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Torre de Para-raios
Modelo de para-raios
que consiste num modelo em miniatura, em madeira pintada, representando uma
torre. É constituído por uma haste de cobre instalada no topo da torre,
ligada por um condutor a uma esfera metálica que funciona como chapa de
terra. Adquirida em 1934, foi utilizada como material didático nas aulas de
Física. Está inventariado com o número ME/401092/114 e pertence ao espólio
museológico da Escola Secundária Campos Melo.
A Escola Secundária
Campos Melo foi criada por Decreto-Lei em 1884 como Escola Industrial. José
Maria da Silva Campos Melo (1840 – 1890) cedeu uma casa particular para a
instalação da escola, tendo adquirido igualmente o mobiliário. Em 1885 a
Câmara Municipal cedeu terrenos para a escola e em 1912 passou para as atuais
instalações. Em 1918 a escola deixa de ser industrial e passa a Escola de
Artes e Ofícios, embora por pressão dos locais tenha voltado à antiga
designação em 1921. Em 1948 este estabelecimento passa a Escola Industrial e
Comercial, alargando o leque de cursos ministrados. Em 1969 passou a
designar-se Escola Técnica Campo Melo e após o 25 de Abril adotou o nome
atual.
O para-raios é um
dispositivo constituído por uma haste metálica colocada
no topo dos edifícios, utilizado para a sua proteção, uma vez que atrai
descargas elétricas, desviando-as para o subsolo. Os para-raios, como é o
caso deste modelo, são geralmente constituídos por captor (interceta as
descargas atmosférica), condutor de descida (conduz a corrente de descarga
desde os captores até aos elétrodos de terra), elétrodo de terra (corpo
condutor em contacto íntimo com o solo efetuando a ligação elétrica com a
terra).
Bibliografia e informação adicional: Para consultar a história da Escola Secundária Campos Melo
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2013/07/17
Peça do mês de julho
2013/07/03
O Disco de Newton no Museu Virtual da Educação
O disco de Newton é um instrumento
utilizado para o estudo e a demonstração da composição das cores nas aulas de
Física. É geralmente constituído por um disco colorido, com cores opostas e
iguais, ordenadas duas a duas em secções de cores primárias e secundárias.
Quando este disco é girado velozmente e recebe uma iluminação intensa, adquire
uma cor branca uniforme. A designação deste instrumento deve-se ao facto de
Isaac Newton ter descoberto que a luz branca do Sol é composta pelas cores do
arco-íris. Ao entrar em movimento, cada cor do disco de Newton sobrepõe-se na
retina, dando a sensação de mistura.
Sir Isaac Newton (1643 – 1727) foi um
importante físico e matemático inglês. Frequentou The King’s School em Grantham entre os doze e os dezassete anos e
posteriormente o Trinity College em
Cambridge. Tornou-se professor de matemática em Cambridge (1669) e entrou para a Royal Society em 1672, onde exerceu o cargo de presidente a
partir de 1703. Entre 1687 e 1690, foi membro do parlamento britânico. Os anos
de 1670 - 72 foram dedicados a estudos relacionados com a ótica e a natureza da
luz. Newton demonstrou que a luz branca é formada por uma banda de cores (vermelho,
laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta) que podiam separar-se por meio
de um prisma. Em 1704, Isaac Newton escreveu uma obra sobre ótica, Opticks,
onde desenvolveu as suas teorias anteriores, abordou a natureza corpuscular da
luz, bem como os fenómenos da refração, reflexão e dispersão da luz.
Uma das mais populares histórias
relacionadas com este cientista é a da chamada “maçã de Newton”: quando este se
encontrava num jardim, sentado por baixo de uma macieira, uma maçã caiu-lhe na
cabeça e o seu impacto fez com que ficasse consciente da força da gravidade. A
sua famosa obra publicada em 1687, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, enunciou três leis fundamentais: 1. todo o corpo continua em estado de
repouso ou de movimento, uniforme numa linha reta, a menos que seja forçado a
alterar este movimento devido a forças externas; 2. a mudança de movimento é
proporcional à força motora exercida; 3. para toda a ação há sempre uma reação
oposta. Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na história
da ciência.
No que respeita às matérias de ótica,
ficou demonstrado por Newton que a luz que observamos é uma radiação
eletromagnética, constituída por faixas de cor vermelha, laranja, amarela,
verde, azul, índigo e violeta, percetíveis pelo olho humano. A luz branca é
composta de várias cores e em 1666, este cientista decompôs a luz solar através
da utilização de um prisma triangular atravessado por um feixe de luz, tendo
como resultado as sete cores anteriormente referidas. É o chamado espectro
visível, ou componentes pelo fenómeno de refração ou dispersão da luz. Seguindo
este raciocínio, Newton concluiu que a luz do Sol, quando atravessa gotas de
água, dá origem ao fenómeno do arco-íris. Para conseguir provar a reação
inversa, isto é, recompor a luz branca através da soma de todas as cores,
Newton criou este aparelho, atualmente designado por Disco de Newton.
Bibliografia:
Isaac Newton Institute for Mathematical
Sciences (2013) [em linha].
http://www.newton.ac.uk/newtlife.html
[Consulta: 11 de junho de 2013]
Física Net (2013) [em linha].
http://www.fisica.net/cor/disco.htm
[Consulta: 11 de junho de 2013]
Museu da Física da Escola Secundária
Alexandre Herculano (2013) [em linha].
http://mfisica.nonio.uminho.pt/patrimonio/alfa/pat_alf_b.html
[Consulta: 11 de junho de 2013]
MJS
2013/06/19
A Balança de Roberval no Museu Virtual da Educação
A Balança de Roberval é um instrumento de medida utilizado no contexto das práticas pedagógicas de física ou química para avaliação da massa dos corpos, com rapidez, mas sem grande precisão.
Tomou o nome do seu inventor, Gilles Personne Roberval (1602 – 1675),
matemático e físico francês que em 1631 foi nomeado para a cátedra de
matemática no Colégio Real de França. Para além da invenção da balança com o
seu nome, apresentada à Academia Francesa em 1669, foi autor de vários trabalhos
no campo da matemática pura.
O instrumento consiste em dois pratos, podendo ser de diferentes formatos,
apoiados em hastes verticais articuladas nas extremidades de um travessão. Este,
por sua vez, encontra-se apoiado numa superfície de metal com um cutelo fixo a
meio. A medida da massa é efetuada de forma comparativa: coloca-se num dos
pratos um objeto de massa conhecida e no outro o objeto que se pretende pesar.
Quando se encontram em equilíbrio, as massas serão equivalentes.
2013/06/12
Peça do mês de Junho
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Rã
Preparação
osteológica do esqueleto de uma rã, acondicionado numa caixa de vidro com
base de madeira, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Biologia.
Trata-se de um esqueleto ósseo natural de um vertebrado tetrápode, da família
Ranideae. Apresenta cabeça achatada, com dentes no maxilar superior e no
vómer, grandes órbitas, sem pescoço distinto, tronco curto e membros
posteriores muito alongados. A coluna vertebral é constituída por 10 vértebras,
a última (urostilo) das quais muito alongada. A omoplata está ligada ao
esterno pela clavícula e coracoide; antebraço e perna são formados por um
único osso. As três partes do membro posterior têm, aproximadamente, o mesmo
comprimento, estão dobradas entre si, constituindo uma mola, que pode
distender-se bruscamente, possibilitando o salto e a natação. Está
inventariado com o número ME/401109/97 e pertence ao espólio museológico da
Escola Secundária de Camões.
A Escola Secundária
de Camões foi criada em 1902 como Liceu Nacional de Lisboa e as suas
instalações situavam-se no Palácio da Regaleira. Em 1904 passou a ser
designado por Liceu Central. Com o aumento de alunos e a necessidade de outro
tipo de infraestruturas, a escola foi transferida para o Largo do Matadouro
Municipal, tendo-se iniciado as obras em 1908, de acordo com um projeto do
Arq. Ventura Terra. Em 1909 foram inauguradas as novas instalações já com a
designação de Lyceu de Camões. Em 1974 passou a ser Escola Secundária de
Camões.
Esta preparação
osteológica distingue-se de outras pela técnica utilizada: para além de ser
possível observar toda a composição do esqueleto da rã, estão ainda
conservadas algumas das suas membranas. A rã é um anfíbio anuro da família Ranidae, que pode ser encontrado um pouco por todo o mundo, à
exceção de zonas áridas ou geladas, preferindo margens de rios ou lagos. A respiração
deste tipo de animais é feita fundamentalmente através da pele, embora os
adultos possuam pulmões. A sua alimentação é constituída por pequenos insetos
e vermes. São uma espécie ovípara, sendo que fêmea põe cerca de 2.000 a 3.000
ovos dos quais sairão os girinos, com cauda e sem patas, passando por um
processo de metamorfose que dura cerca de 11 semanas, até se tornarem rãs
adultas. Bibliografia e informação adicional:
Para consultar a história da Escola Secundária de Camões:
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2013/06/05
Tardes no Thália - II
2013/05/22
Peça do mês de Maio
Coral
Coral em base de madeira, utilizado para
observação e estudo no contexto das práticas pedagógicas de ciências naturais.
Pertence a uma coleção que inclui vários exemplares de diferentes tipos de
corais. Está inventariado com o número ME/402631/533 e pertence ao espólio
museológico da Escola Secundária Rainha D. Leonor, em Lisboa.
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O Liceu Rainha D. Leonor foi criado nas primeiras décadas do século XX, e
as suas instalações localizavam-se no Palácio da Ribeira na Rua da Junqueira,
com frequência exclusivamente feminina. Em 1961 transitou para o atual edifício, sito no bairro de Alvalade. No
entanto, a Escola continuou a funcionar na zona da Junqueira com a designação
de Rainha D. Amélia. O novo edifício acompanha as linhas orientadoras do
design pós 1.ª Guerra Mundial, tendo o projeto estado a cargo do arquiteto
Augusto Brandão, sendo a área verde da responsabilidade do engenheiro
agrónomo Caldeira Cabral. No interior da escola podemos destacar um conjunto
escultórico da autoria de Soares Branco, evocativo da figura de D. Leonor. Após 1974, passou a designar-se Escola Secundária
Rainha D. Leonor e a sua frequência passou a ser mista. |
Coral é uma designação utilizada para designar uma enorme variedade de
organismos marinhos pertencentes ao filo Cnidaria, embora as suas necessidades
e exigências sejam diferentes. Os corais são invertebrados marinhos que
segregam um exosqueleto calcário ou de matéria orgânica. Trata-se de animais
solitários ou coloniais, podendo constituir recifes de dimensões consideráveis
que albergam um verdadeiro ecossistema. As melhores condições para o
crescimento dos corais que constroem recifes, incidem nas latitudes entre 30º
norte e 30º sul. O maior recife de coral encontra-se em Queensland, na
Austrália. Classificação científica: Reino – Animalia; Subreino – Metazoa; Filo
– Cnidaria; Classe – Anthozoa.
História da Escola Secundária Rainha D. Leonor
Bibliografia e informação adicional:
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