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2019/07/30

Peça do mês de fevereiro

Fotómetro de Bunsen
O instrumento faz parte de uma bancada de ótica com elementos intermutáveis, referenciado no catálogo «W. M. Welch Scientific Company, Chicago, U.S.A.» páginas 282 e 283. Servia para experiências nas aulas de Física. O aparelho é constituído por uma caixa em forma de tronco de prisma em madeira pintada de negro, com duas superfícies espelhadas, fazendo um ângulo aproximado de 120º entre si. Entre estas superfícies está montado um cartão negro com uma superfície circular branca no centro da qual há uma mancha de cera. Este elemento intermédio, reflete-se à esquerda e direita nas superfícies espelhadas. Tem como suporte um tubo cilíndrico em cobre.
Está inventariado com o número ME/401857/703 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Gil Vicente.
Este dispositivo, inventado por Bunsen em 1841, destina-se a medir a intensidade da luz através de parâmetros fotográficos., ou seja, converte a luz em corrente elétrica para que esta possa ser medida de acordo com a velocidade de obturação ou com a abertura do diafragma. O fotómetro, em suma, mede a intensidade da luz no ambiente, para aumentar a qualidade das fotografias.



MJS

2019/07/18

Peça do mês de novembro

Equilibrista
O equilibrista é um instrumento científico que consta de um boneco, neste caso vestido como um equilibrista de circo, equilibrando-se nas suas mãos sobre um suporte. Ao nível da cintura encontra-se uma vara dobrada em U invertido, nas extremidades da qual existem duas pesadas esferas metálicas, cuja função é fazer baixar o centro de gravidade do conjunto, abaixo do ponto de apoio. Trata-se de um conjunto clássico que, desde finais do séc. XVII, era comum encontrar-se em Gabinetes de Física. Está inventariado com o número ME/402436/1468 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Passos Manuel.
É um dispositivo com grande valor artístico e histórico, sendo muitas vezes utilizado com uma função decorativa e não só didática. Apoiado sobre um pequeno disco com um espigão, no topo do qual se encontra o equilibrista, este move os braços e as pernas. Desta forma, consegue equilibrar-se nas mais diversas posições, constituindo um verdadeiro desafio às leis da gravidade.
Estes brinquedos didáticos de conceção simples permitem fazer a demonstração de verdades conhecidas, ou seja, a importância da posição do centro de gravidade de um corpo face à sua base de sustentação em equilíbrio estável.




MJS

2016/07/12

Peça do mês de julho

Obelisco
Maqueta de um obelisco executada em metal. É composto por uma sucessão de formas paralelepipédicas e tronco piramidais sobrepostas, com alturas diferentes, encimadas por uma esfera rematada superiormente por um elemento em forma de V. Numa face do terceiro elemento paralelepipédico encontra se o escudo com as cinco quinas. A maqueta do obelisco está apoiada numa base de madeira. Fixa à face superior desta, uma chapa de latão com o número "1991" gravado.
Está inventariado com o número ME/400270/661e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Jácome Ratton.
O obelisco é um monumento comemorativo, mais típico da arquitetura do Antigo Egipto, constituído por um pilar de pedra de forma quadrangular afunilado no topo. Geralmente tinha inscrições nos seus quatro lados. Este tipo de escultura foi difundido por todo o mundo e são vários os monumentos que atualmente apresentam esta forma.



MJS

2016/05/25

Peça do mês de maio

Mesa de Altar
Altar envernizado, constituído por base paralelepipédica simples. Nos topos, em posição recuada, duas peças paralelepipédicas servem de plinto a dois pares de colunas geminadas, compostas, cada uma delas, por três colunas cilíndricas. Segue-se a mesa de altar constituída por plataforma paralelepipédica, com o mesmo comprimento e largura da base. Ao centro, possui cavidade quadrangular, com pedra de ara.
Está inventariada com o número ME/400348/55 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho.
O altar é uma plataforma alta, semelhante a uma mesa, cuja origem remonta à Última Ceia. Durante a missa, é o centro da celebração, o local onde se colocam o pão e o vinho que se tornarão Corpo e Sangue de Cristo, ou seja é nele que se celebra a Eucaristia.
A mesa de altar pode ser feita em diversos materiais (pedra, madeira ou outro tipo de material sólido) e ter diferentes tamanhos, estando geralmente coberta com uma toalha branca.



MJS

2016/04/13

Peça do mês de abril

Luneta de Galileu
Modelo de luneta de Galileu, a 1/8 do tamanho natural. É constituída por um suporte formado por pé vertical e base redonda, a que se liga uma régua horizontal com indicação do trajeto do raio luminoso e onde deveriam estar dois suportes cilíndricos de latão, com duas lentes com o mesmo eixo vertical, inseridas: a objetiva (convergente) e uma ocular (divergente).
Está inventariada com o número ME/400348/142 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho.
Galileu Galilei (1564 – 1642) não foi o criador da luneta, mas melhorou os projetos já conhecidos, nomeadamente o de Hans Lippershey (1570 – 1619) que registou esta invenção em 1608. Não era projeto novo, uma vez que na Grécia Antiga já eram conhecidas as propriedades do vidro para aumentar as imagens.
Em 1609 Galileu melhorou o objeto em questão, permitindo uma ampliação até 30 vezes, utilizando a luneta de forma científica e fazendo importantes descobertas astronómicas.
Este objeto constitui a base da luneta de Galileu formada por uma lente convergente (geralmente biconvexa) que funcionava como a objetiva e por uma lente divergente (côncava) que servia de ocular. Através desta lente ocular os raios convergentes que provinham do objeto eram intercetados e transformados em raios paralelos, permitindo a formação de uma imagem virtual ampliada e reta.



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2016/03/16

Peça do mês de março

Lâmpada de arco voltaico
Trata-se de um dispositivo instalado numa caixa metálica com possibilidade de ser colocado em posição vertical ou horizontal por recurso a uma haste de um estativo. Funciona com 70 V no máximo, tendo para o efeito uma resistência própria, exterior ao aparelho e independente dele, não podendo estar ligado diretamente a redes de 125 ou 220 V. A porta lateral interrompe o circuito quando se abre. Vem acompanhado pela referida resistência em série para corrente alternativa de 220 V, que possui 26,7 e 6 A, constituída por uma caixa com paredes de rede, pintada de preto, com 33 cm de comprimento, 12 cm de largura e 17 de altura, e com quatro pés com orifícios para se poder fixar numa mesa.
Tem igualmente anexos vários lápis de carvão (grafites), de 16 cm de comprimento e 6 mm de diâmetro, ou 19 cm de comprimento e 5 mm de diâmetro.
Está inventariada com o número ME/402631/692 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária D. Leonor.
A lâmpada de arco voltaico, precursora das modernas lâmpadas, foi inventada no início do século XIX, por H. Davy. Este demonstrou que num circuito elétrico, alimentado por uma potente bateria (com dois bastões de carbono nas extremidades) em contacto mecânico inicial, e após o encerramento do arco, a passagem da corrente elétrica gerava um arco voltaico com alta luminosidade. Este tipo de lâmpada foi utilizado na iluminação pública e em projetores cinematográficos, como é o caso deste exemplar.



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2016/01/20

Peça do mês de janeiro

Heliógrafo de Campbell-Stokes
Instrumento utilizado no Laboratório de Física para a prática pedagógica. Consiste numa armação metálica côncava, onde se encaixa uma esfera de vidro que tem uma lente que focaliza os raios solares. Esta armação serve para sustentar uma tira de cartão onde é feito o registo do heliógrafo. Está inventariado com o número ME/402310/199 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Mouzinho da Silveira.
Foi inventado por John Francis Campbell em 1853 e alterado por George Gabriel Stokes em 1879. Campbell (1821 – 1885) era um autor de renome e especialista em estudos Celtas, tendo criado o heliógrafo. Stokes (1819 – 1903) foi um importante físico e matemático, político e teólogo. Deixou enormes contributos ao nível da dinâmica dos fluídos, ótica e matemática.
A esfera concentra os raios solares num ponto sobre a tira de cartão onde é feita uma pequena queimadura. Ao longo do dia a luz solar vai queimando o cartão em locais diferentes, originando um traço queimado, por vezes interrompido. Assim, pode-se depreender o tempo de exposição solar total e os períodos em que o Sol foi encoberto. Para que o papel receba os raios solares durante todo o dia, é necessário que a esfera de vidro tenha uma posição particular, inclinada conforme a latitude do lugar, longe de obstáculos que lhe façam sombra e que a armação tenha o diâmetro adequado. O heliógrafo permite a contabilização dos número de horas de brilho solar numa determinada localidade e altura do ano, o que é de grande importância na definição das condições atmosféricas e das alterações climatéricas.



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2015/12/16

Peça do mês de dezembro

Turbina hidráulica
Modelo de central hidráulica ou turbina hidráulica, instrumento utilizado nas aulas ministradas no Laboratório de Física.
Está inventariada com o número ME/401250/150 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária D. Dinis.
Os modelos tridimensionais permitem uma visualização mais completa do funcionamento de vários tipos de instrumentos. Neste caso, a turbina vai transformar a energia hidráulica em energia mecânica. Como tal, encontra-se acoplada a uma campainha para a demonstração em contexto de sala de aula.
Os primeiros exemplos de turbinas datam da época romana e eram utilizadas em moinhos. A partir do século XIX, o seu uso restringe-se quase exclusivamente para acionar ferradores elétricos.
O seu princípio de funcionamento é o seguinte: a água entra a partir de um canal mais elevado e é conduzida a um conjunto de lâminas curvas. Aqui a energia da água é transferida para um rotor. Depois, a água que sai é conduzida por um tubo até a um reservatório inferior. A velocidade do fluxo da água gera determinada potência que é convertida em energia mecânica.




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2015/09/14

Peça do mês de setembro

Fantascópio (acessório)
Disco em cartão, com várias posições de bailarina para ilustrar a persistência das imagens sobre a retina. O disco era inserido num fantascópio ou phenokisticopio (objeto composto de um disco metálico maior do que o de cartão, disposto paralelamente a este e rodando sobre um eixo horizontal em suporte vertical com pega). Imprimindo um movimento de rotação ao aparelho e observando o cartão através das aberturas equidistantes do contorno do disco maior, tem-se a sensação de que são executados os movimentos correspondentes às diversas atitudes representadas pelas bailarinas. Está inventariada com o número ME/400348/126 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho.
A difusão da lanterna mágica por toda a Europa, motivou o aparecimento de um novo espetáculo denominado “Fantasmagoria” que fez sucesso devido aos seus efeitos acústicos e luminosos. Criando a ilusão da animação com desenhos sequencialmente dispostos, o fantascópio foi inventado por Robertson (Étienne-Gaspard Robert), um físico belga, em 1883. Combinado com a lanterna mágica, mas montado num suporte móvel, permitia obter efeitos especiais nunca vistos.


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2015/08/19

Peça do mês

Caderno escolar
Caderno escolar de História que inclui os sumários, desenhos, mapas, recortes e um pequeno dicionário de vocabulário histórico no final. Pertenceu a um aluno da Escola Comercial D. Maria I.
Está inventariada com o número ME/ESDMF/115 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária David Mourão-Ferreira, à guarda da Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência.
A importância da existência do caderno escolar deve-se ao fato deste se tornar o espaço de escrita por excelência, onde o aluno realiza a sua aprendizagem.
Ao aluno cabe, portanto, a ordenação deste espaço com os meios que encontra ao seu dispor: esquemas, figuras, imagens, desenhos, gráficos, recortes de jornal.
Neste caso trata-se de um dossier, que permite a acumulação progressiva do material de estudo.










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2015/06/17

Peça do mês de junho

Ave-do-paraíso
Espécime taxidermizado que servia para o estudo das aves nas aulas de Ciências Naturais. Este exemplar encontra-se colocado sobre uma base de madeira redonda, da qual se eleva um poleiro, onde a ave está assente. A ave-do-paraíso é uma designação que engloba 14 géneros e cerca de 43 espécies diferentes.
O grupo é típico da Australásia e está presente nas regiões tropicais do Norte da Austrália, Nova Guiné, Indonésia e Ilhas Molucas. As aves-do-paraíso habitam principalmente zonas de floresta tropical.
Tem como característica mais marcante a plumagem exuberante dos machos da maioria das espécies, utilizada como ornamento nos rituais de acasalamento. São aves de pequeno a médio porte, medindo entre 15 a 120 cm de comprimento, incluindo a cauda. O grupo é notório por dimorfismo sexual extremo. O bico é curto e forte e adaptado a uma alimentação omnívora, baseada em frutos, folhas e animais como anfíbios, insetos e outros invertebrados. Devido à sua plumagem, bastante cobiçada, é uma ave em vias de extinção. Classificação Científica - Reino: Animalia; Filo: Chordata; Classe: Aves; Ordem: Passeriformes; Família: Corvidae; Subfamília: Corvinae.
Está inventariada com o número ME/402436/1600 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Passos Manuel.



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2015/05/13

Peça do mês de maio

Anel de Curso
Anel de curso em ouro, com pedra azul clara, facetada, representativo do curso de Ciências. No interior apresenta a seguinte inscrição: "Seomara Primo 29-10-42". A peça encontra-se em estojo revestido a percalina azul-escuro e metal amarelo, apresentando o interior almofada de veludo azul-escuro, debruado a seda branco-pérola e tampa forrada com cetim da mesma cor e com o carimbo da ourivesaria.
Está inventariado com o número ME/400348/103 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho.
Alguns tipos de anéis são representativos de situações, estados ou rituais de passagem. O anel de curso tem algumas caraterísticas bem definidas, como é o caso de diferentes símbolos na zona lateral e da pedra central, cuja cor é definida pelo curso em questão.
A origem desta tradição não é clara, mas aponta-se para um grupo de alunos de West Point, uma academia militar nos Estados Unidos da América, que em 1835 conceberam este tipo de acessório como uma ritual de passagem, permitindo identificar a sua passagem pela referida academia, a turma e o ano.
Este anel de curso, parece ter pertencido a Seomara da Costa Primo (1895 - 1986) que concluiu o Curso de Ciências Histórico-Naturais em 1919 na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Posteriormente, em 1942 defendeu a Tese de Doutoramento, tendo sido a primeira mulher a doutorar-se em Ciências, o que lhe valeu a divulgação do ocorrido na Imprensa quotidiana bem como o acesso à cátedra de Botânica na Faculdade de Ciências de Lisboa em 1943.



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2015/04/15

Peça do mês de abril

Cunha de Frick
Instrumento científico utilizado para estudo e observação das propriedades da cunha nas aulas de Física. É uma variante do plano inclinado, inventada por Frick.
Está inventariada com o número ME/402436/1455 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Passos Manuel.
O plano inclinado é uma máquina simples, formada por superfícies planas e rígidas que se encontram inclinadas em relação à horizontal. Permitem a multiplicação da força, facilitando tarefas, como é o caso das rampas, utilizadas para o transporte de cargas de um local mais baixo para outro mais elevado.
A cunha é uma peça prismática com base triangular isósceles, elaborada em diferentes tipos de materiais. Na verdade, podemos mesmo considerar que a cunha é formada por dois planos inclinados unidos pela base. A sua aplicação ao plano inclinado resultou na chamada “Cunha de Frick”.
É formada por dois planos opostos que formam um ângulo muito agudo e por uma peça cortante. A parte alargada da cunha é a base e é nesta que se aplica a força. Serve para cortar vários materiais, como a madeira e permite diminuir o esforço humano realizando um trabalho que exige ao utilizador um menor consumo de energia. Este modelo inclui um conjunto de 6 cunhas de tamanhos variáveis.


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2015/03/18

Peça do mês de março

Ferro de engomar
Ferro de passar roupa feito em metal, aquecido a brasa e com um depósito esférico para o vapor na ponta extrema. A tampa tem com uma pega em plástico, fixa ao bojo através de um eixo que permite a abertura do local onde as brasas se encontram. No bojo são colocadas as brasas para o aquecimento do ferro que apresenta vários orifícios pequenos na lateral para facilitar a combustão do carvão.
Está inventariado com o número ME/400993/38 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Dr. Bernardino Machado.
O ferro de engomar foi e é utilizado com a mesma função: passar tecidos, alisando-os através do aquecimento. Este instrumento, com o formato aproximado ao atual, foi referenciado cerca do século XVII. No entanto, só no século XIX houve uma verdadeira difusão do equipamento, em metal e com um depósito para o carvão aquecido.
Em 1882 foi registada a patente do ferro elétrico por Henry W. Seely e em 1926, do ferro a vapor. O uso comercial do ferro elétrico não foi possível de imediato uma vez que não existia uma rede estável de fornecimento de energia elétrica à população. Em 1924 juntou-se um termóstato regulável para a temperatura e na década de 50 o mercado foi inundado com várias marcas e modelos de ferros de engomar.



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2014/12/17

Peça do mês de dezembro

Jogo didático
Jogo didático denominado "Jogo da Pesca". Trata-se de uma caixa que contém peixes de papel numerados, com um anzol, canas de pesca de madeira e uma estrutura em cartão. O objetivo é apanhar os peixes com a cana de pesca, desenvolvendo capacidades de motricidade. Está inventariado com o número ME/IAACF/190 e pertence ao espólio museológico do Instituto António Aurélio da Costa Ferreira.
A palavra jogo é de origem latina e significa brinquedo/ passatempo sujeito a regras específicas. Os jogos didáticos/ educativos, para além da óbvia função lúdica, estimulam a aprendizagem. Interagindo com os participantes, o jogo pretende a resolução de problemas, desenvolvendo o raciocínio, a lógica e as capacidades cognitivas. Mobilizando esquemas mentais, favorecem não só o desenvolvimento cognitivo, mas também o social ou mesmo as capacidades motoras.
Este brinquedo foi fabricado pela conhecida empresa portuguesa com sede no Porto, a Majora – Mário J. Oliveira e Irmão. Fundada em 1939, concebeu cerca de 300 brinquedos e jogos infantis e juvenis e produziu mais de 1 milhão de brinquedos por ano. Foi encerrada em 2013.




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2014/10/15

Peça do mês de outubro


Efusiómetro de Bunsen
Instrumento utilizado nas aulas de Física. Trata-se de um tubo de vidro ligado por um tubo de borracha a uma ampola esférica instalada num suporte de ferro. O tubo de vidro tem torneira superior e, dentro dele, um flutuador em forma de ampulheta. Pertencem-lhe 3 tubos de vidro com orifício fino para efusão dos gases, que se encontram numa caixa de plástico. Todo o dispositivo assenta numa base metálica. Está inventariado com o número ME/401778/134 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Fonseca Benevides.
Robert Wilhelm Bunsen (1811 – 1899) foi um cientista alemão. Nasceu numa família de académicos e estudou química na Universidade de Gottingen. Professor em diversas universidades, desenvolveu várias investigações experimentais sobretudo na área da análise de elementos químicos.
Vários foram os aparelhos inventados por Bunsen, nomeadamente o chamado “bico de Bunsen” que se destinava ao aquecimento de substâncias por combustão de gás, desenvolvido a partir de um dispositivo de Michael Faraday: estava aberto o caminho da espetroscopia química. Foi então possível observar as linhas de emissão espectral do rubídio e do césio, elementos descobertos pelo cientista em parceria com Gustav Kirchhoff.
Este investigador deu o seu nome a outros instrumentos, tal como o referenciado Efusiómetro de Bunsen, um aparelho que permite determinar a densidade de um gás através da medição da sua velocidade de escoamento através de um orifício. O fotómetro de Bunsen também foi inventado por ele e permitia comparar intensidades luminosas.
Bunsen foi mentor de várias figuras de destaque na área das ciências como é o caso de Dmitri Mendeleev, Adolf von Baeyer, Fritz Haber e Philipp Lenard.

2014/09/17

Peça do mês de setembro

Divisão celular
Conjunto de sete modelos de divisão celular para exemplificação nas aulas de Ciências Naturais. São constituídos por uma base redonda de madeira, do centro da qual se eleva uma haste, no topo do qual se inserem os corpos de gesso moldado. Representam a segmentação e gastrulação de um cordado, provavelmente de um anfioxo através de pequenos modelos de um ovo, de blástulas em diferentes etapas do desenvolvimento e de uma gástrula, de cor castanha amarelada. Está inventariado com o número ME/401109/129 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Camões.
O uso de modelos para o ensino da divisão celular permite facilitar a apreensão de conceitos abstratos para os alunos, para que estes, através da visualização, possam compreender o processo, expondo as suas dúvidas de forma concreta. Para além disso, os modelos permitem melhorar a qualidade da comunicação no processo de ensino-aprendizagem.
A divisão celular nos seres vivos é o processo através do qual uma célula se divide em duas (mitose) e em quatro (meiose), contendo em si toda a informação genética de uma espécie.
Através da mitose a “célula-mãe” distribui igualmente os cromossomas e os constituintes citoplasmáticos por duas “células-filha”. Este processo inclui várias fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase. A meiose ocorre quando a “célula-mãe” dá origem a quatro “células-filha” incluindo as fases já referidas.
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