2022/07/07

Invenções que mudaram o mundo: a calculadora

 

Máquina de Calcular

ME/400774/36

Escola Secundária Alfredo da Silva 

Máquina utilizada pelo secretariado, realizando as duas operações primárias: adição e subtração. Funciona manualmente imprimindo as parcelas e somas. Também realiza a multiplicação uma vez que esta operação é uma soma de parcelas iguais, para o que basta repetir a mesma operação tantas vezes quantas corresponderem ao multiplicador. O seu teclado é reduzido e constituído pelas teclas de zero a nove, e pelas teclas das funções.


A calculadora é um dispositivo mecânico que realiza cálculos numéricos simples ou complexos. O ábaco é considerado o precursor da calculadora, um instrumento formado por uma moldura retangular, com hastes paralelas que têm elementos de contagem deslizantes (bolas, fichas, etc.). A sua desvantagem é a facilidade de cometer erros devido à distração do utilizador.

Pensa-se que a primeira calculadora mecânica foi inventada pelo alemão Wilhelm Schickard em 1623. Permitia realizar todas as operações básicas até 6 dígitos. O resultado era indicado pelo toque de um sino, pelo que ficou conhecida como “relógio calculador”. O objeto perdeu-se num incêndio, mas foram encontradas as anotações do projeto, o que permitiu atribuí-lo ao seu autor.

Em 1642, Pascal também criou uma máquina calculadora. Era uma caixa de grandes dimensões e fazia apenas somas e subtrações. A Pascaline, assim chamada pelo seu criador, incluía rodas dentadas com algarismos de 0 a 9. Era um mecanismo simples projetado para ser aperfeiçoado e realizar todas as operações.

Em 1671, Gottfried Leibniz aperfeiçoou a calculadora de Pascal, permitindo que fizesse operações de multiplicação e divisão. Foi apelidada de stepped reckoner e, para além das quatro operações, realizava ainda a raiz quadrada. Leibniz não chegou a terminar a sua invenção, pelo que apresenta alguns erros.

Em 1774, Philipp Matthäus Hahn inventou uma calculadora que realizava as 4 operações sem qualquer erro. Era uma calculadora redonda que permitia o uso de 12 dígitos. Em 1784, Helfrich Johann von Müller criou uma calculadora semelhante, bem como Thomas Colmar, em 1820, que inventou a Arithmomètre. Foi patenteada e produzidos 5000 exemplares que obtiveram grande sucesso por era mais fácil de manusear.

Em 1822, Charles Babbage cria a Difference Engine, capaz de resolver equações polinomicas através de um método que possibilitava a construção de tabelas logarítmicas. Com a possibilidade de receber dados, processá-los e mostrá-los, este é um dos primeiros computadores da história, do qual falaremos num dos próximos artigos.

Cerca de 1880, William Seward Borroughs I cria a máquina de calcular ou Adding machine, patenteada em 1888. A grande diferença é que este aparelho permitia imprimir o resultado dos cálculos efetuados. A máquina ficou famosa sobretudo entre os banqueiros e comerciantes, facilitando enormemente o seu trabalho.


Máquina de Calcular

ME/402321/475

Escola Secundária Nuno Álvares

Máquina de calcular manual utilizada pelo Secretariado que realiza operações primárias. Funciona manualmente com um teclado reduzido constituído pelas teclas de um a nove. Lateralmente possui botões vermelhos e manivelas.


Em 1948 Curt Herzstark inventou uma calculadora mecânica compacta, a curta. Era um pequeno cilindro com uma manivela que realizava todas as operações.

A primeira calculadora eletrónica foi produzida pela Casio em 1957, efetuando todas as operações até 14 dígitos, era a 14-A. Em 1965, a Casio lança a calculadora 001, com funções de memória.

Em 1968, A HP lança a primeira calculadora científica. A partir de então, as calculadoras não têm parado de evoluir, acrescentando novas funções e capacidades, tendo mudado o mundo para sempre.


MJS

2022/07/04

Invenções que mudaram o mundo: a bússola

Bússola

ME/400970/115

Escola Secundária Dr. Mário Sacramento

Instrumento utilizado para estudo e observação nas aulas de Física ou Geografia. Trata-se de uma bússola, constituída por um cilindro metálico e um mostrador em vidro com uma agulha magnética na horizontal ao centro. Este dispositivo magnético usa uma agulha para indicar a direção do Norte. Esta bússola encontra-se no interior de uma caixa de madeira.


A bússola é um instrumento de orientação que se baseia nas propriedades magnéticas de alguns metais e no campo magnético terrestre. A palavra bússola deriva do italiano que significa “pequena caixa”. São geralmente compostas por uma agulha magnetizada que é colocada num plano horizontal onde está representada a rosa dos ventos. A agulha encontra-se suspensa pelo seu centro de gravidade para girar, indicando o norte magnético da Terra.

Pensa-se que a bússola foi inventada pelos chineses para uso na navegação. No entanto o fenómeno do magnetismo já era conhecido há muito tempo, tendo sido mencionado por Tales de Mileto ou Platão.

Começou a ser utilizada em larga escala na Europa cerca do século XIII, chamada de “agulha de marear”, e sendo a única forma de orientação na navegação. Os portugueses aperfeiçoaram o instrumento protegendo-o com uma tampa de vidro para impedir a interferência de outros metais. A sua importância foi enorme e permitiu a exploração do mundo na época dos Descobrimentos.

D. João de Castro também estudou e aperfeiçoou este objeto constatando que as agulhas de marear, na presença de grandes massas metálicas como os canhões, alteravam o seu comportamento.

Só no século XIX é que se construiu a primeira bússola moderna e deve-se ao físico Wiiliam Sturgeon que descobriu, em 1825, o primeiro eletroimã.

Bússola

ME/400634/71

Escola Secundária com 3º Ciclo de Pombal

A bússola é composta por uma agulha magnética na horizontal suspensa pelo centro de gravidade, e aponta sempre para o eixo norte-sul, ao seguir a direção do norte magnético da Terra.


A bússola fornece a referência de uma direção conhecida, mas o seu uso requer um mapa cartográfico, de forma a corrigir a leitura. Isto deve-se ao facto de os polos geográficos e magnéticos não coincidirem exatamente e à influência das condições ambientais. Atualmente as bússolas são eletrónicas, mas estão igualmente sujeitas à ação do ferro.

É um objeto imprescindível na navegação e na orientação, o que melhorou substancialmente o comércio marítimo, tornando as viagens mais seguras e eficientes.


MJS

2022/06/30

Invenções que mudaram o mundo: o automóvel

 

Postal

ME/ESDJC/395

Escola Secundária D. João de Castro

Postal a preto e branco da entrada da Cidade de Chaves por Santo Amaro, alameda ladeada de árvores onde se apresenta um automóvel da década de 1940. Em baixo, encontra-se a referência ao local e edifício, e marca da casa editora "Fotografia Alves". No verso foi colocado o carimbo da "Escola Secundária D. João de Castro", encontrando-se igualmente a identificação da casa editora. Integra um conjunto de materiais audiovisuais da antiga Escola D. João de Castro, utilizados no contexto das atividades pedagógicas, nomeadamente nas disciplinas de História/Geografia.


Um automóvel ou carro é um veículo motorizado, com rodas, utilizado para transporte de pessoas ou mercadorias. A palavra vem do grego “autos” (por si próprio) e do latim “mobilis” (mobilidade).

Durante os séculos XVIII e XIX foram construídas várias carruagens movidas a vapor. Nos Estados Unidos, os irmãos Francis Edgar e Freelan Oscar Stanley criaram um veículo que em 1906 atingiu um recorde de velocidade. Comercializaram o Locomobile que teve enorme sucesso até à década de 1920.

A máquina a vapor é um motor de combustão externa, em que a energia térmica se transforma em energia mecânica através de um processo de combustão que ocorre fora do motor. O aparecimento do motor de combustão interna, menos volumoso e pesado, apresentava enormes vantagens em relação ao seu antecessor. A combustão realizava-se no interior do motor, evitando as perdas de energia e suprimindo a caldeira.

1886 é considerado o ano em que foi criado o primeiro automóvel da era moderna pelo alemão Karl Benz que patenteou o modelo Benz-Patent-Motorwagen.

Pensa-se que o primeiro automóvel a chegar a Portugal, da Panhard-Levassor, foi trazido de Paris pelo quarto Conde de Avilez em 1895.

A produção em massa de carros iniciou-se nos Estados Unidos com a Ford Motor Company e o famoso Modelo T, cujo fabrico se iniciou em 1908. O empresário Henry Ford, fundador desta companhia, iniciou a produção capitalista em massa, baseado em novos processos de trabalho, como a linha de montagem, associado ao consumismo social. O objetivo era produzir um modelo tão barato, que se tornasse acessível à maior parte da população. Em plena expansão, a marca Ford chegou à Europa.


(Imagem a preto e branco do empresário Henry Ford junto a um dos seus automóveis. Imagem retirada da internet)

Este ritmo de crescimento sofreu uma queda abrupta com a Grande Depressão de 1920, quer nos Estados Unidos, quer na Europa. Aqui começam a desenvolver-se algumas companhias de automóveis como a britânica Morris, a francesa Citroën ou a alemã Opel.

A partir da década de 1950 a velocidade atingida pelos veículos aumentou consideravelmente, o que causou inúmeros acidentes de viação. No sentido de prevenir esta situação foi fabricado em 1958 o primeiro carro com cintos de segurança, o Chevrolet Corvette.

A preocupação com a segurança levou igualmente a criar o sistema de air bags, cujos primeiros fabricantes foram a General Motors e a BMW, em 1974.

Progressivamente foram sendo acrescentadas várias melhorias quer a nível tecnológico, quer a nível do conforto dos passageiros: luzes, espelhos, limpa para-brisas, marcha atrás, direção assistida, ar condicionado, entre outros.

A invenção do automóvel pode contextualizar-se na era do desenvolvimento da indústria, iniciada com a máquina a vapor e posteriormente com o motor de combustão interna. Substituindo os meios de tração animal, estes veículos permitiram percorrer longas distâncias num curto período de tempo, acedendo a novas áreas geográficas mais afastadas. Ao nível do transporte de mercadorias permitiu o escoamento da produção de forma rápida e eficiente sem ter necessidade de criar grandes infraestruturas.

No entanto, o progresso tem sempre custos, nomeadamente a poluição do ar e o aumento do consumo dos combustíveis fósseis. Para combater este tipo de problemas começaram a ser comercializados em 2008 os primeiros carros elétricos que serão certamente o futuro desta indústria.


MJS

2022/06/27

Invenções que mudaram o mundo: o avião

 

Modelo de avião

ME/346070/20

Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos e Secundária Sacadura Cabral

Modelo de avião, provavelmente uma réplica do "Santa Cruz" de Sacadura Cabral. O hidroavião "Santa Cruz" foi adquirido em Inglaterra, modelo Fairey-400 com motor Rolls Royce Eagle de 350 hp. Em 1922, data da comemoração do centenário da independência do Brasil, Sacadura Cabral e Gago Coutinho decidiram realizar a 1ª travessia aérea do Atlântico Sul. Elaborado em madeira, revestida em tela, este avião media cerca de 10,92 metros de comprimento e 14, 05 metros de envergadura.


Um avião é um aparelho de navegação aérea, mais pesado do que o ar, que necessita de asas fixas e de um motor a hélices para se sustentar no ar. Todos os aviões necessitam de um fluxo constante de ar para a sua sustentação e de uma área desimpedida para que possam alcançar velocidade e descolar. Atualmente é o segundo meio de transporte mais seguro e o mais rápido.

O desejo de voar sempre acompanhou o homem desde os primórdios, o que atestam as lendas e mitos da humanidade. Um dos primeiros inventores a dedicar-se ao estudo deste objeto foi Leonardo da Vinci, no século XV.

Já no século XIX, Clément Ader realizou um pequeno voo, a cerca de 20 centímetros do chão, numa máquina desenhada por si. A ele se deve o nome “avion”, avião, que designa uma máquina mais pesada do que o ar.

Vários foram os homens que se dedicaram ao estudo do mecanismo de voo. Foram anos de pesquisas com resultados bastante lentos pois o grande problema da aeronáutica não se encontrava no desenho dos aparelhos, mas na propulsão. A máquina a vapor tornava praticamente impossível fazer mais do que uma descolagem. Em 1900, Albert de Dion e Georges Bouton criam um motor de um cilindro, especialmente concebido para aparelhos voadores.

No Estados Unidos, os irmãos Wilbur e Orville Wright, interessaram-se especialmente pelas experiências de aeronáutica que estavam a ser levadas a cabo na Europa. Conseguiram o apoio financeiro do engenheiro Octave Chanut e realizaram inúmeros estudos. Finalmente, a 17 de dezembro de 1903 em Kill Devil Hills, na Carolina do Norte, realizou-se o primeiro voo motorizado, com a duração de 12 segundos. Foi realizado pelos Wright, a bordo do Flyer.


(Imagem a preto e branco das primeiras experiências de aviação. Imagem retirada da internet)

Nos anos que se seguiram, a aviação despertou um enorme interesse. Alberto Santos Dumont, conhecido pelos voos com os primeiros balões dirigíveis com motor, contornou a Torre Eiffel em 1901 a bordo do seu avião. Em 1906 realizou um percurso de 30 metros.

Os irmãos Wright continuaram o processo de investigação aeronáutica e efetuaram o primeiro voo de mais de uma hora com o transporte de um passageiro. O Flyer acabou por se tornar o primeiro avião militar.

Com a Primeira Guerra Mundial, o desenvolvimento da aviação foi muito incrementado, surgindo os primeiros aviões de reconhecimento equipados com armas de defesa.

Em Portugal, a história da aviação também viveu grandes momentos com a primeira viagem de travessia do Atlântico Sul com Sacadura Cabral e Gago Coutinho. A 30 de março 1922, partiram de Lisboa, a bordo do Lusitânia, chegando ao Rio de Janeiro a 17 de junho.

Charles Lindbergh foi o primeiro a atravessar o Oceano Atlântico num voo sem escalas, a 20 de maio de 1927.

Em 1945 foi criada a TAP – Transportes Aéreos Portugueses que abriu a primeira linha comercial entre Lisboa e Madrid em 1946.

Após a Primeira Guerra iniciaram-se os primeiros voos comerciais entre os Estados Unidos e o Canadá e os aviões começaram a transportar um número cada vez maior de pessoas. O motor a jato foi fundamental neste processo de evolução, tendo desempenhado um importante papel na Segunda Guerra Mundial.

Em 1947, Chuck Yeager foi o primeiro homem a ultrapassar a barreira do som, a bordo do Bell-X-1.

O primeiro avião comercial a jato foi o Boeing 707, na década de 50. Em 1970, o Boeing 747 torna-se o maior avião de passageiros do mundo, superado pelo Airbus A 380 em 2005.

Em 1976, surge o Concorde, o primeiro avião comercial supersónico, voando acima dos 1600 km/hora.

O avião mudou o mundo para sempre, permitindo a mobilidade de pessoas e bens de forma insuperavelmente rápida, segura e no menor tempo possível. O mundo ficou mais “pequeno” e mais próximo.


MJS



2022/06/23

Invenções que mudaram o mundo

 

(Imagem a negro sobre fundo amarelo com uma silhueta humana que tem um balão de pensamento com uma lâmpada. Imagem retirada da internet)

O homem, dotado de racionalidade, teve desde sempre a capacidade de lidar com diferentes situações de forma criativa, encontrando soluções. A insatisfação face aos problemas quotidianos levou à descoberta e à criação de ferramentas que mudaram para sempre a forma como vivemos.

Uma invenção é o ato de criar um novo objeto, uma nova tecnologia, um processo ou um sistema de relações. Pode igualmente aperfeiçoar objetos ou tecnologias já existentes.

Descoberta e invenção são dois conceitos similares. A descoberta refere-se geralmente à aquisição de um conhecimento novo que resulta de um acaso. A invenção implica um esforço realizado no sentido de obter respostas, mas pode igualmente resultar de uma descoberta.

Não recuámos até às invenções mais básicas, como as ferramentas, o fogo ou a roda, uma vez que são elementos estruturantes da humanidade. O uso de ferramentas que auxiliem ou facilitem as tarefas diárias faz parte da própria existência humana desde o seu início.

O fogo é ainda uma fonte de discussão: foi uma descoberta ou uma criação humana? Na verdade, a “invenção/descoberta” foi a aprendizagem acerca do controle desta ferramenta, para que pudesse ser usada de forma racional, ou seja, como produzir fogo. O seu domínio foi fundamental para a evolução do homem pois, para além de oferecer calor e proteção, permitiu cozinhar os alimentos, o que desenvolveu o cérebro.

A roda era conhecida desde cedo, sobretudo para fazer girar a argila e poder moldá-la. A grande descoberta foi aplicar o conceito aos transportes, à construção e a outro tipo de objetos.

Nos artigos que serão publicados incluem-se algumas das invenções que levaram a uma mudança social, económica, cultural ou tecnológica representativa. Certamente que muitos itens ficarão de fora, mas o objetivo foi a assertividade na seleção tendo em conta a multiplicidade de criações existentes.

Apresentados por ordem alfabética, os inventos selecionados são os seguintes:

1. Avião;

2. Automóvel;

3. Bússola;

4. Calculadora;

5. Cartão bancário;

6. Cinema;

7. Computador;

8. Eletricidade;

9. Energia Nuclear;

10. Escrita;

11. Frigorífico;

12. Foguetão;

13. Fotografia;

14. Imprensa;

15. Internet;

16. Máquina a vapor;

17. Microscópio;

18. Motor de combustão interna;

19. Papel;

20. Penicilina;

21. Pilha;

22. Plástico;

23. Pólvora;

24. Radar;

25. Rádio,

26. Relógio;

27. Satélite;

28. Telefone;

29. Telescópio;

30. Televisão;

31. Vacina;

32. Vidro.

Para além destes inventos universais, juntámos um conjunto de invenções portuguesas:

1. Caravela;

2. Astrolábio;

3. Passarola;

4. Bola de esponja para microfones;

5. Multibanco;

6. Elevador para cadeira de rodas;

7. Bengala eletrónica para cegos;

8. Cartões de telemóvel pré-pagos;

9. Via verde;

10. Medicamento Zebinix para a epilepsia;

11. Coloradd – Sistema de identificação para daltónicos;

12. Papel higiénico preto;

13. Botija de gás pluma.


MJS


 

2022/06/21

Mostra Documental: "Memórias Documentais de Escritores no Distrito de Évora, 1535 - 1979" e "O Vinho e a Vinha na Documentação do Arquivo Distrital de Évora (1450 - 1962)"

(Cartaz ilustrativo da Mostra Documental "O Vinho e a Vinha da Documentação do ADE - 1450 - 1962" retirado da internet) 

No dia 22 de junho, pelas 17h, no Arquivo Distrital de Évora, terá lugar a inauguração da Mostra Documental “O Vinho e a Vinha na Documentação do Arquivo Distrital de Évora (1450 - 1962)” e ainda “Memórias Documentais de Escritores no Distrito de Évora, 1535-1979”. A Mostra estará patente ao público até ao dia 14 de outubro de 2022.

(Cartaz ilustrativo da Mostra Documental "Memórias Documentais de Escritores no Distrito de Évora - 1535 - 1979" retirado da internet) 


A Mostra integra documentos relativos aos seguintes escritores:

Garcia de Resende (1470?-1536)

André de Resende (1498-1573)

Eça de Queiroz (1845-1900)

Gabriel Pereira (1847-1911)

Celestino David (1880-1952)

Florbela Espanca (1894-1930)

Túlio Espanca (1913-1993)

Vergílio Ferreira (1916-1996)

Armando Antunes da Silva (1921-1997)

José Saramago (1922-2010) 


MJS

2022/06/20

Exposição virtual : O Relógio no Museu Virtual da Educação

 

O relógio é um instrumento mecânico que se destina a medir intervalos de tempo e unidades de segmentação, como a hora, o minuto ou o segundo. Podendo ter as mais diversas formas, geralmente inclui um mostrador e ponteiros. Apesar de utilizarem métodos diferentes, os relógios funcionam de maneira semelhante. Considera-se uma das mais antigas invenções humanas devido à necessidade da medição precisa do tempo. O homem começou a medir o tempo observando a deslocação aparente do sol. Através desta observação surgiu o conceito do relógio solar, ou seja, uma superfície plana onde se encontra uma haste vertical, cuja sombra projetada marca o passar das horas. O relógio de água, ou clepsidra, foi outro dos sistemas inventados para medir o tempo. Consiste na colocação de dois recipientes, um cheio de água e outro vazio, um dentro do outro. O recipiente cheio tem um pequeno furo pelo qual a água vai saindo, permitindo medir a passagem do tempo através de marcas efetuadas no recipiente vazio. Utilizando o mesmo princípio, surgiram as ampulhetas, em que a areia passa de um lado para o outro medindo um determinado período de tempo. Durante séculos não houve evoluções significativas até ao aparecimento do relógio de pêndulo, em 1656, que se baseia na medição da passagem do tempo através da regularidade da oscilação de um pêndulo. O primeiro relógio de pulso terá surgido em Paris em 1755. A partir da década de 30 do século XX surgem os relógios de quartzo, mais fiáveis e precisos que se baseiam nas oscilações do cristal de quartzo submetido à ação da corrente elétrica. Atualmente existem relógios digitais e atómicos (medem os intervalos de tempo utilizando as vibrações de certos átomos ou moléculas). Nesta exposição, estão patentes exemplares de relógios de pêndulo, de sol, de ponto, de mesa e de parede.


Relógio de Pêndulo

ME/152171/237

Escola Secundária Infante D. Henrique

Relógio de pêndulo, constituído por uma caixa de madeira pouco ornamentada, mostrador e pêndulo. Este tipo de relógio é um mecanismo que mede o tempo, baseando-se na regularidade da oscilação de um pêndulo. O topo da caixa apresenta um rebordo saliente, onde se encaixa o mostrador. Toda a zona frontal está coberta com vidro, pelo que se pode observar o mecanismo do relógio.


Relógio de Sol

ME/160301/80

Escola Secundária da Batalha

Relógio de sol talhado em pedra, composto por uma superfície plana retangular onde está marcada a numeração romana que indica as horas, e ao centro rasga-se uma circunferência. Esta é preenchida por três elementos (dois dispostos em cruz, e o terceiro está alinhado na vertical), como que um astrolábio, ou seja, um disco graduado fixo num elemento de suspensão, com duas espécies de ponteiros ao centro.


Relógio de ponto manual

ME/346779/322

Escola Secundária com 3º Ciclo Clara de Resende

Relógio de ponto manual com caixa de madeira com mostrador de vidro com numeração a negro sobre fundo branco e ponteiros a negro. Apresenta ranhura para introdução do cartão e manivela lateral que manualmente acionada registava as horas de saída e entrada no cartão.


Relógio de mesa

ME/400348/30

Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Relógio de mesa, em madeira, em caixa paralelepipédica, com elevação ao centro. Base talhada com motivos vegetalistas e volutas cujo enrolamento constituem os quatro pés em que assenta. Mostrador na parte central da caixa, constituído por aro largo de metal amarelo onde estão inscritos os números, em numeração árabe, sendo o círculo interior, em madeira. Do centro partem os ponteiros (horas e minutos) em metal amarelo. Acima, em letras metálicas, está a marca "Reguladora". Abaixo, encontram-se três orifícios para chave. A porta do mostrador é constituída por vidro convexo em aro de metal amarelo e fixa à madeira por dobradiça apresentando, no lado oposto, um puxador discreto, no mesmo metal. Ladeando o mostrador e fixa sobre a madeira, decoração composta por quatro folhas de acanto unidas por filete redondo. Os cantos da caixa são cortados e decorados, na parte superior e inferior, com dois motivos vegetalistas, em talha. O todo é encimado por friso geométrico talhado e rematado por rebordo liso, redondo e interrompido ao centro, onde está inserido um medalhão formado por folhas de acanto. A caixa possui uma porta na parte posterior e tem chave.


Modelo de Relógio de sol

ME/402837/148

Escola Secundária de Sá da Bandeira

Modelo de um relógio de sol, instrumento utilizado para medir a passagem do tempo pela observação da posição do Sol. Os tipos mais comuns são formados por uma superfície plana que serve como mostrador, onde estão marcadas linhas que indicam as horas, e por um pino ou placa, cuja sombra projetada sobre o mostrador funciona como um ponteiro de horas em um relógio comum. Á medida que a posição do sol varia, a sombra desloca-se pela superfície do mostrador, passando sucessivamente pelas linhas que indicam as horas. Os relógios de sol normalmente mostram a hora solar aparente, mas, com pequenas alterações, também podem indicar a hora padrão, que é a hora no fuso horário em que o relógio está geograficamente localizado. Este relógio apresenta dois níveis de bolha de ar e pés reguláveis.


Relógio de parede

ME/401857/94

Escola Secundária de Gil Vicente

Relógio em caixa de madeira, de forma redonda, com mostrador branco e numeração árabe. Apresenta dois orifícios no mostrador, para dar corda.


MJS