(Imagem da fachada da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves retirada da internet)
A Biblioteca da Casa-Museu Dr.
Anastácio Gonçalves (CMAG) abriu ao público em 1980, após ter sido legada ao
Estado Português 15 anos antes por vontade do seu proprietário. Também
designada Casa Malhoa, localiza-se em Lisboa na freguesia de S. Sebastião da
Pedreira.
O edifício foi projetado pelo
arquiteto Norte Júnior e construído por Frederico Ribeiro, entre 1904-1905 com
a finalidade de se tornar o atelier do pintor José Malhoa. Devido à sua
extraordinária beleza arquitetural recebeu o Prémio Valmor em 1905.
É um edifício de gaveto com
dois pisos, isolado e com uma planta irregular, incluindo jardins à sua volta.
Apesar disso, enquadrava-se de forma harmoniosa no tecido urbano envolvente. A
fachada, de inspiração neorromânica, é constituída por três corpos distintos,
destacando-se uma janela enorme que correspondia à área do atelier. A decoração
exterior tem um predomínio do azul e branco, com azulejos, registos figurativos
e florais e a utilização do ferro forjado, típico da Arte Nova. À esquerda tem
um alpendre sobre uma escada que dá acesso ao edifício. O lado direito engloba
a sala de jantar, onde se encontra um vitral de origem francesa.
(Imagem do interior da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves retirada da internet)
Após a edificação da Casa,
José Malhoa esteve ausente durante vários meses, viajando pela Europa para a
promoção das suas obras. Com a morte do irmão em 1917 e da mulher, em 1919,
José Malhoa vende a casa, mudando o atelier para a Rua do Rosário. O edifício
foi adquirido por Dionísio Vasques e mais tarde, em 1932, por Anastácio
Gonçalves, médico oftalmologista que aí residiu até 1965, data da sua morte. O
médico era um colecionador de arte e utilizou a casa quer como residência quer
como arquivo da sua coleção.
Em 1980 o edifício abre ao
público como museu e teve algumas alterações estruturais em 1996 sob a
responsabilidade de Frederico e Pedro George.
Quanto às coleções que
alberga, podem destacar-se as obras de Tomás da Anunciação, Vieira Portuense,
Miguel Ângelo Lupo, Alfredo Keil, José Rodrigues, Marques de Oliveira, Silva
Porto, José Malhoa, Domingos Sequeira e Columbano. Inclui ainda porcelanas,
mobiliário, ourivesaria, escultura, têxteis, medalhística, entre outros.
No que respeita à biblioteca
podem referir-se dois fundos, um público e outro particular. As obras,
monografias, periódicos e catálogos, estão relacionadas com pintura, história e
história da arte, cerâmica, artes decorativas, mobiliário, escultura, desenho,
gravura, aguarela, pastel, ourivesaria, em consonância com o espólio
museológico.
MJS