2020/10/22

Agrupamento de Escolas de Alvalade

O Agrupamento de Escolas de Alvalade foi constituído no ano letivo 2004-2005 e dele faziam parte a Escola Básica do 1.º Ciclo (EB1) n.º 101 e Jardim-de–Infância de Alvalade, a Escola Básica do 1.º Ciclo n.º 111 de São João de Brito e a Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Almirante Gago Coutinho

Em julho de 2012, a Escola Secundária Padre António Vieira[1] juntou-se com o antigo Agrupamento de Escolas de Alvalade e tornou-se, assim, sede do novo Agrupamento de Escolas de Alvalade, composto por quatro escolas. Na escola-sede funcionam o Centro de Formação de Associação de Escolas Professor João Soares e, desde o presente ano letivo, um Centro para a Qualificação e o Ensino Profissional.

Integram este agrupamento duas escolas do 1.º ciclo, ambas com educação pré-escolar, uma escola de 2.º e 3.º ciclos e uma escola com 3.º ciclo e ensino secundário:

    - EB1/JI Teixeira de Pascoais;

    - EB1/JI S. João de Brito;

    - EB2,3 Almirante Gago Coutinho;

    - ES3 Padre António Vieira (escola sede).


    1. Escola Secundária Padre António Vieira

A Escola Secundária padre António Vieira, antigo Liceu Padre António Vieira, ostenta uma arquitetura educativa, do Movimento Moderno. Projetado como um Liceu masculino para 700 alunos. Um dos edifícios mais qualificados e singulares da arquitetura escolar nacional, projetado na sequência de outras experiências no campo das instalações para o ensino, embora para o grau primário, como são as escolas primárias do Bairro de São Miguel e Teixeira de Pascoaes, ambas gizadas por Athouguia dentro da linguagem do movimento moderno.[2]

O arquiteto Ruy Jervis Athouguia[3], em 1959, elaborou o projeto para o Liceu masculino de Alvalade, estabelecimento construído em terrenos localizados no Bairro de Alvalade, junto à Avenida do Brasil, dotando-se este bairro com um equipamento capaz de responder ao crescimento da população escolar, então em expansão. A conclusão da dita obra foi em 1963, dois anos após, em 1965, o referido liceu recebe por patrono o Padre António Vieira.

Em 1975, após a alteração ocorrida no sistema político português em 25 de Abril de 1974, o antigo Liceu passa a Escola Secundária, sendo de frequência mista. Em 2003 a Escola Secundária da Cidade Universitária e a Escola Secundária Padre António Oliveira são fundidas, iniciando-se um movimento de recuperação tanto da imagem da escola como das suas instalações.

 

     2. Escola Básica 2,3 Almirante Gago Coutinho

A Escola Básica 2,3 Almirante Gago Coutinho é uma escola do Agrupamento de Escolas de Alvalade. Situada em pleno bairro de Alvalade, numa sossegada zona de vivendas, a Escola Básica 2,3 Almirante Gago Coutinho tem turmas de 2º e 3º ciclo, entre o 5º e o 9 ano.


          3. Escola Básica de S. João de Brito

A Escola Básica de S. João de Brito tem duas salas com grupos de crianças em educação pré-escolar e várias turmas de 1º ciclo, entre o 1º e o 4º ano. Esta escola, recentemente requalificada, é constituída por um grande edifício com salas de aula e um pequeno, onde se situa o refeitório. Está rodeada por jardim e possui um amplo recreio com campos de jogos, um parque infantil, uma zona de pequenas mesas e uma mini horta.  

 

4. Escola Básica Teixeira de Pascoais

A Escola Básica Teixeira de Pascoais possui uma secção de educação pré-escolar, com três grupos de crianças, e várias turmas de 1º ciclo, entre o 1º e o 4º ano. A escola foi projetada pelo arquiteto Ruy Athougia e inaugurada em 1961. Em 2016/2017 foi intervencionada com obras de requalificação.


P.M.

 

BIBLIOGRAFIA:

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALVALADE (2014). Avaliação externa das escolas: relatório de escola [em linha]. Lisboa: AEA. Disponível: https://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/17482

 

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALVALADE (2010). Avaliação Externa das Escolas: relatório de escola [em linha]. Lisboa: AEA. Disponível:  https://silo.tips/download/agrupamento-de-escolas-de-alvalade-lisboa

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALVALADE (2018). Escolas [em linha]. Lisboa: AEA. Disponível:  http://aealvalade.edu.pt/index.php/83-geral?start=915

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALVALADE (2018). Regulamento Interno 2018, 2022 [em linha]. Lisboa: AEA. Disponível:  http://aealvalade.edu.pt/images//docs/orient/ri_2018_2022.pdf

 

DIREÇÃO-GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL MINISTÉRIO DA CULTURA (2007). Liceu Padre António Vieira, Escola Secundária Padre António Vieira [em linha]. Forte de Sacavém: Sistema de Informação para o Património Arquitetónico [Consult. 13 de out. de 2020]. Disponível: http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25591

 

PARQUE ESCOLAR (s.d.). Escola Secundária Padre António Vieira [em linha]. Lisboa: Parque Escolar EPE [Consult. 13 de out. de 2020]. Disponível: https://www.parque-escolar.pt/pt/escola/096

 



[1] Entre 2009 e 2011 a Escola Secundária padre António Vieira foi intervencionada pela Parque Escolar, o projeto de requalificação foi assinado pela arquiteta de Teresa Nunes da Ponte.

[2] Movimento moderno ou arquitetura moderna é uma designação genérica para o conjunto de movimentos e escolas arquitetónicas que vieram a caracterizar a arquitetura produzida durante grande parte do século XX, inserida no contexto artístico e cultural do modernismo. O termo modernismo é, no entanto, uma referência genérica que não traduz diferenças importantes entre arquitetos de uma mesma época. Não há um ideário moderno único. Suas características podem ser encontradas em origens diversas como a Bauhaus na Alemanha, em Le Corbusier na França, em Frank Lloyd Wright nos Estados Unidos ou nos construtivistas russos, alguns ligados à escola Vuthemas, entre muitos outros. Estas fontes tão diversas encontraram no Congresso Internacional de Arquitetura Moderna um instrumento de convergência, produzindo um ideário de aparência homogênea resultando no estabelecimento de alguns pontos comuns.

[3] Frequentou o Colégio Militar entre 1927 e 1936. Formado pela Escola de Belas Artes do Porto. Estagiou no ateliê de Filipe Nobre de Figueiredo. Do seu trabalho em Lisboa, destacam-se o "Bairro das Estacas", projetado em parceria com Formosinho Sanchez e Maurício de Vasconcelos (1949/55), as Escolas Primárias do Bairro de São Miguel (1949/53) e Teixeira de Pascoaes (1956/61) e a Escola Secundária (antigo Liceu) Padre António Vieira (1959/64), bem como parte dos edifícios circundantes da praça de Alvalade. Projetou o Cineteatro São Pedro de Abrantes, inaugurado em 1949, e, em Cascais, realizou projetos de habitação durante a década de 50, bem com a Torre do Infante.  O seu trabalho mais importante é o Edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que projetou em parceria com os arquitetos Pedro Cid e Alberto Pessoa (1959/69).  A 31 de Outubro de 1969 foi feito Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

 


2020/10/19

Alguns dos melhores museus... em Viana do Castelo


A riqueza inigualável da etnografia vianesa, que faz da cidade a capital do folclore português, a originalidade e funcionalidade do seu artesanato, com especial relevo para a louça e os bordados, a assídua e qualificada animação cultural, são outros atributos que fazem de Viana do Castelo uma cidade extremamente atrativa para todas as vertentes de Turismo.

Este navio foi construído nos estaleiros navais de Viana do Castelo, tendo iniciado a sua atividade em 1955, como hospital. Acompanhou durante anos a frota bacalhoeira portuguesa na Terra Nova e Gronelândia. Em 1998, a Fundação Gil Eanes, resgatou este barco que estava abandonado nas docas de Lisboa. Tornou-se, assim, um espaço museológico e cultural representativo da cidade.

O Museu Municipal, também designado por Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo encontra-se instalado num palacete do século XVII. O grande destaque da coleção são as faianças portuguesas do século XVII, a chamada “Louça Azul” e os azulejos. Para além disso tem um acervo de pintura dos séculos XVI a XIX e mobiliário indo-português do século XVIII.

Criado em 1997, a sua missão é estudar e divulgar o traje à vianesa: um traje rural, feminino e popular, usado nas aldeias de Viana do Castelo de meados do século XIX a meados do século XX. A coleção deste museu é constituída por trajes populares rurais que denotam a originalidade e a criatividade da cultura da região. Possui ainda objetos relacionados com a confeção dos trajes e alfaias agrícolas.

A casa dos Nichos é um edifício do século XV, assim designada por ter na sua fachada duas esculturas em alto relevo, que representam a Anunciação. A sua coleção inclui espólio arqueológico que se inicia no período pré-histórico e vai até à Idade Média, demonstrando a evolução histórica em Viana do Castelo.

A Fábrica, situada em Darque, iniciou a sua produção em 1775, tendo encerrado em 1855. Apenas em 1947, com a fundação da Empresa de Cerâmica Regional Vianense ou Fábrica da Meadela é que a faiança retomou o seu dinamismo. Distingue-se pelo facto de ser totalmente pintada à mão e cozida a 1400 graus. Inclui louça utilitária e decorativa, com motivos religiosos, florais e brasões.

Este original espaço, situa-se na antiga “Hospedaria Militar”, onde se encontrava o quartel dos bombeiros. O responsável pela criação do museu foi Manuel Valdés Sobral, bombeiro voluntário em Valença desde 1944, membro da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Valença (1950 a 1964) e Presidente dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo (1978 – 1981). Dedicou a sua vida a recolher espólio relacionado com a causa dos bombeiros, reunindo mais de 4000 peças evocativas da vida dos bombeiros, que incluem desde capacetes até bombas manuais que datam de 1787.

MJS

2020/10/15

Peça do mês de outubro /2020


Escultura
Escultura executada por aluno da Escola Secundária Artística António Arroio. Trata-se de uma representação, com algum realismo, da figura de uma raposa, pintada em tons de verde, apoiada sobre os quatro membros numa posição de observação. O revestimento é vidrado.
Na base apenas se identifica o nome do autor, sem qualquer tipo de datação. A peça mede cerca de 22 cm de altura por 24, 5 cm de comprimento.
Esta instituição teve origem na Escola de Arte Aplicada de Lisboa, fundada em 1919, dedicada ao ensino de artes industriais. O seu patrono António José Arroyo (1856-1934) foi engenheiro e autor de obras sobre literatura, música e artes plásticas. Atualmente a escola continua a promover atividades culturais, sendo um espaço onde os alunos desenvolvem a sua capacidade criativa.
A peça está inventariada com o número ME/404172/120 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Artística António Arroio.

MJS


2020/10/12

Escola Industrial do Porto - Instituto Superior de Engenharia do Porto

 Em 1852 é fundada a Escola Industrial do Porto, mais tarde designada por Instituto Industrial e Comercial do Porto:

 

“Foi Fontes Pereira de Melo, ministro das Obras Públicas, do Comércio e da Indústria, quem lançou o primeiro sistema público de ensino industrial, assente na ideia de educação para o desenvolvimento, onde a nossa matriz, a Escola Industrial do Porto foi uma das duas primeiras, em confronto com a Academia Politécnica, cuja referência era o modelo elitista, academista e retórico da Universidade de Coimbra.” (Politécnico do Porto, s.d.).

 


Em 1918 o Instituto Industrial e o Instituto Comercial separam-se formalmente. As designações, tal como as conhecemos atualmente, só acontecem passado 60 anos. Em 1968 são inauguração as instalações na Rua de S. Tomé.
Maio de 68 nas ruas de Paris.

Com a Revolução Abril, o Instituto Industrial do Porto altera a designação para Instituto Superior de Engenharia do Porto integrando o ensino universitário, e em 1976 o mesmo acontece com o Instituto Comercial: altera a designação para Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto e integra o ensino universitário.[1]


“A 31 de dezembro de 1974 o Instituto Industrial do Porto converteu-se em Instituto Superior de Engenharia através do Decreto-Lei n.º 830, entrando imediatamente em vigor esta nova legislação, alteração que vigora desde essa data até à atualidade. Nesse mesmo decreto, determina-se que os Institutos Superiores de Engenharia conferem os graus de bacharelato, licenciatura e doutoramento. Aos alunos diplomados bacharéis e licenciados em Engenharia é atribuído o título de engenheiro técnico e de engenheiro.” (Correia, 2020:84)

Com o verificamos, em 1974, através do Decreto-lei 830/74 de 31 de dezembro converteram-se os Institutos Industriais em Institutos Superiores de Engenharia. No preâmbulo deste Decreto-lei reconhece-se que os Institutos Industriais são escolas com um longo passado que formaram gerações de profissionais que, indiscutivelmente, deram um fundamental contributo para o desenvolvimento da indústria portuguesa.


É, pois, no âmbito deste reconhecimento que os Institutos são inseridos na estrutura do ensino superior, como Escolas independentes dotadas de personalidade jurídica e autonomia administrativa, convertendo-se o Instituto Industrial do Porto no atual Instituto Superior de Engenharia do Porto, habilitado à concessão, entre outros, dos graus de bacharel e de licenciado em engenharia, a que correspondem os títulos profissionais de engenheiro técnico e engenheiro.


Em 1985 é fundado o Instituto Politécnico do Porto integrando inicialmente as recém-criadas Escola Superior de Educação e a Escola Superior de Música. Esta última ganhou, em 1994, a designação Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo com o objetivo de integrar outras formas de arte além da música.

Em 1989 o Instituto Superior de Engenharia do Porto é integrado no subsistema de Ensino Superior Politécnico, passando o seu modelo de formação a integrar dois cursos distintos: o bacharelato, com a duração de três anos, e os Cursos de Estudos Superiores Especializados, com a duração de dois anos e acesso por concurso documental, que, em conjunto com um bacharelato com ele coerente, conferia o diploma de licenciatura.

Em 1998, no âmbito de uma nova reforma do ensino superior politécnico, o ISEP passa a ministrar as atuais licenciaturas bietápicas, caracterizadas pela sua estruturação em dois ciclos - o bacharelato com a duração de três anos - o que possibilita a inserção no mercado de trabalho, seguido de um segundo ciclo de dois anos - frequentado essencialmente em regime pós-laboral - para a obtenção da licenciatura.

 Dois anos depois, em 1990 é o ano da criação da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão em dois pólos, Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Só em 2001 se dá a junção desta Escola num único e novo pólo, na fronteira entre os concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim. Em 1999 dá-se a criação da Escola Superior de Tecnologia e Gestão e em 2004 a integração da Escola Superior de Saúde.


Em 2006, por força da adesão de Portugal à Declaração de Bolonha, o ISEP disponibilizará um novo Plano de Estudos, constituído por licenciaturas e mestrados nas diversas áreas da Engenharia, assim iniciando um novo ciclo da sua já longa história.

Em 2016, como consequência do reposicionamento estratégico da instituição, a ESEIG é extinta e o Campus 2 passa a albergar a Escola Superior de Media Artes e Design e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo. São oito Escolas distribuídas por três campi, onde diariamente estudam, investigam, ensinam e inovam milhares de pessoas.

 

BIBLIOGRAFIA:

 

CORREIA, Andrez, Bárbara (2020). De oralidade a memórias preservadas. Técnicas e estratégias digitais de curadoria para a criação de um projeto: Museu Escolar Oliveira Lopes [em linha]: Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Dissertação realizada no âmbito do Mestrado em Museologia [Consult. 15 de setembro de 2020]. Disponível: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/74087

 

INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DO PORTO (2018). Meio século nas atuais instalações [em linha]. Porto: ISEP [Consult. 15 de setembro de 2020]. Disponível: https://www.isep.ipp.pt/new/viewnew/5747

 

INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DO PORTO (s.d.). O ISEP e o mundo [em linha]. Porto: P. Porto [Consult. 15 de setembro de 2020]. Disponível: https://www.isep.ipp.pt/ISEP/IsepWorld

 

 POLITÉCNICO DO PORTO (s.d.). História [em linha]. Porto: P.Porto [Consult. 15 de setembro de 2020]. Disponível: https://www.ipp.pt/apresentacao/historia

 

POLITÉCNICO DO PORTO (s.d.ª). A história do Instituto Industrial e Comercial do Porto no Palácio da Bolsa [em linha]. Porto: P.Porto [Consult. 15 de setembro de 2020]. Disponível: https://www.ipp.pt/noticias/uma-breve-historia-do-isep-e-iscap-no-palacio-da-bolsa

 

 

 



[1] Em 1864, sob a égide do Ministro Conselheiro João Chrysostomo de Abreu e Sousa, efetua-se uma ampla reforma e expansão do ensino industrial. O ensino superior industrial é, então, dividido em duas partes: a primeira, incluía formação geral comum a todas as artes, ofícios e profissões industriais, integrando duas componentes: o ensino teórico, ministrado na Escola, e o ensino prático, ministrado nas oficinas do Estado ou, sob acordo, em fábricas particulares; a segunda incluía o ensino especializado de certas artes e ofícios, e também de diversos serviços públicos tais como obras públicas, minas e telégrafos.

2020/10/08

Exposição virtual : "Blanco y Negro: Revista Ilustrada"


Blanco y Negro foi uma revista ilustrada de arte e literatura, fundada em Madrid em 1891 por Torcuato Luca de Tena (1861–1929). O título escolhido pretende afirmar o afastamento de qualquer tipo de partidarismo, baseando-se no contraste que vigorava na vida quotidiana de todos os espanhóis: o riso e o choro; o sério e o divertido; o formal e a caricatura….

Teve várias etapas de publicação: entre 1891 e 1936 foi publicada semanalmente, sendo a sua sede no Edifício ABC. A grande novidade desta publicação foram as ilustrações inovadoras e a utilização do papel couché, bem como os artigos prestigiantes e as várias colaborações literárias. A 12 de maio de 1912 publica a primeira fotografia a cores da história da imprensa espanhola. Grandes escritores e desenhadores, de renome internacional colaboraram com a revista.

A 10 de maio de 1931, o governo suspendeu a publicação, acusando-a de fazer parte de uma conjura monárquica. Durante o período da Guerra Civil foram editados 21 números.

A partir de 1957, entrou numa fase semanal. Durante os anos de 1957 a 1961 publicaram-se, pela primeira vez em Espanha, As Aventuras de Tintin: Tintin Rumo à Lua (1957); Tintin na Lua (1958) Tintin no Congo (1959); A Estrela Misteriosa (1959 – 1960); Tintin no País do Ouro Negro (1960 – 1961); O Ceptro de Ottokar (1961).

Em 1988, tornou-se um suplemento do Jornal ABC, já com o nome de Blanco y Negro Cultural. Em 2000 cessou a sua publicação. Para mais informações sobre esta revista poderá aceder ao site do ABC. 

A Biblioteca da Secretaria-Geral da Educação e Ciência possui alguns exemplares desta revista, a que poderá aceder aqui.

Todas as imagens da exposição foram retiradas da internet. 


Blanco y Negro: Revista Ilustrada

10 de maio de 1891
Capa de Ángel Díaz Huertas (1866 – 1937)



Blanco y Negro: Revista Ilustrada

29 de abril de 1899
Capa de Narciso Méndez Bringa (1868-1933) e José Arija Saiz (? – 1920)



Blanco y Negro: Revista Ilustrada

6 de setembro de 1902
Capa de Lorenzo Collaut Valera (1976 – 1932)



Blanco y Negro: Revista Ilustrada

27 de maio de 1905
Capa de Joaquín Xaudaróy Echau (1972 – 1933)


Blanco y Negro: Revista Ilustrada

25 de novembro de 1928
Capa de Francisco de Cidón i Navarro (1871 – 1943)




Blanco y Negro: Revista Ilustrada

16 de junho de 1929
Capa de José Sobral de Almada Negreiros (1893-1970)


MJS e EV


2020/10/06

Agrupamento de Escolas das Laranjeiras, Lisboa

O Agrupamento de Escolas das Laranjeiras é uma unidade organizacional dotada de órgãos próprios de direção, administração e gestão, constituída por cinco estabelecimentos de ensino público: (i) Escola Secundária D. Pedro V; (ii) Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos; (iii) Escola EB1/JI António Nobre; (iv) Escola EB1/JI Laranjeiras e a (v) Escola EB1/JI Frei Luís de Sousa.

Todos os estabelecimentos que constituem o agrupamento estão situados na freguesia de São Domingos de Benfica, Lisboa. A Escola Secundária D. Pedro V agregou-se ao Agrupamento de Escolas Delfim Santos, passando a constituir a sede do atual Agrupamento de Escolas das Laranjeiras.

 

1. Escola Secundária D. Pedro V

 

A Escola Secundária D. Pedro V fica situada na Estrada das Laranjeiras na freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa. Foi inaugurada no ano letivo de 1969/1970, com uma população de 360 alunos e 60 professores, iniciando em Lisboa o modelo pedagógico de ensino misto. Dada a sua proximidade de Sete Rios e de S. Domingos de Benfica a sua área de influência foi sobretudo para os alunos desta zona da cidade.

 

A construção neste local deveu-se à doação de uma quinta ao ME e obedeceu à necessidade de dar resposta ao crescimento populacional registado nessa época.

 

A Escola foi intervencionada pelo Parque Escolar entre 2007e 2009. Estas obras alteraram a traça original da escola, mas mantiveram o funcionamento por pavilhões. Em 2012 agregou-se ao agrupamento de escolas Professor Delfim Santos, formando o A. E. Laranjeiras.

 

Dos pavilhões que compõem a escola três destinam-se a salas de aula, um à prática desportiva (pavilhão de educação física), outro a serviços (secretaria, direção do agrupamento, sala de professores, posto de socorrismo, gabinete do PESES, gabinete do SPO, vários gabinetes de trabalho, sala de coordenadores e diretores de turma, cozinha/refeitório, bar) e ainda outro, construído de raiz, onde se encontra instalada a biblioteca e centro de recursos, o Auditório Chaves Santos e a sala de estudo. No exterior, há um campo de jogos e um parque de estacionamento. A escola é dotada de boas e suficientes instalações sanitárias, o espaço exterior é amplo e os pavilhões comunicam entre si por corredores cobertos.

 

2. Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos

 


A Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos fica situada na Rua Maestro Frederico de Freitas na freguesia de S. Domingos de Benfica, em Lisboa. Foi inaugurada em 1972 e, durante nove anos, a escola esteve instalada no antigo convento de Santo António da Convalescença, na Estrada de Benfica. Em 1981, passou a ocupar o edifício atual. A escola é composta por sete pavilhões com r/c (B, F e ginásio) e 1.º andar (A, C, D, E). Quatro desses pavilhões (C, D, E e F) destinam-se a salas de aulas, gabinetes dos departamentos/grupos disciplinares e laboratórios.

O pavilhão A destina-se a serviços-PBX, coordenação da escola, gabinete médico, coordenação de educação especial, secretaria, bar/sala de professores, sala de diretores de turma/trabalho de professores, sala de informática/audiovisuais, gabinete de apoio ao aluno, biblioteca e reprografia. No pavilhão B funcionam a cozinha, o refeitório, a papelaria, a sala de assistentes operacionais e o bar/sala de alunos.

A escola tem um pavilhão para as aulas de educação física e prática desportiva e um campo de jogos. O espaço exterior é amplo, com árvores e plantas, uma estufa e parque de estacionamento. Os edifícios revelam necessidade de obras de conservação no interior e melhoramento das instalações sanitárias.

No ano letivo de 2004/2005, a escola Delfim Santos tornou-se sede do agrupamento de escolas com o mesmo nome, a que, em julho de 2012, se juntou a Escola Secundária D. Pedro V.

 

3. Escola EB1/JI António Nobre

 


A Escola EB1/JI António Nobre, anteriormente designada por escola n.º 110, situada na freguesia de S. Domingos de Benfica, fica na Rua António Nobre, facto a que se deve o seu nome. Em 1956, foram inauguradas a escola feminina e a masculina separadas uma da outra por um muro. Em 1958, Rogério Ribeiro, artista plástico português, pintou e embelezou a escola com painéis de azulejos alusivos à infância, que se podem ver na parte fronteiriça dos edifícios e no refeitório.

 

Em1974, a escola passou a ser mista. É constituída por dois edifícios, ambos com dois pisos, com um total de dezasseis salas e doze WC. Num dos edifícios funciona o jardim de infância (que ocupa duas salas, um gabinete e uma casa de banho para crianças), a componente de apoio à família, o ginásio, o refeitório e a cozinha.

 

No outro edifício, para além das salas de aulas, existe uma sala de recursos polivalente, usada pelos assistentes operacionais e professores. Neste edifício, também funciona a Unidade de Ensino Estruturado para o Autismo (UEEA).

 

O espaço exterior é amplo, constituído por dois pátios alcatroados e desnivelados. O acesso entre os pátios é feito através de uma rampa que permite a circulação de cadeiras de rodas. Nas traseiras de um dos edifícios, há um parque infantil com equipamento adequado a crianças de idade pré-escolar. Ainda dentro do espaço escolar existe a casa do guarda, com um jardim e horta. A escola está protegida por um gradeamento e cinco portões, dois permitem o acesso a viaturas.

 

4. Escola EB1/JI Laranjeiras

 


A Escola EB1/JI Laranjeiras, anteriormente designada por escola n.º 120, foi construída em 1974 pela Câmara Municipal de Lisboa, num local onde há muito tempo existiam laranjeiras, o que deu o nome à escola, à localidade e até à estação de metro.

 

A escola foi construída em dois blocos, com 1.º andar, ligados entre si pelo refeitório. Num dos blocos, funcionou o 1.º ciclo e no outro o jardim de infância e uma unidade de surdos. Em julho de 2009, a escola entrou em obras de ampliação e modernização de espaços, a cargo da CML.

 

Atualmente, a escola tem quatro salas de jardim de infância e quinze do 1.º ciclo, um refeitório de grandes dimensões, dois ginásios, vários gabinetes e salas de reuniões e de professores, uma biblioteca e uma sala polivalente.

 

Para a prática da educação física no exterior a escola tem campos de jogos destinados a várias modalidades desportivas.

 

O espaço exterior é grande e agradável, tem muitas árvores, canteiros e uma horta. No recreio há equipamentos diversificados para os mais pequenos. A escola tem ainda um espaço destinado às atividades de apoio à família, dinamizado pela associação de pais.

 

5. Escola EB1/JI Frei Luís de Sousa

 


A Escola EB1/JI Frei Luís de Sousa, anteriormente designada por escola n.º 49, foi construída no ano de 1961, com dois blocos isolados e dois recreios separados, de modo a integrar as antigas escola masculina e feminina. Depois do 25 de Abril de 1974, foi derrubado o muro para coexistirem os dois espaços. Enquanto instituição, a escola remonta à Primeira República, como testemunham os livros de ponto existentes no seu espólio e outros materiais didáticos da época.

 

No ano letivo 2004/2005, foi integrada no Agrupamento de Escolas Delfim Santos, tendo passado a designar-se EB1 Frei Luís de Sousa. A escolha deste patrono provém do facto de Frei Luís de Sousa ter passado parte da sua vida na zona que atualmente constitui a freguesia de S. Domingos de Benfica.

 

Esta escola é constituída por dois blocos (A e B) separados por um recreio e ligados por um telheiro. No bloco A, existem cinco salas de aula, um ginásio, um gabinete de apoio, um gabinete para assistentes operacionais e um refeitório. No Bloco B, existem cinco salas de aula, centro de recursos, gabinete de apoio socioeducativo, gabinete da associação de pais e arquivo.

 

O espaço exterior serve para a prática da educação física e recreio dos alunos. A escola necessita de obras de melhoramento, sendo alvo todos os anos de reparações pontuais. No ano letivo 2013/2014, começou a funcionar nas instalações da escola o jardim de infância com duas salas.

 

BIBLIOGRAFIA:

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escolas [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2019). Agrupamento de Escolas das Laranjeiras: regimento do conselho geral [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/wp-content/uploads/pdfs/conselhogeral/RCG_2018_2019.pdf

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola Básica 2,3 Professor Delfim Santos [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/basica-2-3-professor-delfim-santos/


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola EB1/JI António Nobre [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/eb1-ji-antonio-nobre/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola EB1/JI Frei Luís de Sousa [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/eb1-ji-frei-luis-de-sousa/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola EB1/JI Laranjeiras [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/escola-eb1-ji-laranjeiras/

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DAS LARANJEIRAS (2020). Escola Secundária D. Pedro V [em linha]. Lisboa: A. E. Laranjeiras [Consult. 17 de setembro de 2020]. Disponível: https://ael.edu.pt/secundaria-d-pedro-v/

2020/10/01

Alguns dos melhores museus... em Setúbal


“Setúbal contrasta entre a terra e o mar, a urbe e o natural, a tradição e a modernidade. No concelho e na capital do distrito, concentram-se importantes polos industriais e de serviços. Aqui, faz todo o sentido a imagem de marca: “Setúbal, é um mundo”.

O museu está instalado na antiga fábrica integrada numa área ligada à indústria conserveira e aos seus trabalhadores. A sua origem deve-se à recolha etnográfica feita por alunos do Serviço Cívico Estudantil, em 1975, sob a supervisão de Michel Giacometti (1929 – 1990), importante etnólogo português. Aqui reúne-se espólio relacionado com a indústria e os ofícios urbanos ao nível do comércio, serviços e fábricas de conserva do concelho de Setúbal. Tem ainda uma coleção de alfaias agrícolas e objetos relacionados com ofícios tradicionais.

Localizado no Convento de Jesus de Setúbal, este museu abriu ao público em 1961. A sua coleção integra pintura, arqueologia, numismática, arte sacra, ourivesaria e azulejaria, entre outros.



Nesta casa nasceu Manuel Maria Barbosa du Bocage (1768-1805), um dos grandes poetas portugueses. É um edifício de dois andares onde se encontra uma exposição permanente dedicada à vida e obra do poeta. Aqui pode-se encontrar a recriação de um quarto semelhante aquele onde Bocage viveu no fim da vida. Possui ainda um centro de documentação Bocagiano e o Arquivo Fotográfico de Américo Ribeiro.

Este museu está instalado Casa do Corpo Santo, um palácio do século XVII/XVIII, sede da Confraria dos navegantes. O seu interior está decorado com painéis de azulejo da época barroca, representando o quotidiano da aristocracia. Os tetos estão pintados e datam do século XVII, a par da capela de talha dourada. Possui uma coleção de instrumentos de ciência náutica, pertencentes à coleção de Ireneu Cruz.

O Museu integra a coleção particular de Luís Cangueiro, com mais de 600 peças, desde finais do século XVIII até à primeira metade do século XX. São peças movimentadas exclusivamente por sistemas mecânicos que incluem caixas de música ou grafonolas. Pode igualmente fazer uma visita virtual a este espaço.

Inaugurado em 2014, o Museu encontra-se instalado na antiga Fábrica de Moagem José Mateus Vilhena que deixou de funcionar em 1982. Toda a maquinaria de moagem foi recuperada dando origem ao museu que conservou a memória industrial e todo o percurso de fabrico, desde o cereal até à comercialização do pão.

MJS