(Imagem
do autor retirada de Dicionário de educadores portugueses)
António
Godfroy de Abreu e Lima nasceu a oito de janeiro em Lisboa, filho de Artur
Jorge Rubim de Abreu e Lima e de Palmira Olímpia Godfroy de Abreu e Lima, irmão
do também conhecido pedagogo Adolfo Lima.
Fez os
seus estudos no Colégio Nacional, no Liceu do Carmo, na Escola Industrial
Marquês de Pombal e no Instituto Industrial onde concluiu o curso de Química
Industrial. Iniciou a sua vida profissional como Diretor Técnico da Secção de
Industrias da Casa Nunes & Nunes
e da Casa Industrial Mercantil do Oeste.
Foi também Chefe de Secção da Companhia
Portuguesa de Higiene.
Embora
a sua carreira docente tenha começado no Colégio Francês, foi em 1907 que
passou a lecionar na Escola Oficina N.º 1, da qual o seu irmão Adolfo Lima era
diretor pedagógico. Em 1928 colaborou com o Colégio Infante de Sagres, um outro
projeto da chamada Escola Nova.
Dedicou-se
às disciplinas de Trabalhos Manuais Educativos, mais concretamente à modelação
em barro e papel, onde trouxe um enorme contributo pedagógico e igualmente às
Ciências Físico-Químicas e Naturais. Nestas últimas recorreu a várias
disciplinas para a compreensão dos diferentes fenómenos da natureza e da vida.
Para
além da ação docente, publicou vários artigos de divulgação nas revistas Educação, Boletim da Escola-Oficina N.º 1 ou Educação Social e Renovação. Esses artigos focaram-se
frequentemente em questões de metodologia. Em 1913 publicou um artigo com o
título Material de Ensino, onde
referiu o modo de funcionamento de certos aparelhos, a sua utilidade, o custo e
os fornecedores. O seu grande contributo para a educação foi a forma prática
com que aplicou os princípios da Escola Nova, que se tornaram uma referência
para outros educadores.
Foi bastante
ativo no movimento sindical da classe docente, tendo pertencido à Sociedade de
Estudos Pedagógicos e à Associação de Professores de Portugal. Entre 1925 e
1927 foi vogal da Comissão Oficial da Semana da Criança organizada pela Liga de
Ação Educativa. António Aurélio da Costa Ferreira indigitou-o para pertencer a
uma comissão de estudo da reforma do ensino industrial e artístico. Em 1959, já
reformado, foi ainda bibliotecário da Biblioteca Infantil e Juvenil da Escola
Oficina N.º 1.
Fonte
principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto :
ASA, 2003.
MJS