2010/12/07

"Os têxteis na colecção "online" do Inventário Museológico da Educação"

Encontra-se disponível para visualização no Inventário online do Património Museológico da Educação, a exposição "Os têxteis na colecção "online" do Inventário Museológico da Educação", constituída por um conjunto de peças, realizados por professores e alunos.

MACROESTRUTURA FUNCIONAL - ME: CONCLUSÃO


Em Março de 2010 foi postada neste Blog uma notícia sobre a adesão da Secretaria-Geral ao projeto Governo Eletrónico e Interoperabilidade e o desenvolvimento do processo de trabalho decorrente do mesmo em coordenação conjunta com o GEPE e a colaboração de uma rede de interlocutores de todos os serviços do ME.

Ao levantamento efetuado por técnicos desta Secretaria-Geral e pela Bsafe, dos documentos produzidos, bem como dos respetivos circuitos documentais, seguiu-se o processo de produção das diversas classes e subclasses da Macroestrutura Funcional com particular relevo para a classe 500. "Ensino e Formação".

Este processo foi sendo acompanhado pela Direcção-Geral de Arquivos, organismo de tutela dos arquivos a nível nacional, com reuniões de trabalho conjunto para discussão das propostas apresentadas e respetiva validação.

Foram também consolidadas as Séries documentais para as diversas classes e subclasses referentes às funções de suporte e às funções de conteúdo da Educação.

No dia 19 de Outubro realizou-se a última reunião na DGARQ a fim de acertar alguns detalhes, tendo o projeto sido dado como finalizado, por aquela Direcção-Geral, em 19 de Novembro.

Assim, o compromisso assumido no início do ano foi cumprido, encontrando-se consubstanciado no Plano de Classificação Macro, disponível para apresentação superior a todos os organismos e serviços centrais, regionais e tutelados do Ministério da Educação.

2010/11/05

7.ª edição do "Encontro de Utilizadores de Aplicações de Gestão do Património"


A Secretaria-Geral do Ministério da Educação vai participar na 7.ª edição do "Encontro de Utilizadores de Aplicações de Gestão do Património", organizada pela empresa Sistemas do Futuro em colaboração com o Museu de Portimão. 

O objetivo deste evento é o de reunir profissionais dos diferentes sectores do património cultural que, através da apresentação de casos práticos, partilham os seus conhecimentos e experiências.

No evento, a Secretaria-Geral do Ministério da Educação apresentará uma comunicação integrada no tema "Coleções online"  com a qual pretende partilhar a sua experiência bem como, divulgar e promover a sua colecção em linha do Património Museológico.

2010/10/27

Sistema Métrico Decimal na Educação

"Medir uma quantidade é procurar quantas vezes ella contém outra quantidade conhecida do mesmo género. Esta quantidade conhecida chama-se unidade." (Dias, 1875:5)

A coleção monográfica da Biblioteca Histórica da Educação da Secretaria-geral do Ministério da Educação integra um singular exemplar dedicado à problemática do ensino da metrologia. 

Esse exemplar intitulado Arithmetica elementar e systemas métricos de autoria de António da Silva Dias (Cota: ERS 11), proveniente do Museu Pedagógico Municipal de Lisboa, merece destaque devido à sua raridade epistemológica e sistematização de conceitos.


2010/09/17

Miguel Ventura Terra e a arquitectura liceal do início do século

 
(Imagem do arquiteto Miguel Ventura Terra)


Em 2011 decorrerá um século sobre a inauguração do edifício da Escola Secundária de Pedro Nunes. Um centenário que vale a pena assinalar.


O projeto original, da autoria de Ventura Terra, foi concebido para albergar o 'Liceu Central da 3ª zona de Lisboa', conhecido à época por 'Liceu da Lapa', uma vez que funcionava, desde 1906, num prédio alugado para o efeito na Rua do Sacramento à Lapa.


Miguel Ventura Terra (1866-1919) concluía arquitetura em 1886, na Escola de Belas Artes do Porto, mas instala-se, de seguida, em Paris, onde completa a sua formação. Regressado a Portugal, em 1896, irá conseguir imprimir, na Lisboa ainda refém de um ecletismo oitocentista, várias marcas de um outro entendimento do objeto arquitetónico, assente em princípios de funcionalidade e de racionalidade. Exemplos disso são a intervenção na Câmara dos Deputados, na sequência do incêndio Palácio de São Bento em 1895, ou projetos emblemáticos como o Teatro Politeama e a Sinagoga de Lisboa (1905).


Mas a sua contribuição para a renovação da imagem da capital tem um ponto forte nos edifícios destinados a liceus: Camões (1907) e Pedro Nunes (1909) inaugurado já pela República em 1911, a que se deve acrescentar o projeto inicial para o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho (1913) que viria a ser inaugurado já depois da sua morte, em 1933/34.


Depois do Liceu Camões, Ventura Terra desenvolve, no projeto do Pedro Nunes, um programa arquitetónico que espelha a mesma valorização dos princípios higienistas dominantes na época, patentes na preocupação com aspetos como a iluminação, o arejamento, a circulação, e na especial importância conferida às instalações destinadas à educação física.


Na linha das conceções pedagógicas dominantes, é dada particular atenção às instalações dedicadas ao ensino das ciências e geografia, organizadas em torno dos laboratórios e respetivos anfiteatros, traduzindo a valorização de um ensino apoiado na observação e na experimentação. O programa arquitetónico obedece ainda ao propósito de manter os alunos dentro do espaço escolar, contemplando para tal espaços destinados a refeitório e salas de estudo.
O mais interessante, neste conjunto de preocupações e no desenho que as concretiza, é o contraste absoluto que terão provocado nas vivências escolares à época, se pensarmos que muitas escolas estavam instaladas em edifícios provisórios, sem quaisquer condições para as funções letivas, muito menos espaços complementares – de refeições, de estudo, de recreio, etc. – sem os quais não é possível a criação de um sentido global de escola.

 

2010/09/10

Desmontagem estética das metáforas e da colação da obra intitulada: A vida das flores


A análise constante do presente artigo baseia-se na obra, em dois volumes, intitulada A vida das flores

O objeto de estudo restringe-se à colação e às ilustrações. Integra-se esta obra na corrente literária da época – o parnasianismo: Exalta-se a natureza e, por sua vez, a mulher reaparece como mimesis das flores. 

São descritos alguns pormenores referentes ao autor, coautor, ilustrador e tradutor da referida monografia. Estes exemplares pertencem à coleção da biblioteca da antiga Escola Rodrigues Sampaio de Lisboa. Esta coleção faz parte da Biblioteca Histórica da Educação (Secretaria-Geral do Ministério da Educação).

2010/09/09

ESPÓLIO DA ESCOLA SECUNDÁRIA DAVID MOURÃO-FERREIRA


A Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) doou à Secretaria-Geral do Ministério da Educação o espólio da Escola Secundária David Mourão-Ferreira.

A importância deste espólio decorre do facto desta escola, inicialmente designada Escola Secundária da Encarnação, ter tido na sua origem as Escolas Secundárias Dona Maria I e Veiga Beirão, extintas em 1997, e que haviam sido escolas comerciais.

De salientar que a então Escola Comercial Dona Maria I, cuja designação data de 1948, sucedeu à Escola Comercial Rodrigues Sampaio. Esta última foi criada pela Câmara Municipal de Lisboa como Escola Primária Superior Rodrigues Sampaio em 1883, alguns meses após a inauguração do Museu Pedagógico Municipal de Lisboa. As duas instituições funcionavam no mesmo edifício e foram organizadas e dirigidas por Francisco Adolfo Coelho (1847-1919).

A Biblioteca da Escola Rodrigues Sampaio, que inclui uma parte substancial dos livros e periódicos da biblioteca do Museu Pedagógico Municipal de Lisboa, foi doada, em 1997, à Secretaria-Geral do M.E. podendo ser pesquisada no SIBME-Sistema Integrado de Bibliotecas do Ministério da Educação e consultada na Biblioteca da Secretaria-Geral.

O espólio agora doado inclui as bibliotecas escolares, bem como documentação de arquivo e peças museológicas, de que se destacam os arquivos de correspondência iniciais da Escola Rodrigues Sampaio, em fase de tratamento.