2013/07/17

Peça do mês de julho




Torre de Para-raios

Modelo de para-raios que consiste num modelo em miniatura, em madeira pintada, representando uma torre. É constituído por uma haste de cobre instalada no topo da torre, ligada por um condutor a uma esfera metálica que funciona como chapa de terra. Adquirida em 1934, foi utilizada como material didático nas aulas de Física. Está inventariado com o número ME/401092/114 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Campos Melo.
A Escola Secundária Campos Melo foi criada por Decreto-Lei em 1884 como Escola Industrial. José Maria da Silva Campos Melo (1840 – 1890) cedeu uma casa particular para a instalação da escola, tendo adquirido igualmente o mobiliário. Em 1885 a Câmara Municipal cedeu terrenos para a escola e em 1912 passou para as atuais instalações. Em 1918 a escola deixa de ser industrial e passa a Escola de Artes e Ofícios, embora por pressão dos locais tenha voltado à antiga designação em 1921. Em 1948 este estabelecimento passa a Escola Industrial e Comercial, alargando o leque de cursos ministrados. Em 1969 passou a designar-se Escola Técnica Campo Melo e após o 25 de Abril adotou o nome atual.
O para-raios é um dispositivo constituído por uma haste metálica colocada no topo dos edifícios, utilizado para a sua proteção, uma vez que atrai descargas elétricas, desviando-as para o subsolo. Os para-raios, como é o caso deste modelo, são geralmente constituídos por captor (interceta as descargas atmosférica), condutor de descida (conduz a corrente de descarga desde os captores até aos elétrodos de terra), elétrodo de terra (corpo condutor em contacto íntimo com o solo efetuando a ligação elétrica com a terra).

Bibliografia e informação adicional:




Para consultar a história da Escola Secundária Campos Melo




MJS

2013/07/03

O Disco de Newton no Museu Virtual da Educação


(Imagem de um Disco de Newton)

O disco de Newton é um instrumento utilizado para o estudo e a demonstração da composição das cores nas aulas de Física. É geralmente constituído por um disco colorido, com cores opostas e iguais, ordenadas duas a duas em secções de cores primárias e secundárias. Quando este disco é girado velozmente e recebe uma iluminação intensa, adquire uma cor branca uniforme. A designação deste instrumento deve-se ao facto de Isaac Newton ter descoberto que a luz branca do Sol é composta pelas cores do arco-íris. Ao entrar em movimento, cada cor do disco de Newton sobrepõe-se na retina, dando a sensação de mistura.


(Imagem de um Disco de Newton)


Sir Isaac Newton (1643 – 1727) foi um importante físico e matemático inglês. Frequentou The King’s School em Grantham entre os doze e os dezassete anos e posteriormente o Trinity College em Cambridge. Tornou-se professor de matemática em Cambridge (1669) e entrou para a Royal Society em 1672, onde exerceu o cargo de presidente a partir de 1703. Entre 1687 e 1690, foi membro do parlamento britânico. Os anos de 1670 - 72 foram dedicados a estudos relacionados com a ótica e a natureza da luz. Newton demonstrou que a luz branca é formada por uma banda de cores (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta) que podiam separar-se por meio de um prisma. Em 1704, Isaac Newton escreveu uma obra sobre ótica, Opticks, onde desenvolveu as suas teorias anteriores, abordou a natureza corpuscular da luz, bem como os fenómenos da refração, reflexão e dispersão da luz.

Uma das mais populares histórias relacionadas com este cientista é a da chamada “maçã de Newton”: quando este se encontrava num jardim, sentado por baixo de uma macieira, uma maçã caiu-lhe na cabeça e o seu impacto fez com que ficasse consciente da força da gravidade. A sua famosa obra publicada em 1687, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, enunciou três leis fundamentais: 1. todo o corpo continua em estado de repouso ou de movimento, uniforme numa linha reta, a menos que seja forçado a alterar este movimento devido a forças externas; 2. a mudança de movimento é proporcional à força motora exercida; 3. para toda a ação há sempre uma reação oposta. Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na história da ciência.


(Imagem de um Disco de Newton)


No que respeita às matérias de ótica, ficou demonstrado por Newton que a luz que observamos é uma radiação eletromagnética, constituída por faixas de cor vermelha, laranja, amarela, verde, azul, índigo e violeta, percetíveis pelo olho humano. A luz branca é composta de várias cores e em 1666, este cientista decompôs a luz solar através da utilização de um prisma triangular atravessado por um feixe de luz, tendo como resultado as sete cores anteriormente referidas. É o chamado espectro visível, ou componentes pelo fenómeno de refração ou dispersão da luz. Seguindo este raciocínio, Newton concluiu que a luz do Sol, quando atravessa gotas de água, dá origem ao fenómeno do arco-íris. Para conseguir provar a reação inversa, isto é, recompor a luz branca através da soma de todas as cores, Newton criou este aparelho, atualmente designado por Disco de Newton.

 

Bibliografia:

Isaac Newton Institute for Mathematical Sciences (2013) [em linha].

http://www.newton.ac.uk/newtlife.html

[Consulta: 11 de junho de 2013]

 

Física Net (2013) [em linha].

http://www.fisica.net/cor/disco.htm

[Consulta: 11 de junho de 2013]

 

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].

http://mfisica.nonio.uminho.pt/patrimonio/alfa/pat_alf_b.html

[Consulta: 11 de junho de 2013]

 

 

MJS


2013/06/19

A Balança de Roberval no Museu Virtual da Educação



(Imagem de uma balança de Roberval)


A Balança de Roberval é um instrumento de medida utilizado no contexto das práticas pedagógicas de física ou química para avaliação da massa dos corpos, com rapidez, mas sem grande precisão.

Tomou o nome do seu inventor, Gilles Personne Roberval (1602 – 1675), matemático e físico francês que em 1631 foi nomeado para a cátedra de matemática no Colégio Real de França. Para além da invenção da balança com o seu nome, apresentada à Academia Francesa em 1669, foi autor de vários trabalhos no campo da matemática pura.

O instrumento consiste em dois pratos, podendo ser de diferentes formatos, apoiados em hastes verticais articuladas nas extremidades de um travessão. Este, por sua vez, encontra-se apoiado numa superfície de metal com um cutelo fixo a meio. A medida da massa é efetuada de forma comparativa: coloca-se num dos pratos um objeto de massa conhecida e no outro o objeto que se pretende pesar. Quando se encontram em equilíbrio, as massas serão equivalentes.



(Imagem de uma balança de Roberval)




De acordo com os desenhos de Roberval, este seria o esquema de funcionamento da balança:

(Desenho do funcionamento de uma balança de Roberval)

Fonte: Universidade de Brasília. Instituto de Física (2013) [em linha].



Bibliografia:  

Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].
[Consulta: 13 de Fevereiro de 2013]

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].
[Consulta: 13 de Fevereiro de 2013]

International Society of Antique Scalle Collectors (2013) [em linha].
[Consulta: 13 de Fevereiro de 2013]

Universidade de Brasília. Instituto de Física (2013) [em linha].
[Consulta: 13 de Fevereiro de 2013]

MJS


2013/06/12

Peça do mês de Junho




Rã

Preparação osteológica do esqueleto de uma rã, acondicionado numa caixa de vidro com base de madeira, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Biologia. Trata-se de um esqueleto ósseo natural de um vertebrado tetrápode, da família Ranideae. Apresenta cabeça achatada, com dentes no maxilar superior e no vómer, grandes órbitas, sem pescoço distinto, tronco curto e membros posteriores muito alongados. A coluna vertebral é constituída por 10 vértebras, a última (urostilo) das quais muito alongada. A omoplata está ligada ao esterno pela clavícula e coracoide; antebraço e perna são formados por um único osso. As três partes do membro posterior têm, aproximadamente, o mesmo comprimento, estão dobradas entre si, constituindo uma mola, que pode distender-se bruscamente, possibilitando o salto e a natação. Está inventariado com o número ME/401109/97 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Camões.
A Escola Secundária de Camões foi criada em 1902 como Liceu Nacional de Lisboa e as suas instalações situavam-se no Palácio da Regaleira. Em 1904 passou a ser designado por Liceu Central. Com o aumento de alunos e a necessidade de outro tipo de infraestruturas, a escola foi transferida para o Largo do Matadouro Municipal, tendo-se iniciado as obras em 1908, de acordo com um projeto do Arq. Ventura Terra. Em 1909 foram inauguradas as novas instalações já com a designação de Lyceu de Camões. Em 1974 passou a ser Escola Secundária de Camões.
Esta preparação osteológica distingue-se de outras pela técnica utilizada: para além de ser possível observar toda a composição do esqueleto da rã, estão ainda conservadas algumas das suas membranas. A rã é um anfíbio anuro da família Ranidae, que pode ser encontrado um pouco por todo o mundo, à exceção de zonas áridas ou geladas, preferindo margens de rios ou lagos. A respiração deste tipo de animais é feita fundamentalmente através da pele, embora os adultos possuam pulmões. A sua alimentação é constituída por pequenos insetos e vermes. São uma espécie ovípara, sendo que fêmea põe cerca de 2.000 a 3.000 ovos dos quais sairão os girinos, com cauda e sem patas, passando por um processo de metamorfose que dura cerca de 11 semanas, até se tornarem rãs adultas.


Bibliografia e informação adicional:


Para consultar a história da Escola Secundária de Camões:




MJS

2013/06/05

Tardes no Thália - II



(Imagem do interior do Teatro Thália)



Venha passar o seu fim de tarde no Teatro Thália (Estrada das Laranjeiras, 205) no dia 26 de Junho, a partir das 17.30. Inscrições obrigatórias, sujeitas à capacidade da sala, através do email: teatro.thalia@sec-geral.mec.pt
Aceda aqui ao programa.


2013/05/22

Peça do mês de Maio





 

Coral

 

Coral em base de madeira, utilizado para observação e estudo no contexto das práticas pedagógicas de ciências naturais. Pertence a uma coleção que inclui vários exemplares de diferentes tipos de corais. Está inventariado com o número ME/402631/533 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Rainha D. Leonor, em Lisboa.

O Liceu Rainha D. Leonor foi criado nas primeiras décadas do século XX, e as suas instalações localizavam-se no Palácio da Ribeira na Rua da Junqueira, com frequência exclusivamente feminina.

Em 1961 transitou para o atual edifício, sito no bairro de Alvalade. No entanto, a Escola continuou a funcionar na zona da Junqueira com a designação de Rainha D. Amélia. O novo edifício acompanha as linhas orientadoras do design pós 1.ª Guerra Mundial, tendo o projeto estado a cargo do arquiteto Augusto Brandão, sendo a área verde da responsabilidade do engenheiro agrónomo Caldeira Cabral. No interior da escola podemos destacar um conjunto escultórico da autoria de Soares Branco, evocativo da figura de D. Leonor. Após 1974, passou a designar-se Escola Secundária Rainha D. Leonor e a sua frequência passou a ser mista.

Coral é uma designação utilizada para designar uma enorme variedade de organismos marinhos pertencentes ao filo Cnidaria, embora as suas necessidades e exigências sejam diferentes. Os corais são invertebrados marinhos que segregam um exosqueleto calcário ou de matéria orgânica. Trata-se de animais solitários ou coloniais, podendo constituir recifes de dimensões consideráveis que albergam um verdadeiro ecossistema. As melhores condições para o crescimento dos corais que constroem recifes, incidem nas latitudes entre 30º norte e 30º sul. O maior recife de coral encontra-se em Queensland, na Austrália. Classificação científica: Reino – Animalia; Subreino – Metazoa; Filo – Cnidaria; Classe – Anthozoa.




MJS

2013/05/13

Tardes no Thália



(Imagem do interior do Teatro Thália)




Venha passar o seu fim de tarde no Teatro Thália (Estrada das laranjeiras, 205) no dia 23 de Maio, a partir das 17.30. Inscrições obrigatórias, sujeitas à capacidade da sala, através do email: teatro.thalia@sec-geral.mec.pt
Aceda aqui ao programa.