2025/01/27

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Institutos Industriais: Instituto Industrial de Coimbra

 

- Instituto Industrial de Coimbra -

 

 

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - o Instituto Industrial de Coimbra.

 

(Na imagem pode observar-se uma vista aérea da escola)

 

  

(No topo, a imagem de uma máquina. Em baixo, um espaço de trabalho com várias máquinas)



(Ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

 

 

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.

 

 

P. M. 

 


2025/01/23

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: Celestino Marques Pereira (1909 – 1978)

 

(Imagem do autor retirada de Dicionário de educadores portugueses)

 

Celestino Bernardo Feliciano Marques Pereira nasceu a 30 de novembro de 1909 em Panguim, na Índia, filho do general Alberto Feliciano Marques Pereira e de Emília da Conceição Prazeres Marques Pereira.

Fez os seus estudos secundários no Liceu Nacional de 5 de Outubro em Lourenço Marques. Ingressou posteriormente na Escola Militar, em Lisboa, em Infantaria. Assentou praça em 1928 como aspirante, tendo recebido vários louvores e distinções. Seguiu-se a frequência da Escola de Educação Física do Exército, com elevadas classificações que o levaram a tornar-se aluno ordinário do Instituto Central e Real de Ginástica de Estocolmo em 1934. Fez várias especializações na Suécia, Dinamarca e Berlim e foi enviado como observador oficial à Suécia em 1934, à Dinamarca em 1935, à Noruega em 1936 e à Alemanha em 1938, entre outros.

Na obra de 1939, A Educação Física na Suécia e Dinamarca, notou a superioridade física dos jovens nórdicos que se devia à manutenção de um sistema de educação física muito desenvolvido. Esta situação contrastava com o panorama nacional. Para Marques Pereira o Estado Novo tinha ao seu dispor instituições que se prestavam à regeneração da atividade física: a Mocidade Portuguesa, a Federação Nacional para a Alegria no Trabalho e o Instituto Nacional de Educação Física.

A partir de 1945, pretendeu igualmente chegar ao grande público, tendo escolhido a rádio para a divulgação do seu projeto de dar a conhecer a utilidade e a vantagem da prática regular de exercício físico.

Em 1946, na obra Por Bem – Alguns Aspetos da Educação Nacional, refletiu sobre a necessidade de reformar o ensino que devia ser tratado como um todo, articulando a educação física com a educação intelectual e moral. Colocou a tónica nos materiais didáticos e na adequada formação de professores. Neste ano publicou igualmente Lições de jogos para a juventude e Programa de Educação Física para a Juventude em Idade Escolar (10 anos em diante).

Na década de 50 participou na organização da Educação Física em Angola e Moçambique, tendo colaborado em inúmeras conferências. A sua obra de referência foi o Tratado de Educação Física, em 1951, que serviu para a formação de professores até 1974. A educação física era encarada não como uma atividade paraescolar, mas sim como uma disciplina fundamental na formação dos jovens.

Em 1963 doutorou-se no Instituto Superior de Educação Física da Faculdade de Medicina e Farmácia da Universidade Livre de Bruxelas. A sua tese intitulava-se Portée Pédagogique de l’ Analyse de l’ Exercice Physique.

Tornou-se professor de Metodologia e Didática e de Técnica e Análise dos Movimentos de Ginástica no Instituto Nacional de Educação Física, regeu cursos de ginástica na Emissora Nacional e foi professor na Universidade Livre de Bruxelas entre 1964 e 1965. Desempenhou inúmeros cargos no governo relacionados com a prática do exercício físico.

 

 

Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003.


MJS


2025/01/20

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Liceus: Liceu Nacional de D. Pedro V, Lisboa

 

- Liceu Nacional de D. Pedro V -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - o Liceu Nacional de D. Pedro V, Lisboa.


(No topo pode observar-se uma escada no interior da escola. Em baixo a imagem da fachada)

 

  

(No topo, a imagem de um laboratório. Em baixo, uma imagem de outro laboratório e a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

 

 

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.

 

 

P. M. 

 

2025/01/16

Peça do mês de janeiro/2025

 



Preguiça

 

Espécime taxidermizado, utilizado como material didático no ensino das Ciências Naturais, para estudo de características morfológicas. Este exemplar está colocado num tronco sobre uma base de madeira retangular de 15 cmx37 cm. A preguiça encontra-se numa postura de observação com a cabeça totalmente virada para as costas, apoiada nos quatro membros, no tronco e olhando atentamente para cima. Os olhos são de vidro de tom amarelado, simulando o aspeto natural. Tem um focinho redondo. Não apresenta cauda. A pelagem do corpo é acastanhada com tons de amarelo. As patas estão dotadas de garras. O comprimento deste exemplar, da ponta do focinho à ponta do corpo é de 46 cm e a altura máxima é de 30 cm.

Classificação científica - Reino: Animalia; Filo: Chordata; Subfilo: Vertebrata; Classe: Mammalia; Ordem: Pilosa; Família: Bradipodídeos; Género:  Brádipo; Espécie: B. variegatus

Está inventariado com o número ME/402709/83 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Rodrigues de Freitas.


MJS

2025/01/13

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: Carolina Michäelis de Vasconcelos (1851 – 1925)


(Imagem da autora retirada da internet)


Carolina Wilhelm Michäelis de Vasconcelos nasceu a 15 de março de 1851 em Berlim, filha de Gustav Michäelis, professor de matemática e de Henriette Louise Lobeck.

Interessou-se desde sempre por línguas e literatura e frequentou a Escola Superior Municipal Feminina de Berlim entre os 7 e os 16 anos. Tendo perdido a mãe aos 12 anos, foi orientada pelo seu pai e pelo filólogo Eduard Maetzner. Os seus estudos de filologia clássica e românica, bem como das línguas francesa, espanhola e italiana, entre outras, prosseguiram em casa sob a orientação de Carl Goldbeck.

Em 1871 especializou-se em assuntos peninsulares e trabalhou como intérprete no Ministério do Interior na Alemanha. Os contatos com vários intelectuais portugueses da Geração de 70 conduziram ao casamento de Carolina Michäelis com Joaquim António da Fonseca e Vasconcelos em 1876.

O casal passou a residir em Portugal, dividindo o seu tempo entre Braga, Lisboa e Porto. O seu interesse pela cultura portuguesa era notório, tendo publicado alguns estudos na área da linguística. Em 1901 foi-lhe atribuída a insígnia da Real Ordem Militar de Santiago da Espada.

As suas preocupações com o estado do ensino em Portugal levaram-na a publicar alguns artigos em que nota a ausência de uma literatura dirigida para a infância. Defendeu o alargamento do ensino primário a todas as crianças, motivando-as para a leitura através da utilização de textos tradicionais portugueses. A aprendizagem deveria ser lúdica, sendo fundamental para o este processo a existência de jardins de infância e de um ambiente familiar motivador. O desconhecimento da pedagogia e psicologia infantil no nosso país eram uma das causas do insucesso escolar.

No início do século XX, Carolina Michaëlis tentou fundar um conselho nacional feminino. Em 1914 a ideia concretizou-se com a fundação do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, em conjunto com Ana de Castro Osório.

A instrução feminina foi igualmente um dos seus objetivos: as mulheres deveriam tomar consciência dos seus direitos não sendo pressionadas por uma sociedade tradicional nem limitadas ao nível da instrução.

Em 1911 foi nomeada para docente de Filologia Germânica na Universidade de Lisboa e em 1912 foi transferida para a Universidade de Coimbra. Neste ano, juntamente com Maria Amália Vaz de Carvalho tornou-se membro da Academia das Ciências de Lisboa.

A partir de 1924 dirigiu a revista Lusitânia que procurava valorizar a nação portuguesa e a sua tradição. Em 1926 tornou-se presidente honorária do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

 

 

Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003.


MJS


2025/01/09

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Liceus: Liceu Nacional de Matosinhos

 

- Liceu Nacional de Matosinhos -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - o Liceu Nacional de Matosinhos.


(No topo pode observar-se a fachada da escola. Em baixo, uma biblioteca)

 


 

(No topo, a imagem de um refeitório. Em baixo, uma imagem de um laboratório e a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

 

 

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.

 

 

P. M. 

 

2025/01/06

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: Carlos Adolfo Marques Leitão (1855 - 1938)

 

(Imagem do autor retirada da internet)
 

Carlos Adolfo Marques Leitão nasceu a 1 de maio de 1855 em Lisboa. A sua carreira no exército iniciou-se em 1873 quando assentou praça. Em 1879 foi promovido a alferes e tornou-se professor da disciplina de Desenho no Real Colégio Militar.

Em 1888 foi nomeado professor provisório de Aritmética e Geografia na Escola Industrial Marquês de Pombal. Em 1889 assumiu a direção desta Escola que só abandonou em 1929. Em 1892 participou no Congresso Pedagógico Hispano-Português-Americano com uma comunicação sobre aquela instituição.

A partir de 1899 tornou-se professor dos príncipes da Casa Real Portuguesa, D. Luís Filipe e D. Manuel. Sendo apoiante de João Franco, foi eleito deputado em 1906.

Em 1908 assinou o programa da Liga de Educação Nacional, participando igualmente nos Congressos da Liga Nacional de Instrução, entre 1908 e 1914.

Em 1910 foi tornou-se diretor do Real Colégio Militar e em 1922, da Escola Normal para o Ensino do Desenho.

O seu enorme contributo para o ensino do Desenho em Portugal ficou igualmente marcado pelas suas ideias em relação à docência. O professor deveria estar atualizado e ter preocupações pedagógicas. Como tal, deu bastante relevância aos trabalhos manuais educativos. Para além disso, escreveu vários manuais sobre geometria e desenho para diversos níveis de ensino, nomeadamente Desenho, em 5 volumes. Esta obra, vocacionada para professores de belas artes tinha como objetivo a execução do desenho de sólidos no espaço. Abordou as condições necessárias à sala de aula, o material a utilizar, as estratégias e os exercícios, acompanhados com modelos de gesso.

 

 

Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003.


MJS