Instrumento utilizado no Laboratório de Física para a prática
pedagógica. Consiste numa armação metálica côncava, onde se encaixa uma
esfera de vidro que tem uma lente que focaliza os raios solares. Esta armação
serve para sustentar uma tira de cartão onde é feito o registo do heliógrafo.
Está inventariado com o número ME/402310/199 e pertence ao espólio
museológico da Escola Secundária Mouzinho da Silveira.
Foi inventado por John Francis Campbell em 1853 e alterado por
George Gabriel Stokes em 1879. Campbell (1821 – 1885) era um autor de renome
e especialista em estudos Celtas, tendo criado o heliógrafo. Stokes (1819 –
1903) foi um importante físico e matemático, político e teólogo. Deixou
enormes contributos ao nível da dinâmica dos fluídos, ótica e matemática.
A esfera concentra os raios solares num ponto sobre a tira de
cartão onde é feita uma pequena queimadura. Ao longo do dia a luz solar vai
queimando o cartão em locais diferentes, originando um traço queimado, por
vezes interrompido. Assim, pode-se depreender o tempo de exposição solar
total e os períodos em que o Sol foi encoberto. Para que o papel receba os
raios solares durante todo o dia, é necessário que a esfera de vidro tenha
uma posição particular, inclinada conforme a latitude do lugar, longe de
obstáculos que lhe façam sombra e que a armação tenha o diâmetro adequado. O
heliógrafo permite a contabilização dos número de horas de brilho solar numa
determinada localidade e altura do ano, o que é de grande importância na
definição das condições atmosféricas e das alterações climatéricas.
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MJS