2024/04/11

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Escolas Comerciais e Artísticas: Escola Industrial e Comercial da Guarda

- Escola Industrial e Comercial da Guarda -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - a Escola Industrial e Comercial da Guarda.

  

(No topo, à direita, uma imagem da entrada da escola, com uma escadaria. Em baixo, uma vista de um pátio interior com pavilhões)

(No topo, pode observar-se uma oficina de eletricidade. Em baixo, à esquerda, uma sala de aula de datilografia. À direita, a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)


Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre 1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.


P. M. 



2024/04/08

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Escolas Comerciais e Artísticas: Escola Industrial e Comercial de Gouveia

 

-  Escola Industrial e Comercial de Gouveia -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - a Escola Industrial e Comercial de Gouveia.


(Imagem dos pavilhões constituintes da escola)

(No topo, imagem da entrada da escola. Em baixo, à esquerda, a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)


Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre 1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.


P. M. 


2024/04/04

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Escolas Comerciais e Artísticas: Escola Industrial e Comercial de Évora

 

- Escola Industrial e Comercial de Évora -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - a Escola Industrial e Comercial de Évora.


(Imagem dos vários pavilhões da escola)

(No topo, uma imagem do museu escolar. Em baixo, à esquerda, a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre 1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.


P. M. 


2024/04/01

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Escolas Comerciais e Artísticas: Escola Industrial e Comercial de Espinho

 

- Escola Industrial e Comercial de Espinho -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - a Escola Industrial e Comercial de Espinho.

(Duas imagens dos pavilhões da escola)

(No topo, pode observar-se uma oficina. Em baixo, à esquerda, o refeitório/bar. À direita, a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)


Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre 1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.


P. M. 


2024/03/28

Instalações para o ensino (1968 a 1972) - Ministério das Obras Públicas - Escolas Comerciais e Artísticas: Escola de Artes Decorativas de António Arroio, Lisboa


- Escola de Artes Decorativas de António Arroio -

O Ministério das Obras Públicas concluiu 42 edifícios, no período decorrente de 1968 a 1972, destinados a estabelecimentos dos cursos preparatório, secundário e médio. A título de divulgação, neste post, daremos a conhecer - a Escola de Artes Decorativas de António Arroio, Lisboa.


(No topo, imagem de uma sala de aula. Em baixo, imagem dos pavilhões constituintes da escola)

(No topo, imagem de um pátio interior e de um pavilhão. Em baixo, à esquerda, uma oficina de cerâmica. À direita, a ficha técnica com a identificação da escola, a dimensão da área coberta, a dimensão da superfície de pavimentos, o custo total das instalações, a data de conclusão da obra, a população escolar e a discriminação das dependências)

Ministério das Obras Públicas (1973). Novas Instalações para o ensino construídas entre 1968 e 1972. Lisboa: Direcção-Geral das Construções Escolares.


P. M. 



2024/03/25

Instituto Histórico da Educação - objetivos e ações

 

Tendo em conta o Decreto-lei 206/98, de 13 de junho (Diário da República n.º 159/1998, Série I-A de 1998-07-13), desde há muito que se fazia sentir a necessidade de uma entidade vocacionada para a salvaguarda e divulgação da memória da educação. Justificou-se, assim, a criação do Instituto Histórico da Educação, com o objetivo de:

a) Salvaguardar e valorizar, de forma sistemática e integrada, o património gerado pelas diversas entidades do Ministério da Educação, bem como por outras entidades do sistema educativo, entendendo-se por património não só o de natureza arquivística e bibliográfica, mas também o de carácter museológico e arquitetónico;

b) promover e ampliar a exploração do património arquivístico pelas respetivas entidades produtoras, para além de uma utilização para fins primários ou administrativos, no sentido de apoiar a definição de políticas, o planeamento e controlo das atividades técnicas, a ação pedagógica, a investigação científica e a divulgação cultural.

O Instituto Histórico da Educação nasceu com a tripla função de conservar, investigar e divulgar os testemunhos da memória educativa. A esta inovação, de concatenar práticas culturais e científicas, por norma assumidas por diferentes entidades, corresponde também a agregação de materiais que é usual verem-se pulverizados em organismos culturais clássicos, tais como os arquivos, as bibliotecas, os museus e as universidades.

Esta vocação integradora não tem subjacente nenhuma perspetiva centralizadora, sendo necessário respeitar a esfera de competência própria de cada uma das instâncias educativas. O Instituto Histórico da Educação assumir-se-á como uma entidade de apoio a iniciativas e projetos locais, com origens e responsabilidades diferenciadas, procurando ir além do espaço institucional e projetando a sua ação junto do conjunto dos atores com intervenção educativa.

A ação do Instituto Histórico da Educação esteve diretamente relacionada com o trabalho de investigação. Não se tratou de reproduzir uma lógica de investigação académica, mas antes de criar as dinâmicas necessárias ao tratamento, à divulgação e à utilização dos fundos documentais e museológicos.


(Imagem do folheto que fornece informações sobre o Instituto Histórico da Educação)

(Imagem do folheto que fornece informações sobre o Instituto Histórico da Educação. Do lado direito do folheto encontram-se duas imagens: um pavilhão da Escola Secundária de Ourém - 1977 e o Museu de História Natural do Liceu Nuno Álvares Pereira em Castelo Branco - 1945)





P. M. 

 


2024/03/21

Colégio de Campolide - Parte II

(Imagem da Sala de Visitas do Colégio de Campolide)

A história escrita de colégios regidos por instituições religiosas, era, obrigatoriamente, enviada para Roma, onde se exponha resumidamente em que tempo, por que ocasião e de que modo tiveram início (cf. Grainha, 1913, p. 1). No que diz respeito ao Colégio de Campolide, o Padre Rademáker[1] ficou incumbido de escrever a sua história mas, ao que parece, preocupava-se pouco com a exatidão dos fatos. Foram vários os relatores incumbidos de registarem os acontecimentos factuais, dando origem a relatos com noticias fragmentadas. Efetivamente, Rademáker, enquanto presbítero secular, dedicava-se mais ao ensino religioso dos estudantes de vários colégios.


O referido Colégio fomentava a criação de "academias científicas”, indo ao encontro das disposições da Ratio Studiorum [2]. Estas academias, constituídas pelos melhores alunos de diversos anos, ofereciam aulas especiais aos seus membros, onde se discutiam assuntos atuais e de importância. Por vezes, estas academias organizavam sessões solenes e eram apresentadas várias comunicações científicas para todos os alunos do colégio e suas famílias. Privilegiava-se nestas sessões uma abordagem experimental dos assuntos, em detrimento de um estudo meramente teórico. Por exemplo, a primeira sessão científica em Campolide deu-se em 1873 e foram escolhidos 4 alunos para apresentar algumas experiências sobre as propriedades da luz.

 

(Imagem da Biblioteca do Colégio de Campolide)

Para além destes exercícios estritamente académicos, ressalta-se, pois, a formação e conhecimento da doutrina cristã e sacramento da confissão. Para facilitar tais disposições éticas, impunha-se a construção de uma biblioteca de livros variados e bons de cuja leitura os alunos tiravam dividendos:

 

“Não passavam ociosamente o tempo principalmente os domingos e eram levados ao amor da piedade e dos bons costumes por este caminho tão suave. Estabelecendo também vários jogos acomodados à idade das crianças, satisfazendo-lhes o natural desejo de brincar e divertir-se sem perigo de ofender a Deus” (Grainha, 1913, p. 5-6).

 

Para além deste processo doutrinal, entre 1858 e 1910, os Jesuítas portugueses dedicaram-se ao ensino da física, da zoologia e da botânica como forma de incentivar os seus alunos a interessarem-se pelo estudo da epistemologia. As expedições, as academias científicas e a execução de experiências laboratoriais foram uma prioridade para os professores do Colégio Jesuíta. Este investimento no ensino e na investigação científicas foi uma resposta direta às acusações de obscurantismo de que os Jesuítas eram alvo desde os tempos do Conde de Oeiras e permitiu-lhe alcançar uma grande notabilidade científica entre os seus pares, de que são exemplo a fundação da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais e o acolhimento da Revista Brotéria[3] pela comunidade científica portuguesa e internacional.

 

(Imagem da Camarata corrida do Colégio de Campolide)


Este colégio teve um grande impacto na cultura portuguesa, a partir de meados do século XIX, particularmente por ter sido a instituição de ensino pré-universitário responsável pela educação dos jovens pertencentes às camadas mais altas da sociedade portuguesa. Para os seus opositores, era, por isso, essencial que se encerrassem os colégios dirigidos pelos Jesuítas e que fossem expulsas as ordens religiosas dos territórios portugueses.

 

Só desta forma é que foi possível, na visão de Manuel Borges Grainha (1826 - 1925), um dos principais adversários da Companhia de Jesus no início do século XX, impedir que os Jesuítas continuassem a exercer a sua influência na educação da nobreza lisboeta. Com a implantação da República Portuguesa o Colégio de Campolide foi encerrado, na sequência do bombardeio por militares e populares, na noite de 4 de outubro, sendo grande parte das suas coleções, manuscritos e instrumentos científicos destruídos.

 

Mais recentemente a Universidade Nova de Lisboa ocupou o espaço, tendo-se estabelecido no local a prestigiada Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Em 2017 esta Faculdade mudou de instalações, para Carcavelos, sendo que o Colégio, agora denominado Almada Negreiros, foi ocupado por outras unidades orgânicas da Universidade Nova de Lisboa.

 

P. M. 

 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

DIREÇÃO-GERAL DO PATIMÓNIO CULTURAL (2002). Colégio de Maria Santíssima Imaculada de Campolide. Colégio de Campolide. Quartel do Batalhão de Caçadores N.º 5. Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa [em linha]. Sacavém: Sistema de Informação para o Património Arquitectónico [Consult.  7 de fevereiro de 2024]. Disponivel: www. monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3138.

 

GRAINHA, M. Borges (1913). História do Colégio da Companhia de Jesus: escrita em latim pelos padres do mesmo Colégio onde foi encontrado o manuscrito. Coimbra: Imprensa da Universidade.

 

SANTOS, Maria Alcina (2011). Elites salazaristas transmontanas no estado novo o caso de Artur Águedo de Oliveira (1894-1978) [em linha]. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra [Consulta 7 de fevereiro de 2024]. Disponível: https://hdl.handle.net/10316/18281.

 

 


[1] Carlos João Rademáker (Lisboa, 1 de agosto de 1828 – Lisboa, 6 de junho de 1885) foi um sacerdote católico português, impulsionador da reintrodução em Portugal da Companhia de Jesus, decorrido quase um século após o seu banimento em 1759 por Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal (não obstante uma efémera presença entre 1829 e 1833 a convite de D. Miguel I). Depois de uma campanha de décadas, com avanços e recuos vários, Rademáker conseguiu a 25 de julho de 1880 a restauração da Província Portuguesa, já então com 120 membros e três Colégios.

[2] O Ratio atque Institutio Studiorum Societatis Iesu (em português: Plano e Organização de Estudos da Companhia de Jesus), normalmente abreviada como Ratio Studiorum, é uma espécie de coletânea, fundamentada em experiências vivenciadas no Colégio Romano, a que foram adicionadas observações pedagógicas de diversos outros colégios, cujo objetivo era instruir rapidamente todo o jesuíta docente sobre a natureza, a extensão e as obrigações do seu cargo. O Ratio surgiu com a necessidade de unificar o procedimento pedagógico dos jesuítas diante da explosão do número de colégios confiados à Companhia de Jesus como base de uma expansão em sua totalidade missionária. Constituiu-se numa sistematização da pedagogia jesuítica contendo 467 regras cobrindo todas as atividades dos agentes diretamente ligados ao ensino e recomendava que o professor nunca se afastasse do estilo filosófico de Aristóteles, e da teologia de Santo Tomás de Aquino.

[3] A Revista Brotéria, foi publicada mensalmente desde 1902 pelos jesuítas portugueses de inspiração cristã. Há 120 anos, três professores de um colégio na Beira Baixa fundaram a Brotéria: Revista de Sciencias Naturaes. Na altura publicavam-se artigos de botânica, zoologia e genética, em muitos dos quais foram classificadas novas espécies de animais e plantas. Pouco tempo depois, passaram também a surgir artigos sobre química, física, medicina, biologia e agricultura. Em 1955, nasceu mais um ramo da Brotéria, que continuou a crescer até hoje — a revista de Cristianismo e Cultura. 120 anos depois, a Brotéria já não é só uma revista. Hoje faz parte do projeto multidisciplinar do centro cultural no Bairro Alto e de uma forma redonda de ver aquilo que nos rodeia: oferecendo uma reflexão escrita serena e rigorosa sobre o mundo e contribuindo para a discussão dos principais temas de hoje na literatura, política, arte, história, filosofia, religião e bioética.