2023/08/24

Educação e Monarquia: D. Miguel I (1802 – 1866)


D. Miguel I (1802 - 1866), “o Absolutista”, era o filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina, tendo reinado apenas 4 anos, de 1828 a 1834. Embarcou para o Brasil em 1807, juntamente com a família real.

Na sequência da revolução liberal de 1820, D. Miguel regressou a Portugal em 1821, opondo-se ao novo regime. Assumiu-se como líder dos partidários do Antigo Regime e levou a cabo vários movimentos militares como a Vila-Francada (1823) e a Abrilada (1824).


(Imagem de D. Miguel I retirada da Internet)

A Vila-Francada levou à dissolução das Cortes e à queda da Constituição de 1822. D. Miguel tornou-se comandante-chefe do exército português. Depois do segundo golpe, a Abrilada, D. João VI interveio, destituiu o filho do seu cargo e exilou-o.

Na sequência da morte de D. João VI e da abdicação do trono português a favor de D. Maria, por parte de D. Pedro, D. Miguel regressou ao país. Comprometeu-se a jurar a Carta Constitucional e casou com a sua sobrinha. Pouco tempo depois, dissolve as Câmaras, nomeia um novo ministério e convoca corte tradicionais com a presença dos três estados, declarando-se monarca absoluto.

Os liberais foram alvo das perseguições miguelistas e muitos exilaram-se no estrangeiro. Milhares de pessoas foram executadas durante este período de terror.

D. Pedro abdicou a favor do seu filho, o futuro D. Pedro II do Brasil e reuniu um grupo de liberais que desembarcou em Portugal com o objetivo de repor a situação. Iniciou-se a Guerra Civil (1832-34) que terminou na Convenção de Évora-Monte com a vitória dos liberais e com a subida ao trono de D. Maria II. D. Miguel foi exilado para a Alemanha onde casou com D. Adelaide de Loewenstein-Wertheim-Rochefort-Rosenberg em 1851. Faleceu em 1866.

No que respeita a medidas educativas durante este reinado, não se conhecem projetos. Tratou-se de um período politicamente instável do qual se aponta somente um retrocesso nas políticas educativas.


MJS


2023/08/21

Educação e Monarquia: D. Maria II (1819 - 1853)


D. Maria II (1819 - 1853), “a Educadora”, era filha de D. Pedro IV e de D. Leopoldina de Áustria. Em 1826, o seu pai abdicou da coroa portuguesa a seu favor, sendo que D. Maria tinha apenas sete anos. Como contrapartida outorgou a Carta Constitucional ao país e estabeleceu o casamento da filha com o tio, D. Miguel, exilado no estrangeiro.

D. Miguel regressou, celebrou esponsais com D. Maria em 1828 e jurou fidelidade à Carta Constitucional. No entanto, pouco depois declarou-se rei absoluto e iniciou um movimento de perseguição aos liberais.

D. Pedro IV, para salvaguardar os interesses de D. Maria, abdicou do trono do Brasil para o seu filho, D. Pedro II em 1831. Reuniu apoios para a causa liberal e organizou um exército que invadiu o território português. Seguiu-se o período de guerra civil que terminaria em 1834 na Convenção de Évora-Monte. Neste ano morreu D. Pedro e D. Maria subiu ao trono.

Em 1935, a rainha casou com o príncipe Augusto de Leuchtberg, que morreria dois meses depois. A 9 de abril de 1836 casou em segundas núpcias com D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota.

O seu reinado começou de forma bastante difícil: o país estava destruído pelas invasões francesas e pela guerra civil, enfrentando uma grave crise financeira. Ao nível interno existia uma enorme instabilidade devido à oposição entre cartistas e vintistas.


(Imagem de D. Maria II  retirada da Internet)


Os movimentos de revolução e contrarrevolução sucederam-se: Revolução de Setembro, Belenzada, Revolta dos Marechais (1837). Em 1838 foi aprovada a Constituição. Em 1842, um novo golpe repôs a Carta Constitucional e um governo liderado por Costa Cabral.

Em 1846, deu-se o movimento da Maria da Fonte e seguidamente a Patuleia que mergulhou o país numa nova guerra civil. As Juntas revolucionárias surgiam recorrentemente opondo-se ao governo. Este foi um período de transição da monarquia para o constitucionalismo que abalou a sociedade portuguesa.

D. Maria II morreu em 1853 ao dar à luz o seu décimo primeiro filho.

Apesar dos problemas enfrentados, esta época marcou a modernização de Portugal no que respeita às políticas de saúde, obras públicas e educação. As estruturas feudais foram progressivamente abandonadas e em 1851 iniciou-se um período de prosperidade com a Regeneração.

Em 1834 houve um novo arranque do ensino primário que enfrentou vários desafios, uma vez que houve maior interesse no ensino médio e superior. Seria sobretudo nos meios urbanos, entre a pequena burguesia e os operários que o ensino primário foi acolhido com satisfação. Em 1835 através do Decreto de 7 de setembro, estipulou-se que o ensino primário seria gratuito para todos os cidadãos. Os pais e as entidades locais eram responsáveis pelo cumprimento da frequência escolar obrigatória a partir dos 7 anos de idade.

Ainda em 1835, Guilherme Dias Pegado publicou o Projeto de Lei para a organização da Universidade em Portugal, retomando as ideias de Mouzinho de Albuquerque.

Em 1836, Passos Manuel legislou sobre a instrução pública estipulando que nos Liceus (um por capital de província e dois em Lisboa) se ensinariam línguas e ciências. Previa-se a criação de laboratórios e jardins botânicos.

Nas classes primárias estipulou-se a liberdade e obrigatoriedade do ensino com a introdução de exercícios físicos. O Decreto de 15 de novembro reforçou a obrigação que os pais e as entidades municipais tinham na educação das crianças. Partiu-se do pressuposto que o acesso gratuito à escolaridade seria o suficiente para garantir a universalidade da frequência escolar. No entanto, tal não se efetivou.

Passos Manuel previa igualmente a fundação de Escolas Politécnicas, Escolas Médicas e a reorganização da Biblioteca Nacional. Apesar disso, só se conseguiram implantar os liceus.

Quanto ao ensino técnico, Passos Manuel também lançou as bases do Ensino Profissional com as Conservatórias de Artes e Ofícios em Lisboa e Porto. O objetivo era fomentar o desenvolvimento industrial que reclamava mão de obra qualificada. Em 1836, a Academia incluía pintura, arquitetura, escultura e gravura.

Em 1843, após a entrada em vigor da Carta Constitucional, continuou-se a implementar a obrigatoriedade da frequência escolar. Em 1844, Costa Cabral criou um Conselho Superior de Instrução Pública em Coimbra, com a função de dirigir e inspecionar o ensino primário, secundário e superior.

Como forma de incentivar a formação de alunos, sugeriu-se a atribuição de uma quantia aos professores que propusessem a exame alunos que estivessem devidamente preparados. A Instrução Primária foi dividida em dois graus, o que criou uma discriminação social: as escolas do 2.º grau encontravam-se em locais onde a indústria e o comércio eram predominantes, supondo-se que os alunos não frequentariam outro nível de estudos. O que aconteceu, de facto, era o número insuficiente de professores e de escolas públicas, bem como a pouca afluência dos alunos motivada pela ignorância e miséria das classes mais desfavorecidas.

Em 1852, Fontes Pereira de Melo organizou o ensino industrial e criou o ensino elementar, o ensino preparatório para o ensino industrial, o ensino secundário e complementar. Ensinava-se aritmética, geografia, química, física, desenho de máquinas e economia. Aqui se formavam mecânicos, oficiais químicos, forjadores, fundidores, serralheiros e torneiros. Para se aceder ao ensino industrial era necessário ter 12 anos e saber ler e escrever.


MJS


2023/08/17

Educação e Monarquia: D. Pedro IV (1798 - 1834)

 

D. Pedro IV (1798 - 1834), “o Rei Soldado”, era filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina. Embarcou para o Brasil juntamente com a família real, no seguimento das invasões francesas. Em 1818 casou com D. Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo. Deste casamento nasceram D. Maria da Glória, futura D. Maria II de Portugal e Pedro, futuro D. Pedro II, Imperador do Brasil.

Aquando da vinda do seu pai, D. João VI, a Portugal para jurar a Constituição de 1822, D. Pedro permaneceu no Brasil, assegurando a regência. Acabou por liderar o movimento independentista brasileiro, declarando a sua independência a 7 de setembro de 1821.


(Imagem de D. Pedro IV retirada da Internet)

Com a morte de D. João em 1826, a regência de Portugal fica nas mãos da infanta D. Isabel Maria. D. Pedro decidiu abolir a Constituição de 1822 e outorgou aos portugueses a Carta Constitucional de 1826. Abdicou do trono português a favor da sua filha D. Maria da Glória que tinha, nessa altura, apenas 7 anos. Determinou que D. Maria casaria com o seu tio D. Miguel que se encontrava exilado e que este deveria jurar a Carta Constitucional.

D. Miguel jurou a Carta, mas pouco tempo depois (1827) repôs o absolutismo em Portugal, faltando ao compromisso assumido. A maior parte dos liberais foram perseguidos e muitos tiveram de se exilar.

Em virtude desta situação, D. Pedro abdicou do trono do Brasil a favor do seu filho, D. Pedro II (1831), e partiu para Portugal, onde reuniu um exército fiel à causa liberal. Desembarcou no Porto e deu-se início à Guerra Civil que opôs liberais e absolutistas. Esta guerra só terminará em maio de 1834 na Convenção de Évora-Monte: D. Miguel foi expulso de Portugal e a Carta Constitucional foi reposta. As Cortes de 1834 confirmaram a regência de D. Pedro, que viria a falecer um mês depois.

No que respeita a políticas educativas, a Carta Constitucional de 1826 instituído a frequência da instrução primária obrigatória para todos os cidadãos. Foram constituídos os primeiros currículos que se centravam na aquisição de conhecimentos básicos de leitura, escrita e aritmética.


MJS


2023/08/14

Peça do mês de agosto/2023

 


Lanterna de Reuter

 

Lanterna de Reuter utilizada no Laboratório de Física para a prática pedagógica.

Está inventariado com o número ME/401250/884 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária D. Dinis.


MJS

2023/08/10

Exposição Virtual: "Os Cinco Sentidos no Museu Virtual da Educação"

 

O corpo humano possui cinco sentidos que são a visão, audição, paladar, olfato e tato. Através dos recetores sensoriais conseguimos ter uma perceção do meio ambiente que nos rodeia: estes recebem o estímulo exterior, transformando-o num impulso nervoso que é enviado ao cérebro e interpretado pelo sistema nervoso.

Através da visão captamos os estímulos luminosos e conseguimos percecionar imagens. O olho, dotado de células fotossensíveis na retina, é o recetor destes estímulos que nos permitem compreender formas e cores. A mensagem recebida é enviada ao cérebro que a descodifica.

A audição recebe as ondas sonoras e através dela conseguimos captar os sons existentes no meio ambiente.

O paladar permite diferenciar os sabores e a temperatura e está diretamente relacionado com o olfato. As papilas gustativas, células sensoriais, encontram-se na língua, palato, faringe, epiglote e laringe.

O nariz é o órgão responsável pela captação de partículas que nos permitem diferenciar os cheiros presentes no ar. Através dos quimiorrecetores os seres humanos conseguem cheirar até 10 mil odores diferentes.

O tato distribui-se pelo nosso corpo ao longo da pele e das mucosas. Através dele conseguimos sentir pressão, dor, variação da temperatura, entre outros.

Nesta exposição, da qual constam várias imagens parietais, podemos observar a constituição do olho humano, do ouvido, da pele, da língua e do sistema olfativo, bem como a articulação deste com o sistema nervoso central.


Imagem parietal do corpo humano/Órgãos dos sentidos

ME/342129/39

Escola Secundária Marquesa de Alorna

Quadro parietal em relevo do corpo humano utilizado para ilustrar as aulas de Ciências Naturais, numa representação do globo ocular, ouvido e pele (corte transversal). Apresenta a legenda em francês no canto superior esquerdo.


Imagem parietal do corpo humano/Sistema nervoso e órgãos dos sentidos

ME/400129/148

Escola Secundária D. Sancho II

Quadro parietal com a representação esquemática da relação entre os vários órgãos dos sentidos com o sistema nervoso.


Imagem parietal do corpo humano/Órgãos dos sentidos

ME/400129/221

Escola Secundária D. Sancho II

Imagem parietal, representativa dos órgãos dos sentidos, utilizada para ilustrar matérias lecionadas nas aulas de Ciências Naturais. Podemos observar os diversos órgãos dos sentidos, através de cinco imagens totalmente identificadas, em corte e aumentadas, incluindo o sistema auditivo, o olho, o corte transversal de um dedo e da cabeça humana.


Imagem parietal do corpo humano/Órgãos dos sentidos

ME/400439/237

Escola Secundária Sebastião e Silva

Quadro utilizado em contexto pedagógico, para apoio visual nas aulas de Biologia. O título encontra-se no topo da imagem, e tem a designação de Quadro nº. 7, representando os órgãos dos sentidos, nomeadamente o aparelho olfativo, gustativo e do tato. Os desenhos apresentam imagens ampliadas e coloridas, em fundo creme, de grande rigor. Apresenta os vários aspetos dos diversos órgãos através de uma imagem geral a que se juntam outras com os pormenores. Tem ainda uma legendagem exaustiva, junto ao canto inferior direito.


Imagem parietal do corpo humano/Órgãos dos sentidos

ME/400257/54

Escola Secundária Infanta D. Maria

O quadro servia para ilustração das aulas de Biologia. Estão representados os órgãos dos sentidos: olfato, paladar e tato, cujas ilustrações estão dispostas na vertical. O quadro apresenta uma esquadria a negro sobre fundo claro. À esquerda, apresenta 5 ilustrações sobre o olfato; ao centro encontram-se 8 ilustrações do paladar e à direita, 6 ilustrações do tato. Cada ilustração apresenta a respetiva identificação.


Imagem parietal do corpo humano/Órgãos dos sentidos

ME/401018/46

Escola Secundária de Bocage

O quadro representa em A- corte da pele onde é visível: a) epiderme (com camada córnea, granulosa, espinhosa e camada basal; b) derme (constituída por glândulas sebáceas, nervos, vasos sanguíneos); c) hipoderme (constituída por tecido adiposo glândulas sudoríparas, vasos sanguíneos); B- corte da pele colocando em evidência o pelo; C- corte do corpúsculo de Meissner; D- língua e epiglote; E- detalhe do botão gustativo; F- áreas do paladar da língua 16- doce, 17- ácido, 18- sal, 19- amargo.


MJS



2023/08/07

Recursos Bibliográficos usados na elaboração do Analítico Liceu Infanta D. Maria, Coimbra (Parte 2)



(Imagem da fachada do Liceu Infanta D. Maria, Coimbra retirada da internet)


Apresenta a bibliografia usada por Maria Judite Seabra na elaboração do seu estudo Liceu Infanta D. Maria. Na presente bibliografia descascam-se muitas referências bibliográficas do próprio Arquivo da Escola Secundária Infanta D. Maria. Os relatórios dos reitores investigados encontram-se à guarda da Secretaria-Geral da educação e Ciência, na Divisão de Serviços de Documentação e de Arquivo.

 

Os estudos sobre arquivos escolares atualmente têm adquirido relevância no campo da história da educação. Com base na análise dos arquivos e dados escolares, poder-se-á compreender determinado período histórico e reinterpretação o passado, assim como entender as transformações nos processos de escolarização e do posicionamento das escolas como lugares de memória.

 

 

Bibliografia:

 

 

ARQUIVO PARTICULAR DA FAMÍLIA DIONYSIA CAMÕES [Manuscrito]. Verso contendo um pedido de uma professora à reitora [cedido]. [s.d.].

 

 

AVEZEDO, Rodrigo (1993). Os alunos do Liceu de Braga. Braga: Câmara Municipal de Braga.

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Livro de actas das Sessões do Conselho Administrativo. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Livro de actas do Conselho Escolar. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Livro de actas das sessões culturais. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Livro de termos de matrícula. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Livros de auto de posso. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Livros de termos de exames. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Livros de frequências. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Livros do cadastro de pessoal. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Livros referentes às exposições. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Processos de inscrição dos alunos na Faculdade de Letras. [s.d.].

 

 

COIMBRA. ARQUIVO DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA. Relatórios da reitora. [s.d.].

 

 

COSTA, D. António da (1893). A mulher em Portugal. Lisboa: Livraria Féran.

 

 

CUNHA, Pedro José da (1916). O ensino secundário do sexo feminino em Portugal. Separata Educação Geral e Técnica. Lisboa: Cada Portuguesa.

 

 

GRAÍNHA, M. Borges (1905). A Instrução secundária de ambos os sexos no estrangeiro e em Portugal. Lisboa: Tipografia Universal.

 

 

LA FUENTE, Maria Rosa (1989). O ensino secundário feminino: os primeiros vinte anos da Escola Maria Pia. Lisboa: M. La Fuente.

Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanos, Universidade Nona de Lisboa.

 

 

LISBOA. ARQUIVO HISTÓRICO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Liceus “Criação, categorias e denominação”, Lisboa Secção do Ensino Secundário [s. d.].

 

 

LISBOA. ARQUIVO HISTÓRICO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Relatórios de reitores, Liceu da Infanta D. Maria. Lisboa. [s. d.].

 

 

LISBOA. ARQUIVO HISTÓRICO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Relatório dos reitores, Liceu da Infanta D. Maria. [s. d.].

 

 

MACHADO, Bernardino (1899). O ensino primário e secundário. Coimbra: Tipografia França Amado.

 

 

OSÓRIO, Ana de Castro (1905). Às mulheres portuguesas. Lisboa: Livraria Editora Viúva Tavares Cardoso.

 

 

PESRANA, Alice (1892). “O que deve ser a instrução secundária da mulher”. In: Actas do Congresso Pedagógico Hispano-Português-Americano. Lisboa: [s. n.]. 1892.

 

 

PORTUGAL. MISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS (1948).  8.º Relatório dos trabalhos realizados em 1947/48 em cumprimento dos programas aprovados pela Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário. Lisboa: Mistério das Obras Públicas.

 

 

ROCHA, Maria Cristina Tavares Teles da (1881). A educação feminina entre o particular e o público. Lisboa: M. C. Teles da Rocha.

Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanos, Universidade Nona de Lisboa.

 

 

SEABRA, Maria Judite (1998). “O destino escolar no feminino: do Liceu de Coimbra à universidade, durante a 1.º República”. In: Actas do 1.º Congresso Luso-Brasileiro de História de Educação: Leitura e Escrita em Portugal e no Brasil 1500-1970, vol. 3 (1998).

 

 

SEABRA, Maria Judite (1999). Os liceus na sociedade coimbrã (1840-1930). Lisboa: M. Judite Seabra.

Tese de Doutoramento apresentada à universidade de Lisboa.

 

 

SEABRA, Maria Judite (1983). A mulher e o dote na segunda metade do século XVIII. Separata Antropologia Portuguesa. Coimbra: Universidade, Instituto de Antropologia, vol. 1 (1983).

 

 P. M. 

 

 

Seabra, Maria Judite (2003). Liceu Infanta D. Maria (Coimbra). In: Liceus de Portugal: histórias, arquivos, memórias. Lisboa: Edições Asa, pp. 220-221.

 

 

2023/08/03

Resumo do Artigo Liceu D. Maria, Coimbra de Maria Judite Seabra (Parte I)


(Imagem da fachada do Liceu Infanta D. Maria, Coimbra retirada da internet)


Judite Seabra na sua investigação apresenta data chave da criação e funcionamento do Liceu Infanta D. Maria: Criação: 1918 (Decreto-lei de 14 de julho) e inicio de funcionamento no ano letivo de 1918/19.

 

Designações:

    - Nome de origem: Liceu Feminino de Coimbra;

    - A partir de 1919: Liceu Nacional Infanta D. Maria.

 

Desde a sua origem que foi um liceu de frequência feminina.  A sua localização começou por ser em instalações provisória, a partir de 1919 passa a instala-se numa Casa particular na Avenida Sá da bandeira, n.º 111. A partir de 1932 ocupa a Quinta da rainha (local da atual Maternidade e Centro de saúde e Assistência Materno-Infantil Bissaya Barreto). Mais tarde, em 1937 a escola ocupa o Edifício de S. Bento. Em 1948, localiza-se na quinta do Gavino - Calhabé (atual Rua Infanta D. Maria).

 

O edifício construído de raz para o Liceu foi inaugurado no dia 1 de outubro de 1948, projetado para 560 alunas pelo Arquiteto Fernando de Sá. O projeto aprovado em 1938, e alterado pelo Arquiteto Francisco Assis em 1944.

 

Reitores do Liceu Infante D. Maria:

 

    - António de Almeida e Sousa - 1919-1910;

    - Maria Emília Salvador - 1920-1921;

    - Susana Rodrigues de Carvalho - 1922-1928;

    - Maria Teresa Silva Basto - 1928-1929;

    - Elisa Figueira - 1929-1937;

    - Dionysia Camões - 1937-1966;

    - Amélia Rosa Matos - 1966-1972;

    - Alice Gouveia - 1972-1974.

 

A Investigação de Maria Judite Seabra[1] transcreve uma listagem dos reitores que fizeram parte da escola até 1974, por sua vez, a Divisão de Serviços da Documentação e de Arquivo da Secretaria-Geral da Educação e Ciência apresenta-nos um fundo arquivístico de alguns desses mesmos reitores; cuja organização das séries documentais inventariadas segue a estrutura adotada pela Portaria de Gestão de Documentos n.º 1310/2005, de 21 de dezembro:


Âmbito cronológico:

Cota:

1939-[s.m.]-[s.d.] / 1940-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0012/00077

1937-[s.m.]-[s.d.] / 1938-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0004/00026

1938-[s.m.]-[s.d.] / 1939-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0009/00057

1941-[s.m.]-[s.d.] / 1942-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0014/00091

1942-[s.m.]-[s.d.] / 1943-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0015/00103

1955-[s.m.]-[s.d.] / 1956-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0052/00455

1944-[s.m.]-[s.d.] / 1945-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0023/00147

1958-[s.m.]-[s.d.] / 1959-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0057/00516

1940-[s.m.]-[s.d.] / 1941-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0018/00114

1957-[s.m.]-[s.d.] / 1958-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0055/00503

1943-[s.m.]-[s.d.] / 1944-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0021/00129

1959-[s.m.]-[s.d.] / 1960-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0060/00551

1954-[s.m.]-[s.d.] / 1955-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0050/00425

 

 

 

 

Os relatórios de reitor, grosso modo, são uma apreciação das condições pedagógicas das instalações e do material de ensino; emissão de pareceres didáticos; estudo do rendimento do ensino em cada liceu e sua correlação com os professores; elaboração de estatísticas; classificação do serviço dos professores; realização de inquéritos e sindicâncias; instrução de processos movidos a professores, etc.

 

P. M. 

 

Seabra, Maria Judite (2003). Liceu Infanta D. Maria (Coimbra). In: Liceus de Portugal: histórias, arquivos, memórias. Lisboa: Edições Asa, pp. 202-219.

 




[1] Doutora em educação coma tese de doutoramento: Os liceus na sociedade coimbrã (1840-1930). Coimbra: Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.  Dissertação de Doutoramento em História e Filosofia da Educação.