2024/10/31

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Liceus: Liceu Nacional da Figueira da Foz

 

- Liceu Nacional da Figueira da Foz -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - o Liceu Nacional da Figueira da Foz.


(A imagem no canto superior direito mostra um corredor. Em baixo pode observar-se a fachada da escola)

 

 

(No topo, a imagem de um laboratório de Física ou Química, com várias bancadas e algumas balanças. Em baixo, à esquerda uma imagem de uma sala de convívio e a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

 

 

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre

1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.

 

 

P. M. 


2024/10/28

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: António Lima (1883 - 1968)

 


(Imagem do autor retirada de Dicionário de educadores portugueses)


António Godfroy de Abreu e Lima nasceu a oito de janeiro em Lisboa, filho de Artur Jorge Rubim de Abreu e Lima e de Palmira Olímpia Godfroy de Abreu e Lima, irmão do também conhecido pedagogo Adolfo Lima.

Fez os seus estudos no Colégio Nacional, no Liceu do Carmo, na Escola Industrial Marquês de Pombal e no Instituto Industrial onde concluiu o curso de Química Industrial. Iniciou a sua vida profissional como Diretor Técnico da Secção de Industrias da Casa Nunes & Nunes e da Casa Industrial Mercantil do Oeste. Foi também Chefe de Secção da Companhia Portuguesa de Higiene.

Embora a sua carreira docente tenha começado no Colégio Francês, foi em 1907 que passou a lecionar na Escola Oficina N.º 1, da qual o seu irmão Adolfo Lima era diretor pedagógico. Em 1928 colaborou com o Colégio Infante de Sagres, um outro projeto da chamada Escola Nova.

Dedicou-se às disciplinas de Trabalhos Manuais Educativos, mais concretamente à modelação em barro e papel, onde trouxe um enorme contributo pedagógico e igualmente às Ciências Físico-Químicas e Naturais. Nestas últimas recorreu a várias disciplinas para a compreensão dos diferentes fenómenos da natureza e da vida.

Para além da ação docente, publicou vários artigos de divulgação nas revistas Educação, Boletim da Escola-Oficina N.º 1 ou Educação Social e Renovação. Esses artigos focaram-se frequentemente em questões de metodologia. Em 1913 publicou um artigo com o título Material de Ensino, onde referiu o modo de funcionamento de certos aparelhos, a sua utilidade, o custo e os fornecedores. O seu grande contributo para a educação foi a forma prática com que aplicou os princípios da Escola Nova, que se tornaram uma referência para outros educadores.

Foi bastante ativo no movimento sindical da classe docente, tendo pertencido à Sociedade de Estudos Pedagógicos e à Associação de Professores de Portugal. Entre 1925 e 1927 foi vogal da Comissão Oficial da Semana da Criança organizada pela Liga de Ação Educativa. António Aurélio da Costa Ferreira indigitou-o para pertencer a uma comissão de estudo da reforma do ensino industrial e artístico. Em 1959, já reformado, foi ainda bibliotecário da Biblioteca Infantil e Juvenil da Escola Oficina N.º 1.

 

 

Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003.


MJS