2011/08/10

Plano de Preservação Digital: projeto de elaboração


A preservação da informação digital é complexa. Exige o desempenho ativo das organizações, a elaboração de políticas e planos pertinentes e a implementação de boas práticas. Atualmente estão a decorrer atividades, coordenadas pela Secretaria-Geral, que têm como objetivo a definição de estratégias e procedimentos que garantam a preservação das plataformas, bases de dados e documentos eletrónicos produzidos e mantidos por 19 organismos do Ministério, bem como o acesso continuado aos mesmos. Estas estratégias e procedimentos deverão ser reunidos num produto final designado por Plano de Preservação Digital, instrumento fundamental para a abordagem das séries documentais em suporte digital.


1.     Âmbito do projeto

Os organismos que integram o projeto atrás referido são:

- Agência Nacional para a Qualificação;

- Agência Nacional PROALV – Programa Aprendizagem ao longo da Vida;

- Conselho Nacional de Educação;

- Direção-Geral dos Recursos Humanos da Educação;

- Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Escolar (incluindo a Rede das Bibliotecas Escolares);

- Direção Regional de Educação do Alentejo;

- Direção Regional de Educação do Algarve;

- Direção Regional de Educação do Centro;

- Direção Regional da Educação de Lisboa e Vale do Tejo;

- Direção Regional de Educação do Norte;

- Editorial do Ministério da Educação;

- Gabinete de Avaliação Educacional;

- Gabinete Coordenador de segurança Escolar;

- Gabinete Coordenador do Sistema de Informação do Ministério da Educação;

- Gabinete de Estatística e Planeamento Educativo;

- Gabinete de Gestão Financeira;

- Inspeção Geral da Educação;

- Parque Escolar;

- Secretaria-Geral.

 

2.     Metodologia

O desenvolvimento do projeto tem por base a adoção do “referencial” elaborado pela Direcção-Geral de Arquivos e intitulado Recomendações para a produção de planos de preservação digital. De acordo com o documento atrás referido, a realização do projeto assenta em 5 fases e recorre aos anexos (modelos das folhas de recolha de dados) como instrumentos de trabalho.

Fases do projeto

1.     Apresentação;

2.     Identificação dos sistemas de informação (FRD Fase 2);

3.     Avaliação arquivística dos sistemas de informação (FRD Fase 3 A e FRD Fase 3 B);

4.     Caracterização tecnológica dos sistemas de informação identificados nas fases anteriores (FRD Fase 4);

5.     Planeamento e estratégia de preservação a partir da síntese das análises da avaliação arquivística e da caracterização tecnológica.

 

Organização do projeto

A.    Equipa de assessoria da Direcção-Geral de Arquivos que acompanha o projeto com as seguintes atividades:

- Reuniões de supervisão e validação no final de cada uma das fases do projeto;

- Emissão de recomendações através de reuniões de análise técnica,

- Emissão do parecer final.

 

B.    Grupo de trabalho, criado na Secretaria-Geral, constituído por um núcleo coordenador e por um núcleo de acompanhamento do projeto, com perfil multidisciplinar (integram o grupo funcionários com formação nas áreas da Informação e Documentação, das Tecnologias de Informação e Comunicação, da Formação e do Planeamento). Cabe a este grupo de trabalho coordenar e liderar o projeto através do desempenho das seguintes atividades:

- Definição da metodologia de trabalho;

- Planeamento, monitorização e controlo do projeto (ficha de projeto; cronograma e reuniões de controlo de progresso);

- Preparação e coordenação das sessões de formação;

- Normalização de procedimentos e uniformização dos elementos de informação;

- Centralização da informação recolhida, validação da mesma e elaboração da documentação final do projeto – Plano de Preservação Digital (reuniões de análise técnica).

 

C.    Rede de interlocutores nomeados pelos organismos participantes. São Interlocutores designados pela direção dos organismos a que pertencem, dotados dos conhecimentos técnicos que lhes permita responder às questões colocadas com o preenchimento das folhas de recolha de dados com vista à elaboração do Plano de Preservação Digital

 

D.    Equipas de colaboradores locais com conhecimento das bases de dados e outros sistemas de informação utilizados nas unidades orgânicas e unidades flexíveis dos organismos participantes e com conhecimento dos processos de negócios. Reportam à rede dos interlocutores acima referida.

Abordagem ao projeto

- Sessões de formação especializada organizadas em duas fases:

·       Fase 1 – Formação teórica para a rede de interlocutores nomeados pelos organismos participantes (agendadas nos dias 27, 28 e 29 de Junho do corrente ano).

·       Fase 2 – Formação prática (esclarecimento de dúvidas, validação e correção de dados) para a rede de interlocutores nomeados pelos organismos participantes (agendadas nos dias 12 e 13 de Setembro do corrente ano).

 

- Tutoria

Designação de 3 tutores (elementos do Grupo de Trabalho da Secretaria-Geral); atribuição a cada um dos representantes dos organismos participantes de um tutor, elemento chave no esclarecimento de dúvidas, na comunicação de instruções e ferramentas de trabalho e na recolha dos produtos (folhas de recolha de dados das Fases 2, 3 e 4 preenchidas).

 

- Reuniões de análise técnica

Realização de reuniões de análise técnica pelo Grupo de Trabalho da Secretaria-Geral e realização de sessões de trabalho colaborativas com os representantes dos organismos que aderem ao projeto.


FLC


2011/08/05

Exposição virtual - O Dia Internacional da Educação: Espólio Professora Maria Margarida Lucas Leal


A Convenção sobre os Direitos da Criança, adotada pela Assembleia Geral nas Nações Unidas a 20 de Novembro de 1989 e ratificada por Portugal em 21 de Setembro de 1990, preconiza o direito à Educação. Segundo o artigo 28º “Os Estados Partes reconhecem o direito da criança à educação e tendo, nomeadamente, em vista assegurar progressivamente o exercício desse direito na base da igualdade de oportunidades”. Para além disso, o artigo 29º preconiza que “Os Estados Partes acordam em que a educação da criança deve destinar-se a promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos seus dons e aptidões mentais e físicos na medida das suas potencialidades.” 

Desta leitura se influi a enorme importância da educação na formação do ser humano e a relevância que adquirem os seus agentes, os professores. Como tal, associando-se à comemoração do Dia Internacional da Educação, foi realizada a exposição em torno do trabalho desenvolvido pelos docentes em contexto escolar. 

Foi escolhido o espólio da Professora Primária Maria Margarida Lucas Leal (27 de Setembro de 1936), apresentando-se uma seleção dos materiais doados em 1997. Tendo iniciado a sua carreira docente em 1957 em Santa Susana (a 15 Km do Redondo), esta professora desenvolveu a sua atividade profissional nos meios rurais do Alentejo. Deste percurso resultou a produção de inúmeros materiais didáticos utilizados em contexto das práticas pedagógicas, de uma forma inovadora e criativa. O recurso à imagem como forma de motivar o aluno é marcante em todos os seus trabalhos, que demonstram não só uma enorme compreensão dos discentes, mas também um profundo sentido pedagógico. Este espólio inclui manuais escolares, dossiers de trabalho e quadros explicativos de diferentes matérias. É o caso do abecedário, dos quadros didáticos para o ensino de conceitos matemáticos, como a tabuada, as frações ou os números decimais.


Material didático
ME/MMLL/76
Material didático, utilizado em contexto das práticas pedagógicas do ensino primário, para a aprendizagem dos fonemas. A função de todo o material didático é auxiliar o processo de ensino/ aprendizagem do aluno. Este material foi totalmente elaborado à mão pela Professora Maria Margarida Lucas Leal durante os anos em que lecionou, como resultado da experiência que desenvolveu com os seus alunos. Neste caso, podemos observar uma imagem dividida em duas que corresponde ao fonema ce = se e ci = si. No topo temos a imagem de cerejas em baixo a de um cisne.


Material didático
ME/MMLL/28
Material didático, utilizado em contexto das práticas pedagógicas do ensino primário, para a aprendizagem dos fonemas. A função de todo o material didático é auxiliar o processo de ensino/ aprendizagem do aluno. Este material foi totalmente elaborado à mão pela Professora Maria Margarida Lucas Leal durante os anos em que lecionou, como resultado da experiência que desenvolveu com os seus alunos. Neste caso, podemos observar vários desenhos explicativos do conceito de unidade. Estão desenhados três círculos coloridos com imagens para que, através da visualização, o aluno pudesse compreender mais facilmente o conceito.

Material didático
ME/MMLL/18
Material didático, utilizado em contexto das práticas pedagógicas do ensino primário, para a aprendizagem dos fonemas. A função de todo o material didático é auxiliar o processo de ensino/ aprendizagem do aluno. Este material foi totalmente elaborado à mão pela Professora Maria Margarida Lucas Leal durante os anos em que lecionou, como resultado da experiência que desenvolveu com os seus alunos. Neste caso, podemos observar a letra S, em maiúscula e minúscula, com diferentes tipos de grafia e imagens e palavras associadas.


Material didático
ME/MMLL/9
Material didático, utilizado em contexto das práticas pedagógicas do ensino primário, para a aprendizagem dos fonemas. A função de todo o material didático é auxiliar o processo de ensino/ aprendizagem do aluno. Este material foi totalmente elaborado à mão pela Professora Maria Margarida Lucas Leal durante os anos em que lecionou, como resultado da experiência que desenvolveu com os seus alunos. Neste caso, podemos observar a letra I, em maiúscula e minúscula, com diferentes tipos de grafia e imagem associada.



Material didático
ME/MMLL/46
Material didático, utilizado em contexto das práticas pedagógicas do ensino primário, para a aprendizagem dos fonemas. A função de todo o material didático é auxiliar o processo de ensino/ aprendizagem do aluno. Este material foi totalmente elaborado à mão pela Professora Maria Margarida Lucas Leal durante os anos em que lecionou, como resultado da experiência que desenvolveu com os seus alunos. Neste caso, podemos observar o número 5, em algarismo árabe e por extenso, com uma imagem correspondente.


Material didático
ME/MMLL/72
Material didático, utilizado em contexto das práticas pedagógicas do ensino primário, para a aprendizagem dos fonemas. A função de todo o material didático é auxiliar o processo de ensino/ aprendizagem do aluno. Este material foi totalmente elaborado à mão pela Professora Maria Margarida Lucas Leal durante os anos em que lecionou, como resultado da experiência que desenvolveu com os seus alunos. Neste caso, podemos observar uma imagem que corresponde à contagem das unidades. No topo encontra-se desenhada a quantidade de dezenas: 10 + 10 + 10. Por baixa estão as imagens ilustrativas, três cachos de uvas, cada um com 10 bagas. Em baixo pode ler-se : 3 dezenas = 30 (trinta).

MJS


2011/08/01

Museu Virtual da Educação: 30.000 registos disponíveis na base de dados

O Museu Virtual da Educação é uma base de dados que disponibiliza e divulga peças do património museológico da educação que integram as coleções pertencentes a 144 estabelecimentos de ensino e outras entidades, sob a tutela do Ministério da Educação e Ciência. 

2011/07/29

Espólio museológico da Professora Maria Margarida Lucas Leal


(Imagem de um ábaco em tom de vermelho que inclui um relógio de ponteiros para aprendizagem das horas)

Encontra-se em fase de tratamento uma seleção do espólio museológico da Professora Maria Margarida Lucas Leal, doado à Secretaria-Geral do Ministério da Educação em 1997. Trata-se de uma parte do seu espólio pessoal que contempla materiais didáticos utilizados em contexto do ensino primário, construídos ao longo da sua carreira letiva. São materiais de apoio variados relativos à aprendizagem da leitura/escrita e de noções de matemática.

Maria Margarida Lucas Leal, professora primária, lecionou em vários pontos do país. Nasceu a 27 de setembro de 1936 em Évora, onde realizou os seus estudos e o Curso do Magistério Primário. Começou a lecionar em 1957 em Santa Susana, a 15 km do Redondo, onde se manteve durante dois anos, permanecendo na zona do Alentejo, profundamente ligada ao ensino nos meios rurais. Entre 1967 e 1980, a professora encontra-se na Escola Primária de S. Pedro da Gafanhoeira (Concelho de Arraiolos, Distrito de Évora), onde reside até hoje.

Várias exposições que contemplam estas materiais já foram realizadas, desde 1999. Os materiais que produziu são testemunho da sua dedicação ao ensino e à docência, de uma grande beleza, criatividade e graciosidade. Numa época em que os materiais de apoio pedagógico escasseavam, Margarida Leal construiu de forma extremamente eficaz, a matéria-prima com que trabalhava. São notáveis os seus quadros didáticos para o ensino da tabuada, do abecedário, das frações, dos números decimais, entre outros.

Estará disponível no próximo dia 7 de agosto, aquando da celebração do Dia Mundial da Educação, uma exposição virtual que contempla uma seleção do referido espólio.


MJS


2011/07/22

Espólio Faria de Vasconcelos na Secretaria Geral



O Prof. Doutor J. Ferreira de Marques ofereceu à Secretaria-Geral dois volumes das Obras Completas de Faria de Vasconcelos - estes abrangem a produção literária de Faria de Vasconcelos de 1925 a 1936. J. Ferreira Marques no prefácio do volume 5 refere-se à importância da parte do espólio de Faria de Vasconcelos existente na Secretaria-Geral: "nas Obras Completas decorrem de ter encontrado um exemplar do referido número da Ágora no seu espólio de publicações existente na Secretaria-Geral do Ministério da Educação quando nele realizava consultas".

A Secretaria-Geral é detentora de um importantíssimo espólio bibliográfico vs arquivístico de Faria de Vasconcelos. O espólio bibliográfico está integrado na coleção da Biblioteca Histórica do Ministério da Educação (MESGBHE), que conta com 1.667 exemplares de pedagogia, educação e outras áreas do conhecimento afins (cotados FV). A cotação FV permite-nos reagrupar todo o acervo bibliográfico (o cliente terá acesso sequencial a todos os documentos para além deste facto, qualquer documento pode ser pesquisado per si). Existem ainda 51 exemplares que foram distribuídos com a cota FVv, o que se deve à data de edição dos documentos- post mortem Faria de Vasconcelos.

A importância dessa coleção bibliográfica, para além do valor epistemológico, reside na seleção personalizada de Faria de Vasconcelos – preocupações pedagógicas da época de então. Para além da coleção bibliográfica, a parte do fundo arquivístico, à guarda da Secretaria-Geral, foi classificada em sete séries: (i) Correspondência; (ii) Imprensa; (iii) Recortes de imprensa; (iv) Textos escritos; (v) Cursos, lições de aprendizagem; (vi) Conferências; (vii) Diversos; (viii) Inquéritos e sindicâncias.

Na série Correspondência conta a correspondência recebida e expedida entre o Presidente da Oficina de Teatro, Diretor-Geral do Ensino Superior e Belas Artes, Reitor da Universidade de Coimbra e Subsecretário de Estado da Juventude e Desportos respeitante ao pedido de autorização para a realização da digressão e pedido de subsídio. Na série seguinte, Imprensa, são descritos recortes de imprensa com artigos de Faria de Vasconcelos e/ou sobre ele e a sua obra enquanto pedagogo; jornais e/ou partes de jornais da época. Por sua vez, a série Recortes de imprensa contém recortes de jornais de publicação de conferências, palestras e discursos de Faria de Vasconcelos proferidos no exercício das suas funções oficiais e/ou sobre o seu pensamento enquanto pedagogo. Contém ainda escritos vários sobre o autor e a sua obra, publicados em jornais, alguns destes já depois da sua morte.

Da série Cursos, lições de aprendizagem destacam-se o “Curso de Psicologia Experimental” da autoria de Faria de Vasconcelos, organizado pela Sociedade de Estudos Pedagógicos (impresso); Listagem de examinandos e respetivas classificações; Apreciação das aprendizagens de alunos; “Lições em 1930” no Instituto de Reeducação (textos datilografados).

Destacam-se, ainda, da série Conferências, seis volumes encadernados com conferências, teses e notas com os seguintes títulos: Três Conferências sobre Oliveira Martins (2 vol.); La Aviación; Cualidades del Aviador; Lo que debe ser un Professor; O Movimento da Orientação e da Seleção Profissional; Notas sobre S. Tomás de Aquino, S. Boaventura, S. Alberto Magno; Seleção Moral (apresentado pelo autor no Congresso do Ensino Secundário, a convite da Associação dos Professores de Liceus); As Sanções em Educação (tese apresentada ao Congresso Internacional de Proteção à Infância, efetuado em Paris, de 19 a 22 de julho de 1937).

Para ter uma ideia mais consistente da importância deste espólio, a breves traços, esboçaremos o perfil psicológico de Faria de Vasconcelos – António de Sana Faria de Vasconcelos, filho e neto de magistrados, nasceu em Castelo Branco, frequentou em Braga o Colégio do Espírito Santo, de missionários franceses, o que pode explicar a sua não contaminação pelo positivismo reinante na Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito, começando durante o curso uma especialização em Ciências Sociais (1900). Em 1904 doutorou-se em Ciências Sociais na Universidade Nova de Bruxelas (cisão progressista de 1894 e 1918 da Universidade Livre de Bruxelas), onde exerceu atividade docente (1904-1915) e a partir da qual desenvolveu atividades de extensão universitária, de membro da Sociedade Belga de Pedotecnia e se integrou no movimento “Educação Nova”. Em 1912, nos arredores de Bruxelas, Faria de Vasconcelos criou a Escola Nova de Bierges-lez-Ware, considerada uma “Escola Nova modelo” por Adolphe Ferrière. A experiência pedagógica de Bierges funcionou apenas em 1912-13 e 1913-14 na Bélgica e foi dada a conhecer em Genève através de conferências e do livro Une école nouvelle en Belgique (1915), sendo o suficiente para deixar um pequeno, mas intenso rasto luminoso na História da Educação. (Cfr. Rodrigues e Rodrigues, 2005:4960).

 

Bibliografia:

 

BANDEIRA, Filomena (2003). Vasconcelos Cabral Azevedo, António Sena Faria de. Dicionário de educadores portugueses. Porto: Asa.


CUNHA, António Augusto Oliveira (1997). Faria de Vasconcelos: pensamento e acção pedagógica. Dissertação de mestrado. Braga: Universidade do Minho.

 

FERRIÈRE, Adolphe (1915). Préface. VASCONCELOS, António FARIA DE (1915). Une école nouvelle en Belgique. Paris e Neuchâtel: Delachaux & Niestlé e Librarie Fischabacher.

 

GOMES, Joaquim FERREIRA (1980). A. Faria de Vasconcelos. Revista Portuguesa de Pedagogia, XIV, p 231-255. [Estudos de história e de pedagogia. Coimbra: Almedina, 1984].

 

RODRIGUES, Carlos Meireles; RODRIGUES, Abel Martins, (ca 2005). Para uma análise da Escola Nova de Faria de Vasconcelos (1880-1939) [on-line].<http://www.faced.ufu.br/colubhe06/anais/arquivos/453CarlosMeireles_e_Abel.pdf>[Consulta: 21 Julho 2011)


2011/07/15

Peça do mês de julho/2024




Corpo humano


Modelo de corpo humano, inventariado com o número ME/403556/99, pertencente à Escola Básica e Secundária de Carcavelos.

Trata-se de um modelo didático que servia para estudo e observação do corpo humano nas aulas de Ciências Naturais. Permite estudar os músculos e o sistema nervoso, mas também os principais órgãos internos, através da abertura na zona torácica.

O uso de modelos anatómicos tem uma longa tradição em contexto das práticas pedagógicas, quer no ensino básico, quer no ensino universitário. Os séculos XVIII e XIX foram os mais significativos ao nível da produção de modelo didáticos, não só pelo rigor científico que apresentam, mas também, pela sua função eminentemente didática e pelo valor artístico.

A compreensão da estrutura e das funções internas do corpo humano foram, desde sempre, uma necessidade sentida pela maior parte dos investigadores e estudantes desta área. Antes da descoberta do raio X (1895), a única forma de conhecer o corpo era através de operações ou da dissecação de cadáveres. Esta prática, no entanto, colocava alguns problemas morais, para além de que os cadáveres eram difíceis de obter, e mais ainda, de conservar. Assim, o uso de modelos aproximados da realidade tornou-se um imperativo.

A coleção de modelos anatómicos do Museu Virtual da Educação reflete a sua importância para história do ensino das Ciências Naturais. A vantagem destes modelos sobre as imagens parietais deve-se ao seu carácter tridimensional e à representação mais aproximada da realidade. Muitos exemplares permitem a remoção dos órgãos internos, para um conhecimento mais profundo da anatomia e da localização dos mesmos.
Os materiais e as técnicas utilizadas no seu fabrico são variadas, podendo referir-se a cera com pigmentos, o gesso e mais recentemente o plástico.


MJS


2011/07/11

Dia Mundial da População - 11 de julho

 

O Dia Mundial da População foi criado pelas Nações Unidas em 1989, visando a sensibilização para diversas questões relacionadas com esta temática e com a necessidade de se encontrarem soluções para vários problemas. A escolha do dia 11 de Julho relaciona-se com o facto de ter sido nesta data que a população mundial atingiu cinco mil milhões de habitantes.

O Fundo das Nações Unidas para a População levará a cabo várias atividades ao longo deste ano, estando em destaque o tema do aumento populacional - sete mil milhões de habitantes em 2012. Este desafio global levanta questões da maior importância quer ao nível da estrutura da urbanização, quer ao nível da sustentabilidade ambiental. De facto, com uma esperança média de vida cada vez mais longa e um nível baixo de fecundidade em alguns países, há necessidade de uma colaboração mundial em vários aspetos para fazer face ao envelhecimento da população. Por outro lado, em países com um índice de desenvolvimento mais baixo, onde se espera um crescimento populacional mais elevado, deve-se apostar no planeamento familiar, e na criação de infraestruturas de apoio na saúde, educação e trabalho.

Não menos importante é a diversidade sócio cultural da população: a variedade de costumes, religiões, raças e crenças que faz de cada comunidade um micro cosmos único. Assim, a Secretaria-Geral do Ministério da Educação, associa-se à celebração deste Dia através de uma exposição de diapositivos representativos da multiculturalidade; são imagens de ontem que perduram até aos nossos dias. Através destas imagens podemos conhecer as festividades indianas, os mercados de Alexandria, os guerreiros Zulu, as celebrações religiosas no Japão ou em Jerusalém, os trabalhos nos campos de arroz, os comerciantes russos, enfim, as famílias de todo o mundo.


Diapositivo
ME/402436/1887
Escola Secundária de Passos Manuel
Diapositivo que mostra vários trabalhadores agrícolas no Japão.



Diapositivo
ME/402436/1932
Escola Secundária de Passos Manuel
Dispositivo que mostra uma criança e dois adultos na Manchúria.



Diapositivo
ME/402436/1985
Escola Secundária de Passos Manuel
Diapositivo que mostra três crianças a fazer uma refeição nos Estados Unidos da América.



Diapositivo
ME/402436/2200
Escola Secundária de Passos Manuel
Diapositivo que mostra quatro mulheres a tocar instrumentos e a dançar no Havai.


Diapositivo
ME/402849/196
Escola Secundária Sá de Miranda
Diapositivo que mostra duas mulheres sentadas junto de uma janela na Finlândia.



Diapositivo
ME/404652/561
Escola Secundária de Pedro Nunes
Diapositivo que mostra várias pessoas fazendo orações junto ao Muro das Lamentações em Jerusalém. 



MJS