2022/06/30

Invenções que mudaram o mundo: o automóvel

 

Postal

ME/ESDJC/395

Escola Secundária D. João de Castro

Postal a preto e branco da entrada da Cidade de Chaves por Santo Amaro, alameda ladeada de árvores onde se apresenta um automóvel da década de 1940. Em baixo, encontra-se a referência ao local e edifício, e marca da casa editora "Fotografia Alves". No verso foi colocado o carimbo da "Escola Secundária D. João de Castro", encontrando-se igualmente a identificação da casa editora. Integra um conjunto de materiais audiovisuais da antiga Escola D. João de Castro, utilizados no contexto das atividades pedagógicas, nomeadamente nas disciplinas de História/Geografia.


Um automóvel ou carro é um veículo motorizado, com rodas, utilizado para transporte de pessoas ou mercadorias. A palavra vem do grego “autos” (por si próprio) e do latim “mobilis” (mobilidade).

Durante os séculos XVIII e XIX foram construídas várias carruagens movidas a vapor. Nos Estados Unidos, os irmãos Francis Edgar e Freelan Oscar Stanley criaram um veículo que em 1906 atingiu um recorde de velocidade. Comercializaram o Locomobile que teve enorme sucesso até à década de 1920.

A máquina a vapor é um motor de combustão externa, em que a energia térmica se transforma em energia mecânica através de um processo de combustão que ocorre fora do motor. O aparecimento do motor de combustão interna, menos volumoso e pesado, apresentava enormes vantagens em relação ao seu antecessor. A combustão realizava-se no interior do motor, evitando as perdas de energia e suprimindo a caldeira.

1886 é considerado o ano em que foi criado o primeiro automóvel da era moderna pelo alemão Karl Benz que patenteou o modelo Benz-Patent-Motorwagen.

Pensa-se que o primeiro automóvel a chegar a Portugal, da Panhard-Levassor, foi trazido de Paris pelo quarto Conde de Avilez em 1895.

A produção em massa de carros iniciou-se nos Estados Unidos com a Ford Motor Company e o famoso Modelo T, cujo fabrico se iniciou em 1908. O empresário Henry Ford, fundador desta companhia, iniciou a produção capitalista em massa, baseado em novos processos de trabalho, como a linha de montagem, associado ao consumismo social. O objetivo era produzir um modelo tão barato, que se tornasse acessível à maior parte da população. Em plena expansão, a marca Ford chegou à Europa.


(Imagem a preto e branco do empresário Henry Ford junto a um dos seus automóveis. Imagem retirada da internet)

Este ritmo de crescimento sofreu uma queda abrupta com a Grande Depressão de 1920, quer nos Estados Unidos, quer na Europa. Aqui começam a desenvolver-se algumas companhias de automóveis como a britânica Morris, a francesa Citroën ou a alemã Opel.

A partir da década de 1950 a velocidade atingida pelos veículos aumentou consideravelmente, o que causou inúmeros acidentes de viação. No sentido de prevenir esta situação foi fabricado em 1958 o primeiro carro com cintos de segurança, o Chevrolet Corvette.

A preocupação com a segurança levou igualmente a criar o sistema de air bags, cujos primeiros fabricantes foram a General Motors e a BMW, em 1974.

Progressivamente foram sendo acrescentadas várias melhorias quer a nível tecnológico, quer a nível do conforto dos passageiros: luzes, espelhos, limpa para-brisas, marcha atrás, direção assistida, ar condicionado, entre outros.

A invenção do automóvel pode contextualizar-se na era do desenvolvimento da indústria, iniciada com a máquina a vapor e posteriormente com o motor de combustão interna. Substituindo os meios de tração animal, estes veículos permitiram percorrer longas distâncias num curto período de tempo, acedendo a novas áreas geográficas mais afastadas. Ao nível do transporte de mercadorias permitiu o escoamento da produção de forma rápida e eficiente sem ter necessidade de criar grandes infraestruturas.

No entanto, o progresso tem sempre custos, nomeadamente a poluição do ar e o aumento do consumo dos combustíveis fósseis. Para combater este tipo de problemas começaram a ser comercializados em 2008 os primeiros carros elétricos que serão certamente o futuro desta indústria.


MJS

2022/06/27

Invenções que mudaram o mundo: o avião

 

Modelo de avião

ME/346070/20

Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos e Secundária Sacadura Cabral

Modelo de avião, provavelmente uma réplica do "Santa Cruz" de Sacadura Cabral. O hidroavião "Santa Cruz" foi adquirido em Inglaterra, modelo Fairey-400 com motor Rolls Royce Eagle de 350 hp. Em 1922, data da comemoração do centenário da independência do Brasil, Sacadura Cabral e Gago Coutinho decidiram realizar a 1ª travessia aérea do Atlântico Sul. Elaborado em madeira, revestida em tela, este avião media cerca de 10,92 metros de comprimento e 14, 05 metros de envergadura.


Um avião é um aparelho de navegação aérea, mais pesado do que o ar, que necessita de asas fixas e de um motor a hélices para se sustentar no ar. Todos os aviões necessitam de um fluxo constante de ar para a sua sustentação e de uma área desimpedida para que possam alcançar velocidade e descolar. Atualmente é o segundo meio de transporte mais seguro e o mais rápido.

O desejo de voar sempre acompanhou o homem desde os primórdios, o que atestam as lendas e mitos da humanidade. Um dos primeiros inventores a dedicar-se ao estudo deste objeto foi Leonardo da Vinci, no século XV.

Já no século XIX, Clément Ader realizou um pequeno voo, a cerca de 20 centímetros do chão, numa máquina desenhada por si. A ele se deve o nome “avion”, avião, que designa uma máquina mais pesada do que o ar.

Vários foram os homens que se dedicaram ao estudo do mecanismo de voo. Foram anos de pesquisas com resultados bastante lentos pois o grande problema da aeronáutica não se encontrava no desenho dos aparelhos, mas na propulsão. A máquina a vapor tornava praticamente impossível fazer mais do que uma descolagem. Em 1900, Albert de Dion e Georges Bouton criam um motor de um cilindro, especialmente concebido para aparelhos voadores.

No Estados Unidos, os irmãos Wilbur e Orville Wright, interessaram-se especialmente pelas experiências de aeronáutica que estavam a ser levadas a cabo na Europa. Conseguiram o apoio financeiro do engenheiro Octave Chanut e realizaram inúmeros estudos. Finalmente, a 17 de dezembro de 1903 em Kill Devil Hills, na Carolina do Norte, realizou-se o primeiro voo motorizado, com a duração de 12 segundos. Foi realizado pelos Wright, a bordo do Flyer.


(Imagem a preto e branco das primeiras experiências de aviação. Imagem retirada da internet)

Nos anos que se seguiram, a aviação despertou um enorme interesse. Alberto Santos Dumont, conhecido pelos voos com os primeiros balões dirigíveis com motor, contornou a Torre Eiffel em 1901 a bordo do seu avião. Em 1906 realizou um percurso de 30 metros.

Os irmãos Wright continuaram o processo de investigação aeronáutica e efetuaram o primeiro voo de mais de uma hora com o transporte de um passageiro. O Flyer acabou por se tornar o primeiro avião militar.

Com a Primeira Guerra Mundial, o desenvolvimento da aviação foi muito incrementado, surgindo os primeiros aviões de reconhecimento equipados com armas de defesa.

Em Portugal, a história da aviação também viveu grandes momentos com a primeira viagem de travessia do Atlântico Sul com Sacadura Cabral e Gago Coutinho. A 30 de março 1922, partiram de Lisboa, a bordo do Lusitânia, chegando ao Rio de Janeiro a 17 de junho.

Charles Lindbergh foi o primeiro a atravessar o Oceano Atlântico num voo sem escalas, a 20 de maio de 1927.

Em 1945 foi criada a TAP – Transportes Aéreos Portugueses que abriu a primeira linha comercial entre Lisboa e Madrid em 1946.

Após a Primeira Guerra iniciaram-se os primeiros voos comerciais entre os Estados Unidos e o Canadá e os aviões começaram a transportar um número cada vez maior de pessoas. O motor a jato foi fundamental neste processo de evolução, tendo desempenhado um importante papel na Segunda Guerra Mundial.

Em 1947, Chuck Yeager foi o primeiro homem a ultrapassar a barreira do som, a bordo do Bell-X-1.

O primeiro avião comercial a jato foi o Boeing 707, na década de 50. Em 1970, o Boeing 747 torna-se o maior avião de passageiros do mundo, superado pelo Airbus A 380 em 2005.

Em 1976, surge o Concorde, o primeiro avião comercial supersónico, voando acima dos 1600 km/hora.

O avião mudou o mundo para sempre, permitindo a mobilidade de pessoas e bens de forma insuperavelmente rápida, segura e no menor tempo possível. O mundo ficou mais “pequeno” e mais próximo.


MJS



2022/06/23

Invenções que mudaram o mundo

 

(Imagem a negro sobre fundo amarelo com uma silhueta humana que tem um balão de pensamento com uma lâmpada. Imagem retirada da internet)

O homem, dotado de racionalidade, teve desde sempre a capacidade de lidar com diferentes situações de forma criativa, encontrando soluções. A insatisfação face aos problemas quotidianos levou à descoberta e à criação de ferramentas que mudaram para sempre a forma como vivemos.

Uma invenção é o ato de criar um novo objeto, uma nova tecnologia, um processo ou um sistema de relações. Pode igualmente aperfeiçoar objetos ou tecnologias já existentes.

Descoberta e invenção são dois conceitos similares. A descoberta refere-se geralmente à aquisição de um conhecimento novo que resulta de um acaso. A invenção implica um esforço realizado no sentido de obter respostas, mas pode igualmente resultar de uma descoberta.

Não recuámos até às invenções mais básicas, como as ferramentas, o fogo ou a roda, uma vez que são elementos estruturantes da humanidade. O uso de ferramentas que auxiliem ou facilitem as tarefas diárias faz parte da própria existência humana desde o seu início.

O fogo é ainda uma fonte de discussão: foi uma descoberta ou uma criação humana? Na verdade, a “invenção/descoberta” foi a aprendizagem acerca do controle desta ferramenta, para que pudesse ser usada de forma racional, ou seja, como produzir fogo. O seu domínio foi fundamental para a evolução do homem pois, para além de oferecer calor e proteção, permitiu cozinhar os alimentos, o que desenvolveu o cérebro.

A roda era conhecida desde cedo, sobretudo para fazer girar a argila e poder moldá-la. A grande descoberta foi aplicar o conceito aos transportes, à construção e a outro tipo de objetos.

Nos artigos que serão publicados incluem-se algumas das invenções que levaram a uma mudança social, económica, cultural ou tecnológica representativa. Certamente que muitos itens ficarão de fora, mas o objetivo foi a assertividade na seleção tendo em conta a multiplicidade de criações existentes.

Apresentados por ordem alfabética, os inventos selecionados são os seguintes:

1. Avião;

2. Automóvel;

3. Bússola;

4. Calculadora;

5. Cartão bancário;

6. Cinema;

7. Computador;

8. Eletricidade;

9. Energia Nuclear;

10. Escrita;

11. Frigorífico;

12. Foguetão;

13. Fotografia;

14. Imprensa;

15. Internet;

16. Máquina a vapor;

17. Microscópio;

18. Motor de combustão interna;

19. Papel;

20. Penicilina;

21. Pilha;

22. Plástico;

23. Pólvora;

24. Radar;

25. Rádio,

26. Relógio;

27. Satélite;

28. Telefone;

29. Telescópio;

30. Televisão;

31. Vacina;

32. Vidro.

Para além destes inventos universais, juntámos um conjunto de invenções portuguesas:

1. Caravela;

2. Astrolábio;

3. Passarola;

4. Bola de esponja para microfones;

5. Multibanco;

6. Elevador para cadeira de rodas;

7. Bengala eletrónica para cegos;

8. Cartões de telemóvel pré-pagos;

9. Via verde;

10. Medicamento Zebinix para a epilepsia;

11. Coloradd – Sistema de identificação para daltónicos;

12. Papel higiénico preto;

13. Botija de gás pluma.


MJS


 

2022/06/21

Mostra Documental: "Memórias Documentais de Escritores no Distrito de Évora, 1535 - 1979" e "O Vinho e a Vinha na Documentação do Arquivo Distrital de Évora (1450 - 1962)"

(Cartaz ilustrativo da Mostra Documental "O Vinho e a Vinha da Documentação do ADE - 1450 - 1962" retirado da internet) 

No dia 22 de junho, pelas 17h, no Arquivo Distrital de Évora, terá lugar a inauguração da Mostra Documental “O Vinho e a Vinha na Documentação do Arquivo Distrital de Évora (1450 - 1962)” e ainda “Memórias Documentais de Escritores no Distrito de Évora, 1535-1979”. A Mostra estará patente ao público até ao dia 14 de outubro de 2022.

(Cartaz ilustrativo da Mostra Documental "Memórias Documentais de Escritores no Distrito de Évora - 1535 - 1979" retirado da internet) 


A Mostra integra documentos relativos aos seguintes escritores:

Garcia de Resende (1470?-1536)

André de Resende (1498-1573)

Eça de Queiroz (1845-1900)

Gabriel Pereira (1847-1911)

Celestino David (1880-1952)

Florbela Espanca (1894-1930)

Túlio Espanca (1913-1993)

Vergílio Ferreira (1916-1996)

Armando Antunes da Silva (1921-1997)

José Saramago (1922-2010) 


MJS

2022/06/20

Exposição virtual : O Relógio no Museu Virtual da Educação

 

O relógio é um instrumento mecânico que se destina a medir intervalos de tempo e unidades de segmentação, como a hora, o minuto ou o segundo. Podendo ter as mais diversas formas, geralmente inclui um mostrador e ponteiros. Apesar de utilizarem métodos diferentes, os relógios funcionam de maneira semelhante. Considera-se uma das mais antigas invenções humanas devido à necessidade da medição precisa do tempo. O homem começou a medir o tempo observando a deslocação aparente do sol. Através desta observação surgiu o conceito do relógio solar, ou seja, uma superfície plana onde se encontra uma haste vertical, cuja sombra projetada marca o passar das horas. O relógio de água, ou clepsidra, foi outro dos sistemas inventados para medir o tempo. Consiste na colocação de dois recipientes, um cheio de água e outro vazio, um dentro do outro. O recipiente cheio tem um pequeno furo pelo qual a água vai saindo, permitindo medir a passagem do tempo através de marcas efetuadas no recipiente vazio. Utilizando o mesmo princípio, surgiram as ampulhetas, em que a areia passa de um lado para o outro medindo um determinado período de tempo. Durante séculos não houve evoluções significativas até ao aparecimento do relógio de pêndulo, em 1656, que se baseia na medição da passagem do tempo através da regularidade da oscilação de um pêndulo. O primeiro relógio de pulso terá surgido em Paris em 1755. A partir da década de 30 do século XX surgem os relógios de quartzo, mais fiáveis e precisos que se baseiam nas oscilações do cristal de quartzo submetido à ação da corrente elétrica. Atualmente existem relógios digitais e atómicos (medem os intervalos de tempo utilizando as vibrações de certos átomos ou moléculas). Nesta exposição, estão patentes exemplares de relógios de pêndulo, de sol, de ponto, de mesa e de parede.


Relógio de Pêndulo

ME/152171/237

Escola Secundária Infante D. Henrique

Relógio de pêndulo, constituído por uma caixa de madeira pouco ornamentada, mostrador e pêndulo. Este tipo de relógio é um mecanismo que mede o tempo, baseando-se na regularidade da oscilação de um pêndulo. O topo da caixa apresenta um rebordo saliente, onde se encaixa o mostrador. Toda a zona frontal está coberta com vidro, pelo que se pode observar o mecanismo do relógio.


Relógio de Sol

ME/160301/80

Escola Secundária da Batalha

Relógio de sol talhado em pedra, composto por uma superfície plana retangular onde está marcada a numeração romana que indica as horas, e ao centro rasga-se uma circunferência. Esta é preenchida por três elementos (dois dispostos em cruz, e o terceiro está alinhado na vertical), como que um astrolábio, ou seja, um disco graduado fixo num elemento de suspensão, com duas espécies de ponteiros ao centro.


Relógio de ponto manual

ME/346779/322

Escola Secundária com 3º Ciclo Clara de Resende

Relógio de ponto manual com caixa de madeira com mostrador de vidro com numeração a negro sobre fundo branco e ponteiros a negro. Apresenta ranhura para introdução do cartão e manivela lateral que manualmente acionada registava as horas de saída e entrada no cartão.


Relógio de mesa

ME/400348/30

Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Relógio de mesa, em madeira, em caixa paralelepipédica, com elevação ao centro. Base talhada com motivos vegetalistas e volutas cujo enrolamento constituem os quatro pés em que assenta. Mostrador na parte central da caixa, constituído por aro largo de metal amarelo onde estão inscritos os números, em numeração árabe, sendo o círculo interior, em madeira. Do centro partem os ponteiros (horas e minutos) em metal amarelo. Acima, em letras metálicas, está a marca "Reguladora". Abaixo, encontram-se três orifícios para chave. A porta do mostrador é constituída por vidro convexo em aro de metal amarelo e fixa à madeira por dobradiça apresentando, no lado oposto, um puxador discreto, no mesmo metal. Ladeando o mostrador e fixa sobre a madeira, decoração composta por quatro folhas de acanto unidas por filete redondo. Os cantos da caixa são cortados e decorados, na parte superior e inferior, com dois motivos vegetalistas, em talha. O todo é encimado por friso geométrico talhado e rematado por rebordo liso, redondo e interrompido ao centro, onde está inserido um medalhão formado por folhas de acanto. A caixa possui uma porta na parte posterior e tem chave.


Modelo de Relógio de sol

ME/402837/148

Escola Secundária de Sá da Bandeira

Modelo de um relógio de sol, instrumento utilizado para medir a passagem do tempo pela observação da posição do Sol. Os tipos mais comuns são formados por uma superfície plana que serve como mostrador, onde estão marcadas linhas que indicam as horas, e por um pino ou placa, cuja sombra projetada sobre o mostrador funciona como um ponteiro de horas em um relógio comum. Á medida que a posição do sol varia, a sombra desloca-se pela superfície do mostrador, passando sucessivamente pelas linhas que indicam as horas. Os relógios de sol normalmente mostram a hora solar aparente, mas, com pequenas alterações, também podem indicar a hora padrão, que é a hora no fuso horário em que o relógio está geograficamente localizado. Este relógio apresenta dois níveis de bolha de ar e pés reguláveis.


Relógio de parede

ME/401857/94

Escola Secundária de Gil Vicente

Relógio em caixa de madeira, de forma redonda, com mostrador branco e numeração árabe. Apresenta dois orifícios no mostrador, para dar corda.


MJS


2022/06/16

Peça do mês de junho

 


Bicho da seda

Lagartas do bicho-da-seda conservadas em solução de formol ou álcool, num recipiente de vidro. Estes espécimes serviam para o estudo e observação nas aulas de Ciências Naturais. O bicho-da-seda é uma larva de mariposa conhecida pelo nome de Bombyx mori. Este inseto é responsável pela produção dos fios de seda.

A sericultura é a criação de bichos-da-seda para a produção deste tecido e é praticada há milénios na China, tendo-se espalhado por várias regiões do Oriente. Aproveitando o casulo feito pelas larvas, extrai-se o fio da seda.

Está inventariado com o número ME/401067/20 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Camilo Castelo Branco.

MJS

2022/06/13

Agrupamento de Escolas da Boa Água - Quinta do Conde (Sesimbra)

 

(Painel com corações de várias cores pertencente ao Agrupamento de Escolas da Boa Água retirado da internet)

O Agrupamento de Escolas da Boa Água (AEBA) foi criado em julho de 2009, situando-se na freguesia da Quinta do Conde, concelho de Sesimbra. Sendo o mais jovem do concelho é, atualmente, frequentado por cerca de 1400 alunos, distribuídos por quatro estabelecimentos de ensino.

A Quinta do Conde, originária de um loteamento clandestino de uma propriedade rústica e consequente construção de moradias, foi elevada a freguesia em 1985 e, dez anos depois, a vila. A Quinta do Conde continua a ter características urbanísticas de baixa volumetria. O setor comercial e a prestação de serviços constituem as atividades económicas predominantes que empregam os seus habitantes, servindo também de dormitório aos trabalhadores que se deslocam para a capital.[1]

Segundo o Regulamento Interno (AEBA, 2017:5), o Agrupamento de Escolas da Boa Água, foi constituído por despacho de 28 de julho de 2009, de Sua Excelência o Secretário de Estado da Administração Educativa. Este Agrupamento é formado, no seu conjunto, pelos seguintes estabelecimentos de ensino:

a.     Escola Básica 1/JI do Pinhal do General – Educação Pré-Escolar, 1º ciclo do Ensino Básico e Sala de Apoio à Multideficiência;

b.    JI do Pinhal do General – Educação Pré-Escolar;

c.     Escola Básica 1 da Quinta do Conde nº2;

d.     Escola Básica Integrada da Boa Água – 1º, 2º e 3º ciclo do Ensino Básico e Sala de Apoio à Multideficiência ao 2º e 3º ciclos.

A sede do Agrupamento situa-se na Escola Básica Integrada da Boa Água, na Rua Serra de Monchique, na freguesia da Quinta do Conde, concelho de Sesimbra, distrito de Setúbal.

(Imagem de uma zona de lazer pertencente ao Agrupamento de Escolas da Boa Água retirada da internet)

O AEBA inclui a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Integrada da Boa Água (APABIBA) e a Associação de Pais dos Alunos da Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância do Pinhal do General (APEPG), que articulam e dinamizam atividades nas escolas, assumindo um papel importante na vida da comunidade educativa. Inclusivamente, a APABIBA gere a oferta de atividades de tempos livres (ATL), que funciona nas instalações da escola sede. Tendo em conta a caracterização do território educativo, verificam-se assimetrias que se refletem no agrupamento quanto ao nível socioeconómico e cultural dos alunos.

As Tutorias têm conseguido dar uma boa resposta na recuperação de alunos com um perfil de fraca autonomia e dificuldades de integração no modelo tradicional de escola.  No que toca aos Edulabs[2], implementados nos últimos dois anos letivos numa turma de 7.º ano e noutra de 3.º ano, tem tido um impacto bastante positivo nos resultados dos alunos.

 

“Nos últimos anos, o Agrupamento de Escolas da Boa Água tem implementado várias mudanças para melhorar, não só a aprendizagem dos alunos, mas também os seus resultados académicos e as suas competências pessoais e sociais, como as Tutorias, uma estratégia de apoio e orientação pessoal e escolar, e os Edulabs, salas de aula com sistemas tecnológicos integrados de hardware, software e plataformas de ensino.” (ADN, 2016).

Considerando um currículo integrador que agrega todas as atividades e projetos do agrupamento e mobiliza competências e literacias diversas, o AEBA promove atividades de complemento curricular de índole cultural, artística, cívica e de inserção e participação na vida comunitária.


“Cabe a cada um dos profissionais que compõem o agrupamento, de acordo com as suas atribuições, bem como a todos os intervenientes no processo educativo […], o AEBA pretende: consolidar uma cultura de agrupamento marcada pela atenção ao desenvolvimento de todos os intervenientes no processo educativo, de modo especial dos alunos;  ter em conta a singularidade e a complexidade de cada um, proporcionando a inclusão de todos através de aprendizagens pessoais, sociais e cognitivas diferenciadas em interação uns com os outros; valorizar os saberes que cada um já possui, num ambiente acolhedor e feliz, onde predomina o conceito de respeito por si e pelos outros.” (AEBA, 2020:3).

 

Segundo o Plano de ação para o desenvolvimento digital (AEBA, 20212:3), o Agrupamento, desde a sua criação, tem investido em tecnologias digitais tem sido prioritário. Apesar de não ter sido integrado no PTE, o Agrupamento conseguiu equipar as escolas com computadores e projetores através do investimento próprio e das parcerias externas. O AEBA utiliza, desde 2012, uma plataforma de comunicação e colaboração, o Campus Altice - anteriormente Sapo Campus - como espaço privilegiado para a comunicação interna, entre as várias estruturas do Agrupamento.

 

 P.M. 

  

BIBLIOGRAFIA:

 

ADN AGENCIA DE NOTICIAS (25 de novembro de 2016). Escola da Quinta do Conde com inovação pedagógica:  Escola Básica Integrada da Boa Água a caminho do futuro [em linha]. Setúbal: ADN [Consult. 11 de maio de 2022]. Disponível: https://www.adn-agenciadenoticias.com/2016/11/escola-da-quinta-do-conde-e-pioneira-na.html

 

AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BOA ÁGUA (2021). Plano de ação para o desenvolvimento digital [em linha]. Quinta do Conde: AEBA [Consult. 11 de maio de 2022]. Disponível: PADD-12-julho-AEBA-1.pdf (aeboaagua.org)


AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BOA ÁGUA (2020a). Documento orientador para preparação e organização do ano letivo: ano letivo 2020/2022 [em linha]. Quinta do Conde: AEBA [Consult. 11 de maio de 2022]. Disponível:

https://aeboaagua.org/ebiba/wp-content/uploads/2021/09/Documento-orientador-covid_2021-22.pdf

 

AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BOA ÁGUA (2020). Projeto educativo, ano letivo 2020-2024. [em linha]. Quinta do Conde: AEBA [Consult. 11 de maio de 2022]. Disponível:

https://aeboaagua.org/ebiba/wp-content/uploads/2020/11/AEBA_PE_2020.pdf

 

AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BOA ÁGUA (2017). Regulamento interno:  EBI da Boa Água EB1 Nº2 da Quinta do Conde, EB1/JI do Pinhal do General. JI do Pinhal do General [em linha]. Quinta do Conde: AEBA [Consult. 11 de maio de 2022]. Disponível:

https://aeboaagua.org/ebiba/wp-content/uploads/2018/06/Regulamento-Interno.pdf

 

AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DA BOA ÁGUA (s.d.). Agrupamento [em linha]. Quinta do Conde: AEBA. [Consult. 11 de maio de 2022]. Disponível: https://aeboaagua.org/ebiba/agrupamento-2/sobre-nos/

 

 

 



[1] A Quinta do Conde é uma freguesia portuguesa do município de Sesimbra, com 14,22 km² de área e 28133 habitantes (censo de 2021), dos quais 25% com menos de 30 anos. Em 1991 o número de habitantes situava-se nos 7958, o que reflete o grande crescimento demográfico desta freguesia ao longo dos últimos vinte anos. A sua densidade populacional é 1978,4 hab./km². Tem estatuto de vila. A Quinta do Conde conta com mais de quatro dezenas de Associações, sendo hoje em dia um marco importante no desenvolvimento cultural, recreativo e desportivo local. A Quinta do Conde é uma freguesia localizada a Nordeste do concelho de Sesimbra, junto à Estrada Nacional 10, precisamente no centro da Península de Setúbal.

 

[2] Os EduLabs são salas de aula com sistemas tecnológicos integrados de hardware, software e plataformas de ensino, que deverão constituir o núcleo do ecossistema escolar focado na componente de ensino e aprendizagem, de utilização fácil, atrativa e mobilizadora para todos os atores do ensino. Deverão funcionar, no mínimo, durante um ano letivo completo. Pretende-se com estes EduLabs desenvolver um trabalho de melhoria contínua da pedagogia e do uso das tecnologias para assegurar uma eficiência, provada por estatísticas, que deverá evidenciar a evolução da qualidade do ensino e aprendizagem como resultado do uso do novo modelo pedagógico e tecnológico.