2024/06/24

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: Ana Calixto (1866 – 1926)

 

(Imagem da autora retirada de Dicionário de educadores portugueses)


Ana Maria Calixto nasceu a 9 de dezembro em Serpa, filha de António Carlos Calixto e de Ana Maria das Dores Calixto. O seu pai, professor primário, foi escritor e fundador, em 1885, da Associação Serpense de Socorros Mútuos.

Foi professora do ensino livre, em Lisboa e defensora dos ideais da Escola Nova no que respeita à educação. Em 1912 apresentou a tese Educação cívica na escola primária: base em que devemos assentar, ao Terceiro Congresso Pedagógico. Através desta tese exprimiu a tendência da época que considerava o ensino como a via para a regeneração da sociedade. No que respeita à educação feminina considerou a necessidade desta se aproximar da educação masculina para que os princípios da igualdade fossem respeitados.

Para esta educadora, o primeiro tipo de educação que o ser humano recebia era dada em casa, pela família e, sobretudo, pelas mulheres. Se a mulher não tiver este papel de educadora reconhecido, não se poderá justificar a posição do homem na sociedade. O papel da escola era o de socialização, ou seja, havia a necessidade de uma escola ativa, que recorresse à observação e ao experimentalismo.

Em 1922, escreveu um artigo sobre as Escolas Móveis, onde apresentou diferenças marcantes entre a aprendizagem feminina e masculina. A educação da mulher era a forma desta aceder à cidadania e à igualdade política que se consumaria através do voto feminino.

 


Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003.


MJS


 

2024/06/20

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Escolas do Ciclo Primário: Escola Preparatória de Afonso de Paiva, Castelo Branco

 

- Escola Preparatória de Afonso Paiva -

 

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - a Escola Preparatória de Afonso Paiva, Castelo Branco.



(No canto superior direito pode observar-se a imagem de uma sala de trabalhos manuais com várias mesas e prateleiras com trabalhos de alunos. Em baixo, uma vista panorâmica dos pavilhões)

(No topo, pode ver-se um pátio interior com um pequeno tanque ao centro e os pavilhões. Em baixo, à esquerda, uma sala de aulas. À direita, a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)



Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

 1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.



P. M. 


2024/06/19

Colóquio no âmbito nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril - Biblioteca Palácio Galveias - 25 de junho

 

(Imagem do convite para o colóquio, informando o local, a data e a hora de início)


O Colóquio no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril irá realizar-se no dia 25 de junho pelas 15 horas na Biblioteca Palácio Galveias, centrado na diversidade de documentação à guarda de cada uma das Secretarias-Gerais, fontes primárias por excelência, dando visibilidade aos acervos documentais à guarda do Estado.


(Imagem do programa detalhado do colóquio, do lado direito. Do lado esquerdo, uma pequena sinopse sobre o tema)



MJS



2024/06/17

Peça do mês de junho/2024

 


Urdideira

 

Urdideira utilizada em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Tecelagem. É constituída por uma armação (moldura) de madeira, guarnecida de pregos de madeira ou ferro, em que se urdia a teia, ou seja, onde se enrolava o fio a partir do novelo.

Está inventariado com o número ME/402916/41 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Tomaz Pelayo.


MJS


2024/06/13

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: Alzira Vieira (1879 – 1970)

 

(Imagem da autora retirada de Dicionário de educadores portugueses)


Alzira Augusta de Lourdes Pinto Vieira nasceu a 8 de junho de 1879 em Tondela, filha de Tiago Pinto Vieira, professor primário e de Maria Augusta da Encarnação Vieira. A sua família era financeiramente estável e culturalmente ativa.

Exerceu a carreira docente, tendo lecionado em várias escolas localizadas no distrito de Viseu. Aderiu aos primeiros movimentos feministas, nomeadamente à Cruzada das Mulheres Portuguesas (1916-1938) em Tondela. Este movimento foi criado por Elzira Dantas Machado, esposa de Bernardino Machado, com o objetivo de auxiliar todos os indivíduos necessitados em consequência da participação portuguesa da Primeira Guerra Mundial. Colaborou com a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e com a Associação de Propaganda Feminista, bem como com o Congresso Nacional das Mulheres Portuguesas.

Frequentou os meios literários de então, como a Casa de Reguengos, publicando livros e crónicas. Escreveu vários artigos de opinião no jornal A Semeadora, bem como algumas biografias de figuras femininas de relevo.

A sua atividade letiva foi sempre acompanhada de uma participação ativa na vida pública, na intervenção social e na divulgação científica. Sendo uma mulher de causas dedicou-se à campanha contra as touradas, que classificou como impróprias de países civilizados e degradante para os povos.

Em 1923 publicou a obra Rosas e Espinhos do Professor Primário, relatando a situação precária desta profissão e pugnando pela dignificação do papel do professor primário. O seu pensamento como educadora baseou-se na crença de que educar é mais do que simplesmente instruir: era formar e desenvolver o indivíduo em todas as vertentes, tanto físicas, como intelectuais ou sociais.

Em 1925 secretariou a 3.ª Sessão do Congresso Pedagógico de Braga, organizada pela União do Professorado Primário Oficial de Ensino Geral e Infantil. Durante a década de 30 foi delegada da revista Portugal Feminino em Tondela, tendo publicado alguns dos seus escritos.

Tal como outros educadores, Alzira Vieira viu na escola e na educação a “luz” do progresso humano e da civilização. O seu pensamento pode resumir-se na frase da sua autoria: “A escola primária é um jardim, onde se cultivam as mais preciosas flores: muitos, porém, são os espinhos que o jardineiro tem a despontar”.

 

 

Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003.


MJS


2024/06/10

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Escolas do Ciclo Primário: Escola Preparatória de D. Afonso III, Faro

 

- Escola Preparatória de D. Afonso III -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - a Escola Preparatória de D. Afonso III, Faro.


(Pode observar-se uma imagem aérea da zona da escola)

(No topo, pode ver-se uma sala de aula. Em baixo, à esquerda, a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)


Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

 1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.



P. M. 



2024/06/06

Comemoração do Dia Internacional dos Arquivos - 7 de junho

 

(Imagem do cartaz alusivo à comemoração do Dia Internacional dos Arquivos)


No âmbito da comemoração do Dia Internacional dos Arquivos, que se assinala anualmente a 7 de junho, a Rede para a Gestão da Informação e Conhecimento das Secretarias Gerais (Rede GIC), irá organizar nas instalações do Teatro Thália em Lisboa, um Encontro subordinado ao tema da “Segurança e Comunicação da Informação: Como Garantir e Valorizar o Acesso à Informação?”.

Repartido por dois painéis distintos, o painel da manhã incidirá sobre questões relativas à Gestão da informação e acesso, enquanto que no painel da tarde trará à reflexão os Dados abertos e Segurança da Informação.

Este Encontro, contará com oradores que se têm debruçado sobre as questões do acesso informacional à Administração aberta, segurança da informação pública bem como os imperiosos constrangimentos da divulgação e acesso à informação pública, atentos à redação atual da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos (LADA). 

O Encontro contará na sessão de abertura e boas vindas, com a presença do Secretário-geral da Presidência do Conselho de Ministros, Dr. David Xavier e o encerramento dos trabalhos será efetuado pelo Secretário-geral da Educação e Ciência, Dr. Raúl Capaz Coelho.


A.M.