2018/12/12

Oficina "A Fotografia nos Arquivos"

A BAD vai promover uma oficina sobre "A Fotografia nos Arquivos", a cargo de Isabel Corda, nos dias 17, 18 e 19 de dezembro na Cordoaria Nacional. para mais informações consulte o site.

2018/12/07

Constituição de um Fundo bibliográfico - Planeamento e Política de aquisições

A constituição de um fundo documental, de pequenas ou grandes dimensões, obriga à seleção dos documentos. Por questões de espaço e, também, por razões orçamentais, não interessa adquirir documentos indiscriminadamente.

A seleção através de catálogos; imprensa periódica (impressa ou digital); obras de referência; torna-se uma tarefa obrigatória e de enorme responsabilidade. Uma seleção pertinente transformar-se-á no verdadeiro “motor” de qualquer biblioteca, se considerarmos que ela vale pelo próprio interesse que desperta na comunidade e, portanto, pelo movimento de leitura que regista. E quanto mais limitados forem os orçamentos, maior relevância assume a seleção.

A seleção, porém, não diz respeito apenas a compras. Decidir sobre esta ou aquela oferta que nos pretendem fazer, esta ou aquela permuta que nos propõem, é igualmente importante. Deixar que uma biblioteca (independentemente do seu caráter, ou dimensão), se transforme num “armazém inútil”, pode culminar numa decisão cara, ou num erro irrecuperável. Quando a seleção tem em vista a aquisição, é absolutamente necessário um controlo das compras (encomendas) em curso, para evitar encomendas em duplicado ou para permitir reclamações (em caso de atrasos, por exemplo).

após a definição de uma política de constituição e aumentos dos fundos documentais (aquisição), após a escolha de documentos e as tomadas de decisão, se poderá dar início a certos e determinados procedimentos práticos (como, p. ex., planeamento, organização e constituição de ficheiros de compras executadas, de organizações com as quais se estabelecem relações de aquisição, ou de permuta; triagem e eliminação de dados contidos nos ficheiros).
Após a receção das obras e efetuados os procedimentos adequados nos ficheiros atrás indicados, deve, sempre que possível, proceder-se à verificação das espécies; isto é, certificar- se se a obra está completa e corretamente impressa. Por vezes, encontram-se obras com paginação omitida, cadernos mal intercalados, páginas em branco, etc.
após cumpridas as tarefas de preparação do documento se deverá passar ao seu registo e carimbagem. Em seguida, deverá proceder-se à catalogação da obra; isto é, à descrição do documento (exterior e interior), identificando-o, tanto quanto possível, através de um número de dados e características exclusivos que o individualizam. Extraídos estes elementos, está construída uma entrada, que é uma unidade de informação existente num catálogo. A entrada é entendida como uma ficha e o catálogo como um ficheiro.

Um catálogo (base de dados) bibliográfico organizado sistematizado e atualizado é, não só, o suporte, mas também, o veículo que permite aceder e recuperar de forma ágil, rápida, eficaz e sem “ruído”, a informação que se procura.


JMG

2018/12/05

Mostra : O Azulejo Português no livro"

Até ao dia 28 de dezembro estará patente na Biblioteca Nacional uma mostra sobre o azulejo português integrado na arquitetura, uma das suas mais originais utilizações. O uso do azulejo e a sua contínua adaptação e transformação no tempo são objeto desta exposição.

2018/11/28

Exposição: "A Fábrica de sonhos"

"A Fábrica de Sonhos - Os primeiros 25 anos da Agência Portuguesa de Revistas (1948 - 1973)" é o tema da exposição que estará disponente na BN até ao dia 28 de dezembro. Fundada em 1948 por Mário de Aguiar e António Joaquim Dias tinha, na década de 60, mais de 50 títulos diferentes e mais de um milhão de exemplares vendidos. Nesta exposição estarão presentes alguns exemplares de grande relevância na história da Imprensa Nacional.

2018/11/20

BIBLIOTECA vs. CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO - Tratamento e difusão da informação


A instituição e organização de “Serviços Documentais” foi, a dada altura, o sistema elaborado para responder de forma sistematizada à transferência (cada vez mais volumosa) de conhecimentos; ou seja, foi reunido um conjunto de meios (pessoal, local, equipamento e documentos) para responder às necessidades de informação de uma determinada população de utilizadores.

É assim que, no sentido tradicional, podemos definir “Biblioteca” como uma coleção de livros, e outros documentos, organizada segundo certos princípios e técnicas de Biblioteconomia (disciplina que estuda e materializa as técnicas de gestão da informação), que está à disposição dos utilizadores, que a ela podem recorrer sempre que necessitarem de consultar as suas coleções.
Este conceito pode ser entendido sob dois grandes tipos: Bibliotecas Generalistas as que possuem coleções referentes a variadíssimos assuntos (Ex.: Públicas; Municipais; Nacionais, etc.); Especializadas as que se dedicam quase exclusivamente a um assunto, ou grupo de assuntos, de acordo com os objetivos da instituição que servem (Ex.: Faculdades; Instituições Científicas ou Profissionais; Departamentos Governamentais; Empresas, etc.).

Contudo, a transformação dos hábitos de utilização dos documentos operada por novos métodos científicos conduziu ao fenómeno que poderemos apelidar de “Revolução das Bibliotecas”, fazendo surgir os Serviços Documentais e de Informação.

Numa perspetiva contemporânea, foi a partir da segunda guerra mundial que a chamada Documentação tomou maior incremento correspondendo às necessidades que então surgiam com o “boom” industrial, científico e económico. Com o crescente número de publicações (livros publicados e reeditados mas, também, os muitos periódicos que surgiram) impôs-se, igualmente, a crescente necessidade de reunir, tratar e difundir a informação para que esta chegasse rapidamente ao destinatário dos investigadores, dos técnicos, dos professores, enfim, de todos quantos estivessem dedicados a qualquer ramo da Ciência, ou da Técnica.
Surgem, então, os Serviços de Documentação que centralizam toda a informação que diz respeito a uma determinada especialidade, reunindo documentos de toda a espécie, memórias ou reproduções destes documentos. Estes serviços fazem, depois, o tratamento sistematizado, retirando todas as informações pertinentes que veiculam aos utilizadores ou a organismos intermediários.
Assim sendo, qualquer que seja o ramo de atividade de um serviço de documentação, para corresponder à sua função de intermediário entre as fontes documentais e os utilizadores, terá de reunir e transformar a informação contida nos documentos de modo a que esta possa ser difundida, com a precisão requerida, junto dos utilizadores interessados.
Reunir (documentos, fontes de informação); tratar (transformar os documentos em dados) e difundir (disponibilizar bibliografias, listas de títulos, reproduções de fichas, resumos, reproduções de textos originais, traduções, etc.) advêm os objetivos máximos da Documentação.


JMG

2018/11/14

Peça do mês de novembro


Tabela das riquezas alcoólicas dos líquidos espirituosos
Trata-se de uma tabela utilizada em contexto das práticas pedagógicas de Química, fornecendo a indicação do número de litros de álcool à temperatura de 15º.
Está inventariado com o número ME/402321/476 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Nuno Álvares.
O teor alcoólico, ou riqueza alcoólica dos líquidos espirituosos, é o volume medido em dm3 de álcool etílico contido em 100 dm3 de bebida. Estes dois volumes podem ser medidos em diferentes temperaturas: 15º ou 20º.
Este teor varia consoante a bebida e a forma como é produzida: fermentação (menos alcoólica) ou destilação (mais alcoólica). Para a medicação do teor alcoólico de uma bebida deve-se proceder à sua destilação e à medida desse teor através de um alcoometro. A correção do teor alcoólico para a temperatura de 15ºC ou 20 ºC, faz-se precisamente através desta tabela de correção.

2018/11/07

Conferência: "Direitos Humanos e Controlo Externo das Forças e Serviços de Segurança do Ministério da Administração Interna"

No âmbito dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, realizar-se-à no próximo dia 14 de novembro pelas 10 horas a conferência "Direitos Humanos e Controlo Externo das Forças e Serviços de Segurança do Ministério da Administração Interna". Promovida pela Inspeção-Geral da Administração Interna e pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, a entrada é é livre, devendo proceder-se à inscrição até 9 de novembro para gabinete.dir@gai.pt. Para mais informações clique aqui.