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2011/07/29

Espólio museológico da Professora Maria Margarida Lucas Leal


(Imagem de um ábaco em tom de vermelho que inclui um relógio de ponteiros para aprendizagem das horas)

Encontra-se em fase de tratamento uma seleção do espólio museológico da Professora Maria Margarida Lucas Leal, doado à Secretaria-Geral do Ministério da Educação em 1997. Trata-se de uma parte do seu espólio pessoal que contempla materiais didáticos utilizados em contexto do ensino primário, construídos ao longo da sua carreira letiva. São materiais de apoio variados relativos à aprendizagem da leitura/escrita e de noções de matemática.

Maria Margarida Lucas Leal, professora primária, lecionou em vários pontos do país. Nasceu a 27 de setembro de 1936 em Évora, onde realizou os seus estudos e o Curso do Magistério Primário. Começou a lecionar em 1957 em Santa Susana, a 15 km do Redondo, onde se manteve durante dois anos, permanecendo na zona do Alentejo, profundamente ligada ao ensino nos meios rurais. Entre 1967 e 1980, a professora encontra-se na Escola Primária de S. Pedro da Gafanhoeira (Concelho de Arraiolos, Distrito de Évora), onde reside até hoje.

Várias exposições que contemplam estas materiais já foram realizadas, desde 1999. Os materiais que produziu são testemunho da sua dedicação ao ensino e à docência, de uma grande beleza, criatividade e graciosidade. Numa época em que os materiais de apoio pedagógico escasseavam, Margarida Leal construiu de forma extremamente eficaz, a matéria-prima com que trabalhava. São notáveis os seus quadros didáticos para o ensino da tabuada, do abecedário, das frações, dos números decimais, entre outros.

Estará disponível no próximo dia 7 de agosto, aquando da celebração do Dia Mundial da Educação, uma exposição virtual que contempla uma seleção do referido espólio.


MJS


2011/06/15

3.º COLÓQUIO INTERNACIONAL MANUAIS ESCOLARES: PARTICIPAÇÃO DA SG-ME


(Capa do manual Aprenda a Desenhar)



Vai realizar-se nos próximos dias 30 de Junho e 1 de Julho de 2011, na Universidade Lusófona, em Lisboa, o 3º Colóquio Internacional sobre Manuais Escolares, subordinado ao tema Manuais e Novas Práticas.

Este evento conta com a participação de especialistas internacionais, nomeadamente os investigadores ligados aos dois grandes projetos nesta área: o projeto MANES, com sede na Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) de Madrid, focalizado na investigação sobre manuais escolares da Europa e América Latinas, de 1820 à atualidade; e o projeto Eckert, coordenado a partir do Institute for International Textbook Research, na Alemanha.

A Secretaria-Geral do Ministério da Educação irá estar representada neste Colóquio, com a apresentação de uma comunicação intitulada «Contributos para um Roteiro dos Manuais Escolares: Metodologias e Etapas de Projectos em Património da Educação». Nesta ocasião serão apresentadas as estratégias e acções relacionadas com manuais escolares que têm sido desenvolvidas no âmbito da política de preservação e divulgação do Património Cultural da Educação, designadamente o projecto BAME (Bibliotecas, Arquivos e Museus da Educação) e o Repositório de História da Educação, que se encontra em curso.

A Secretaria-Geral do Ministério da Educação possui um riquíssimo espólio bibliográfico de manuais escolares dos mais variados autores, épocas e âmbitos disciplinares, que inclui obras desde o século XVIII até à actualidade, e ainda projectos de manuais que não chegaram a ser editados, apresentados a concurso durante o Estado Novo, como é o caso de exemplares manuscritos por autores como Rómulo de Carvalho. Podemos, portanto, falar dos manuais escolares sob diversos pontos de vista: não apenas bibliográfico, mas também arquivístico e museológico.

Instrumento pedagógico central do processo de escolarização, o manual é um dos objectos mais ricos para a compreensão da prática pedagógica. Nele são espelhados os saberes consagrados em cada época, os valores dominantes transmitidos a par com as matérias, e as concepções pedagógicas e orientações práticas defendidas pelos educadores e especialistas nas diversas áreas curriculares.

Nesta comunicação pretende-se contribuir para a divulgação do importante espólio de manuais escolares da SG-ME e realçar as suas potencialidades para o estudo da evolução das práticas pedagógicas e dos saberes curriculares, abordando a temática dos manuais nas suas vertentes bibliográfica, arquivística e museológica.

O contacto com especialistas e representantes de projetos de dimensão internacional será, para a Secretaria-Geral do Ministério da Educação, uma mais-valia e uma oportunidade de aferição e discussão sobre os projetos em curso, numa lógica de melhoria contínua e de aperfeiçoamento das metodologias e estratégias de trabalho.

2011/06/14

PUPILOS DO EXÉRCITO: 100 ANOS DE ENSINO E DE CIDADANIA


(Logotipo do Instituto dos Pupilos do Exército com a frase "Querer é poder")




No Palácio Valadares, ao Chiado, está patente ao público uma exposição que evoca o centenário da criação do Instituto dos Pupilos do Exército. Esta iniciativa conta com o apoio da Secretaria-Geral, que emprestou, para o efeito, alguns livros pertencentes à Biblioteca Histórica do Ministério da Educação.

 

Esta exposição foi instalada num espaço contíguo àquele em que se encontra a exposição «EDUCAR: Educação para todos. O Ensino na Primeira República». Esta proximidade justifica-se pelo facto deste Instituto, criado em Maio de 1911, ser um expressivo exemplo do investimento dos republicanos na Educação e do seu empenhamento na criação de instituições escolares que traduzissem, na prática, o ideário e os valores da República.

Uma das áreas governativas que mereceu maior preocupação por parte dos republicanos, na sequência da Revolução de 1910, foi, como é sabido, a Educação. De facto, 1911 foi um ano muito fértil em trabalho legislativo, tendo sido promulgados vários documentos legais que reorganizam praticamente todo o sistema de ensino português.

 

As reformas do Ensino Superior e do Ensino Primário, dois sectores prioritários do sistema educativo, são estabelecidas em março desse ano. E pouco depois, no mês de maio, será a vez das áreas mais técnicas. São então criados o Instituto Superior Técnico e o Instituto Superior do Comércio (atual ISEG) por decreto de 23 de maio, a que se segue a reforma de todo o ensino agrícola e da investigação agronómica, consignada em decreto de 26 de maio.

Por estes dias, entre estas duas reformas, é criado, a 25 de maio, o «Instituto Profissional dos Pupilos do Exército». O contexto cronológico desta criação dá bem conta do enquadramento e dos objetivos com que é fundado este Instituto, que mais tarde perderá a designação de «Profissional» e fixará definitivamente o seu nome em «Instituto Militar dos Pupilos do Exército».

 

De facto, os Pupilos do Exército nascem como um instrumento modelar para a concretização dos ideais republicanos. O propósito consignado no decreto fundador de nele se formarem «cidadãos úteis à pátria» traduz bem a intenção de praticar, nesta escola, um ensino profissionalizante, de forte pendor prático, orientado para a promoção da autonomia dos alunos, através da aquisição de competências e conhecimentos em áreas técnicas estratégicas e de vanguarda.

 

O fundador dos Pupilos é o General António Xavier Correia Barreto, um militar com forte intervenção política, que virá a ser Presidente do Senado entre 1915 e 1918 e entre 1919 e 1926, além de ser, por duas vezes, candidato à Presidência da República. Mas este militar e político é também um homem de ciência, especializado na área da Química. Com um importante currículo ligado à invenção e produção de um tipo especial de pólvora, que tão importante virá a ser para o conflito Mundial de 1914/18, ele é um dos fundadores, em 1911, da Sociedade portuguesa de Química.

 

O espírito e a marca do fundador estão ligados à criação, nos Pupilos, de «Aulas de Indústria» e «Aulas de Comércio». O Instituto é, desde cedo, apetrechado com instalações laboratoriais e equipamento técnico que permite um ensino prático nestas áreas. Mas há também, uma preocupação muito forte em proporcionar aos alunos uma ‘educação integral’, com uma componente cultural e artística muito expressiva desde os primeiros anos. Muito importante, neste contexto, é a presença, no Instituto, de professores que virão a constar entre os mais importantes pedagogos da História da Educação portuguesa. Destaque, acima de tudo, para Álvaro Viana de Lemos (1881-1972) uma das figuras mais marcantes da Educação Nova, movimento pedagógico inovador que valorizava a autonomia dos alunos e preconizava um modelo de ensino assente em ‘métodos ativos’, entendendo a escola como um local de trabalho e experimentação prática. Outro pedagogo que deixou forte marca como professor dos Pupilos foi João Soares (1878-1970) que viria, mais tarde, a fundar o Colégio Moderno, e deixaria diversos materiais didáticos na área da História e da Geografia, como um monumental Novo Atlas Escolar Português adotado oficialmente para o ensino, em cuja capa figura como «Professor dos Pupilos do Exército» ou os Quadros da História de Portugal, com ilustrações de Roque Gameiro e Alberto de Sousa, recentemente reeditados pela Gradiva.

 

A orientação patente desde os primeiros tempos irá manter-se e revelar-se, por vezes com alguns constrangimentos, ao longo das décadas seguintes. A escolha, em 1936, de D. João de Castro como Patrono da escola corresponde ao mesmo simbolismo de assumir por referência uma figura da ciência e do saber, movido pela curiosidade e espírito de descoberta.

 

A segunda Guerra Mundial virá a acentuar a investimento no ensino técnico e tecnológico. O desenvolvimento industrial do pós-guerra incentiva a formação de quadros especializados, sendo dada especial atenção às tecnologias de ponta, como é o caso da indústria dos moldes, em que Portugal virá a ser líder.

 

A partir dos anos 1960 assiste-se a uma preocupação mais forte com a instrução física. Todo o contexto de guerra colonial faz redobrar o investimento nas atividades gímnicas e desportivas. O ideal de «serviço à pátria», que vem desde a fundação do Instituto, orienta muitos ex-alunos a seguir a carreira das armas e o carácter profissional do ensino praticado permite a preparação de quadros militares com formação técnica especializada. Mas esse mesmo ideal fará com que um grupo largo, de várias dezenas de ex-alunos militares, venha a participar nas conspirações conducentes à Revolução de 1974: primeiro na revolta de Beja, depois na Intentona das Caldas e finalmente no 25 de Abril.

 

Os novos ventos dos anos 1970 chegam aos Pupilos do Exército por diversas vias. Em 1977 o Instituto dá um salto qualitativo importante que é abrir-se ao Ensino Superior. Os cursos então criados, mais uma vez, são fiéis à linha da formação Técnica e Tecnológica e os seus nomes são disso a melhor expressão: Engenharia de Eletrónica e Telecomunicações; Engenharia de Energias e Sistemas de Potência; Engenharia de Máquinas; e Contabilidade e Administração. Esta é uma iniciativa de vanguarda no âmbito das escolas militares de ensino. A saída dos primeiros bacharéis para o mercado de trabalho, neste final dos anos 1970, reflete a mesma preocupação de sempre com uma educação orientada para habilitar os alunos a um desempenho profissional autónomo, mas agora subindo o nível de qualificações.

 

Outro aspeto não menos relevador da abertura a novos tempos é o facto de, no contexto da criação do Ensino Superior - naturalmente em regime de frequência externa e não de internato– o Instituto passar a ter uma frequência mista, sendo então admitidas as primeiras alunas. Ao mesmo tempo, é por esta altura que as primeiras professoras integram o quadro docente dos Pupilos, até então reservado, como os alunos, ao universo masculino.

 

Este processo tem a sua extensão natural já nos dias de hoje com a decisão de tornar, igualmente, o Ensino Básico e Secundário, de frequência mista, sendo as primeiras alunas destas faixas etárias admitidas em 2009. Entretanto, a orientação profissional dos cursos superiores avançou para áreas relacionadas com ecologia, com novas energias e sustentabilidade, sendo atualmente oferecidos os cursos de Técnico de Gestão; Técnico de Manutenção Industrial (vertentes Mecatrónica e Eletromecânica); Técnico de Gestão do Ambiente; Técnico de Energias Renováveis (vertentes: Sistemas Solares e Sistemas Eólicos). Estando neste momento aberto à frequência externa, o Instituto conserva ainda a possibilidade de internato, que vem da sua fundação. Mais do que uma escola, esta acaba por ser uma Casa para os alunos que nela vivem, regularmente, entre domingo à noite e sexta-feira à tarde. Por outro lado, o regime de internato e as instalações que foi necessário erigir para lhe corresponder, permitem facultar aos alunos uma oferta diversificada para além do tempo letivo, desde um apoio ao estudo com maior proximidade, até às atividades extracurriculares, designadamente algumas práticas desportivas pouco frequentes em estabelecimentos de ensino, como equitação, esgrima ou remo.

 

A orientação e os objetivos que nortearam a criação deste Instituto são característicos de uma época sendo, a esse nível, um caso de estudo interessante. Mas parecem, também, ter sido suficientemente válidos para lhe garantir continuidade e mérito. O espírito de coesão e de camaradagem que é apanágio das instituições com regime de internato, tem vindo, neste caso, a ser articulado com uma permeabilidade ao ambiente exterior e uma capacidade de adaptação às mudanças, essenciais nas instituições de ensino dos tempos que vivemos.


2011/05/09

Galeria de Ministros

"A vida e a história de uma instituição pública pode ser conhecida, e dar-se a conhecer, através daqueles que, ao longo dos tempos, exercem as responsabilidades de serem o seu primeiro e principal responsável."

2011/04/27

Escola Básica 2,3 Marquesa de Alorna


(Desenho da Escola Técnica Elementar Marquesa de Alorna - Lisboa)

Em 1949 foi aprovada a construção da Escola Técnica Elementar Marquesa de Alorna. O terreno, com uma área de 10.240 metros quadrados, foi cedido pela Câmara Municipal de Lisboa e o projeto foi elaborado pelos serviços técnicos da Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário.

O anteprojeto da Escola Marquesa de Alorna foi aprovado em 1955 e construção inicia-se em 1956. Em 1958 estava concluída. Composta de dois corpos (formando frentes para dois arruamentos do Bairro Azul), um grande pátio e uma mata, a Escola fui cuidadosamente projetada para receber 1.000 alunas, tendo sido dada particular atenção à generosidade dos espaços, dignidade e durabilidade dos materiais e às questões da luz e boa exposição solar.

A 9 de outubro de 1958 a escola denomina-se Escola Técnica Elementar Marquesa de Alorna (feminina). As aulas começam a 10 de outubro do mesmo ano e acolhia alunos das freguesias de S. Sebastião da Pedreira, Nossa Senhora de Fátima e Campolide. Em 1969 a escola passa a denominar-se Escola do Ciclo Preparatório Marquesa de Alorna. Pós 25 de abril, mais precisamente em 1993, a escola é redenominada por Escola Básica 2,3 Marquesa de Alorna, atualmente, em 2004-2005. A referida escola passa a ser sede do Agrupamento de Escolas Marquesa de Alorna.

José Sobral Blanco, o arquiteto responsável pelo projeto de construção da escola, requentou o curso secundário no Liceu Passos Manuel, e formou-se em arquitetura Na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, curso que terminou em finais da década de 20. Posteriormente, fez parte das equipas de arquitetos projetistas da Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário. Nesta instituição, participou no Plano de Novas Construções, Ampliações e Melhoramentos de Edifícios Liceais (Plano de 1938) e projetou e acompanhou a construção dos liceus de Setúbal em 1945, Porto – Carolina Michäelis de Vasconcelos em 1951, Oeiras em 1953 e Portimão em 1965.

Existe na Escola um busto da Marquesa de Alorna, datado de 1957, da autoria do escultor Raul Xavier (1894 – 1964). Nascido em Macau, Raul Maria Xavier foi discípulo do escultor Costa Mota (sobrinho). Desenvolveu uma obra escultórica de feição clássica, marcada pela serenidade e pela depuração das formas, tendo-se dedicado especialmente ao retrato em estátuas ou bustos. De entre os seus melhores trabalhos destaca-se o baixo-relevo representando a Batalha de Aljubarrota e a estátua de São Vicente (exibida na Exposição Mundo Português em 1940), as alegorias à Ciência e à Arte (Pavilhão dos Desportos, Parque Eduardo VII, Lisboa), a estátua de Vasco da Gama (Aquário vasco da Gama), entre outros.

Em 2010-2011 foi doado à Secretaria-Geral do Ministério da Educação parte do “antigo” acervo bibliográfico que a referida escola detinha desde a sua fundação. Este acervo foi doado em duas tranches, o grosso da doação data de 12 de fevereiro de 2010, a segunda de 9 de fevereiro de 2011. As duas doações foram integradas na Biblioteca Histórica da Educação (MESGBHE) do Ministério da Educação – 430 títulos monográficos e 31 de publicações periódicas.

Da primeira doação constam publicações periódicas e monografias sobre educação, incluindo material didático, manuais escolares, guias e outros documentos próprios das práticas letivas do Estado Novo. Estes documentos apresentam uma dispersão de valores que vai desde os anos 30 até aos anos 80, aproximadamente.

Da segunda doação consta um grupo homogéneo de documentos sobre a educação da mulher – publicações periódicas sobre a Mocidade Portuguesa Feminina (MPF). Ainda que a MPF fosse criada em 1937 (Dec.-lei n.º 2862 de 8 de dezembro), a esmagadora maioria dos documentos da então Escola Técnica Elementar Marquesa de Alorna são da década de 60 e 70.

O referido acervo da Escola Básica 2, 3 Marquesa de Alorna está disponível online através do portal Sistema Integrado de Bibliotecas do Ministério da Educação (SIBME) em: http://sibme.sg.min-edu.pt

 


Bibliografia:


Comissão de Moradores Bairro Azul (2008). Escola Marquesa de Alorna, 50 anos, reabilitação do património [on-line]. http://www.bairroazul.net/mesquita/ema+aniv.pedf [Consulta: 18 de abril de 2011]


2010/05/18

18 de Maio -Dia Internacional dos Museus

Museus e escolas – harmonia social

O Projeto B.A.M.E. (Bibliotecas, Arquivos e Museus da Educação) na sua vertente museológica, tem como objetivo promover o estudo, a conservação e a divulgação do património artístico, histórico, científico e tecnológico no domínio da Educação. Isto seguindo as linhas orientadoras de um museu: a preservação física das peças; a conservação de testemunhos e a divulgação do espólio didático ou de carácter histórico das escolas secundárias de Portugal.

Para os profissionais dos museus, o Dia Internacional dos Museus é uma ocasião única para estar em contacto com o seu público. As instituições museológicas, assim como as define o ICOM (International  Council of Museums), estão ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento e, como tal, têm um papel fundamental a desempenhar na sociedade.

O objetivo do Dia Internacional dos Museus (comemorado a 18 de Maio) é reunir os espaços museológicos em torno do lema «os museus são um meio importante de intercâmbio cultural, do enriquecimento das culturas, do conhecimento mútuo, da cooperação e da paz entre os povos».

«Museus para a harmonia social» foi o tema proposto este ano pelo ICOM. Uma vez que o Projecto B.A.M.E. está ligado às escolas - pólo dinamizador no seio da sociedade-, faz sentido reflectir sobre o papel da harmonia social em contexto escolar, através dos seus acervos. A harmonia deve ser entendida no sentido em que nos remete para o diálogo, a tolerância, a coabitação e o desenvolvimento baseado no pluralismo, na diferença, na competência e na criatividade. O trabalho desenvolvido pelo Projecto B.A.M.E., na vertente museológica, centra-se no inventário e na valorização das colecções. Isto porque se procura conhecer e investigar o vasto património escolar, para que uma colecção representativa da história da educação em Portugal possa ser partilhada com a comunidade. A única forma de enaltecer e abrir o espólio escolar à sociedade e aos seus contributos é conhecer a fundo as coleções que as escolas têm à sua guarda.

Para além da valorização do espólio museológico junto das escolas, o projeto B.A.M.E. utiliza como plataforma de divulgação o Museu Virtual.  Este pode ser entendido como uma unidade pré-museológica permanente, gratuita e aberta ao público, tutelada pelo Ministério da Educação, que tem por missão a valorização dos testemunhos, quer do material de apoio didático, quer do espólio representativo da história das instituições escolares públicas.

O Museu Virtual, através dos milhares de peças inventariadas, assume o carácter transdisciplinar presente nas coleções inventariadas e proporciona aos visitantes uma memória viva da história do ensino em Portugal. Pela diversidade do património de interesse histórico, artístico, documental, etnográfico e antropológico relacionado com o ensino em Portugal, o conhecimento deste vasto acervo torna-se fundamental para uma caracterização fundamentada de uma realidade social. A harmonia social que as escolas e as suas coleções refletem procura compreender a realidade comum, mas mantendo a singularidade de cada estabelecimento.  Este é também o papel cultural e social dos museus, promotores ativos da harmonia social e do intercâmbio de conhecimentos, virtudes partilhadas com as escolas.

2010/04/30

Na rota dos manuais escolares

BAME nas escolas
Património bibliográfico

Encontra-se disponível para leitura o estudo bibliométrico realizado no âmbito do primeiro trimestre de 2010 em 9 escolas.

2010/04/21

Colecção de Carimbos Didácticos

A exposição do espólio museológico do Instituto António Aurélio da Costa Ferreira apresenta uma coleção de carimbos didáticos.