2021/10/11

Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" - Covilhã

 


(Logotipo do Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" retirado da internet)


O Agrupamento adotou o topónimo do romance de Ferreira de Castro que, na década de quarenta, no pós-guerra, sabiamente imortalizou, nas páginas brilhantes com o mesmo título, a dicotomia entre a subsistência pastoril e o sonho de melhores vidas na cidade industrial, a Covilhã, em franco desenvolvimento.

Sábia decisão, já que os alunos do Agrupamento de Escolas “A Lã e a Neve” são, em larga medida, os herdeiros dos avós que aqui alimentaram esperanças, aqui lutaram pela sua concretização, aqui as viram desvanecer e por aqui foram semeando gentes e modos de vida que justificam a existência de escola nesta falda da Serra da Estrela.

É assim que este Agrupamento tem, ao longo do seu ainda curto historial, tentado responder às exigências do meio em que se insere e às características socioculturais que a história e os seus intérpretes vêm urdindo e tecendo.

Com todos os ciclos de ensino, à exceção do ensino secundário, o agrupamento integra cerca de seiscentos alunos do pré-escolar ao 3.º ciclo do ensino básico, distribuídos por seis estabelecimentos de ensino.

Assim sendo, dois estabelecimentos do pré-escolar, três do 1.º ciclo e a Escola Básica de São Domingos (EBSD) com 1.º, 2.º e 3.º Ciclos. A área geográfica de implantação abrange duas freguesias: União de Freguesias de Covilhã e Canhoso e a União de Freguesias de Cantar Galo e Vila do Carvalho.

O Agrupamento de Escolas “A Lã e a Neve”, engloba:

1.      Escola Básica de São Domingos (escola sede);

2.      Jardim de Infância de Cantar Galo;

3.      Escola Básica do Canhoso;

4.      Jardim de Infância do Canhoso;

5.      Escola Básica /Jardim Infância de Vila do Carvalho;

6.      Escola Básica /Jardim de Infância dos Penedos Altos.


    1.     Escola Básica de São Domingos

 

(Imagem da fachada da Escola Básica de São Domingos retirada da internet)

Com existência legal desde 1995, a Escola Básica de S. Domingos (EBSD) entrou em funcionamento em janeiro de 1997. As suas instalações, no bairro que lhe dá o nome, são funcionais e estão bem conservadas. Situada na União de Freguesias de Cantar-Galo e Vila do Carvalho

Esta zona caracteriza-se como dormitório da cidade da Covilhã, predominando os movimentos pendulares entre o trabalho no centro da cidade e parques industriais e o regresso a casa, conheceu, num passado recente, um surto considerável de desenvolvimento urbanístico, neste momento estagnado, já que as condições geográficas da Serra da Estrela levam a população a preferir o sopé da montanha, zona de crescimento da cidade da Covilhã.

Os transportes escolares satisfazem as exigências e adaptam-se anualmente aos horários escolares adotados. Contudo, a rede viária que liga a escola sede do agrupamento com as freguesias de influência constitui um dos entraves à concretização deste anseio.

A EBSD é a escola sede do Agrupamento de Escolas A Lã e a Neve. É frequentada por alunos dos três níveis do ensino básico. A construção de uma escola básica nesta zona periférica da cidade, cedo foi entendida pela população como uma mais-valia para o futuro das suas crianças e jovens, sendo, por isso, acarinhada e apoiada.


    2.   Escola Básica do Canhoso


(Imagem da fachada da Escola Básica do Canhoso retirada da internet)

A escola está instalada num edifício tipo Plano dos Centenários, de três salas de aula, albergando anualmente as três turmas constituídas.

Desde há muito que os encarregados de educação se organizaram para suprir as dificuldades de acompanhamento dos filhos, criando e dinamizando um ATL (atividades de ocupação de tempos livres) que funciona fora da escola e que garante o prolongamento de horário e atividades nos períodos de interrupção letiva. Os almoços são servidos nas instalações do ATL

 

    3.      Escola Básica dos Penedos Altos


(Imagem da fachada da Escola Básica dos Penedos Altos retirada da internet)

Os edifícios escolares da Escola Básica dos Penedos Altos, nomeadamente, a EB do Plano dos Centenários de oito salas e cantina escolar com duas salas, ficam instalados no bairro dos Penedos Altos, a pouco mais de 2 Km do centro da cidade - bairro típico da Covilhã, cuja construção foi retratada na obra “A Lã e a Neve”.

A autarquia e a Associação de Pais e Encarregados de Educação, recentemente, realizaram alguns melhoramentos na sala reservada às AAAF (Atividades de Animação e de Apoio à Família), tornando este espaço mais adequado e funcional, e nos espaços exteriores.

Existem neste bairro três associações culturais e desportivas que cooperam com a escola, cedendo, entre outras colaborações, os espaços das suas sedes para atividades que exijam espaços para maiores grupos. É o caso do Académico dos Penedos Altos, da Liga dos Amigos dos Penedos Altos e do Clube Desportivo da Covilhã.

 

    4.  Escola Básica de Vila do Carvalho

 

(Imagem da fachada da Escola Básica de Vila do Carvalho retirada da internet)

A Vila do Carvalho, historicamente é o polo populacional mais antigo do Agrupamento. Dela se autonomizaram, primeiro, Cantar Galo (em 1989) e, posteriormente, o Canhoso (em 1997). Outrora um considerável centro fabril, com várias unidades de lanifícios em laboração, foi-se progressivamente transformando em dormitório da cidade, dependente da indústria tradicional, com as vantagens e desvantagens das periferias urbanas.

Atualmente, em 2020, a escola é formada apenas uma única turma com os quatro anos de escolaridade. O Jardim de Infância da localidade, com um grupo de crianças dos três aos cinco anos, ocupa as duas salas da antiga Cantina Escolar.

As instalações destes dois estabelecimentos de ensino encontram-se recuperadas e funcionais, dentro das possibilidades arquitetónicas que edifícios desta tipologia permitem. Possuem uma Biblioteca Escolar (BE), integrada na Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), bastante bem equipada em termos de mobiliário e de fundo documental, tendo em vista o nível etário das crianças a que se destina.

Existe também uma sala museu, que se deve a um grupo de professores, que ali trabalhou, aguardando instalação noutro espaço da localidade, a definir pela autarquia. O Centro Social de Nossa Senhora da Conceição serve diariamente os almoços às crianças que necessitam desta valência de apoio


    5.   Jardim de Infância de Cantar-Galo

 

(Imagem da fachada do Jardim de Infância de Cantar-Galo retirada da internet)

O Jardim de Infância de Cantar-Galo está situado no limite da Vila do Carvalho, a dezenas de metros da Escola Básica de São Domingos. Este estabelecimento serve fundamentalmente a população de Cantar-Galo, ocupando edifício da antiga Escola Primária, Plano dos Centenários, devidamente recuperado e adaptado, composto por três salas, para um único grupo.


6. Jardim de Infância do Canhoso

 

(Imagem da fachada do Jardim de Infância do Canhoso retirada da internet)

O edifício do Jardim de Infância do Canhoso foi construído de raiz e com as condições ideais para o fim a que se destina, este edifício dá resposta às necessidades deste nível de ensino para uma população em franco crescimento, fornecendo ainda a valência das Atividades de Animação e Apoio às Famílias (AAAF) em ótimas condições.

 

 P. M. 

 


BIBLIOGRAFIA:

 


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop. 2020). Agrupamento [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/ji-canhoso/#4

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop. 2020). EB de São Domingos [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/eb-sao-domingos/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop.2020). EB de Vila do Carvalho [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/eb-vila-do-carvalho/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop.2020). EB do Canhoso [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/eb-canhoso/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop.2020). EB dos Penedos Altos [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/eb-penedos-altos/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop. 2020). JI de Cantar-Galo [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/ji-cantar-galo/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (cop. 2020). JI do Canhoso [em linha]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" [Consulta 9 de setembro 2021]. Disponível: https://www.aelaneve.pt/ji-canhoso/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS A LÃ E A NEVE (2017). Projeto educativo [Consulta 9 de setembro 2021]. Covilhã: Agrupamento de Escolas "A Lã e a Neve" Disponível: https://www.aelaneve.pt/projeto-educativo/

2021/10/07

Biblioteca do Museu Monográfico de Conimbriga

 

(Imagem do interior do Museu Monográfico de Conimbriga retirada da internet)

A Biblioteca do Museu Monográfico de Conimbriga foi criada em 1962, com a abertura ao público do respetivo Museu, cuja missão é tutelar as ruínas da cidade, promover a sua exposição ao público e prosseguir a investigação arqueológica.

Conimbriga está localizada em Condeixa-a-Velha, a 17 quilómetros de Coimbra e inclui o Museu, onde se encontra um acervo composto pelos materiais arqueológicos recolhidos.

Esta povoação estabeleceu-se durante a Idade do Cobre, mas obteve notoriedade com a presença romana, tendo sido habitada até cerca do século IX. Trata-se de um Monumento Nacional e é um dos mais extensos sítios arqueológicos em Portugal, conhecido desde o século XVI.

Em 1873 o Instituto de Coimbra criou uma secção e um Museu de Arqueologia, iniciando os trabalhos de estudo: a planta do oppidum e os primeiros levantamentos de mosaicos. Em 1929 são levadas a cabo as primeiras escavações. Durante os anos 40 e 50 foram realizados vários trabalhos de manutenção e reconstituição.


(Imagem da zona exterior do Museu Monográfico de Conimbriga retirada da internet)

Toda esta área “evoca o Fórum monumental, a riqueza das domus, a pujança do seu comércio, a religião e crendices da população romanizada e a presença suevo-visigótica. Destacam-se os mosaicos preservados in situ e a Casa dos Repuxos que possui uma área pavimentada de mosaico, importantes vestígios de pintura mural e um peristilo central ajardinado com um lago e jogos de água.” (in http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/museus-e-monumentos/rede-portuguesa/m/museu-monografico-de-conimbriga/)

O acervo bibliográfico é constituído por obras no domínio do estudo e classificação de materiais romanos, mosaicos, conservação, restauro e gestão do património. Dele fazem parte as importantes doações provindas das bibliotecas pessoais do Prof. Robert Étienne e do Dr. Bairrão Oleiro.

A biblioteca foi crescendo e evoluindo devido ao Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra através da edição da revista Conimbriga e da política de intercâmbio de revistas.

 

MJS

2021/10/04

Biblioteca do Mosteiro da Batalha

 

(Imagem do exterior do Mosteiro da Batalha retirada da internet)

O Mosteiro da Batalha ou Mosteiro de Santa Maria é uma das mais belas obras arquitetónicas portuguesa e mundial classificado Património Mundial pela UNESCO desde 1983.

A sua construção está ligada a uma promessa feita por D. João I, agradecendo a vitória obtida em Aljubarrota em 1385, garantindo a independência de Portugal. Durante 150 anos efetuaram-se obras de construção, com diferentes propostas artísticas. O projeto inicial foi sendo transformado e acrescentado com múltiplas dependências e anexos.

O mosteiro foi doado à Ordem de S. Domingos por D. João I e permaneceu na sua posse até 1834, data da extinção das Ordens Religiosas. Posteriormente foi incorporado pelo Estado, encontrando-se atualmente na dependência da Direção-Geral do Património Cultural.


(Imagem dos claustros do Mosteiro da Batalha retirada da internet)

Em 2009, foi disponibilizado ao público um Centro de Informação e Documentação constituído pela Biblioteca e Arquivo Histórico. Situa-se no piso superior da ala nascente do Claustro de D. Afonso V.

As obras existentes têm uma temática relacionada com o monumento e a sua história, assim como conservação e restauro, museologia, património, entre outros. A lista de publicações encontra-se on-line.

Quanto ao acervo, existem dois fundos bibliográficos (um público e um particular) com um total de 2700 obras: monografias, publicações periódicas, fontes arquivísticas impressas, entre outros.

Tendo em conta a importância do Mosteiro da Batalha na história e património português, são múltiplos os estudos sobre o mesmo (monografias, catálogos, etc.), bem como a compilação de fontes históricas e científicas. Desta forma, foi elaborada uma compilação de bibliografia especializada que se encontra disponível para consulta.


 

MJS

 

2021/09/30

Exposição Virtual: "Artesanato de Castelo Branco"

Castelo Branco é um distrito português pertencente à província da Beira Baixa, tendo como zonas adjacentes a Guarda, Espanha, Portalegre, Santarém, Leiria e Coimbra. Ao nível do artesanato, esta cidade é conhecida pela beleza e originalidade dos seus bordados, o Bordado de Castelo Branco ou Bordado a Frouxo. Este tipo de trabalho desenvolveu-se nesta zona pois tinha uma cultura tradicional do linho e da criação do bicho-da-seda. Pensa-se que o período áureo desta arte tenha sido o século XVIII, tendo ressurgido posteriormente no primeiro quartel do século XX, pela mão de Maria da Piedade Mendes. O bordado é utilizado em colchas de linho, panos ou vestuário, sobre linho cru. Recriam-se, assim, os antigos motivos singulares e diversificados da flora e fauna: o cravo (símbolo da virilidade); a peónia, o lótus, o crisântemo e o botão da ameixieira (associados às estações do ano); a túlipa (símbolo de riqueza e ostentação); a árvore da vida, ladeada por um homem e uma mulher ou com pássaros e frutos diversos (simboliza a renovação da vida); a albarrada, ou vaso com duas asas, muitas vezes com um ramo de flores (símbolo da fertilidade); frutos, como a romã (vida abundante); a ave de duas cabeças, de influência indo-portuguesa (simboliza a autoridade, a soberania e a ressurreição); figuras humanas; o coração, motivo favorito que se associa ao amor, à amizade, à retidão; a concha ou o laço. Todos estes motivos têm uma intensidade de cores e luz, dada pelos fios de seda, que tornam dotam este bordado de uma estática visual muito própria. Estes bordados são aplicados aos trajes tradicionais da Beira Baixa, nomeadamente nas camisas de linho, nas saias, lenços, entre outros.


Bordado

ME/400361/72

Escola Secundária de Monserrate

Peça quadrangular com bordado de Viana do Castelo a fios de cor vermelha, azul e branco. Bordado com inspiração nos motivos característicos do traje tradicional, designadamente as flores e os corações executado com os pontos pé de flor, crivo, ilhoses, lançado e de formiga. Trabalho individual realizado pela aluna Cristina L. Fontes, n.º 1, turma 22 do 3.º ano, em G. no âmbito da disciplina de Oficinas do Curso de Formação Feminina.


Figura humana

ME/400361/109

Escola Secundária de Monserrate

Boneca articulada, executada em madeira, assente numa base circular. A boneca enverga o tradicional traje de Viana do Castelo, com blusa de linho branco bordada na gola, punhos e abertura da frente com ponto de recorte e colete vermelho, com recorte pronunciado que aperta na frente com fita preta. Na cinta bastante delgada, cinto de veludo preto com fitas de algodão. A saia bastante rodada é branca, de linho grosso, tecida com riscas verticais, pretas e aplicação, no fundo de uma barra com outro tecido com motivo de quadriculado, cinzento e branco. Enverga ainda o vistoso e característico avental, vermelho com diferentes riscas verticais pretas e aplicação a meia altura, de berloques vermelhos e pretos. As suas feições são bastante marcadas e, na mão esquerda segura cajado. Trabalho de âmbito interdisciplinar, sendo a boneca realizada sob a orientação do entalhador Mestre Manuel Xavier Carvalho e o traje sob a orientação da Mestre Laura Serra Marinho. Segundo informação da Mestre Laura Serra Marinho, este trabalho foi realizado para uma exposição que se realizou em Lisboa, no início da década de 60, com uma seleção de trabalhos dos alunos do ensino técnico.


Bordado

ME/400361/125

Escola Secundária de Monserrate

Painel quadrangular de linho de cor pérola rosado, com bordado policromático de Castelo Branco. A decoração que preenche toda a peça é composta por diversos motivos florais e ao centro duas aves com um brasão. O bordado de rigorosa execução é executado com pontos lançados fixos por outros pequenos pontos que permitem diferentes efeitos decorativos, ponto de espinha, pé de flor e cordãozinho. O painel bordado está emoldurado em caixilho simples, de madeira. Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Oficinas do Curso de Formação Feminina.


Bolsa

ME/400361/61

Escola Secundária de Monserrate

Bolsa de linho com bordado de Viana do Castelo de fio de algodão bege dourado em dois tons e franja. Bordado inspirado nos motivos característicos dos trajes das lavadeiras - coração, flor, folhas, enrolamentos em cornucópia e pauzinhos. Ponto de pé de flor, lançado ou cheio, crivo de Viana no centro da flor e do coração e ponto de formiga. Esta peça faz conjunto com as peças com número de inventário ME/ 400361/60 - saia e ME/400361/62 - socas. Trabalho coletivo de rigorosa execução realizado no âmbito da disciplina de Oficinas do Curso Formação Feminina sob a orientação da Mestre Laura Serra Marinho.




Saia

ME/400361/63

Escola Secundária de Monserrate

Saia de traje tradicional de Viana do Castelo. Saia de linho grosso / estopa com bordado de Viana do Castelo de fio de algodão amarelo, azul e salmão. Bordado da barra inferior inspirado nos motivos característicos dos trajes das lavadeiras - corações e cruzes. Próximo do cós, bordado de quatro linhas paralelas policromas, de cores e pontos diferentes - ponto de galo, ponto de espinha, ponto de recorte e ponto de formiga, de motivos geométricos. Na barra da saia, decoração de motivos curvilíneos de onde pendem pontualmente círculos com cruz no interior e motivos de coração vianense, bordados com pontos de pé de flor, lançado ou cheio, ponto de espinha, de recorte, de galo e ponto de formiga. Trabalho coletivo de rigorosa execução realizado no âmbito da Disciplina de Oficinas do Curso Formação Feminina.


Bordado

ME/400361/107

Escola Secundária de Monserrate

Colete feminino, de traje tradicional de lavradeira, com bordado característico de Viana do Castelo, com fios de lã policromos, lantejoulas e cordãozinho de fio metálico. Colete, bastante justo, que prende na frente com laço. Este pende da fita de debrum esverdeada que contorna a gola e os ombros / mangas. O colete é executado em tecido liso de cor azulão e barra inferior de veludo liso, preto. Na frente é liso e nas costas profusamente bordado. A decoração de cariz floral, lembra os bordados dos trajes de Viana do Castelo, executada a fios de lã de tons esbatidos verde, azul, amarelo e rosa. Aplicação de lantejoulas e cordãozinho a contornar alguns motivos. Pontos lançado, de formiga e de espinha. Trabalho provavelmente coletivo realizado no âmbito da disciplina de Oficinas do Curso de Formação Feminina.


MJS

2021/09/27

Biblioteca do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça

 

(Imagem do exterior do Mosteiro de Alcobaça retirada da internet)

O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça faz parte do património mundial classificado pela UNESCO desde 1989 e foi a primeira fundação cisterciense em Portugal, iniciando o estilo gótico.

Foi fundado por D. Afonso Henriques em 1153 e concedido à Ordem de Cister, numa clara tentativa de reconhecimento da independência de Portugal, através da influente figura de Bernardo de Claraval.

Durante vários séculos, o Mosteiro foi sendo alterado, ampliado e modificado. Pode salientar-se a construção de uma Livraria durante o reinado de D. Manuel I. Esta instituição era detentora de uma das bibliotecas mais importantes do país. O terramoto de 1755 e as invasões francesas, a par da extinção das Ordens Religiosas tiveram um impacto extremamente negativo no acervo existente e na conservação das obras aqui produzidas.

O que resta da biblioteca encontra-se no Fundo Alcobacense da Biblioteca Nacional. Trata-se de uma coleção constituída por 461 códices, integrados após a extinção das Ordens Religiosas. Estão datados entre os séculos XII e XVIII.


(Imagem do interior do Mosteiro de Alcobaça retirada da internet)

Existem dois catálogos deste fundo da autoria de Arnaldo Faria de Ataíde e Melo elaborado entre 1930 e 1978, e de Thomas L. Amos, efetuado entre 1988 e 1990

Durante o reinado de D. Manuel I, o mosteiro tinha na sua posse cerca de 500 obras, sendo a sua biblioteca frequentada por homens de letras. O primeiro inventário do mosteiro foi feito em 1775, tendo sido enumerados 476 exemplares. A prática de empréstimo de livros a variados mosteiros nacionais e estrangeiros terá certamente contribuído para a perda de alguns originais.

De acordo com a informação da Direção-Geral do Património Cultural, o núcleo bibliográfico do mosteiro encontra-se disponível apenas para consulta interna. A DGPC tem como objetivo a criação de um núcleo dedicado aos estudos cistercienses para disponibilização ao público.

 

MJS

 

2021/09/23

Biblioteca do Convento de Cristo, Tomar

 

(Imagem do pátio interior do Convento de Cristo retirada da internet)

O Convento de Cristo em Tomar é um dos mais importantes conjuntos monumentais em Portugal, Património Mundial classificado pela UNESCO desde 1983.

O seu núcleo documental foi iniciado em 1985 com obras ligadas ao estudo de temáticas relacionadas com o Convento. Inclui cerca de 1.200 obras, entre monografias, publicações periódicas e teses nas áreas da Arquitetura, História, Filosofia, Conservação e Restauro, Património, entre outras.


(Imagem dos claustros do Convento de Cristo retirada da internet)

Será importante referir que durante os séculos XIX e XX o Convento passou por momentos extremamente conturbados que condicionaram o estado do seu acervo original. A ocupação francesa em 1811 e a extinção das ordens religiosas em 1834 levou a que o seu interior recheio fosse roubado, tendo-se perdido inúmeras peças de arte e livros.

Adquirido por vários particulares, só em 1939 a propriedade passará novamente para as mãos do Estado que o transforma num espaço histórico e cultural.

 

 

MJS

 

2021/09/20

Biblioteca da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

(Imagem da fachada da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves retirada da internet)

A Biblioteca da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves (CMAG) abriu ao público em 1980, após ter sido legada ao Estado Português 15 anos antes por vontade do seu proprietário. Também designada Casa Malhoa, localiza-se em Lisboa na freguesia de S. Sebastião da Pedreira.

O edifício foi projetado pelo arquiteto Norte Júnior e construído por Frederico Ribeiro, entre 1904-1905 com a finalidade de se tornar o atelier do pintor José Malhoa. Devido à sua extraordinária beleza arquitetural recebeu o Prémio Valmor em 1905.

É um edifício de gaveto com dois pisos, isolado e com uma planta irregular, incluindo jardins à sua volta. Apesar disso, enquadrava-se de forma harmoniosa no tecido urbano envolvente. A fachada, de inspiração neorromânica, é constituída por três corpos distintos, destacando-se uma janela enorme que correspondia à área do atelier. A decoração exterior tem um predomínio do azul e branco, com azulejos, registos figurativos e florais e a utilização do ferro forjado, típico da Arte Nova. À esquerda tem um alpendre sobre uma escada que dá acesso ao edifício. O lado direito engloba a sala de jantar, onde se encontra um vitral de origem francesa.


(Imagem do interior da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves retirada da internet)

Após a edificação da Casa, José Malhoa esteve ausente durante vários meses, viajando pela Europa para a promoção das suas obras. Com a morte do irmão em 1917 e da mulher, em 1919, José Malhoa vende a casa, mudando o atelier para a Rua do Rosário. O edifício foi adquirido por Dionísio Vasques e mais tarde, em 1932, por Anastácio Gonçalves, médico oftalmologista que aí residiu até 1965, data da sua morte. O médico era um colecionador de arte e utilizou a casa quer como residência quer como arquivo da sua coleção.

Em 1980 o edifício abre ao público como museu e teve algumas alterações estruturais em 1996 sob a responsabilidade de Frederico e Pedro George.

Quanto às coleções que alberga, podem destacar-se as obras de Tomás da Anunciação, Vieira Portuense, Miguel Ângelo Lupo, Alfredo Keil, José Rodrigues, Marques de Oliveira, Silva Porto, José Malhoa, Domingos Sequeira e Columbano. Inclui ainda porcelanas, mobiliário, ourivesaria, escultura, têxteis, medalhística, entre outros.

No que respeita à biblioteca podem referir-se dois fundos, um público e outro particular. As obras, monografias, periódicos e catálogos, estão relacionadas com pintura, história e história da arte, cerâmica, artes decorativas, mobiliário, escultura, desenho, gravura, aguarela, pastel, ourivesaria, em consonância com o espólio museológico.

 

MJS