2024/11/14

Peça do mês de novembro/2024

 

(Imagem de um modelo de protonema retirada do Museu Virtual da Educação)



Protonema

 

Modelo de anatomia vegetal em estafe (material de construção obtido por moldagem de gesso cozido sobre fibra de cânhamo ou sisal), colorido, representando o protonema filamentoso verde (clorofilino, portanto, com vida independente), ramificado, de um musgo, resultante da germinação de um esporo (este, também visível, com cor amarelo-acastanhada) em condições favoráveis.

No protonema observa-se um pequeno gomo (ou gema), verde, com felídeos em roseta, que é o gametófito jovem e cujo desenvolvimento originará os gametângios femininos e masculinos. O modelo, com 6 cm de altura, está fixado numa base circular (diâmetro = 18 cm e espessura = 2 cm) de madeira pintada (preto). Modelo aumentado cerca de 1500 vezes.

A peça está inventariada com o número ME/404652/715 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Pedro Nunes.


MJS


2024/11/11

Educadores Portugueses dos séculos XIX e XX: António Manaças (1889 - 1920)

 

(Imagem do autor retirada da internet)

António Henrique da Silva de Sousa Manaças nasceu a 10 de julho de 1889 em Lisboa, filho de André de Sousa Manaças e de Maria Luísa da Silva Manaças. Concluiu o curso liceal em 1909, ingressando de seguida na Escola Politécnica.

A partir de 1910 iniciou as suas funções de docente na Escola Guimarães e posteriormente na Escola N.º 68 na Penha de França. Durante a sua vida dedicou-se à causa associativa da docência.

Em 1915, juntamente com outros professores, lançou o Boletim Pedagógico (Órgão do professorado primário oficial). Para ele, a classe docente deveria ser vista como um conjunto de indivíduos com a mesma profissão e, consequentemente, as mesmas necessidades, numa plena unidade sociológica. O associativismo era a mais inteligente forma de luta para a obtenção do respeito da classe.

Manaças desempenhou um papel fundamental no associativismo dos professores através do Grémio do Professorado Oficial. Foi também representante do ensino primário geral no Conselho Superior de Instrução Pública.

Publicou em diversos órgãos da classe e reivindicou um reconhecimento do estatuto socioprofissional do professor primário. Fez parte do grupo anarquista Nova Crença, participou no Protesto e Terra Livre e no diário A Greve. Aquando da sua morte precoce, tinha acabado de deixar o cargo de secretário geral da União do Professorado Português e era diretor do jornal O Professor Primário.

 

 

Fonte principal: Dicionário de educadores portugueses / dir. António Nóvoa. - Porto : ASA, 2003. 


MJS