de coleções.
Ressalta-se, com alguma surpresa, a importância dada à
disseminação seletiva da informação, onde o cliente e a sua estrutura
cognitiva são equacionados na cadeia documental: “para instrução geral do povo
e estudo de eruditos e futuros historiadores, evitando-se assim a perda e
dispersão de milhares de documentos importantes […].” As técnicas documentais,
sobretudo a gestão de coleções, deverão ter um fim último – a instrução do povo
(i.e., seleção seletiva de informação) e a preservação de acervos.
Em suma, o dinamismo que caracterizou o sector
bibliotecário, nesta época, foi acima de tudo protagonizado pela Biblioteca
Nacional, na fase em que Jaime Cortesão exerceu o cargo de diretor e em que a
chefia dos Serviços Técnicos esteve entregue a Raul Proença. Permitiu delinear
e, em alguns casos, pôr em prática, projetos de grande envergadura, cuja
conceção, do ponto de vista técnico, estava perfeitamente em consonância com os
desenvolvimentos internacionais.
A visão republicana para este sector de atividade, enquadrado
no amplo campo da instrução pública foi, sem dúvida, muito fecunda em estudos,
produção de textos e promulgação de leis com vista à afirmação de uma área
considerada estratégica para o regime político em vigor. Contudo, a falta de
meios financeiros e humanos obstou a que muitas das ideias e projetos
republicanos tivessem uma concretização efetiva (Cf. Ribeiro, 2008:225).
Bibliografia:
BOLETIM OFICIAL DO MINISTÉRIO DE INSTRUÇÃO PÚBLICA
(1935). Coimbra: Imprensa da Universidade.
Os Bibliotecários na Primeira República - II - Arquivo das Congregações
Atendendo à dispersão documental existente com extinção das ordens
religiosas e à instabilidade político-social, durante a Primeira República, é
criado o Arquivo das Congregações[1], Em 1917, a 28 de Setembro, pelo Decreto n.º
3.410, o referido Arquivo estava subordinado ao Ministério da Instrução
Pública, por intermédio da Inspecção das Bibliotecas Eruditas e Arquivos.[2]
A criação do Arquivo das Congregações é justificada pela
necessidade urgente da gestão de coleções e preservação do património
documental nacional. Este Arquivo surge com uma missão operativa bem
determinada e não um mero depósito de documentação acumulada.
Do Arquivo das Congregações religiosas farão parte documentos provenientes
das seguintes congregações religiosas:
1. Jesuítas
2. Doroteias
3. Franciscanos
4. Franciscanas
(Trinas, Missionarias de Maria)
5. Dominicanos
6. Dominicanas,
(1ª e 3ª ordem)
7. Irmãs
de Caridade
8. Padres
do Espírito Santo,
9. Irmãs
de S. José de Cluny
10. Salesianos
11. Salésias
12. Beneditinos
13. Hospitaleiros de S. João
de Deus
14. Padres Redentoristas
15. Missionários Filhos do
Sagrado Coração de Maria
16. Ursulinas
17. Carmelitas
18. Irmãs do Bom Pastor
19. Irmãzinhas do Pobres
20. Irmãs do Sagrado Coração
de Maria, (Sacré Coeur)
21. Congregação de Santa
Teresa de Jesus
22. Oblatas do Menino Jesus
23. Irmãs da Imaculada
Conceição
24. Congregação de Jesus
25. Maria
26. Freiras Servitas
Esta lista exaustiva foi retirada do Boletim Oficial do Ministério de
Instrução Pública; Ano 2, nº 20/22 (1917), também mencionado no Diário do
Governo, nº 168 de 28 setembro de 1917.
Segundo pensamos, esta listagem, poucas ou nenhumas congregações religiosas
deixam a salvo. Assim, devido à exaustividade de documentos daí provenientes
impunha-se uma gestão de informação eficiente para o Arquivo das Congregações.
A solução encontrada, grosso modo, foi a organização segundo as três grandes
tipologias das ciências da informação: a museologia, arquivística e
biblioteconomia.
No que diz respeito à gestão documental, a classificação formal dos
documentos provenientes das ordens religiosas é subdividida em sete
descritores: teologia, mística, história, biografia, pedagogia didática e
homeografia:
1. Obras
teológicas (tratados de teologia moral, escritura sacra, etc.);
2. Obras
místicas (livros de devoção, sermonários);
3. Obras
históricas (história de cada congregação, Institutum);
4. Obras
biográficas (vida de fundadores, iniciadores, patriarcas das ordens,
congregacionistas, ilustres);
5. Obras
pedagógicas (tratados de pedagogia, etc.);
6. Obras
didáticas (compêndios, livros, de estudo, etc.);
7. Hemerografia (jornais,
revistas publicadas pelas congregações, folhetos de propaganda religiosa e
política, etc.).
As sete classes provenientes da classificação usada são, por assim dizer,
testemunho de preocupações culturais e espirituais das então extintas
congregações – a biblioteca é o testemunho vivo e espiritual de uma época e
sociedade, acreditamos.
Neste contexto, assalto republicano aos documentos religiosos, fica-nos bem
patente que o perfil dos Seminários de então, ou das Bibliotecas, é de cariz
teológico e pedagógico.
Não alheios a esta realidade biblioteconómica, Bernardino Machado,
Alexandre Braga e Artur R. de Almeida Ribeiro, prologam no referido Decreto,
para fomentar — a criação do arquivo das congregações, destinado a recolher,
organizar e inventariar o espólio documental das congregações religiosas
existentes em Portugal à data da proclamação da República. Ainda assim,
frisa-se que todos os documentos podem ser consultados de forma livre ou mesmo
requisitar os documentos existentes no Arquivo, sempre que se julgar
conveniente para fins jurídicos ou administrativos.
Bibliografia:
MARQUES, A.H. de Oliveira (1997). História da 1ª República
Portuguesa: as estruturas de base. Lisboa: Estampa.
MINISTÉRIO DA INSTRUÇÃO PÚBLICA (1917). “Biblioteca e arquivos nacionais”.
in: Boletim oficial do Ministério de Instrução Pública; A.2, n. 20/22
(1917), pp. [619]-622.
PORTUGAL. Leis, decretos, etc. – Decreto n.º 3.410 [de 15
de Setembro de 1917]. Diário do Governo. 1ª Série. Lisboa. 168/17, pp. 944-945.
RIBEIRO, Fernanda (2008). “A Inspecção das Bibliotecas e Arquivos e a
ideologia do Estado Novo”. in: Estados autoritários e totalitários e
suas representações: propaganda, ideologia, historiografia e memória. Coimbra:
Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra -
CEIS20 [etc.], 2008, pp. 223-237.
WHEELER, Douglas L. (1978). “A Primeira República Portuguesa e a história”.
In: Análise Social; Vol. 14 (56), (1978), pp. 865-872.
P.M.
2013/08/14
Peça do mês de agosto
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Capacete
Capacete militar que integra o património escolar, proveniente de uma
doação. Trata-se de um capacete envolvido com tecido verde com uma aplicação
decorativa metálica em forma de águia com as iniciais FR e a inscrição em
alemão: KOENIG NIT GOTT FUR ("Com Deus pelo Rei e pela Pátria". No
cimo tem um pequeno pináculo cónico, metálico. Revestimento interior a couro.
Está inventariado com o número ME/402916/163 e pertence ao espólio
museológico da Escola Secundária de Tomaz Pelayo.
A Escola Tomaz Pelayo foi criada a 18 de Junho de 1954 em instalações
provisórias. Abriu as suas portas com o funcionamento do ciclo preparatório,
tendo já no ano seguinte o curso geral de comércio. Em 1957 iniciou-se a
construção das novas instalações na Quinta da Devesa, concluídas em 1959,
onde surgiu então a Escola Industrial e Comercial. Em 1963 a escola recebeu o
Congresso Internacional de Etnografia e Folclore. A partir de 1975/76 passou
a funcionar nestas instalações o ensino secundário unificado e em 1979 a
escola passou a ser designada como Escola Secundária n.º 1. Em 1986 adota
como patrono Tomaz Pelayo, um dos seus mais ilustres professores.
Bibliografia e informação adicional:
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2013/07/31
Os Hemisférios de Magdeburgo no Museu Virtual da Educação


2013/07/17
Peça do mês de julho
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Torre de Para-raios
Modelo de para-raios
que consiste num modelo em miniatura, em madeira pintada, representando uma
torre. É constituído por uma haste de cobre instalada no topo da torre,
ligada por um condutor a uma esfera metálica que funciona como chapa de
terra. Adquirida em 1934, foi utilizada como material didático nas aulas de
Física. Está inventariado com o número ME/401092/114 e pertence ao espólio
museológico da Escola Secundária Campos Melo.
A Escola Secundária
Campos Melo foi criada por Decreto-Lei em 1884 como Escola Industrial. José
Maria da Silva Campos Melo (1840 – 1890) cedeu uma casa particular para a
instalação da escola, tendo adquirido igualmente o mobiliário. Em 1885 a
Câmara Municipal cedeu terrenos para a escola e em 1912 passou para as atuais
instalações. Em 1918 a escola deixa de ser industrial e passa a Escola de
Artes e Ofícios, embora por pressão dos locais tenha voltado à antiga
designação em 1921. Em 1948 este estabelecimento passa a Escola Industrial e
Comercial, alargando o leque de cursos ministrados. Em 1969 passou a
designar-se Escola Técnica Campo Melo e após o 25 de Abril adotou o nome
atual.
O para-raios é um
dispositivo constituído por uma haste metálica colocada
no topo dos edifícios, utilizado para a sua proteção, uma vez que atrai
descargas elétricas, desviando-as para o subsolo. Os para-raios, como é o
caso deste modelo, são geralmente constituídos por captor (interceta as
descargas atmosférica), condutor de descida (conduz a corrente de descarga
desde os captores até aos elétrodos de terra), elétrodo de terra (corpo
condutor em contacto íntimo com o solo efetuando a ligação elétrica com a
terra).
Bibliografia e informação adicional: Para consultar a história da Escola Secundária Campos Melo
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2013/07/03
O Disco de Newton no Museu Virtual da Educação
O disco de Newton é um instrumento
utilizado para o estudo e a demonstração da composição das cores nas aulas de
Física. É geralmente constituído por um disco colorido, com cores opostas e
iguais, ordenadas duas a duas em secções de cores primárias e secundárias.
Quando este disco é girado velozmente e recebe uma iluminação intensa, adquire
uma cor branca uniforme. A designação deste instrumento deve-se ao facto de
Isaac Newton ter descoberto que a luz branca do Sol é composta pelas cores do
arco-íris. Ao entrar em movimento, cada cor do disco de Newton sobrepõe-se na
retina, dando a sensação de mistura.
Sir Isaac Newton (1643 – 1727) foi um
importante físico e matemático inglês. Frequentou The King’s School em Grantham entre os doze e os dezassete anos e
posteriormente o Trinity College em
Cambridge. Tornou-se professor de matemática em Cambridge (1669) e entrou para a Royal Society em 1672, onde exerceu o cargo de presidente a
partir de 1703. Entre 1687 e 1690, foi membro do parlamento britânico. Os anos
de 1670 - 72 foram dedicados a estudos relacionados com a ótica e a natureza da
luz. Newton demonstrou que a luz branca é formada por uma banda de cores (vermelho,
laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta) que podiam separar-se por meio
de um prisma. Em 1704, Isaac Newton escreveu uma obra sobre ótica, Opticks,
onde desenvolveu as suas teorias anteriores, abordou a natureza corpuscular da
luz, bem como os fenómenos da refração, reflexão e dispersão da luz.
Uma das mais populares histórias
relacionadas com este cientista é a da chamada “maçã de Newton”: quando este se
encontrava num jardim, sentado por baixo de uma macieira, uma maçã caiu-lhe na
cabeça e o seu impacto fez com que ficasse consciente da força da gravidade. A
sua famosa obra publicada em 1687, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, enunciou três leis fundamentais: 1. todo o corpo continua em estado de
repouso ou de movimento, uniforme numa linha reta, a menos que seja forçado a
alterar este movimento devido a forças externas; 2. a mudança de movimento é
proporcional à força motora exercida; 3. para toda a ação há sempre uma reação
oposta. Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na história
da ciência.
No que respeita às matérias de ótica,
ficou demonstrado por Newton que a luz que observamos é uma radiação
eletromagnética, constituída por faixas de cor vermelha, laranja, amarela,
verde, azul, índigo e violeta, percetíveis pelo olho humano. A luz branca é
composta de várias cores e em 1666, este cientista decompôs a luz solar através
da utilização de um prisma triangular atravessado por um feixe de luz, tendo
como resultado as sete cores anteriormente referidas. É o chamado espectro
visível, ou componentes pelo fenómeno de refração ou dispersão da luz. Seguindo
este raciocínio, Newton concluiu que a luz do Sol, quando atravessa gotas de
água, dá origem ao fenómeno do arco-íris. Para conseguir provar a reação
inversa, isto é, recompor a luz branca através da soma de todas as cores,
Newton criou este aparelho, atualmente designado por Disco de Newton.
Bibliografia:
Isaac Newton Institute for Mathematical
Sciences (2013) [em linha].
http://www.newton.ac.uk/newtlife.html
[Consulta: 11 de junho de 2013]
Física Net (2013) [em linha].
http://www.fisica.net/cor/disco.htm
[Consulta: 11 de junho de 2013]
Museu da Física da Escola Secundária
Alexandre Herculano (2013) [em linha].
http://mfisica.nonio.uminho.pt/patrimonio/alfa/pat_alf_b.html
[Consulta: 11 de junho de 2013]
MJS








