2018/02/14

Peça do mês de fevereiro - 2018



Uniforme

Uniforme da Mocidade Portuguesa composto por uns calções curtos beges, uma camisa verde com o emblema da MP (escudo e quinas de Portugal) bordado sobre o bolso esquerdo, e um bivaque de cor castanha com um pequeno medalhão com o n.º 2.
Está inventariado com o número ME/401109/29 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Camões.
Um uniforme é, por definição, um conjunto de peças de vestuário que têm características específicas e que são usadas por todos os membros de uma determinada instituição ou serviço de caráter profissional, militar, entre outros. Neste caso específico trata-se da farda mais comum da Mocidade Portuguesa.
A Organização Nacional Mocidade Portuguesa, mais comumente conhecida como Mocidade Portuguesa (MP), foi criada pelo Decreto-Lei n.º 26. 611 de 19 de maio de 1936 e o seu regulamento aprovado a 4 de dezembro do mesmo ano pelo Decreto n.º 27 301.
O seu objetivo era o desenvolvimento da capacidade física dos jovens, a formação do seu caráter e a devoção à pátria, que se traduzia no gosto pela ordem, pela disciplina e pelos deveres morais, cívicos e militares, princípios consagrados no Regimento da Junta Nacional de Educação. Pretendendo a “Renascença da Pátria”, a MP tomou como símbolos a bandeira nacional e a bandeira de D. João I, bem como as figuras de D. Nuno Alvares Pereira e o Infante D. Henrique.
Um ano mais tarde, através do Decreto-Lei nº 28 262 de 8 de dezembro de 1937, foi aprovado o regulamento da “Secção Feminina da Organização Nacional Mocidade Portuguesa”, mais conhecida por Mocidade Portuguesa Feminina (MPF), promovida pela Obra das Mães pela Educação Nacional (OMEN). O âmbito desta organização estava focado no desenvolvimento do gosto pelo trabalho coletivo e da organização da vida doméstica para um cabal desempenho da missão da mulher na família.
O Comissariado Nacional foi o órgão criado com o objetivo de dirigir a Mocidade Portuguesa, nomeado diretamente pelo Ministro da Educação Nacional, conforme o Decreto-Lei 26.661.
Existia igualmente um hino e um plano de uniformes da Mocidade Portuguesa, aprovado a 4 de dezembro de 1936 através do Decreto 27 301, substituído a 7 de janeiro de 1938 pelo Decreto n.º 28410.
Todos os jovens e crianças dos 7 aos 14 anos, escolarizados ou não, deviam obrigatoriamente estar filiados. A estrutura da Mocidade Portuguesa dividia-se em quatro escalões etários: Lusitos (7 aos 10 anos), Infantes (10 – 14 anos), Vanguardistas (14 aos 17 anos) e Cadetes (17 aos 25 anos).

As MP e MPF foram extintas a 25 de abril de 1974 pela Junta de Salvação Nacional pelo Decreto-Lei nº 171/74. 

MJS


2018/02/07

Bookcrossing do Palácio Fronteira


(Logotipo do BookCrossing)


No próximo dia 10 de março (sábado) das 11 às 15 horas, no pátio de entrada do Palácio Fronteira (Largo São Domingos de Benfica) terá lugar o I Encontro para troca de livros. Visite o site aqui.


2018/01/31

"Felizmente há luar... Nos 200 anos da execução de Gomes Freire de Andrade"


(Cartaz evocativo da exposição)


A Direção-Geral do Livro, Arquivo e Bibliotecas tem disponível uma mostra documental até ao dia 17 de fevereiro, relacionada com Gomes Freire de Andrade, um símbolo dos defensores do liberalismo. Aqui poderão ser vistos documentos relevantes sobre esta personagem, associados à Lei da Abolição da Pena de Morte em Portugal. Para mais informações pesquisar aqui. 


2018/01/24

Poesia no Museu

(Imagem de Jorge de Sena retirada da internet)


O Museu da Musica organiza um ciclo de sessões de leitura de poemas até 27 de junho, cada um dedicado a um autor ou a um tema específico. A primeira sessão irá decorrer no dia 31 de janeiro, conduzida por Jorge Vaz de Carvalho e será dedicada a Jorge de Sena. Para mais informações consulte o site da Agenda Cultural.


2018/01/17

Peça do mês de janeiro


(Esquema de um violino. Retirado da internet)



Violino
Instrumento musical utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Música. Trata-se de um violino com arco e caixa em cartão. Apesar de apresentar alguns problemas de conservação (apenas lhe restam duas cordas e a madeira está visivelmente afetada), este violino é testemunho da importância que a música ocupava no espaço escolar, pois não só podia ser utilizado como parte da atividade pedagógicas como possibilitava a prática musical em outras ocasiões.
Está inventariado com o número ME/ESDJC/41 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária D. João de Castro.
O violino é um instrumentos de cordas e a sua designação foi introduzida na língua portuguesa no século XX, sendo até então utilizada a palavra “rabeca”. O violino tem quatro cordas e um timbre agudo obtido através da ação de friccionar as cerdas com um arco ou com os dedos.
Os primeiros violinos, com um formato semelhante ao atual, foram produzidos em Itália entre o final do século XVI e o início do século XVII. Os mais famosos fabricantes italianos foram Amati, Guarneri e Stradivarius.
Este instrumento foi ligeiramente alterado no século XIX. As suas cordas, atualmente podem ser feitas de tripa de animal, metal ou mesmo sintéticas e estão fixas ao estandarte. Alongam-se até às cravelhas, onde podem ser colocadas em tensão ou ficarem mais relaxadas.
A zona do cavalete é o elemento que transmite as vibrações das cordas ao violino, amplificadas na caixa de ressonância. A queixeira é a zona de apoio no queixo do instrumentista.

Imagem do violino e informação retirada de http://www.amac.pt/violino/ em 04/01/2018.

MJS


2018/01/10

Conferência: "Bibliotecas universitárias: o presente no futuro"


(Cartaz alusivo à conferência)


Irá realizar-se no dia 16 de fevereiro, na Universidade do Minho, a conferência "Bibliotecas universitárias: o presente no futuro", encerrando o ciclo comemorativo dos 25 anos da Biblioteca Geral. Para mais informações clique aqui.


2018/01/03

Exposição "Tempus Fugit: Vida, morte e memória na Igreja de S. Julião"

(Imagem de uma escavação. Retirada da internet)


Até ao dia 27 de janeiro de 2018 poderá visitar a exposição "Tempus Fugit: Vida, morte e memória na igreja de São Julião", no Museu do Dinheiro (quarta a sábado das 10h00 às 18h00). Aqui "Quisemos expor o contributo científico dos testemunhos da morte para o conhecimento sobre as condições de vida e, nessa perspetiva, mostrar as consequências do tempo e das transformações gravadas na matéria física, ou no que dela resiste." Para mais informações consulte aqui o site.