(Imagem da escola-sede do Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre. Retirada da Internet)
O
Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, formado em 2007, está localizado
no concelho de Lisboa, freguesia do Areeiro, tendo, desde então, sofrido
ligeiras alterações à respetiva designação e constituição.
“O Agrupamento é […] reconhecido pela Junta
de Freguesia do Areeiro e pela Câmara Municipal de Lisboa como um parceiro
disponível e empenhado, demonstrado no seu envolvimento, nomeadamente no
programa da natação e da vela e nos projetos da Luz e da Cor, do Charco e da
Horta Pedagógica, bem como na Feira das Ciências, entre outros” (Agrupamento de
Escolas D. Filipa de Lencastre, 2016:5).
O
referido agrupamento celebrou contrato de autonomia com o Ministério da
Educação e Ciência em outubro de 2013, que ainda se encontra em vigor. Este agrupamento
integra os seguintes estabelecimentos de educação:
1. Escola Básica e Secundária
D. Filipa de Lencastre (escola sede);
2. Escola Básica de São João de Deus;
3. Jardim de Infância António José de Almeida.
1. Escola Secundária 2,3 D. Filipa de Lencastre
(Imagem da escola-sede do Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre. Retirada da Internet)
A Escola Secundária D.
Filipa de Lencastre, anteriormente denominada Liceu D. Filipa de Lencastre, é uma escola de ensino secundário
pública localizada no Arco do Cego em Lisboa.
A escola foi batizada em honra de D. Filipa de Lencastre, rainha
consorte de Portugal, por casamento com o Rei D. João I. Sendo inicialmente um liceu feminino, a escola
passou a ser de frequência mista em 1974.
O
Liceu de Dona Filipa de Lencastre foi criado pelo Decreto nº 15971, de 21 de
setembro de 1928, tornando-se o quarto liceu feminino do país e o segundo da
capital (o outro era o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho). O seu primeiro
diretor foi Mário da Costa Cabral, docente do Liceu Camões, uma decisão muito
polémica.
As primeiras instalações localizavam-se num palacete localizado na
Rua do Quelhas, n.º 36. Deu-se início ao ano escolar em 29 de outubro de 1928,
com uma frequência de nove turmas do curso geral liceal.
A escola foi construída a partir de um projeto de Jorge Segurado,
resultante da participação deste arquiteto num concurso público lançado pelo
então Ministério da Instrução Pública, dirigido por Duarte Pacheco.
O edifício procura adequar a modernidade ao tradicional,
representado pelo bairro social do Arco do Cego, aproveitando o pavilhão
construído anos antes, em 1929, com base num projeto de Carlos Ramos, que
procura uma expressão volumétrica futurística.
Após a construção do pavilhão, este projeto foi abandonado, sendo
continuado posteriormente, com base no trabalho de Jorge Segurado, que procura
não fugir à simetria, aproveitando o ginásio e colocando-o no eixo da entrada.
O edifício apresenta, assim, uma forma quadrada com pátio interior.
De acordo com um projeto que existe em exposição na Escola, inicialmente
o desenho era para ser uma escola primária dividida ao meio, sendo a parte
direita reservada ao sexo feminino e a outra ao sexo masculino. De notar a
disposição das salas, todas elas orientadas a Sul, de modo a aproveitar a luz
solar.
Entrou em funcionamento no ano letivo de 1938-1939, como liceu
feminino. De 1938 a 1974 as alunas eram identificadas pela cor do emblema do
Liceu. No ano letivo de 1974-1975 passou a misto. No ano de 2010 foi
constituída a Associação de Antigos Alunos.
O antigo Liceu D. Filipa de Lencastre está classificado desde 2012
como Monumento de Interesse Público.
2. Jardim de Infância António José de Almeida
(Imagem de mãos de crianças pintadas de várias cores. Retirada da Internet)
Situado em Lisboa, na Avenida António José de Almeida,
n.º 24, o Jardim de Infância António José de Almeida desenvolve as suas atividades
letivas, diariamente, entre as 9h00 e as 15h30. Fora desse horário, têm lugar
as Atividades de Animação e Apoio à Família, que são desenvolvidas em parceria
com o Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia do Areeiro, por delegação de competências da Câmara Municipal de Lisboa:
“visa contribuir para o bem-estar das crianças
na escola, dando-lhes estabilidade, apostando na qualidade dos professores e
monitores que com elas trabalham. E aposta também na diversificação das
atividades, pois entende que esta permite alargar as experiências das crianças
e desenvolver os seus talentos” (Jardim
de Infância António José de Almeida, 2017).
3. Escola Básica de S. João de Deus
(Imagem da Escola Básica de S. João de Deus do Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre. Retirada da Internet)
As atividades letivas da Escola Básica de S. João de Deus
decorrem diariamente entre as 08.30h e as 15.15h, consoante os anos. As
Atividades de Enriquecimento Curricular da EB1 São João de Deus são
desenvolvidas em parceria com o Agrupamento de Escolas Dona Filipa de Lencastre
e a Câmara Municipal de Lisboa.
Existem 3
atividades anuais: música, educação física e inglês (com exceção dos 3º e 4º
anos), todas com 1 hora semanal. Os outros dois dias são ocupados com
atividades semestrais: esgrima, xadrez, robótica, teatro, Filosofia e clube das
emoções.
Estas atividades
decorrem diariamente, são de frequência gratuita e de inscrição facultativa (Portaria
nº 644-A/2015, Artigo 8º). Procura-se, assim, estimular a criatividade das
crianças, sem impor horários nem atividades fixas.
A Associação
de Pais e Encarregados de Educação da EB1 São João de Deus é uma instituição sem fins lucrativos
dirigida exclusivamente por pais e
encarregados de educação em regime integral de voluntariado.
P.M.
BIBLIOGRAFIA:
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(2016). Avaliação externa das escolas, relatório [em linha]. Lisboa: AEFL [Consult. 21 de
outubro de 2020]. Disponível: https://www.igec.mec.pt/upload/PUBLICACOES/AEE/LISBOA/LISBOA_Lisboa_AEE_D_Filipa_Lencastre_2016_2017_R.pdf
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. FILIPA DE LENCASTRE
(2016). EB 1 São João de Deus [em
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21 de outubro de 2020]. Disponível: http://www.aedfl.pt/eb-1-sao-joao-de-deus/
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(2016). E.S 2,3 D. Filipa de Lencastre [em linha]. Lisboa: AEDFL
[Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível:
http://www.aedfl.pt/es-23-d-filipa-de-lencastre/
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(2016). Jardim de Infância António José
de Almeida [em linha]. Lisboa: AEDFL [Consult. 21 de outubro de 2020].
Disponível: http://www.aedfl.pt/jardim-infancia/
ASSOCIAÇÃO DE
JARDINS-ESCOLAS JOÃO DE DEUS (s.d.) João de Deus [em linha: Lisboa: Associação de Jardins-Escolas João de
Deus [Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível: http://www.joaodeus.com/associacao/biografias.asp?id=1
ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE
EDUCAÇÃO DA EB1 SÃO JOÃO DE DEUS (s.d.). A
associação [em linha]. Lisboa: Associação de Pais e Encarregados de
Educação da EB1 São João de Deus [Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível:
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JARDIM DE INFÂNCIA ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA (2017). Regulamento das Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF) [em
linha]. Lisboa: AAAF [Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível: http://www.apeesjd.pt/wp-content/uploads/2017/09/RegulamentoAAAF20172018.pdf
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA
(s.d.). António José de Almeida [em
linha]. Lisboa: PRP [Consult. 21 de outubro de 2020]. Disponível: http://www.presidencia.pt/?idc=13&idi=32
Um
dos mais populares dirigentes do Partido Republicano, desde muito novo
manifestou ideias republicanas. Era ainda aluno de Medicina em Coimbra
quando publicou no jornal académico Ultimatum um artigo que ficou
famoso, intitulado «Bragança, o último», que foi considerado insultuoso para o
rei D. Carlos. Foi candidato do Partido Republicano em 1905 e 1906, sendo
eleito deputado nas segundas eleições realizadas neste ano, em agosto. Em 1906,
em plena Câmara dos Deputados, equilibrando-se em cima duma das carteiras, pede
aos soldados, chamados a expulsar os deputados republicanos do Parlamento, a
proclamação imediata da república. No ano seguinte adere à Maçonaria. Ministro
do Interior do Governo Provisório, foi depois várias vezes ministro e deputado,
tendo fundado em fevereiro de 1912 o partido Evolucionista, que dirigirá,
partido republicano moderado organizado em torno do diário República,
que tinha criado em janeiro de 1911, e que também dirigia, opondo-se ao Partido
Democrático de Afonso Costa, mas com o qual se aliou no governo da União
Sagrada, em março de 1916, ministério de que foi presidente. Em 6 de
Agosto de 1919 foi eleito presidente da República e exerceu o cargo até 5 de
outubro de 1923, sendo o único presidente que até 1926 ocupou o cargo até ao
fim do mandato.
João
de Deus Ramos Nogueira nasceu a 8 de março de 1830 em São Bartolomeu de
Messines. Foi batizado a 16 de março do mesmo ano pelo pároco Joaquim Raimundo
Marques. Tinha 19 anos quando saiu do seminário e se matriculou em Direito na
Universidade de Coimbra onde frequentou o 1.º ano. A 13 de Julho de 1859
terminou o curso e decidiu permanecer em Coimbra, colaborando com os jornais: Estreia Litteraria, Atheneu, Preludios Litterarios, Academico,
Instituto, Phosphoro e Tira-Teimas
e traduzindo obras do francês para o português. As suas poesias ganharam fama
entre o meio académico. Em 1862 publicou Pachá Janina, obra contra o Reitor da
Universidade de Coimbra e partiu para o Alentejo onde colaborou na redação dos
jornais O Bejense (de Beja) e A Folha do Sul (de Évora). João de Deus mudou-se
para Lisboa onde prestou juramento e tomou assento nas Cortes a 18 de maio de
1868. Sem filiação partidária e sem integrar nenhuma comissão, nunca usou a
palavra, limitando-se a estar presente. Na capital frequentou assiduamente as
tertúlias do Café Martinho situado no Rossio. Viveu num pequeno quarto alugado
na Rua dos Correeiros, n.º 221, 5.º andar, onde recebia muitos amigos. Em 1870
recebeu um convite do senhor Rovere da Casa Rolland para criar um método de
leitura adaptado à língua portuguesa e inicia desde logo esse seu novo projeto
a que chamará mais tarde Cartilha
Maternal ou Arte de Leitura.
A 2 de Agosto de 1888 foi nomeado vitaliciamente Comissário Geral do Método de
Leitura Cartilha Maternal. No dia do seu 65º aniversário, a 8 de março de 1895,
foi agraciado pelo rei D. Carlos com a condecoração Grã-Cruz de Santiago. O rei
tomou a iniciativa de ir pessoalmente a sua casa entregá-la. Morreu no seu
quarto, às 22 horas, vítima de miocardite crónica, a 11 de janeiro de 1896. A 1
de Dezembro de 1966 o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional.