2013/08/14

Peça do mês de agosto




Capacete

Capacete militar que integra o património escolar, proveniente de uma doação. Trata-se de um capacete envolvido com tecido verde com uma aplicação decorativa metálica em forma de águia com as iniciais FR e a inscrição em alemão: KOENIG NIT GOTT FUR ("Com Deus pelo Rei e pela Pátria". No cimo tem um pequeno pináculo cónico, metálico. Revestimento interior a couro. Está inventariado com o número ME/402916/163 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Tomaz Pelayo.
A Escola Tomaz Pelayo foi criada a 18 de Junho de 1954 em instalações provisórias. Abriu as suas portas com o funcionamento do ciclo preparatório, tendo já no ano seguinte o curso geral de comércio. Em 1957 iniciou-se a construção das novas instalações na Quinta da Devesa, concluídas em 1959, onde surgiu então a Escola Industrial e Comercial. Em 1963 a escola recebeu o Congresso Internacional de Etnografia e Folclore. A partir de 1975/76 passou a funcionar nestas instalações o ensino secundário unificado e em 1979 a escola passou a ser designada como Escola Secundária n.º 1. Em 1986 adota como patrono Tomaz Pelayo, um dos seus mais ilustres professores.

Bibliografia e informação adicional:

www.estp.edu.pt/



MJS


2013/07/31

Os Hemisférios de Magdeburgo no Museu Virtual da Educação


(Imagem dos hemisférios de Magdeburgo)



Os hemisférios de Magdeburgo consistem em duas abóbadas metálicas ocas que justapostas formam uma esfera. O interior da esfera comunica com o exterior através de uma torneira que pode ser ligada a uma máquina pneumática permitindo a extração do ar. Após esta operação, fecha-se a torneira criando vácuo. A esfera pode ser suspensa através de uma argola no hemisfério superior, colocando-se vários pesos na zona inferior. Desta forma pode conhecer-se o valor exercido pela atmosfera. A invenção deste instrumento deve-se a Otto von Guerick (1602 – 1686), físico alemão que se notabilizou pelos estudos sobre o vácuo, a eletrostática ou a propagação do som. A ele é também atribuída a criação da máquina pneumática.



Guericke nasceu em Magdeburgo, na Alemanha e estudou na Universidade de Leipzig, que abandonou em virtude da Guerra dos 30 Anos, tendo prosseguido para as Universidades de Jena e Leiden. Em 1632 regressou a Magdeburgo, onde se dedicou à reconstrução da cidade após o grande incêndio de 1631. Em 1646 tornou-se Burgomestre da cidade, posição que manteve durante cerca de trinta anos. Como tal, teve uma vida política extremamente preenchida, a par do estudo e dedicação à ciência.



(Imagem dos hemisférios de Magdeburgo)

Cerca de 1650 inventou uma máquina pneumática que consistia num pistão e num cilindro de ar que se ligavam a outros aparelhos, retirando o ar do seu interior. Utilizando esta bomba de vácuo realizou a famosa experiência dos hemisférios de Magdeburgo, que teve lugar 1654 na cidade com o mesmo nome. 



(Imagem dos hemisférios de Magdeburgo)


Esta experiência pretendia a separação de dois hemisférios ocos em cobre, com cerca de 51 cm de diâmetro, unidos por um anel de couro, do interior dos quais se havia extraído o ar com a bomba de von Guerick. Cada um dos hemisférios estava ligado a vários cabos que foram puxados em sentidos opostos por vários grupos de homens. Os hemisférios continuaram unidos e só se separaram utilizando dois grupos de oito cavalos. A experiência permitiu demonstrar a força da atmosfera sobre os corpos, a existência do vácuo e da pressão atmosférica. Guerick concluiu que os hemisférios não se separam, pois, a pressão atmosférica é superior à pressão do ar no seu interior. Através da entrada de ar equilibra-se a pressão e pode facilmente separar-se os hemisférios. Para além da importância imediata desta experiência, assiste-se ao terminar das teorias que sucederam a Aristóteles e que pretendiam afirmar que a natureza tinha o chamado “horror ao vazio”, preenchendo-o imediatamente. Em 1672 publicou a sua obra mais importante “Ottonis de Guericke Experimenta Nova (ut vocantur) Magdeburgica de Vacuo Spatio”, na qual descreve as suas experiências com o vácuo e os estudos de eletrostática.



Bibliografia:  
Museu da Ciência (2013) [em linha].
[Consulta: 2 de Julho de 2013]


Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].
[Consulta: 2 de Julho de 2013]


Departamento de Física da Universidade de Coimbra (2013) [em linha].
[Consulta: 2 de Julho de 2013]


Wikipédia
[Consulta: 2 de Julho de 2013]


MJS

2013/07/17

Peça do mês de julho




Torre de Para-raios

Modelo de para-raios que consiste num modelo em miniatura, em madeira pintada, representando uma torre. É constituído por uma haste de cobre instalada no topo da torre, ligada por um condutor a uma esfera metálica que funciona como chapa de terra. Adquirida em 1934, foi utilizada como material didático nas aulas de Física. Está inventariado com o número ME/401092/114 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Campos Melo.
A Escola Secundária Campos Melo foi criada por Decreto-Lei em 1884 como Escola Industrial. José Maria da Silva Campos Melo (1840 – 1890) cedeu uma casa particular para a instalação da escola, tendo adquirido igualmente o mobiliário. Em 1885 a Câmara Municipal cedeu terrenos para a escola e em 1912 passou para as atuais instalações. Em 1918 a escola deixa de ser industrial e passa a Escola de Artes e Ofícios, embora por pressão dos locais tenha voltado à antiga designação em 1921. Em 1948 este estabelecimento passa a Escola Industrial e Comercial, alargando o leque de cursos ministrados. Em 1969 passou a designar-se Escola Técnica Campo Melo e após o 25 de Abril adotou o nome atual.
O para-raios é um dispositivo constituído por uma haste metálica colocada no topo dos edifícios, utilizado para a sua proteção, uma vez que atrai descargas elétricas, desviando-as para o subsolo. Os para-raios, como é o caso deste modelo, são geralmente constituídos por captor (interceta as descargas atmosférica), condutor de descida (conduz a corrente de descarga desde os captores até aos elétrodos de terra), elétrodo de terra (corpo condutor em contacto íntimo com o solo efetuando a ligação elétrica com a terra).

Bibliografia e informação adicional:




Para consultar a história da Escola Secundária Campos Melo




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2013/07/03

O Disco de Newton no Museu Virtual da Educação


(Imagem de um Disco de Newton)

O disco de Newton é um instrumento utilizado para o estudo e a demonstração da composição das cores nas aulas de Física. É geralmente constituído por um disco colorido, com cores opostas e iguais, ordenadas duas a duas em secções de cores primárias e secundárias. Quando este disco é girado velozmente e recebe uma iluminação intensa, adquire uma cor branca uniforme. A designação deste instrumento deve-se ao facto de Isaac Newton ter descoberto que a luz branca do Sol é composta pelas cores do arco-íris. Ao entrar em movimento, cada cor do disco de Newton sobrepõe-se na retina, dando a sensação de mistura.


(Imagem de um Disco de Newton)


Sir Isaac Newton (1643 – 1727) foi um importante físico e matemático inglês. Frequentou The King’s School em Grantham entre os doze e os dezassete anos e posteriormente o Trinity College em Cambridge. Tornou-se professor de matemática em Cambridge (1669) e entrou para a Royal Society em 1672, onde exerceu o cargo de presidente a partir de 1703. Entre 1687 e 1690, foi membro do parlamento britânico. Os anos de 1670 - 72 foram dedicados a estudos relacionados com a ótica e a natureza da luz. Newton demonstrou que a luz branca é formada por uma banda de cores (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta) que podiam separar-se por meio de um prisma. Em 1704, Isaac Newton escreveu uma obra sobre ótica, Opticks, onde desenvolveu as suas teorias anteriores, abordou a natureza corpuscular da luz, bem como os fenómenos da refração, reflexão e dispersão da luz.

Uma das mais populares histórias relacionadas com este cientista é a da chamada “maçã de Newton”: quando este se encontrava num jardim, sentado por baixo de uma macieira, uma maçã caiu-lhe na cabeça e o seu impacto fez com que ficasse consciente da força da gravidade. A sua famosa obra publicada em 1687, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, enunciou três leis fundamentais: 1. todo o corpo continua em estado de repouso ou de movimento, uniforme numa linha reta, a menos que seja forçado a alterar este movimento devido a forças externas; 2. a mudança de movimento é proporcional à força motora exercida; 3. para toda a ação há sempre uma reação oposta. Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na história da ciência.


(Imagem de um Disco de Newton)


No que respeita às matérias de ótica, ficou demonstrado por Newton que a luz que observamos é uma radiação eletromagnética, constituída por faixas de cor vermelha, laranja, amarela, verde, azul, índigo e violeta, percetíveis pelo olho humano. A luz branca é composta de várias cores e em 1666, este cientista decompôs a luz solar através da utilização de um prisma triangular atravessado por um feixe de luz, tendo como resultado as sete cores anteriormente referidas. É o chamado espectro visível, ou componentes pelo fenómeno de refração ou dispersão da luz. Seguindo este raciocínio, Newton concluiu que a luz do Sol, quando atravessa gotas de água, dá origem ao fenómeno do arco-íris. Para conseguir provar a reação inversa, isto é, recompor a luz branca através da soma de todas as cores, Newton criou este aparelho, atualmente designado por Disco de Newton.

 

Bibliografia:

Isaac Newton Institute for Mathematical Sciences (2013) [em linha].

http://www.newton.ac.uk/newtlife.html

[Consulta: 11 de junho de 2013]

 

Física Net (2013) [em linha].

http://www.fisica.net/cor/disco.htm

[Consulta: 11 de junho de 2013]

 

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].

http://mfisica.nonio.uminho.pt/patrimonio/alfa/pat_alf_b.html

[Consulta: 11 de junho de 2013]

 

 

MJS


2013/06/19

A Balança de Roberval no Museu Virtual da Educação



(Imagem de uma balança de Roberval)


A Balança de Roberval é um instrumento de medida utilizado no contexto das práticas pedagógicas de física ou química para avaliação da massa dos corpos, com rapidez, mas sem grande precisão.

Tomou o nome do seu inventor, Gilles Personne Roberval (1602 – 1675), matemático e físico francês que em 1631 foi nomeado para a cátedra de matemática no Colégio Real de França. Para além da invenção da balança com o seu nome, apresentada à Academia Francesa em 1669, foi autor de vários trabalhos no campo da matemática pura.

O instrumento consiste em dois pratos, podendo ser de diferentes formatos, apoiados em hastes verticais articuladas nas extremidades de um travessão. Este, por sua vez, encontra-se apoiado numa superfície de metal com um cutelo fixo a meio. A medida da massa é efetuada de forma comparativa: coloca-se num dos pratos um objeto de massa conhecida e no outro o objeto que se pretende pesar. Quando se encontram em equilíbrio, as massas serão equivalentes.



(Imagem de uma balança de Roberval)




De acordo com os desenhos de Roberval, este seria o esquema de funcionamento da balança:

(Desenho do funcionamento de uma balança de Roberval)

Fonte: Universidade de Brasília. Instituto de Física (2013) [em linha].



Bibliografia:  

Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].
[Consulta: 13 de Fevereiro de 2013]

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].
[Consulta: 13 de Fevereiro de 2013]

International Society of Antique Scalle Collectors (2013) [em linha].
[Consulta: 13 de Fevereiro de 2013]

Universidade de Brasília. Instituto de Física (2013) [em linha].
[Consulta: 13 de Fevereiro de 2013]

MJS


2013/06/12

Peça do mês de Junho




Rã

Preparação osteológica do esqueleto de uma rã, acondicionado numa caixa de vidro com base de madeira, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Biologia. Trata-se de um esqueleto ósseo natural de um vertebrado tetrápode, da família Ranideae. Apresenta cabeça achatada, com dentes no maxilar superior e no vómer, grandes órbitas, sem pescoço distinto, tronco curto e membros posteriores muito alongados. A coluna vertebral é constituída por 10 vértebras, a última (urostilo) das quais muito alongada. A omoplata está ligada ao esterno pela clavícula e coracoide; antebraço e perna são formados por um único osso. As três partes do membro posterior têm, aproximadamente, o mesmo comprimento, estão dobradas entre si, constituindo uma mola, que pode distender-se bruscamente, possibilitando o salto e a natação. Está inventariado com o número ME/401109/97 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Camões.
A Escola Secundária de Camões foi criada em 1902 como Liceu Nacional de Lisboa e as suas instalações situavam-se no Palácio da Regaleira. Em 1904 passou a ser designado por Liceu Central. Com o aumento de alunos e a necessidade de outro tipo de infraestruturas, a escola foi transferida para o Largo do Matadouro Municipal, tendo-se iniciado as obras em 1908, de acordo com um projeto do Arq. Ventura Terra. Em 1909 foram inauguradas as novas instalações já com a designação de Lyceu de Camões. Em 1974 passou a ser Escola Secundária de Camões.
Esta preparação osteológica distingue-se de outras pela técnica utilizada: para além de ser possível observar toda a composição do esqueleto da rã, estão ainda conservadas algumas das suas membranas. A rã é um anfíbio anuro da família Ranidae, que pode ser encontrado um pouco por todo o mundo, à exceção de zonas áridas ou geladas, preferindo margens de rios ou lagos. A respiração deste tipo de animais é feita fundamentalmente através da pele, embora os adultos possuam pulmões. A sua alimentação é constituída por pequenos insetos e vermes. São uma espécie ovípara, sendo que fêmea põe cerca de 2.000 a 3.000 ovos dos quais sairão os girinos, com cauda e sem patas, passando por um processo de metamorfose que dura cerca de 11 semanas, até se tornarem rãs adultas.


Bibliografia e informação adicional:


Para consultar a história da Escola Secundária de Camões:




MJS

2013/06/05

Tardes no Thália - II



(Imagem do interior do Teatro Thália)



Venha passar o seu fim de tarde no Teatro Thália (Estrada das Laranjeiras, 205) no dia 26 de Junho, a partir das 17.30. Inscrições obrigatórias, sujeitas à capacidade da sala, através do email: teatro.thalia@sec-geral.mec.pt
Aceda aqui ao programa.