2013/05/02
Bibliografia Temática - História da Educação (I)
2013/04/16
Ensino da Música - II
A música[1] é uma forma de arte que se constitui
basicamente pelo combinar de sons e silêncio. Assim sendo, é uma representação,
por excelência, das práticas culturais e humanas – não existem, na atualidade,
civilizações que não possuam manifestações ou representações musicais próprias.
A escola, em si mesma, enquanto referência cultural, é um elo de promoção de
múltiplas experiências e, acima de tudo, consolida vivências e saberes quer ao
nível epistemológico quer ao nível estético.
Na monografia Música na escola primária da autoria de Edna Almeida del Valle e Niobe Marques da Costa (4.ª edição brasileira de 1971) são delineadas, primeiramente, algumas considerações sobre as vantagens da aprendizagem da música. Entre inúmeras vantagens, o canto, enquanto expressão artística é vista como uma etapa fundamental do desenvolvimento intelectual:
(Página de índice da obra Música na escola primária)
Na Figura 1, índice da monografia acima
referenciada, são apresentadas metodologias e pedagogias decorrentes do ensino
da música:
- Coadjuvante de matérias curriculares;
- Incentivo à educação cívica;
- Estrutura disciplinadora e estruturante;
- Auxiliar do sentido critico-estético.
Como verificamos, a música, em si mesma,
não aparece desgarrada das atividades holísticas de aprendizagem, ao invés, é
vista como coadjuvante e como forma de ligação interdisciplinar. Para além
deste facto, destaca-se a educação musical como uma estrutura disciplinadora e
estruturante:
“[…] a obtenção de disciplina ativa, a disciplina que vem de dentro para fora, consciente, disciplina autónoma - em que o próprio aluno, movido pelo interesse da música, se impõe a si mesmo […].”(Valle e Costa, 1971:20)
Para além deste princípio proactivo e
autónomo, o aluno atento aguça o seu sentido crítico e abre-se a novas e
exigentes experiências estéticas — a educação musical, tomada quer como
promotora de conteúdos específicos e/ou facilitadora da socialização, interage
com o trabalho escolar e relações de cooperação dentro e fora da escola, que só
podem afirmar mais-valias de cidadania.
“Criar, vivenciar, apreciar e interpretar músicas são práticas que devem constituir a base das aulas de música. Certamente tais parâmetros precisam ser realizados e inter-relacionados a partir de objetivos claros, tendo o cuidado de que nenhuma atividade seja aplicada aleatoriamente. Mas é preciso, também, ter consciência de que, no contexto das escolas, a brincadeira e o prazer que podem envolver uma atividade dessa natureza são requisitos, muitas vezes, fundamentais para que o professor obtenha sucesso na sua proposta educativa.” (Queirós e Marinho, 2009:65)
Queirós e Marinho (2009:65) estão
conscientes de que a música é muito mais do que práticas estruturantes, a
música, em si mesmo, é fruição – o sucesso do bem-fazer, hoje e sempre, são uma
prática pedagógica aliada à aprendizagem prazerosa. A criatividade, seja na
música, seja em qualquer área do saber, constrói pontes, dinâmicas imaginante
que se instalam em semânticas viventes e para viventes.
O capítulo três e quatro são dedicados, inteiramente, a procedimentos didáticos, tais como, as técnicas para o ensino da música e exercícios preparatórios. Para além desta parte teórica, são contempladas algumas aplicabilidades do uso da música em contexto escolar – o capítulo cinco, todo ele, está vocacionado para a organização das festas na escola. Por fim são apresentados alguns hinos oficiais, enfim, é apresentado, na prática, o por quê do estudo da música:
(Página de índice da obra Música na escola primária)
“O processo de ensino e aprendizagem da educação musical consiste na interação de um conjunto de atividades relacionadas com a audição, interpretação e composição. Esta interação carateriza-se por três aspetos essenciais: o primeiro é que todas estas atividades são atividades criativas; o segundo, diz respeito ao facto de que as práticas musicais podem envolver mais do que uma atividade em simultâneo. O terceiro e último aspeto diz respeito ao fato de ouvir, interpretar e compor estar interligado com os contextos de criação e ação artística, sociais, culturais, históricos e estéticos através de abordagens nomeadamente a outras artes e áreas científicas, humanas e tecnológicas.” (Vasconcelos, 2006:5)
Bibliografia:
CARVALHO, Rómulo de (1986). História do
ensino em Portugal, desde a nacionalidade até ao fim do regime de
Salazar-Caetano. Lisboa Fundação Calouste Gulbenkian.
IRIA, Alexei Valerievich Kozlov (2011). O
ensino da música em Portugal – desde 25 de Abril de 1974 [online]: Dissertação
apresentada à Universidade de Aveiro para cumprimento dos requisitos
necessários à obtenção do grau de Mestre em Música.
[Consulta: 2 abr. 2013].
NETO, Borges Hermínio; SANTANA, José
Rogério (2001). “Fundamentos Epistemológicos da Teoria de Fedathi no Ensino de
Matemática” [on-line]: Anais do XV EPENN - Encontro de pesquisa educacional do
nordeste: educação, desenvolvimento humano e cidadania; Vol. Único (junho
2001), p. 59-71
[Consulta: 2 abr. 2013].
VALLE, Adna Almeida del; COSTA, Niobe Marques da (1971). Música na escola primária. Rio de Janeiro: Liv. José Olympo.
VASCONCELOS, António Ângelo (2006). Ensino básico: 1.º ciclo do ensino básico: orientações programáticas. Lisboa: Ministério da Educação.
QUEIROZ, Luis Ricardo Silva; MARINHO,
Vanildo Mousinho. “Práticas para o ensino da música nas escolas de educação básica.”
[ONLINE]: Música na educação básica. Porto Alegre; Vol. 1, N. 1
(out. 2009).
\http://www.abemeducacaomusical.org.br/Masters/revista_musica_na_escola/5_praticas_para_o_ensino.pdf>
[Consulta: 2 abril 2013].
P. M.
2013/04/08
Peça do mês de abril
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Conjunto de utensílios cirúrgicos
Caixa com instrumentos cirúrgicos elaborados nas oficinas da escola por
alunos. Segundo a informação recolhida localmente, foram utilizados por Egas
Moniz (1875 – 1955) na intervenção que lhe valeu o Prémio Nobel da Medicina
em 1949, partilhado com Walter Rudolf Hess. Está inventariado com o número ME/403003/109
e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Soares de Basto.
Entre 1930 e 1948, a Escola passou a designar-se Escola Industrial e de 1948 a 1979, Escola Industrial e Comercial de
Oliveira de Azeméis. Com a extinção do ensino industrial em 1978, alterou o nome para Escola
Secundária de Oliveira de Azeméis, e em 1998, passou a adotar o nome do patrono, Soares
Basto.
Os objetos museológicos relacionados com a investigação em medicina
adquirem uma importância cada vez maior, permitindo aferir o estado da
ciência e da técnica da época em que foram manufaturados. Em Portugal
fabricam-se instrumentos cirúrgicos desde a época de D. José I. O exemplar
apresentado, elaborado por alunos da área de serralharia da Escola Secundária
Soares de Bastos é bastante representativo da dinâmica de inovação relativa
aos instrumentos científicos.
Podemos referir, entre os núcleos museológicos mais destacados nesta
área, o património do Museu da Faculdade de Medicina de Lisboa. Aqui se
incluem desde publicações antigas relacionadas com a anatomia até alguns
instrumentos da autoria de Egas Moniz, como é o caso de um exemplar de uma
seringa ou da primeira angiografia cerebral. Não podemos deixar igualmente de
referir alguns aparelhos inventados por Reynaldo dos Santos (1880 – 1970).
No Porto existe o Museu de História da Medicina Maximiano Lemos, criado
em 1933 que inclui instrumentos científicos e um rico espólio bibliográfico.
História da Escola Secundária Soares de Basto:
Bibliografia e informação adicional: |
2013/04/03
Ensino da Música I
2013/03/20
Teatro Thália
2013/03/13
Peça do mês de março
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Imagem parietal de pesos e medidas
Quadro parietal utilizado para estudo dos pesos e medidas. Na zona
superior tem desenhado um metro. No canto superior esquerdo apresenta uma
tabela com os números divididos em triliões, biliões, milhões e unidades. Do
lado direito existe um quadro com equivalências de medidas e por todo o
quadro são apresentadas e identificadas imagens de metros, marcos
itinerários, medidas para sólidos, pesos, balanças, termómetros, e outro tipo
de instrumentos utilizados para medições.
A Rede Nacional de Residências para Estudantes do ensino não superior foi
criada em 1988, destinando-se a assegurar a igualdade de acesso ao ensino,
criando iguais oportunidades para todos os estudantes. Esta rede dependia do
presidente do IASE (Instituto de Apoio Socioeducativo). No que respeita às
infra estruturas, as residências deveriam ter uma zona de dormir e
sanitários, uma zona de serviços e uma zona sócio educativa, onde se incluem
salas para refeições e convívio, sala de jogos, salas de estudo, bibliotecas
e oficinas. Desta forma, o espólio museológico proveniente desta instituição
inclui fundamentalmente placas indicativas, desenhos e material utilizado
para decoração das salas.
A imagem parietal de pesos e medidas apresenta aos estudantes, através de
imagens muito pormenorizadas, alguns instrumentos utilizados para medir
diferentes grandezas. É o caso da cadeia de agrimensor, do metro articulado
ou das fitas métricas. È apresentado um paquímetro, uma medidora e uma
medidora automática de gasolina. Para medir o peso, o quadro mostra imagens
de diferentes tipos de balanças (de Roberval, de precisão, romana, decimal,
doméstica e automática) e de pesos (base hexagonal ou circular, caixa de
pesos). São igualmente ilustradas as diferentes formas de medir sólidos e
líquidos, bem como outro tipo de medidas díspares que podem ser aferidas pelo
transferidor, báscula, barómetro, relógio, estere ou termómetro.
Bibliografia e informação adicional:
Rede Nacional de Residências para Estudantes/ Instituto de Apoio
Sócio-Educativo, Lisboa, IASE, 1988
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