2021/04/19

Peça do mês de abril

 


Amonite

Amonite utilizada no ensino das matérias de Geologia. Este animal vivia dentro de uma concha enrolada em espiral, de natureza carbonatada, semelhante à dos Nautilus atuais. Os septos dividiam internamente, a concha, em câmaras. Eram animais marinhos, carnívoros e com dimensões muito variáveis, podendo atingir 2 metros de diâmetro. As amonites são excelentes fósseis de idade. Processo de fossilização - moldagem - molde interno. Classificação científica: Reino - Animalia, Filo - Mollusca, Classe - Cephalopoda, Ordem - Ammonitida.

Está inventariado com o número ME/401018/440 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Bocage.

2021/04/15

Património Mundial de Portugal: Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, Açores

 

(Imagem da Ilha do Pico retirada da internet)

A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, nos Açores faz parte do património mundial classificado pela UNESCO desde 2004.

A Ilha do Pico, de origem vulcânica, faz parte do Arquipélago dos Açores, tendo uma superfície de 447 km2. O seu nome deve-se à Montanha do Pico, a mais alta montanha de Portugal com 2351 metros acima do nível do mar. É constituída por três concelhos, Lajes do Pico, Madalena e São Roque. A sua paisagem foi considerada uma das 7 maravilhas de Portugal.

O povoador inicial desta ilha foi Diogo das Chagas. Em 1482, a ilha foi integrada na Capitania do Faial e em 1501, Lages do Pico foi elevada a vila e sede de concelho. Nesta época eram já conhecidos os extensos vinhedos, a par da pecuária, da pesca e da agricultura.

A vinha floresceu durante anos até ser fortemente atacada pelo Oídio em 1852. A recuperação foi extremamente difícil e deu lugar ao cultivo de frutos. Também a caça à baleia e ao atum se desenvolveu neste período.

(Imagem de um moinho e de plantações de vinha na Ilha do Pico. Retirada da internet)

Em julho de 2004 a área dos lajidos de Criação Velha e de Santa Luzia, foi considerada Património Mundial. Compreende uma área de 987 hectares, onde se inclui a típica cultura da vinha feita entre muros lineares e perpendiculares à linha da costa, em que a vinha é cultivada em chão de lava negra.

Estes muros foram construídos para proteger pequenos lotes de terreno da água do mar e do vento marítimo, deixando entrar o sol necessário ao crescimento das uvas. Existe na ilha uma enorme diversidade de fauna e flora, características da floresta Laurissilva.

(Imagem das plantações de vinha na Ilha do Pico. Retirada da internet)

Através da criação do Gabinete Técnico da Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha na Ilha do Pico, o elemento de contato com outros organismos e instituições, o governo procurou assegurar a manutenção do património:

    - Apoiar a implementação e coordenação do Plano Especial de Ordenamento da Paisagem Protegida, monitorizando-o periodicamente;

    - Acompanhar e fiscalizar a execução de todas as obras dentro da Paisagem Protegida;

  - Elaborar e desenvolver todos os estudos técnicos necessários à prossecução dos objetivos definidos em sede de Plano Especial de Ordenamento e Plano de Gestão da Paisagem Protegida;

  - Organizar e gerir um sistema de informação geográfica, incluindo a promoção e elaboração de cadastro.


MJS

 

2021/04/12

Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto, Covilhã


(Imagem aérea do Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto, Covilhã. Retirada da internet)

O Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto (AEFHP) tem a sua sede na Escola Secundária Frei Heitor Pinto, na cidade da Covilhã, concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco. O AEFHP é uma unidade organizacional, dotada de órgãos próprios de administração e gestão, no respeito pelos princípios organizativos e os objetivos da Educação Pré-escolar e do Ensino Básico e Secundário definidos na Lei de Bases do Sistema Educativo.


“A autonomia do Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto pressupõe a responsabilidade de todos os membros da comunidade educativa pela salvaguarda efetiva do direito à educação e à igualdade de oportunidades no acesso à escola, bem como a promoção de medidas que visem o empenho e o sucesso escolares, a prossecução integral dos objetivos dos referidos projetos educativos, incluindo os de integração sociocultural, e o desenvolvimento de uma cultura de cidadania capaz de fomentar os valores da pessoa humana, da democracia e exercício responsável da liberdade individual e do cumprimento dos direitos e deveres que lhe estão associados.” Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto (2020:68).

 

Relativamente à Escola Secundária Frei Heitor Pinto, em 20 de março de 1934, o Decreto n.º 23 685 criou o Liceu Municipal na cidade da Covilhã, de frequência mista que deverá funcionar a partir do ano letivo de 1934/35 atendendo a que a cidade da Covilhã tem uma população numerosa e é de importante desenvolvimento. Em 7 de agosto de 1934 foi-lhe atribuída a denominação de Liceu Municipal de Heitor Pinto. Em finais da década de 40, a necessidade da preparação do país para o novo modelo socioeconómico levou à promulgação dos Estatutos do Ensino Liceal e Técnico que atribuiu, ao primeiro, um carácter “humanístico-científico”, tradicionalista e seletivo, responsável pela formação geral e de acesso à Universidade, tendo sido elevado a Liceu Nacional em 1961.

O Ensino Técnico passou a ser encarado como uma entrada imediata no mundo do trabalho. Desde a criação desta Escola, têm sido várias as alterações em termos de edifício, com permanência no atual a partir de 1969, e nos cursos ministrados, população escolar ou políticas educativas. Durante o período de 2000 a 2003 a Escola lecionou apenas o ensino secundário (Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto, 2018:10).

O AEFHP foi constituído no âmbito do disposto no Despacho nº 4463/2011, de 11 de março, bem como do artigo 7ª do decreto-lei 75/2008, resultante da fusão dos Agrupamentos de Escolas Entre Ribeiras-Paul, Agrupamento de Escolas do Tortosendo e Escola Secundária Frei Heitor Pinto. Assim, compõem o AEFHP:

1.     Escola Secundária Frei Heitor Pinto;

2.     Escola Básica do 2º e 3º Ciclos de Tortosendo;

3.     Escola Básica n.º 2 do Paul, que integra os 2.º e 3.º ciclos do ensino básico;

4.     Escola Básica do 1.º Ciclo dos Montes Hermínios – Tortosendo;

5.     Escola Básica do 1.º Ciclo do Largo da Feira – Tortosendo;

6.     Escola Básica do 1.º Ciclo do Dominguiso;

7.     Escola Básica do 1.º Ciclo Vales do Rio;

8.     Escola Básica do 1.º Ciclo do Peso;

9.     Escola Básica do 1.º Ciclo da Coutada;

10.   Escola Básica do 1.º Ciclo Cortes do Meio;

11.   Escola Básica do 1.º Ciclo do Barco;

12.   Escola Básica do 1.º Ciclo da Barroca Grande;

13.   Escola Básica do 1.º Ciclo do Paul;

14.   Escola Básica do 1.º Ciclo da Erada;

15.   Escola Básica do 1.º Ciclo do Ourondo;

16.   Escola Básica do 1.º Ciclo de S. Jorge da Beira;

17.   Escola Básica do 1.º Ciclo de Unhais da Serra;

18.   Jardim de Infância “Os Loureiros” de Tortosendo;

19.   Jardim de Infância “Ovo Mágico” de Tortosendo;

20.   Jardim de Infância Dominguiso 1;

21.   Jardim de Infância Dominguiso 2;

22.   Jardim de Infância Vales do Rio;

23.   Jardim de Infância Peso;

24.   Jardim de Infância Coutada;

25.   Jardim de Infância Cortes do Meio;

26.   Jardim de Infância Barroca Grande;

27.   Jardim de Infância Paul;

28.   Jardim de Infância S. Jorge da Beira;

29.   Jardim de Infância Unhais da Serra.

A biblioteca escolar/centro de recursos educativos (BE/CRE) é um espaço privilegiado para pesquisar, estudar, ler e ocupar tempos livres. As BE/CRE dispõem de meios onde são conservados, tratados e disponibilizados todos os documentos, independentemente da sua natureza ou suporte.

Atendendo ao Regulamento das bibliotecas escolares/centros de recursos educativos as BE/CRE do AEFHP são constituídas por um conjunto de recursos físicos (instalações e equipamentos), humanos (professores e assistentes operacional) e documentais (suportes impressos, audiovisuais e informáticos) devidamente organizados, destinando-se, prioritariamente, à comunidade escolar do AEFHP, embora estejam disponíveis a qualquer utilizador da comunidade envolvente que deles necessite (Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto, 2015:2).

 

“O enriquecimento do fundo documental terá em conta as sugestões de toda a comunidade educativa, mas caberá ao professor bibliotecário e da equipa a escolha das aquisições, tendo em conta a dotação orçamental. Esta terá em conta as grandes linhas dos projeto educativo e projeto curricular do agrupamento. As aquisições devem estar direcionadas para os interesses, principalmente, dos alunos dos diferentes níveis de ensino do agrupamento.” (Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto, 2020:62).

 

O agrupamento dispõe de cinco bibliotecas/centros de recursos, coordenadas por dois professores bibliotecários, nomeados de acordo com a legislação em vigor. As bibliotecas referidas no número anterior funcionam na escola sede do agrupamento (Escola Secundária Frei Heitor Pinto), na Escola Básica 2/3 de Tortosendo, EB1 Montes Hermínios, EB1 Largo da Feira e EB 2/3 de Paul. A BE/CRE deve orientar os seus serviços em sintonia com as grandes linhas do projeto educativo do agrupamento.

 

O Gabinete de Apoio ao Aluno é um serviço que faz o acompanhamento em permanência dos alunos no seu quotidiano escolar, designadamente aqueles que revelem risco de abandono escolar, comportamentos de risco ou gravemente violadores dos deveres dos alunos ou se encontrem na iminência de ultrapassar os limites de faltas previstos no presente regulamento, bem como a mediação de conflitos entre alunos e outros elementos da comunidade educativa.

O AEFHP enquadra-se geograficamente na Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. A comunidade envolvente reside um pouco por todo o Concelho, com incidência significativa ao longo da designada “Corda do Rio” (Rio Zêzere), na encosta da Serra da Estrela, e no designado Couto Mineiro, desenvolvendo a sua atividade principalmente no Couto Mineiro, na Região da Cova da Beira e, também, em toda a Beira Interior e ao nível nacional e internacional.

O AEFHP é sedeado na cidade da Covilhã e cobre todo o território a sul do Concelho da Covilhã, inserido em meio urbano, semiurbano e rural, com difíceis acessibilidades principalmente no meio rural montanhoso, num espaço com modesto valor patrimonial, dotado de grande beleza paisagística e com perspetiva de desenvolvimento.

 

Para uma noção espacial mais precisa da distribuição dos estabelecimentos de educação/ensino do AEFHP por todo o Concelho da Covilhã, visualize-se o anterior mapa do Concelho da Covilhã, perspetivando a distribuição territorial concelhia dos estabelecimentos do AEFHP.

 

 P.M.

 

BIBLIOGRAFIA

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI HEITOR PINTO (2020). Regulamento interno: conselho geral, 25 de junho de 2020 [em linha]. Covilhã: AEFHP [Consult. 31 março de 2021]. Disponível: http://www.aefhp.pt/files/documentos-orientadores/19-20/RI_25_06_2020.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI HEITOR PINTO (2020a). Regulamento: regras de utilização dos meios de comunicação no AEFHP [em linha]. Covilhã: AEFHP [Consult. 29 março de 2021]. Disponível: http://www.aefhp.pt/files/documentos-orientadores/19-20/REGULAMENTO-REGRASdeUTILIZACAOdosMEIOSdeCOMUNICAO.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI HEITOR PINTO (2018). Projeto educativo: relação triangular, aprendente planetário [em linha]. Covilhã: AEFHP [Consult. 29 março de 2021]. Disponível: http://www.aefhp.pt/files/documentos-orientadores/19-20/PEA18-21.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI HEITOR PINTO (2018a).  Regulamento dos cursos profissionais (Iniciados a partir de 2018/2019) [em linha]. Covilhã: AEFHP [Consult. 30 de março de 2021]. Disponível: http://www.aefhp.pt/files/documentos-orientadores/19-20/RegCProfAEFHP-Iniciados18-19-Aprovado2020-03-26.pdf

 

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI HEITOR PINTO (2015).  Regulamento das bibliotecas escolares / centros de recursos educativos: Escola Secundária Frei Heitor Pinto Escola, Básica 2/3 de Tortosendo, Escola Básica N.º 2 de Paul, EB1 Montes Hermínios EB1, Largo da Feira [em linha]. Covilhã: AEFHP [Consult. 31 março de 2021]. Disponível: http://www.aefhp.pt/files/documentos-orientadores/15-16/Regulamento-BE-AEFHP.pdf

 

2021/04/08

Património Material de Portugal: Alto Douro Vinhateiro

 

(Imagem de plantações em socalcos na zona do rio Douro. Retirada da internet)

O Alto Douro Vinhateiro faz parte do património mundial classificado pela UNESCO desde 2001.

Esta região do Douro inclui 24 600 hectares e distribui-se por 13 concelhos: Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Alijó, Sabrosa, Murça, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Lamego, Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa.

A zona em questão é representativa da paisagem da Região Demarcada do Douro que constitui a mais antiga região vinícola regulamentada do mundo. Com uma paisagem de encostas ingremes, solos pobres e bastante acidentados que se erguem a partir do Rio Douro, reflete a ação contínua do homem que adaptou o local às suas necessidades agrícolas. Existe, portanto, uma relação privilegiada entre o homem e a natureza observando-se um ecossistema único com a construção de socalcos que preserva o solo e permite o cultivo da vinha.


(Mapa da Região Demarcada do Douro. Retirado da internet)


A região de montanha proporciona um microclima, protegendo o solo do Oceano Atlântico, o que permite criar as condições para a produção do famoso Vinho do Porto. A zona, habitada desde a época romana, iniciou a produção deste tipo de vinho durante a segunda metade do século XVII, quando o Vinho do Porto começou a ser exportado para Inglaterra. Apesar de haver produção de vinho há 2000 anos, esta foi a primeira produção devidamente “regulamentada”.

Os lucros obtidos com este comércio eram elevados, acabando por gerar situações de fraude. Em 1756 é criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Douro, com o objetivo de regulamentação da produção vinícola. Foram implantados 201 marcos de granito para demarcar o espaço físico da região. Em 1761 foram colocados mais 134 marcos. Mais tarde, em 1907, João Franco torna a delimitar a zona, que se entende para o Douro Superior.

Atualmente a Região demarcada inclui o Baixo-Corgo que ocupa 51% da área (margem direita do Rio Douro); Cima-Corgo, 36% da região; Douro Superior com cerca de 13%.

(Imagem das plantações de vinha no Douro. Retirada da internet)


Vários são os tipos de vinho produzidos nesta zona, podendo referir-se distinguir-se o vinho branco (Lágrima – vinho seco ou doce) e os vinhos produzidos a partir de castas tintas que seguem um processo de envelhecimento em cascas de madeira (Ruby, Tawny, Vintage ou Crusted) ou em garrafa (Late Bottled Vintage e Vintage.

Em suma, o Douro Vinhateiro combina os recursos naturais com o investimento humano na paisagem, tornando-se um polo dinamizador que combina tecnologia e tradição.


MJS

2021/04/06

Escola Secundária de Camões: o património em destaque # 2

A Escola Secundária de Camões continua a divulgação do seu espólio museológico através da publicação de flyers alusivos à peça do mês. A régua de cálculo foi o exemplar escolhido. 

(Imagem de uma régua de cálculo)

Trata-se de um instrumento de cálculo constituído por três réguas graduadas justapostas, sendo a do meio móvel. Apresenta uma dupla face com 24 escalas, 12 em cada lado, identificadas por uma letra na extremidade esquerda, Não tem cursor e possui uma estrutura metálica que permite a fixação na parede. 


MJS

2021/04/05

Sessão de apresentação Archeevo 6

(Cartaz alusivo à Sessão de apresentação do software Archeevo 6)

A Keep Solutions irá realizar um Webinar para o lançamento da mais recente versão do software Archeevo - versão 6 - que terá lugar no dia 15 de abril das 14.30h às 16.30h. 

As novidades a serem apresentadas são: 

– Módulo novo para gestão de ingressos/ incorporações;
– Revisão integral do processo de avaliação e seleção;
– Melhorias no desempenho e funcionalidades do backoffice;
– Melhorias no módulo de autoridades;
– Maior personalização do catálogo;
– Maior facilidade no tratamento de tarefas ao nível do balcão eletrónico;
– Revisão do módulo de administração.

A participação é gratuita, mas implica a inscrição on line. 

Património Material de Portugal: Centro Histórico de Guimarães


(Imagem da praça central de Guimarães. Retirada da internet)

O centro histórico de Guimarães faz parte do património mundial classificado pela UNESCO desde 2001.

Guimarães situa-se no Distrito de Braga e é uma das mais importantes cidades históricas do país, associada à fundação da nacionalidade. Aqui foi estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique e D. Afonso Henriques.

Habitada desde a pré-história, a cidade atual remonta ao século X com a construção de um mosteiro sob as ordens de Mumadona Dias e posteriormente, de um castelo para defesa da povoação. Este foi um polo de atração e de fixação de grupos populacionais.

O mosteiro deu lugar à Real Colegiada e foi alvo de inúmeras doações e privilégios, transformando-se num local de peregrinação. D. Henrique concedeu o primeiro foral, supostamente em 1096, elevando Guimarães a “capital” do Condado Portucalense.

Guimarães constitui um exemplo da evolução e conservação de uma localidade medieval para uma cidade moderna. Nos finais do século XIX ocorrem as maiores transformações urbanísticas, às ordens de D. Maria II.

Existe, assim, um núcleo urbano de formação medieval, mas atualmente, a maior parte das estruturas edificadas são do século XVII. As técnicas utilizadas durante este período para a construção de paredes interiores e exteriores, são a taipa de rodízio e a taipa de fasquio.

(Imagem da praça central de Guimarães. Retirada da internet)

Entre os séculos XVI e XVII houve uma diversificação dos materiais de construção e surgem as casas nobres urbanas, adaptando as pré-existentes ao gosto renascentista. A partir do século XVIII as casas tornam-se mais reduzidas, com pátios e escadarias no seu interior. Durante o século XIX implantou-se o gosto pelo revestimento em azulejo, com alvenaria em granito.

Desta forma, a cidade apresenta uma enorme variedade ao nível da arquitetura civil, em que se pode destacar o Paço dos Duques de Bragança, construído no século XV por D. Afonso e reconstruído em 1930.

A Rua de Santa Maria, era uma zona privilegiada da elite, bem como a Praça de Santiago, a Praça da Oliveira e o Padrão do Salado, bem como os Antigos Paços do Concelho. Pode igualmente destacar-se o Largo do Toural, atualmente designado como “centro da cidade”.

O castelo de Guimarães é uma referência incontornável, localizado na freguesia de Oliveira do Castelo. Tem o formato de um escudo facetado e as muralhas reforçadas com quatro torres. A torre de menagem encontra-se no centro da praça de armas, apresenta uma planta quadrangular com poucas aberturas.

(Imagem do castelo de Guimarães. Retirada da internet)


A arquitetura religiosa destaca-se bastante no panorama arquitetónico da cidade. É o caso da primitiva Igreja de Nossa Senhora da Oliveira resta pouco tendo dado lugar à Colegiada de Santa Maria de Guimarães. A Capela de São Miguel do Castelo foi construída no século XIII, onde consta que terá sido batizado D. Afonso Henriques. O Convento de Santa Clara alberga agora a Câmara Municipal de Guimarães. O Convento de São Francisco, construído no século XV foi alterado e constitui um belíssimo exemplar do século XVIII, com talha dourada e azulejos.

De acordo com a informação fornecida pelo site da Câmara Municipal de Guimarães, nos últimos 14 anos foram intervencionados cerca de 314 edifícios, através de obras profundas e obras de beneficiação. Os espaços públicos e infraestruturas também foram objeto de reabilitação.

 

MJS