2010/05/18

18 de Maio -Dia Internacional dos Museus

Museus e escolas – harmonia social

O Projeto B.A.M.E. (Bibliotecas, Arquivos e Museus da Educação) na sua vertente museológica, tem como objetivo promover o estudo, a conservação e a divulgação do património artístico, histórico, científico e tecnológico no domínio da Educação. Isto seguindo as linhas orientadoras de um museu: a preservação física das peças; a conservação de testemunhos e a divulgação do espólio didático ou de carácter histórico das escolas secundárias de Portugal.

Para os profissionais dos museus, o Dia Internacional dos Museus é uma ocasião única para estar em contacto com o seu público. As instituições museológicas, assim como as define o ICOM (International  Council of Museums), estão ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento e, como tal, têm um papel fundamental a desempenhar na sociedade.

O objetivo do Dia Internacional dos Museus (comemorado a 18 de Maio) é reunir os espaços museológicos em torno do lema «os museus são um meio importante de intercâmbio cultural, do enriquecimento das culturas, do conhecimento mútuo, da cooperação e da paz entre os povos».

«Museus para a harmonia social» foi o tema proposto este ano pelo ICOM. Uma vez que o Projecto B.A.M.E. está ligado às escolas - pólo dinamizador no seio da sociedade-, faz sentido reflectir sobre o papel da harmonia social em contexto escolar, através dos seus acervos. A harmonia deve ser entendida no sentido em que nos remete para o diálogo, a tolerância, a coabitação e o desenvolvimento baseado no pluralismo, na diferença, na competência e na criatividade. O trabalho desenvolvido pelo Projecto B.A.M.E., na vertente museológica, centra-se no inventário e na valorização das colecções. Isto porque se procura conhecer e investigar o vasto património escolar, para que uma colecção representativa da história da educação em Portugal possa ser partilhada com a comunidade. A única forma de enaltecer e abrir o espólio escolar à sociedade e aos seus contributos é conhecer a fundo as coleções que as escolas têm à sua guarda.

Para além da valorização do espólio museológico junto das escolas, o projeto B.A.M.E. utiliza como plataforma de divulgação o Museu Virtual.  Este pode ser entendido como uma unidade pré-museológica permanente, gratuita e aberta ao público, tutelada pelo Ministério da Educação, que tem por missão a valorização dos testemunhos, quer do material de apoio didático, quer do espólio representativo da história das instituições escolares públicas.

O Museu Virtual, através dos milhares de peças inventariadas, assume o carácter transdisciplinar presente nas coleções inventariadas e proporciona aos visitantes uma memória viva da história do ensino em Portugal. Pela diversidade do património de interesse histórico, artístico, documental, etnográfico e antropológico relacionado com o ensino em Portugal, o conhecimento deste vasto acervo torna-se fundamental para uma caracterização fundamentada de uma realidade social. A harmonia social que as escolas e as suas coleções refletem procura compreender a realidade comum, mas mantendo a singularidade de cada estabelecimento.  Este é também o papel cultural e social dos museus, promotores ativos da harmonia social e do intercâmbio de conhecimentos, virtudes partilhadas com as escolas.

2010/05/10

A colecção de instrumentos científicos e a sua relação com o catálogo de "Equipamentos de Física" da empresa produtora "E. Leybold's Nachfolger

BAME nas escolas

Inventário do Património Museológico da Educação

Encontra-se disponível para leitura o artigo sobre a Colecção de instrumentos científicos e a sua relação com o catálogo de "Equipamentos de Física" da empresa produtora "E. Leybold's Nachfolger".

Brevemente irá estar disponível, no Inventário online do Património Museológico da Educação, uma exposição sobre Instrumentos Científicos das Escolas Secundárias.

"25 Escolas renovadas"


BAME nas Escolas
Exposição

"25 Escolas renovadas"



A exposição "25 Escolas renovadas" organizada pela Parque Escolar, EPE, pode ser visitada no novo pavilhão desportivo da Escola Básica e Secundária de Passos Manuel, na Travessa do Convento de Jesus, Lisboa, aos sábados e domingos, das 10 às 17 horas, até ao dia 30 de Maio.

2010/04/30

Na rota dos manuais escolares

BAME nas escolas
Património bibliográfico

Encontra-se disponível para leitura o estudo bibliométrico realizado no âmbito do primeiro trimestre de 2010 em 9 escolas.

2010/04/21

Colecção de Carimbos Didácticos

A exposição do espólio museológico do Instituto António Aurélio da Costa Ferreira apresenta uma coleção de carimbos didáticos.

2010/04/20

Laboratório de Química do Lyceu Passos Manuel

Como exemplo das preocupações de atualização dos processos de ensino ao melhor que se fazia na época, ou seja, de acordo com os modelos europeus mais avançados, o ensino experimental tinha um papel fundamental. 

Este está bem expresso nos espaços e equipamentos laboratoriais, assim como na publicação de monografias específicas, como é exemplo o manual de química prática "Problemas e manipulações Químicas", de J. A. Correia dos Santos (2.ª edição ampliada, Lisboa 1924), destinado a ser utilizado pelos alunos, com indicações práticas de como fazer preparações de diferentes substancias com o emprego de reagentes e de materiais a adaptar pelos alunos. O manual apresenta um modelo de laboratório portátil para que fosse possível observar a maioria das propriedades mais importantes das substâncias estudadas.


Nas imagens seguintes apresentam-se fotografias do Laboratório de Química do Liceu Passos Manuel e imagens de alguns instrumentos científicos nele existentes.



(Imagem do interior do Laboratório de Química do Liceu Passos Manuel)



(Imagem do interior do Laboratório de Química do Liceu Passos Manuel: À esquerda* observam-se três mesas com material didático de química e, à direita**, do conjunto de estudantes destaca-se a presença de duas alunas.)



Objetos científicos para utilização nas Aulas de Química





Ovo eléctrico
N.º de inventário: ME/402436/105




Aparelho de Grimsehl
N.º de inventário: ME/402436/557




Electroscópio de folhas
N.º de inventário ME/402436/131




Aparelho de indução de Hagenbach
N.º de inventário: ME/402436/128


Estes objetos, alguns dos quais se encontram sobre as mesas de trabalho, foram adquiridos por catálogo à empresa E. Leybold's Nachfolger (Colónia, Alemanha), produtora de material didático, instrumentos científicos e instalações de laboratórios escolares e integram a Coleção on line do Inventário do Património Museológico da Educação.


Exemplos de prospetos de propaganda de fabricante de instrumentos científicos da época


(Capa de um catálogo de E. Leybold's Nachfolger - Apparelhos de physica e electrochimica)



(Capa de um catálogo de E. Leybold's Nachfolger - Instalações de Laboratórios)



2010/04/19

BAME nas Escolas - Comemoração dos cem anos da construção do Liceu Passos Manuel



A reforma do ensino promovida por Passos Manuel, em 1836 (Decreto Lei de 17 de Novembro), veio substituir todas as aulas de ensino secundário que se encontravam dispersas pelo nosso território, por um sistema de liceus nacionais, localizados em todas as capitais distritais do reino, determinando a criação do Plano dos liceus nacionais. Neste plano ficou determinado no seu art.º 41 que na cidade de Lisboa haveria dois Liceus.

Esses dois estabelecimentos de ensino vieram dar origem ao Liceu Passos Manuel e o Liceu Camões.

Em 1908, por Decreto de 17 de Julho (datado de 20 de Julho e publicado no D.G. de 21 de Julho) é autorizado ao "Lyceu Central da 2.ª zona escolar de Lisboa a usar o nome de Lyceu Passos Manuel".

A escolha da localização e a construção do atual edifício foram marcadas por dificuldades várias. O edifício virá a ser construído no local do antigo convento de Jesus, na atual Travessa do Convento de Jesus, tendo o primeiro projeto pertencido a um dos mais importantes arquitetos portugueses da época José Luís Monteiro, posteriormente modificado por Rafael da Silva e Castro e, com a morte deste, o projeto foi dado a Rosendo Carvalheira.

Em 1907, Rosendo Carvalheira realiza as alterações ao projeto inicial de raiz clássica introduzindo gosto arquitetónico mais atual, seguindo orientações no sentido de tornar a sua construção menos onerosa e mais adaptada às novas exigências pedagógicas e higienistas e de organização funcional. Foram, também, adotados novos materiais e técnicas de construção mais recentes nas fachadas (utilização de cimento armado, utilização de ferro na armação das coberturas do edifício) a substituição de cantaria por tijolo à vista. 



(Planta/desenho do pavimento térreo - Escala 1:522)



Uma das novidades foi criação de uma nova conceção espacial no sentido proporcionar maior desenvolvimento intelectual e físico aos alunos, segundo um modelo próprio virado para o ensino moderno, com novas disciplinas e com condições pedagógicas, higiénicas e ginásios. Optou-se pela separação de espaços especializados e pelo aumento dos espaços abertos para recreio, dando-se expressão às preocupações higienistas com a saúde dos utentes, que de acordo com os conceitos da época, dependiam da capacidade de arejamento dos edifícios e da oxigenação das dependências, havendo ainda preocupações com a iluminação, projetando grandes janelas que facilitassem a entrada de luz e a renovação de ar.

Após a construção do edifício, que foi concluída em apenas dois anos, este começou a funcionar durante o ano letivo de 1910-1911, em pleno período de mudança política no país, correspondente à Implantação da República.




(Imagem da fachada principal do edifício)



(Imagem do claustro superior da escola)



(Imagem do claustro interior e do pátio de recreio)



Bibliografia: 


Liceus de Portugal, Boletim da Acção Educativa do Ensino Liceal, Nº1, Outubro de 1940;

Liceus de Portugal": histórias, arquivos, memórias/ coord. António Nóvoa, Ana Teresa Santa-Clara.